O combate ao furto de energia elétrica ganhou força em Rondônia. Apenas no primeiro semestre deste ano, 74 pessoas foram presas durante operações de fiscalização, enquanto mais de 27 GWh de energia desviada foram recuperados pela Energisa.
O volume de energia recuperado impressiona. Segundo a concessionária, seria suficiente para abastecer cerca de 135 mil casas populares durante um mês, considerando um consumo médio de 200 kWh por residência.
Além das prisões, a empresa recebeu mais de mil denúncias de possíveis ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”, em diversas regiões do estado. A participação da população tem sido um dos principais fatores para identificar as irregularidades.
As operações são realizadas de forma técnica e, quando há indícios de crime, contam com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica (Politec).
De acordo com o levantamento, Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Rolim de Moura concentram o maior número de prisões relacionadas ao furto de energia.
Para a Energisa, o problema vai muito além do prejuízo financeiro.
“Ligações clandestinas são feitas sem qualquer critério técnico e podem provocar acidentes graves, inclusive fatais. Quem faz um ‘gato’ coloca em risco a própria vida, a de familiares, vizinhos e também das equipes que trabalham na rede elétrica”, alertou Daniel Andrade, gerente de Combate às Perdas da Energisa Rondônia.
A concessionária também destaca que o furto de energia compromete a qualidade do fornecimento para os consumidores e pode provocar interrupções no sistema elétrico.
Além dos riscos, a prática é considerada crime pelo Código Penal Brasileiro. Os responsáveis podem responder criminalmente, com penas que podem chegar a oito anos de prisão, além de serem obrigados a ressarcir os prejuízos causados.
A Energisa orienta que qualquer suspeita de ligação clandestina seja denunciada de forma anônima pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo canal oficial da concessionária, no 0800 647 0120. A expectativa é ampliar o combate às fraudes e reduzir os riscos à população.



