Por Roberto Kuppê (*)
TRE x Jair Montes
Tomou conta das redes sociais e dos noticiários a decisão esdrúxula do procurador eleitoral de tentar impedir o candidato à deputado federal Jair Montes Júnior, de usar o próprio nome. A contenda ganhou as redes sociais com misto de espanto e incredulidade. Com 400 registros de candidaturas para apreciar, até parece que o TRE-RO está sem ter o que fazer. TRE-RO havia dado 3 dias para o candidato do Avante mudar ou comprovar uso do nome na urna.
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A Justiça Eleitoral se baseia no temor de confusão eleitoral com o pai do candidato — que é uma figura pública conhecida no estado e ex-deputado estadual. Há, porém, um detalhe que o TRE deixou passar: o nome do candidato é exatamente igual ao do pai, com apenas uma diferença — o “Júnior” no final.
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Aos 23 anos, Jair Montes Júnior, é o candidato mais jovem à Câmara Federal em Rondônia em 2026 e foi confirmado pelo Avante como aposta de renovação da legenda no estado. A contestação do nome de urna, porém, transformou uma candidatura simbólica em caso jurídico. Com informações do Painel Político.
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O caso envolvendo Jair Montes Júnior é bem diferente do caso Bruno Scheid, candidato ao Senado Federal que tenta manter o sobrenome Bolsonaro ao dele, o que a justiça eleitoral nega veementemente. Bruno não é parente em nenhum grau. Já Jair Montes Júnior está claro parentesco na certidão de nascimento.
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Avante compõe coligação com o PSD em Rondônia. A aliança majoritária, batizada de “Gente que Gosta de Gente”, foi formalizada durante as convenções partidárias para as eleições de 2026 PSD, Avante e a Federação Renovação Solidária (composta por PRD e Solidariedade) com Adailton Fúria ao governo estadual.
Lula: Lulinha deve se apresentar à Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite desta quarta-feira, no Palácio da Alvorada, com Marco Aurélio de Carvalho, advogado que representa seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de tráfico de influência. Carvalho afirmou que o encontro tratou de agendas eleitorais de Lula em São Paulo — o candidato do PT ao governo estadual, Fernando Haddad, também estava presente —, mas, como conta Vera Rosa, Lula defendeu que o filho se coloque “à disposição da Justiça” para esclarecimentos. Segundo o advogado, o presidente, em campanha para a reeleição, não quer passar a imagem de que Lulinha está acima da lei. (Estadão)
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Apesar do tom do encontro Lula não esconde a irritação com as novas revelações envolvendo seu filho mais velho, a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, seu ex-chefe de gabinete. Segundo assessores, Lula afirma que não tinha conhecimento das relações reveladas pelas investigações e considera que o filho e o ex-auxiliar deverão responder à Justiça caso alguma irregularidade seja comprovada. (g1)
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As investigações envolvendo Lulinha e Marcola recolocaram o recorrente tema da corrupção no caminho da campanha à reeleição de Lula. Nos bastidores, aliados avaliam que as revelações dificultam a estratégia de explorar politicamente as relações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula, com Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O cenário mudou com o avanço das investigações sobre Lulinha e Roberta Luchsinger. O impacto eleitoral do caso divide a campanha. Uma ala considera que ficou mais difícil confrontar Flávio no terreno da corrupção. Outra avalia que as denúncias dificilmente afastarão eleitores já consolidados de Lula ou de seu adversário. (Folha)
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A preocupação com os impactos eleitorais tem feito a assessoria jurídica da campanha de Lula entrar em campo para tentar conter os vazamentos diários sobre o caso Lulinha, conta Caio Junqueira. A ideia é cobrar tanto do Ministério da Justiça, ao qual a Polícia Federal responde, e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista de agentes que tiveram acesso às informações do caso. As duas instituições são vistas como as principais suspeitas de vazamento. (CNN Brasil)
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E novas mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Roberta Luchsinger pretendia obter lucro de 20% em um negócio de cannabis medicinal que tentava viabilizar junto ao governo federal em conjunto com Lulinha. Os diálogos também mencionam a participação do advogado Otto Medeiros. Em uma das conversas, Roberta o apresenta como “sócio do Cássio”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do TSE. Nunes Marques negou qualquer sociedade com o advogado, mas confirmou que os dois são amigos. (Estadão)
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A investigação sobre Lulinha, aliás, tornou-se um dos principais pontos de atrito entre o ministro André Mendonça, do STF, e a Polícia Federal. Mendonça determinou em dezembro do ano passado a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. A PF, porém, levou mais de sete meses para encaminhar ao ministro os dados obtidos. Diante da demora, Mendonça determinou que a corporação entregasse diretamente ao seu gabinete os dados brutos das quebras de sigilo. (CNN Brasil)
Primeira instância
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito que atinge Fábio Luís Lula da Silva seja remetido à primeira instância da Justiça. O órgão sustenta que o caso não envolve pessoas com foro privilegiado, o que retiraria a competência do STF para conduzir a apuração. A informação foi publicada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.
Telhado de cristal
Lauro Jardim: “Flávio Bolsonaro (PL) ataca Lula, mas não muito, no caso Lulinha/Marcola. Quem fará o papel de atacar o presidente são influenciadores e parlamentares bolsonaristas. O senador foi aconselhado a não entrar numa seara em que também tem telhado de cristal”. (Globo)
Making of
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou, em suas redes sociais, uma espécie de making of do vídeo que gravou com o enteado, Flávio Bolsonaro, para a campanha presidencial. Os dois aparecem sorridentes, mas não interagem muito entre si. O som ambiente foi sobreposto por um jingle e dá para notar que um está pedindo voto para o outro — Michelle é candidata ao Senado pelo Distrito Federal. No evento de lançamento de Bia Kicis, de sua chapa no DF, Michelle declarou que “nós precisamos equilibrar os Poderes e para isso nós temos que eleger senadores”. (Instagram e Folha)
STF X Silas Malafaia
O STF iniciou a ação penal contra o pastor Silas Malafaia por supostas ofensas ao Alto Comando do Exército. Réu pelo crime de injúria, o líder religioso entra agora na fase de instrução do processo, que inclui depoimentos e produção de provas. O caso envolve declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação na Avenida Paulista, em abril do ano passado. Na ocasião, o pastor chamou generais de quatro estrelas de “frouxos”, “covardes” e “cambada de omissos”, ao criticar a postura dos militares diante da prisão do general Walter Braga Netto. Em vídeo, Malafaia voltou a afirmar que sofre “perseguição política” do ministro Alexandre de Moraes e argumentou que suas críticas foram genéricas. (Veja)
Baianos divididos
Pesquisa do Instituto Ideia mostra que os baianos estão profundamente divididos sobre quem deve ser o novo governador do Estado a partir do ano que vem. O cenário é de forte equilíbrio entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Nas pesquisas estimuladas, ACM Neto aparece com 40% das intenções de voto, contra 38% de Jerônimo. Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem empatados, com 41% cada. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais. (Meio)
Dívida federal dos Estados Unidos
A dívida federal dos Estados Unidos atingiu pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro, ampliando as preocupações com a trajetória das contas públicas e o aumento dos custos de financiamento do governo americano. O endividamento vem crescendo em ritmo acelerado. Nos dez primeiros meses do atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro, o governo já acumulou déficit de US$ 1,8 trilhão. Entre os fatores que pressionam as contas estão o envelhecimento da população e o aumento dos gastos com Previdência e Medicare, além de sucessivos pacotes de redução de impostos e expansão de despesas aprovados nas últimas administrações. (CNN)
Apostas online
De acordo com o Ministério da Fazenda, os brasileiros perderam R$ 37 bilhões em apostas online no ano passado, valor superior aos R$ 31 bilhões que devem sobrar para as famílias com a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O cálculo oficial aponta perdas com bets 20% maiores que o benefício da isenção, considerando o montante declarado pelas bets legalizadas — estima-se que o mercado ilegal seja, no mínimo, do mesmo tamanho. Em 2025, o valor depositado nessas apostas foi de R$ 220,6 bilhões, retornando cerca de R$ 183 bilhões aos jogadores. (UOL)
Lei Maria da Penha
O Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou nesta quarta-feira a aplicação das medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha, para casos de violência de gênero contra mulheres fora do contexto doméstico, familiar ou relação de afeto. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário do Supremo e tem repercussão geral, devendo ser seguida para casos semelhantes nas demais instâncias em todo o país. Relator do caso, o ministro Edson Fachin disse que restringir as medidas protetivas ignora o caráter estrutural da violência de gênero e contraria compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção de Belém do Pará. (CNN Brasil)
Enamed
Já o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) revogou a decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que suspendia os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Com a medida, as sanções aplicadas pelo Ministério da Educação a universidades que tiveram resultados insatisfatórios voltaram a valer. Instituições de ensino alegavam falta de transparência nos critérios de avaliação, que não eram públicos antes da aplicação da prova. (g1)
Refém Por Um Fio
O diretor Gus Van Sant retorna aos cinemas neste fim de semana com a estreia de seu novo filme, Refém Por Um Fio, que conta com Bill Skarsgård, Al Pacino, Colman Domingo e Dacre Montgomery no elenco. O público ainda poderá ver uma expansão do universo da franquia de terror Sobrenatural, uma comédia romântica sobre um único dia do ano em que solteiros podem fazer sexo, e dois documentários sobre um debate da anistia no período da ditadura militar no Brasil e a biografia da artista e professora Amélia Toledo. Confira as estreias e veja os trailers no site do Meio.
Chico 2.0
Um projeto da Universal Music Brasil, Central Única das Favelas, Tha House e Favela Records reuniu artistas de diferentes cenas e idades para reimaginar as canções que moldaram a música brasileira entre as décadas de 1960 e 70. O resultado poderá ser conferido em Chico 2.0, álbum com releituras de dez faixas de Chico Buarque que chega às plataformas nesta sexta-feira. O disco mistura diferentes vertentes, como rap, R&B, samba e nova MPB cantadas por artistas que incluem Dexter, MC Livinho, Júlia Mestre, Tasha & Tracie e Grag Queen. A segunda parte com mais cantores está prevista para outubro. (Rolling Stone)
Califórnia x Meta
O tribunal federal de Oakland, na Califórnia, começou a julgar nesta semana uma ação movida por uma coalizão de estados americanos contra a Meta, acusada de projetar suas plataformas para viciar usuários jovens e ainda coletar ilegalmente dados de menores de 13 anos. O ex-diretor de engenharia da Meta Arturo Bejar foi a primeira testemunha a depor, nesta quarta-feira. Ele afirmou que o CEO Mark Zuckerberg foi responsável por uma cultura corporativa que priorizava engajamento e lucro em detrimento da segurança infantil. A Meta nega essas alegações. O julgamento deve durar seis semanas e Zuckerberg deve prestar depoimento neste período. (Reuters)
NetLab UFRJ
Falando em redes sociais, de acordo com um relatório do NetLab UFRJ, feito com o Minderoo Centre for Technology and Democracy, da Universidade de Cambridge, o Brasil tem a pior transparência de redes sociais entre os países analisados. O estudo comparou 15 plataformas no Brasil, na União Europeia e no Reino Unido. Por aqui, a transparência da Meta em relação a dados de conteúdo foi avaliada como insignificante pelo estudo. Mas a situação é ainda pior no caso do TikTok, Kwai, WhatsApp, Discord e Threads, já que essas redes simplesmente não disponibilizam dados de publicidade nem de conteúdo no país. (CNN Brasil)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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