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quarta-feira, novembro 4, 2026
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CONFÚCIO MOURA ELOGIA TRABALHO DE VOLUNTÁRIOS AO VISITAR FAMÍLIAS ABRIGADAS EM PARÓQUIA

Idosa recebe carinho do governador
Idosa recebe carinho do governador

“Um trabalho contínuo. Sem hora para acabar. Em nenhum momento o Estado e o município estão negligenciando o atendimento às famílias desabrigadas”. Foi assim que o governador Confúcio Moura definiu a ação da Defesa Civil do Estado em parceria com a Defesa Municipal e voluntários, com vistas a socorrer as vítimas das enchentes em Rondônia, em especial Porto Velho, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Santa Luzia, os quatro municípios em situação de emergência, conforme o Decreto Estadual 18.608, do último dia 13.

A afirmação do governador foi feita na manhã desta terça-feira (25) quando, acompanhado do chefe da Defesa Civil, coronel Caetano; secretários de Estado e assessores, foi prestar solidariedade às famílias que estão abrigadas na quadra de esportes da igreja São João Bosco, em Porto Velho. Conforme padre Miguel, as famílias alojadas na paróquia vieram da Vila Candelária e bairro Triângulo, e que agora sobrevivem graças à ação de voluntários.

Confúcio Moura tranquiliza popular
Confúcio Moura tranquiliza popular

Ao todo, de acordo com o coronel Caetano, são 1.553 famílias desabrigadas, que correspondem a pouco mais de seis mil pessoas, na Capital. Mas a tendência é de que o número chegue a três mil famílias, ou seja, 12 mil pessoas, levando-se em conta quatro filhos de cada uma.

“Estamos aqui para nos solidarizarmos com as famílias e também nos colocarmos à disposição, através de nossas equipes”, disse Confúcio, adiantando que em seguida estaria recebendo uma comitiva dos Ministérios da Integração Nacional e da Defesa, entre eles o ministro Francisco Teixeira, que esteve em Rondônia há 11 dias.

Criança amparada pelo governador
Criança amparada pelo governador

Entre os desabrigados está Gracinéia França, 48 anos,  solteira e mãe de quatro filhos. Ela morava no bairro Triângulo e há duas semanas está no abrigo. Gracinéia conta que buscou o abrigo levando todos os pertences quando a água estava chegando ao assoalho de sua casa. “Não sei o que será da minha vida. Não quero mais voltar para a casa, que  está alagada, mas por outro lado também fico com medo de não ter outro lugar para morar”, desabafou.

Moradora do Triângulo, Marivani Rodrigues
Moradora do Triângulo, Marivani Rodrigues

Outra moradora do Triângulo, que teve que abandonar a casa, é Marivani Rodrigues, 30 anos, casada e mãe também de quatro filhos. Segundo ela, a única renda da família era garantida pelo esposo, que fazia carregamento no porto do Cai n’Água, trabalho agora comprometido com a cheia. “Estamos preocupados, pois batalhamos muito para termos nossas coisas e agora podemos perder tudo”, lamentou.
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OUTRAS NECESSIDADES

A voluntária Joana da Silva destacou, que apesar da sensibilidade das pessoas, que estão doando alimentos, roupas, produtos de higiene e limpeza, há necessidade de outras doações, como fraldas, e também de mais voluntários. Joana mora no bairro Costa e Silva e está disponibilizando meio período do dia para ajudar a organizar a distribuição de alimentos aos desabrigados.

Conforme o secretario estadual de Assistência Social, Márcio Felix, após o socorro às vítimas,  a prioridade para a garantia de moradia será dada aos desabrigados inscritos no Programa Morada Nova para o Residencial Orgulho do Madeira, onde quatro mil imóveis serão entregues ainda neste ano. “Vamos priorizar os desabrigados para as duas mil moradias que serão entregues no mês de julho”, afirmou.

Pelo menos 20 escolas da rede estadual estão à disposição da Defesa Civil, das quais nove já estão ocupadas, de acordo com o secretário estadual de Educação, Emerson Castro, que também acompanhava a comitiva do governador na paróquia. “Nossa prioridade é abrigar e acolher as vítimas.  As aulas estão paralisadas nessas escolas, mas os alunos não serão prejudicados. A Seduc, já está traçando uma estratégia para repor as aulas”, garantiu.

Voluntários Alcides e Dinha
Voluntários Alcides e Dinha

Os voluntários Alcides e Dinha informaram que nesta terça-feira havia 825 cestas básicas para serem distribuídas para todos os desabrigados e não apenas para os alojados na paróquia; entre outros alimentos e produtos para montagem de novas cestas. “Tudo está separado, inclusive as roupas, conforme o sexo”, disse Alcides, explicando que cada família prepara sua própria alimentação, inclusive com a mistura (carne bovina, frango ou peixe) doada diariamente.

Texto: Veronilda Lima
Fotos: Ésio Mendes, Marcos Freire e Luana Lopes

MINISTRO TRANQUILIZA A POPULAÇÃO E DIZ QUE AÇÕES DA DEFESA CIVIL REDUZEM IMPACTOS DA ENCHENTE

 

Na Base Aérea de Porto Velho, o ministro Francisco Teixeira e sua comitiva
Na Base Aérea de Porto Velho, o ministro Francisco Teixeira e sua comitiva

Na segunda visita que fez a Porto Velho em duas semanas, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, reiterou que as ações desenvolvidas pela Defesa Civil Estadual são corretas e têm contribuído para amenizar os impactos da enchente do rio Madeira, que já produziu efeitos históricos. Ele citou o fato de não ter sido registrado nenhuma morte como demonstração da eficácia das intervenções dos órgãos estaduais. Acompanhado de uma comitiva, em que estavam representantes da Secretaria Nacional da Defesa Civil, CPRM, DNIT, Ministério da Defesa e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, além do governador de Rondônia Confúcio Moura, o ministro fez novo sobrevoo às áreas inundadas e, em seguida, conduziu uma reunião técnica para definir qual deve ser a participação mais urgente do Governo Federal.

Na Base Aérea de Porto Velho, o ministro Francisco Teixeira e sua comitiva, além do governador Confúcio Moura, assistiram a uma explanação sobre o momento atual das enchentes e as providências tomadas. A apresentação foi feita pelo coronel Lioberto Caetano, comandante geral do Corpo de Bombeiros e coordenador estadual da Defesa Civil. No auditório estavam ainda os senadores Valdir Raupp e Jorge Viana (AC), a deputada federal Marinha Raupp , o governa além de secretários estaduais e técnicos do governo do estado do Acre.

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Panorama

O coronel Caetano apresentou o panorama da situação provocada pelas enchentes, destacando a prioridade no atendimento às famílias desalojadas e desabrigadas, inclusive com a assistência nos alojamentos. Ele destacou que há esforços para evitar colapso no abastecimento de combustível pelo porto da área conhecida como “Região do Petróleo”, onde o nível da água prejudica o acesso dos caminhões aos postos de distribuição.

Coronel Caetano apresentou o panorama da situação provocada pelas enchentes
Coronel Caetano apresentou o panorama da situação provocada pelas enchentes

O coordenador estadual da Defesa Civil também apontou a necessidade de estabelecer uma nova opção terrestre para os municípios de Nova Mamoré e Guajará Mirim, que neste momento estão isoladas em razão da interdição da BR 425, também por causa das cheias. Caetano destacou os entendimentos para que seja aberta uma alternativa pela Estrada Parque, que interligará estas cidades ao município de Ariquemes.

Comércio

o governador Confúcio Moura apontou os prejuízos ao setor comercial
o governador Confúcio Moura apontou os prejuízos ao setor comercial

Na intervenção que fez, o governador Confúcio Moura apontou os prejuízos ao setor comercial, dando ênfase às cargas que não podem ser internadas em Guajará Mirim e o problema dos motoristas que, por sua vez, não sabem o que fazer com as mercadorias. E prometeu debater o assunto na Superintendência da Suframa, em Manaus.

O engenheiro Fabiano Cunha, superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mostrou as ações de sua pasta e destacou que mantém duas equipes atuando ininterruptamente na estrada de Nova Dimensão  a fim de garantir trafegabilidade e segurança. Da mesma forma, segundo ele, está sendo monitorada a BR -364, no trecho de acesso ao estado do Acre. “O trânsito só será permitido enquanto houver segurança”, assegurou.

Ministro da Integração, Francisco Teixeira
Ministro da Integração, Francisco Teixeira

O ministro Francisco Teixeira disse que a proposta da presidente Dilma Rousseff para este momento é agir com rapidez e utilizando todos os meios disponíveis. Ele também anunciou que o Ministério da Integração Nacional já liberou R$ 564 mil, que serão utilizados em ações de socorro e assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais no Estado. Teixeira lembrou que o Governo Federal também vem prestando ajuda através de outros meios, como a cessão de aeronaves e doação de cestas básicas.

Para o secretário nacional da Defesa Civil, general Adriano Pereira, Porto Velho enfrenta uma cheia atípica e que a prioridade deve ser a preservação de vidas para, no segundo momento, investir na recuperação dos danos. Ele ilustrou o fenômeno citando situações climáticas adversas que ocorrem na Bolívia, com as chuvas intermitentes, e em São Paulo, com o racionamento de água.

Violência social resulta frequentemente em perigos frustrados e raiva reprimida. Só quem recupera a liberdade é capaz de transformar o mundo

Blade Runner: a projeção sombria de uma sociedade hierarquizada ao extremo e dominada pelo medo
Blade Runner: a projeção sombria de uma sociedade hierarquizada ao extremo e dominada pelo medo

Por Katia Marko

Somos todos violentos. Podemos não reconhecer isso. Acreditamos não ser violentos porque não matamos, roubamos, batemos ou quebramos. Mas se olharmos com mais atenção, vamos perceber que a violência passiva, ou seja, de natureza emocional, faz parte do nosso dia a dia. E é ela que alimenta a fornalha da violência física. Atitudes egocêntricas, egoístas, manipuladoras, maliciosas, gananciosas, odientas, preconceituosas, suspeitosas e agressivas, muitas vezes, ferem e deixam marcas mais profundas.

É comum ouvirmos as pessoas dizerem: “Este é um mundo cruel, e, se a gente quer sobreviver, também tem de ser cruel”. Então, vamos continuar a educar para o ódio. Para afastar e, quem sabe, eliminar os que são “diferentes”. Sim, é isso que estamos fazendo. Estamos todos esperando que os outros mudem primeiro. Tudo que fazemos é condicionado por motivações egoístas: “Que vantagem eu levo nisso?”. Claro que eu sei que muitas pessoas estão buscando outros caminhos, mas de alguma forma estamos sendo coniventes com essa visão que ganha força no mundo. O conservadorismo está vencendo. Por que temos medo de avançar na garantia dos direitos humanos? Podemos pensar em vários motivos, políticos, sociais, econômicos, culturais, mas quero entrar mais profundamente na esfera emocional, na forma como lidamos com nossos sentimentos, principalmente, a raiva, desde a infância.

Num seminário em sua casa, em 1945, Wilhelm Reich declarou que a personalidade neurótica só se desenvolve quando a capacidade de uma criança de expressar raiva por um insulto à sua personalidade é bloqueada. Ele ressaltou que, quando o ato de ir em busca do prazer é frustrado, ocorre uma retração do impulso, criando uma perda de integridade no corpo. Essa integridade pode ser restaurada apenas através da mobilização da energia agressiva e sua expressão como raiva. Isso restabeleceria os limites naturais do organismo e sua capacidade de ir em busca do novo.

O médico Alexander Lowen, discípulo de Reich e autor da Terapia Bioenergética, afirma que se um indivíduo é incapaz de ficar com raiva, torna-se trancado numa posição de medo. Segundo ele, as duas emoções são antitéticas: quando se está com raiva, não se está com medo, e vice-versa. “Quando uma pessoa é muito medrosa, pode-se presumir que tem em sua personalidade um potencial equivalente de raiva reprimida. Expressar a raiva alivia o medo, assim como chorar alivia a tristeza. Na maioria dos casos, o medo é igualmente negado e reprimido, com isso a pessoa fica imobilizada ou morta.”

No livro Alegria, a entrega ao corpo e à vida, Lowen faz uma distinção entre raiva, ira e fúria. Na sua visão, a raiva é uma emoção restauradora ou protetora. Já a ira é uma ação destrutiva. Tem a intenção de machucar, de realmente quebrar alguém ou alguma coisa. Também é cega, e o ataque geralmente é contra uma pessoa ou criança inocente, impotente. A ira também é explosiva, o que significa que não pode ser controlada depois de irromper. Pode-se conter a raiva, mas não a ira. “A ira se desenvolve quando uma pessoa sente que seu poder foi contrariado ou frustrado. Uma criança que resiste insistentemente à ordem de um genitor pode lança-lo numa ira, cuja intenção é quebrar a resistência do filho, obrigando-o a submeter-se. Quando uma criança não faz o que o genitor manda, confronta-o com seu próprio sentimento de impotência, decorrente do fato de ter sido obrigado a submeter-se quando era criança, e foi incapaz de expressar sua própria raiva por medo. Essa raiva reprimida agora torna-se ira e é projetada sobre outra pessoa de quem ele não sente medo”, explica.

Uma raiva mais intensa do que a ira, é a fúria. “Estou furioso” expressa um sentimento de raiva extremo, simbolizado pelo furacão ou tornado, que destrói tudo em seu caminho. Como defesa contra a atuação de um impulso assassino, vem uma reação catatônica. “Essa qualidade congelada é o lado físico do ódio e só pode ser transformado pelo calor, especificamente, o calor da raiva. A ira, em oposição à raiva, é fria. Um indivíduo pode sentir o calor de sua raiva subir à sua cabeça à medida que a excitação move-se para cima. Ele vai ficar de cabeça quente devido ao aumento de sangue em sua cabeça, o que também pode fazê-lo literalmente ‘enxergar vermelho’. A raiva é uma força de vida positiva que tem fortes propriedades curativas. Em uma ocasião, quando havia vivenciado essa raiva, ela melhorou uma dor ciática que me incomodava a meses”, relata Lowen.

A forma como a sociedade lida com a raiva é muito contraditória. O ódio é alimentado, mas a raiva é reprimida, pois é moralmente errada. A maioria dos pais reprime energicamente um filho com raiva. Lowen acredita que isso é o mais lastimável, pois a criança que tem medo de expressar sua raiva dos pais torna-se um adulto frustrado. A raiva reprimida não desaparece. As crianças processarão o impulso proibido contra crianças menores, machucando-as deliberadamente. Ou, quando essa criança tornasse adulta, ela atuará contra seus próprios filhos, que são indefesos. “Pode-se pensar que punir uma criança por sua expressão de raiva seja uma maneira de ensiná-la a comportar-se socialmente, mas o efeito disso é anular o espírito da criança e torná-la submissa à autoridade. A criança de fato precisa aprender os códigos de comportamento social, mas isso deve ser feito de tal modo que a sua personalidade não seja prejudicada. As crianças cuja capacidade de expressar raiva não á abalada não se tornam adultos enraivecidos. Sua raiva geralmente é apropriada à situação, pois não é abastecida por conflitos não resolvidos e injúrias do passado.”

Lowen acredita que pesa sobre as pessoas esquentadas ou que perdem as estribeiras uma grande soma de raiva reprimida que está próxima da superfície e, portanto, é facilmente provocada. A raiva descarregada através da provocação pouco adianta para resolver o conflito subjacente, que é o medo de expressar os próprios sentimentos assassinos contra o genitor ou figura de autoridade que feriu a integridade da criança. Esse conflito é conservado e guardado na tensão do alto das costas e dos ombros, e só pode ser resolvido quando a raiva for direcionada contra a pessoa responsável pelo trauma. Contudo, ela não é dirigida contra essa pessoa, pois a injúria é antiga. O local apropriado para essa descarga é a situação terapêutica.

“A raiva, embora relacionada com o passado, decorre diretamente da existência de tensões musculares crônicas que prendem o organismo, reduzindo sua liberdade de movimento. A raiva é a reação natural à perda de liberdade. Isso significa que qualquer tensão muscular crônica no corpo está associada à raiva. É evidente que, se a pessoa não sente a tensão, não percebe raiva nenhuma. Interpreta as limitações de movimento e a perda de liberdade como normais, assim como um escravo poderia reconhecer a condição de sua escravidão sem raiva, posto que admitiu sua perda de liberdade.”

Somente quando recuperarmos a liberdade e a graça do nosso corpo, poderemos amar verdadeiramente e, aí sim, quem sabe, transformar o mundo. Mas, pra isso, é preciso parar de nos entorpecermos com remédios, alimentos cancerígenos, virtualidades e negação de nossas emoções, entre outras drogas. Quando assisti Blade Runner, de Ridley Scott, ainda na década de 1980, fiquei impressionada com a projeção sombria de uma sociedade dominada por uma minoria high-tech que relega à lata de lixo da história o restante da população. Será que assim caminha a humanidade ou ainda há tempo de nos resgatarmos e projetarmos comunitariamente o futuro?

Rio Machado inunda áreas em Presidente Médici (RO)

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O transbordamento do rio Machado no centro de Rondônia inundou várias áreas do município de Presidente Médici nas últimas 24 horas.
Nesta terça-feira (25), fazendas inteiras às margens do rio e até construções estavam completamente alagadas. Moradores saíram de casa devido aos alagamentos nos distritos de Vila Camargo e Nova Esperança, segundo o Corpo de Bombeiros.
O rio Machado marcou pela manhã 10,90 metros, quase três metros acima da cota de alerta para alagamentos na região.

Fonte: De Olho no Tempo

(ATUALIZADA) MARINHA RAUPP MOBILIZA TODOS OS ÓRGÃOS COMPETENTES DE BRASÍLIA PARA AJUDAR RONDÔNIA

Marinha Raupp integra comitiva de ministro
Marinha Raupp integra comitiva de ministro

A deputada federal Marinha Raupp (PMDB) mobilizou todos os órgãos competentes em Brasília ao saber dos problemas que a população rondoniense enfrentava em decorrência das cheias. Trabalha desde o primeiro dia das cheias e fez gestão para que uma comitiva Multidisciplinar junto ao Ministério da Integração Nacional, Ministério da Defesa Nacional, Ministério da Saúde, Agência Nacional das Águas – ANA, Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, fosse até as regiões afetadas e fizesse um diagnostico da situação.

Na manhã desta terça-feira (25) o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, esteve em Rondônia para visitar as áreas afetadas pelas cheias do rio Madeira. Entre as autoridades presentes estiverem a deputada federal Marinha Raupp e os senadores, Valdir Raupp (presidente nacional do PMDB) e Jorge Vianna (AC).

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, fez uma breve explanação sobre a situação das famílias afetadas pelas inundações e o coordenador da Defesa Civil (RO), Cel. BM Lioberto Caetano, apresentou os dados atualizados sobre as enchentes que afetam o estado de Rondônia.

Conforme dados apresentados pela “Operação Enchente”, historicamente as medições indicam níveis nunca antes observados no Rio Madeira. Já são mais de 1,8 mil famílias atingidas, com aproximadamente 9.270 pessoas afetadas. O efetivo empregado conta com 550 homens no trabalho de atendimento à população; há 34 abrigos que amparam 294 famílias; oito aeronaves, sendo quatro helicópteros e quatro aviões; 30 carros; 29 caminhões e máquinas; 20 embarcações e três barcos.

Com relação ao isolamento por terra do estado do Acre e dos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, a Defesa Civil e DNIT têm buscado alternativas. No caso destas cidades, a melhor opção seria a liberação da Estrada Parque que interliga Jacinópolis a Buritis, proposta apresentada pela deputada Marinha e que esbarra em questões judiciais. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental encaminhou ofício solicitando a liberação do Ministério Público (MP) para que o Governo do Estado ou o DNIT executem as obras de acesso da BR 421 a BR 425.

Desde os primeiros indícios das enchentes na Bacia Hidrográfica do Rio Madeira, a deputada federal Marinha Raupp  e o senador Valdir Raupp têm trabalhado para minimizar o sofrimento causado à população atingida.

“É importante que os governos trabalhem de maneira articulada para que as pessoas afetadas pelas chuvas recebam a assistência adequada em situações de emergência e que seja restabelecido o acesso por terra aos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim”, declarou a parlamentar.

Nesta semana, Marinha Raupp e o senador Valdir Raupp  protocolaram  requerimentos, para Criação de Comissão Externa Tem,porária na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para que a Bancada federal de Rondônia e do Acre acompanhe a situação de emergência nos municípios de Porto Velho, Nova Mamoré, Guajará Mirim e no Estado do Acre.

Fonte: +RO  www.maisro.com e assessoria

Mortes no trânsito: Brasil é o 4º do mundo

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O Instituto Avante Brasil realizou um levantamento mundial sobre mortes no trânsito em 2010, estruturando um ranking comparativo dos dez países mais violentos. O levantamento, inédito, teve por base o relatório “Global Status Report on Road Safety 2013”, da Organização das Nações Unidas, que mostra o número de mortes de 183 países. Em relação aos que não disponibilizaram dados recentes, o total de mortos foi estimado por meio de uma análise regressiva, o que viabilizou com confiança a comparação entre eles.

Em termos absolutos, o Brasil é 4º país do mundo com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás somente da China, Índia e Nigéria. É possível notar que essas mortes também estão intimamente conectadas ao IDH (índice de desenvolvimento humano), que, por sua vez, tem por base a educação, a longevidade e a renda per capita. Dentre os 10 países mais violentos do planeta não aparece nenhum do grupo do capitalismo evoluído e distributivo, fundado na educação de qualidade para todos, na difusão da ética e no império da lei e do devido processo legal e proporcional (Dinamarca, Suécia, Suíça, Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Áustria etc.).

Nenhum dos 10 países comparados está no grupo dos que contam com mais elevado IDH (47, no total), com exceção dos Estados Unidos, que é responsável pela maior frota de veículos do grupo e do mundo. Apresenta, de qualquer modo, o menor número de mortes por 100 mil pessoas (11,4, contra 22 do Brasil). Vejamos:

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Segundo o Datasus, em 2010, foram registradas 42.844 mortes no trânsito do Brasil. Esse número, atualizado em 2011, chegou a 43.256 mortes (o ranking, no entanto, foi feito com base nos números de 2010 de todos os países). Em 2014, de acordo com projeção feita pelo Instituto Avante Brasil, o número de mortes no trânsito estimado é de 48.349. Sendo assim, este ano, estima-se que ocorram 4.029 mortes por mês, 132 mortes por dia e 6 mortes por hora, ou seja, uma a cada 10 minutos. Com a chegada do Carnaval esse número pode ser ainda maior. Em 2013, só nas estradas federais, ocorreram 157 mortes nesse período. Com o aumento da frota assim como do fluxo viário, os acidentes e mortes podem ter incremento.

O Brasil somente deixará de ser um país pobre, ignorante, corrupto e violento (também no trânsito) quando suas instituições essenciais (Estado/democracia, sistema capitalista, império da lei e do devido processo e a sociedade civil) deixarem de seguir a lógica do capitalismo selvagem, extrativista e concentrador, para se alinhar aos países do capitalismo evoluído e distributivo (Áustria, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul etc.), que contam em média com 5/6 mortes para cada 100 mil habitantes.

LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Estou no professorLFG. Com. Br – Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.

PRECONCEITO CONTRA NEGROS: POLÍCIA RECONHECE ERRO NA PRISÃO DE ATOR

O jovem ator foi preso injustamente só por ser negro
O jovem ator foi preso injustamente só por ser negro

Vítima do roubo que havia identificado Vinícius Romão de Souza como assaltante voltou atrás em seu depoimento, disse o delegado responsável pelo caso, Niandro Lima; amigos e familiares de Vinícius, que atuou na novela Lado a Lado, da Globo, apontam o episódio como mais um caso de preconceito racial; “O crime do Vinícius é ser negro, ter ‘black power’ e estar na hora e local errados. O suficiente para torná-lo um assaltante em potencial”, escreveu o deputado Jean Wyllys no Twitter; jovem de 27 anos está preso por duas semanas.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, nesta terça-feira 25, que o psicólogo e ator Vinícius Romão de Souza, de 27 anos, foi preso por engano. A vítima de roubo que reconheceu Vinícius momentos depois como sendo o criminoso que levou seus pertences, a copeira Dalva Maria da Costa, voltou atrás em seu depoimento hoje, informou o delegado da 25ª DP (Engenho Novo) e responsável pelo caso, Niandro Lima.

A prisão de Vinícius Romão causou comoção nas redes sociais. Amigos, colegas de trabalho e familiares do ator, que é negro, classificaram o episódio como mais um caso de preconceito racial. Segundo pessoas próximas do ator – que atuou na novela Lado a Lado, da TV Globo – ele foi detido injustamente. Vinícius foi preso em flagrante no dia 10 de fevereiro na Casa de Detenção Patricia Acioli, em São Gonçalo, onde está até hoje.

Segundo reportagem da rádio Globo, Vinícius Romão foi reconhecido pela copeira Dalva Maria da Costa como o homem que a assaltou momentos antes em um ponto de ônibus no bairro do Méier, zona norte do Rio. Ela foi encontrada chorando por um homem que se identificou como policial Freitas e a levou em seu carro para procurar o criminoso. Os dois viram Vinícius em um viaduto próximo, e ela confirmou que ele era o assaltante.

Imediatamente o policial Freitas sacou a arma e revistou Vinícius. Mesmo sem portar qualquer objetivo da vítima, o ator, que estava voltando de seu trabalho como vendedor em um shopping próximo, foi algemado e levado para o 25º DP do Engenho Novo, e registrado como flagrante. Em seguida, foi levado à Casa de Detenção Patricia Acioli. Em novo depoimento nesta terça-feira, Dalva admitiu ter errado no reconhecimento, o que deve ser decisivo para a libertação do jovem.

Familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais pela libertação de Vinícius. “Meu filho foi completamente injustiçado, principalmente pelos policiais, que não apuraram nada. Só chegaram para a moça assaltada e disseram: ‘Foi ele, não foi’? Ela acabou confirmando. Era apenas a palavra dela”, disse o tenente-coronel da reserva do Exército Jair Romão, de 64 anos.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) fez diversas críticas sobre o caso no Twitter. “O crime do Vinícius é ser negro, ter ‘black power’ e estar na hora e local errados. O suficiente para torná-lo um assaltante em potencial”, escreveu o parlamentar. Jean lembrou que “essas prisões ‘por engano’ são muito comuns em nosso país e, na maior parte dos casos, as vítimas são homens negros, pobres, de periferia”.

De acordo com o advogado de Vinícius Romão, Rubens Nogueira de Abreu, o que ocorreu foi um “reconhecimento precipitado” por parte da vítima. Segundo ele, não é incomum esse tipo de arbitrariedade por parte da polícia, principalmente quando se trata de pessoas negras.

“O que houve, na realidade, foi um reconhecimento precipitado, que não foi apurado”, disse. Segundo o advogado, as imagens de uma câmera localizada em frente ao ponto de ônibus onde ocorreu o crime mostram que o assaltante vestia apenas uma bermuda, enquanto Vinícius estava de calça e camisa pretas no dia em que foi preso.

BANDA VAI QUEM QUER DESAFIA A PREFEITURA SAINDO SÁBADO NA AVENIDA

A previsão para sábado, 1 de março é de uma chuva torrencial, segundo o Climatempo.
A previsão para sábado, 1 de março é de uma chuva torrencial, segundo o Climatempo.

Sob pretexto de usar os foliões para arrecadar alimentos, a Banda do Vai Quem Quer desafia o decreto da prefeitura proibindo o desfile de blocos e escolas de samba, e avisa que vai sair na avenida neste sábado.

Segundo a assessoria da BVQQ, uma carreta vai estar a postos na Praça das Três Caixas D’água, arrecadando donativos dos foliões. “Estamos ciente da situação atual em que nosso município vive, bem como toda nossa Rondônia. Por isso estamos engajados em ajudar a população atingida pela cheia do rio Madeira”, defendeu a presidente do maior bloco de Carnaval da região Amazônica.  A banda cobra R$ 40 por uma camiseta. “É com o dinheiro destas camisas que pagamos segurança, banheiros químicos, trios, banda, ou seja, toda a estrutura da Banda”, diz a assessoria.

A BVQQ, se realmente desobedecer às determinações municipais, corre sério risco de não ter policiamento e não ter apoio da  SEMTRA (Secretaria Municipal de Trânsito), levando perigo para os foliões. Como o evento da banda do Vai Quem Quer é particular, não deverá ter segurança paga pelo contribuinte. Os dirigentes da banda devem contratar segurança suficiente para proteger cerca de cem mil foliões. Além disso, segundo o Climatempo, está prevista uma chuva torrencial para o dia 1 de março, exatamente no dia em que a banda VQQ vai desfilar. Vai ser a briga entre o homem e a natureza.

APOIO E INDIGNAÇÃO

O Estado do Acre também cancelou o carnaval de rua deste ano devido as enchentes que isolaram o vizinho do resto do País. Internautas manifestaram apoio nas redes, para o cancelamento do carnaval. Nas redes, internautas lamentam a intransigência de alguns blocos. “Tem muitas pessoas em Porto velho que estão mais preocupadas com carnaval, do que a situação, dos mais de 10 mil desabrigados e com os 19 metros do rio Madeira. Poxa pessoa se não deu para fazer carnaval agora, em fevereiro nós temos vários meses ainda até o final do ano. Será que o carnaval não pode ser adiado pra daqui a uns 2 ou 3 meses? Iria fazer alguma diferença isso, se realizasse ele agora e se fizer mais pra frente?”, disse o indignado Carlinhos de Jesus.

O QUE FAZ A SEMTRAN

A Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) vem monitorando as ruas que estão interditadas nas regiões alagadas em Porto Velho, fiscalizando e interrompendo todas as vias que não apresentam condições de tráfego devido a cheia. Na região central da Capital, onde comporta os bairros Triângulo, Areal, Mocambo, Baixa União e Cai N’água (local com acesso somente de canoas e voadeiras) estão entre as regiões mais críticas.

Em vista da subida progressiva do rio Madeira, vias que estavam parcialmente alagadas, hoje estão totalmente cobertas. O exército e Corpo de Bombeiros auxiliam na retirada de famílias dessas regiões e a situação do trânsito no perímetro está totalmente comprometida.

Na aferição realizada na manhã de hoje (25) pela Agência Nacional de Águas (ANA) o nível do rio Madeira está a 18,48m

A Semtran divulgou quais as vias que hoje estão parcialmente interditadas. São elas:

Rua Rogério Weber entre Rua Almirante Barroso e Rua Raimundo Cantuária

Rua Jose de Alencar entre Rua João Alfredo e Rua Raimundo Cantuária

Rua Jacy-Paraná entre Rua Euclides da Cunha e Rua Capitão Esron de Menezes

Avenida Presidente Dutra entre as Ruas Almirante Barroso e Rua Raimundo Cantuária

Rua Prudente de Moraes entre Rua Treze de Maio e Rua Raimundo Cantuária

Rua Prudente de Moraes Entre Rua Alexandre De Guimarães E Estrada Do Santo Antonio

Travessa Mamoré entre Treze de Maio e Rua Jacy-Paraná

Rua Capitão Esron de Menezes entre Rua Treze de Maio e Rua Jacy-Paraná

Rua Treze de Setembro do inicio da Rua até a Rua Raimundo Cantuaria

Rua Tenreiro Aranha entre Rua Jacy-Paraná e Rua Raimundo Cantuaria.

Rua Tenreiro Aranha entre Rua Almirante Barroso Rua Jacy-Paraná

A situação está tão complicada que voluntários que estão prestando assistência aos moradores das regiões atingidas estão encontrando dificuldades. Na Rua 13 de Setembro, no Bairro Areal, um Jeep que estava ajudando na transferência de famílias, acabou ficando no meio da rua alagada. Soldados do exército que estavam no local trabalhando tiveram que prestar socorro.

Fonte: +RO  www.maisro.com

Governador anuncia pioneiro projeto de telefonia móvel rural

Projeto pioneiro nesta modalidade no país e que beneficiará as localidades no entorno das sedes municipais
Projeto pioneiro nesta modalidade no país e que beneficiará as localidades no entorno das sedes municipais

A telefonia móvel vai chegar à área rural de 21 municípios até junho próximo. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira, 24, pelo governador Confúcio Moura, em solenidade de lançamento da primeira etapa de implantação de telefonia móvel em distritos e outras localidades do Estado, que aconteceu no auditório do palácio Presidente Vargas, com a presença de representantes da Claro, a operadora vencedora do certame; deputados, prefeitos e vereadores.

Entre os beneficiados estão os municípios de Cabixi, Castanheiras, Chupinguaia, Colorado d’Oeste, Parecis, Pimenteiras d’Oeste, Presidente Médici, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste, Theobroma e Vale do Paraíso.

Engenheiro Rodrigo Morgado,
Engenheiro Rodrigo Morgado,

O engenheiro Rodrigo Morgado, gerente da operadora, fez a apresentação do projeto, que inicialmente vai chegar a 21 municípios, mas até dezembro de 2015 alcançará os 52 municípios do Estado.  Ele assegurou a todos que a empresa vai se empenhar para cumprir ou até mesmo antecipar os prazos que estão assim distribuídos: 21 municípios até junho, seguidos de 28, até dezembro de 2014 e três para 2015. Segundo ele, a Claro vai levar a telefonia móvel às localidades que estiverem a até 30 quilômetros da sede municipal. A empresa vai oferecer, além de telefone, a conexão através da internet. O engenheiro adiantou que as escolas nas localidades beneficiadas serão inseridas imediatamente no programa.

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Os serviços de telefonia móvel têm estado no topo das listas de reivindicações das comunidades rurais, alegam deputados, prefeitos e vereadores, que atribuem à tecnologia importância fundamental em qualquer lugar, perto ou distante das sedes municipais. “É um serviço de utilidade pública que pode salvar vidas”, classificou o deputado Lebrão. Para o presidente da Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), Vitorino Cherque, a falta de comunicação tem causado muitos transtornos para os municípios, especialmente os mais distantes, uma vez que dificulta cadastramento de projetos, convênios e compromete a rotina das prefeituras, “por isso a telefonia móvel é tão necessária”, destacou.

A vereadora Ana Maria Negreiros lamentou que localidades que estão além dos 30 quilômetros não serão atendidas na primeira etapa, “nestas regiões a necessidade é grande”, salientou. Para a qual o deputado Maurão de Carvalho, vice-presidente da Assembléia Legislativa,  sugeriu que a operadora faça o quanto antes um estudo para viabilizar a extensão da telefonia móvel para as regiões que não serão contempladas até 2015. O governador Confúcio Moura salientou que as localidades que estão além do limite de 30  quilômetros não ficarão de fora da telefonia móvel. Segundo ele, haverá uma chamada pública para todas as operadoras para que se estenda o serviço a localidades como Extrema, Calama, em Porto Velho, e Triunfo, em Candeias do Jamari, e demais distritos em todo o Estado.

Deputado federal Carlos Magno (PP)
Deputado federal Carlos Magno (PP)

Sensibilidade

O deputado federal Carlos Magno, a quem Confúcio Moura atribuiu a responsabilidade para provocação do benefício da telefonia móvel para a zona rural, lembrou a sensibilidade do governador em aceitar o projeto e que de imediato encarregou uma equipe de preparar os projetos e estudos de viabilidade para que a ideia se concretizasse.

Confúcio Moura explicou o andamento do projeto desde o início, quando a ideia foi apresentada pelo deputado Carlos Magno. “As discussões e estudos começaram, levamos o assunto ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que nos sinalizou positivamente. Em seguida, a presidente Dilma Roussef também nos ajudou, colocando a Telebras à nossa disposição. Os nossos deputados estaduais agilizaram a legislação e hoje, em pouco tempo, chegamos aqui para formalizar o lançamento deste projeto, que é o primeiro do Brasil nesta modalidade”, explicou Confúcio.  Para o governador, a telefonia móvel será bem útil para as comunidades, porque vai beneficiar as escolas, sítios, fazendas, populações que estão na área rural e no seu entorno. E em breve ele quer ver os resultados da chamada pública que vai estender a telefonia a outras regiões mais distantes das sedes dos municípios.

Para os prefeitos, Confúcio Moura, deixou uma recomendação especial, para que agilizem a regularização de áreas para a instalação de torres  de recepção do sinal telefônico, lembrando ser um processo burocrático, mas que a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental está pronta para orientá-los, para que haja regularidade na emissão da licença ambiental. Eles receberam do governador uma pasta contendo as orientações necessárias para a instalação da torre, bem como cópias das leis e referências que tratam do assunto.

Luiz Amaral Brito, prefeito de Parecis
Luiz Amaral Brito, prefeito de Parecis

Muitos prefeitos atenderam ao convite do Governo para participar da solenidade da telefonia móvel para as áreas rurais, e os chefes de Executivo, cujos municípios estão sendo beneficiados, vieram a Porto Velho pessoalmente ou enviaram representantes. O prefeito de Parecis, na Zona da Mata, Luiz Amaral Brito, destacou que a telefonia na localidade é precária e que “o novo projeto será muito bem-vindo”. Parecis ainda não tem distritos, mas segundo o prefeito há várias povoações, que estão ao raio de 30 quilômetros e que ficarão muito satisfeitas com o acesso à tecnologia.

Vizinho de Parecis, o prefeito de São Felipe d’Oeste, José Luiz Vieira, também não escondeu o contentamento e disse que a internet e a telefonia móvel vão dar um impulso às atividades econômicas de seu município, que está em uma das bacias leiteiras mais importantes do Estado.

Cláudio Martins, de Castanheiras, município também localizado na chamada Zona da Mata, contou que esta é uma reivindicação antiga. “Desde que assumimos temos apresentado este pleito, que é a telefonia móvel em nossa região”. Para ele, além do desenvolvimento econômico e social que o serviço prestará à sua localidade, bem como as demais beneficiadas, estão a economia no transporte, a segurança, “sem contar melhorias na condição de vida da população, com mais oportunidades de negócios na agroindústria e na pecuária”.

Prefeita Lurdinha (PT), de Presidente Médici
Prefeita Lurdinha (PT), de Presidente Médici

Representando o prefeito Alex Testoni, de Ouro Preto d’Oeste, a assessora Vânia Catarina salientou que o distrito de Rondominas será um dos beneficiados com a telefonia, o que vai gerar uma grande satisfação nos moradores e empreendedores, que já há algum tempo clamavam pela telefonia no distrito.

O deputado estadual Ribamar Araújo parabenizou a concretização do projeto que amplia o acesso aos meios tecnológicos a muitos rondonienses e acredita que a população beneficiada está muito satisfeita. E espera que logo as localidades que estão além dos 30 quilômetros das sedes municipais também sejam contempladas, lembrando da região da Ponta do Abunã.

Além de Ribamar Araújo, estiveram na solenidade os deputados estaduais Maurão de Carvalho, Glaucione Rodrigues, Eurípedes Lebrão, Epifânia Barbosa; Zequinha Araújo; o deputado federal Carlos Magno; os vereadores de Porto Velho Ana Negreiros e Everaldo Fogaça; o secretário de Estado Marco Antonio de Faria, da Casa Civil e Mauricio Gualberto, da Casa Militar; o assessor Marcelo Braga, os prefeitos de Santa Luzia d’Oeste, Jurandir de Oliveira; Cabixi, Izael Dias Moreira; Nova União, José Silva; Mirante da Serra, Vitorino Cherque; Corumbiara, Deocleciano Ferreira; Chupinguaia, Vanderlei Palhari; Candeias, Osvaldo Souza, entre outros prefeitos e a superintendente de Integração do Estado, em Brasília, Elizete Lionel, entre outras autoridades.

Texto: Alice Thomaz
Fotos: Daiane Mendonça

Enchente: porto paralisa operações no cais flutuante

Toda a carga geral – açúcar, hortifrutigranjeiros - foi remanejada para outro ponto de atracação. Apenas a movimentação de grãos foi interrompida
Toda a carga geral – açúcar, hortifrutigranjeiros – foi remanejada para outro ponto de atracação. Apenas a movimentação de grãos foi interrompida

Devido à cheia do Rio Madeira, a Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), autoridade portuária responsável pela administração do Porto de Porto Velho, determinou a paralisação das operações portuárias realizadas no cais flutuante por tempo indeterminado ou até que a situação retorne à normalidade.

A determinação, através de ato administrativo, começa a valer a partir desta terça-feira, 25. A medida visa garantir a segurança das operações portuárias no ponto de atracação do cais, uma vez que, segundo especialistas consultados pela Soph, há risco da estrutura vir à pique. O cais foi construído há 26 anos e nunca passou por uma reforma, portanto não há como precisar se tem condições de suportar a força da correnteza.

Nos últimos 10 anos, o Governo Federal não enviou nenhum recurso para beneficiar o Porto de Porto Velho. Se ainda estamos atendendo toda a demanda resultante da interdição dos outros portos é por causa dos investimentos na infraestrutura de outros pontos de atracação, realizados pelo Governo do Estado”, disse Edinaldo Gonçalves Cardoso, o Caíco, diretor de Fiscalização e Operação da Soph.

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O que paralisou

Com a interdição provisória do cais, toda a carga geral (óleo, açúcar, produtos refrigerados, hortifrutigranjeiros) foi remanejada para o ponto de atracação das rampas RO-RO. A única movimentação de carga que paralisou, de fato, foi a de grãos (soja e milho) porque não existe outra estrutura no Porto que atenda às especificidades desse tipo de operação. As outras atividades portuárias seguem em funcionamento.

Carga geral –Em condições normais, o Porto trabalha, diariamente, com uma média de 3.200 toneladas de carga geral. Agora, essa movimentação saltou para 16 mil toneladas, um crescimento de 500%.  “São 16 mil toneladas de carga geral em um espaço que não foi projetado para isso. Posso assegurar que se a economia do Estado não parou ainda, foi graças aos nossos esforços de atender a demanda extra”, disse o diretor de Operações.

Texto: Josi Gonçalves

Fonte: Assessoria Soph