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quarta-feira, novembro 4, 2026
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Sujou: MPF alerta que estrada não pode ser aberta no Parque Estadual de Guajará

Guajará-Mirim está isolada por terra
Guajará-Mirim está isolada por terra

O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia adverte que a estrada (BR 421) não pode ser aberta, pois invadiria áreas de reservas indígenas e o Parque Estadual de Guajará-Mirim. A abertura da BR 421 que ligaria Campo Novo a Nova Mamoré foi discutida no Poder Judiciário Federal por meio da ação civil pública nº 0002602-91.1995.4.01.4100. O Estado de Rondônia, o Município de Nova Mamoré, órgãos e entidades integraram o processo.

Por ser área de Unidade de Conservação de Proteção Integral e estar próxima de áreas indígenas, entre outras razões constantes no processo, a liminar foi obtida e confirmada por sentença que proíbe que seja efetuada qualquer atividade propensa a abrir estrada naquela área. O MPF adverte que o descumprimento das ordens judiciais resultará em responsabilização civil e criminal dos infratores.

 PARQUE ESTADUAL DE GUAJARÁ-MIRIM

Criado pelo decreto nº 4575 de 23 de março de 1990 modificado pela Lei Estadual 700 de 27 de Dezembro de 1996 o parque tem uma superfície 216.568 hectares. Bioma Amazônia 100% Savana 60% Contato Savana – Floresta Ombrófila 12% Situado na parte centro-oeste do estado de Rondônia, abrangendo afluentes da bacia do Rio Jaci-Paraná, o Parque Estadual de Guajará-Mirim foi criado com uma área original de 258.813 ha, mas perdeu 53.601 ha com a existência de títulos definitivos de propriedade da terra. (Dados – SEDAM/RO)

NEM QUEM QUER VAI: NENHUM BLOCO SERÁ AUTORIZADO A DESFILAR EM PORTO VELHO

Siça Andrade, presidente da  BVQQ
Siça Andrade, presidente da BVQQ

Não adianta espernear. Os foliões da Banda do Vai Quem Quer vão ter que esperar uns dias, talvez um mês, para ir à avenida desfilar. Não haverá autorização para nenhum bloco desfilar neste sábado. Portanto, a Banda do Vai Quem Quer não vai poder arregimentar seus 100 mil brincantes como vem alardeando nas redes sociais pela presidente da banda, Siça Andrade, a herdeira do general da banda, Manelão Mendonça.

Na página da banda, no detalhe em círculo vermelho, o aviso: tempestade
Na própria página da banda, no detalhe em círculo vermelho, consta aviso: possibilidade de tempestade. Clique na imagem para ampliar.

A medida, além de ser para a segurança dos foliões, tem por objetivo destinar todo o efetivo de policiais e bombeiros para socorrer as vítimas das enchentes em Porto Velho e distritos. Além de vir muita água ainda da Bolívia,a previsão é que chova bastante no dia 1 de março (sujeito a tempestade), próximo sábado de carnaval. A decisão final foi batida ontem, terça, pelo secretário da SESDEC, Marcelo Bessa, Na página dele no Facebook, ele ratificou a decisão. “Na reunião desta manhã (ontem) no Gabinete de Gestão Integrada, ocasião em que se fizeram presentes representantes de instituições públicas como a PRF, MP, PM, BM, PC, órgãos municipais, Fundação Cultural, bem como, na segunda fase da reunião, representantes de diversos blocos; ficou decidida suspensão dos serviços de suporte dos órgãos públicos aos blocos e desfiles à unanimidade, em vista da decisão do Poder Público Municipal de suspender o carnaval de rua. Todos as instituições presentes entenderam inoportuna a realização destes eventos no atual cenário de Situação de Emergência decretada, o que tem exaurido os recursos humanos e materiais destes órgãos empenhados nas ações de defesa civil e apoio a estas. Portanto, não estão autorizados pelo município de Porto Velho o uso das vias públicas urbanas para tal finalidade e, em consequência, não será empregado policiamento ou efetivo de pronto-socorrismo dos Bombeiros especificamente para isso.
Do exposto, solicitamos a compreensão da sociedade portovelhense e aguardemos o momento oportuno para as comemorações em situação de normalidade. Boa noite!”. O carnaval foi cancelado também em Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Rio Branco (AC), Ouro Preto do Oeste. A população de Ariquemes também quer que seja cancelado o carnaval.

Chega de gastar dinheiro com porcaria e arrumem as ruas do município, ajudem a saúde, e no que mais for preciso, carnaval não precisa de dinheiro público.
Chega de gastar dinheiro com porcaria e arrumem as ruas do município, ajudem a saúde, e no que mais for preciso, carnaval não precisa de dinheiro público.

Fonte: +RO com página do Facebook

COLUNA DO CARLOS HENRIQUE ÂNGELO

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Enchente força mudança de moradores da Balsa
Cheia do Madeira acaba colaborando com as obras da ponte

Um dos maiores problemas enfrentados pela empresa responsável para prosseguimento das obras da ponte sobre o rio Madeira, na BR-319, está sendo solucionado com a ajuda da enchente do rio Madeira. É que alguns moradores, instalados em pontos estratégicos para a construção do acesso à ponte, resistiam em desocupar as moradias que, vale lembrar, estão plantadas irregularmente na faixa de domínio da rodovia BR-319. A cheia do rio forçou a mudança. Houve até um caso bastante ilustrativo da situação: um morador que tinha decidido não se mudar “de maneira alguma” e desafiava a empreiteira a retirá-lo de lá, acabou pedindo socorro justamente junto aos responsáveis pela obra, depois que seu barraco foi tomado pelas águas.

O certo é que o Madeira acabou solucionando uma questão que nem mesmo os negociadores da Universidade Federal Fluminense – contratada pelo DNIT para gerenciar a desocupação  – conseguiram realizar, mesmo oferecendo inclusive uma bolsa-aluguel mensal para locação de moradias até que fossem concluídas as obras do conjunto habitacional construído exclusivamente para abrigar as famílias retiradas do local. Técnicos da empreiteira e do DNIT preferem tratar discretamente o assunto, mas é certo que mais da metade dos moradores da área destinada à construção do acesso na margem urbana da rodovia, ou “lado de cá” já estão instalados nas novas moradias no “lado de lá” do rio. E, ironicamente, estão usando a ponte para a travessia, ainda que de forma precária, justamente pela falta do acesso que eles mesmos ajudaram a obstruir a construção.

Alguém haverá, com certeza, de acusar o blogueiro por falta de sentimento humanitário ou por desconsiderar o sofrimento de todas aquelas quase oitenta famílias que terão de ser desalojadas para a conclusão das obras da ponte. Acontece que os defensores da resistência nunca consideraram o sofrimento das muitas centenas de famílias que vivem do outro lado do rio e sempre foram exploradas pelo pedágio das balsas. Há quem diga, com um raciocínio embotado, que só quem paga caro pela travessia são os caminhões. Esquecem que esse custo incide sobre a mercadoria que transportam e repercute no preço final para os consumidores. Todos acabam pagando pela travessia.

Não se pode desconsiderar, ainda, que alguns moradores ainda recebiam uma “ajuda de custo” dos donos das balsas para obstruir ao máximo as obras, conforme denunciaram em Brasília os técnicos da UFF. O Certo que a enchente, que acabou resultando na paralisação temporária das balsas, está colaborando também para a evacuação do local. E mesmo sem falar sobre o assunto, os trabalhadores da ponte correm a demolir cada moradia imediatamente após a transferência dos moradores para o “lado de lá”. Ou seja, não tem volta. Ou ainda, como disse Cesar após atravessar o Rubicão com suas legiões, a sorte está lançada.

ACRE: SE MADEIRA CHEGAR A 19 METROS O DESABASTECIMENTO SERÁ TOTAL

“Estamos fazendo tudo o que podemos para evitar o pior”, disse o vice-governador César Messias (Foto: Sérgio Vale/Secom/AC)
“Estamos fazendo tudo o que podemos para evitar o pior”, disse o vice-governador César Messias (Foto: Sérgio Vale/Secom/AC)

O ministro da Integração (MI), Francisco Teixeira, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Adriano Pereira Júnior, o vice-governador do Acre, César Messias, o governador de Rondônia, Confúcio Moura, e representantes de entidades federais se reuniram para discutir maneiras de evitar um possível isolamento do Acre e, ainda, sinalizar apoio a Rondônia, que sofre com a cheia do Rio Madeira

Segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o rio Madeira deve continuar com elevação das águas até o fim da primeira quinzena de março, o que pode causar o isolamento do Acre pela BR-364, única ligação terrestre que aproxima o estado do restante do Brasil. Para o ministro Francisco Teixeira, esse é o momento de tomar medidas ainda mais efetivas: “As preocupações aumentam, mas ações integradas do governo federal, estadual e municipal estão tendo os efeitos esperados e amenizam a situação”.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) também alertou para o fechamento da BR-364, em definitivo, durante a cheia. Atualmente, apenas caminhões possuem permissão para fazer a travessia, acompanhados constantemente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no trecho alagado próximo à cidade de Jaci Paraná (RO).
A maior preocupação no momento é que a cheia do Rio Madeira isole o Acre por via terrestre (Foto: Sérgio Vale/Secom)

 maior preocupação no momento é que a cheia do Rio Madeira isole o Acre por via terrestre (Foto: Sérgio Vale/Secom/AC)
maior preocupação no momento é que a cheia do Rio Madeira isole o Acre por via terrestre (Foto: Sérgio Vale/Secom/AC)

A maior preocupação no momento é que a cheia do Rio Madeira isole o Acre por via terrestre (Foto: Sérgio Vale/Secom)

“A nossa preocupação maior é saber até quando essa enchente vai permanecer. Segundo a Defesa Civil Nacional, a cota pode ultrapassar os 19 metros e, com isso, estrangular de vez o transporte para o Acre. Estamos fazendo tudo o que podemos para evitar o pior”, garante o vice-governador César Messias. Ele também lembrou que o governador Tião Viana tem articulado diversas maneiras para manter o abastecimento, inclusive com o transporte de combustíveis vindo de Cruzeiro do Sul e análise da possibilidade de circulação pela Estrada Interoceânica. Em seguida, César Messias viajou a Manaus para discutir maneiras de enviar insumos, por meio de balsas, com o empresariado local.

Ainda segundo o Sipam, essa é uma situação extremamente anômala, levando em consideração que as cheias do Rio Madeira costumam acontecer em março e abril. Para o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, é hora de parar de atuar emergencialmente e começar a se antecipar nas ações. “Se o rio chegar a 19 metros, a nossa pergunta, hoje, é: como vamos abastecer o Acre? Eu estou solicitando ao governo que sejam enviados os dados do que precisariam para evitar a situação, para que definamos o abastecimento”, explica Adriano Júnior.

Acompanhando o ministro da Integração, o senador Jorge Viana ressalta que a situação pegou a todos de surpresa. “As estradas tem que ter uma recorrência de pelo menos 100 anos. Um rio alagar é normal, mas uma estrada alagar não é normal. A engenharia será questionada sobre isso. Iremos resolver politicamente, claro, porque a população precisa de uma resposta oficial”, disse.

Fonte: Agência de Notícia Acre

IGREJAS EVANGÉLICAS DISPUTAM IMIGRANTES HAITIANOS EM RONDÔNIA

Igreja Adventista do Sétimo Dia de Porto Velho oferece cestas básicas a haitianos recém-chegados .
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Porto Velho oferece cestas básicas a haitianos recém-chegados

Num templo da Assembleia de Deus no centro de Porto Velho, ao menos cem fiéis cantam em coro, ouvem pregações e oram em conjunto. Ao longo das três horas de cerimônia, não se ouve uma única palavra em português. Todos ali são haitianos.

Atraídos por empregos nas hidrelétricas do rio Madeira, desde 2011 ao menos 3 mil imigrantes do país caribenho se mudaram para a capital de Rondônia, segundo o governo local. E no Estado com o maior percentual de evangélicos do país (33,8%, ante 22,2% da média brasileira), algumas igrejas travam uma disputa por suas “almas”.

A Assembleia de Deus foi a primeira na cidade a erguer um templo só para o grupo. A maioria dos fiéis passou a frequentá-la após se mudar para Porto Velho, seduzida pelos cultos em creole, a língua mais falada do Haiti.

Pierrelus Pierre veio ao Brasil para trabalhar, mas semanas depois virou pastor
Pierrelus Pierre veio ao Brasil para trabalhar, mas semanas depois virou pastor

Quem conduz as cerimônias é o haitiano Pierrelus Pierre. Antes de migrar para o Brasil, ele já era pastor da Assembleia de Deus na República Dominicana. “Vim para o Brasil para trabalhar, só que quando cheguei aqui a história mudou”, ele diz à BBC Brasil.

Poucas semanas após mudar-se para Porto Velho, Pierre conheceu o líder da Assembleia de Deus na cidade, o pastor Joel Holden. O pastor o convidou, então, a assumir a pregação a seus compatriotas na igreja que viria a ser erguida para o grupo.

    “Aqui na igreja haitiana a gente se sente em casa”
                    Gildrin Denis, operário haitiano

A estratégia surtiu efeito: desde a inauguração do edifício, há dois anos, os cultos estão sempre cheios.

“Já fui a igrejas brasileiras que são muito legais, muito bacanas. Mas aqui na igreja haitiana a gente se sente em casa”, diz o operário Gildrin Denis, de 25 anos.

Denis afirma que, no Haiti, frequentava uma igreja pentecostal que não existe no Brasil e que se converteu à Assembleia de Deus “para manter o padrão”. “Tenho dezenas e dezenas de amigos haitianos em Porto Velho e todos eu vejo aqui na igreja, fizemos amizade aqui.”

Supervisor da Congregação Haitiana da Assembleia de Deus na cidade, o pastor brasileiro Evanildo Ferreira da Silva diz que a igreja já converteu ao menos cem imigrantes. Ao serem batizados, eles recebem uma carteirinha com foto e dados pessoais.

Silva acompanha os cultos em silêncio, sentado no palco. Ele só se levanta para as músicas, que ocupam boa parte da cerimônia e são comandadas por baterista, baixista e guitarrista haitianos.

Um assistente, também brasileiro, é encarregado de coletar o dízimo. O pastor diz, no entanto, que os haitianos “estão com dificuldade de fazer essa parte aí”. “Estamos tentando adaptá-los a essa cultura nossa, de contribuição, até porque a igreja precisa pagar luz, telefone, ar-condicionado.”

Paralelamente, afirma Silva, há um trabalho para fazê-los abandonar as tradições do vodu, culto levado ao Haiti por africanos escravizados. “Eles chegam com uma cultura africana, de candomblé, mas na igreja são doutrinados a abandonar essas práticas.”

Segundo a base de dados da CIA, órgão de inteligência dos EUA, embora 80% dos haitianos sejam católicos e 16%, evangélicos, metade da população do país pratica o vodu.

Silva diz que a igreja tem lidado com as diferenças culturais com “muita prudência, devagarinho, senão de repente eles podem até espalhar.”

Muitos, de fato, já buscam outros ares. Dois fiéis que assistiam ao culto da Assembleia de Deus num domingo de junho carregavam o livro Nada a Perder, de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

“Estamos tentando adaptá-los a essa cultura nossa, de contribuição, até porque a igreja precisa pagar luz, telefone, ar-condicionado”
     Pastor Evanildo Ferreira da Silva, da Assembleia de Deus

Eles haviam ganhado a obra na semana anterior ao participar, com centenas de haitianos, de um culto da Universal em Porto Velho. Só naquele dia, a igreja de Edir Macedo converteu seis haitianos.

Nem todos, porém, pretendem voltar. Um dos primeiros haitianos a se mudar para Rondônia, o tradutor Jean Onal, de 38 anos, diz que aceitou o convite para o culto da Universal por curiosidade, mas que o tom da cerimônia o desagradou. “Tinha mais de cinco pessoas possuídas, achei muito exagerado.”

Onal, que diz ser adventista, afirma que as igrejas em Porto Velho têm duas estratégias para atrair os imigrantes: enviam-lhes convites impressos ou pedem a haitianos que já as frequentam que levem conhecidos aos cultos.

Ele calcula que ao menos cinco denominações evangélicas na cidade tenham haitianos como crentes. Já a Igreja Católica raramente atrai estrangeiros às suas missas, embora sua pastoral do migrante lecione português a grupos de imigrantes.

Coordenadora das atividades da pastoral, a irmã Orila Travessini diz que a igreja não faz proselitismo com as turmas. Ela nota, porém, que entre os haitianos “há uma grande carência do sobrenatural, de algo que preencha isso”.

“Não é um trabalho feito gratuita e desinteressadamente. Há um interesse de conversão em marcha. É uma disputa, um verdadeiro mercado de almas, que pode ser ampliado para um mercado de dízimos.”

Marco Teixeira, professor da Universidade Federal de Rondônia

Para Onal, a religiosidade de seus compatriotas reflete as condições sociais adversas que enfrentam. “O Haiti tem muita pobreza, muito desemprego, então as pessoas têm bastante tempo para orar a Deus.”

E quando emigram, diz, algumas práticas pregadas por religiões evangélicas – como a proibição ao consumo de álcool – facilitam que encontrem emprego e se adaptem ao novo país, segundo ele.

“Um país que não é pobre sempre tem uma festa no fim de semana para as pessoas gastarem dinheiro. Os haitianos, não: eles se preocupam mais com trabalho e com a igreja, é difícil encontrar alguém com cigarro na mão ou bebendo.”

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Porto Velho, que conta com cerca de 30 fiéis haitianos, a relação entre religião e prosperidade é ainda mais direta. A igreja dá aos haitianos recém-chegados cestas básicas, paga seus aluguéis e os encaminha para entrevistas de emprego com empresários fiéis da igreja.

A Assembleia de Deus foi a primeira na cidade a erguer um templo só para o grupo
A Assembleia de Deus foi a primeira na cidade a erguer um templo só para o grupo

“Todos os haitianos conosco estão trabalhando, têm celular, bicicleta. O nível financeiro deles têm aumentado”, diz o pastor Paulo Praxedes. “O objetivo deles não é serem sustentados ou mantidos por outros, é serem sustentados pelo próprio trabalho deles”.

A Assembleia de Deus foi a primeira na cidade a erguer um templo só para o grupo

Até agosto, a igreja também deve inaugurar uma unidade só para os haitianos. Por ora, o grupo frequenta os cultos regulares da igreja junto ao dos fiéis brasileiros e, numa sala aos fundos, celebra uma cerimônia em creole. A igreja também pretende formar, em breve, um pastor haitiano.

Marco Antônio Teixeira: Não é um trabalho feito gratuita e desinteressadamente. Há um interesse de conversão em marcha. É uma disputa, um verdadeiro mercado de almas, que pode ser ampliado para um mercado de dízimos.
Marco Antônio Teixeira: Não é um trabalho feito gratuita e desinteressadamente. Há um interesse de conversão em marcha. É uma disputa, um verdadeiro mercado de almas, que pode ser ampliado para um mercado de dízimos.

Para Marco Teixeira, professor do departamento de história da Universidade Federal de Rondônia (Unir), que coordena um grupo de estudo sobre os haitianos em Porto Velho, as igrejas evangélicas da cidade “viram nos haitianos um alvo”.

Embora avalie como positivo o papel que elas exercem ao recebê-los, dando-lhes segurança, ele diz que as igrejas promovem uma “despersonalização” dos imigrantes.

O pastor Adventista do Sétimo Dia Paulo Praxedes nega, porém, que sua igreja participe de qualquer disputa. “Não somos uma concorrência, nosso interesse é ajudá-los. Muitas vezes esses haitianos chegam ao nosso centro cultural e nem sabemos de que religião eles são”.

O pastor Evanildo Silva, da Assembleia de Deus, tampouco endossa a visão de que as igrejas estão competindo pelos imigrantes. Mas afirma que, mesmo que outras denominações venham a assediar os fiéis da Assembleia de Deus, o grupo não vai diminuir.

“Tem muitos haitianos aqui, então tem para todo mundo.”

Texto e fotos: João Fellet
Enviado especial da BBC Brasil a Porto Velho

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS SERÁ PRESIDIDA POR ASSIS DO COUTO, DO PT PARANAENSE

Deputado Assis do Couto (PT-PR)

A bancada do PT decidiu  que o deputado Assis do Couto (PT-PR) vai presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Ele disputou o cargo com o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), que perdeu por votos. Nilmário já tinha sido secretário de Direitos Humanos da Presidência da República. A instalação das 22 comissões permanentes acontecerá na quarta-feira, 26.

Para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o indicado é o deputado Vicente Candido (SP) e para a Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado Amaury Teixeira (BA).

A Comissão Mista de Orçamento, que também caberá ao partido, será presidida pelo deputado Devanir Ribeiro (SP).

A eleição para a essa comissão só ocorrerá no próximo mês. Segundo o regimento do colegiado, a presidência da Comissão de Orçamento deve ser trocada na última terça-feira do mês de março, que este ano cai no dia 25.

DILMA ESTÁ SENDO CHANTAGEADA

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“Volta Lula” ou “Muda Dilma”? No governo, cresce a impressão de que a recente campanha infiltrada na imprensa, com ramificações nos partidos, em especial o PT, e em parte do empresariado, nada mais é do que uma cortina de fumaça para obrigar a presidente Dilma a ceder às suas pressões e imposições. Imagina-se como mero artifício a movimentação dos que insistem na troca da sucessora pelo antecessor, já para as eleições de outubro. Em primeiro lugar, porque o Lula repete dia sim, outro também, não admitir ser candidato no lugar de Dilma. Depois, porque as pesquisas do fim de semana confirmam a evidência da reeleição. Assim como torna-se clara a chantagem dos políticos atrás de mais ministérios e dos empresários ávidos de favores e benesses para seus empreendimentos.

Não seria para valer a blitz desenvolvida, de algumas semanas para cá, através do “volta Lula”. A operação visaria a, no fundo, promover o “muda Dilma”, levando a presidente a maiores concessões aos partidos, na reforma do ministério, como mais neoliberalismo em sua política econômica.

Por isso, ameaçam com a sombra da candidatura do primeiro-companheiro, em manobra já detectada no Palácio do Planalto. Se verdadeira essa versão, pouca importância será dada à movimentação em curso, acrescendo-se mais um argumento: não existem adversários pelo menos até agora capazes de impedir a conquista do segundo mandato. As consultas eleitorais repetem os baixos níveis de preferência para Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva. Joaquim Barbosa poderia assustar, mas não muito. Ele nega a hipótese de concorrer e carece de base partidária.

Tudo indica, por essas razões, que o ministério não será mais loteado do que já se encontra, assim como o regime de concessões de patrimônio público não avançará além do estágio atual.

Quanto ao que virá depois da reeleição, é outra história. Dilma poderá compor a equipe dos seus sonhos, livrando-se do fisiologismo dos partidos de sua base, bem como desenvolver na economia uma estratégia menos neoliberal que a ansiada pelo andar de cima.

 

Carlos Chagas

GALO DA MEIA NOITE ACEITA ADIAMENTO DE DESFILE E GANHA APOIO DE BRINCANTES

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O tradicional bloco carnavalesco de Porto Velho, Galo da Meia Noite, publicou mensagem aos foliões anunciando que vai acatar a decisão da prefeitura em adiar os desfiles devido à cheia do rio Madeira que deixou milhares de desabrigados. Ao contrário da Banda do Vai Quem Quer que vai para as ruas no sábado, faça sol ou chova canivete, o Galo da Meia Noite, em respeito aos desabrigados e às vítimas da enchente vai aguardar a data em que a prefeitura vai agendar para acontecer o carnaval de rua. A decisão do Galo da Meia Noite ganhou nas redes sociais apoio, elogios e muitos parabéns.

SOBRE O BLOCO

O bloco Galo da Meia Noite  é considerado o segundo maior bloco de Porto Velho. “Vem que te quero 100”, é o tema do bloco carnavalesco Galo da Meia Noite para o carnaval deste ano. O tema de autoria do cronista Altair dos Santos Lopes – Tatá é uma homenagem aos 100 anos de emancipação do município de Porto Velho, que foi criado através de Decreto assinado pelo governador do estado do Amazonas Jonathas Pedrosa no dia 2 de outubro de 1914. “Não poderíamos deixar de cantar nosso município, no carnaval deste ano” confessa o presidente Edson Caula.

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Não é brincadeira, nem trocadilho. Muito menos sensacionalismo. População acriana está preocupada com a possibilidade de faltar cerveja se a BR-364 continuar fechada por mais cinco dias. Segundo o site Ac24horas.com, “alguns empresários do Acre já admitem faltar gás, combustíveis, pão e até cerveja se a BR 364, no trecho entre Porto Velho e Rio Branco, for fechada por mais de cinco dias”. As previsões dos institutos de meteorologia são de que continuará chovendo na região amazônica nos próximos dias, o que preocupa as autoridades dos estados de Rondônia e Acre. Em Porto Velho o rio Madeira subiu tanto que a BR-364 terá que ser fechada totalmente nesta quarta-feira por tempo indeterminado.

Por conta desses alertas o governador Sebastião Viana (PT-AC), ampliou o escritório de emergência e garantiu que todo esforço será feito para amenizar a situação. Para evitar o pior, o governador passou parte da tarde desta terça feira, 25, falando com empresários locais e com autoridades em Brasília e iniciou negociação com o governo peruano para a importação de gêneros de primeira necessidade, que devem ser transportados em três aviões da Força Aérea Brasileira.

Na lista dos produtos com risco de sumir do mercado estão gás, combustíveis, trigo, leite em pó, cimento, arroz e cerveja. Só a rede de Supermercados Araújo tem retido em Porto Velho 120 mil quilos de produtos. As carretas estão estacionadas na beira da estrada, aguardando liberação da Polícia Rodoviária Federal para se deslocarem para Rio Branco.

A Recol Distribuidora – maior atacadista na área de produtos farmacêuticos e hospitalares para o Acre –  informou ao governo do Acre que algumas marcas de medicamentos também poderão faltar no comércio, mas garantiu que remédios usados em tratamento de doenças crônicas terão o estoque regulador mantido, mesmo que o seu transporte tenha que ser feito via aérea.

Os empresários que participaram de uma reunião de emergência no gabinete do governador do Acre informaram que Sebastião Viana demonstrou muita preocupação com a situação. “Ele está visivelmente preocupado e nos pediu para ajudá-lo a encontrar soluções práticas e rápidas para amenizar a situação”, contou o presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão.

Por causa do iminente perigo de racionamento de produtos, o governo não descarta a possibilidade de decretar estado de emergência.

Nesta quarta-feira, três aviões Hércules, da Força Aérea Brasileira, devem chegar ao aeroporto de Rio Branco, com gêneros alimentícios e produtos hortifruti, vindos de Manaus-AM.

Fogás admite possível falta do gás de cozinha no Acre

Em contato com a representação da Fogás, em Manaus_AM, a reportagem de ac24horas  foi informada que há risco iminente da falta do gás de conzinha no Acre, por causa do fechamento total da BR-364, e que para se prevenir a empresa resolveu enviar através de balsa para o estado, via Rio Purus/Rio Acre, 450 toneladas de GLP.

A Fogás informou que até esta terça-feira, 25, ainda estava conseguindo transportar gás granel de Porto Velho para Rio Branco pela BR 364 para envasamento de botijões de gás. “Enquanto a estrada for liberada com segurança continuaremos fazendo este transporte para a nossa Planta de Rio Branco”, informou.

Vislumbrando o pior cenário, que seria a interrupção da rodovia BR 364, que pode acontcer nesta quarta feira, 26, a Fogás enviou em caráter preventivo uma balsa de GLP a granel para o Acre (contendo 450 ton de GLP ),  via Rio Purus/Rio Acre, para uma eventual interrupção da BR 364. A viagem tem duração de aproximadamente 12 (doze) dias. A balsa partiu de Manaus nesta segunda-feira, 24, à noite, e deve aportar Rio Branco no dia 08/03 se a navegação transcorrer conforme planejado. Todos os acoplamentos necessários para viabilizar a operação foram colocados na balsa juntamente como uma carreta de energia e uma carreta de transferência de GLP.

A empresa também informou que vai deslocar uma equipe de técnicos para realizar esta operação no porto da Petrobrás de Rio Branco. Na eventualidade de não conseguir aportar em Rio Branco a operação precisará ser efetuada em Boca do Acre – AM e é fundamental que esta rodovia esteja transitável se não este fato se tornará em restrição ao abastecimento de GLP.

A base da Fogás em Rio Branco se encontra operativa, porém com capacidade limitada decorrente dos problemas de logística da BR 364. Uma viagem que demorava 10 horas chega a demorar 36 horas.

“Na eventualidade da BR 364 ser interditada o fluxo de todos os insumos para o Acre estarão comprometidos, dentre estes, o GLP. Portanto, se trata de um isolamento rodoviário do Acre no fluxo de carga com o restante do Brasil. A Fogás e seus colaboradores tem se empenhado durante esta fase crítica do regime dos rios sem precedentes nestes últimos 100 anos para reduzir ao máximo as restrições de seu produto na região”, completou a assessoria de marketing da empresa.

 +RO www.maisro.com com informações do AC24horas.com