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quinta-feira, abril 30, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Pedro Abib

O assunto da semana é a pré-candidatura do vice-reitor da Faculdade Católica, Pedro Abib, ao governo de Rondônia pelo MDB. No estado o partido já referendou o nome dele. Mas, segundo o próprio Abib, precisará agora do aval do presidente nacional do partido, Baleia Rossi. Uma reunião está sendo programada para a próxima semana em Brasília.

Vice de Netto

Ao tomar conhecimento da indicação de Pedro Abib ao governo, o pré-candidato Expedito Netto (PT) disse que ele seria o vice ideal. Com 100% de aceitação dentro do PT, Expedito Netto considera trabalhar para ter o MDB na chapa majoritária.

Confúcio à reeleição

Embora o entorno do senador Confúcio Moura (MDB) diga que será candidato à reeleição, ele continua em silêncio sobre a possível decisão. Confúcio tem trabalhado silenciosamente na montagem de uma nominata competitiva à Câmara Federal e Assembleia Legislativa de Rondônia.

Laerte X Tony Pablo

 A crise política em Cacoal ganhou novos capítulos após troca de declarações públicas entre o prefeito Tony Pablo e o deputado estadual Laerte Gomes (PSD). O embate ocorreu em meio às articulações políticas para as eleições de 2026 e movimentou bastidores da política rondoniense. Durante conversa em grupo político, Laerte Gomes fez duras críticas ao prefeito de Cacoal e classificou a postura de Tony Pablo como “traição”. O parlamentar afirmou que considera falta de lealdade romper alianças políticas pouco tempo após assumir o cargo.

Laerte X Tony Pablo 2

“Eu não concordo é com traição. É o cara te botar num lugar e com menos de dois meses você fazer um negócio desse”, declarou o deputado. Laerte também afirmou que questões como “conduta”, “ética” e “caráter” são fundamentais nas relações políticas. Segundo ele, aliados devem comunicar decisões políticas diretamente, evitando exposição pública.

Fúria X Tony Pablo

O pré-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD) está literalmente furioso com o prefeito de Cacoal, Tony Pablo (Podemos), que o sucedeu.

Bom para Marcos Rogério

O resultado nefasto de ontem foi bom, melhor dizendo, foi ótimo para o pré-candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL), que votou contra Messias e declarou o voto. MR voltou ao estado com ares de vitória. Ganhou mais pontos com os bolsonaristas.

 

 

Master claro

Flávio Bolsonaro e Davi AlcolumbreEstá master claro de que a derrota de Lula na indicação de Jorge Messias ao STF tem a ver com as investigações sobre o Caso Master e o rombo do INSS que avançam sobre parlamentares do Centrão. Os senadores Flávio Rachadinha Bolsonaro (PL-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI), principais implicados, foram, ao lado do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), os artífices da derrota de Lula. O objetivo, claro, é desgastar o governo, taxar de incompetente e beneficiar a candidatura de Flávio Rachadinha Bolsonaro à presidência da República. Lula errou ao enviar tardiamente o nome de Jorge Messias à apreciação do Senado Federal. Deveria tê-lo feito em outubro do ano passado, quando Lula estava em alta e de bem com Davi Alcolumbre. A votação ontem foi totalmente contaminada pelo clima das eleições.

Senado rejeita Messias

Na queda de braço entre presidentes, o do Senado, Davi Alcolumbre, impôs ao da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a mais séria derrota no Legislativo em seus três mandatos. Por 42 votos a 34 e uma abstenção, os senadores rejeitaram a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), um movimento que não acontecia desde 1894. Como conta Natuza Nery, Alcolumbre passou os últimos dias articulando a rejeição de Messias com parlamentares dos mais diversos matizes e chegou a prever, em um diálogo captado pelo microfone da mesa, o placar: “Acho que ele vai perder por oito”, afirmou. O presidente do Senado queria a vaga no Supremo para seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e resistiu desde o início à indicação do AGU. (g1)

Senado rejeita Messias 2

Não satisfeito em impor uma derrota humilhante ao Planalto, Alcolumbre prometeu à oposição que não pautará uma eventual nova indicação de Lula, devido à proximidade do período eleitoral. Na prática, isso significa que a vaga no STF deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso será preenchida por um indicado de quem vencer o pleito de outubro. (Folha)

 

Senado rejeita Messias 3

O próprio Lula sinalizou que não pretende fazer outra indicação antes das eleições. A ideia é “deixar a poeira assentar” e evitar que uma nova derrota contamine a campanha. (PlatôBR)

Senado rejeita Messias 4

Nesse cenário, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está tecnicamente empatado com Lula nas pesquisas, vença a eleição, poderá nomear quatro ministros do STF ao longo de seu governo. Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes se aposentam entre 2028 e 2030. Isso mudaria radicalmente a correlação de forças no Supremo, que já tem dois ministros nomeados pelo bolsonarismo: Kássio Nunes Marques e André Mendonça. (Globo)

Senado rejeita Messias 5

“O Senado é soberano.” Essa foi a reação de Jorge Messias à rejeição de seu nome. “Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar. Agradeço os votos que recebi”, declarou. Governo e oposição, claro, tiveram reações diferentes. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou em redes sociais que o resultado foi “uma chantagem política” e que o Senado “saiu menor” do episódio. Já o líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), escreveu que a rejeição de Messias é um sinal político. “Hoje não foi a rejeição de um nome. Foi o enfrentamento de um modelo”, afirmou. (Metrópoles)

Senado rejeita Messias 6

No Supremo, a derrota de Messias foi encarada com surpresa e temor de uma crise institucional entre Executivo e Legislativo. Em nota, o presidente da Corte, Edson Fachin, ressaltou que a palavra final sobre a nomeação era do Senado e que “a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”. (CNN Brasil)

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Mais cedo, Messias havia participado da tradicional sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde teve o nome aprovado por 16 votos a 11. Ao longo de suas falas, ele fez diversos acenos à direita, como a condenação enfática do aborto e a crítica ao ativismo judiciário. Com bispos e pastores na plateia para apoiá-lo, Messias reafirmou sua identidade evangélica, mas ressaltou que, no Brasil, o Estado é laico. (UOL)

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Malu Gaspar: “A rejeição histórica de Messias foi resultado de uma articulação que mobilizou integrantes da tropa de choque bolsonarista, capitaneados por Flávio Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes e, acima de tudo, Alcolumbre, que trabalhou até o último minuto para impor a derrota ao governo Lula.” (Globo)

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Pedro Doria: “Não tem adjetivo, aqui, para classificar o tamanho dessa derrota. Lula escolheu entrar numa disputa política com Davi Alcolumbre e perdeu. Perdeu feio. Foi a nocaute. Isto é perda de faro político por parte do sujeito que foi, provavelmente, o mais hábil político criado na Nova República. O Palácio do Planalto não entendeu o que estava acontecendo. Não viu acontecer. Leu tudo errado”. (Meio)

Senado rejeita Messias 10

Thiago Amparo: “A derrota de Messias é menos sobre Messias e mais sobre as eleições de 2026 e o ego de Alcolumbre. Se os senadores pensassem que Lula teria enorme vantagem nas eleições (o que não tem), e se Alcolumbre pensasse que bolsonaristas não seriam a principal força política do Senado em 2027 (devem ser), não valeria o desgaste”. (Folha)

Análise da Mirian Leitão

“​O Senado derrotou o presidente Lula pelos piores motivos. Antecipou uma guerra política, deixou isso contaminar decisão institucional e cedeu a um presidente do Senado com interesses particularíssimos. O bolsonarismo evidentemente comemorou essa derrota, mas isso não traz qualquer indicação do resultado desta eleição. A disputa que começou oficialmente nesta quarta, 29 de abril, tem seis meses pela frente. E quem vota é o país, e não alguns senadores encastelados em seus próprios interesses e conchavos”.

Dia do Trabalho

O presidente Lula vai aproveitar o tradicional pronunciamento em rede do Dia do Trabalho para divulgar suas principais bandeiras eleitorais. Ele pretende anunciar oficialmente o Desenrola 2, segunda fase do programa de renegociação de dívidas, com uso do FGTS. Números do Banco Central apontam endividamento recorde das famílias, enquanto pesquisas mostram que esta é uma preocupação crescente dos eleitores. Ao mesmo tempo, Lula deve encampar a defesa do fim da escala de trabalho 6×1, tendo como alvo as mulheres, com o argumento de que essa escala pressiona mais quem tem dupla jornada com afazeres domésticos. (Poder360)

Dia do Trabalho 2

Aliás, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, estimou que o uso do FGTS no Desenrola 2 retire R$ 4,5 bilhões do fundo, destinado a auxiliar trabalhadores formais que são demitidos. Marinho disse que esses recursos, que correspondem a 20% do salto total do FGTS, serão destinados exclusivamente a famílias com renda de até cinco salários-mínimos (R$ 8.105). (UOL)

Michelle e Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concordou em uma trégua com o enteado Flávio Bolsonaro para apoiar publicamente a candidatura dele ao Planalto. A pacificação foi articulada por aliados durante meses e busca diminuir a resistência do eleitorado feminino a ele. Os dois estavam rompidos desde novembro, quando Michelle criticou a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Embora tenha aceitado manifestar apoio nas redes sociais, a ex-primeira-dama ainda não garante que estará engajada todos os dias na campanha, alegando a necessidade de cuidar do marido, que cumpre prisão domiciliar. (Globo)

Pesquisa Quaest

A primeira pesquisa Quaest de 2026 com candidatos ao Palácio dos Bandeirantes mostra o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com fortes chances de reeleição. Ele aparece com até 38% das intenções de voto, contra 26% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) no primeiro cenário; Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) têm 5%, cada. No segundo cenário, sem Serra, Tarcísio chega a 40%; Haddad, 28% e Kataguiri mantém os 5%. Para o Senado, Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) lideram a corrida pelas duas vagas. Tebet tem entre 14% e 15% em diferentes cenários; França tem 12% em três das simulações em que foi citado, mesmo percentual de Marina; Derrite aparece com 8%. A margem de erro das pesquisas é de 2 pontos percentuais. (g1)

Pesquisa Quaest 2

Na Bahia, há um empate técnico entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) pelo governo estadual. No primeiro cenário, ACM Neto tem 41% contra 37% de Jerônimo, que busca a reeleição. A Quaest aponta o empate, considerando a margem de erro de 3 pontos percentuais. Em todos os cenários, Ronaldo Mansur (PSOL) tem apenas 1%, enquanto José Estevão (DC) não pontua. Em caso de um segundo, ACM Neto teria 41% ante 38% de Jerônimo, com 12% de indecisos e 9% de brancos e nulos. (g1)

Redução do desmatamento

A redução do desmatamento no Brasil impulsionou a queda de 36% nas perdas de florestas tropicais em todo o mundo em 2025, de acordo com o World Resources Institute (WRI). O país retraiu a perda de florestas primárias em 42,4% no ano passado, quando incêndios causaram 65,2% do desflorestamento. O mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de floresta tropical primária, equivalente ao tamanho da Dinamarca, puxado pela destruição em países como Bolívia e Indonésia, causada principalmente pela expansão agrícola. Apesar da diminuição, os países ainda destroem cerca de 70% a mais de florestas do que o permitido para cumprir o compromisso global sobre o tema até 2030. (UOL)

O Diabo Veste Prada 2

Vinte anos após o lançamento de sua primeira versão do que se tornou um clássico sobre filmes de moda, O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas como a principal estreia deste fim de semana. Meryl Streep e Anne Hathaway retornam para encarar os novos desafios vividos pelos mercados de moda e mídia, como questões financeiras e de conteúdo. O Brasil está bem representado com um documentário sobre Zico, um dos maiores jogadores do futebol mundial, e o primeiro filme nacional rodado totalmente em Imax.

Shakira em Copacabana

Com promessa de um show histórico na Praia de Copacabana neste sábado, a cantora Shakira desembarcou no Rio de Janeiro nesta quarta-feira acenando para os fãs que a aguardavam no aeroporto do Galeão. Ela chega para o projeto Todo Mundo no Rio, que espera atrair 2 milhões de pessoas para o show gratuito que contará com uma megaestrutura. O palco ficará mais próximo do público e terá cerca de 1.500 m², sendo o maior já montado em Copacabana, superando os dos shows de Madonna e Lady Gaga na orla. Também haverá 16 torres de som e vídeo espalhadas pela areia. (g1)

União Europeia x Meta

A União Europeia apresentou uma acusação formal contra a Meta após concluir uma investigação de dois anos sobre a proteção de menores em suas plataformas. A Comissão Europeia entende que o Facebook e o Instagram não agem de forma suficiente para impedir que crianças com menos de 13 anos criem perfis, o que fere diretamente a Lei de Serviços Digitais do bloco. Dados colhidos pelos reguladores indicam que mais de 10% do público infantil no continente utiliza as redes sociais de forma irregular devido à fragilidade dos sistemas de verificação da companhia. A punição para a Meta pode chegar a 6% de seu faturamento global anual. Em resposta, a empresa afirma possuir protocolos de segurança e prometeu apresentar novos recursos de validação de idade nos próximos dias. (Reuters)

Elon Musk

O bilionário Elon Musk depôs no tribunal da Califórnia no processo que move contra a OpenAI e reforçou sua acusação de que a organização abandonou sua missão filantrópica original. O CEO da Tesla afirmou aos jurados que a transição da empresa para um modelo comercial lucrativo equivale a “saquear uma instituição de caridade”. Em resposta, a defesa da OpenAI classificou a ação judicial como uma manobra de um concorrente interessado em prejudicar um rival de mercado. Segundo o advogado da companhia, Musk deixou o projeto após não conseguir fundi-lo com a Tesla ou assumir o cargo de CEO. O julgamento deve seguir até o final de maio. (BBC)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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