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quarta-feira, novembro 4, 2026
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NADA DE PÂNICO, MAS, USINAS PARARAM PRODUÇÃO DEVIDO ÀS ENCHENTES DO MADEIRÃO

O perigo existe, de fato
11 TURBINAS DESLIGADAS
Carlos Henrique Ângelo
O esforço das usinas do Madeira para desqualificar os mensageiros que portavam más notícias, não acompanhou, na realidade, o que foi dito insistentemente nas inserções publicitárias que inundam (perdoem o trocadilho) a mídia. Ouvi dizer que andaram culpando o “mijo dos anjos” pela elevação das águas do Madeira. E que o planejamento das usinas é para durar dez mil anos. Que bom. Mas será que o ambicioso planejamento previu a paralisação da produção de Santo Antônio e Jirau?
Pois é. Na manhã de ontem, a elevação das águas determinou a paralisação da produção em Santo Antônio. À tarde, Jirau também parou. A empresa teve que abrir as comportas para fazer com que baixem as águas  que deixam isolado Guajará Mirim e todo o Acre. Com isso, subiu o nível do lago de Santo Antônio e a produção ficou inviabilizada.
O abastecimento de Porto Velho e região ficará exclusivamente por conta de Samuel e da Termonorte. Nada que, por enquanto, possa preocupar Rondônia e Acre. A suspensão do abastecimento, decorre, por enquanto, dos riscos ocasionados pela inundação. A energia AINDA não está faltando. Mas vale lembrar que o sul e o sudeste estão perto de um racionamento. Tão perto que o governo começa a negar.
É preciso esclarecer que  Jirau estava produzindo perto de 730 MHh exclusivamente para Rondônia e Acre, em decorrência de problemas técnicos não previstos no planejamento ‘para dez mil anos”. É que, como já foi dito aqui, os sistemas de produção e distribuição não “conversavam entre si” e foi preciso uma destinação local para a energia. Ainda bem que a Termonorte continuava “stand by” para complementar a energia de Samuel. O que poderá acontecer, contudo, com um racionamento “lá embaixo”, no Brasil que tem poder, isso só Deus sabe.
Pior para as usinas, que já não sabem o que fazer. É que pelo menos Santo Antônio negociou, no mercado futuro da bolsa, a R$ 43,00/MWh, a energia que “planejava” produzir. Sei não, mas agora, na hora de entregar, não têm energia e vai ser preciso comprar nos leilões do mercado.
 
Segundo Valor Econômico, o  preço de liquidação de diferenças (PLD) — preço da energia de curto prazo — para a próxima semana continuará no teto regulatório de R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh) nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 21, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
De acordo com o órgão, o PLD para o subsistema Nordeste sofreu leve aumento, passando de R$ 730,19/MWh, nesta semana, para R$ 732,99/MWh, na próxima semana. Já, para a região Norte, o preço recuou de R$ 574,31/MWh para R$ 160,61/MWh. Só que por aqui não existe energia para a venda. Mas, pelo visto, tudo isso está igualmente planejado para os próximos dez mil anos.

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE RONDÔNIA USA ÓRGÃO OFICIAL PARA ATACAR GOVERNADOR

 

Releases contento ataques pessoais ao governador são assinados pelo DECOM
Releases contento ataques pessoais ao governador são assinados pelo DECOM

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Hermínio Coelho (PSD), tem usado sistematicamente a estrutura oficial (Decom) para atacar o governador Confúcio Moura (PMDB). O Ministério Público precisa investigar o uso de verbas oficiais da Assembleia de forma abusiva para sustentar veículos de comunicação para servir de ataque ao governador. Hermínio Coelho controla literalmente alguns veículos de comunicação de Rondônia através de verbas públicas, sob as formas direta ou indireta.
O Departamento de Comunicação (DECOM), da Assembleia, envia releases às redações de jornais, sites, rádio e Televisão contendo ataques pessoais de Hermínio ao governador, desvirtuando totalmente o papel daquele órgão que é dar publicidade aos atos e projetos de deputados estaduais. Ao tomar o DECOM como propriedade dele, Hermínio transformou o departamento em uma artilharia pesada contra seu principal desafeto, o governador Confúcio Moura. A maioria dos deputados é contra, mas, nada faz para mudar o estilo Hermínio de administrar o Poder Legislativo. Quando foi presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, Hermínio procedia da mesma maneira.

Os ataques de Hermínio contra o governador visam exclusivamente guinda-lo a uma candidatura ao governo do Estado pelo PSD. Dirigentes do partido, porém, torcem o nariz quando o assunto se refere às pretensões de Hermínio. Os releases produzidos pelos profissionais de imprensa pagos pelo dinheiro do contribuinte sempre enaltecem as qualidades do chefe e denigrem o governador Confúcio Moura. Na abertura dos trabalhos da Casa de Leis, ficou evidente o circo montado pelo presidente Hermínio Coelho. Uma claque composta por servidores vaiou o tempo todo o governador enquanto ele discursava. Confúcio não aguentou a pressão e deixou o plenário sob vaias. A maldade de Hermínio ficou demonstrada nos releases enviados pelo DECOM aos meios de comunicação, que o publicaram na íntegra: “Confúcio Moura não aguentou o tom do discurso do presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho”. Veja abaixo e comparem o print a partir de pesquisa no Google e o print da página oficial da Assembleia Legislativa:

Veículos de comunicação publicam literalmente os releases do DECOM
Veículos de comunicação publicam literalmente os releases do DECOM. Clique na imagem para ampliar.
Página da ALE na internet prova ataque oficial ao governador
Página da ALE na internet prova ataque oficial ao governador. Clique na imagem para ampliar.

Nas rádios, da capital e interior, a maioria brindadas com gordas verbas publicitárias, Hermínio Coelho usa o espaço destinado à divulgação de projetos dos deputados estaduais para fazer exclusivamente campanha difamatória contra o governador e, claro, falar bem dele e como gostaria de ser governador do Estado. O Ministério Público precisa investigar o uso da máquina do legislativo para enaltecer, elogiar e promover o presidente, em detrimento da publicidade de projetos de interesse da população.

Fonte: +RO  www.maisro.com

EM 2007 MORALES CULPOU PAÍSES RICOS PELAS ENCHENTES

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Morales culpa países ricos por enchentes

Vista aérea de Trinidad, capital do departamento de Beni
Enchentes forçaram milhares de pessoas a abandonar suas casas
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta sexta-feira que os países desenvolvidos e seu fracasso em combater as mudanças climáticas são os responsáveis pelas enchentes que afetam a Bolívia há semanas e já deixaram derca de 40 mortos.

Morales acusou os países ricos de ignorar o Protocolo de Kyoto, que busca conter as mudanças climáticas.

O presidente boliviano disse ainda que as nações pobres estavam sendo obrigadas a suportar o impacto do que ele descreveu como “a busca incontrolável de crescimento industrial por parte dos ricos”.

As enchentes

O presidente da Bolívia, Evo Morales, durante a entrega de ajuda às vítimas das inundações na cidade de Cliza, Cochabamba
O presidente da Bolívia, Evo Morales, durante a entrega de ajuda às vítimas das inundações na cidade de Cliza, Cochabamba

que afetam a Bolívia têm sido consideradas as piores dos últimos 25 anos e já forçaram milhares de pessoas a abandonar suas casas.

Há relatos de casos de dengue e malária em decorrência das inundações.

A ajuda internacional pedida pelo governo boliviano começou a chegar ao país.

Publicado em fevereiro de 2007 por BBC Brasil

Governo lança projeto turístico da Nova Vila de Teotônio (confira fotos)

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A apresentação da Nova Vila de Teotônio como o mais novo projeto de Turismo incentivado pelo Governo de Rondônia por meio da Superintendência de Turismo (Setur), realizada na tarde de quinta-feira, 20, premiou os classificados no Concurso de Fotografia ‘Rondônia é Mais’; lançou selo comemorativo ao centenário de Porto Velho e destacou com o título ‘Amigo do Turista’ as pessoas que incentivam o turismo no Estado.

Representando o governador Confúcio Moura durante a solenidade, o superintendente de Turismo do Estado, Júlio Olivar, explicou a iniciativa coordenada pela sua pasta. “Queremos mostrar o manancial de atrativos que é Porto Velho, para aproximar a sociedade portovelhense deste novo destino”, disse, ao ser referir à Vila Nova de Teotônio, que dista cerca de 40 quilômetros da cidade e se apresenta como mais um atrativo para o lazer da população, observou o titular da Setur, reforçando o interesse em apostar no turismo interno, uma das marcas de sua gestão.

Ele definiu o evento como uma visita técnica para avaliar o potencial da Vila, cuja comunidade poderá ser capacitada para prática  do turismo sustentável.

De acordo com o superintendente, promover o atrativo turístico na Vila Teotônio foi a principal razão para a programação acontecer no local, onde vivem quarenta famílias remanejadas pelo Consócio Santo Antônio Energia depois de dotar o espaço de vários equipamentos como píer, praças, bosque, quiosque, trilhas, quadras e campos, estrutura para que as famílias possam passar um dia agradável.

Houve ainda o lançamento do selo comemorativo do Centenário de Porto Velho pelos Correios, da campanha Eu Amo Rondônia  e do site oficial da Setur, além da entrega do título Amigo do Turista a quem tem relevante participação na atividade turística.
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Resultado de parceria entre o Governo da Cooperação por meio da Setur e a Associação de Moradores e Produtores  da Nova Vila de Teotônio,  o ponta pé inicial do projeto turístico registrou um saldo positivo a julgar pela presença de expressivos nomes da cultura rondoniense.

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A presença de formadores de opinião, a exemplo de jornalistas, historiadores , turismólogos, representantes do trade turístico  como a  presidente da Abav , Ana Paula Pelegrini e de autoridades, entre as quais o procurador federal Ricardo Leite, traduziu o sucesso da estratégia de marketing que promete promover  a imagem da Nova Vila de Teotônio.

Durante a programação foi entregue também a programação dos classificados no Concurso de Fotografia ‘Rondônia é Mais’ que reuniu 189 fotógrafos de 48 municípios rondonienses.

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EXCLUSIVO: BOLIVIANOS CULPAM BRASIL POR ENCHENTES E DESEJAM PROCESSAR O PAÍS POR DANOS E PREJUÍZOS DE BILHÕES DE DÓLARES

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Walter Justiniano: esta tragédia é como a Crônica de Uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Marquez
Walter Justiniano: esta tragédia é como a Crônica de Uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Marquez

Mais um imbróglio vem aí pela frente envolvendo as usinas do rio Madeira, o progresso e a discórdia. O consultor ambiental boliviano, Walter Justiniano Martinez, 54, de Guayaramerin (Bolívia), tem em mãos um relatório onde consta que o Brasil é o culpado pelas enchentes na Bolívia, que culminou com 60 pessoas mortas e 90 mil cabeças de gados perdidas. O prejuízo é de cerca de 50 milhões de dólares e mais de 40 mil hectares de culturas agrícolas afetadas. Segundo ele, “o governo boliviano sabia dos problemas que seriam provocados pelas barragens das usinas de Jirau e Santo Antônio e não fez nada a este respeito”. Explicando, as represas de Jirau e Santo Antônio não deixam a água escoar, culminando com enchentes rio acima, pegando o Beni. As fortes chuvas que caem sobre a Bolívia agravaram ainda mais o problema. Veja no mapa abaixo.

As represes de Jirau e S. Antônio alagaram o Beni
As represes de Jirau e S. Antônio alagaram o Beni

Bolívia conhecia os efeitos de barragens brasileiras na Amazônia.  O governo sabia que as barragens construídas na bacia do rio Madeira causariam grandes inundações no país por mais de seis anos.

Em 2006, o ministro dos Negócios estrangeiros David Choquehuanca, enviou uma carta para seu homólogo brasileiro manifestando o o perigo da construção destas barragens para a Bolívia. O governo boliviano  já tinha alertado sobre os impactos há mais de sete anos.

Cerca de 90 mil cabeças de gado perdidas
Cerca de 90 mil cabeças de gado perdidas

Na nota enviada por Choquehuanca, citado em La Razón (jornal boliviano), argumentou-se que entre os impactos prováveis “é considerado a inundação do território boliviano, como um efeito dos reservatórios que afetarão, de um lado, a existência da Floresta Amazônica, na bacia do Madeira, as riquezas em castanha”.

O processo de consulta bi-nacional com vários encontros e reuniões presidenciais, ministeriais e técnicas foi lançado em novembro do mesmo ano. O II encontro técnico realizado nos dias 30 e 31 de outubro de 2008, em La Paz, a troca de informações sobre os projetos hidrelétricos Jirau e Santo Antonio. Bolívia, então, expressa seu aborrecimento pela ausência de delegados técnicos suficientes, do Brasil, apesar do compromisso.
No mesmo tempo, organizações camponesas da Bolívia e do Brasil criaram o movimento em defesa da bacia do Rio Madeira e a Região Amazônica.
Estudos e declarações de organizações de proteção ambiental também alertaram para os riscos, incluindo a Liga de Defesa do Ambiente (Lidema), que, em 2009, exortou o governo “em conformidade com os acordos internacionais, independentemente da agenda positiva com o governo brasileiro”.
Em 2011, um seminário sobre projetos de energia no Brasil, o Vice Ministro Juan Carlos Alurralde, disse à Reuters que o governo não estava satisfeito com os relatórios do Brasil em defesa da hidrelétrica e esperava mais esclarecimentos e garantias.

Um prejuízo de 50 bilhões de dólares
Um prejuízo de 50 bilhões de dólares

Então, o primeiro secretário da Embaixada do Brasil na Bolívia, Ruy Ciarlini, disse à Reuters que eles tinham “dados científicos que mostram que não há nenhum risco”. Até ontem, em Beni foram relatadas 84 mil carcaças (gado) e perdas de 50 milhões de dólares. Mais de 39 mil hectares de culturas afetadas, enquanto o número de vítimas cresce dia a dia devido às enchentes.

O presidente Evo Morales, solicitou na terça-feira,  investigações sobre o impacto das enchentes  no Beni.

Fonte: +RO www.maisro.com 

TRT RO/AC realiza campanha solidária para ajudar aos atingidos pelas enchentes

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O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, por meio do programa “Justiça do Trabalho Solidária”, está realizando uma campanha para arrecadação de donativos, como água mineral, alimentos não perecíveis, roupas, calçados, colchões e material de higiene pessoal, para atender as famílias afetadas pelas enchentes.

 

Todas as Varas do Trabalho de Rondônia e Acre, além da sede do TRT, na rua almirante Barroso, 600 – Porto Velho estão recebendo as doações. Na impossibilidade de entrega nos pontos, o Tribunal disponibilizou os telefones (69) 3211-6402 e 6403, para que uma equipe realize a coleta no endereço indicado.

 

O elevado índice de chuvas que assola a região amazônica provocou o aumento do nível dos rios, especialmente o Rio Madeira, que nesta sexta-feira (21/2), atingiu 18,10 metros, provocando a maior enchente registrada nos últimos 100 anos.

 

Até esta sexta-feira foi registrado 1.545 famílias desabrigadas e, segundo informações da Defesa Civil de Porto Velho, a previsão é que este número dobre, uma vez que com o reforço do Exército Brasileiro, todas as famílias das localidades de Nazaré, Cujubim e São Miguel terão que ser retiradas, pois já foram tomadas pela enchente.

 

As famílias do Baixo Madeira estão sendo alojadas em prédios públicos municipais e estaduais, como escolas e ginásios, localizados em terra firme, que ainda não foram alcançados pelas águas, mas as do Médio Madeira, dependendo da situação, estão sendo alojadas em Porto Velho, em abrigos municipais, escolas e igrejas.

 

O resgate tem sido realizado pelas vias aéreas, terrestres e fluviais. Com a interdição da BR 364, os moradores do município de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, além do distrito de Fortaleza do Abunã, estão ilhados.

 

Equipes de resgate têm se revezado para socorrer os moradores, utilizando as vias aéreas, marítimo e quando ainda é possível, pela via terrestre, considerando que muitos lugares já estão isolados.

 

Ascom/TRT14 (Jorge Batista dos Santos)

MPF recomenda que Unir altere método de reserva de vagas a indígenas e negro

O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia recomendou à Universidade Federal (Unir) que altere o edital atual para ingresso em cursos superiores, especificamente nos itens que tratam da reserva de vagas para indígenas e negros. Ao analisar o método utilizado pela Unir, o MPF observou que pouquíssimos indígenas e negros conseguiram entrar na Universidade porque eles disputam as vagas reservadas para minorias étnico-raciais com os candidatos pardos, mais numerosos e com menor nível de exclusão social.

A reserva de vaga nas universidades federais faz parte de uma política de ação afirmativa e é regulamentada pela Lei Federal nº 12.711, de 2012. Em cada curso e turno, as vagas destinadas a indígenas, negros e pardos são calculadas de acordo com o percentual de cada minoria étnico-racial, conforme dados do último Censo Demográfico do IBGE. Em Rondônia, há aproximadamente 1% de indígenas, 7% de negros e 55% de pardos. Com base nestes percentuais, a Unir calcula as vagas reservadas.

Para o MPF, o problema é que a Universidade faz a soma destes percentuais e calcula um total de vagas reservadas. Posteriormente, estas vagas passam a ser disputadas pelos candidatos dos três grupos étnico-raciais. O procurador da República Filipe Albernaz afirma que o método adotado pela Unir “reduziu drasticamente a probabilidade de ingresso de indígenas e negros, visto que, no lugar de concorrerem entre si, isto é, indígenas com indígenas e negros com negros, passaram a concorrer com pardos, mais numerosos e com menor nível de exclusão social”.

Segundo o procurador, “na prática, pouquíssimos negros e quase nenhum indígena ingressaram nos últimos dois vestibulares da Unir, conforme dados estatísticos da própria universidade”. O método adotado pela Universidade baseia-se em uma portaria do Ministério da Educação (MEC), que também é questionada pelo MPF na recomendação. Filipe Albernaz afirma que a portaria do MEC estabeleceu critérios (por exemplo, a soma dos percentuais) que não são compatíveis com a Lei Federal que instituiu o sistema de reserva de vagas.

Desta forma, o MPF recomendou que a Unir altere o edital de seleção de alunos, para que os percentuais de indígenas, negros e pardos não sejam mais somados, mas, sim, individualizados, isto é, deverá ser criada reserva de vagas especificamente para cada grupo étnico-racial. Assim, cada candidato concorrerá com os demais candidatos do mesmo grupo.

Critérios

“Todo e qualquer inscrito pelo sistema de cotas deve concorrer primeiramente às vagas destinadas à concorrência ampla; somente se não alcançar nota suficiente para ingressar sem as cotas, o aluno poderá se socorrer das vagas reservadas, de acordo com os critérios econômicos e/ou étnico-sociais. Mas a Unir fez exatamente o contrário. Estabeleceu que primeiro o candidato autodeclarado pobre, indígena, negro ou pardo concorra às vagas reservadas e, não conseguindo nota, passe a disputar às vagas da ampla concorrência”, afirma o procurador.

Assim, o MPF também recomendou que a Unir altere este item no edital de seleção, para que, em primeiro lugar, sejam preenchidas as vagas com ampla concorrência, inclusive por estudantes que se inscreveram no sistema de vagas reservadas, para, somente após esgotadas as vagas do sistema geral, passar ao preenchimento das vagas reservadas.

A recomendação foi assinada pelos procuradores da República Filipe Albernaz e Raphael Bevilaqua. A Universidade tem dez dias para informar ao MPF se acatará ou não a recomendação.

Governo transporta pacientes de avião para Porto Velho

Antônio Domingos de Oliveira, 53 anos: seria impossível vir a Porto Velho não fosse o serviço oferecido pelo governo
Antônio Domingos de Oliveira, 53 anos: seria impossível vir a Porto Velho não fosse o serviço oferecido pelo governo

Dezenas de pacientes de cidades isoladas pelas cheias do rio Madeira estão sendo transportados de avião pelo governo do Estado. A retirada é feita por técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Segundo o secretário estadual de Saúde Williames Pimentel, todos os pacientes removidos fazem tratamento de alta complexidade e necessitam vir a Porto Velho periodicamente para avaliação.

Cidades como Nova Mamoré e Guajará-Mirim lideram o número de remoções. De acordo com o secretário, há determinação do governador Confúcio Moura para que o serviço seja mantido enquanto durar a interdição das BRs 364 – altura de Nova Mutum, e 425 – com trechos totalmente encobertos pela enchente provocada pelo rio Madeira. A rodovia interliga a cidade de Guajará-Mirim ao restante do Estado.

O secretário Williames Pimentel diz que o avião faz o transporte mais de uma vez por dia, dependendo da demanda e da gravidade do paciente. Uma força-tarefa da Sesau trabalha para que nenhum paciente que esteja no perfil traçado pela secretaria deixe de ser atendido.

Reconhecimento

Para o agricultor Antônio Domingos de Oliveira, 53 anos, do município de Guajará-Mirim, que faz tratamento há 10 anos contra a hepatite C, seria impossível vir a Porto Velho não fosse o serviço oferecido pelo governo.

Segundo ele, o trabalho de remoção feito pela Sesau é a única garantia de não interromper o tratamento da maioria dos doentes da cidade. Antônio faz questão de destacar o empenho, a preocupação e o cuidado que as pessoas têm com os pacientes. “Isso faz a gente acreditar que nem tudo está perdido, e que existem pessoas boas”, afirma.

A dona de casa Maria da Glória Bonfim Pereira, 50 anos, luta contra um câncer há três anos. Ela mora no distrito de Dimensão que faz parte do município de Nova Mamoré.

Dona Maria fala emocionada sobre a importância da iniciativa do governo de transportar os pacientes de alta complexidade. De acordo com ela, a maioria não tem como pagar para vir à Capital e teria que interromper o tratamento. “Felizmente, o governador é um homem sensível e sabe que a gente precisa muito desse apoio”, assegura.

Medicamentos

O governo de Rondônia, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), iniciou quinta-feira, 20, a distribuição dos kits com medicamentos e insumos estratégicos para atender famílias desabrigadas pelas enchentes em Rondônia.

A Agevisa encaminhou três kits para o município de Guajará-Mirim, um kit para Nova Mamoré e outro para a área indígena próxima ao Vale do Guaporé.

A informação foi confirmada pela diretora da Agevisa, Arlete Baldez. No total, considerando que cada kit atende 1500 pessoas – por um mês -, 7.500 atingidos pelas cheias devem ser beneficiados com este primeiro lote enviado pelo Estado às prefeituras das cidades atingidas.

Segundo Williames Pimentel, 500 kits foram repassados ao Estado pelo Ministério da Saúde (MS). A estimativa é de que pelo menos 23 mil pessoas sejam atendidas com medicamentos e materiais como gases, esparadrapo, seringas, entre outros, explica o secretário.

Reportagem: Antônia Lima
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo

Em Vilhena, secretário destaca metas para elevar a qualidade da educação

 Emerson Castro
Emerson Castro

Vilhena – Em reunião nesta quarta-feira (20) com servidores da Secretaria de Educação de Vilhena (Seduc), o secretário da pasta, Emerson Castro, destacou a preocupação do governador Confúcio Moura em melhorar a qualidade do ensino público rondoniense.

Emerson lembrou que países desenvolvidos investiram fortemente no setor e obtiveram resultados positivos. Criticou alguns trâmites considerados burocráticos e que travam o sistema de ensino público. “Estou aprendendo com vocês, especialmente com o governador Confúcio Moura, uma pessoa extremamente conhecedora da área e preocupada com a melhoria do ensino. Ele me cobra muito. Todos os dias”, comentou.

Acompanhado do secretário regional de Vilhena, professor Ronaldo Alevato, e do coordenador regional de educação, professor Edson Nogueira, Castro conheceu as instalações das escolas Genival Nunes, a primeira de ensino integral no município, além da Wilson Camargo, vencedora do Prêmio Gestão Escolar 2013

À sua equipe técnica, recomendou que os pleitos fossem encaminhados para serem debatidos e solucionados. Emerson ainda percorre esta semana os municípios de Colorado, Cerejeiras, Corumbiara e Pimenteiras, realizando um diagnóstico do setor.

Na escola Genival Nunes, o secretário se reuniu com os funcionários e disse que começou uma “peregrinação pelas escolas estaduais do Cone Sul”. A meta, ainda segundo ele, é conhecer a realidade do setor e “ver o que está dando certo e o que não está”.

Ele se comprometeu em buscar meios para sanar as dificuldades das escolas. “Temos necessidade de novas estruturas de banheiros, melhorias na climatização e ampliação de cozinhas”, observou.

O secretário afirmou que “a parte de investimentos em infraestrutura já está no planejamento de recursos da Seduc. Informou ainda sobre a contratação de novos profissionais e aquisição de materiais para atender aos estudantes, além da busca de parcerias com empresas e consultorias de fora do estado para melhorar o ensino em Rondônia.

Texto e fotos: Eraldo Morais

Assessoria Regional de Vilhena

Rio Madeira transborda em Humaitá (AM)

Reprodução/Portal Barrancas
Reprodução/Portal Barrancas

O rio Madeira que vem provocando a maior enchente da história de Porto Velho, em Rondônia, também transbordou na região de Humaitá, no sul de Amazonas.
Nesta quinta-feira (20), a Defesa Civil informou que vários trechos da rodovia federal BR-319, entre o município e Porto Velho, estavam totalmente inundados. Vários bairros da cidade já sentem os reflexos da enchente, com casas completamente alagadas.
A régua da estação telemétrica operada pela Agência Nacional de Águas (ANA) em Humaitá aferiu nesta quinta-feira, nível de 23,61 metros do rio Madeira, acima da cota de alerta para enchente que é de 23,52 metros.
De acordo com a Defesa Civil, a cidade pode ficar isolada do restante do estado do Amazonas, caso os alagamentos aumentem sobre a rodovia BR-319, o que pode provocar o desabastecimento de alimentos, gás e combustível.