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terça-feira, maio 12, 2026
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Bolsonaro aposta no terrorismo para se manter na presidência

Por Roberto Kuppê (*)

Quando Bolsonaro se elegeu em 2018, o então adversário dele no segundo turno, Fernando Haddad (PT), ligou para o vencedor, reconhecendo a derrota e desejando boa sorte. 43 dias após o segundo turno de 2022, o Brasil se transformou num campo de guerra, após a derrota de Bolsonaro para Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Ontem, em Brasília, manifestantes bolsonaristas que se dizem cristãos e patriotas, vandalizaram o centro da capital federal, ateando fogo em automóveis e ônibus e tocaram o terror. Ação que estava prestes a ocorrer, após manifestantes exigirem às Forças Armadas a aplicarem um golpe militar, em vão. As FFAA não desejam embarcar nessa aventura contra a democracia.

O estopim para os atos que aterrorizaram ontem a capital do DF, começou com a prisão do indígena xavante José Acácio Serere, que achando que não poderia ser preso, desafiou o presidente do TSE, Alexandre de Moraes a prendê-lo, além de ameaça-lo de morte. Isso ocorreu durante a diplomação de Lula, na sede do TSE. O indígena que ignora o fato de que o presidente Bolsonaro nunca fez nada pelos povos originários, fez as ameaças na frente do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, sob a proteção, claro, de Bolsonaro.

Preso na noite desta segunda-feira, em Brasília, o indígena José Acácio Serere Xavante, de 42 anos, “convocou expressamente pessoas armadas para impedir a diplomação dos eleitos”, de acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte, por meio do ministro Alexandre de Moraes, determinou a sua prisão temporária por dez dias, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Nas redes sociais, notórios bolsonaristas trataram de isentar os manifestantes pró-golpe, afirmando que esses atos foram praticados por black blocs petistas, infiltrados, para prejudicar o movimento golpista, a velha e surrada narrativa bolsonarista, de terceirizar a culpa do que deu errado. O pior de tudo isso é que, apesar da gravidade das ações terroristas, nenhum manifestante foi preso. Apenas o indígena que continua na carceragem da PF, implorando para ser solto.

Estranho que teve pouca ação de policiais militares e não seu ouviu aquelas sirenes de ambulâncias, corpo de bombeiros, peculiares em eventos como estes. Os terroristas atuaram de forma bastante à vontade, cantando até Hino Nacional para policiais que faziam a segurança de um hotel onde estava hospedado o presidente diplomado, Luís Inácio Lula da Silva.

É claro que toda essa barbárie não vai mudar nada nos resultados das eleições, muito pelo contrário, vai prejudicar mais ainda a já não tão boa situação de Jair Bolsonaro que deverá deixar o governo daqui a 17 dias. Não há espaço para a ruptura democrática em prol de um governo responsável indireto pela morte de quase 700 mil pessoas por Covid.

Bolsonaro que deixará um rombo de 800 bilhões de reais nas finanças do País, terá dias ruins a partir de 1 de janeiro, respondendo a mais de 200 processos, que certamente o levarão à prisão. E é por isso que ele está desesperado, a espera de um milagre, nem que seja uma guerra civil, seguido de um golpe militar.

P.S. Se se não tomarem uma atitude forte contra Bolsonaro já, poderá ocorrer sangue, mortes e uma guerra civil será inevitável. Não se pode esperar para o dia 1 de janeiro de 2023.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

 

 

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