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sábado, outubro 31, 2026
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O mundo está fazendo o L

Por Roberto Kuppê (*)

Fazer o L, doravante, passou a ser símbolo mundial da resistencia contra o fascismo e o extremismo. Após a vitória espetacular de Luis Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o mais extremista dos candidatos, o mundo voltou os olhos para o Brasil no momento em que o extremismo escala por todos os cantos do planeta Terra. Usado pela extrema direita brasileira em tom de deboche, o “faz o L” virou uma expressão positiva e reverberada em todo mundo como símbolo da esperança de liberdade.

O gesto de formar a letra “L” com os dedos, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a aparecer em mobilizações políticas na França. Apoiadores do político francês Jean-Luc Mélenchon passaram a reproduzir o símbolo e adaptar a estratégia de comunicação digital utilizada por apoiadores de Lula no Brasil. A iniciativa também se inspira no canal “Exército do Lula”, que ganhou grande alcance durante a campanha brasileira. O movimento ocorre em meio à preparação para as eleições presidenciais francesas de 2027.

O produtor musical e multi-instrumentista norte-americano Adrian Younge (@adrianyounge), publicou um vídeo nas redes sociais em que parabeniza o Brasil e destaca o papel do país na luta contra o fascismo. Na mensagem, ele fala em português e afirma que os brasileiros estão liderando essa luta no mundo e servindo de exemplo para outros países. “Brasil, vocês estão liderando a luta contra o fascismo, vocês estão liderando no mundo. Vocês são o nosso exemplo! Parabéns, Brasil!”, declarou o artista. A fala foi publicada após a vitória de Lula nas eleições e repercute a importância do resultado brasileiro no cenário político internacional.

The New York Times define Lula da Silva como o estadista mais influente da América Latina. Em uma análise de fundo publicada pelo prestigiado jornal americano The New York Times, a jornalista e correspondente Ana Ionova catalogou o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como o líder de maior peso político na região após garantir o seu histórico quarto mandato presidencial.

Sob o título original «Latin America’s Most Influential Statesman Halts a Right-Wing Surge» («O estadista mais influente da América Latina trava o avanço da direita»), o relatório analisa as repercussões regionais e internacionais da sua permanência no poder:

• Legado histórico: O texto afirma que «nenhum político deixou uma marca maior no Brasil nas últimas décadas», ponderando sua trajetória sindical e sua capacidade de resiliência institucional face a conjunturas de alta polarização.

• Impacto social e econômico: Destaque a eficácia de seus programas de assistência e a defesa dos direitos da classe trabalhadora, lembrando que suas administrações anteriores conseguiram tirar cerca de 20 milhões de brasileiros da linha de pobreza extrema.

• Equilíbrio geopolítico: A publicação coloca o Brasil como o contrapeso regional mais determinante contra a agenda pautal e de política externa de Washington sob Donald Trump, interrompendo por sua vez a sequência de vitórias eleitorais da direita no hemisfério.

Não é à toa que Lula vem sendo cotado para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2027. E por isso foi criado o Comitê Independente Lula Nobel da Paz cujo site Lula For Peace está no ar para divulgar a campanha pelo cobiçado prêmio destinado àqueles que contribuem pela paz mundial.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político e coordenador do Comitê Independente Lula Prêmio Nobel da Paz.

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

P.S A Coluna Zona Franca está temporariamente fora do ar sem data para retornar.

O mundo quer o Nobel da Paz para Lula

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