Por Roberto Kuppê (*)
Vá prá China, Luciana!
A jornalista, ativista e pré-candidata ao Senado Federal pelo PT, Luciana Oliveira, foi convidada pela Associação Chinesa para Diplomacia Pública (CPDA) para representar o Brasil na China. Será a única jornalista brasileira na etapa 2026 do Programa do Centro Internacional de Comunicação da Imprensa da China (CIPCC). O CIPCC tem sido um mecanismo de intercâmbio de mídia bem-sucedido entre a China e os mercados emergentes e países em desenvolvimento (EMDCs). Por meio dele, jornalistas e influenciadores de mídias sociais dos EMDCs, especialmente dos países do Sul Global, podem observar diretamente os principais eventos nacionais e internacionais na China, vivenciar a realidade do país e apresentar reportagens em primeira mão sobre a China para o mundo. Recentemente a profissional foi vítima de ameaças pelas redes sociais. Ganhou defesa em nível nacional, inclusive da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
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Os ataques contra Luciana Oliveira começaram com tentativas de desqualificação intelectual e objetificação sexual, mas evoluíram para ameaças mais graves em razão do trabalho jornalístico desenvolvido pela repórter. A entidade afirma que a jornalista tem incomodado “os setores mais reacionários e potencialmente criminosos do Estado” por sua atuação em defesa da democracia e dos direitos humanos. Na nota, a ABI destaca que Luciana Oliveira é uma “defensora intransigente da democracia e dos direitos humanos” e ressalta que a escalada das agressões representa um grave atentado à liberdade de imprensa e à integridade física da profissional.
Marcelo Gladson
O vereador e pré-candidato a deputado estadual Everaldo Fogaça (PSD), contratou o jornalista e fotógrafo profissional Marcelo Gladson, para a sua assessoria de comunicação. Além de excelente profissional (escreve muito bem), Marcelo é amigo e fiel. Fogaça está em boas mãos. Sucesso para ambos. Em agenda política pelo interior de Rondônia, Fogaça tem buscado diálogo com lideranças comunitárias, empresários e representantes políticos, consolidando novas parcerias para o próximo pleito eleitoral. No seu terceiro mandato como vereador da capital rondoniense e suplente de deputado estadual, Fogaça segue desde o último dia 16 de abril percorrendo diversos municípios do estado.
Silvia Cristina critica Ciro Nojeira
Ao se referir a quem não quis instalar a CPMI do Banco Master, a deputada federal Silvia Cristina (PP), atingiu diretamente o presidente nacional do PP, Ciro Nojeira, a quem encheu de beijos e abraços dias antes da operação da polícia federal. Silvia fez críticas a senadores que, segundo ela, usam as redes sociais para discursar contra o Supremo Tribunal Federal (STF), defender CPIs e até pedidos de impeachment, mas acabam recuando na hora de assinar requerimentos oficiais no Senado. A declaração foi dada enquanto comentava a dificuldade para instalação de CPIs, como a do Banco Master, que até agora não avançou no Senado Federal. “Para falar de CPI, não pode ter o rabo preso”, afirmou a deputada. Ela disse que muitos parlamentares retiram assinaturas de pedidos de CPI ou impeachment por medo de consequências judiciais. Ciro Nojeira pode não ter gostado. Risos.
Falando em traições…
Por falar em facada pelas costas, o pré-candidato ao governo de Rondônia, Expedito Netto (PT), em entrevista ao RD Entrevista podcast, ancorado pelo jornalista Vinícius Canova, disse com todas as letras que três deputados federais de Rondônia têm cargos no governo Lula. Sim, isso mesmo (vídeo abaixo). São eles: Thiago Flores (União Brasil), Lúcio Mosquini (PL) e Maurício Carvalho (União Brasil). São os que mais falam mal do governo Lula. Se bobear, nem os petistas de Rondônia possuem tantos cargos no governo Lula do que os adversários.
Fúria
O que está acontecendo com o vice líder na corrida rumo ao Palácio Rio Madeira? O pré-candidato Adailton Fúria (PSD), está em queda livre. Este articulista já havia mencionado o problema em colunas pretéritas. Está faltando um bom marketing na pré-campanha do Fúria! Está apanhando de todos os lados, inclusive dentro do próprio PSD. E o governador Marcos Rocha (PSD), que assumiu o partido, não está ajudando. Leia parte de uma série de análises de Ivan Lara, sobre os pré-candidatos ao Governo de Rondônia em 2026, publicada no Rondônia Dinâmica. Ele diz tudo e mais um pouco sobre os erros da pré-campanha de Adailton Fúria:
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“Adailton Fúria foi prefeito de Cacoal por cinco anos. Colocou o município em evidência, fez muita mídia da Prefeitura e deixou Cacoal numa posição de maior visibilidade. Tinha mandato, estrutura e reconhecimento regional construído. Renunciou em 2 de abril de 2026 para disputar o Governo do Estado. Uma aposta corajosa cuja execução, até aqui, não está à altura do que exige.
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Existe uma regra no marketing político que aprendi ao longo de quase duas décadas de trabalho. Quando um executivo renuncia ao mandato para disputar um cargo maior, o vice que assume precisa manter absolutamente tudo como estava pelos meses que antecedem a eleição. Não mexe em uma peça sequer. Não é uma regra de lealdade. É estratégica. O eleitor percebe quando a gestão muda de tom. E quando percebe, começa a questionar o que estava sendo entregue antes.
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No caso de Cacoal, o ex-vice Tony Pablo assumiu e em poucos dias já gerava conteúdo público questionando a situação financeira do Município e a herança que recebeu. Declarou que precisa cuidar do seu CPF. Uma frase legítima individualmente, mas devastadora para a narrativa de quem deixou o cargo. Vale um parêntese aqui. Tony Pablo parece esquecer que é Prefeito entrando e que, mais cedo ou mais tarde, será também o Prefeito saindo. Quem não conhece essa regra vai conhecê-la da pior forma possível quando chegar a sua vez. A política tem memória, e todo o meio da administração municipal também.
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O resultado é que Fúria, que deveria estar construindo narrativa de candidato ao Governo, gasta energia respondendo sobre parcela de precatório e gravando lives para explicar que Cacoal não está quebrada. Isso não é campanha ao Governo de Rondônia. É gestão de crise municipal.
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Há ainda um erro mais grave. Em uma live recente, Fúria relata ter ligado para a secretária de Fazenda e para a procuradora do município para obter informações financeiras da cidade, usando essas informações para contrapor publicamente o discurso do prefeito atual. Do ponto de vista jurídico, isso levanta questões sérias. Servidores comissionados que repassam informações internas sem autorização da gestão vigente também podem ter seus cargos questionados. Mas o problema mais imediato é estratégico. Fúria sinalizou que ainda manda em Cacoal, tornou-se corresponsável por tudo que der errado na gestão Tony Pablo e entregou à oposição exatamente a narrativa que ela precisava. Um candidato a Governador não deveria estar provando que controla uma Prefeitura. Deveria estar provando que é capaz de administrar um Estado.
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Nem tudo é erro. Fúria saiu de Cacoal de moto, passando pelas praças de pedágio da BR-364, e chegou à BR-425 que liga a BR-364 a Guajará-Mirim, com os buracos que tornam a rodovia intransitável. Filmou tudo e endereçou diretamente a Marcos Rogério, como atual presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. Com humor, sem agressividade, mas com alfinetada precisa. O problema é que bater em adversário não constrói narrativa própria. Marcos Rogério, mesmo sem querer, estava reagindo no mesmo dia, capitaneando uma audiência sobre a BR-364. Fúria usa o gancho mas não fecha. O eleitor quer saber o que você vai fazer, não só o que o outro não fez. E há um risco adicional que poucos estão enxergando. Concentrar os ataques em Marcos Rogério consolida uma oposição entre os dois. E Marcos Rogério é identificado com o bolsonarismo. Em Rondônia, o outro é associado à esquerda, e Fúria pode, sem perceber, atrair para si uma pecha que compromete sua viabilidade num eleitorado majoritariamente conservador.
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O que mais chama atenção ao analisar os vídeos de Fúria é a ausência de um eixo condutor. Em um vídeo ele é o ex-prefeito defendendo Cacoal. Em outro, o pré-candidato atacando quem considera seu maior desafeto. Em outro, fazendo visitas como pré-candidato. Em outro, prestando contas sobre precatórios. E o eleitor, ao consumir esse conteúdo fragmentado, não consegue montar uma imagem clara de quem é Fúria e o que ele representa. Narrativa em marketing político não é o que o candidato fala. É o que o eleitor consegue repetir sobre ele sem que ele esteja presente. Identidade não se constrói em campanha. Se constrói agora.
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O vínculo com Tony Pablo não tem solução simples. Cada vez que Fúria aparece comentando Cacoal, está dizendo ao eleitor que ainda é o Prefeito de Cacoal. A única saída é narrativa. Fúria precisa se tornar tão claramente pré-candidato ao Governo que Cacoal se torne uma parte da história, não o centro dela. Quanto mais Tony gera conteúdo questionando a gestão anterior, mais urgente se torna essa separação.
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Fúria tem resultado, tem boa comunicação e tem disposição de campo. A visita ao Cone Sul, onde disseram que não precisava ir porque os prefeitos já estavam fechados com o adversário, é sinal de quem não espera o palanque chegar. O problema não é a falta de ativos. É a falta de gestão estratégica desses ativos.
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A pré-campanha de Fúria está muito frágil e pode ser a mais frágil de todas neste momento. Bem por causa disso, deveria ser o candidato com maior investimento em planejamento e estratégia, para que um alinhamento cirúrgico de narrativa seja construído e conduzido com consistência até a campanha. Cada vídeo reativo, cada live se explicando e cada ligação divulgada para servidor de prefeitura custa tempo que, em ano eleitoral, não volta. Ainda dá para corrigir. Mas o relógio está correndo“.
Ivan Lara é jornalista, consultor de marketing político e autor do livro Marketing Político Sem Achismo. Atua em campanhas municipais e estaduais em Rondônia. As análises desta série são independentes e não representam apoio ou oposição a qualquer candidatura.
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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