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domingo, maio 31, 2026
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Coluna Zona Franca Especial de Domingo

Por Roberto Kuppê (*)

Lançamento de Pedro Abib

Será amanhã, 1 de de junho, o lançamento oficial da pré-candidatura de Pedro Abib ao governo de Rondônia pelo MDB. O grande momento será coordenado pelo senador Confúcio Moura, presidente estadual da sigla. Após o lançamento, o próximo passo será a escolha do pré-candidato à vice-governador. Estão na mira para vice indicados do PDT, PSB, PT, PSOL, PV e Cidadania.

Não subestimem os pré-candidatos do MDB e do PT 

Ignorar os pré-candidatos do MDB e do PT é desprezar a História. Este colunista, por dever de ofício, tem acompanhado os bastidores da política no estado de Rondônia, com mais atenção aos cargos majoritários (governo e Senado). No estado de Rondônia, a cena política neste estrato de candidaturas, os nomes apresentados ao eleitor não se limitam apenas ao de Adailton Fúria (PSD), Hildon Chaves (UB), Marcos Rogério (PL) e Samuel Costa (PSB).

Não subestimem os pré-candidatos do MDB e do PT  2

Isto pelo fato de que a maioria dos analistas e, sobretudo, dos sites e blogues não insere nas suas análises e enquetes os nomes de Pedro Abib (MDB) e Expedito Neto (PT). Se isto não for deliberado, é um erro histórico na avaliação do cenário político do estado.

Não subestimem os pré-candidatos do MDB e do PT  3

No caso do candidato do PT, por mais extemporânea que tenha sido a forma como o nome de Expedito Neto foi apresentado, ignorar que ele seja o candidato do partido do presidente da República é má fé. Na pior das hipóteses, o presidente tem o apoio de 30% dos eleitores no estado. Mesmo que não consiga ser beneficiado com a transferência do total deste percentual, certamente Neto alcançará patamar de votos relevante – com potencial de influenciar o resultado eleitoral.

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Em relação ao candidato do MDB, Pedro Abib, o erro é mais grosseiro ainda. O MDB é o partido que por mais tempo governou o estado, tem o senador Confúcio Moura com enorme prestígio em Brasília, sendo o que mais trouxe recursos para os municípios e o seu partido é o mais organizado dentre todos os que disputam as eleições. Mesmo que Pedro Abib não seja nome da cena política até então, ignorar estes recursos e a História do MDB em Rondônia é um risco que os analistas e a mídia em geral correm, se assim continuarem.

Gesulino César

O Ministério Público Estadual de Rondônia informou terça-feira (26) que Gesulino César Travagine de Castro foi preso no município de Buritis (RO). Condenado a 35 anos de prisão por assassinatos de camponeses, ele liderava uma empresa de fachada que lavou R$ 48 milhões em fazendas e gado. Até então Gesulino estava na condição de foragido da Justiça por crimes de pistolagem cometidos no interior do estado. Antes de ser preso, ele não fazia cerimônia de ser visto em público ou aparecer em redes sociais. Numa destas postagens, aparece ao lado do senador bolsonarista Marcos Rogério (PL), agora pré-candidato ao governo de Rondônia. Em tempo. O senador não tem culpa por um fã tirar fotos com ele. Está preso condenado por assassinatos de camponeses em Buritis

Tragédia anunciada

Amazônia seca rio Madeira seco-/Laio de Almeida-Folhapress

Não é alarmismo. Tão pouco coisa de ambientalista esquerdista. Será uma realidade dentro de três meses, mais ou menos. Antes das eleições, o mundo todo, o Brasil, Rondônia e, por consequência, Porto Velho, sofrerão uma das maiores tragédias climáticas já vistas. Essa matéria é um alerta às autoridades, dos governos federal aos municipais. Principalmente para Rondônia quando se tem um governador negacionista, que não acredita em nada que não saia da boca de Jair Bolsonaro, como o fez durante a pandemia. O governador Marcos Rocha (PSD), deve imediatamente se aliar ao governo federal para mitigar o que vem por aí. Sabe a seca histórica do rio Madeira em 2024? Será pior! Sabe as queimadas e a fumaça de 2024? Serão piores! Haverá muitas mortes no Brasil e no mundo.

Flávio defende milícias

Flávio atuou pela designação de PCC e CV como terroristas, mas é aliado de Bacellar e Vorcaro, que têm elos com as facções. Fala por si só a atitude do Flavio de não querer colocar as milícias como terrorista, somente CV e PCC. Isso claramente é uma tentativa de abrir caminho pras milícias operar sem concorrência.

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A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas levantou questionamentos no Supremo Tribunal Federal sobre a ausência das milícias na lista. O tema ganhou destaque após declarações do senador Flávio Bolsonaro, que se reuniu com Donald Trump dias antes do anúncio.

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A pose de “xerife” adotada por Flávio Bolsonaro em agendas internacionais derrete por completo quando confrontada com o mapa de suas alianças políticas e pessoais no Rio de Janeiro. Enquanto tenta capitalizar em cima do combate a facções nas redes sociais, o senador carrega um histórico de proximidade com figuras investigadas pelos laços mais profundos do crime fluminense. As imagens expõem uma teia de relações que a retórica de palanque tenta esconder.

Milícia e Rachadinha

Flávio aparece ao lado do seu ex-assessor e operador financeiro Fabrício Queiroz. A trajetória do senador é umbilicalmente ligada à do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão do BOPE e chefe do “Escritório do Crime”. Adriano foi homenageado por Flávio e teve a mãe e a esposa empregadas em seu gabinete na Alerj.

A sombra do Comando Vermelho

O senador mantém forte aliança com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. A proximidade ganha contornos graves após relatórios da Polícia Federal Flávio Bolsonaro afirmou ter tratado pessoalmente do assunto com o presidente americano, mas a medida ignorou as milícias. Esses grupos paramilitares atuam há décadas no Rio de Janeiro e já tiveram lideranças homenageadas pela família do senador. Segundo reportagem do portal Metrópoles, um ministro do STF comentou que “faltou alguém na sala” ao definir os grupos incluídos na lista. A omissão das milícias reforça suspeitas sobre os laços históricos do clã Bolsonaro com esses grupos criminosos.

Memes

A decisão do governo de Donald Trump de passar a classificar como grupos terroristas as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho inspiraram uma série de memes nas redes sociais. O principal alvo é o presidenciável Flávio Bolsonaro, que recentemente se encontrou com o presidente dos Estados e festejou a decisão de Trump.

Justiça torna réu pastor e senador Magno Malta 

A farsa e a narrativa política têm pernas curtas quando confrontadas com a realidade dos fatos. Em uma decisão que marca o ápice de uma das maiores injustiças da história recente do Espírito Santo, a juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, tornou réus o senador Magno Malta (PL) e o delegado aposentado Márcio Lucas Malheiros de Oliveira. Eles responderão criminalmente por difamação e injúria contra o ex-cobrador de ônibus Luiz Alves Lima.

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Em setembro de 2022, o senador utilizou seus canais oficiais (Facebook, Instagram, YouTube e X/Twitter) para atacar aqueles que relembravam os erros do passado. No vídeo, usando termos como “rataiada” e afirmando que pessoas “saíam do esgoto” em época de eleição para “requentar mentiras”, Malta tentou se blindar das críticas. Na mesma gravação, o ex-delegado Márcio Lucas minimizou o erro histórico, classificando os relatos de armação política como uma “grotesca conspiração” e um “verdadeiro circo”. Para entender a gravidade do processo atual, é preciso voltar ao ano de 2009. Luiz Alves Lima foi acusado falsamente de estuprar a própria filha, uma criança de apenas 2 anos. O caso foi imediatamente absorvido e explorado politicamente por Magno Malta, que na época presidia a barulhenta CPI da Pedofilia.

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Durante nove meses no Centro de Detenção Provisória de Cariacica, Luiz sofreu espancamentos diários, choques elétricos e sufocamento por parte de agentes do Estado encapuzados. As agressões brutais na região da cabeça causaram o descolamento das retinas do cobrador. A negligência médica na prisão selou o seu destino: Luiz perdeu totalmente a visão do olho esquerdo e quase toda a capacidade do olho direito. O Laudo da Inocência: Em 2012, exames periciais definitivos provaram que a menina nunca havia sido abusada. As lesões que motivaram a denúncia eram decorrentes de uma grave micose/bactéria. Luiz foi totalmente absolvida pela Justiça.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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