Por Roberto Kuppê (*)
Deltan Dallagnol já era. Moro e Bolsonaro estão na boca da caçapa. Arthur Lira é questão de tempo. A presidenta mundial do BRICS, Dilma Rousseff acertou em cheio: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”. Lula profetizou na frente de Sérgio Moro quando era condenado sem provas: “Doutor, hoje sou eu que estou sendo massacrado. Amanhã será o senhor”. Dito e feito. Moro hoje não vale aquilo que o gato enterra.
Para quem duvidava da existência de Deus, da justiça dos homens e da justiça divina, está na hora de rever seus conceitos. Deus existe, a justiça dos homens está funcionando e, mais do que nunca, a justiça divina está sendo aplicada naqueles que usaram o nome de Deus em vão. Eles estão caindo um a um.
Porém, contudo, o perigo ainda existe e está bem à nossa frente. Como Pilatos, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), está no limiar de mandar Lula para a cruz, apoiado pelos fariseus. Lula não cometeu nenhum crime, mas o que isso importa para quem na posição de Lira já tirou do poder uma presidenta que não cometera crime nenhum?
Assim como Lula não cometeu crime nenhum, o mesmo não podemos afirmar de Arthur Lira. Além das dezenas de crimes que já cometera ao longo de sua vida pública, descobriu-se agora que ele está centro das investigações de um monstruoso esquema de desvios de recursos públicos do Ministério da Educação, utilizando-se do orçamento secreto.
E olha que não é só Lira quem pode ter desviado recursos do orçamento secreto não. Centenas de deputados federais do passado e do presente também o fizeram. É por isso que Lula corre perigo. São esses mesmos deputados que hoje são contemplados por emendas que poderão acionar o cadafalso de Lula. Olho vivo nessa gente que brada a todos pulmões: “Deus, Pátria e Família”.
Está em jogo a vida das famílias pobres beneficiadas pelos programas sociais, em perigo a vida dos indígenas, no fio da navalha a economia brasileira. Essa gente não tem o menor pudor, não tem sentimentos, não tem compaixão e nem amor pelo próximo. Só olham para dentro de si.
A maioria não tem, inclusive, nenhum temor pelo futuro da humanidade. Não se importam com a natureza, com o meio ambiente. Vivem como se não houvesse amanhã. Mal sabem que a toda ação, corresponde a uma reação. A natureza não perdoa os crimes cometidos contra ela. Quando menos esperar, uma tragédia dizimará milhares ou milhões.
Portanto, todo cuidado é pouco. Pilatos está vivo. Apoiado por fariseus, pelas bancadas do ódio, do agro, das armas, da Bíblia. Essa gente tem como mentor e mestre um genocida, negacionista e cruel no seu mais alto nível. Querem voltar à barbárie, à política da morte.
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