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sexta-feira, novembro 6, 2026
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FLORESTA PLANTADA DEVE GERAR 40 MIL EMPREGOS EM RONDÔNIA

IMG_2033-370x246O governador Confúcio Moura abriu, na noite desta quinta-feira (8), o 2º seminário “Plantar Árvores em Rondônia é um Grande Negócio”. O evento, que está sendo realizado no auditório da AVEC, em Vilhena, tem como destaque a atual política de estímulo do Governo do Estado ao setor.

Diante de um público aproximado de 500 pessoas, o governador falou sobre as perspectivas desse importante segmento da economia do estado. “A floresta plantada representa o futuro da geração de empregos e de renda dentro do estado de Rondônia, acima até mesmo das usinas do Rio Madeira, que em seu auge chegaram a empregar cerca de 35 mil operários, enquanto que o setor de florestas deverá gerar seguramente mais de 40 mil postos de trabalho diretos e indiretos nos próximos anos”, prevê o governador.

O evento é uma realização do Governo do Estado, em parceria da Seagri, Sedam, Emater, Ceplac, Ifro, Arflora, Embrapa, Florasetec, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Aref, CNA, CNI e parceiros. O encontro será encerrado nesta sexta-feira (9).

Arflora

A solenidade contou a presença de lideranças políticas do estado, como o senador Valdir Raupp, o deputado federal Moreira Mendes e os deputados estaduais Jaques Testoni e Luizinho Goebel, que também são empresários do setor de floresta plantada e participam de instituições civis organizadas, como a Arflora, associação que apóia o desenvolvimento desse segmento econômico.

“A floresta plantada é uma interessante alternativa econômica para um código florestal que prejudicou os produtores rurais da Amazônia com o bloqueio de 80% de sua propriedade privada para fins produtivos”, disse Moreira Mendes.

“Rondônia é o local ideal para o plantio de espécies como a teca, que se desenvolve muito mais rapidamente nas condições de clima e de solo de Rondônia”, observou o senador Raupp.

A secretária Nanci Rodrigues, da Sedam, enfatizou que a Arflora foi a primeira instituição parceira do governo na elaboração da nova legislação que impulsionou o crescimento do setor no estado nos últimos três anos. “A floresta plantada também é importante instrumento na política de controle do desmatamento no estado”, frisou.

Para o deputado Jaques Testoni, presidente da Arflora, o “apoio do governador foi fundamental para o surgimento da nova legislação do setor no estado”. O secretário Evandro Padovani, da Seagri, lembrou que, no início, as terras arenosas de Rondônia não eram valorizadas. “Hoje, a floresta plantada é uma realidade para a economia rondoniense”, assinalou.

O deputado Luizinho Goebel explicou que “no solo arenoso do cone sul de Rondônia, não existiria condições de desenvolver outra cultura que não fosse o plantio de espécies comerciais importantes, como o eucalipto, a teca e o pinho cuiabano”.

IMG_2047-370x246Investidor

O empresário Moacir Crocetta, um dos principais investidores nesse segmento, declarou que pretende ampliar em seis vezes a atual área de plantio de pinus e eucalipto, de dois mil hectares. “Temos projetos para o plantio de 10 mil hectares nos próximos meses”, explicou.

Já o pesquisador Adilson Pepino, um pioneiro do setor no estado, lembrou que “Rondônia tem condições naturais privilegiadas de clima e solo para se destacar nesse segmento”.

Também estiveram presentes o prefeito em exercício de Vilhena, Jaciê Dias; os prefeitos de Colorado, Josemar Beatto; de Corumbiara, Deocleciano Dizal; de Cabixi, Izael Dias; os representantes do Ibama, Renê Oliveira; do Banco da Amazônia, Jonas Ferreira; do Banco do Brasil, Carlos Ito.

E ainda, os diretores da ACIV, Josemario Secco; da Fiero, Marcondes Ceruti; da Regional do Governo em Vilhena, Ronaldo Alevato; a assessora especial de Governo, Vilma Alves; e demais autoridades políticas, empresários, profissionais da área e estudantes.

Fonte
Texto: Sandro André – Assessoria Seagri
Fotos: Sandro André

PAPA FRANCISCO DEFENDE NATUREZA INVIOLÁVEL DA VIDA

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Francisco brincou com sua origem: 'vim do fim do mundo' (Reuters)

O papa Francisco reafirmou hoje (9), durante encontro com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e responsáveis por agências da instituição, a oposição radical da Igreja ao aborto, considerando que “a vida é inviolável desde a concepção”.

Ban Ki-moon, que falou em primeiro lugar, saudou o empenho pessoal do argentino Jorge Bergoglio na erradicação da pobreza e na defesa da dignidade humana. Ele convidou o papa para ir a Nova York “expor a sua visão” do mundo na tribuna das Nações Unidas.

Na resposta, em que elogiou o trabalho e os progressos conseguidos pela ONU, Francisco pediu às várias agências, que estiveram reunidas nos últimos dias em Roma para um encontro de coordenação, para “se oporem à economia de exclusão, à cultura do desperdício e à cultura da morte que, infelizmente, podem ser aceitas pela passividade”.

Ele lembrou “a dignidade de cada irmão, cuja vida é inviolável, da concepção até o termo natural”, em uma condenação clara ao aborto e à eutanásia.

Esta semana, o Vaticano foi criticado por peritos da comissão da ONU contra a tortura, pelos casos de pedofilia, mas também pela oposição à interrupção voluntária da gravidez. Eles consideram que a oposição da Igreja Católica ao aborto configura forma de tortura.

O chefe da delegação do Vaticano, Silvano Tomasi, respondeu que o aborto também é tortura, e acrescentou que a Igreja condena “qualquer forma de tortura.

No pontificado de João Paulo II, durante o qual decorreram as conferências do Cairo sobre a população (1994) e de Pequim sobre as mulheres (1995), a ONU e o Vaticano opuseram-se em relação aos temas da contracepção, do aborto, divórcio e dos direitos das mulheres.

As agências da ONU acusam o Vaticano de favorecer a natalidade excessiva nas sociedades que não conseguem responder às necessidades da população e de colocar em destaque o papel da Igreja, ao travar indiretamente o desenvolvimento.

O Vaticano acusa as agências das Nações Unidas de violar os “direitos naturais” à vida e à família, de favorecer o planejamento familiar e o controle do crescimento populacional, além de exercer um “imperialismo cultural”, no qual as concepções das sociedades desenvolvidas do Norte são impostas às culturas do Sul.

*Com informações da Agência Lusa

 

DIA DAS MÃES DAS COMUNIDADES SANTA BÁRBARA E N.SRA. DAS GRAÇAS É AMANHÃ

Faça a sua doação para 19º Festa das Mães das comunidades Santa Barbara e Nossa Senhora das Graças de Porto Velho

MAENesta sábado, a partir das 17h, tem a tradicional festa em comemoração ao Dia das Mães das comunidades Santa Bárbara e Nossa Senhora das Graças, em Porto Velho. Com sorteios de brindes arrecadados, a comemoração acontecerá na Rua Bolívia, esquina com Joaquim Nabuco, no bairro Santa Barbara.

Essa esquina e conhecida por ser o ponto de concentração do bloco Mistura Fina, que no dia 31 de dezembro arrasta foliões tacando trigo um nos outros nas principais ruas da cidade.

A festa em comemoração ao Dia das Mães,  organizada por dona Raimundinha Oliveira, a filha dela Cilene e o genro Rangel, surgiu em 1995, quando um amigo da família teve uma desilusão amorosa na véspera do seu casamento.

Revoltado, o amigo da família doou para dona Raimundinha todas as mobílias, roupas de cama e banho da casa a onde ele pretendia mora com sua ex-noiva. Como era próxima a data da comemoração aos dias das mães, dona Raimundinha resolver presentear as mães da comunidade.

“Todos os anos aparecem às mães dos dois bairros para festejar com a gente. Tem até narrador, como a casa da minha mãe e próximo ao bar, aparece uma pessoa doando frango assado, cerveja e refrigerante…” diz Cilene Oliveira, filha da dona Raimundinha.

Os organizadores do evento estão aceitando doações para festa, os interessados podem ligar no celular (69) 9207-7315, que eles buscam a doação no local.

Texto e foto: Marcelo Gladson

Maisro

GUERRA DECLARADA ENTRE HERMÍNIO COELHO E MOREIRA MENDES

herminio falastraoMoreira-Mendes1A guerra está declarada. Tudo começou com fogo amigo, mas, agora extrapolou a cozinha, foi para a sala e agora está nas ruas: Moreira Mendes declarou guerra ao presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Hermínio Coelho, ambos do mesmo partido, o PSD. De acordo com o site Rondoniaovivo Hermínio Coelho recebeu uma intimação do cacique de seu partido, durante entrevista ao Jornal Extra de Rondônia em Vilhena, no sul do estado: “Ou Hermínio Coelho revê seus discursos de ataque contra seus oponentes, que muitas vezes são levantados de forma evasiva e difamatória, ou está fora do processo politico em 2014”. O anúncio caiu como uma bomba no meio político e mereceu resposta imediata de Hermínio.

A assessoria de Hermínio tratou logo de desclassificar o deputado Moreira Mendes. “Condenado pela justiça e praticamente fora das eleições deste ano, o deputado federal Moreira Mendes virou censor de parlamentar de seu partido, o PSD”, diz publicação do site Hoje Rondônia, possivelmente ligado ao parlamentar. Segundo o site, Mendes foi condenado num processo que investigou ilicitudes na Assembleia Legislativa na venda de passagens, que ficou conhecido como Escândalo das Passagens.

Sobre a possibilidade de ele impedir o deputado Hermínio de concorrer nas próximas eleições pelo fato de ter o comando do partido no Estado, de acordo com advogados, as chances são nulas. “O que ele está tentando fazer e divulgando isso para o estado inteiro é impedir o direito sagrado do parlamentar de exercer o seu papel de denunciar e fiscalizar, como ocorreu na ditadura militar.

Maisro.com.br com Rondoniaovivo e Hoje Rondônia

ENCHENTE HISTÓRICA: ABUNÃ E ARARAS SOFREM AINDA AS CONSEQUÊNCIAS

O distrito de Abunã, juntamente com Araras, talvez sejam as localidades mais afetadas em termos de quantidade de pessoas da cidade atingidas pela cheia. A margem esquerda (sentido Acre) afetou quase todas as residências. Muitas, a lama tomou conta do pátio e do interior da casa. Em Araras, as histórias de sofrimento são muito semelhantes. Mas todos tem um pensamento em comum: recomeço.

 

No distrito de Abunã várias casas ficaram tomadas pela lama do rio Madeira
No distrito de Abunã várias casas ficaram tomadas pela lama do rio Madeira

No distrito de Araras a situação é semelhante
No distrito de Araras a situação é semelhante
A comerciante Domiana Magalhães Soares, em Abunã, toca um mercadinho que vende de tudo um pouco, além de água em galão e gás. Anexo tem uma pousada. Ela afirma que

No distrito de Araras a situação é semelhante
No distrito de Araras a situação é semelhante

no auge da cheia seu marido pagava para poder atravessar mantimentos nos pontos alagados, mas “paramos, pois estava ficando muito caro”.

Até o momento, a empresa que fornecia água em galões ainda não apareceu para reabastecer o estoque. O gás, ficaram 15 dias sem o produto. Outro prejuízo para a família foi no sítio que possuem onde “perdemos 40 cabeças de gado”, diz afirmando que outros vizinhos perderam muito mais. “Tudo ficou alagado, não tinha pra onde levar o gado”, fala com lágrimas nos olhos.

Estação de tratamento de água (ETA) da Caerd sofreu com vandalismo e com a cheia
Estação de tratamento de água (ETA) da Caerd sofreu com vandalismo e com a cheia

Na Estação de Tratamento de Água (ETA) da Caerd, mesmo com o trabalho eficiente do responsável local aumentando com tijolos o muro de proteção, vândalos derrubaram o muro “não sei com que intenção”, afirma um popular que passava pelo local. Segundo ele, o frigorífico local possui uma ETA e a Caerd interligou o sistema e retomou o abastecimento à cidade.

 Reinaldo Morgado, diretor administrativo do frigorífico em Abunã

Reinaldo Morgado, diretor administrativo do frigorífico em Abunã

Segundo Reinaldo Morgado, Gerente administrativo e financeiro do frigorífico Nossa Carne, em Abunã, o auxílio foi grande ao distrito, mas necessário. “Era a ordem do nosso diretor de auxiliar no que fosse necessário”. O frigorífico, além da água auxiliou na alimentação (foram mais de duas mil refeições servidas) da equipe do corpo de bombeiros, defesa civil, “até telefone e internet para o pessoal que estava preso na estrada nós ajudamos”.

Além disso, o frigorífico cedeu alojamento para a estrutura do governo e, segundo ele, “a água ainda está ligada ao sistema, se for necessário, continuaremos a ceder água para a população”. Ele disse que tiveram de dar férias coletivas aos funcionários e demitir. “Tínhamos 240 funcionários, hoje 160”.

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A capacidade de abate do frigorífico é 350 cabeças/dia, mas estão fazendo abate apenas três vezes na semana. A distribuição da carne é para Rondônia e Acre, principalmente.

A moradora de Abunã, Maria Vânia Marques, teve sua casa tomada pela enchente em quase um metro. Teve de mudar para uma outra casa que alugou em Vista Alegre. Voltou para casa há dois dias tendo ela e a família limpado a casa com desinfetante e sabão em pó após dois meses fora de casa.

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Agora o medo é com o próximo ano. “Não sabemos se vai acontecer de novo ou não”. Ela disse que parte disso tudo é das usinas, pois o rio “não corre mais livre como corria”.
ARARAS

 

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Saindo de Abunã tomamos rumo à BR-425, em direção a Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Encontramos um grande contraste na estrada, em trechos com ótima conservação e outros em péssimas condições de trafegabilidade devido a quantidade enorme de buracos, como na altura do KM 50 em que a precariedade é grande, além de um trecho de cerca de 300 metros ainda estar tomado pelas águas.

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Ao ultrapassar esta barreira, se chega a ponte do Igarapé Periquitos (alguns denominam a ponte como do Araras, pela proximidade ao distrito), onde há formação de enorme fila ponte-arara-10-570x380para ultrapassá-la, em ambos os lados. O sentido Porto Velho-Guajará a fila é muito maior formada por caminhoneiros, carros de passeio, trabalhadores rurais, comerciantes e ônibus de passageiros.

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Ao se aproximar da ponte já havia um estresse entre alguns motoristas pois alegavam que estavam “furando a fila”. Aos gritos um cidadão dizia que “o correto é ir oito daqui e vir oito de lá”. O tumulto era maior pois um motorista de um veículo Corsa tentou ultrapassar sem o auxílio dos trabalhadores e acabou caindo em buraco da ponte, quase tendo um prejuízo enorme.

Ao conseguir sair da ponte ele não quis falar, mas ao abrir a porta o veículo estava tomado pela água. Ele retirou a água do veículo, deu partida e foi em direção a Porto Velho com outros 4 integrantes e uma criança de colo.

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Os auxiliares que ficam sobre a ponte auxiliam os motoristas sinalizando a localização das toras de madeira para que ele não saia do “trilho”, caindo em um dos buracos da ponte. Para este trabalho, ele cobram R$ 10 para carros pequenos, R$ 20 para carros grandes e R$ 50 para caminhões.

No distrito de Araras o cenário de tristeza após a baixa do rio
No distrito de Araras o cenário de tristeza após a baixa do rio

Após duas horas de espera na fila, o que estava ruim, ainda podia piorar. Em uma das travessias, um motorista de caminhão saiu do trilho e caiu em um buraco da ponte, ficando “travado”. A solidariedade de outros caminhoneiros foi grande e conseguiram um cabo de aço e um caminhão para puxá-lo.

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A situação estava muito difícil e optamos por realizar um desvio pela linha Conquista. A convite de um outro motorista, formou-se um comboio de seis veículos para uma aventura pela 7ª Linha. Após 57 km neste desvio enfrentando buracos, lama, poeira e tudo o que uma aventura necessita, saímos à frente do distrito de Araras.

Na localidade, encontramos funcionários da prefeitura de Nova Mamoré distribuindo cestas básicas para a população, que reclamava muito da qualidade e quantidade dos mantimentos. A comerciante Jullye Kelly, proprietárias de um mercado localizado no centro da localidade, disse que seu comércio chegou a ter 1,20 metro de água dentro do estabelecimento.

Assim como muitos moradores, eles fizeram um ‘trepeiro’, uma espécie de jirau, feito com tábuas, e que vai elevando se necessário, conforme o avanço das águas. Tudo isso para proteger as mercadorias e móveis da força da enchente.

Jullye Kelly é comerciante no distrito de Araras
Jullye Kelly é comerciante no distrito de Araras

“Aqui em frente, moço, era quase 3 metros de água. Essa BR sumiu, a gente só andava de voadeira”, disse a comerciante, que reclama da assistência recebida e da falta de educação dos funcionários da prefeitura que estão para realizar cadastro.

No distrito, cerca de 150 famílias estão dependendo de doações para sobreviver, pois quem tinha criação e alguma plantação, perdeu tudo pela força das águas e agora pela lama que toma conta de toda a cidade.

O comércio local chegou a ficar 70 dias completamente fechado. Os desabrigados foram levados para Nova Mamoré, em alojamentos da Defesa Civil. A funcionária pública Marcia Vargas de Souza Silva, é também presidente de uma associação de mulheres da localidade e reclama que as crianças estão há três meses sem aula na escola do município.

Marcia Vargas de Souza Silva
Marcia Vargas de Souza Silva

Outra queixa de muitos moradores é o não pagamento da complementação do seguro defeso para os pescadores. “Meu marido é pescador e só recebeu os quatro meses. Falaram que iriam complementar por mais três meses”, disse Marcia, que também pede a presença de psicólogos, assistentes sociais pois “aqui estamos todos abalados”.

Os moradores relatam que muitos animais silvestres morreram, “havia muito jacaré e cobras aqui na frente do comércio”, disse Lania Martins, que tem um dormitório e lanchonete na localidade. Ele é outra que montou um ‘trepeiro’ para salvar seus objetos e móveis.

Lania Martins disse que havia jacarés e cobras nas águas
Lania Martins disse que havia jacarés e cobras nas águas

A água dos poços, dizem os moradores, está totalmente contaminada, pois os poços não são artesianos. “As fossas, água de poço e o rio, virou uma água só. Como que vai beber isso, não dá”, disse Marcia. O que salvou a população foi o poço artesiano da serraria, pois a água que a defesa civil distribuiu é pouca, afirmou.

 Nelson Marques, de Araras

Nelson Marques, de Araras

Outro comerciante, proprietário de uma lanchonete que recebia ônibus de turismo “a qualquer hora do dia ou da noite”, Nelson Marques da Silva, está há três meses sem faturar nada. “Minha casa ficou com 3 metros de água”. Segundo ele a água começou a subir em 1º de fevereiro e iniciou a baixar em 5 de abril.

Dona Abigail disse que o lado bom da enchente foi que trouxe muito peixe
Dona Abigail disse que o lado bom da enchente foi que trouxe muito peixe

A dona Abigail Sales, é trabalhadora do lar e disse que nunca havia visto uma correnteza tão grande e tão forte. Mas, segundo ela, trouxe uma coisa boa: a fartura de peixe. Ela e o filho jogaram a malhadeira em um poço formado pelo rio e em uma hora tiraram 200 jaraquis. “Como a carne tá pouco, agora temos o que comer e enchemos o freezer”, falou satisfeita.

Para ela, o engraçado é que falam na televisão que não se deve aproximar da lama, não tocar, etc. “Mas aqui ninguém teve nem uma gripe sequer”. Para ela, a maior doença da localidade é psicológica. “Está todo mundo ainda abalado com o que aconteceu aqui”.

Martim Pagung, proprietário de um comércio ao longo da BR, famoso pelos seus doces e também por receber turistas na lanchonete e restaurante, disse que ficou quase 90 dias sem funcionar. Mas conseguiu “rolar” as dívidas com os fornecedores e já está conseguindo pagar os salários atrasados dos funcionários e parte das contas.

Marin Pagung é dono de um comércio a beira da BR que foi atingido pela cheia
Marin Pagung é dono de um comércio a beira da BR que foi atingido pela cheia

Ele conseguiu salvar quase toda sua estrutura, pois a água foi subindo aos poucos, mas acabou perdendo mercadorias pois elas venceram e também perdeu portas e aberturas. “Fora isso, o prejuízo foi com a reforma, pintura e recolocação deste material”.
Na parte externa, na ponte do igarapé Ribeirão, logo a frente do comércio, é possível visualizar a força das águas do Madeira e o porquê do nome do rio. A margem da rodovia está repleta de troncos e galhos de árvore trazidos pela forte correnteza.

Fonte
Texto: Geovani Berno
Fotos: Esio Mendes

RELATÓRIO DE RAUPP CRIA REGRAS PARA NOVOS MUNICÍPIOS

Em discurso na tribuna do Senado, senador Valdir Raupp (PMDB-RO).(Brasília, 08/05/14) Por 51 a 2 votos, o Plenário aprovou nesta quarta-feira (7) o texto principal do projeto de lei do Senado (PLS) 104/2014, que estabelece normas para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. Os senadores ainda farão três votações nominais de emendas apresentadas à proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e em Plenário. A conclusão da votação deve ocorrer na próxima semana.

O PLS 104/2014, que teve como relator o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), foi apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), como uma alternativa a um projeto anterior (PLS 98/2002) integralmente vetado pela presidente Dilma Rousseff, em outubro de 2013.

Raupp disse ter acolhido emenda da CCJ que prevê o tamanho mínimo dos novos municípios a serem criados. Eles deverão ter área não inferior a 200 quilômetros quadrados, nas regiões Norte e Centro-Oeste, e 100 quilômetros quadrados nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, explicou.

O texto também estabelece números mínimos de habitantes para os novos municípios, de 6 mil a 20 mil, de acordo com a região.

Raupp também acolheu emenda de Plenário que convalida plebiscitos para a criação, fusão, incorporação e desmembramento de municípios, realizados até 31 de dezembro de 2013, assim como os atos legislativos autorizativos para realização de plebiscitos que tenham sido regularmente expedidos pela Assembléia Legislativa e publicados até a referida data – desde que atendidos os requisitos estabelecidos na legislação do respectivo estado à época de sua criação.

BLOG DO CHA: PROFESSOR DESABRIGADO DESMENTE HERMÍNIO COELHO

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– O que eu gostaria é que esse infeliz não tentasse me medir por sua régua. Somos desabrigados pelas enchentes, mas não somos burros como ele pensa. Quem direito ele tem de usar meu nome sem minha autorização e publicar coisas que eu nunca disse? Eu mantenho distância da Assembleia porque os deputados envergonham a população de Rondônia. A última vez que fui até lá foi para ajudar a lavar as escadarias. Hoje acho que foi um erro: deveríamos ter lavado e desinfetado todo o plenário. Mas espero que a população dê o troco nas eleições de outubro”.
O desabafo é do professor José Tadeu de Almeida, que se diz conhecido em Porto Velho desde os tempos do futebol de várzea como “Jota do Areal”. Ele garante que nunca conversou com o presidente da Assembleia, Hermínio Coelho, cujo estilo, no entanto, conhece desde os tempos de presidente da Câmara, quando “defendia com unhas e dentes o prefeito Roberto Sobrinho – o pior que Porto Velho já teve a infelicidade de eleger. Todos sabem que ele é especialista em atacar para faturar” – disse.
“Como é que eu iria conversar com esse sujeito? E que direito ele tem de visitar o acampamento dos desabrigados e depois inventar mentiras na imprensa. Está certo que aquilo não é um hotel de luxo, mas é o possível. É ali que um monte de gente que, assim como eu, perdeu tudo com as enchentes, encontra abrigo e alimentação. O deputado queria o quê? Um spa? Ou um hotel cinco estrelas como aqueles em que se hospeda com a família e um monte de assessores nas férias, tudo pago pela Assembleia e ainda com uma montanha de diárias?”.
O professor até acredita que outra pessoa possa ter conversado com o deputado, “mas quem é conhecido como o Jota do Areal sou eu, que nunca falei com ele nem fiz qualquer crítica à situação em que nos encontramos. Como poderia? O acampamento é constantemente visitado pelas autoridades ligadas à Defesa Civil e qualquer problema seria logo registrado. É claro que não estamos ali passando férias. Todo o mundo conhece a precariedade da situação das barracas, mas pelo menos temos alimentação e abrigo”.
Jota do Areal desafia o presidente da Assembleia a apresentar quem prestou o depoimento: “pode ter sido um João ou José ou qualquer outro ‘J’ morador do Areal. Mas Jota do Areal sou eu e faço questão de deixar claro que nunca ajudei o deputado a fazer campanha política às custas da infelicidade dos desabrigados. O mais provável é que ele tenha inventado um J qualquer para fazer pose de herói. Mas isso não convence ninguém” – concluiu.

 Fonte: Blog do Cha

ENCHENTE DO SÉCULO: GUAJARÁ E GUAYARA (BOLÍVIA) SOFREM COM FORÇA DO RIO MAMORÉ

Vários pontos às margens do rio estão alagados
Vários pontos às margens do rio estão alagados

Tanto a margem direita quanto a esquerda do rio Mamoré (Guayara-Mirim) foi atingida pelas águas do rio Mamoré. Sua forte correnteza carrega consigo a tristeza de muitas famílias que perderam casas, lavouras, móveis, sonhos, histórias. As águas não pouparam nem as aldeias indígenas localizadas às margens do Mamoré e Guaporé.

 José Máximo, ex-ferroviário, morador às margens da Madeira-Mamoré

José Máximo, ex-ferroviário, morador às margens da Madeira-Mamoré

Casas, cemitério histórico e a estação elevatória de esgotos ainda estão debaixo d´água, mesmo o rio já tendo baixado mais de 2 metros. José Máximo Lemos, ex-ferroviário da Madeira-Mamoré, mora às margens do rio há 29 anos e diz nunca ter presenciado algo tão grande.

Estação de Elevação de Esgoto ainda está alagada
Estação de Elevação de Esgoto ainda está alagada

Ele diz que vários dias via passar em frente à sua casa, que margeia os trilhos da centenária ferrovia Madeira-Mamoré, famílias de capivaras indo em direção ao rio. “É uma coisa que não se vê todo dia”. Em direção ao centro da cidade, encontramos Ruan Rui Lova, observando seus filhos que buscavam objetos e brinquedos em sua casa alagada.

 

Ruan Rui Lova, teve a casa dele e do sogro invadida pelas águas
Ruan Rui Lova, teve a casa dele e do sogro invadida pelas águas

“Não foi só a minha casa, a do meu sogro também”. Ruan diz que a cheia de 2008 invadiu a casa dele, mas muito pouco e naquela época a casa do sogro mal molhou o piso. “E agora veja só onde a água chegou”, apontava para a marca na rua, distante cerca de 50 metros de sua casa.

 

Praça Getúlio Vargas
Praça Getúlio Vargas

O centro histórico de Guajará-Mirim e sua antiga área comercial foram seriamente atingidos. A praça Getúlio Vargas que abriga o museu da estrada de ferro Madeira-Mamoré e uma das máquinas ainda se encontram sob as águas.

Maria de Lourdes Ribeiro, comerciante
Maria de Lourdes Ribeiro, comerciante

A comerciante Maria de Lourdes Ribeiro, proprietária de uma loja de confecções na avenida Constituição, e outra de materiais de construção teve de sair da loja de confecções. E ao retornar, após 30 dias fechados, ficou o prejuízo da reforma, pintura e ainda ter de alugar outro ponto comercial. “Além disso, ficamos cerca de 90 dias sem receber mercadorias”.

Com a estrada praticamente fechada em vários pontos, as transportadoras não entregaram mercadorias, mas as faturas continuam chegando. Ela mostra as 23 notas de um mesmo fornecedor que chegaram junto com a cobrança, mas as mercadorias ainda não. “Com alguns fornecedores conseguimos negociar a prorrogação das faturas, mas outros não sabem nem onde fica Guajará-Mirim, acham que aqui é o Acre”.

Estacionamento de canoas no centro da cidade
Estacionamento de canoas no centro da cidade

Segundo a comerciante, este mês enviará ao contador apenas duas notas. E para driblar a crise, deu férias às atendentes e atrasou o pagamento, mas não demitiu ninguém. Agora luta para colocar as contas em dia.

Ela reclama na demora e desunião da classe política que, segundo ela, não luta para que as pontes sejam construídas. “Se estas pontes estivessem prontas, com certeza Guajará não teria passado por todo este tempo isolado”.

Bolívia também sofre com a cheia
Bolívia também sofre com a cheia

No lado boliviano, a situação não é diferente. O pórtico de entrada por onde chegavam as voadeiras levando turistas ainda está debaixo da água. O barqueiro Luiz diz que “a água está baixando 5 cm por dia, mas quando subiu eram 20 cm por dia”. Segundo ele, até a próxima segunda-feira, 5 de maio, a água já deve ter liberado o piso e vão poder utilizá-lo.

No entanto, a rua que passa atrás do pórtico de entrada está alagada cerca de cem metros cidade adentro. Isso com certeza, levará um tempo maior para que a água baixe totalmente e a vida dos bolivianos e turistas que visitam Guayará-Mirim volte ao normal.

Vitoria Griss, comerciante em Guayara-Mirim
Vitoria Griss, comerciante em Guayara-Mirim

A comerciante Vitoria Griss, de uma das lojas mais tradicionais da Bolívia, Alexander, diz que vendiam em torno de 2 mil dólares ao dia. Hoje não passa de 500 dólares. “Hoje mesmo não vendemos um centavo” (e já passava das 9h da manhã).

Turistas desembarcam em pontos improvisados pelos próprios comerciantes
Turistas desembarcam em pontos improvisados pelos próprios comerciantes

No entanto, o que se observa, é que mesmo com todas as dificuldades de acesso, os turistas brasileiros começam a retornar gradativamente ao país vizinho, e a normalidade vai se estabelecendo.

Vitoria lembra que para a mercadoria chegar o custo do frete aumentou, pois muitos produtos vinham por via aérea. “Faltar mercadoria não faltou. A loja sempre mandava dois ou três produtos para não desabastecer a loja”.

Outro setor que sempre teve um, movimento muito significativo em Guajará-Mirim é o de taxistas, que acabam fazendo fretes de pessoas para Nova Mamoré e especialmente Porto Velho. No auge da cheia uma viagem à capital chegou a custas R$ 250,00 por pessoa. No dia 1° de maio os valores para Nova Mamoré era de R$ 20 e para Porto Velho R$ 100 por pessoa.

Raunei Clemente, taxista
Raunei Clemente, taxista

O taxista Raunei Clemente Aguiar disse que todos os colegas ficaram cerca de dois meses parados. Os que se arriscavam em fazer a viagem para poder ganhar um dinheiro para quitar suas dívidas do financiamento do carro, acabavam por gastar mais no conserto do carro. “Com isso acabaram por acumular outra dívida”.

As etnias indígenas também foram afetadas pela cheia do rio Mamoré. O indígena Josias Urnau, da aldeia Soterio diz que sua aldeia, distante cerca de 100 km de Guajará-Mirim foi parcialmente afetada, “mas há uma outra parte que está seca”. Mas segundo ele, as partes baixas “estamos andando de rabeta”.

Josias Urnau, indígena
Josias Urnau, indígena

“Na minha aldeia acabamos tirando macaxeira de dentro da água para poder aproveitar e ela não estragar. Mas temos outra lavoura no seco”, informou. Quem não teve a mesma sorte foram os indígenas “Pacaas Novos, que tiveram toda a aldeia afetada”.

Outros setores da economia também foram severamente afetados como o hoteleiros e os restaurantes e lanchonetes. Um dos hotéis mais tradicionais da cidade, o Lima, apesar da crise, não recebeu clientes por duas semanas.

 

Maria Alves trabalha em um dos hotéis mais tradicionais de Guajará
Maria Alves trabalha em um dos hotéis mais tradicionais de Guajará

Os proprietários não demitiram ninguém, mas foram dando férias gradativas aos funcionários, atrasaram alguns pagamentos, mas agora a normalidade está sendo retomada, informou a funcionária Maria Luiza Alves de Lima.

 Helena Rodrigues, proprietária de restaurante

Helena Rodrigues, proprietária de restaurante

A senhora Helena Jesus Rodrigues é proprietária de um restaurante nas proximidades da estação rodoviária diz que fechou por um tempo pois depende do movimento de turistas, e aproveitou o período para fazer uma reforma no restaurante.

Atendimento Hospitalar

Durante o período da enchente, que praticamente isolou Guajará-Mirim por via terrestre, obrigando o Estado a abrir emergencialmente a Estrada Parque, possibilitando o acesso de carros para a região de Guajará-Mirim, Nova Dimensão e Nova Mamoré, o hospital regional e Guajará se manteve ativo e atuante.

Hospital Regional de Guajará

A instituição é mantida pela prefeitura de Guajará-Mirim, mas através de um convênio de repasse de recursos do Governo Estadual e Assembleia Legislativa de Rondônia, está sendo possível a reforma de parte das instalações do hospital, possibilitando o aumento dos atuais 32 leitos para futuros 52. Além disso, muitos equipamentos foram adquiridos devido ao repasse desta verba.

O administrador do hospital, Luiz Xavier Nascimento, agradece ao governo pelo apoio, e informa que em 15 dias a ala pediátrica, que está em reforma, será liberada e poderá atender com melhor qualidade aos pequenos pacientes.

Luiz Xavier - Administrador do hospital regional de Guajará
Luiz Xavier – Administrador do hospital regional de Guajará

O Hospital não possui UTI, e desta forma, necessita enviar os pacientes mais graves para receber atendimento em Porto Velho. Com o problema das estradas, esta situação ficou muito difícil, pois “para conseguir avião tem muita burocracia”. A unidade realiza de 200 300 atendimentos dia.

Para o administrador, o grande problema enfrentado pelo hospital é algo que acontece em todos os municípios. “A população vê na emergência do hospital um local para consulta, enquanto que o correto era procurar um posto de saúde, o que desafogaria nosso atendimento”. No entanto, ele afirma que ninguém sai sem atendimento.

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A cheia dos rios da região também provocou o desabastecimento do hospital por 15 dias, chegando a faltar material pênsil, antibióticos e até oxigênio, informou o administrador. “Hoje estamos com estoque para 10 dias”.

O hospital ainda carece de melhor estrutura, em especial no laboratório de bioquímica que faltam equipamentos e uma autoclave mais moderna. “Só temos uma e muito antiga. Quando ela estraga, temos de enviar material para esterilizar em Nova Mamoré”, informou Luiz Xavier. Ele pede para que a autoridade que “puder nos auxiliar nestas questões, será bem vinda”.

Bombeiros e Defesa Civil

Talvez um dos principais responsáveis por Rondônia ter evitado muitas mortes e outras perdas, é de responsabilidade do corpo de bombeiros de Rondônia, que apoiaram sobremaneira as prefeituras que ainda não estruturaram a Defesa Civil, conforme preconiza a Lei 12.608 de 10 de abril de 2012.

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Segundo o soldado Maciel, esta Lei compete aos municípios criar e estruturar a própria Defesa Civil. E entre outras, coordenar ações no âmbito local, em articulação com estados e União, incorporando as ações de proteção e defesa civil no planejamento municipal.

Por este motivo, ele que é de Jaru, se encontra em Guajará-Mirim, auxiliando a prefeitura local e de Nova Mamoré a estruturarem o seu Plano de Trabalho para Reconstrução, pois as mesmas fizeram de forma incompleta e foi devolvido pelo Ministério da Integração. “Agora foram corrigidos os dados e novamente enviados a Brasília”. Segundo o soldado, esta “é uma obrigação das prefeituras, o estado está dando o apoio necessário”.

Uma outra situação que foi observada pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil é que em algumas localidades existem alguns aproveitadores, ou seja, se aproveitam da situação e em local i pai pede uma cesta básica e em outra a mãe da família.

Para evitar esta situação, o tenente De Souza, assessor do gabinete do comando e sua equipe, estão criando um programa que ficará no site do Corpo de Bombeiros para realizar o cadastro de todas as famílias. “Assim, evitaremos duplicidade de suprimentos, bem como injustiças no fornecimento de alimentos e água”.

Segundo dados do grupo de bombeiros de Guajará-Mirim, na cidade existem 38 famílias desabrigadas (que ficaram sem ter para onde ir e estão no abrigo provisório) e 127 desalojadas (foram para casa de amigos e ou parentes e recebem também assistência da Defesa Civil). Quanto aos indígenas, 88 famílias estão desabrigadas no eixo do rio Mamoré e 72 famílias no rio Guaporé.

A defesa Civil repassou à Funai 760 cestas básicas para serem distribuídas aos indígenas, bem como 6.000 litros de água mineral. O tenente De Souza disse que num primeiro momento “Fomos impedidos de entrar na área indígena, que é área federal. Somente depois, com o agravamento da situação, permitiram que entrássemos e fizéssemos o atendimento”.

Neste momento, o grupo prepara o Plano Detalhado de Resposta, que envolve toda a situação de reconstrução para que o governo federal possa socorrer financeiramente aos municípios.

Reconstrução

A Defesa Civil Nacional possui regras para ressarcir o Estado e municípios que necessitam ser enviados em relatórios com despesas divididas nas fases de socorro, assistência, restabelecimento e, depois de passado o desastre natural, a fase de reconstrução.

Segundo a diretora executiva de programas e projetos do Governo de Rondônia, Rosana Vieira de Souza, o Ministério da Integração irá repassar valores para reconstrução, “desde que não sejam para o mesmo local”. Desta forma, o governo e prefeituras deverão realizar obras nos locais atingidos pela enchente para que a população não volte a morar nestas regiões.

Iata

O distrito de Iata, distante cerca de 30 km de Guajará-Mirim, também teve 10 famílias atingidas pela enchente, que buscaram abrigo em uma estrutura que estava abandonada, pertencente a Unir que deveria abrigar um hotel escola.

No distrito de Iata, 10 famílias foram alojadas em estrutura que estava fechada
No distrito de Iata, 10 famílias foram alojadas em estrutura que estava fechada

No local, estão alojadas 32 pessoas, que há cerca de 40 dias ocupam a confortável e espaçosa estrutura. Janete Custódio, uma das moradores atingidas, diz que estão muito confortáveis no local e muito bem assistidos e recebem todos os dias “marmitas que a Defesa Civil entrega pra gente aqui”.
Na localidade, os moradores viviam da pesca e do turismo. Atualmente, todos se encontram parados devido o período do defeso, tendo os pescadores recebido as parcelas relativas aos 4 meses normais. “Mas ainda ninguém sabe falar da prorrogação do pagamento das parcelas para quem foi atingido pela enchente”.
As aulas na escola estão normais, “apesar de terem atrasado um pouco seu início”, afirmou a moradora, que agora se preocupa em aguardar a água baixar para poder reformar sua casa, comprar uma geladeira nova que foi perdida com a enchente e torcer para que não apareçam mais cobras que acabaram com as galinhas de seu quintal.

 

Fonte
Texto: Geovani Berno
Fotos: Ésio Mendes

PÓS-CHEIA: GOVERNADOR QUER SUSPENSÃO DE PAGAMENTO DE EMPRÉSTIMOS PARA AGILIZAR RECONSTRUÇÃO

2-confúcio-370x246Para prestar melhor assistência às pessoas afetadas direta ou indiretamente e recuperar o boom da economia de Rondônia após uma das maiores enchentes da região, o governador Confúcio Moura anunciou na manhã desta quarta-feira (7) que irá ao Rio de Janeiro, na próxima semana, pedir à Direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a suspensão, pelo período de dois anos, do pagamento de empréstimos, bem como, do pagamento da dívida do Banco do Estado de Rondônia (Beron) com a União. A informação foi dada nesta quarta-feira (7) durante entrevista do governador ao programa Manhã da Rádio Globo Rondônia apresentado por Solano Ferreira, Frota Neto e Agnaldo César.

Durante 1h, o governador falou sobre as ações empreendidas pelo Estado, com o apoio do governo Federal, prefeituras e entidades, para o enfrentamento dos prejuízos causados pela cheia que deixou quase 100 mil famílias desabrigadas no Estado, com destaque para as regiões de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Ele também confirmou para esta quinta-feira (8), das 7h às 17h30, a reunião coordenada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (Seae), no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, com a participação de várias entidades para elaboração do Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres em Rondônia. Com isso, o governador acredita que o Estado estará pronto para enfrentar outros desastres naturais, considerando que depois da reconstrução a tendência é melhorar, como ocorreu com a Holanda com altas marés; a Estação das Docas, em Belém (PA); e os terremotos no Japão.

2-entrevista-370x246“A solução não é do Confúcio, não é do Mauro Nazif [prefeito da Capital], é de todos. Temos que planejar com todos os Poderes e entidades representativas de classes e empresariais”, afirmou, completando que as propostas devem ser de curto, médio e longo prazos, que vão de um a 10 anos.

Sobre os prejuízos, Confúcio lembrou que são estimados em mais de R$ 4 bilhões, levando-se em conta o que as famílias perderam em suas residências, produção agrícola, criação de animais, o que foi gasto para atendê-las, o fechamento do laticínio de Nova Mamoré, dos frigoríficos da Capital e do distrito de Abunã; a mudança do Tribunal Regional Eleitoral para o Complexo Rio Madeira; as carretas que ficaram paradas, entre outros reflexos da cheia.

2-radio-globo-370x246Ele destacou o envio, pelo governo Federal, de R$ 8 milhões, R$ 2 milhões dos quais para Rolim de Moura e outros R$ 2 milhões para cestas básicas; e lamentou a demora do Ministério da Integração para reconhecer o decreto de calamidade pública publicado pelo governo estadual em 3 de abril.

Entre as alternativas apontadas pelo governador está a abertura de linhas créditos pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, com carência, juros e prazos especiais; prorrogação do pagamento para os que já contraíram empréstimo antes da cheia. “Após a reunião desta quinta-feira, creio que na próxima segunda teremos uma espécie de shopping cidadão com todas as informações necessárias à reconstrução”, argumentou.

Fonte
Texto: Veronilda Lima
Fotos: Marcos Freire

REALIDADE: NOVO HOSPITAL DE EMERGÊNCIA ESTÁ EM FASE ACELERADA DE CONSTRUÇÃO

1-heuro-4-370x246O governador Confúcio Moura e o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, vistoriaram nesta terça-feira, pela manhã, o início das obras de construção do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (Heuro), que começou ser construído ao lado do Hospital Infantil Cosme e Damião. O projeto executivo da nova unidade de saúde custou R$ 1,16 milhão.

Confúcio inspecionou as obras e gostou do ritmo. Ele adiantou que a expectativa, caso seja mantido o mesmo cronograma, é que não haja atrasos na obra. Na avaliação do governador, o Heuro terá a missão ampliar a oferta de serviços de urgência e emergência – hoje feito apenas pelo João Paulo II – do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, em especial na Capital.

1-heuro-6-370x246De acordo com o governador, o novo hospital terá um prédio de quatro andares, 100% climatizado e com usina de oxigênio própria, contendo 268 leitos, seis salas cirúrgicas, duas salas de Raio X, sete elevadores, necrotério, heliporto, entre outras dependências, totalizando 17.007,99 m² de área construída. Serão mais 45 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a serem oferecidos à população. Segundo o governador, uma obra grandiosa no setor de Saúde Pública, que com o modelo de gestão previsto, poderá se constituir numa unidade de referência nacional.

1-heuro-8-370x246Segundo o secretário Williames Pimentel, o projeto foi elaborado pela empresa Pró-Saúde (arquitetos associados), de Londrina-PR e abrange sondagem do solo, arquitetura, estrutural, elétrica/lógica/telefônica/CFTV, hidrossanitária, estação de tratamento de esgoto, prevenção contra incêndio, gases medicinais, climatização, paisagismo, impermeabilização, comunicação visual, perspectivas eletrônicas, proteção radiológica e a aprovação junto aos órgãos competentes.

Confúcio Moura disse que o hospital está orçado em R$ 100 milhões, sendo R$ 50 milhões para a construção e R$ 50 milhões para os equipamentos e mobiliário. As obras devem ser concluídas em dois a três anos, sendo que a construção contará com a participação da iniciativa privada. “É uma obra grandiosa, em que só o projeto custou mais de R$ 1 milhão. A construção desse hospital é um marco para a saúde de Rondônia. A população aguardava por esse momento há mais de 30 anos”, afirma o governador.

texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Marcos Freire