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sexta-feira, outubro 9, 2026
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Por segurança e previsibilidade, é Lula!

Não podemos trocar o certo pelo duvidoso!

Por que arriscar o que faz diferença na nossa vida?

O Brasil precisa melhorar. Mas melhorar não pode significar perder direitos.

Por Édson Silveira

A pesquisa Vox Brasil, publicada pela Exame nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostra Lula com 44,2% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 42,7%. Foram ouvidos 2.100 eleitores presencialmente, em seus domicílios. Considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, o cenário é de empate técnico. Nada está definido: pesquisa não deposita voto na urna. (exame.com)

Os números mostram que a disputa continua aberta e que cada voto será decisivo. Por isso, para quem defende Lula, o recado é claro: precisamos conversar mais, explicar melhor e ocupar as redes com informação. Compartilhar mensagens apenas entre pessoas que já concordam conosco é confortável. O desafio é chegar a quem ainda tem dúvidas e ouvir suas preocupações.

Essa atenção é ainda mais necessária porque o Brasil tem problemas. Quem enfrenta filas, aperto no orçamento e dificuldades para conseguir atendimento sabe disso. Mas reconhecer essas dificuldades não significa desprezar o que avançou nem colocar em risco políticas públicas que fazem diferença na vida das famílias.

É nesse ponto que as propostas de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro precisam ser examinadas com atenção. Segundo reportagem da Reuters, sua equipe estuda mudanças nas regras de despesas sociais e nos pisos constitucionais da saúde e da educação. Flávio afirma que preservará os programas sociais e os reajustes das aposentadorias acima da inflação. O eleitor tem o direito de saber como todas essas promessas caberão na mesma conta. (reuters.com)

Cortar desperdícios é obrigação de qualquer governo. Mas chamar tudo de “excesso” não explica onde a tesoura vai passar. No discurso, sobra eficiência. Na hora de apresentar os detalhes, porém, parece que a calculadora perdeu a bateria.

A pergunta é simples: quais despesas serão cortadas, quanto será retirado e quem sofrerá as consequências?

Remédio, escola, aposentadoria e atendimento de saúde não são meros itens de uma planilha. São necessidades concretas de pessoas reais. Quem depende do SUS quer atendimento melhor. Quem precisa de medicamentos quer acesso garantido. Quem trabalha quer salário digno e tempo para viver. Essas pessoas merecem mais do que um “confia em mim” acompanhado de uma promessa de cortes bilionários.

Por isso, a crítica ao bolsonarismo precisa exigir respostas concretas. Não precisamos atribuir ao adversário propostas sem comprovação. Precisamos cobrar explicações sobre os efeitos das medidas que ele realmente apresenta. O voto não pode ser uma aventura feita às custas do sustento de milhões de brasileiros.

Diante desse cenário, defender Lula não significa dar um cheque em branco. Significa escolher um caminho conhecido e cobrar que ele avance: serviços públicos melhores, proteção social e respeito a quem vive do próprio trabalho.

Podemos cobrar mais do governo sem apostar em uma mudança cujos custos continuam mal explicados. Antes de votar, vale pensar no remédio da família, na escola dos filhos, na aposentadoria e no salário que precisa chegar ao fim do mês.

Porque slogan não paga conta. E entusiasmo de campanha não substitui direito garantido.

Por segurança e previsibilidade, é Lula! Não podemos trocar o certo pelo duvidoso!

O Brasil precisa avançar: melhorar o que temos, corrigir o que falta e proteger nossas conquistas. Por isso, meu voto é Lula!

Édson Silveira
Advogado, administrador, professor e militante do PT/RO.

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