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terça-feira, novembro 3, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Nossa Senhora Aparecida

A coluna não folga nem no feriado de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. O momento é de orações e vigilância. Estamos a 13 dias para o segundo turno, a um triz de vermos o país mergulhar numa tragédia. Já vimos esse filme trash duas vezes: em 1989 com Collor e em 2018 com Jair Bolsonaro. Em 2022 o eleitor trocou a barbárie por quatro anos de governo Lula repleto de realizações. Mas, todavia, estimulados por um sentimento de vingança contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por ter colocado Jair Bolsonaro na cadeia por tentar um golpe de estado em 8 de janeiro de 2023, há grandes possibilidades do país mergulhar numa era de incertezas. A democracia está em perigo. Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja.

Reação nuclear

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, multidão e textoForam impressionantes as manifestações pró-democracia (Lula), realizadas ontem em todo o Brasil. Um tsunami de gente. Uma verdadeira reação nuclear de lulistas Brasil afora. Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu mais de 1 milhão de pessoas, a maioria estudantes do ensino médio e universitários.

Reação nuclear 2

A última semana foi extraordinária na história do campo político progressista e das esquerdas no Brasil. O povo – estudantes, professores, trabalhadores, mulheres, homens, uma diversidade de grupos sociais e políticos – tomou a campanha em suas mãos, passando por cima de comitês de campanha, de partidos e dos próprios líderes. Milhões de pessoas foram às ruas e inundaram as redes num movimento espontâneo poderoso que pode mudar os rumos da campanha.

Reação nuclear 3

É um movimento movido por raiva e entusiasmo, fúria e esperança, ferocidade e vontade de vencer. Quando grandes movimentos de massa espontâneos se põem em marcha, adquirem o poder de transformar profunda e rapidamente a realidade política e social, independentemente das estruturas de poder estabelecidas. As massas se movem impulsionadas por sentimentos coletivos latentes como indignação, desejos de mudança, de justiça, de frustração, de raiva e de ferocidade.

Reação nuclear 4

Enormes massas mobilizadas são capazes de alterar os equilíbrios de poder de determinadas conjunturas, assim como cenários eleitorais. Os resultados dessas mobilizações pegam as instituições, os sujeitos políticos, as análises racionalizadas e as pesquisas de surpresa. (DCM)

Reação nuclear 4

Até em Porto Velho causou espanto. Milhares de pessoas ocuparam as principais avenidas da capital rondoniense como há tempos não se via. Até o articulista político Rubens Coutinho comentou sobre o evento em Porto Velho. A deputada estadual eleita Fátima Cleide fez questão de participar ocupando lugar de fala. A juventude de Porto Velho fez história. Ocupou o centro da cidade, levantou suas bandeiras e manifestou apoio ao presidente Lula. Segundo estimativas de participantes, cerca de 10 mil pessoas estiveram no ato, marcado pela alegria, pela diversidade e pela disposição de lutar pelo futuro.

Reação nuclear 5

“Lula! Lula!” e “Olê, olê, olá, Lula, Lula!” deram o ritmo à manifestação. Entre os gritos, um sintetizou o sentido daquele momento: “Trabalhador, olha pra cá! Estou na rua pro teu filho estudar!” A reação aos resultados do primeiro turno reacendeu esperança de um segundo turno vitorioso.

Reação nuclear 6

A frase aproxima a disputa política da realidade das famílias e do esforço de quem trabalha para garantir aos filhos educação, oportunidades e uma vida melhor. É uma mensagem de esperança e compromisso com a próxima geração. As bandeiras e a pluralidade dos participantes transformaram o centro de Porto Velho em uma celebração da cidadania. Com irreverência e energia, os jovens mostraram que sabem converter indignação em ação coletiva e defesa de direitos. (Edson Silveira)

O futuro e o passado

Pode ser uma imagem de textoEste articulista publicou ontem um artigo intitulado “Eu vejo o futuro repetir o passado”, que aborda a semelhança entre Fernando Collor de Mello e Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro. São semelhanças físicas, de idade e de pensamento. Não são elogios. São presságios! Collor nunca trabalhou de verdade na vida. Igual a Flávio Bolsonaro.

O futuro e o passado 2

Não há como um candidato à presidência da República nos dias de hoje se apresentar como um político eleito em 1989 e impitimado em 1992 dar certo. Não há como. Prometendo acabar com os marajás, Collor foi escorraçado da presidência sob acusação de corrupção. Flávio Bolsonaro, de cara, é um candidato acusado de corrupção, envolvido até o pescoço no Caso Master, que levou à prisão o irmãozão Daniel Vorcaro. Já sabemos de antemão o que vai acontecer. E mesmo assim será eleito? Poootz.

O Caçador de Marajás

Este articulista maratonou e assistiu à todos os episódios da série “O caçador de Marajás”, excelente produção da Globo Play. O documentário segue a trajetória política de Fernando Collor, desde sua ascensão como governador de Alagoas até sua renúncia à presidência, com relatos de pessoas próximas e figuras importantes da época. Collor primeiro foi prefeito bionico (nomeado) de Maceió. Deputado federal e governador de Alagoas. Ao se eleger presidente do Brasil, foi acusado de corrupção e sofreu impeachment. A vida do ex-presidente Collor é recheada de momentos que um roteirista de novela não imaginaria. O ápice da série é a célebre briga de Collor com o irmão Pedro Collor. Assistam.

Datas dos debates entre Lula e Flávio Bolsonaro

Com menos de duas semanas até a votação definitiva, os debates televisivos estão entre os principais compromissos previstos na agenda dos presidenciáveis. Os encontros oferecem a oportunidade de apresentar propostas, confrontar ideias e discutir temas importantes para o País. A participação dos candidatos nesses eventos também é considerada relevante pelos eleitores. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9), 78% dos entrevistados avaliam como muito importante a presença de Lula e Flávio Bolsonaro nos debates do segundo turno.

Datas dos debates entre Lula e Flávio Bolsonaro 2

Apesar da expectativa, o primeiro confronto, o debate da Record que aconteceria neste domingo (11), foi cancelado, devido à incompatibilidade de agenda dos candidatos. Outros três debates estão previstos para os dias 15, 18 e 23 de outubro. O primeiro debate ainda previsto na programação do segundo turno será realizado na quinta-feira, 15 de outubro, pelo grupo de comunicação O Momento da Decisão. O evento, que teve sua data antecipada, é organizado por um conjunto de 11 veículos: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Novabrasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV.

Band realiza debate em 18

O próximo compromisso previsto na agenda dos presidenciáveis será no domingo, 18 de outubro, quando a Band promoverá um debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, a partir das 20h. O encontro terá transmissão ao vivo pela Band TV, BandNews TV, rádios BandNews FM e Bandeirantes, além do canal Band Jornalismo no YouTube, do portal Band.com.br e da plataforma Bandplay. A programação também será compartilhada com veículos parceiros, incluindo TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e o jornal O Estado de S. Paulo.

Globo promove último debate 

Na sexta-feira, 23 de outubro, dois dias antes da votação, a TV Globo realizará o último debate previsto entre os candidatos à Presidência da República. O encontro acontecerá nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, logo após o Jornal Nacional. A transmissão será feita ao vivo pela TV Globo, GloboNews e g1, além de estar disponível no Globoplay por meio do sinal da TV Globo. O debate será uma das últimas oportunidades previstas para que Lula e Flávio Bolsonaro apresentem suas propostas e confrontem seus posicionamentos antes da decisão dos eleitores nas urnas.

 Inferno na Amazônia

Não é nome de um filme. Quem dera. Mas é uma ameaça real. Fazendeiros ameaçam invadir a Terra Indígena Apyterewa, no Pará, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. O plano foi mencionado em mensagens de áudio enviadas a indígenas do povo Parakanã, que vivem na região de São Félix do Xingu. As ameaças chegaram ao conhecimento de órgãos de inteligência do governo federal, que determinaram o reforço da segurança para impedir novas ocupações ilegais.

 Inferno na Amazônia 2

Segundo a Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (12), oito áudios obtidos pelo jornal revelam a intenção de pecuaristas de entrar no território indígena após a votação. As mensagens indicam que os envolvidos esperam contar com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e com o apoio do governador eleito do Pará, Dr. Daniel (Podemos), para ocupar áreas atualmente protegidas.

Doações milionárias

Bruno Bolsonaro Scheid define Guilherme Teodoro como primeiro suplente e leva à chapa uma tradicional família do agronegócio do Cone SulO senador eleito Bruno Scheid (PL-RO), obteve vitória sem utilizar um tostão do fundo eleitoral. Recebeu 1 milhão e 400 mil reais de Carla Rosana de Freitas, mãe do primeiro suplente Guilherme Teodoro, foto, que doou “apenas” 121 mil reais. Scheid  também recebeu 1 milhão e 250 mil do casal Menegussi (Freddy e Letícia). Todos os doadores são empresários bem sucedidos em Vilhena. Além de ser herdeiro de uma das famílias mais influentes do agronegócio brasileiro, Guilherme é enteado de Roberto Rodrigues, que ocupou o cargo de ministro da Agricultura no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua mãe, a empresária Carla de Freitas, é casada com o ex-ministro.

The Guardian

O jornal britânico “The Guardian” defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em editorial sobre a eleição presidencial brasileira. O texto afirma que a escolha dos brasileiros terá consequências que ultrapassam as fronteiras do país, principalmente para a democracia e para a preservação da Amazônia. Segundo o texto, a eleição dificilmente poderia apresentar uma escolha mais clara e, ao mesmo tempo, uma disputa tão apertada. O jornal destaca que Lula aparece praticamente empatado nas pesquisas com Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos de prisão por participação na trama golpista após a derrota eleitoral de 2022. (DCM)

Pedidos de Flávio contra Lula

Decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deram respostas rápidas a pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e deixaram sem efeito imediato representações da coligação de Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026. O contraste envolveu ordens sobre redes sociais, anúncios pagos, suposta redução de alcance de publicações e conteúdos atribuídos à chapa bolsonarista.

Pedidos de Flávio contra Lula 2

Neste domingo (11), o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, ordenou que o WhatsApp retirasse do ar em três horas o canal “Exército do Lula”, ligado ao deputado André Janones (Rede-MG). A medida atendeu a uma solicitação apresentada no sábado (10) pela campanha de Flávio Bolsonaro. (DCM)

Dia das Crianças em PVH

Pode ser uma imagem de multidãoHoje, Dia das Crianças, promete ser cheio de alegria, brincadeiras e momentos especiais em Porto Velho! A partir das 16h às 21h, o Parque da Cidade será palco de uma programação especial preparada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), em parceria com as secretarias municipais Semias, Semtel e a Fundação Cultural (Funcultural).

Dia das Crianças em PVH 2

A festa contará com apresentações do Bozo e Lelé, Furacão Kids, Carreta Furacão e DJ, levando música, dança e muita animação para a criançada. E a diversão não para por aí! O espaço terá parque de infláveis, rua de lazer, distribuição de pipoca, algodão-doce, refrigerantes e lembrancinhas com docinhos. Tudo preparado para proporcionar uma tarde de brincadeiras e criar boas lembranças para os pequenos.

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Eu vejo o futuro repetir o passado

A virada já está acontecendo

A juventude ocupa o centro de Porto Velho e mostra a força das ruas na defesa de Lula

Por Édson Silveira

Neste domingo, 11 de outubro, a juventude de Porto Velho fez história. Ocupou o centro da cidade, levantou suas bandeiras e manifestou apoio ao presidente Lula. Segundo estimativas de participantes, cerca de 10 mil pessoas estiveram no ato, marcado pela alegria, pela diversidade e pela disposição de lutar pelo futuro.

“Lula! Lula!” e “Olê, olê, olá, Lula, Lula!” deram o ritmo à manifestação. Entre os gritos, um sintetizou o sentido daquele momento: “Trabalhador, olha pra cá! Estou na rua pro teu filho estudar!”

A frase aproxima a disputa política da realidade das famílias e do esforço de quem trabalha para garantir aos filhos educação, oportunidades e uma vida melhor. É uma mensagem de esperança e compromisso com a próxima geração.

As bandeiras e a pluralidade dos participantes transformaram o centro de Porto Velho em uma celebração da cidadania. Com irreverência e energia, os jovens mostraram que sabem converter indignação em ação coletiva e defesa de direitos.

Na minha avaliação, a virada já está acontecendo. Ela começa quando as pessoas deixam de apenas acompanhar a disputa e assumem um papel ativo: saem de casa, convidam amigos, ocupam os espaços públicos e expressam suas convicções.

Um ato, sozinho, não decide uma eleição, mas revela a disposição de influenciar seus rumos. Foi isso que se viu em Porto Velho: coragem para defender Lula, entusiasmo para ampliar o debate e consciência de que as escolhas políticas afetam diretamente a vida da população.

Essa força precisa alcançar bairros, escolas, locais de trabalho e famílias. Cada participante pode contribuir ouvindo dúvidas, discutindo propostas e explicando a importância de um projeto comprometido com educação, oportunidades e direitos.

A juventude deu seu recado: o futuro exige presença e responsabilidade.

Porto Velho levantou suas bandeiras. A virada ganha força quando a alegria se transforma em diálogo, organização e voto.

Édson Silveira
Advogado, administrador, professor e militante do PT/RO

O tesouraço atribuído à campanha de Flávio: a campanha não explica onde ocorrerão os cortes

Cortar bilhões é fácil no discurso. Difícil é explicar de onde sairá o dinheiro, em quais áreas ocorrerão os cortes e quem será atingido por eles.

Por Édson Silveira

A proposta de reduzir despesas apareceu antes de uma explicação detalhada sobre sua execução. Anunciar um “tesouraço” de R$ 150 bilhões, R$ 200 bilhões ou até R$ 250 bilhões é simples. O difícil é apresentar uma planilha que mostre quanto será economizado, em quais áreas ocorrerão os cortes e quais serão suas consequências.

Segundo uma coluna publicada pelo UOL e citada neste texto, Daniela Marques, identificada na publicação como porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, teria defendido um corte entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões nos gastos públicos. A mesma publicação atribui a Adolfo Sachsida, apresentado como integrante da equipe econômica, a afirmação de que programas sociais seriam preservados e de que o ajuste se concentraria no combate a excessos. Essas são declarações atribuídas pelo UOL a integrantes da campanha; não constituem, por si só, um plano orçamentário oficial, detalhado e confirmado. (economia.uol.com.br)

Flávio Bolsonaro afirma que não pretende cortar programas sociais, enquanto declarações atribuídas à sua equipe apresentam o combate a fraudes, desperdícios e privilégios como eixo do ajuste. A campanha, porém, não explica onde os cortes ocorrerão. Não informa quais despesas serão reduzidas, quais órgãos serão afetados, quanto cada medida economizará nem quais grupos poderão sofrer as consequências.

Se a campanha promete cortar até R$ 250 bilhões sem reduzir programas sociais, precisa mostrar exatamente onde está esse dinheiro. O orçamento não obedece a slogans. Sem cálculos e sem a indicação das áreas atingidas, o eleitor tem razão para questionar se a conta acabará recaindo sobre serviços públicos, benefícios e direitos sociais.

Também é preciso separar informação jornalística de medida confirmada. A Folha publicou que a equipe de Flávio avaliaria mudanças na correção de benefícios previdenciários e do BPC, além dos pisos constitucionais de saúde e educação, como parte de um ajuste que poderia alcançar R$ 250 bilhões. Essa informação foi divulgada como uma avaliação atribuída à equipe do candidato.(www1.folha.uol.com.br)

O problema central permanece: a campanha fala em cortes bilionários, mas não explica onde eles ocorrerão.

Combater fraudes, desperdícios e privilégios é necessário. No entanto, essas expressões não substituem um plano. A campanha precisa informar quanto pretende economizar com cada iniciativa, quais despesas serão eliminadas ou reduzidas e como evitará que o ajuste atinja serviços essenciais.

Se os cortes alcançarem benefícios, saúde, educação ou serviços públicos, os mais pobres e vulneráveis serão os primeiros e os mais prejudicados.

O trabalhador que depende do SUS não pode simplesmente contratar um plano de saúde. A família que utiliza a escola pública não consegue transferir os filhos para uma instituição particular. O aposentado de baixa renda não tem reserva para compensar a perda de valor do benefício, e quem depende do BPC não dispõe de outra fonte de renda.

Para essas pessoas, a proteção social não é uma abstração contábil. É alimentação, medicamento, atendimento médico, transporte, moradia e dignidade. Um programa pode ser formalmente mantido e, ainda assim, ser enfraquecido pela redução de recursos, pela restrição de acesso, pela diminuição dos atendimentos ou pela perda de valor real dos benefícios.

Por isso, a promessa de “manter os programas” não basta. É preciso saber quanto será destinado a eles, quantas pessoas continuarão atendidas, quais serão os critérios de acesso e se os benefícios preservarão seu poder de compra. Sem essas informações, a preservação pode ser apenas formal: o programa continua existindo no papel, enquanto a proteção diminui na vida real.

Os efeitos de um eventual ajuste também não serão distribuídos igualmente. Quem tem dinheiro pode procurar escola particular, contratar plano de saúde, comprar medicamentos e complementar a renda. Quem não tem recursos não possui alternativa. Quando o serviço público piora, essa pessoa não muda de fornecedor: espera mais, recebe menos e enfrenta filas maiores.

Essa é a desigualdade central do “tesouraço”. Para os mais ricos, uma redução no serviço público pode representar inconveniência. Para os mais pobres, pode significar perder uma consulta, interromper um tratamento, abandonar um curso, reduzir a alimentação ou deixar de pagar uma conta básica.

A campanha pretende economizar R$ 150 bilhões, R$ 200 bilhões ou até R$ 250 bilhões? A diferença entre esses valores exige medidas específicas, estimativas verificáveis, cronogramas e salvaguardas para os serviços públicos. Não basta falar em fraudes, desperdícios e privilégios: é necessário informar quanto será recuperado com cada iniciativa e o que acontecerá se a economia não se confirmar.

A campanha também precisa esclarecer se os cortes ocorrerão em despesas administrativas, investimentos, benefícios, salários, subsídios, transferências, políticas sociais ou serviços públicos. Sem essa informação, o eleitor não consegue avaliar a proposta nem saber quem pagará a conta.

Caso contrário, o “tesouraço” corre o risco de ser apenas uma tesoura cenográfica: grande o bastante para aparecer no palanque, mas incapaz de cortar a conta prometida sem atingir direitos sociais.

Responsabilidade fiscal é importante, mas não pode ser usada como justificativa genérica para reduzir a proteção de quem já vive no limite. O termo “ajuste” pode soar neutro no discurso político. Na vida dos mais pobres, pode significar benefício menor, fila maior, escola pior, posto de saúde sem recursos e atendimento mais distante.

Flávio Bolsonaro pede confiança em sua proposta. O eleitor tem o direito de exigir mais do que confiança: precisa saber quais despesas serão cortadas, onde os cortes ocorrerão, quais medidas estão confirmadas, quais foram apenas atribuídas a integrantes da equipe, quais estão sendo estudadas segundo reportagens e quais foram oficialmente negadas pela campanha.

Se a campanha não explica onde ocorrerão os cortes, não é possível saber se a promessa de economia será cumprida sem atingir benefícios, saúde, educação e serviços públicos. E, se essas áreas forem atingidas, os mais pobres e vulneráveis pagarão a maior parte da conta.

Antes do voto, mostre a conta. Antes do tesouraço, diga exatamente onde ocorrerão os cortes e quem será atingido. O eleitor não deve descobrir depois da eleição que a tesoura, tão afiada no discurso, encontrou primeiro os direitos de quem menos pode se proteger.

Édson Silveira, advogado, administrador, professor aposentado e militante político.

Eu vejo o futuro repetir o passado

Por Roberto Kuppê (*)

O Brasil caminha a passos largos a voltar à um passado não tão distante, a era Collor. Há 34 anos nós presenciamos o afastamento do primeiro presidente eleito após a redemocratização do país. Fernando Collor de Mello foi afastado em 2 de outubro de 1992 após sofrer impeachment por corrupção.

Em meados de 1989 eu havia escrito e assinado um artigo intitulado “O caçador de maracujás”, publicado no lendário e extinto jornal Alto Madeira, quando o saudoso Ivan Marrocos era editor. Mesmo residindo em Porto Velho, longe das grandes decisões políticas, eu obtive informação de minha irmã Marli que residua em Maceió, sobre quem era de verdade Fernando Collor de Mello.

Nesse artigo alertei sobre o perigo que seria a eleição de Collor. Naquela eleição tinha Ulisses Guimarães, Mário Covas, Lula, Brizola, Caiado, Paulo Maluf e até Enéias Carneiro como candidatos. Porém o eleitor escolheu o candidato midiático, alto, bonito, rico e, especialmente, por bradar a pleno pulmões que ia combater a corrupção. Collor, nos primeiros dias de governo confiscou a poupança da população. Levou centenas de pessoas à miséria e ao suicídio. Dois anos depois o irmão, Pedro Collor, denunciou o então presidente de, ao lado de Paulo César Farias, o PC Farias, praticar corrupção no governo..

Eclodiu-se manifestações por todo o Brasil. Os cara-pintadas liberados pelo jovem Lindbergh Farias levaram Fernando Collor à derrocada final.

O documentário “Caçador de Marajás”, lançado em 2025 pela Globo Play é uma aula de história e precisa ser visto por todos, principalmente por jovens bolsonaristas que estão prestes a eleger o novo Fernando Collor de Mello, mesmo com tantas informações e evidências de corrupção sobre Flávio Bolsonaro.

Observem a semelhança entre as marcas do logotipo de Flávio e Collor (foto da capa). As mesmas cores. Nos discursos, os mesmos trejeitos. Tudo igual. Em publicação oficial, o Partido dos Trabalhadores (PT) compartilhou na quinta-feira (8) uma imagem que compara o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Fernando Collor. A postagem também conta com a colaboração do perfil do presidente Lula no Instagram.

Com a frase “às vezes o futuro pode ser uma volta ao passado”, o PT associa o chamado “Plano Collor” à proposta de “Tesouraço” defendida por Flávio Bolsonaro durante a campanha.

O plano de Collor, lançado em 1990, previa o controle da hiperinflação com o confisco de saldos bancários e poupanças, mas a medida resultou em quebra de empresas, desemprego e enorme desgaste político.

Se eleito, Flávio Bolsonaro poderá até não ser impitimado por ter a maioria no Congresso Nacional, mas seu governo será marcado pela mais vergonhosa corrupção que este país já teve. Flávio Bolsonaro é corrupto e todos já sabem disso. Não vão poder dizer “ah, eu não sabia”, como ocorreu com Collor. Naquele tempo não tinha redes sociais. A Internet era incipiente e não tinha celular. Em 2026, as redes sociais juntamente com a Inteligência Artificial, não deixam passar nada.

Não será por falta de informação que o eleitor vai votar errado. Muito pelo contrário, o eleitor sabe exatamente em quem está votando. Sabem que Flávio Bolsonaro é bandido. Sabem! Mas por que votam nele mesmo assim? Não era nem para ter sido candidato. O pai tentou um golpe de estado em 8 de janeiro de 2023. Foi condenado a 27 anos de prisão.

Recentemente Flávio deu declarações inquietantes. Disse que, se eleito vai mudar a Constituição Federal e governar por mais de dez anos. Ao mesmo tempo diz que será contra a reeleição. Claro, a família Bolsonaro tem mais três que poderão disputar a presidência futuramente, além da madrasta Michele Bolsonaro que foi eleita senadora da República. Se eleito, terá maioria no Congresso Nacional para fazer o que quiser. E o fará.

Nos projetos de Flávio Bolsonaro não terá espaço para Tarcísio de Freitas que almeja disputar a presidência em 2030. Nem para Nikolas Ferreira. Ambos vão perceber isso. Se é que já não perderam. Por estas e outras, não dou um ano para Tarcísio de Freitas romper com Flávio Bolsonaro, caso seja eleito, claro. Mesmo porque, uma vez na presidência da República, Flávio Bolsonaro vai dar uma banana para suas promessas de campanha no que concerne a reeleição.

A reeleição de Lula será o melhor para quem deseja disputar as próximas eleições presidenciais. Com Flávio na presidência, não terá pra ninguém. Quer salvar o Brasil de um novo Collor? Dá um Google. Hoje, domingo, 11 de outubro de 2026, o povo vai às ruas em todo o Brasil na última tentativa de ver este país vivo numa democracia.

Cazuza estava certo: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. O tempo não para.

P.S. Por favor. Eu não quero daqui a quatro anos escrever um artigo intitulado “Eu avisei”.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

O juízo final

Senadores petistas celebram lançamento da candidatura à reeleição de LulaEsta composição de Nelson Cavaquinho tem tudo a ver com as eleições de 2026. “O Sol há de brilhar mais uma vez. A luz há de chegar aos corações. Do mal será queimada a semente. O amor será eterno novamente“. A reeleição de Lula é uma questão humanitária e de sobrevivência da democracia. Não se vê no horizonte sob a presidência de Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro um Brasil feliz. Vê-se sim, um período de trevas, pior do que foi no governo Jair Bolsonaro. Ao dizer que vai alterar a Constituição Federal ele deixa nas entrelinhas que se pretende um governo autoritário planejado para governar por mais de dez anos. Dizer que não quer reeleição é balela. Quer muito mais. Transformar o regime político brasileiro em um sistema que perpetuasse a família Bolsonaro na presidência. Ao eleger uma maioria no Congresso Nacional, o PL poderá transformar o Brasil até numa monarquia onde Flávio Bolsonaro seria o rei. Não é delírio deste articulista. É o que se pode esperar de mentes doentias de pessoas que rodeiam Flávio Bolsonaro. Urge que reelejamos Lula para que não vivamos num Brasil governa por malucos, avessos à ciência, educação e à saúde. Porque umas das principais agendas dessa gente é privatizar tudo, em especial a educação e saúde. É disso que se trata.

O juízo final 2

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

O amor será eterno novamente

Nelson Cavaquinho

 

Fake news absurda

Não se sustentou em pé a reportagem da revista VEJA desta semana. Tudo fake news. Imagina o absurdo: Vorcaro dá 30 milhões para produzir um documentário sobre Lula, cuja produção foi realizada entre 2022 e 2023, dirigida por Oliver Stone, que negou e vai processar a revista e ao Vorcaro. O absurdo é que o fato só foi divulgado a 16 dias do segundo turno das eleições. Agora imagina Vorcaro doa 30 milhões para o Lula e este o põe na prisão! Perceberam o absurdo dessa delação fake? Não fica em pé.

Fake news absurda 2

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que exigirá formalmente da revista Veja direito de resposta e retificação imediata após a veiculação de reportagem com acusações inverídicas contra o Palácio do Planalto. A publicação veiculou alegações falsas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre um suposto financiamento audiovisual ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A AGU considerou o conteúdo gravemente ofensivo à honra de autoridades federais e uma tentativa vil de desestabilizar o processo democrático a duas semanas da votação do segundo turno.

Fake news absurda 3

A iniciativa da AGU foi respaldada por pareceres oficiais e certidões da Casa Civil, do Ministério da Saúde, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Tanto a PF quanto a PGR desmentiram categoricamente a existência de qualquer depoimento formal do ex-banqueiro sobre o assunto, reforçando que as tratativas de colaboração foram sumariamente rejeitadas em junho por falta absoluta de provas. A própria defesa de Vorcaro veio a público desautorizar os materiais divulgados pela revista, confirmando a ausência de depoimentos oficiais e escancarando a manipulação grosseira perpetrada pelo veículo de imprensa.

Fake news absurda 4

Com base na Lei nº 13.188/2015, o órgão jurídico do Estado brasileiro reafirmou seu respeito à liberdade de imprensa, mas ressaltou que o jornalismo irresponsável não pode ser utilizado como ferramenta de interferência eleitoral sem contestação legal. A AGU sinalizou que não hesitará em adotar providências judiciais adicionais contra os responsáveis pela difamação. O desmantelamento rápido de mais essa operação de desinformação demonstra a vigilância das instituições e do campo progressista contra as armações articuladas para favorecer a extrema-direita e enganar o eleitorado.

Flávio ligou o f-se…

Flávio Bolsonaro ligou o modo vale tudo para se eleger porque sabe que o futuro dele será a presidência da República ou a prisão. Pelo rosário de crimes cometidos por ele (o da Veja foi o último), está mais para fazer companhia ao irmãozão Vorcaro na Papuda, além do pai.

Impressionante reação do povo

Eclodem em diversas partes do Brasil e até do mundo manifestações pela reeleição de Lula, após ele passar para o segundo turno em segundo lugar. O sentimento de um eventual governo fascista privativista e autoritário levou milhões de pessoas a ocuparem as ruas Brasil afora. É impressionante o sentimento verdadeiramente patriótico da população brasileira que vê a iminência de entrarmos num período de trevas. Não é exagero. É fato. As últimas palavras de Flávio Bolsonaro remetem para um governo autoritário e perseguidor, mandando a democracia duramente conquistada para as calendas. Neste domingo, 11, tem manifestações em todos os estados e capitais. De Porto Velho à São Paulo, de Manaus à Maceió. Ninguém quer ver o Brasil voltar à uma ditadura disfarçada de democracia. O Brasil nunca será quintal dos Estados Unidos. Jamais!!!

Manifestações pró-Lula

Milhares de estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores participaram de manifestações em todo o país na quinta-feira (8) favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram atos mobilizados no Distrito Federal, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em Curitiba, na Praça Santos de Andrade, e São Paulo, em atos na Faculdade Cásper Líbero, Mackenzie e na Praça Roosevelt. Os atos foram convocados pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e diversos outros coletivos. A organização tambémlançou uma campanha de apoio à reeleição de Lula e convocou diversas mobilizações até a véspera do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Manifestações pró-Lula 2

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

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Vacinação leva proteção a 47 crianças e adolescentes acolhidos na Casa Criar em Porto Velho

Neste sábado (10), a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), leva uma equipe de imunização da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maurício Bustani ao acolhimento institucional Casa Criar. A ação tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de 47 crianças e adolescentes atendidos pela unidade, abrangendo desde a faixa etária do berçário até a fase pré-adulta.

A iniciativa visa garantir o cumprimento do Calendário Nacional de Vacinação e reforçar a proteção imunológica dos acolhidos contra diversas doenças evitáveis por vacina, como HPV, poliomielite, sarampo, febre amarela e hepatites. Levar as equipes das unidades de saúde diretamente às instituições de acolhimento facilita a logística de atendimento e assegura o cuidado contínuo com a saúde do público infantojuvenil.

O prefeito Léo Moraes destacou o compromisso de assegurar assistência integral e cuidado humanizado às crianças da rede municipal. “Nossa responsabilidade é garantir que todas as crianças e jovens sob a proteção do município recebam atendimento digno e de qualidade. Garantir a vacinação em dia dentro da Casa Criar é levar proteção, cuidado e prevenção para quem mais precisa”, afirmou o prefeito.

Proteção e Saúde Preventiva

Durante a ação de imunização, os profissionais da UBS Maurício Bustani farão a triagem das cadernetas individuais, identificando vacinas pendentes e aplicando as doses necessárias conforme a faixa etária de cada acolhido.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforçou a importância do trabalho integrado das Unidades Básicas nas instituições de acolhimento do município. “A vacinação é um direito fundamental e uma das formas mais eficazes de proteção à saúde na infância e juventude. A presença da equipe da UBS Maurício Bustani na Casa Criar garante que o esquema vacinal dessas 47 crianças e adolescentes seja atualizado de forma rápida, segura e sem interromper a rotina do acolhimento”, pontuou a secretária.

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) 

Às vésperas do 2º turno, governo Lula zera impostos federais da gasolina por um mês

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) uma série de medidas em relação aos combustíveis no Brasil. Entre elas, está a isenção total de impostos federais sobre a gasolina, em medida que vale pelos próximos 30 dias.

Além disso, a desoneração integral do etanol continua, mas haverá ampliação da subvenção do combustível. Também será criado um subsídio para o diesel importado.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o impacto deve ser de R$ 5,2 bilhões no próximo mês, um aumento de R$ 2,7 bilhões em relação às medidas anteriores.

Em relação à gasolina, as alíquotas de PIS/Cofins foram zeradas. A redução por litro era de R$ 0,63 e agora chega a R$ 0,89. Segundo o ministro, o aumento é compatível com a elevação do preço da gasolina desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas já têm sido anunciadas e não têm nenhuma relação com o segundo turno das eleições.

A gente tem anunciado isso desde o início da guerra… Não tem nenhuma mudança em relação ao timing eleitoral.Dario Durigan, durante coletiva

A desoneração do etanol foi mantida em R$ 0,19 por litro, correspondendo à zeragem das contribuições federais. Para manter a competitividade do etanol, o governo também aumentou de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro a subvenção do combustível.

O diesel também sofreu mudanças. Foi criada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro do combustível importado, que deve custar aos cofres públicos R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias. O valor se soma a outra subvenção, essa válida para o combustível tanto importado como nacional, de R$ 2,12, chegando a um total de R$ 3,52 por litro.

Reviravolta na Câmara de Porto Velho: Zé Paroca é eleito presidente para 2027/2028

Zé Paroca será o novo presidente da Câmara de Porto Velho após uma reviravolta política que mudou os planos para o comando do Legislativo municipal. O vereador do Avante foi eleito nesta sexta-feira (9) para presidir a Casa no biênio 2027/2028, em um acordo que envolveu o prefeito Léo Moraes.

A escolha surpreendeu porque, desde a posse dos atuais vereadores, havia um entendimento para que o pastor Evanildo assumisse a presidência no segundo biênio. O acordo, porém, mudou de rumo, abrindo caminho para a eleição de José Uilson Guimarães de Souza, o Zé Paroca.

A nova composição define também os vereadores que ocuparão os cargos de vice-presidentes e secretários da Mesa Diretora.

Veja como ficou a nova Mesa Diretora

A composição eleita para comandar a Câmara de Porto Velho no biênio 2027/2028 ficou assim:

  • Presidente: José Paroca (Avante)

  • 1º vice-presidente: Gedeão Negreiros (PSDB)

  • 2º vice-presidente: Everaldo Fogaça (PSD)

  • 3º vice-presidente: Edmilson Dourado (União Brasil)

  • 1º secretário: Pedro Geovar (PP)

  • 2º secretário: Wanoel Martins (PSD)

  • 3º secretário: Nilton Souza (PSDB)

Justiça suspende credenciamento de vistorias do DETRAN-RO: edital saiu sem a nova análise que a Procuradoria exigiu

Liminar da 1ª Vara de Fazenda Pública de Porto Velho trava o Chamamento nº 52/2026 e obriga o DETRAN a manter funcionando as empresas de vistoria já credenciadas. Três dias antes, o próprio órgão havia suspendido o credenciamento de médicos e psicólogos para ouvir a Procuradoria.

Porto Velho, 9 de outubro de 2026

A juíza Maxulene de Sousa Freitas, da 1ª Vara de Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho, suspendeu nesta sexta-feira (9) o Edital de Chamamento Público nº 52/2026, com o qual o Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (DETRAN-RO) pretendia recredenciar todas as empresas de vistoria de identificação veicular do Estado. A decisão liminar foi dada no mandado de segurança coletivo nº 7059715-51.2026.8.22.0001, movido pela Confederação Nacional das Vistorias Veiculares (CNVV) contra o Diretor-Geral do DETRAN-RO e a Agente de Contratação do órgão.

Com a liminar, ficam parados o recebimento e a análise de pedidos, a homologação de credenciamentos e a assinatura de Termos de Adesão. Ao mesmo tempo, a juíza determinou que o DETRAN preserve a atividade das Empresas Credenciadas de Vistoria (ECVs) que já estão em funcionamento — 49 em todo o Estado, segundo o próprio órgão — e proibiu que elas sejam suspensas, bloqueadas ou descredenciadas apenas por não aderirem ao novo edital.

A Procuradoria mandou voltar. O edital foi publicado mesmo assim

O ponto central da decisão é o controle jurídico do edital. Em 5 de setembro, a Procuradoria-Geral do Estado junto ao DETRAN (PGE-DETRAN) analisou os documentos do credenciamento no Parecer nº 276/2026. O parecer condicionou a aprovação ao saneamento de uma série de problemas e afirmou, no item 18.8, que, feitas as correções, o processo “substancialmente necessita de reanálise” pela Procuradoria.

A reanálise não aconteceu. Em 15 de setembro, segundo a decisão, o Diretor-Geral do DETRAN dispensou o retorno dos autos à PGE e determinou a publicação do edital. O despacho (SEI nº 76557833) justificou que a devolução “teria por único objeto o reexame de matéria jurídica já exaurida”.

A juíza não viu assim. “Não se tratava de mera conferência formal de providências já determinadas, mas de conjunto significativo de questões jurídicas, algumas delas incidentes diretamente sobre direitos, deveres, sanções e condições de permanência das empresas credenciadas”, escreveu. Ela lembrou que o Decreto Estadual nº 28.874/2024 exige que editais de credenciamento passem por prévia análise jurídica.

As regras mudaram depois — e ninguém do jurídico olhou

O quadro ficou “mais sensível”, nas palavras da magistrada, porque os documentos continuaram sendo alterados depois que a análise jurídica foi dispensada. Em 25 de setembro, o DETRAN divulgou novo Termo de Referência e novo Termo de Adesão. Entre as mudanças, passou a valer a regra de que o credenciamento é concedido por município, além de nova cláusula sobre o local de exercício da atividade. Segundo a decisão, o Adendo Modificador publicado em seguida não individualizou todas as alterações feitas.

A decisão registra ainda outras controvérsias levantadas pela CNVV:

  • divergência entre o Termo de Referência e o Termo de Adesão sobre as hipóteses de vistoria móvel admitidas pela Resolução CONTRAN nº 941/2022;
  • inconsistências no regime de punições, inclusive quanto ao efeito suspensivo dos recursos administrativos;
  • falta de manifestação fundamentada sobre as estimativas de demanda e de preços, exigida pelo Decreto Estadual nº 28.874/2024;
  • a taxa de R$ 1.596,82 inserida no fluxo do credenciamento, que integra as novas condições impostas às empresas.

“O procedimento não apresenta uma única controvérsia isolada e perfeitamente destacável, mas um conjunto de questões relacionadas ao próprio regime de credenciamento”, concluiu a juíza, para quem a suspensão integral “mostra-se, neste momento, mais segura”.

O que estava em jogo para as empresas

O edital obriga todas as empresas que já operam a se submeterem ao novo processo “como condição para a manutenção de sua vinculação com o DETRAN/RO” (item 30.2 do Termo de Referência). Quem não atendesse às exigências ficaria sujeito à “suspensão ou ao bloqueio de suas atividades” (item 30.4). O recebimento de documentos começou em 5 de outubro.

Os documentos do processo administrativo mostram outros pontos que preocupam o setor:

  • Punição sem prazo definido. O edital condiciona a continuidade das empresas aos “prazos e condições fixados no edital”, mas não fixa data-limite para que as credenciadas apresentem seus pedidos. Uma versão anterior do Termo de Referência previa 90 dias de transição; ao reformular a cláusula por recomendação da PGE, o DETRAN eliminou qualquer prazo, mas manteve a punição. Perguntado formalmente sobre a data, o DETRAN respondeu transcrevendo a própria cláusula.
  • Cinco anos “para amortizar investimentos”, sem estudo. O Termo de Referência justifica o prazo de cinco anos do Termo de Adesão pela necessidade de amortizar os investimentos das empresas. Nenhum documento do processo calcula esses investimentos ou o tempo de retorno, e o credenciamento fica aberto a novas empresas por prazo indeterminado. Questionado, o órgão respondeu que “o risco de mercado é do empresário”.
  • Sistema cortado por dívida. O não pagamento da taxa ou de multa implica suspensão do acesso aos sistemas do DETRAN — sem os quais a empresa não emite laudos —, embora o próprio edital já preveja a cobrança pela dívida ativa.
  • Enquadramento trocado. O Termo de Referência diz que o certame adota o modelo do art. 79, II, da Lei de Licitações; a publicação oficial no Compras.gov registra o art. 79, I — hipótese em que a lei exige critério objetivo de distribuição da demanda.

Dois credenciamentos, dois pesos

O caso ganha outra dimensão quando comparado ao credenciamento de médicos e psicólogos peritos de trânsito (Chamamento nº 53/2026), conduzido pela mesma Agente de Contratação e pela mesma comissão. Diante de impugnações, a área técnica do DETRAN concluiu que o tema “demanda prévia análise jurídica” e sugeriu a suspensão. Em 6 de outubro, o próprio órgão declarou aquele chamamento “SUSPENSO SINE DIE” para analisar as impugnações e revisar o termo de referência.

No caso das vistorias, as impugnações e pedidos de esclarecimento de empresas e entidades do setor foram respondidos pelo DETRAN sem suspensão do edital. A suspensão só veio por ordem judicial.

Pressão na Assembleia e no Tribunal de Contas

Antes da liminar, o caso já havia chegado a outras instâncias. Em 5 de outubro, o deputado estadual Ismael Crispin (PP) apresentou na Assembleia Legislativa a Indicação nº 18014/26, pedindo ao Governo do Estado a suspensão temporária do edital até a reanálise jurídica indicada pela PGE, a fixação de prazo certo de transição e a republicação do instrumento. Em 7 de outubro, o parlamentar protocolou representação com pedido de tutela de urgência no Tribunal de Contas do Estado (protocolo nº 07571/26).

O serviço à população continua

A liminar não interrompe as vistorias. A juíza destacou que o próprio regime de transição do DETRAN prevê que as empresas credenciadas continuem trabalhando durante o novo credenciamento e, por isso, considerou “reduzido” o risco da suspensão. A decisão manda manter os vínculos existentes e o acesso das empresas aos sistemas.

Por segurança e previsibilidade, é Lula!

Não podemos trocar o certo pelo duvidoso!

Por que arriscar o que faz diferença na nossa vida?

O Brasil precisa melhorar. Mas melhorar não pode significar perder direitos.

Por Édson Silveira

A pesquisa Vox Brasil, publicada pela Exame nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostra Lula com 44,2% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 42,7%. Foram ouvidos 2.100 eleitores presencialmente, em seus domicílios. Considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, o cenário é de empate técnico. Nada está definido: pesquisa não deposita voto na urna. (exame.com)

Os números mostram que a disputa continua aberta e que cada voto será decisivo. Por isso, para quem defende Lula, o recado é claro: precisamos conversar mais, explicar melhor e ocupar as redes com informação. Compartilhar mensagens apenas entre pessoas que já concordam conosco é confortável. O desafio é chegar a quem ainda tem dúvidas e ouvir suas preocupações.

Essa atenção é ainda mais necessária porque o Brasil tem problemas. Quem enfrenta filas, aperto no orçamento e dificuldades para conseguir atendimento sabe disso. Mas reconhecer essas dificuldades não significa desprezar o que avançou nem colocar em risco políticas públicas que fazem diferença na vida das famílias.

É nesse ponto que as propostas de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro precisam ser examinadas com atenção. Segundo reportagem da Reuters, sua equipe estuda mudanças nas regras de despesas sociais e nos pisos constitucionais da saúde e da educação. Flávio afirma que preservará os programas sociais e os reajustes das aposentadorias acima da inflação. O eleitor tem o direito de saber como todas essas promessas caberão na mesma conta. (reuters.com)

Cortar desperdícios é obrigação de qualquer governo. Mas chamar tudo de “excesso” não explica onde a tesoura vai passar. No discurso, sobra eficiência. Na hora de apresentar os detalhes, porém, parece que a calculadora perdeu a bateria.

A pergunta é simples: quais despesas serão cortadas, quanto será retirado e quem sofrerá as consequências?

Remédio, escola, aposentadoria e atendimento de saúde não são meros itens de uma planilha. São necessidades concretas de pessoas reais. Quem depende do SUS quer atendimento melhor. Quem precisa de medicamentos quer acesso garantido. Quem trabalha quer salário digno e tempo para viver. Essas pessoas merecem mais do que um “confia em mim” acompanhado de uma promessa de cortes bilionários.

Por isso, a crítica ao bolsonarismo precisa exigir respostas concretas. Não precisamos atribuir ao adversário propostas sem comprovação. Precisamos cobrar explicações sobre os efeitos das medidas que ele realmente apresenta. O voto não pode ser uma aventura feita às custas do sustento de milhões de brasileiros.

Diante desse cenário, defender Lula não significa dar um cheque em branco. Significa escolher um caminho conhecido e cobrar que ele avance: serviços públicos melhores, proteção social e respeito a quem vive do próprio trabalho.

Podemos cobrar mais do governo sem apostar em uma mudança cujos custos continuam mal explicados. Antes de votar, vale pensar no remédio da família, na escola dos filhos, na aposentadoria e no salário que precisa chegar ao fim do mês.

Porque slogan não paga conta. E entusiasmo de campanha não substitui direito garantido.

Por segurança e previsibilidade, é Lula! Não podemos trocar o certo pelo duvidoso!

O Brasil precisa avançar: melhorar o que temos, corrigir o que falta e proteger nossas conquistas. Por isso, meu voto é Lula!

Édson Silveira
Advogado, administrador, professor e militante do PT/RO.