
DE OLHO NO NÍVEL: RIO MADEIRA PODERÁ AMANHECER COM 19 METROS ACIMA DO NORMAL

Na madrugada deste domingo, 9 de março, o nível do rio Madeira medido pela Estação telemétrica da Ageência Nacional de Águas (ANA), oscilava entre 18,97 e 18,98 cm acima do normal e, batendo mais um recorde. No andar da carruagem, o rio Madeira deverá amanhecer com os preocupantes 19 metros. Segundo a meteorologia, deve chover bastante na região, o que vai agravar mais ainda a situação que vai de caótica a catastrófica. O limite para a cota de transbordamento é de 16,68 metros e a maior cheia já registrada na estação era de 17,51 metros em 04 de abril de 1997.
Fonte: maisro.com com ANA
Ajuda humanitária chega a municípios do Beni em meio a disputa política

A ajuda humanitária começou a chegar aos municípios Beni de San Joaquin, San Ramon e Guayaramerín em meio a disputas políticas entre o vice-presidente Alvaro Garcia e o governador Lens Carmelo, que acusam uns aos outros de tentar fazer proeminência política com a entrega de doações. O governador de Beni, Carmelo Lens, informou que desde meados de janeiro, quando eles começaram a emergências começou a implementar o suporte para os municípios afetados pela prestação de ajuda humanitária, equipamentos e recursos para mitigar os efeitos das inundações. “Ato de Desastres prevê que o COE monitora desastres e deve ser coordenada com o governador e manifestaram o desejo de trabalhar com o governo. Talvez a Marinha do Vice-Ministério de Defesa Civil coordenada com departamental e governo não agir independente “, disse ele em uma entrevista à rede de New Nation.
Lens expressou sua irritação com a falta de cumprimento dos planos de ajuda humanitária previamente estabelecidos pelas autoridades governamentais, lembrando que os habitantes de San Joaquin, San Ramón e perguntou Guayaramerín assistência imediata deve ser enviada às 07:00 desta sexta-feira em dois helicópteros, mas o plano falhou. “Eu vim para San Joaquin e Vice-Presidente não era. O que isso faz-me ir e trazer? Ele (García Linera) disse que não vai esperar por nós em San Joaquin San Joaquin eu continuar a servir o meu povo. Como o governador não tinha conhecimento da reunião com o vice-presidente e ouvi o ministro Saavedra “, disse. Enquanto isso, o vice-presidente Alvaro Garcia, disse que veio para as cidades de San Joaquin e San Ramon, levando apenas dois cinco toneladas de alimentos, barracas, remédios e água, inicialmente previsto para tomar, enquanto San Ramon e meio de toneladas foi transportado víveres. “Na parte da manhã, convidamos o governador, não veio eo último Eu aprendi naquela tarde foi em um avião, um avião não carrega mantimentos não pode carregar e agora ressuscitado para outro helicóptero que transportava duas toneladas de suprimentos que ele deixou aqui eu entendo que ele deixou o cargo, queria levar com ele, mas ele não é o governador “, disse ele. inicialmente relatado para a situação de emergência que irá percorrer os moradores do norte do Beni, o envio de dois com cinco toneladas de mantimentos helicópteros estavam disponíveis, no entanto, decidiu-se realizar um sobrevôo área do desastre, que atrasou o envio urgente de ajuda humanitária que obrigou o Lens governador alugar um avião para cumprir a sua missão de ajudar as vítimas. desde terça-feira passada, as populações de San Joaquin, San Ramon e em Guayaramerín norte Beni são isoladas e apoiar o transbordamento das águas dos rios que circundam essas áreas, deixando centenas de famílias desabrigadas clamando ajuda oportuna.
Fonte: La Patria
JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS: HOMEM É MORTO POR CAUSA DE ESTUPROS QUE NÃO COMETEU

A acusação não comprovada de estupro de três enteadas pode ter custado a vida do auxiliar de serviços gerais Marcelo Pereira da Silva, de 31 anos. Ele foi morto a tiros, na manhã de ontem, no bairro Ilha dos Aires, em Vila Velha, um dia depois de ter sido acusado de abusar das crianças.
Esse fato, segundo a polícia, pode ter motivado o assassinato. No entanto, de acordo com a polícia civil, as meninas – de 11, 10 e três anos – foram submetidas a exame no Departamento Médico Legal (DML), que não comprovou o estupro.
Marcelo já havia sido agredido por moradores do bairro na quarta-feira, quando sua ex-namorada, mãe das crianças, denunciou o abuso. Na ocasião, foi socorrido pela polícia militar e liberado depois que o laudo não comprovou o estupro.
No entanto, na manhã de ontem, homens armados quebraram o portão da casa da atual namorada da vítima, subiram até o segundo andar da residência, invadiram o local e executaram Marcelo com mais de 20 tiros. Em seguida, eles saíram do local correndo. Familiares afirmam que o auxiliar era inocente da acusação de abuso. De acordo com a mãe da vítima, a dona de casa Rosalina da Silva, a ex-namorada do filho o procurou na manhã de quarta pedindo para ele tomar conta das enteadas de 11, 10 e três anos, enquanto ela trabalhava.
O auxiliar de serviços gerais teria chamado a atenção da menina mais velha, que não teria gostado. Ele levou as crianças até a escola e depois foi para a casa da mãe, no mesmo bairro. Na escola, a garota disse aos colegas de turma que o padrasto havia estuprado ela e as irmãs, enquanto a mãe estava fora. As crianças foram até a professora e contaram o que tinham ouvido. A mulher então, avisou a diretora da escola, que acionou o Conselho Tutelar. “Depois disso, a fofoca se espalhou pelo ar e todo mundo do bairro já estava sabendo”, contou a mãe de Marcelo.
As meninas foram levadas para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, e de lá, encaminhadas para exames de conjunção carnal, no Departamento Médico Legal. Depois de medicado – após ser agredido por populares – Marcelo também foi para o DPJ. Segundo a Polícia Civil, ele permaneceu no local até de madrugada, quando por volta das 4 horas foi liberado, após o resultado do exame médico comprovar que as meninas não haviam sofrido abuso.
Fonte: Gazeta Online
TEATRO ESTADUAL SERÁ ENTREGUE DIA 9 DE ABRIL E A INAUGURAÇÃO, DIA 25
O governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) prometeu e o teatro estadual está prestes a ser entregue à comunidade cultural do Estado. A superintendente da Secel, Eluane Martins informou que as obras estão sendo finalizadas. O Deosp prometeu a entrega da obra em 9 de abril e a inauguração será no dia 25. “A situação do teatro está tranquila. Estamos também resolvendo a questão da programação junto com a equipe de técnicos nomeada para esta finalidade”, disse.
A construção do teatro vem se arrastando há décadas. Iniciou no governo Raupp em 1997. Passou os oito anos do governo Ivo Cassol e nada. Foi preciso um político culto para terminar a obra. Confúcio Moura é escritor, poeta e médico. Tem livros publicados. O teatro será uma das grandes realizações do governo dele. Ainda que tenha apenas terminado a obra.
A obra contempla dois teatros, um de grande porte, com capacidade para 920 lugares, outro menor, com 217 vagas, totalizando 1.137 lugares, com investimento superior a R$ 20 milhões. O secretário de Obras, Lúcio Mosquini disse que o teatro pequeno está concluído na parte externa, e que a empresa realizada serviços de acabamento na parte interna, como detalhes no forro, luzes e nas paredes acústicas. “As centrais de ar estão instaladas. O trabalho está bem adiantado”, acrescenta Mosquini.
Momento Histórico
Para o diretor do Deosp, a conclusão do teatro estadual será uma marco na história de Rondônia, por uma série de motivos. Um deles, segundo Mosquini, é que obra foi iniciada há 16 anos e sofreu várias paralisações. Outro motivo é que Porto Velho é a única capital do país sem teatro. “A classe cultural de Porto Velho clama pela conclusão da obra e o governo estadual vai entregar teatro em abril”, assegura o diretor.
GUAJARÁ-MIRIM ENTREGUE À PRÓPRIA SORTE
Do pão ao gás de cozinha, tudo encareceu de 20 dias para cá. O isolamento dói. Sofrendo o desabastecimento e experimentando mais um período de carestia em sua história, empresários, estudantes, profissionais liberais e outros destacaram, ontem, em suas faixas de protesto, a palavra “isolamento”. Queixam-se amargamente do “excesso de discursos e da falta de ações”. Sob chuva, a pé e motorizadas, cerca de quinhentas pessoas foram às principais avenidas da cidade, sexta-feira, para chamar a atenção dos governos federal e estadual. Documento assinado pelos participantes exige solução urgente para o problema. Golpeada pela Justiça Federal, que impediu a abertura da BR-421, a população sente, a escassez de gêneros alimentícios, combustíveis e medicamentos, causada pelo fechamento das suas únicas vias de acesso, as BRs-364 e 425.
Se, em 1982, aviões Búfalo da Força Aérea Brasileira transportaram gêneros alimentícios para a população desta cidade a 362 quilômetros de Porto Velho, hoje, a negativa em abrir-lhe um trecho da rodovia praticamente segregou os mais de 60 mil moradores da região. Somando-se a população do Departamento do Beni (Bolívia), esse número eleva-se para 230 mil. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Rondônia havia iniciado as obras de abertura de dez quilômetros na floresta durante o feriado carnavalesco. Apesar de a 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária de Porto Velho proibi-las, a Assembleia Legislativa Estadual autorizou-a por lei (nº 1193/2014).
Para o Ministério Público Federal, “a construção no Parque Estadual é clandestina”. As polícias federal e militar foram acionadas para impedir a continuidade da derrubada da floresta. Coube à Procuradoria Regional da República da 1ª Região obter liminar para paralisar a abertura da rodovia, dentro do parque. O desembargador do Tribunal Regional Federal 1, Mário César Ribeiro, decidiu nesse sentido. “É brincadeira o equivocado posicionamento do MPF, se na região (onde se previam obras de abertura de um trecho da estrada) não existem índios sem contato a oito quilômetros do Parque Estadual, e os que lá estão já têm até olhos azuis”, desabafa o empresário e presidente da Academia de Letras de Guajará-Mirim, Paulo Cordeiro Saldanha. De acordo com procuradora regional da República Raquel Branquinho, é necessária a conservação do parque, onde, conforme estudos do MPF, “há vestígios da presença de indígenas nunca contatados, dentre eles a etnia Karipuna”. Os Karipuna foram numerosos durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no início do século passado.
Após o veto à reabertura da BR-421, o drama da população de Guajará-Mirim aumenta. Conforme denúncia de Saldanha e de comerciantes locais, as balsas em funcionamento “são inadequadas” para o transporte de gás e combustíveis via Costa Marques, pois não dispõem de capacidade ideal. “O MPF foi indolente quando da concessão das autorizações para as duas usinas (Jirau e Santo Antonio), que produzirão mais impacto do que a reabertura de uma estrada de 11,5 Km”, lamenta Saldanha.
A região exibe situações únicas na Amazônia Ocidental Brasileira. A primeira ponte de madeira construída em Jacinópolis (a 300 quilômetros de Porto Velho) no início dos anos 2000 foi obra de integrantes da Liga dos Camponeses Pobres, indignados com o isolamento regional. Só mais tarde, o Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia iniciou uma frente de obras com 300 quilômetros de estradas para atender à produção agrícola desse distrito e do vizinho Rio Pardo, ambos localizados na região de Buritis.
“Dizer que pela BR-421 passarão bandidos e marginais é invencionice, mascarando a verdade, de vez que nela poderão passar a ter qualidade de vida cerca das pessoas, algumas delas por conta do Tratado de Petrópólis e sucedâneos. Por isso, Guajará-Mirim e Nova Mamoré estão revoltadas com essa discriminação federal”, ele adverte.
ASSISTA O COMENTÁRIO DE EVERTON LEONI
SOBRE O SILÊNCIO DOS POLÍTICOS DE RONDÔNIA
A somatória de problemas piora a situação fronteiriça à Bolívia. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), o isolamento complicou-se também devido à interdição de um trecho da BR-364 em Ariquemes, onde uma cratera abriu-se em janeiro passado. Na BR-425, a pista ficou muito esburacada em função do tráfego intenso. Construída há quase quatro décadas, essa rodovia nuncafoi reformada. A suspensão de projetos rodoviários para análise do Tribunal de Contas da União atrasou obras de recuperação e o período coincidiu com fortes chuvas e alagamentos dos rios Madeira, Machado, Jacy-Paraná e afluentes. De uma só vez o DNIT promete iniciar as recuperações somente a partir de abril próximo. Serão contempladas as BRs-364, 425, 174, 435, 421 e 429, totalizando mais de mil quilômetros de extensão e investimentos superiores a R$ 500 milhões. Dos trechos carentes de melhorias na BR-364, o DNIT reformará 196 quilômetros na região de Pimenta Bueno. Para a obra começar, falta apenas a assinatura do contrato com a empreiteira.
MONTEZUMA CRUZ/GENTE DE OPINIÃO
GUAJARÁ EM AÇÃO…PELO AMOR E PELA DOR, ABRACE ESSA IDEIA
Corre-se o risco de a manutenção da liminar impeditiva à continuidade da abertura da BR 421, ocasionar prejuízos irreparáveis – a milhares de pessoas e ao poder público – do que aos bens e valores socorridos pela medida judicial. Por estas mal alinhavadas linhas pretendo em “voo de pássaro” tecer breves considerações sobre a interdição judicial da abertura da BR-421 utilizando pequeno trecho da Unidade de Conservação Estadual Guajará.
Atendendo promoção do Ministério Público Federal em Rondônia, eminente Magistrada do TRF1 concedeu medida cautelar interditando a continuidade dos serviços da BR 421 – que permitiria o acesso ao Município de Ariquemes – executados pelo DER-Departamento de Estrada de Rodagem do Estado, autorizado pela Lei Estadual nº 1193/2014. A primeira questão a despontar, sem adentrar no mérito do assunto que, por certo será objeto de deliberação da Procuradoria Geral do Estado, diz respeito à constitucionalidade da norma legal acima referida. À primeira vista, infere-se que a norma citada teve sua validade desconsiderada pelo Juízo Federal prolator da liminar em tela.
Quanto aos argumentos brandidos pelo MPF, acatados “in totum” pela Desembargadora Federal, cabe opor ponderações: a concessão da medida liminar pressupõe o atendimento a duas condições simultâneas: a “fumaça do bom direito”(fumus boni iuris) e o “perigo da demora”(periculum in mora).
Pela brevidade do espaço, e, até por não tratar-se de uma peça jurídica, dar-se-á tratos ao perigo da demora subjacente à concessão da decisão judicial que interrompeu o prosseguimento dos serviços. Com efeito, a utilização de uma pequena parte da reserva estadual visava a evitar o isolamento dos municípios de Nova Mamoré e Guajará Mirim, ambos com população acima de 60 mil habitantes. O risco iminente, que se agrava dia a dia, é o estabelecimento de um verdadeiro caos a ser sofrido pelos moradores de ambas as áreas, com efeitos graves no ambiente social e econômico da população.
Socialmente, a degradação dos serviços de segurança, abastecimento, educação e saúde – principalmente para os ribeirinhos e moradores das reservas extrativistas e indígenas – afora o desgaste emocional e as consequências do estresse com maior ou menor intensidade para cada pessoa atingida pela catástrofe.
Economicamente, prejuízos para as atividades econômicas de toda natureza, urbana e rural. Em fim, estão em iminente risco, o direito natural à vida e o direito social ao trabalho, garantidos, dentre outros, no art. 1º da CF/88. E quais os argumentos para se contrapor ao anseio de dezenas de milhares de pessoas vítimas, direta e indiretamente, da maior cheia que se tem noticia em toda a região?
Foram: a) vestígios – em tempos não precisados – de “indígenas não contatados” – e sem comprovação de que lá se encontrem ; b) atividades criminosas de madeireiros e traficantes que seriam os principais interessados na abertura desse trecho inserida na área da reserva; c)”ações clandestinas de destruição da rota alternativa, no intuito de criar uma situação forçada para a abertura da estrada pelo parque”, e d) a indicação de supostas rotas alternativas para o abastecimento de GMirim (sic).
Inicialmente cabe ressaltar, com a máxima vênia e respeito à insíclita Magistrada autora da liminar, que o fundamento da letra “a” não tem sustentação. De fato, se houvessem efetivamente indígenas na área, se poderia alegar perturbação em área de perambulação da população índia – o que não ocorre.
Por outro lado, destaca-se que não caberia acatamento aos fundamentos indicados nos itens “b” e “c”, vez que poderiam se configurar em capitulação face às práticas criminosas aventadas pelo MPF que, em as havendo, caberia ao Poder Público combate-las sem prejuízos à sociedade.
Tais itens (“b” e “c”) atribuem às populações interessadas ser massa de manobra a serviço de meliantes interessados na destruição de rotas alternativas (que não se sabem quais) e na abertura de vias para a criminalidade ambiental e para o narcotráfico. Em absoluto, tal não se compadece com a realidade dos fatos. Com efeito, a extração de madeira ilegal não prosperaria em razão do período chuvoso e do pequeno trecho de estrada que poderia ser bem fiscalizado, do mesmo modo que, se há tráfico, os traficantes não estariam dependendo desse pedaço de estrada para suas ações criminosas. Além do mais, se o acesso aos municípios é de interesse dos narcotraficantes, a medida mais eficiente seria isolar Guajará Mirim e Nova Mamoré, definitivamente, de qualquer ligação com o resto do Estado – o que seria um despautério.
A respeito do indicado na letra “d” acerca da existência de “rota alternativa pela via terrestre, Linha 29” e “rota fluvial, Costa Marques/ Ji Paraná (sic – site de noticias.pgr.mpf.mp.br), temos a observar: a saída pela Linha 29 encontra-se seriamente comprometida diante da iminente possibilidade da destruição definitiva de trecho da estrada Jacy Paraná/Porto Velho; e a indicada rota fluvial é inexistente. Contudo, admitindo-se que haja um erro de informação, e a alegada saída Ji Paraná/ Costa Marques seja na realidade não fluvial, mas terrestre, só teria serventia para Guajará Mirim e Nova Mamoré caso houvessem recursos disponíveis, a curto prazo, para investimentos em embarcações, rebocadores, pessoal habilitado, porto para embarque e desembarque adequados, fatores há muito escassos na localidade. Sem falar na escassez de combustível para acionar as composições fluviais, e no custo que afetaria toda a mercadoria transportada. Mais ainda, a alagação deveria ser um fenômeno restrito aos municípios de G.Mirim e Nova Mamoré, sem atingir o município de Costa Marques e adjacências, o que, fatalmente, ocorrerá.
Isto posto, não se deu às populações interessadas o peso devido pela ordem jurídica vigente, nem as derivadas de uma visão humanitária em favor de dezenas de milhares de seres humanos.
Dito isso, reafirmo: corre-se o risco de a manutenção da liminar impeditiva ocasionar mais prejuízo às populações de Guajará Mirim, Nova Mamoré, e ao Poder Público, do que aos bens e valores socorridos pela medida judicial.
Por Bader Massud
O QUE POSTARAM DE IMPORTANTE OS PRINCIPAIS ATIVISTAS VIRTUAIS NO FACEBOOK
De crítico e político, todos nós temos um pouco. Embora alguns não sejam especialistas em assuntos como meteorologia, política, saúde, segurança, cada um dá seu pitaco ou defende ideias de acordo com suas convicções e interesses pessoais. No Facebook, o espaço mais democrático que já surgiu nos últimos tempos, internautas discutem, debatem e até chegam às vias de fatos virtuais, culminando até com a “morte” do debatedor num simples teclar no botão bloquear amizades. O +RO atento à estes debates e ao fato de que as redes sociais hoje já fazem parte do dia a dia do moderno cidadão, deu uma olhada nas principais postagens no universo de cinco mil contatos registrados.
JOSÉ OSMAR CAON
O médico e militante do PSOL, José Osmar Caon, gaúcho residente em Porto Velho, postou o seguinte, no dia 4 de março de 2014: “Quero comunicar a todos que o administrador do Grupo Dignidade Médica me excluiu do grupo. Ele não suportou o diálogo político que estávamos travando, eu em defesa do PSOL, naturalmente. Aliás, diga-se de passagem, e especialmente para meus colegas médicos, amigos/as aqui no Face, que o PSOL/RO foi o único partido que nas eleições de 2010, para Governador, se definiu a favor da Carreira de Estado para a área da Saúde (médicos inclusive). Se o PT/PMDB (e o PSDB a seu tempo) tivessem dado a devida atenção ao Setor Saúde (Carreira de Estado) teríamos uma Saúde bem melhor do que se vê agora, sem precisar colegas cubanos”.
MONTEZUMA CRUZ
O jornalista paulista mais amazônida do Brasil. Montezuma Cruz, o Monte, mora em Brasília, mas, vira e mexe está em Porto Velho, Guajará, por aí, ouvindo e escrevendo histórias. O que ele postou hoje remete ao passado dele: “Quando eu era menino, catar algodão fazia parte do sonho de cada um. Convidei minha mãe para catar comigo: em três dias de serviço, eu e dona Luiza Caldieri Munhoz enchemos dois sacos e calejamos as mãos com espinhos. Felizes, sabíamos que o algodão, também conhecido por “ouro branco”, era a riqueza de Teodoro Sampaio (SP), onde também se produzia amendoim. Indústrias moageiras e fabricantes de óleo vegetal adquiriam a safra. Hoje, esse município do Pontal do Paranapanema, região extremo-oeste paulista, está repleto de soja e cana de açúcar. Vejo esta foto e perpetuo na memória o tempo feliz de aprendizado na cidade onde cresci. Cidade feita por nordestinos, por japoneses, espanhóis, portugueses, italianos e seus descendentes”.
PAULO ANDREOLI
Paulo Andreoli, jornalista e empresário (dono do site Rondoniaovivo), paulista radicado há mais de duas décadas em Porto Velho, postou o seguinte de mais importante: “Um amigo jornalista foi condenado em 2009 por ‘sugerir’ que o ex-prefeito Roberto Sobrinho estivesse envolvido em casos de corrupção. Atualmente, tem todos os bens penhorados e segue de cabeça erguida, como um bom ‘Combatente’ dos repórteres livres. Será que não cabe uma ‘ação rescisória’ diante dos fatos em evidencia em relação ao ex-prefeito? Força amigo….Se a coisa apertar, fala com o Gilson Nazif que ele te arruma uma cesta básica. Brincadeirinha. Algum advogado pode analisar o caso?”.
JÚLIO DINON
O advogado atuante no Judiciário, Júlio Dinon, gaúcho radicado em Porto Velho, fez homenagem à mulher e aos filhos. “As mulheres brigam por 3 razões apenas: porque estão com raiva, porque estão com TPM e porque sim… Parabéns pra vocês nesse dia tão especial. Parabéns amigas do face pelo dia internacional da mulher! Vocês merecem ter esse reconhecimento de um dia especial que, a bem da verdade, representa todos os dias do ano”.
OCAMPO FERNANDES
O museólogo e defensor intransigente do patrimônio público cultural do Estado de Rondônia, Antônio Ocampo Fernandes é natural de Guajará-Mirim (RO), radicado em Porto Velho. Ele concedeu ontem entrevista ao Fernando Gabeira, do Globo News. Foi o que ele postou: “Meu dia hoje foi coroado ao conhecer uma pessoa que sempre admirei, o ativista e jornalista Fernando Gabeira. Não pela entrevista, que vai ao ar pela Globo News, mas pela conversa que tivemos. Ele conhece a Madeira Mamoré como poucos, assim como Rondônia. Agradeço enormemente a TV Rondônia pela indicação e oportunidade”.
CARLOS HENRIQUE ÂNGELO
O jornalista Carlos Henrique Ângelo, mineiro radicado em Porto Velho, dono do Blog do Cha, postou no dia 3 de março o seguinte, a respeito das enchentes do Madeira: “É lamentável, sob todos os aspectos, o que está acontecendo e parece que ainda vai acontecer muito mais em Porto Velho. Não sou vidente, nem tenho bola de cristal. Mas a lógica ensina que o pior ainda está por vir. O desastre é imenso e será ainda maior, naquilo que as autoridades tentam dissimular como “atípico”. Atípico é o cacete. Foi provocado irresponsavelmente por quem não está nem aí para quem vive aqui. Atípico? Com tanta água represada e tanto sol? Não é preciso ser vidente para saber que o transitório tende a se transformar em permanente”.
MARCOS SOUZA
Jornalista, editor chefe no Rondoniaovivo, Marcos Souza é paulista radicado em Porto Velho e amante da cultura e da boa música. E foi sobre música sua melhor postagem da semana. “Eu tenho discos e discos. Bandas e artistas na minha memória afetiva que fizeram parte da minha adolescência e quando ouço hoje – eu com 45 anos – percebo e sinto cada momento da emoção genuína de ter sido (e) levado por sons, música lapidada com paixão. Vini Reilly, líder da banda de um músico só, The Durutti Collumn, foi capaz de me deixar transtornado por me fazer enxergar poesia em solos e harmonia de sua guitarra com esse álbum de estreia – “LC” – recheado de clássicos como: “Sketch for dawn (1)”, “Never knows”, “The missing boy”… Lançado no comecinho dos anos 80 pela gravadora Factory – Fact n° 44 -, chegou no Brasil somente em 1987. Conta a lenda q Vini compôs e gravou as guitarras num estúdio caseiro na casa da sua mãe. Esse foi o disco q me fez esquecer por um tempo The Smiths, Echo & The Bunnymen, Lloyd Cole, Joy Division e The Jesus and Mary Chain. Impressionantes paisagens sonoras e um dos grandes discos da geração indie inglesa oitentista. Dá para ouvir o álbum na íntegra via Youtube”.
MARCO ANTÔNIO DOMINGUES TEIXEIRA
O professor de História, Marco Antônio Domingues Teixeira é mineiro radicado em Porto Velho há décadas. Como todo bom historiador, ele postou a origem do Dia da Mulher, comemorado hoje 8 de março. “Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher? As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas”.
SÉRGIO RAMOS
O ativista virtual Sérgio Ramos, é um contestador da política petista e um defensor da não influência das usinas nas enchentes do rio Madeira. Desta vez, ele postou no Facebook o uso político da liberação de verbas federais para as vítimas das enchentes em Porto Velho. “OUVI NA VOZ DO BRASIL: GOVERNO FEDERAL E LIBERA 5 MILHÕES PARA RONDÔNIA. GENTE DE OPINIÃO: MARINHA RAUPP LIBERA 5 MILHÕES PARA RONDÔNIA. PERGUNTA: SÃO 10 MILHÕES PARA OS DESABRIGADO DE RONDÔNIA? OU OS 5 MILHÕES VÃO SE USADOS POR TODOS OS POLÍTICOS? SERÁ SE EU POSSO DIZER QUE ESTOU TAMBÉM LIBERANDO 5 MILHÕES? OS 5 MILHÕES NÃO, MAS ALGUNS REAIS, COM CERTEZA. AFINAL, ISSO FRUTO DE IMPOSTOS. NESSE CASO, VOCÊ TAMBÉM PODE DIZER QUE ESTÁ LIBERANDO UMA GRANA PARA OS DESABRIGADOS DE RONDÔNIA E DO BRASIL”.
Fonte: maisro.com.br
URGENTE: RIO MADEIRA DEVE CHEGAR AOS 19 METROS HOJE, SÁBADO

O nível do rio Madeira atingiu nesta manhã de sábado, às 9h15, a preocupante marca dos 18,95, em Porto Velho. O maior nível de que se tem registro desde 1967 quando as medições tiveram início pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil e posteriormente pela Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo projeção da ANA, o rio deve superar a marca de 19 metros ainda hoje, um feito histórico para o monitoramento de um grande rio amazônico. A Defesa Civil estadual informou que quase três mil pessoas estão desabrigadas no município, a maioria moradores de distritos totalmente inundados. A maior cheia até então registrada oficialmente em Porto Velho era de 17,51 metros em 08 de abril de 1997.
Correio Braziliense: Ministério Público diz que usinas agravam enchente em Rondônia

Diante da cheia histórica dos rios que cortam o estado de Rondônia — principalmente o Madeira —, uma ação civil pública na Justiça Federal pede a suspensão das atividades das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio. O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) e organizações não governamentais acusam as empresas de serem responsáveis pelo alagamento de dezenas de cidades e distritos. As instituições também condenam a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela falta de fiscalização das usina. Mais de 2 mil famílias foram desalojadas no estado, segundo informações da Defesa Civil de Rondônia.
Na ação judicial, os órgãos pedem que a Justiça suspenda imediatamente as licenças ambientais das usinas até que sejam feitos novos estudos sobre o impacto das barragens. De acordo com o promotor Átila Augusto, do MP-RO, as análises deverão ser supervisionadas por outros órgãos públicos, como Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). Caso seja comprovada a responsabilidade das usinas, o MPF e MP-RO também querem que as empresas e o Ibama compensem o dano moral coletivo, estimado em R$ 100 milhões, a serem revertidos para as vítimas das enchentes e para a reconstrução de casas.
Antes de entrar com a ação, juristas sobrevoaram as duas usinas e constataram que lagoas mantidas pelas empresas estão transbordando e, consequentemente, agravando a situação dos vilarejos próximos. “O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já mandou que a usina de Santo Antônio desligasse as turbinas por motivo de segurança. Isso é um indício de que algo está errado”, argumentou o promotor Átila Augusto. A Usina de Jirau, que apresenta menor atividade hidroelétrica, continua em funcionamento.




