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quarta-feira, novembro 4, 2026
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Rio Madeira beira 18 metros em Porto Velho

Foto: Defesa Civil/RO
Foto: Defesa Civil/RO

Uma enchente sem precedentes. Assim está sendo tratada pelas autoridades de Rondônia, a maior cheia da história de Porto Velho. Nunca, em mais de 50 anos de monitoramento, o rio Madeira subiu tanto e ainda assim durante um mês de fevereiro.
O histórico de cheias da capital de Rondônia mostra que normalmente, o ápice ocorre entre os meses de março e abril, mas 2014 está sendo considerado o primeiro ano de “testes” após a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que continuam armazenando grande volume de água.
Na tarde de quinta-feira (20), a régua da estação telemétrica operada pela Agência Nacional de Águas (ANA) acusou nível de 17,91 metros, acima da marca histórica até então registrada em abril de 1997, 17,52 metros.
O fato de o rio Madeira subir alguns centímetros a mais a cada dia impacta diretamente a população de toda a região, onde as águas já avançam para mais de 300 quilômetros de distância do leito pela grandeza e a capacidade de fluxo de água do Madeira.
O governo do estado de Rondônia reconheceu o decreto de situação de emergência em Porto Velho e nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, atingidos pelas cheias dos rios Araras e Mamoré, que por sua vez desaguam no Madeira.
Bombeiros da Força Nacional foram solicitados para atender à demanda de pessoas que estão saindo de suas casas. Vários distritos de Porto Velho estão isolados, sem energia elétrica, combustível e alimentação e até mesmo áreas preparadas para abrigar os afetados pela cheia do rio Madeira, também já foram inundadas.
Os dados da Defesa Civil apontam que mais de 1.300 pessoas já estão desabrigadas em toda a região. O nível de inundação atingiu a marca número dois, numa escala de um a três, o que significa que a situação pode ser de desastre nos próximos dias, com o possível decreto de calamidade pública.
A expectativa é de que até o fim de semana, o nível do rio ultrapasse os 18 metros, onde áreas do Centro de Porto Velho poderão ficar completamente alagadas, inclusive prédios públicos.

Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia

SISTEMA CONVECTIVO NA BOLÍVIA PODE AUMENTAR NÍVEL DOS RIOS EM RONDÔNIA: GUAJARÁ SENTIRÁ FORÇA DENTRO DE 24 A 48 HORAS

Reprodução/Cptec/Inpe) (Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)
Reprodução/Cptec/Inpe)
(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

Um Sistema Convectivo de Mesoescala (SCM), trovoadas que trabalham agrupadas por horas seguidas, permaneceu ativo no decorrer de quinta-feira (20) sobre vários municípios da Bolívia provocando chuva volumosa.
Parte deste sistema despejou mais de 100 milímetros de chuva em áreas dos departamentos de Santa Cruz, Cochabamba, Beni e Pando, justamente as regiões onde estão concentrados todos os afluentes que desaguam nos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, em Rondônia.
Devido ao nível já bastante elevado destes rios, onde enchentes castigam a população, os reflexos deste SCM poderão ser notados nos próximos dias, com a persistência do nível elevado dos rios em solo rondoniense.
Os rios Mamoré e Madeira, principalmente, estão muito elevados inundando áreas até 300 quilômetros de distância de seus leitos, o que prejudica a agricultura, o escoamento da produção e mantém desabrigadas centenas de famílias em Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim, principalmente.
Em La Santíssima Trinidad, no departamento de Beni, fronteira com Rondônia, dados de Meteorological Aerodrome Report (METAR) registraram nas últimas 24 horas, precipitação acumulada de 153,2 milímetros.
A chuva elevou em mais de um metro, o nível do rio Mamoré, que deve alcançar com força a região de Guajará-Mirim entre 24 e 48 horas intensificando a enchente.
A imagem do satélite Geostationary Operational Environmental Satellite (GOES) reproduzida pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) mostrou na tarde de ontem, nuvens aglomeradas sobre o país vizinho, sobre regiões que já tiveram muita chuva desde a madrugada.

Imagem: Reprodução/Cptec/Inpe)

Fonte: De Olho No Tempo Meteorologia

NASA: VEM ÁGUA DE RIOS BOLIVIANOS QUE PODE INUNDAR RONDÔNIA

Fotografia da Nasa mostra um mar de água na Bolívia
Fotografia da Nasa mostra um mar de água na Bolívia:

Satélite da NASA mostra grandeza da enchente sobre a Bolívia que avança para Rondônia.

A situação dos municípios que enfrentam enchentes no estado de Rondônia pode tornar-se sem controle nos próximos dias, uma vez que os rios na Bolívia não param de subir.

As águas cobriram a terra na Bolívia
As águas cobriram a terra na Bolívia

Os rios Madeira, Mamoré, Araras e Guaporé, que já estão transbordando em solo rondoniense, vão subir ainda mais. A imagem feita pelo satélite AQUA da Agência Espacial Americana (NASA) nesta quinta-feira (20) mostrou a dimensão da enchente dos rios Beni e Madre de Dios, na altura de Riberalta, no departamento boliviano de Beni.

Foto de estudante brasileiro a caminho da Bolívia: só água
Foto aérea de estudante brasileiro na Bolívia: só água/foto Richardson Campos

Os rios estão totalmente fora de seus leitos e com áreas alagadas que variam de 50 e 400 quilômetros de distância das margens. Comunidades, aldeias e cidades estão completamente isoladas, principalmente em Beni. A chuva volumosa de até 150 milímetros que caiu nas cabeceiras do rio Beni deve aumentar ainda mais a enchente e como consequência, os rios Mamoré e Madeira, principalmente, tendem a subir até domingo (23).

 

 

Foto: Reprodução/NASA

Fonte: De Olho No Tempo Meteorologia

Nota da Redação: O título catastrófico é do Portal +RO e tem por objetivo meramente mostrar a gravidade da situação.

INCENTIVADO POR TIPOS COMO MALAFAIA, FELICIANO E BOLSONARO, PAI MATA FILHO DE OITO ANOS POR SUSPEITAR QUE É GAY

Monstro provocou hemorragia interna no menino de 8 anos
Monstro provocou hemorragia interna no menino de 8 anos

Acusado de espancar o próprio filho de 8 anos até a morte, Alex André Moraes Soeiro, de 34, foi preso na noite de terça-feira por policiais da 34ª DP (Bangu). Ele rodou na porta do Instituto Médico-Legal (IML), quando iria liberar o corpo do menino. A Justiça decretou mandado de prisão temporária de 30 dias por homicídio qualificado contra o suspeito, que foi transferido ontem para o Complexo de Gericinó, também na Zona Oeste do Rio.bolsA22

Após ser pego no IML, o “monstro” prestou depoimento na delegacia. Segundo a polícia, ele confessou o crime e disse que costumava bater no filho, Alex Medeiros Moraes. O preso disse que espancava o menino para “ensiná-lo a virar homem”, porque, segundo o pai, o garoto gostava de dança do ventre, tinha o hábito de vestir as roupas das irmãs e gostava de lavar louça.

“Ele afirmou que o garoto era muito levado e desobediente. O crime foi cruel e cometido de forma covarde”, disse o delegado Rui Barboza, titular da 34ª DP.
SILASSSDe acordo com agentes, Alex revelou que aplicou a surra que levou a criança à morte, na segunda-feira, porque o filho não quis cortar o cabelo antes de ir para o colégio. O acusado disse ainda que a vítima o xingava com frequência. O menino veio do Rio Grande do Norte, onde mora a sua mãe, para viver com o pai na Favela Vila Kennedy, em Bangu.

O menino deu entrada na UPA da comunidade, na noite de segunda-feira, com sinais de agressão. Policiais foram acionados e, quando chegaram à unidade, a criança já estava morta. Laudo apontou que a causa do óbito foi hemorragia interna.

Via: Meia Hora

Menor que foi preso a poste é detido novamente pela polícia

Preso novamente
Preso novamente

O jovem de 15 anos que foi agredido e preso pelo pescoço a um poste no bairro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, com uma tranca de bicicleta, em 31 de janeiro, por um grupo de “justiceiros”, foi apreendido por policiais militares na última terça-feira, 18, após tentar assaltar uma turista canadense e um turista inglês, na Praia de Copacabana.

O adolescente foi levado para a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon. Segundo o delegado Alexandre Braga, da Deat, o rapaz foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A apreensão do menor foi noticiada pela rádio BandNews FM.

Nota da Redação

E ele vai ser preso, solto, preso, solto várias vezes até o matarem. Enquanto não o colocarem numa instituição que cuide, ensine, eduque e o forme, ele vai continuar roubando os “bacanas” de Copacabana.

FENAJ pede garantias ao trabalho dos jornalistas e fim das agressões

Fenaj com o ministro Cardoso
Fenaj com o ministro Cardoso

Em reunião com entidades representativas dos jornalistas, das empresas jornalísticas e de órgãos ligados aos direitos humanos e segurança pública nesta terça-feira (18), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se comprometeu em encaminhar até sexta-feira (21) um projeto de lei visando maior segurança em manifestações. Na reunião foram discutidas medidas para combater a violência contra os profissionais de imprensa no Brasil.

Cardozo anunciou que encaminhará à Casa Civil da Presidência da República um projeto para coibir abusos em manifestações públicas e garantir mais segurança à sociedade e aos trabalhadores em comunicação. Negou, contudo, que o objetivo da medida seja restringir as liberdades de expressão e de imprensa. Disse que o projeto, que deverá tramitar em regime de urgência no Congresso Nacional, visa disciplinar procedimentos para assegurar o direito de todos participarem de manifestações, garantindo a integridade das pessoas e dos jornalistas que estiverem cobrindo os eventos.

Representante da FENAJ no encontro, José Carlos Torves avalia que o projeto de lei pode ser interessante. “O que foi colocado, de maneira geral, é que será um projeto com garantia da livre manifestação, que coibirá atos de vandalismo e agressões e que terá a previsão da polícia não apreender câmeras fotográficas, cinematográficas e equipamentos dos jornalistas”, disse. “Mas é preciso conhecermos todo o teor da proposta para uma melhor avaliação”, completa.

Segundo o diretor da FENAJ, as propostas defendidas pela entidade tiveram boa receptividade. “O ministro da Justiça disse que a federalização da investigação de crimes contra jornalistas, a criação do Observatório da Violência e o Protocolo Nacional de Segurança que propomos devem ser debatidas no Grupo de Trabalho criado pelo ministério para definir outras medidas de proteção aos profissionais de imprensa”, informou. Entre as medidas em debate estão, também, orientações de procedimentos para a polícia e a adoção de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os jornalistas.

HERMÍNIO DIZ QUE ASSEMBLEIA NÃO TEM MORAL PARA CRIAR CPI DAS USINAS!

HER12Portal +RO

www.maisro.com

“Estão querendo é fazer graça, só politicagem. Essa Assembleia não tem moral para fazer CPI contra ninguém. Durante a atual legislatura não vimos sequer uma única denúncia investigada. Não, podemos aceitar politicagem com empreendimentos sérios como estes das usinas”.

Essa foi a reação do ex-presidente da Câmara Municipal, Hermínio Coelho, ao ser questionado sobre o que achava da criação da CPI para investigar as usinas do rio Madeira. Agora, como deputado estadual, Hermínio Coelho defende a criação de uma CPI para investigar as usinas depois de prontas e todos os problemas já conhecidos.

“Não vamos aceitar que alguns parlamentares façam graça para tentar atrapalhar essas obras, as mais importantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lula. Não vimos fundamento algum para a abertura de CPI, a não ser a tentativa de se criar dificuldades. Quem tenta criar dificuldade é porque quer vender facilidade. Definitivamente essa CPI não é uma coisa séria. É mais uma tentativa de prejudicar a Capital”, disparou o então presidente da Câmara.

Agora, caros leitores deste Portal +RO: um cara deste tem credibilidade?

Após duas operações, a Termópilas e Apocalipse, a Assembleia tem moral?

Veja vídeo da TV Jornet, onde ele abre a boca para falar mal da Assembleia…

CONFIRA AQUI EM VIDEO

O TITANIC, NEM DEUS AFUNDAVA TAMBÉM!

KOALAOBESO-TITANIC

O papel fundamental da imprensa é o de levar a verdade para a população. Notícia com seriedade. Jornalismo com responsabilidade social. Este é o nosso lema e disso não abrimos mão. Vivemos numa democracia e o maior tesouro que conquistamos foi a liberdade de expressão. Saímos de uma Ditadura Militar há pouco mais de 30 anos graças à guerreiros (e  não guerrilheiros ou terroristas) que nos livraram das amarras da censura. Antigamente jornais só podiam publicar poesias e receita de bolo. Hoje, com a internet, ninguém segura a informação. A notícia é como penas espalhadas ao vento. Uma vez lançada, dificilmente se poderá recolhe-las em sua totalidade. Por isso o cuidado no divulgar de qualquer informação. Mas, a internet tem uma velocidade incrível e, de vez em quando, será possível cometer erros. Esperamos que não. Dito isto, vamos direto ao assunto. Há menos de uma semana divulgamos aqui no Portal +RO a possibilidade de haver um “tsunami” em Porto Velho, decorrente da ruptura da barragem que segura as águas do Madeirão nas usinas de Jirau e Santo Antônio. Foi uma notícia bombástica que mexeu com as estruturas do Estado. Motivo de muitas reuniões, informes, notas de esclarecimento e até uma nota de repúdio mal formulada. Até a Assembleia Legislativa resolveu trabalhar e “descobriram” que o dever dela é fiscalizar e não bater boca com o governador. Ah, a ALE resolveu trabalhar às vésperas das eleições! Matamos a charada!

Voltando ao assunto. Técnicos de Santo Antônio de Jirau disseram que nem dez mil anos de enchente do majestoso Madeirão romperia as barragens a ponto de causar um “tsunami”. No século passado, o engenheiro que construiu o Titanic disse que nem Deus o afundaria. Afundou. Não brinquem com a natureza, pois. Ela está cobrando a fatura dos erros cometidos na construção das duas usinas. Milhares de bagres morreram, animais foram retirados dos seus habitats. Centenas de moradores foram obrigados a deixar seus lares até hoje não receberam suas casas prometidas em acordo bilateral. Pescadores não tem mais o que pescar.

Que não rompe coisa nenhuma. Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E aqui, estamos falando literalmente disso. Para não dizer que não falei de flores, um alento. Os técnicos e engenheiros das usinas estão sem dormir há dias trabalhando para que nada aconteça, que a tragédia anunciada não se concretize. Que Deus os ilumine e que nós não tenhamos aqui de publicar nenhuma notícia que nos dê milhões de acessos. Bom dia a todos e bom trabalho.

 

DUAS APOSTAS SIMPLES LEVAM US$ 425 MILHÕES NOS EUA E R$ 111 MILHÕES NO BRASIL

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Uma aposta feita em uma loteria de San Francisco, na Califórnia, levou o prêmio de US$ 425 milhões na “Powerball”, o sexto maior da loteria dos EUA, nessa quarta-feira (19). O valor equivale a cerca de R$ 956 milhões. Segundo a Reuters, o vencedor ainda não foi identificado.

A “Powerball”, um jogo equivalente à Mega-Sena, sorteou os números 1, 17, 35, 49, 54 e 34. O bilhete foi vendido em um posto de gasolina em Milpitas, perto de San Francisco, e o prêmio foi o quarto maior da história do “Powerball”.

Já no Brasil, uma aposta de Santa Bárbara D’Oeste (SP) levou sozinha R$ 111,5 milhões da Mega-Sena. As dezenas sorteadas: 01 – 04 – 05 – 14 – 45 – 56.

Continuem sonhando e apostando. Outra loteria americana, a Mega Millions, paga nesta sexta-feira, 21, US$ 172 milhões de dólares, o equivalente a R$ 420 milhões de reais. A aposta só pode ser feita, no Brasil, através da internet, no site da Trillonario

MENOS GRANA PARA DEPUTADOS: FAZENDA BLOQUEIA R$ 13,3 BILHÕES DO TOTAL DE R$ 19,7 BILHÕES PREVISTOS PARA EMENDAS PARLAMENTARES

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, lamentou o contingenciamento de R$ 13,3 bilhões nas emendas parlamentares ao orçamento de 2014, anunciado nesta quinta-feira (20) pelo governo. Alves disse, no entanto, que vai analisar com calma os números. “Nós vamos ver as alegações, o pretexto. Se é uma coisa linear que atinge todos, aí tem que ter uma compreensão. Mas prefiro examinar isso por inteiro”, declarou.

O líder do PT, deputado Vicentinho (SP), ressaltou que os recursos bloqueados poderão ser eventualmente liberados ao longo do ano. “Contingenciamento não quer dizer um corte absoluto até o final do ano. Você contingencia e, a partir daí, vai liberando gastos dentro do que for possível.”

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um contingenciamento de R$ 44 bilhões no orçamento de 2014, sendo que R$ 13,3 bilhões foram nas emendas parlamentares. O orçamento total é de R$ 1,51 trilhão.

O contingenciamento é necessário, segundo Mantega, para que o governo consiga atingir um superavit primário (economia de receitas para pagamento da dívida pública) de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A economia é a mesma do ano passado.

“Já fizemos resultados maiores no período pré-crise. Mas, no período de crise, que começou em 2008, fica mais difícil fazer resultados primários maiores. Porque na crise o crescimento econômico é menor, há estímulos a serem dados à economia. E, com isso, você tem uma redução [do superavit]”, disse Mantega.

Já o líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), disse que a manutenção da meta em 1,9% do PIB sinaliza que o governo não quer fazer muito esforço. “Se a carga tributária cresce ano a ano e, portanto, o governo arrecada mais, seria mais fácil produzir superavit. No entanto, o que temos é um governo que arrecada muito, investe pouco e que sinaliza que vai continuar gastando muito e mal. Isso é péssimo para a credibilidade do País e para a sociedade, que vai pagando a conta da gastança”, afirmou.

Bloqueio das emendas
Neste ano, o maior bloqueio nas despesas discricionárias – sob as quais o governo tem o poder de decidir se vai pagar ou não – foi nas emendas parlamentares. De acordo com regra aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, o governo não pode contingenciar as emendas parlamentares individuais em percentual superior ao que for aplicado de corte no total das despesas discricionárias.

O total das emendas parlamentares, que incluem as de bancada e de comissão, é de R$ 19,7 bilhões. Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, os cortes foram basicamente nas emendas coletivas. O segundo maior corte foi no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de R$ 7 bilhões.

O governo ainda contingenciou R$ 13,5 bilhões em despesas obrigatórias por acreditar que elas estão superestimadas no orçamento de 2014. O decreto de contingenciamento oferece apenas um limite de gastos temporário para os ministérios. Esse limite será revisto a cada dois meses.

Redução da dívida
Com a economia anunciada pelo governo, a estimativa é de que a dívida pública caia para 33,6% do PIB ao final do ano. Em 2002, ela era de 60,4% do PIB.

Mantega disse que, neste ano, não haverá novas desonerações tributárias e que foram preservadas dos cortes as áreas de saúde; educação; programa Brasil Sem Miséria; e ciência, tecnologia e inovação. Para compor o cenário econômico do ano, o governo considerou uma inflação de 5,3% medida pelo IPCA. O dólar deve ficar em R$ 2,44.

Críticas da oposição
Para o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), os números revelam uma deterioração da economia. “A gente vê que o quadro fiscal se deteriora. A inflação foge do controle dentro da meta. E o crescimento econômico, na previsão do próprio governo, que era de 3,8% na previsão do orçamento para 2014, já foi reduzido para 2,5%, o que mostra claramente uma dificuldade muito grande no governo de levar adiante o controle da economia”, declarou.

Já o líder do PSDB, Antonio Imbassahy, disse que a presidente Dilma Rousseff deveria ter feito “cortes na carne, mas não teve coragem”. Ele afirmou que há descrédito do mercado em torno das previsões e do cumprimento de metas por parte do governo.

“O governo Dilma já tem um histórico de não cumprir o que promete. Todo ano anuncia cortes que, no final das contas, não acontecem. Dizer que vai reduzir despesas obrigatórias é o mesmo que cortar fumaça. O mercado e a sociedade esperavam reduções mais drásticas, estruturais”, disse Imbassahy.

O líder do PSDB também criticou o governo pela falta de esforço para reduzir a “gigante máquina administrativa, com seus 39 ministérios”.

Defesa do contingenciamento
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE), que relatou a LDO de 2014, acredita que o governo agiu acertadamente em relação aos cortes. “A nossa preocupação maior neste momento é que o País consiga resgatar a sua capacidade de investimento e tenha nos investidores internacionais e nacionais a credibilidade necessária para retomar o crescimento.”

A chamada meta cheia do superavit primário, que inclui todo o setor público, inclusive estados e municípios, está estimada em 3,1% do PIB ou R$ 167,4 bilhões. Desse total, o governo pode descontar R$ 58 bilhões dos investimentos do PAC. Somente com recursos do governo federal estão previstos investimentos de R$ 73,8 bilhões neste ano.

O governo central deve fazer uma economia de R$ 80,8 bilhões ou 1,55% do PIB, um total maior que o previsto na Lei Orçamentária, que era de 1,1%. O objetivo é fazer com que os estados e municípios tenham um alívio e possam atingir uma meta menor, de apenas 0,35% contra 1% do PIB previsto na lei.