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LULA NEGA CANDIDATURA E REAFIRMA QUE CANDIDATA DELE É DILMA

Ex-presidente Lula voltou a dizer que não é candidato em 2014. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ex-presidente Lula voltou a dizer que não é candidato em 2014. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 8, em entrevista a blogueiros, que não será candidato à Presidência da República em outubro e chamou de “boataria” as notícias sobre sua volta. Lula disse que, se pudesse, registraria sua promessa em cartório.

“Não sou candidato, minha candidata é a Dilma Rousseff. Se vocês (blogueiros) puderem contribuir para acabar com essa boataria, vocês estarão contribuindo com a democracia no Brasil”, afirmou o ex-presidente. Lula elogiou ainda sua sucessora e disse que ela é “a melhor pessoa para ganhar essas eleições”. “Dilma tem a competência e a capacidade que o Brasil precisa pra fazer o País avançar”, afirmou Lula.

O petista falou ainda sobre o delicado papel de um ex-presidente na democracia e afirmou que evita falar com a imprensa por não querer interferir na gestão de Dilma. Ele negou, no entanto, qualquer divergência com a atual presidente. “Eu já disse que se por acaso tivesse divergência entre a Dilma e eu, ela estaria certa e a divergência acabaria”, disse Lula.

Lula comentou a atual situação da economia brasileira, ressaltou a adversidade do cenário internacional e exaltou os números do País. “Que país tem a dívida pública de 57% do PIB (Produto Interno Bruto)?”, questionou, comparando os números com o de nações como Itália e Estados Unidos.

Lula admitiu que a economia está “aquém do esperado”, mas disse que o mundo vive uma das maiores crises da história. “A economia brasileira está aquém do que eu queria que estivesse, do que a Dilma queria que estivesse, do que vocês queriam… Mas vamos avaliar: quem está melhor que o Brasil?”, questionou.

CPI da Petrobras

O ex-presidente afirmou ainda que “o governo tem que ir para a ofensiva e debater a questão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras com força”. Lula disse que os números divulgados pela imprensa não “batem” com os que o governo tem. “Não podemos admitir que, por omissão, nossa mentiras prevaleçam”, afirmou. Segundo ele, o governo precisa defender “com unhas e dentes” o que acredita ser verdadeiro. “Nesse aspecto o PT tem que ir pra cima”.

Rebatendo o argumento de perda de valor de mercado da estatal, Lula disse que não se pode comparar a Petrobras de hoje com a de 2010, quando houve capitalização. “Se vale R$ 98 bilhões hoje, valia R$ 15 bilhões na época do FHC”, afirmou. Lula disse ainda que a oposição não tem programa eleitoral e que, por isso, defende a ideia da CPI da Petrobras. O ex-presidente petista disse ser contrário à estratégia de criar outra CPI para investigar outros assuntos.

Comentando a maneira de lidar com a possível criação de uma CPI durante o governo, Lula citou o caso do mensalão. “O PT espero que tenha aprendido a lição do que significou a CPI do Mensalão. Essa CPI deixou marcas profundas nas entranhas do PT”, disse. O ex-presidente também disse que nem o PT, o governo ou Petrobras devem temer investigações.

Lula destacou que as supostas irregularidades envolvendo a companhia já são investigadas pelo Ministério Público (MP), Tribunal de Contas da União (TCU), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Casa Civil da Presidência da República, comissões do Senado e Polícia Federal (PF).

Lula concedeu entrevista a blogueiros na sede do Instituto Lula, em São Paulo. A equipe do Instituto fez questão de dizer que Lula foi o primeiro a dar uma entrevista a blogueiros. (José Roberto Castro e Mario Braga/Agência Estado)

Acre e Rondônia aguardam reconhecimento de calamidade pública

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Presidenta Dilma Rousseff acompanhada do governador do Acre, Tião Viana
Presidenta Dilma Rousseff acompanhada do governador do Acre, Tião Viana

s governos do Acre e de Rondônia aguardam o reconhecimento do estado de calamidade pública pelo governo federal. Há pouco mais de dois meses os estados estão sendo prejudicados em razão da cheia do Rio Madeira, que registra níveis históricos e marca hoje (8) 19,52 metros.

O governador do Acre, Tião Viana, anunciou ontem (7) o decreto por causa das dificuldades para garantir o abastecimento da população do estado. Com a cheia do Rio Madeira, em Rondônia, trechos da BR-364 ficaram intransitáveis. Essa rodovia é a única via de ligação terrestre do Acre com o resto do país.

Segundo Viana, o estado está buscando alternativas para que os produtos essenciais cheguem ao estado. A Rodovia Interoceânica, pelo Peru, já é rota para entrada de combustíveis, material de construção e hortifrutigranjeiros, principalmente. O governo também busca alternativas de estradas que saem do Sul do Brasil, atravessando Argentina, Chile e chegando pelo Peru.

Pelas hidrovias, balsas saem de Manaus com combustíveis, gás e alimentos também dão suporte, além das cinco aeronaves que fazem voos diários com alimentos perecíveis e medicamentos. Na BR-364, algumas carretas ainda conseguem passar, auxiliadas por balsas, desvios e aterros. Entretanto, segundo Viana, muitas empresas e motoristas não querem assumir o risco de terem ainda mais prejuízos. “Nossa dificuldade hoje é saber quem quer fazer a travessia”, explicou.

Para o governador do Acre, o decreto de estado de calamidade vai promover uma relação mais direta de apoio do governo federal e facilitar a tomada de decisões em favor da população, dar acesso a linhas de crédito especial do BNDES e outros bancos públicos, fortalecer o setor empresarial e amparar as prefeituras para que possam ter maior mobilidade na busca de apoio da União.

Na quinta-feira (3), o governador Confúcio Moura decretou estado de calamidade pública em Rondônia para facilitar o atendimento às vítimas da enchente. Quase 30 mil pessoas foram afetadas no estado, principalmente na capital Porto Velho e seus distritos. No local, mais de 3,7 mil famílias tiveram que deixar suas casas, segundo o Corpo de Bombeiros. Os municípios de Guajará Mirim e Nova Mamoré, na fronteira com a Bolívia, que também dependem da BR-364, estão isolados.

No dia 17 de março, o Ministério da Integração Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Porto Velho.

CASO NAIARA KARINE: A CONTA QUE NÃO FECHA

naNo dia 10 de junho de 2013 a Polícia Civil de Rondônia anunciou a prisão do sargento da reserva da Polícia Militar Evanísio Oziel Leite, apontado na ocasião como “suspeito pelo estupro e assassinato da jovem estudante Naiara Karine Costa Freitas, de 18 anos, ocorrido no dia 24 de janeiro, e violentar mais duas jovens em 2011) e uma menor (ocorrido em 2012)”. Ainda segundo a polícia, o “modus operandi” de Oziel indicava sua participação no crime, que chocou Rondônia. Nos casos anteriores de estupro, ele havia tratado as vítimas da mesma forma, exceto pelo fato de não tê-las matado. Dias depois, a polícia civil afirma que “o sargento não teve participação no Caso Naiara” e conduz as investigações para outros rumos. Oziel continua preso pelos estupros anteriores e a polícia surge então com um novo suspeito, trata-se de Marcos Antônio Chaves, reconhecido graças a sua tatuagem, que aparece durante uma filmagem feita com o celular da vítima no dia do crime. E Marcos tem muito o que contar. E contou.

A coisa embolou, mas também não foi explicada. Em depoimento, dado durante seu julgamento dias atrás, Marcos Antônio Chaves afirmou ter “recebido R$ 1.400 para ‘dar um susto’ em Naiara Karine”. A coisa teria fugido do controle e Richardson Bruno Mamede, outro acusado pelo crime, teria golpeado a moça por mais de 20 vezes com uma faca, isso após ela ter sido violentada por Marcos, Richardson, Francisco da Silva Plácido, Roniclei Ferreira dos Santos e Wagner Strogulski de Souza (que está foragido). Em seu depoimento para a justiça, Marcos incluiu um instrutor de auto-escola, que também é policial militar identificado como “sargento Santana”.

Uma pergunta ainda não foi feita, ou se foi, não teve resposta, como cinco elementos resolvem, do nada, estuprar e matar uma menina de 18 anos, sendo que eles cinco mal se conheciam. Em todos os seus depoimentos, tanto na delegacia quanto na justiça, Marcos afirma que se tratava de “um susto”, mas a grande pergunta é, quem pagou por esse susto? A quem interessava a morte de Naiara Karine, uma moça recém-saída da adolescência que até onde se sabe, não tinha inimigos. Que esse caso não pode estar encerrado. Até agora a polícia prendeu parte dos executores (Wagner Strogulski continua foragido), mas não se tem notícia nenhuma sobre o mandante do “susto” que terminou em estupro e homicídio. Uma série de boatos e acusações sem materialidade ganharam força no fim do ano passado com a divulgação do depoimento de Marcos Antônio Chaves, onde ele afirma ter visto uma ligação em nome de “Bruno Cassol”, enquanto estuprava Naiara.

Virou rastilho de pólvora e uma série de ilações foram feitas, envolvendo Jaqueline Cassol, irmã do senador Ivo Cassol. Ele reagiu rapidamente e desde então vem exigindo uma solução para o caso. No último fim de semana, em entrevista a uma rádio em Pimenta Bueno, Cassol voltou ao assunto e afirmou que “foi uma armação de adversários para tirar sua irmã da disputa eleitoral”. O senador confirmou seu apoio a irmã e ao genro, “Bruno Cassol”, que na verdade se chama Bruno Ferreira.

Marcelo Bessa, ex-secretário de Defesa andou em dezenas de veículos de comunicação pelo Estado e afirmou categoricamente que “a família Cassol nada tem a ver com o caso”, essa afirmação ele fez inclusive ao próprio senador Ivo Cassol em Brasília. Bessa afirmou que “as acusações eram ilações de parte da imprensa irresponsável”. Pois bem, já que viramos essa página, a polícia tem por obrigação apresentar um mandante. Não é possível que um crime com tantos protagonistas continue sem solução esse tempo todo. Tudo bem que por essas bandas não conseguimos desvendar nem quem matou um senador, mas um caso dessa natureza não pode ficar impune.

Sabe-se com toda a certeza que todos os envolvidos, sejam executores, familiares e amigos de Naiara estão assustados. Eles falam em ameaças, não falam nada claramente e a polícia continua perdida no assunto. Nos resta aguardar o desfecho desse dramático caso.

Homenagem

Débora Stevaux, amiga de Naiara Karine escreveu um intrigante texto em homenagem a amiga morta. Adaptando livremente um texto de Clarice Lispector de 1962, ela narra os sentimentos de Naiara ao levar cada uma das 22 facadas e encerra assim o texto, “a vigésima-segunda me assassina, Porque eu sou a outra, porque eu quero ser a outra”. Débora explica que “ser a outra”, no caso, é se colocar no lugar de Naiara.

QUERO COMPARTILHAR ESTA HOMENAGEM NESTE DIA TAO ESPECIAL QUE ESTE DIA DA MULHER PARABENS AS MULHERES EM NOME DE NAIARA KARINE QUE HOJE ESTA SO NOS CUIDANDO LA DE CIMA COMO UM ANJO QUE NAO TEVE OPORTUNIDADE REALIZAR SEU SONHO DE SER JORNALISTA QUE DESCANSE EM PAZ FILHA TE AMO. OBS.SE PUDEREM LEIAM ATE O FIM E LINDO OBRIGADO DEBORA POR ESTAS PALAVRAS.

Sobre o dia oito de março

Todo santo dia algo reaviva a minha memória e me pressiona para que o meu silêncio seja quebrado constantemente. É sempre muito inusitado quando você me toca diariamente, seja por uma música ou por uma atitude machista que eu tenha presenciado, por uma notícia de estupro ou por uma foto sua; mas aí eu volto a reescrever o texto que tinha feito em sua homenagem e ele permanece sempre assim: mutável e inacabado. Depois disso é só silêncio, como se eu fosse obrigada a engolir todas as palavras que um dia eu pensei em te dedicar em um engasgo seco. Porque todas as construções verbais são incapazes de traduzir tamanha revolta e saudade que eu sinto por você.

Há um tempo eu visitei um blog que compilava, de maneira bem pouco minuciosa, os nomes das vítimas fatais da violência contra a mulher. Angustiada, eu prometi pra mim mesma que você não seria somente mais um daqueles nomes, ou só mais uma notícia que depois de horas estaria ultrapassada e esquecida pelas urls e pelos poucos jornais que noticiaram tudo o que você passou. Também não poderia fazer menção a estatísticas de violência sexual e de feminicídio, pois a tua morte não merece ser transformada em números frívolos, como se fosse só mais uma.

A sua semelhança comigo fez com que eu me colocasse no seu lugar diversas vezes. E se eu tivesse sido você? Quantos gritos eu daria, por quanto eu clamaria por socorro? Quais teriam sido os meus planos de fuga? Eu teria pensado que, em algum momento, eu morreria dessa maneira? E por que eu morri? Por que fizeram isso comigo? Eu teria sequer imaginado que um ano depois da minha morte, parte dos responsáveis ainda estaria em liberdade? Quantos sonhos eu deixei de realizar?

Em 1962, Clarice publica uma crônica na revista “Senhor” sobre um bandido chamado Mineirinho, que foi assassinado com treze tiros na madrugada de primeiro de maio daquele mesmo ano. Diferenças à parte, adaptando o final dessa crônica, encerro o meu desabafo: “Mas há alguma coisa que, se na primeira e na segunda facadas transformam meu choro desesperado em grito; na terceira aperta o nó da minha garganta; na quarta e quinta me deixam a carne e a boca trêmula; na sexta e na sétima palpitam o meu coração de horror; na oitava e na nona me desassossegam a alma; na décima e décima primeira me transportam para o local do crime; na décima segunda corrompe os meus vasos sanguíneos e me emplaca a dor constante; na décima terceira recria no meu corpo a violência sexual; na décima quarta invade a minha boca de sangue e de todos os clamores existentes; na décima quinta me instala um nojo inerente ao ser humano; na décima sexta me abordam como abordaram a Nai; a décima sétima destrói a esperança de me salvar; na décima oitava me obrigam à tirar a roupa; na décima nona me desvestem de toda humanidade; na vigésima acabam por destruir minha blusa listrada bem como qualquer presença de Deus naquela hora; na vigésima primeira tenta sufocar, sem sucesso, um grito; o grito da Nai, o grito de todas as mulheres que morreram pelo direito de escolha, pelo direito à vida. A vigésima-segunda me assassina, Porque eu sou a outra, porque eu quero ser a outra.”

(Texto feito em homenagem à minha amiga Naiara Karine da Costa Freitas, de 18 anos)

Por Alan Alex

Painel Político

Estudantes de Vilhena recebem o projeto ‘MPF nas Escolas’

vilNa segunda-feira à tarde e também nesta terça-feira à noite (dias sete e oito de abril) acontece em Vilhena o projeto ‘MPF nas Escolas’, na escola Marechal Rondon, com a participação dos procuradores da República Guilherme Gopfert e José Rubens Plates.

As áreas de atuação do Ministério Público Federal (MPF) estão sendo apresentadas por meio de palestras, exibição de vídeos e entrega de material informativo. Os beneficiados pelo projeto são alunos do ensino médio com idades que variam de 15 a 17 anos.

vil2O principal objetivo do ‘MPF nas Escolas’ é promover o diálogo entre o MPF e a comunidade, buscando transmitir informações acerca do trabalho do órgão. Temas como direitos do cidadão, defesa do patrimônio público, atuação no combate à corrupção, meio ambiente, direitos de minorias e índios, entre outros, são abordados durante as apresentações.

Durante a visita aos alunos, os procuradores também abordaram o tema de prevenção ao uso de produtos entorpecentes, com a intenção de alertar sobre os malefícios decorrentes da utilização de drogas.

FELICIDADE: MIGRANTE QUE VEIO PARA RONDÔNIA EM PAU DE ARARA É A PRIMEIRA A RECEBER ESCRITURA DE TERRENO

MI1Mais de 49 anos após chegar a Rondônia em cima de um caminhão pau de arara com a mãe e os irmãos, a capixaba Genir de Andrade, 57 anos, realizou sábado (5) o sonho de receber gratuitamente a escritura pública do seu terreno, na rua Cerejeiras, 1334, bairro Santo Antônio em Cacoal.

MI2“Era isso que a gente estava esperando há uns 10 anos”, afirmou a diarista, depois de receber das mãos do governador Confúcio Moura o primeiro dos 1.700 títulos do Programa de Regularização Fundiária Urbana, destinados a centenas de moradores de Cacoal.

Até o final de maio serão entregues, segundo a coordenadora do programa, Quílvia de Carvalho, cerca de 30 mil títulos. A meta do governo é concluir até o final de 2014 a entrega de 50.000 escrituras públicas em todo o Estado.

O trabalho de resgate da dignidade e cidadania dessas pessoas teve início em 2012, com um levantamento do déficit de moradias na capital e interior, cujos resultados começam a surgir somente agora. “Mas desde aquela época esse trabalho silencioso vem sendo realizado”, acrescentou Quílvia, ao assinalar que centenas de moradores estão recebendo o título definitivo do terreno em vários municípios como Porto Velho, Ariquemes, Ouro Preto do Oeste, Rolim de Moura, Santa Luzia, Alvorada, Jaru, São Francisco, Pimenta Bueno, Buritis e agora Cacoal.

MI3“Este é um programa de todos”, afirmou s o governador, ao admitir que sem a grande parceria entre o governo estadual, o Judiciário que isentou as taxas, as prefeituras com apoio na etapa de cadastramento, os cartórios de registros de imóveis que estão cobrando apenas um valor simbólico pela expedição dos documentos e as associações de moradores responsáveis pela mobilização dos inscritos, não teria sido possível concretizar. “Eu estou aqui hoje para agradecer a todos vocês por isso”.

A participação de todos, segundo ainda o governador, tornou possível a expedição de escrituras quase a custo zero, pois o pouco dinheiro que o Estado repassa às prefeituras para pagamento da tinta e o papel da impressão dos títulos é pouco em comparação aos R$ 2 mil que cada morador desembolsaria para obter o documento de regularização de um terreno de um “barraco pequeno”.

Ele destacou, principalmente, o empenho dos dirigentes das Associações de Bairros de Cacoal, como o Santo Antônio (Cleonir), Josino Brito (Wallace), Jardim Limoeiro (Luiz Fernando), São Marcos (José Paulo), Jardim Vitória (Jocimar), Habitar Brasil (José Carlos), Bela Vista (Celina) e Morada Digna (Maria Aparecida).

Emoção e choro

MI4Angelina Pereira da Silva, 68 anos, era outra que não conseguia esconder a emoção. Com a escritura pública do terreno onde mora no bairro Morada Digna, rua D, 3688, ela afirmou que agora está tranquila e quer viver até o último dia na sua propriedade. “Vou morar lá até morrer e Deus me livre de vender”.

idenilza soares de oliveiraA diarista Idenilda Soares de Oliveira chegou a chorar diante dos jornalistas ao responder à pergunta sobre o que pretendia fazer com a escritura pública que segurava. Entre um soluço e outro, ela afirmou que guardará com todo o carinho o documento, pois desde 1971 mora em Cacoal e criou seus filhos trabalhando nas casas dos outros, sem direito à moradia regularizada.

MI5O mesmo sentimento de gratidão a todos que colaboraram para transformar em realidade o sonho do “título já” era manifestado, por exemplo, pela capixaba Silvandira Rufino da Silva, 52 anos, que disse apostar com quem quiser como seu lote urbano, na rua E, bairro São Marcos, agora está muito mais valorizado. “Mesmo assim eu nem penso em vender”, frisou.

MI6A paranaense Iolanda da Silva, 44 anos, mora na rua A, bairro Morada Digna, foi logo dizendo: “olha logo depois de receber a chave da casa eu sofri um acidente e somente consigo me movimentar com auxílio de cadeira de rodas. Mas não penso nem em mandar avaliar minha casa que agora está totalmente regularizada”.iolanda

MI7Participaram do ato que lotou a sede campestre da Associação Banco do Brasil (AABB), o representante do Tribunal de Justiça, juiz Carlos Roberto Burck, os deputados federais Marinha Raupp e Nilton Capixaba; os deputados estaduais Glaucione Rodrigues e Valdivino Tucura; o prefeito Padre Franco; o vice-prefeito Arcelino Marcon; o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Antônio Ferragine; o secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani; o ex-diretor-geral do DER, Lucio Mosquini; o secretário regional do Governo, Carlos Alberto; a representante da Anoreg, Julieta Ragnini; os ex-prefeitos Suely Aragão e Divino Cardoso, além de várias outras lideranças regionais e locais.

GOVERNADOR COMEMORA LEI SECA NAS REDES SOCIAIS

confffO governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) está usando as redes sociais para mostrar os feitos do governo dele, já que a mídia oposicionista insiste em afirmar que ele nada tem feito. O “nada” realizado pelo governo da Cooperação dá para passar o dia todo postando no Facebook, segundo assessores próximos. Os próprios internautas comentam na fan page do governador:con1 “Pode contar conosco, Rondônia para frente com Confucionismo Moura. E você amigo que está lendo os comentários, reflita o que foi feito em apenas quatro anos, porque na história de Rondônia governador que fez o que este fez e continua fazendo nos população ainda não vimos. Deus te abençoe e continue lutando, porque temos que olhar e para frente”, disse a internauta Valquíria Mendes Codeço, de Ji-Paraná.

Confúcio Moura posta tudo, das entregas de casas próprias a titularização de terras. “Mais de 49 anos após chegar a Rondônia em cima de um caminhão pau de arara, com a mãe e os irmãos, dona Genir de Andrade realizou o sonho de receber gratuitamente a escritura pública do seu terreno no bairro Santo Antônio, em Cacoal. Tive a alegria de entregar a ela o primeiro dos 1.700 títulos do Programa de Regularização Fundiária Urbana destinados a centenas de moradores de Cacoal. Até o final de maio serão entregues cerca de 30 mil títulos. A nossa meta é concluir até o final de 2014 a entrega de 50.000 escrituras públicas em todo o Estado”, postou Confúcio.

LEI SECA

leisecaSobre a Lei Seca, Confúcio Moura postou o seguinte: “Há quem não goste e todas as opiniões são bem vindas. Mas os números são incontestáveis. A primeira operação da Lei Seca realizada em Rondônia foi no dia 03 de março de 2012. Nesses dois anos foram fiscalizados 31.170 condutores, com significativa redução no número de acidentes de trânsito. Tudo pela preservação da vida”.

ALÉM DE ENCHENTE, BOLÍVIA PODE ATÉ TER DE VOLTA BRASILEIA NO ACRE

acreCom suas fronteiras definidas há mais de um século, o Brasil pode em breve perder parte de suas terras para a Bolívia – ou, pelo menos, é o que temem os moradores de uma cidade brasileira na fronteira com o país vizinho.

A acelerada erosão nas margens do rio Acre, na divisa entre as duas nações, está perto de fazer com que parte da cidade de Brasileia, no Acre, perca a ligação terrestre com o resto do município, tornando-se uma ilha cercada pela Bolívia.

A Bolívia jamais manifestou interesse pelos bairros de Brasileia que podem ficar ilhados, mas isso parece não tranquilizar alguns moradores inquietos.

“Vamos ter que virar tudo boliviano”, diz à BBC Brasil o comerciante e líder comunitário João Oliveira Magalhães, um dos 2 mil moradores da área, que abrange os bairros de Samaúna e Leonardo Barbosa.

Magalhães, de 61 anos, mora com a esposa e um de seus onze filhos no trecho mais vulnerável à erosão, a cada vez mais estreita faixa de terra que liga os dois bairros às demais partes de Brasileia.

“O rio está comendo muita terra, o barranco está no toco.”

Os bairros – habitados por cerca de 500 famílias pobres – foram erguidos num meandro, um trecho sinuoso do rio. Meandros são bastante sujeitos a mudanças de curso por causa de chuvas ou de ações humanas.

Magalhães afirma que, se os bairros perderem a ligação com o resto da cidade, a Bolívia reclamará a área, já que ela se tornaria quase um enclave brasileiro na cidade boliviana de Cobija.

“Na minha experiência, não vão dois anos para apartar o lado que vai ficar para a Bolívia. O Brasil vai perder muita terra”.

Segundo um estudo do engenheiro Oscar Martins, da Universidade de Santa Maria (RS), o trecho que liga os bairros ao resto do município perdeu 15 metros de largura entre 1997 e 2008.

Desde então, segundo a prefeitura, ele continua encolhendo. Em 2013, a faixa media 20 metros de largura e, na semana passada, após uma forte chuva, reduziu-se para 18 metros.

O último deslizamento, diz Magalhães, deixou dependurado o bar que ele mantém no fundo de sua casa, à beira do rio.

Faixa que liga bairro ao resto do município tem s[o 18 metros de largura
Faixa que liga bairro ao resto do município tem s[o 18 metros de largura
O temor de que a Bolívia reivindique a área ecoa rivalidades históricas. O território que hoje é o Acre pertenceu ao país vizinho até 1899, quando seringalistas brasileiros que o habitavam iniciaram uma revolta contra autoridades bolivianas.

Vitoriosos, eles chegaram a declarar uma república independente, até que, em 1903, o Barão do Rio Branco assinou com a Bolívia o Tratado de Petrópolis, que garantiu o domínio brasileiro sobre a área.

Apesar dos temores, porém, a Bolívia jamais manifestou interesse pelos bairros de Brasileia que podem ficar ilhados.

E segundo o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, a fronteira entre os dois países não está sujeita a variações do curso do rio Acre.

Em nota à BBC Brasil, o órgão diz que recentemente Brasil e Bolívia definiram novos marcos fronteiriços na área do meandro.

O Itamaraty afirmou ainda que o Exército, a Agência Nacional de Águas e a Defesa Civil estão se coordenando “para adotar as providências necessárias à contenção do processo erosivo” no local.

No entanto, segundo o prefeito de Brasileia, Everaldo Gomes (PMDB), “no momento não existe uma solução para o problema”.

Ele diz que a obra de contenção está na fase de estudos e que viajará em breve a Brasília para tentar acelerar o processo.

“A liberação de recursos é difícil. Nosso medo é que na próxima enchente o bairro fique isolado.” Nesse caso, afirma o prefeito, a saída será construir uma ponte.

Gomes diz que, sem o dinheiro federal, a prefeitura de Brasileia não tem o que fazer, por já estar sobrecarregada.
Imigrantes

Há alguns anos, a cidade, de 22 mil habitantes, passou a abrigar milhares de imigrantes – em sua maioria haitianos – que têm entrado no Brasil pela Amazônia, após longas viagens por terra desde o Equador.

Segundo o governo do Acre, há hoje na cidade 2.500 imigrantes, ou 11% da população local.

Enquanto as autoridades adiam a solução para o problema à beira do rio, o morador João Oliveira Magalhães passa os dias de olho nas águas do Acre.

Ele propõe outra solução para o impasse – uma que, em suas palavras, respeitaria “a vontade do rio”: que os governantes construam casas para os moradores em outro ponto da cidade.

Dessa maneira, ninguém correria o risco de ficar isolado ou de ser arrastado por deslizamentos.

Desde que mora ali, Magalhães afirma que o rio “comeu” 15 metros de largura do terreno de sua casa.

“Não conseguimos mais dormir pensando que o rio pode nos levar. A água está quase chegando”.

Fonte: BBC Brasil/João Fellet

Fotos: ASCOM/Acree

 

BLOGUEIRO CRITICA INSTITUTOS DE PESQUISAS E PRÊMIOS OFERECIDOS EM TROCA DE DINHEIRO EM VILHENA

12A cidade de Vilhena, a mais próspera do cone sul de Rondônia, é também a mais bonita e a mais organizada. É berço também de muitos políticos famosos não pela bom conceito, como os Donadons. Nesta cidade brotam alguns institutos de pesquisas que estão atuando firmemente para estas eleições. Divulgam pesquisas sem nenhuma fiscalização ou comprovação de dados. Uma delas, protagonizou a realização de um evento no sábado passado, na referida cidade. Atende pelo nome de Instituto de Pesquisas e Estatísticas Record, um nome suntuoso, cujo trabalho está sendo contestado por um blogueiro atento. Araújo Odair publicou no blog dele, reproduzido no site Vilhena Hoje, que o  “Prêmio Excelência Portal da Amazônia” , entregue sábado pelo Instituto Record “para as empresas que se destacaram em 2013”, não passa de um evento caça níquel. Ele contesta a informação da produtora e dona do Instituto Record, Silvia Cardoso, de que “a escolha dos vencedores foi feita através de pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2014”. O evento homenageou 85 empresas e profissionais de vários ramos.

O blogueira inicia assim a sua critica: “Com muito requinte e bom gosto cada centavo arrecadado com a venda dos troféus e diplomas melhores do ano 2013 foi investido em uma boa comida tradicional, modelos que mostraram sua beleza e desempenho coisa mais que natural para a classe fashion de Vilhena. O que impressionou no evento foi à dança de salão que também mudou o ritmo monótono dos eventos realizados em Vilhena ultimamente”, comentou Araújo Odair.

E disparou: “Falar de destaque e premiar em Vilhena é complicado sem dinheiro no bolso. Tudo que esses institutos de pesquisas, como se qualificam oferecem é algo por algo, é o tradicional e muito antigo ME DE CÁ QUE LHE DOU LÁ. A pesquisa muitas vezes é feita no centro de Vilhena nos comércios em geral. Então se você estiver em uma loja dando uma voltinha por ali você pode responder ao questionário que vem já preparado a quem possa pagar pelo troféu e por todo o requinte de uma noite de gala”.

Araújo se disse indignado com este tipo de eventos. “Fica aqui meu repúdio a estes tipos de eventos que vem corrompendo a decência e moral e que não mostram a realidade de Vilhena, que camufla os verdadeiros destaques do ano, os autônomos de Vilhena”.  Institutos como estes devemn realizar pesquisas de opinião pública no processo eleitoral de 2014. Aí mora o perigo. Muitas empresas ditas de pesquisas não possuem nem sede própria ou estão situadas em residências em conjuntos habitacionais distantes do centro. Quando muito possuem CNPJ. Boa parte dela cobra para figurar determinados políticos nas melhores colocações. Se até institutos como o IBOPE são contestados, imagine os de fundo de quintal.

Leia na íntegra a crítica de Araújo Odair: CLIQUE AQUI

Fonte: MaisRO.com e Vilhena Hoje

PARABÉNS A TODOS OS JORNALISTAS DE RONDÔNIA

CARTÃO DIA DO JORNALISTAHoje, 7 de abril, é dia nacional dos jornalistas. Parabéns à todos os jornalistas de Rondônia e do Brasil. Este é o dia oficial da profissão de  jornalista. Esta comemoração foi criada pela  Associação Brasileira de Imprensa como homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró. Giovanni Badaró foi médico e jornalista e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou a que D. Pedro I abdicasse em 1831, no dia 7 de abril. Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, é que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser “Dia do Jornalista”.

RIO MADEIRA SEGUE BAIXANDO: HOJE ESTÁ A 19,53 METROS

nivelApós chegar a quase 19,80, o rio Madeira tem verificado baixas há uma semana. No dia de hoje, domingo, o nível oscilou nos 19,53 metros, deixando a população e as autoridades mais aliviadas. Por conta da cheia, o governo do Estado de Rondônia declarou estado de calamidade pública. Para facilitar o atendimento às vítimas da enchente em Rondônia, o governador Confúcio Moura decretou estado de calamidade pública, com a publicação do Decreto 18.749, no Diário Oficial de quinta-feira. Com isso, todos os órgãos estaduais estão autorizados a colaborar com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil nas ações de resposta ao desastre, reabilitação e na reconstrução do cenário.
Entre outras determinações às autoridades e voluntários, o decreto autoriza, a entrar nas casas para prestar socorro ou determinar a evacuação, sob pena de ser responsabilizados no caso de omissão.

Na justificativa, o governador lembra que as inundações graduais são características das grandes bacias hidrográficas e dos rios de planície, como o Amazonas. “Ocorrendo o transbordamento de água proveniente de rios, igarapés e córregos, desenvolve-se de montante para jusante, invadindo terrenos, destruindo e danificando plantações, o que exige grande esforço para garantir o salvamento de animais, especialmente, bovinos, ovinos e caprinos”. E ressalta o sofrimento da população com as consequências da enchente dos rios, ultrapassando a capacidade de acomodação das águas, “fato que provoca notórios prejuízos de ordem econômica e social aos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Costa Marques, Cacoal, Pimenta Bueno e Chupinguaia”, confirmados pela Defesa Civil, por meio de levantamentos dos danos humanos, materiais e ambientais, bem como, prejuízos econômicos públicos e privados”.