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quarta-feira, novembro 4, 2026
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LIBERAÇÃO DA TRAVESSIA DO ABUNÃ

Balsa no Abunã. Foto Jorge Viana
Balsa no Abunã. Foto Jorge Viana

O senador Jorge Viana (PT-AC) está de olho no nível do Madeira e nos acessos ao Acre que estão interditados. Agora há pouco ele postou na página dele no Facebook que o DNIT deverá liberar a travessia pela balsa do Abunã. “A Policia Rodoviária Federal anunciou que é possível que a travessia do rio Abunã seja novamente liberada nessa quarta-feira. Máquinas do DNIT (Departamento Nacional de infraestrutura Terrestre) saídas de Rio Branco estão na Vila Abunã para a construção de um porto alternativo para as balsas que transportam os veículos entre o Acre e Rondônia. Esperamos que com isso vários caminhões que estão retidos nesse ponto da estrada possam seguir viagem, em ambos os sentidos, apesar prosseguir o transbordamento do rio Madeira”, disse ele.

 

Fonte: maisro.com.br/Jorge Viana

RIO MADEIRA CONTINUA SUBINDO: ESTÁ AGORA A 18,80M ACIMA DO NÍVEL

CHEIA556E o rio Madeira continua subindo  e nem sinal de parar. Hoje o nível está a 18,80 metros acima do nível, mas, já esteve a 18,81 de madrugada. Neste ritmo chega próximo aos 19 metros ainda esta semana causando mais transtornos. Neste momento a enchente já desalojou pelo menos cinco mil famílias de dez bairros de Porto Velho. Todos os distritos ao longo da BR-364 e 425 estão alagados. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Fonte: maisro.com.br

BAIRRO DA BALSA, EM PORTO VELHO, INTERDITADO

 

bal1O bairro da Balsa, na margem esquerda do Madeira, está parcialmente interditado. Uma barreira identifica e orienta condutores para acesso. Na igreja Nossa Senhora da Aparecida, só a capela ainda escapa das águas, que invadiram sem piedade a casa paroquial. Nos arredores, motoristas e passageiros disputavam no sábado (01) as poucas sombras enquanto aguardavam a travessia da balsa.

A situação é às vezes de desespero. “Tô aqui desde as sete da manhã”, disse resignada Valdivia Souza. Moradora da Comunidade Santa Helena, ela conta que veio à cidade para fazer compras. No quintal planta macaxeira e banana e há dois dias fora de casa esperava encontrar tudo como deixou, com a água ainda distante de casa. A S-10, dirigida ora pelo marido, Chagas, ora pela filha Ana Lúcia, estava carregada com alimentos e combustível para a manutenção dos motores. “Lá não tem energia e o jeito é vir aqui buscar”.   Segundo ela, o preço foi de espantar, por causa do aumento, mas se deixar pra comprar nas redondezas da comunidade ai é que vai estar caro mesmo.

bal2A previsão da família era atravessar a balsa por volta das 14 horas, por causa do acidente do caminhão britadeira que tombara em um trecho da BR-319, já próximo à ponte. Mas pra sorte deles, logo depois do meio-dia o tráfego de veículos foi liberado.

O teor da conversa dos passageiros da balsa é só um: a chuva que não passa. E olha que ela veio e pegou todo mundo de surpresa enquanto esperavam que a lotação se completasse. Cada um se escondeu como pôde, se espremendo na área coberta. Mas a nuvem passou e levou a chuva para outro lugar. Na saída da balsa uma grande correria, todo mundo querendo chegar logo. Leida da Silva, carregada de bolsas, pode se considerar uma privilegiada. Disse que o marido a levou até próximo à balsa. “Ele foi o mais perto que pôde”. Do outro lado um outro veículo a esperava para chegar ao destino do final de semana, o sítio. “Ainda bem que agente tem dois carros, com essa situação um fica na cidade e outro no sítio”. Moradora do Centro de Porto Velho, ela contou que está muito apreensiva com a enchente, estou com medo que a água invada o meu sítio.

Desabrigada

bal3Mas se a Balsa é só um ponto de passagem para alguns, como dona Leide, para outros a situação é bem pior. Francisca Almeida da Silva mora na Balsa e ao falar da casa coberta pelas águas se emociona e chora. “Ficou de fora só a cumeeira”, desabafou. Desabrigada, a aposentada foi a primeira a ser levada para a escola Ermelinda Brasil, na margem direita do Madeira. Ela cuida de onze netos, uma delas de 16 anos, está grávida de sete meses. “Ainda bem que consegui ficar aqui”.   Na escola, cada família cadastrada pela Defesa Civil, recebe uma cesta básica. A previsão é de que o alimento seja entregue a cada 20 dias, caso a situação não se normalize. Os novos moradores da escola levaram o que puderam para o local, cama, fogão, geladeira, tevê. O que está incomodando, segundo ela, é que a rede de esgoto da escola, que já não estava boa, não suportou a pressão das águas e estourou e o mau cheiro está empesteando o ambiente.

Enquanto a avó se preocupa com a saúde, os netos se distraem como podem. Na quadra de esportes eles preparam o ambiente para as brincadeiras. Com vassoura e rodo nas mãos dão uma geral no ambiente. Crianças e adolescentes aproveitam a vida em coletividade para cultivar novas amizades. Os menores querem mesmo é brincar na beira do rio. O local está cheio de mandi, uma espécie de peixe miúdo fácil de ser pescado com linhada.

Prejuízo

Dona Francisca ainda não tem ideia do que vai acontecer com ela e a família. “Disse que ainda está muito nervosa e não tem como avaliar o futuro. Os danos da enchente foram grandes, “mas ninguém morreu”, diz conformada.

bal5“Pra onde se olha só se vê prejuízo”, constatou o comerciante Francisco Barbosa Filho, mais conhecido como Ceará, proprietário de uma lanchonete nas imediações da balsa, na margem direita. Ele se queixa do movimento que caiu no comércio local, devido a redução do movimento. “Só se arrisca a passar aqui mesmo quem precisa”.  A incerteza dos transeuntes é que a qualquer momento a balsa pode paralisar suas atividades. “Na semana passada foi assim, ninguém esperava e a balsa parou por quatro dias, parece que é bom pra gente aqui, mas não, é melhor o tráfego funcionando normalmente”.

bal6“As casas não podem ser abandonas de qualquer maneira porque corre-se o risco de perder o que ficar”, salientou a servidora Maria Vera. A água está a poucos metros de sua casa, mas ela resiste bravamente. “A Defesa Civil já mandou agente sair, nossa mudança foi lá para o conjunto novo, mas tem ainda a central de ar condicionado, se deixar aqui desaparece, por isso estamos dividindo um pouco da família lá na escola e outro pouco ainda na casa”. Ela assegurou que assim que conseguir liberar a central de ar vai ficar na escola Ermelinda Brasil, até as casas do conjunto serem liberadas pela construtora.

Texto: Alice Thomaz
Fotos:Marcos Freire

BOLÍVIA: A FRONTEIRA DA LAVAGEM DE DINHEIRO

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No nervoso mercado financeiro de Quijarro e Porto Suárez, cidades bolivianas a menos de 20 quilômetros de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, funciona a todo vapor uma feira livre de dólar e de outras moedas estrangeiras. Maltrapilhos e de chinelos, adolescentes e mulheres desfilam com bolsas cheias de dólares na frente de agências de turismo e dos bancos. Recrutados por doleiros clandestinos, esses mendigos transformados em laranjas do mercado financeiro tentam negociar as principais moedas do mundo com turistas e investidores estrangeiros.

A exemplo desses laranjas e de outras dezenas de instituições financeiras da avenida Simon Bolívar, em Porto Suárez, o Proden Oportunidad – Fondo Finaciero Privado S.A. – também faz questão de anunciar sua principal atividade com alarde: enviar qualquer quantidade de dinheiro, legal e ilegalmente, para qualquer lugar do mundo. “La manera más rápida de enviar dinero a todo el mundo”, anuncia o letreiro da Proden. Demonstrando interesse em enviar US$ 5 mil para o Líbano, os repórteres de ISTOÉ entram no banco e são atendidos pelo gerente Félix Ramos, que se esforça para provar a veracidade do anúncio. “Não tem burocracia nem controle do governo. Estamos acostumados a mandar dinheiro para o Oriente Médio e para qualquer parte do mundo. O senhor me paga US$ 215 dólares e, por intermédio do Banco Internacional Western Union, o dinheiro chegará lá imediatamente”, afirma Ramos.

Localizada do outro lado da fronteira, em Corumbá, a rua Vereador Edu Rocha não vive a mesma realidade. Considerada o coração financeiro do mercado livre do narcodólar, a Edu Rocha tornou-se o ponto de encontro de cambistas e laranjas. Estabelecimentos comerciais servem de fachadas para casas de câmbio, que funcionam sem a autorização do Banco Central. Na Edu Rocha, a reportagem de ISTOÉ também não encontrou dificuldade para negociar a compra de US$ 200 com o dono do Armazém Pantanal, que se identifica apenas como Paraná. Atuando como intermediário, Paraná revela que trabalha para outros dois cambistas da Edu Rocha: o libanês conhecido pelo nome de Ali, dono da loja Manara, e outro cujo primeiro nome é Carlos, proprietário da Vidros e Borracha Pantanal. “Mas se você precisar de dinheiro graúdo terei que apelar para o libanês Mohamed Mohamed, o atual homem forte do dólar em Corumbá”, revela Paraná.

Cenas como essas demonstram que os olhos atentos de agentes da CIA (o serviço secreto dos EUA) e da Polícia Federal, que investigam a conexão do narcotráfico com o terrorismo internacional, não têm intimidado as instituições financeiras e os cambistas de origem libanesa que atuam na fronteira do Brasil com a Bolívia. As suspeitas da PF começaram a vir à tona no final do ano passado, quando a Unidade de Inteligência Financeira da Bolívia (UIF) detectou remessas ilegais dos bancos da Bolívia para o Oriente Médio e para os EUA que totalizam US$ 280 milhões. O rastreamento da UIF boliviana responsabilizou o libanês naturalizado brasileiro Khaled Nawaf Aragi pelas transações financeiras. Condenado a oito anos de prisão por ter lavado US$ 17 milhões do traficante carioca Fernandinho Beira-Mar e por operar casas de câmbio em Corumbá sem a autorização do BC, Khaled está preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele se tornou peça principal de outro inquérito da PF que investiga as operações de lavagem e as supostas ligações do crime organizado com o terrorismo internacional.

Milícias árabes – Além de documentos que comprovam o envio de recursos para o Líbano e para outros países do Oriente Médio, as evidências das ligações de Khaled com o terrorismo são reforçadas pelas fotos de supostos guerrilheiros carregando fuzis AK-47 e outras armas usadas por milícias árabes, anexadas aos autos do processo. As fotos foram apreendidas em 1999 por agentes da Polícia Federal em duas empresas de fachada de Khaled na Edu Rocha – a agência de viagens HWS Rocha Turismo e o Atacado Cuiabá –, onde eram realizadas as operações de câmbio. A PF suspeita que as fotos foram tiradas no sul do Líbano durante o treinamento do Hezbollá. Segundo a assessoria da PF no Mato Grosso do Sul, a Justiça Federal tem dado ao inquérito um tratamento de segurança nacional a ponto de negar o acesso aos autos até dos advogados dos réus. Junto com Khaled foram presos duas dezenas de cambistas e laranjas, a maioria de origem libanesa, que o ajudavam a enviar dinheiro para o Exterior. Dois irmãos de Khaled e outros doleiros conseguiram fugir para o Líbano.

Carregando sacolas cheias de dólar, os laranjas atravessavam a fronteira até os bancos de Quijarro e Porto Suárez, que se encarregavam de executar a evasão. Disposto a apagar os rastros de suas operações, Khaled escolhia a dedo seus laranjas. A PF descobriu, por exemplo, que um deles, Hercílio Rosa, é surdo-mudo de nascença. “Não temos a menor dúvida de que o mesmo esquema da fronteira que está lavando o dinheiro do tráfico e do crime organizado está sendo usado para lavar o dinheiro do terrorismo internacional”, afirma Ramiro Rivas Montealegre, presidente do UIF da Bolívia. De acordo com boletins da CIA distribuídos ao governo boliviano, após o atentado de 11 de setembro nos EUA, muçulmanos fundamentalistas da tríplice fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai estariam utilizando os bancos de Porto Suárez e Quijarro para enviar dinheiro para o Oriente Médio. Separada apenas por uma rua de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, o município paraguaio de Pedro Juan Caballero também teria se transformado em outra rota importante de remessa de dinheiro para o Exterior.

Conhecido por ter condenado mais de 200 traficantes, Odilon de Oliveira, juiz federal de Campo Grande (MS), acredita que, apesar dos esforços dos serviços de inteligência financeiros, criados em todo o mundo a partir de 1988 para rastrear o dinheiro do crime organizado, as máfias que operam nas fronteiras do Brasil nunca lavaram tanto.
A tese de Odilon é baseada em documentos do Banco Central sobre as transações irregulares, que colocam em dúvida o real funcionamento do Mercosul. Os levantamentos do BC apontam, por exemplo, que somente uma conta CC-5 (não residentes no Brasil) no Banco de Crédito Nacional (BCN) de Ponta Porã, movimentada pelo “fantasma” Pedro Paulo Velasques, lavou e enviou para o Exterior R$ 548.890.568, o que corresponde à metade do valor do saldo da balança entre o Brasil e o Paraguai no ano 2000, que, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, foi de R$ 1,1 bilhão. De acordo com investigações do Ministério Público de Dourados (MS), há fortes indícios de que o “fantasma” Velasques, inventado por traficantes da região, lavava também o dinheiro desviado da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) pelo empresário Osmar Borges, acusado de envolvimento com o ex-senador Jader Barbalho (PMDB), assim como o dinheiro desviado do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo pelo juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. De acordo com o BC, somente no BCN foram lavados e enviados irregularmente para o Exterior, em apenas dois anos, R$ 21 bilhões. Esse valor é 13 vezes maior que o das exportações do Brasil para o Uruguai em 2001 (de R$ 1,6 bilhão) ou 24 vezes maior que as exportações para o Paraguai, que, de acordo com dados da Câmara de Comércio Exterior (Cacex), foram de R$ 842 milhões.

Fim do sigilo – “Os paraísos fiscais não estão nas Ilhas Virgens e sim em nossas fronteiras, onde a mesma máfia que lava o dinheiro do narcotráfico lava o dinheiro da corrupção e do terrorismo”, afirma o juiz Odilon. Pelos cálculos do juiz, cerca de US$ 10 milhões são enviados irregularmente para o Exterior pelos bancos das fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Bolívia. Para Odilon, nem mesmo a aprovação da lei de lavagem de dinheiro, em 1998, e a criação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) têm sido suficientes para impedir o crescimento assustador das operações de lavagem na fronteira. O juiz acredita que somente a quebra do sigilo bancário e o acesso do Ministério Público a todas as operações de transferências de crédito conseguirão conter as operações financeiras ilícitas na região. “A lei de lavagem diz que todas as operações devem ser comunicadas ao Banco Central. Só que, quando o BC tem conhecimento da operação, o dinheiro já está longe. Foi o que aconteceu com os R$ 21 bilhões lavados do BCN de Ponta Porã. Os 60 laranjas e fantasmas nunca foram encontrados, e o dinheiro jamais será recuperado,” diz Odilon.

Um dos principais estudiosos do crime organizado, o juiz aposentado Walter Maierovitch, ex-secretário nacional Antidrogas, também coloca em dúvida os resultados práticos obtidos pelas organizações internacionais na luta contra a lavagem de dinheiro. Fundador e presidente de uma organização não-governamental que estuda problemas relacionados ao crime, o Instituto Brasileiro Geovanni Falconi, Maierovitch aponta a rede telemática, a internet dos bancos, como a grande vilã das operações financeiras ilícitas. Operado por meio de agências financeiras especializadas (no Brasil o mercado é controlado pela suíça Swift), o sistema permite transferências financeiras online entre bancos localizados em diferentes partes do mundo. Ao contrário das auditorias do Banco Central e das UIFs que tentam rastrear o dinheiro da corrupção e do crime organizado, a rede telemática é ágil e rápida. Por meio dela, basta um gerente de um banco digitar uma senha e a tecla enter do computador para, em segundos, o dinheiro do crime organizado estar em outra parte do mundo. É essa a mágica que permite a doleiros como Khaled e instituições financeiras bolivianas, como a Proden, que se ofereceu para enviar dinheiro para o Líbano aos repórteres de ISTOÉ, fazer remessas de dinheiro para qualquer parte do mundo.

Fonte: IstoÉ

SEJUS JÁ ESTÁ DE CASA NOVA

 

SEJUS1A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) já está instalada e atendendo em sua nova sede, no Palácio Rio Madeira, Av. Farquar, nº 2986, Bairro Pedrinhas, Edifício Curvo 2 ou Rio Cautário, 4º andar. O Curvo 2 é o prédio que fica localizado à esquerda de quem entra pela avenida Farquar.

Quatro setores da Sejus não foram para o Palácio: o almoxarifado, a corregedoria, a escola penitenciária e o setor de transporte. A coordenadora de administração e finanças da Sejus, Geuzenilda Alencar, esclarece estes setores serão instalados em outros locais, fora do Complexo Rio Madeira, por motivos de segurança, no caso da corregedoria, e de logística.

“Os demais setores já estão em funcionamento e atendendo ao público. Ainda não é um atendimento cem por cento porque estamos em processo de mudança e adequação, mas pedimos a compreensão de todos, pois estamos nos esforçando para não deixar ninguém sem resposta”, disse a coordenadora.

A secretária de Justiça, Elizete Lima, está feliz com a mudança. Para ela, isso representa uma nova etapa na gestão da Sejus. “A mudança foi muito almejada pelos servidores que agora estão satisfeitos, pois o novo prédio, além de possuir uma excelente estrutura de trabalho, segurança e localização, é mais amplo e adequado para o atendimento ao público”.

SEJUS2Para as servidoras Renata Moura Silva e Marcela de Faria Moura, a estrutura do Palácio torna o ambiente de trabalho mais agradável, organizado e receptivo para os servidores. “É outra realidade. Estamos mais animados, mais dispostos para o trabalho e isso reflete na prestação do serviço. Muda para melhor a imagem da Sejus”, afirmou Marcela. E, conforme Renata, as expectativas para o futuro são ainda melhores.

Texto: Taiana Maier
Fotos: Taiana Maier e Carlos/Sugespe

ENCHENTE DO MADEIRA: TRISTEZA PARA UNS, LUCRO PARA OUTROS

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Shell é um dos inúmeros pilotos de voadeira que está levando os novos turistas de Porto Velho para ver a desolação em que se transformou os bairros do Triângulo, Cai N’Água e Baixa da União. Morador da região há 40 anos, até consegue ficar estarrecido com tamanha tristeza. Diariamente são muitas viagens. “Parece que todo mundo resolveu conhecer a beira do rio”, lamenta.

As ruas asfaltadas ou não dos bairros deixaram de existir, agora o que se vê é uma imensidão de água. Comércios, igrejas, residências, nada escapou da fúria das águas do Madeira. Os moradores estão abrigados em casa de parentes e ou em abrigos públicos.

she2Sebastião Soares de Melo tem 94 anos, dos quais os últimos 40 vividos no Cai N’Água, a dor de deixar a casa, expulso pela força da água, o levou a um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Resultado: cinco dias de internação e na saída do hospital, a esperança de retornar para casa. Informado da impossibilidade, o jeito foi se conformar e aceitar passivamente ficar com a filha.

Um passeio de voadeira custa em média de R$ 5,00 por pessoa. “Tá vindo gente de todo lugar, mas a maioria é de Porto Velho mesmo”, contou Shell, que nunca imaginou ver o seu bairro como agora. Segundo ele, só não se tornou uma das vítimas porque já morava em um flutuante. “Senão eu ia ter de procurar um abrigo como os demais”.  Na sua jornada tem visto muito coisa, mas tem observado que algumas pessoas ficam consternadas com tanta destruição, mas muita gente fica indiferente. “O pior vem depois quando a água começar a baixar, vai ter muita cobra e bicho peçonhento dentro das casas”, já prevê.

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A força da água está provocando o rompimento de portas e janelas de casas e comércios. Quem pôde, retirou tudo que tinha, mas em algumas casas, ainda se vê animais que estão sendo resgatados pela Defesa Civil quando esta toma conhecimento. No último sábado (01) a Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou que o rio Madeira atingira os 18,73.

ESTRADA DE FERRO

she4Na Estrada de Ferro Madeira Mamoré para salvar o patrimônio do museu, todo o acervo foi transferido para a sede da Superintendência de Turismo, no antigo prédio da administração da Madeira Mamoré.  A água avançou ultrapassando os trilhos. O atrativo da cheia está movimentando o comércio local, especialmente de alimentos. No sábado havia até veículo com placa do Peru no local.

Devido à gravidade, o governador Confúcio Moura decretou situação de emergência desde o dia 13 do mês passado. São pelo menos quatro municípios na mesma condição:  Porto Velho, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Rolim de Moura. O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, esteve duas vezes na capital, a última delas acompanhado pelo secretário nacional da Defesa Civil, general Adriano Pereira, que destacou que Porto Velho enfrenta uma cheia atípica e que a prioridade deve ser a preservação de vidas, seguida pela recuperação dos prejuízos. Por orientação do governador, equipes técnicas nas principais secretarias e estatais já estão trabalhando no levantamento de prejuízos econômicos e financeiros para o Estado.

Texto: Alice Thomaz
Fotos: Marcos Freire

Renúncia de Bento XVI foi antecipada por eventos no Brasil

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Papa Bento XVI antecipou renúncia por causa da Copa do Mundo
Papa Bento XVI antecipou renúncia por causa da Copa do Mundo

Berlim (Alemanha) – A realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil em 2014 precipitou indiretamente a decisão do Papa emérito Bento XVI de anunciar sua renúncia um ano antes, em fevereiro de 2013, revelou seu secretário particular à imprensa alemã.

Questionado pelo jornal bávaro Süddeutsche Zeitung sobre se o anúncio, pouco antes da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, inicialmente prevista para 2014, para não coincidir com a Copa do Mundo de futebol no país, precipitou a saída de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein respondeu que isso “aconteceu exatamente desta forma”.

O Papa alemão Bento XVI tomou a decisão de renunciar ao posto – um ato histórico – em agosto de 2012 e comunicou ao seu secretário em dezembro do mesmo ano. Ele queria que seu sucessor participasse da JMJ na cidade do Rio de Janeiro. “Minha reação espontânea foi de dizer ‘Não, Santo Padre, você não tem esse direito’. Mas essa seria uma reação afetiva, e muito rapidamente compreendi que ele me dizia isso porque já havia tomado sua decisão”, explicou Gänswein.

O Papa revelou sua decisão para apenas quatro pessoas. “Ele me fez prometer manter a notícia sob segredo papal. Você pode imaginar que não foi fácil e que houve situações em que eu estava quase rasgado internamente”, contou.

Os cardeais presentes durante o anúncio feito pelo Papa, feito em latim, levaram algum tempo para compreender o que estava acontecendo, acrescentou. “Alguns rostos estavam petrificados, outros incrédulos, confusos, chocados. Eles se entreolharam perguntando ‘é isso mesmo o que eu entendi?”.

O exemplo de João Paulo II, que concluiu seu ministério na doença e sofrimento, foi fundamental para a sua decisão. “Continuar como o seu antecessor fez, ou mesmo imitá-lo, não era o estilo dele”, disse.

Fonte: AFP

+RO lança guia de hotéis e classificados; Política & Poder será lançado em breve

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Está sendo confeccionado o blog Política & Poder, criado especialmente para tratar de política nacional, regional e local. Assinado pelo jornalista Roberto Kuppê, com mais de 20 anos de experiência no assunto, o P&P pretende ser um canal de comunicação inovador, sério, verdadeiro e, acima de tudo, com muita responsabilidade social.  A previsão de lançamento oficial é para o dia 15 de março. Além do P&P, estamos lançando também os portais de notícias +RJ e +SP, no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. Ainda em fase de formatação final, o +RO lança nesta semana duas páginas especiais, o +RO Hotéis e o +RO Classificados. Em um mês de lançamento o +RO já obteve mais de 200 mil acessos únicos, ou seja, por computadores diferentes entre PCs, tablets, smartphones, Ipads, Iphones, etc, no Brasil e em várias partes do Mundo. Devido a cobertura das enchentes, o +RO tem sido acessado maciçamente na Bolívia, o correspondente a 5% dos acessos.

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O PMDB E A ESCOLHA: OU DÁ OU DESCE

Os dois caciques do PMDB: em pé de guerra com Dilma e o PT
Os dois caciques do PMDB: em pé de guerra com Dilma e o PT

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) já sentenciou:  “Ou a relação com governo melhora ou é melhor romper de vez”. Em meio ao fogo cruzado entre o PMDB e o governo federal, o vice-presidente Michel Temer já admite que terá dificuldades para garantir o apoio à reeleição da presidenta Dilma na convenção nacional do partido. Em conversa com deputados de Minas, Temer confidenciou que o “descontentamento na bancada federal e nos diretórios estaduais já foge do controle” e que a rebelião coloca em risco a aliança nacional. A bancada do PMDB coordena o “blocão” na Câmara, de partidos da base aliada, para atacar e chantagear o governo nas votações.

 

A ESCOLHA 

 escolha“Nós somos livres para escolher, mas não estamos livres de arcar com as consequências de nossas escolhas”, afirmou o vice-presidente Michel Temer, no encerramento do programa de dez minutos do PMDB, no horário político gratuito de TV, e que foi ao ar na noite da última quinta-feira, 27.

Na peça de propaganda, em que o partido entremeou depoimentos de populares com o de lideranças do partido no Congresso, não há qualquer menção à presidente Dilma Rousseff, que deve disputar a reeleição presidencial em companhia de Temer este ano. Em meio a uma performance de bailarinos, um coro entoa “para onde vou?”, enquanto a apresentadora realça a importância de saber fazer escolhas. O PMDB que fez questão de dizer em cadeia nacional de TV que é livre para escolher está em crise com o PT e o governo federal. A bancada do partido na Câmara reagiu ao movimento da presidente Dilma Rousseff de oferecer a pasta do Turismo para o PTB e de nomear um técnico para o Ministério da Agricultura, da cota dos deputados do partido.

Na semana passada, o PMDB articulou com outros partidos da base aliada a formação de um bloco para impor a pauta de votações na Câmara. Diversos integrantes da bancada afirmaram que o PMDB pode fazer composições estaduais que abram espaço para os adversários de Dilma na disputa presidencial, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

O PMDB prega o vampirismo para cima de Dilma
O PMDB prega o vampirismo para cima de Dilma

Dirigentes do partido chegaram a acenar com a possibilidade de convocar uma convenção nacional para rever a participação de Temer na chapa presidencial. A alternativa seria o PMDB ficar oficialmente neutro e liberar os diretórios estaduais para compor com qualquer candidato presidencial. Neste cenário, considerado pouco provável pelos integrantes do partido, Dilma perderia o tempo do partido no horário eleitoral gratuito, que é de dois minutos e meio por bloco de 25 minutos.

A pressão do partido sobre o governo pode diminuir caso Dilma amplie o espaço peemedebista no ministério, algo que resiste a fazer. Na tarde desta quinta, a presidente recebeu Temer no Palácio da Alvorada para discutir a reforma ministerial, em um encontro que estava inicialmente agendado para a semana passada. Mas as situações regionais continuam sendo fonte de atrito: O PMDB só apoia um candidato do PT ao governo estadual no Distrito Federal e cobra o apoio dos petistas no Ceará, Goiás, Pará e Sergipe, entre outros estados.

 

+RO www.maisro.com com Claudio Humberto e Valor Econômico

 

Exército egípcio afirma ser capaz de curar aids e hepatite

Abdel Fattah al-Sisi é candidato à Presidência do Egito Foto: Reuters
Abdel Fattah al-Sisi é candidato à Presidência do Egito
Foto: Reuters

O engenheiro-chefe do exército egípcio, Taher Abdullah, disse que o Egito possui tecnologia capaz de diagnosticar aids, hepatite C e outras doenças sem retirar o sangue do paciente, além de poder curar tais doenças.

O engenheiro, acompanhado de outras autoridades egípcias, fez uma demonstração da nova tecnologia, transmitida por canais de televisão locais na quarta-feira, 26 de fevereiro. O candidato à presidência, general Abdel Fatah al-Sisi, assistiu à demonstração.

Segundo o engenheiro, as doenças seriam detectadas e curadas por tecnologias chamadas C-Fast e I-Fast, que funcionariam à base de eletromagnetismo, segundo informações do jornal The Guardian.
A comunidade científica mundial ficou chocada com a “revelação” do exército egípcio e, para alguns cientistas, o vídeo teria colocado a reputação do país em risco, devido à falta de explicação científica sobre a afirmação de diagnóstico e cura.

Apesar do ceticismo, o porta-voz do Ministério da Saúde egípcio, Mohammed Fathallah, disse o ministério reconhece os dispositivos como legítimos.

Gamal Shiha, chefe de uma das associações mais importantes da medicina no Egito (Association for Liver Patients Care), enviou um comunicado dizendo estar “muito irritado” com os militares, pois também teria trabalhado em estudos da nova tecnologia e que o anúncio teria sido “precipitado”. Ele disse que apenas um dos dispositivos – o C-Fast – passou por testes.

Segundo o jornal, o médico revelou que as frequências electromagnéticas seriam semelhantes aos usados ​​em detectores de bomba e radares, e que teria sido testada em mais de 2 mil pacientes com uma elevada taxa de sucesso. “A tecnologia de C-Fast é eficaz, sem dúvida”, disse Shiha.

De acordo com o The Guardian, um professor da Universidade de Londres teria participado de uma demonstração dos dispositivos durante uma visita ao Egito, mas ele disse que não foram dadas explicações convincentes e que ele não teria experimentado a tecnologia.

Terra