PEC da Rachadinha
De olho na Reforma Administrativa (PEC 32/2020), mais conhecida como “PEC da Rachadinha”. Ela foi criada para facilitar as várias formas de corrupção para políticos e governantes. Esquemas como as rachadinhas de salários (quando um assessor – não concursado – repassa parte do salário para o político ou para alguém de sua família, em cheque ou em dinheiro vivo), os desvios e outros tipos de crimes se tornarão cada vez mais comuns. A PEC vai transformar o setor público em cabide de emprego, permitindo que apadrinhados políticos ocupem as funções de servidores concursados, para gerar mais e mais esquemas. Essas funções serão chamadas de “liderança e assessoramento”. Mas, tudo não passa de estratégia do Governo Federal para lotear politicamente o serviço público. Tudo isso em troca de apoio depois.
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Coisa de quem só aproveita o cargo em benefício próprio, como os membros do governo atual, cujo ministro da Economia mudou uma norma para que o presidente, o vice-presidente, ministros e outros apoiadores possam ganhar supersalários acima do teto constitucional. Por falar no presidente, ele e seus filhos são investigados por diversos motivos, inclusive por esquemas de rachadinha. Coincidência? Se não barrarmos a PEC 32/2020, ela vai legitimar essa e muitas outras mamatas. Definitivamente, não será bom para o Brasil. Afinal, a Reforma Administrativa veio para destruir serviços públicos, e a você também. Mas, devido ao ano eleitoral, dificilmente a PEC será votada nesta legislatura. Só em 2023, com novos deputados e novos senadores. Daí a importância de se eleger parlamentares progressistas, ou seja, da esquerda.
Palanque virtual
Especialistas garantem que as eleições deste ano serão decididas nas redes sociais, no maior palanque virtual da era moderna. As eleições de 2018 deram o tom de como será a de 2022. As baterias de fogo lançadas pela direita já estão sendo vistas cruzando a websfera. Cabe a esquerda se preparar para um contra ataque.
Vice de Bolsonaro
Deputados do Centrão temem que o sonho da candidatura de Fábio Faria a vice na chapa de Bolsonaro ficou mais distante neste domingo, 9: o genro de Silvio Santos e ministro das Comunicações do Governo está apavorado com a divulgação de sua presença num encontro nos EUA com o foragido Allan dos Santos.
Eles são organizados e ousados
Allan do Santos esteve nesta sexta, 7, em Orlando (EUA), numa Conferência sobre Conservadorismo e Governança, organizada pela igreja evangélica Lagoinha, do pastor André Valadão, em Orlando. Presentes também o ministro das Comunicações Fábio Farias e a filha de Silvio Santos e mulher do ministro, Patrícia Abravanel. Tudo para crer ter sido um dos encontros que visam espalhar fake news contra Lula nestas eleições. De novo.
Só curva de rio
Ao lado de Patrícia Abravanel no jantar aparece o médico e influenciador bolsonarista, Victor Sorrentino. Defensor da cloroquina, em maio do ano passado Victor foi preso no Egito após publicar um vídeo no qual aparece assediando uma mulher muçulmana.
Moro X Bolsonaro
Apesar de serem sangue do mesmo sangue, carne da mesma carne, ou, traduzindo, farinha do mesmo saco, os candidatos Sérgio Moro (Podemos) e Bolsonaro (PL), estão se pegando nas redes sociais. Um chama o outro de traidor. Um chama o outro de mentiroso. A coluna considera que ambos tem razão.
Vaza jato
“O lava-jatismo é a doença senil do combate à corrupção e contaminou as atividades da República de Curitiba. Ela conseguiu 174 condenações, detonou o maior esquema de corrupção já descoberto na República. Foi manchada pela instrumentalização política e pela espetacularização de suas atividades”. Quem afirmou isso, foi o jornalista Élio Gáspari, que era apoiador da Operação Lava Jato. Ele escreveu uma coluna na Folha de S.Paulo neste domingo (9) afirmando que o lavajatismo “contamina” as eleições de 2022.