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Santo Antônio e Jirau: os portões da Amazônia se escancaram para a destruição

Telma Monteiro
Telma Monteiro

Telma Monteiro

Foi muito triste quando aconteceu a primeira vez. Era 2007 e o Ibama concedeu a Licença Prévia (LP) para as duas usinas no rio Madeira – Santo Antônio e Jirau. Chorei como uma criança. Depois de anos de análises para mostrar as inconsistências e lacunas dos estudos ambientais e depois que a equipe técnica do Ibama assinou um parecer que atestava a inviabilidade dos empreendimentos, não fazia sentido emitir a LP. O famoso Parecer Técnico 14/2007, que não recomendava a emissão da LP, deu ao MPF de Rondônia e à sociedade civil esperanças de barrar a ignomínia. Ações Civis Públicas foram ajuizadas, mas a justiça não as apreciou até hoje.

Depois foi a vez dos leilões, primeiro o de Santo Antônio e depois o de Jirau. A data não importa mais. Mas as usinas do Madeira deveriam ter sido um exemplo daquilo que a sociedade tinha que exorcisar em matéria de licenciamento de grandes obras. Tudo deu errado, desde os protestos até as ações civis públicas, do MPF e das ONGs. Deveria ter servido de lição para o que viria depois, como Belo Monte.
Jirau foi a leilão e no dia seguinte o consórcio vencedor anunciou que iria alterar o projeto. Não foi uma simples alteração, mas a mudança da localização da usina para 9 quilômetros rio abaixo. Sem mais nem menos e sem estudos. Como se fosse usual em termos de processo de licenciamento ambiental. Foram violados, numa só canetada, as resoluções do Conama que disciplinam o licenciamento ambiental, a legislação ambiental, a Constituição Federal, a Convenção 169 da OIT e os direitos humanos.
Mas o caso de Jirau não ficou só nisso. Não bastasse a alteração de local, ainda inventaram uma licença de instalação fragmentada. O presidente do Ibama assinou a licença parcial de instalação para o conteiro de obras de Jirau. Um grande artifício que seria usado também em Belo Monte. Como deu certo uma vez, então, porque não tentar de novo? Não teve juiz até hoje que conseguisse durrubar essa estapafúrdia invenção: licença parcial de instalação para hidrelétrica.
Já havia sido dada para obras de rodovias. Até faz sentido, porque os trechos podem ser licenciados de forma independente. Mas para hidrelétricas? Talvez essa tenha sido a forma de instituir definitivamente o fato consumado.
Foram acrescentadas, também, condicionantes como penduricalhos na LP das duas usinas e nas Licenças de Instalação de cada uma delas. Eram 144 condicionantes, no total, que não se sabe se estão sendo cumpridas. Não tem fiscalização. O Ibama não tem equipamento e pessoal e o Ministério Público, infelizmente, não tem pernas e peritos suficientes. Sobrou quem? Ninguém.
                                                                                                                                                           Mas os impactos continuam em Porto Velho e nos distritos. Aumento da prostituição infantil, da violência, dos acidentes nas vias urbanas, falta de infra-estrutura, equipamentos de saúde destruídos, falta de médicos e hospitais, escolas insuficientes, indenizações pendentes. Os consórcios responsáveis pelas usinas e Lula (que as visitou no mesmo dia em que foi assinada a LO de Santo Antônio, por coincidência) estão felizes.  Afinal o faturamento vai começar.
Lula até fez um dos seus discursos dizendo que agora Rondônia vai conhecer o que é desenvolvimento.  Esqueceu de dizer que Rondônia está conhecendo mesmo o que são impactos sociais e ambientais decorrentes de falta de planejamento do seu governo no trato com a Amazônia.
Os programas do Projeto básico Ambiental (PBA) das duas hidrelétricas do Madeira foram aprovados e os convênios com estado e municípios assinados. Tudo certo, mas absolutamente sem transparência e sem acesso às planilhas de custos. Quem fiscaliza? A resposta já se sabe.
Os políticos corruptos interessados nos recursos de compensação e mitigação que chegam a uma cifra de R$ 3 bilhões com as duas usinas. Belo Monte vai pelo mesmo caminho.
No dia 14 de setembro,  o Ibama concedeu a Licença de Operação (LO) para a usina de Santo Antônio, com mais 35 condicionantes – agora, somando tudo, já são 179. Mais uma derrota aniquiladora, apesar de há algumas semanas o MPF e MP de Rondônia ter recomendado que o Ibama se abstivesse de emitir a LO sem que os programas e condicionantes das licenças anteriores fossem comprovadamente cumpridos. Não foram.
Uma das pendências para a concessão da LO de Santo Antônio era a liberação das unidades de conservação estaduais, segundo o parecer do Ibama, de 18 de agosto.
Texto publicado em 17 de setembro de 2011

SNOWDEN: O DIA EM QUE PORTO VELHO SUBMERGIU

Robert Kuppet Jr.

 

Esta é uma sinopse de roteiro de um filme. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.

H4

Brasil e Bolívia- Fevereiro de 2014. Fortes chuvas inundam dezenas de cidades bolivianas. Cheias dos rios Mamoré e Madeira podem causar grandes tragédias. No caminho das correntezas, duas usinas hidrelétricas contém água que podem inundar várias cidades de grande porte, como Porto Velho com 500 mil habitantes.

Estados Unidos- Fevereiro de 2014. Seleção de futebol dos Estados Unidos se prepara para a Copa do Mundo no Brasil.

Rússia, fevereiro de 2014. Edward Snowden, ex-agente da NSA tenta asilo no Brasil e tem informações importantes. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff não dá atenção.

Nuvens HAARP sobre Porto Velho. Imagem real.
Nuvens HAARP sobre Porto Velho. Imagem real. Foto Sandro Yuri.

Porto Velho, Rondônia, fevereiro de 2014. Um jovem fotografa nuvens HAARP sobre os céus de Porto Velho e avisa alguns amigos do perigo. Ninguém dá atenção para ele.

HAARP (High Frequence Active Auroral Research Program) é um sistema de ondas eletromagnéticas, com base no Alasca que tem o poder de alterar o clima em pontos específicos do planeta, resultando em inundações, furacões, terremotos, tsunamis, secas, calor, ondas e atividade vulcânica. É um bombardeiro de ondas elétricas para aumentar a densidade do plasma na ionosfera, causando mudanças climáticas. O Pentágono é o responsável pelas experiências. A base de transmissão de HAARP situa-se em Gakona, Alasca, onde uma rede de 180 antenas instaladas em uma superfície de 14 quilômetros quadrados, visando o céu, funciona como um poderoso transmissor de alta frequência capaz de produzir 10 megawatts de energia e alterando a camada de composição da ionosfera localizado 50 km acima da superfície da Terra.

TESTE HAARP SOBRE O CANADÁ

Bolívia- fevereiro de 2014- Cordilheira dos Andes- Degelo nos Andes provoca cheia nos rios e inundam cidades bolivianas. Presidente da Bolívia, Evo Morales tem relatório enviado por Edward Snowden que garante serem os Estados Unidos os responsáveis pelas enchentes. Segundo Snowden, nuvens HAARP produzidas por antenas no Alaska (estado americano) estão direcionadas para a América do Sul.

h1Porto Velho- Março de 2014- O jovem que fotografou as nuvens HAARP sobre Porto Velho há três meses, registra de novo o fenômeno criado em laboratório no Alasca. Ao mesmo tempo, degelo nos Andes eleva nível dos rios Mamoré e Madeira, em Rondônia. Chove em toda a faixa compreendida entre o Departamento do Beni (Bolívia) e Rondônia. A barragem da Usina de Jirau se rompe. Fortes correntezas atingem toda a faixa ribeirinha, arrastando tudo que encontrar pela frente. Dezenas de bairros de Porto Velho são arrastados pela fúria das águas.  Cai N’Água, Mercado Central, TRE, Justiça Federal, Assembleia Legislativa, escolas ao longo da Farqhuar, Palácio Presidente Vargas e toda a região compreendida pelo moderno Palácio Rio Madeira são inundados. A tragédia atinge também todo o bairro da Arigolândia, Jardim das Palmeiras, o bairro das Pedrinhas, Balsa e Nacional. Milhares de mortos.

Cenário de tragédia é projetado por internautas nas redes sociais
Cenário de tragédia é projetado por internautas nas redes sociais

Brasília- A presidente Dilma é acordada com a notícia de que Porto Velho foi arrasada pelas águas e as duas usinas hidrelétricas foram destruídas pela fúria das correntezas.  A tragédia compromete a reeleição de Dilma. A mídia culpa a presidente pelo desastre.  Neste momento ela lembra o alerta de Edward Snowden e faz reunião de emergência com os ministros e as Forças Armadas. Missão: trazer Edward Snowden para o Brasil urgente. O caça Gripen recém-adquirido vai para a Rússia. Com intermediação de Cuba, Rússia libera Snowden que embarca no Gripen e parte para o Brasil sob escolta de caças russos.

Abril de 2014- No Brasil, Snowden detalha o projeto HAARP para a presidente. O objetivo dos EUA é cancelar a Copa do Mundo no Brasil provocando chuvas e enchentes em todas as sedes do campeonato.  A razão seria a aproximação do Brasil com Cuba e Venezuela o que desencadeou a ira do Pentágono. Dilma que fica estarrecida determina destruição das antenas em território americano no Alaska.

Maio de 2014- Três caças Gripen voam para o Alaska com o objetivo de destruir as antenas HAARP que provocam chuvas artificiais. Neste momento, as antenas estão direcionadas para as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Manaus. Antes de serem acionados os bombardeios de ondas eletromagnéticas capazes de causar uma tempestade gigantesca sobre o Brasil, os caças Gripen conseguem neutraliza-los impedindo a catástrofe.

No Brasil, alívio total. A presidente determina toda a ajuda para a recuperação de Porto Velho e parte da Bolívia afetados pelas enchentes provocadas pelas antenas HAARP. A ONU culpa os Estados Unidos que são obrigados a pagar todo o prejuízo sofrido pelo Brasil e Bolívia.  As duas usinas destruídas não serão construídas de novo. O rio Madeira está livre.  Dá-se início à Copa do Mundo no Brasil. O Brasil torna-se hexa campeão e a presidente Dilma se reelege. FIM.

 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE HAARP

O projeto High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) (em português: Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência) é uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alasca com o propósito oficial de “entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância”.
Iniciou-se em 1993 para uma série de experimentos durante vinte anos. É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico com o objetivo de aperfeiçoar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.

Existem especulações de que o projeto HAARP seria uma arma dos Estados Unidos, capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes. Em 1999, o Parlamento Europeu emitiu uma resolução onde afirmava que o Projeto HAARP manipulava o meio ambiente com fins militares, pleiteando uma avaliação do projeto por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA), o órgão da União Europeia responsável por estudo e avaliação de novas tecnologias. Em 2002, o Parlamento Russo apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alega que o Projeto HAARP é uma nova “arma geofísica”, capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre.

 

ASSESSORIA DE USINA CONFIRMA: SE COMPORTAS ROMPEREM PORTO VELHO FICARÁ DEBAIXO D’ÁGUA

O rompimento da barragem causaria o tsunami
O rompimento da barragem causaria o tsunami

O Grupo de Gestão Integrada (GGI), em Porto Velho, avalia informações sobre um possivel rompimento nas comportas das usinas de instaladas no Rio Madeira – Santo Antônio e Jirau. A afirmação partiu do procurador e corregedor-geral de Justiça de Rondônia, Odiney de Paula, durante reunião do GGI na manhã desta segunda-feira (17). No entanto, as usinas de Santo Antônio e Jirau dizem que não há qualquer anormalidade nos empreendimentos.

O GGI é formado por secretarias municipais, estaduais, além de representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Exército, Aeronáutica e Ministério Público (MP). Nesta segunda, o grupo discutiu a situação da cheia do Rio Madeira e suas implicações na vida dos moradores, visto que cerca de mil famílias já foram retiradas de suas casas.

Na ocasião, Odiney disse que a situação da capital é preocupante. “Estamos tratando disso com um olhar técnico, sobretudo no âmbito do GGI. Ainda há estudos em andamento para ligar a cheia do Rio Madeira com os barramentos”. O procurador reiterou que o GG1 avalia se houve algum comprometimento nas comportas das usinas na última semana.

Porém, a assessoria da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio afirma que o rompimento da comportas é boato. “Se, de fato, o problema tivesse acontecido, Porto Velho estaria debaixo d’água”, afirma a assessoria. Já Jirau informou que o empreendimento trabalha dentro dos parâmetros normais.

Fonte: G1

GREGOS ORIGINAL AGITA PORTO VELHO COM FINAL DE SEMANA DO ROCK

Grego Original Pub

Especial Ageu Rios e convidados, mais Sugar Lover interpretando System of a Down serão algumas das atrações para este final de semana do pub mais ‘Rock and Roll’ de Porto Velho.

GREGO1

O empresário, Sinésio Tapajós, proprietário do Grego Original, preparou a programação do Pub com diversas novidades para esta final de semana.

Sexta

Tocando o melhor do Red Hot Chilli Peppers, Metallica, O Rappa, Charlie Brown Júnior, Detonautas, Offsprings, R.A.T.M, The Doors dentre outros. Nesta sexta-feira (21), a partir das 23h, tem especial Ageu Rios com participações de Binho Rocha (guitarra), Mikeias Belfort (baixo), Rannyere Canuto (bateria) e alguns convidados.

Sábado

Todos os sábado, a partir das 12h, é dia da tradicional Feijoada com Rock ao som da Rock City Band, dos músicos Normando Cordeiro, (voz/guitarra/violão), Flavio Rubens “Papa” (baixo) e Mike na bateria.

GREGO2

System Of a Down

No sábado à noite, a partir das 23h, tem show das bandas Sugar Love, tocando as melhores do System Of a Down, e Rockup interpretando os clássicos do rock mundial.

Convites

O show é limitado para 200 pessoas. Você pode comprar hoje mesmo o seu convite no próprio Grego, localizado na Rua Álvaro Maia, 2415, entre Guanabara e João Goulart, região central de Porto Velho.

Meia-entrada

Na placa de informações localizada na entrada da casa constam informações sobre os números disponíveis para os estudantes com a carteirinha. Atendendo a Notificação Recomendatória Nº 108/2013/8ª PJ-3ª T I T, do Ministério Publico do Estado de Rondônia, na entrada do pub tem as informações da casa ao consumidor. Informações: (69) 3223-0688/9957-7738/8152-1657/9902-1259 (esse é TIM) ou 9294-8895.

Fotos Marcelo Gladson (assessor de imprensa do GREGO)

RELATÓRIO IMPRESSIONANTE REVELA GRAVES VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E AMBIENTAIS NA CONTRUÇÃO DAS DUAS HIDRELÉTRICAS EM RO

DHESCA2O presente relatório é o resultado da missão emergencial de monitoramento realizada nos dias 31 de março e 01 de abril de 2011 pela Relatoria Nacional do Direito Humano ao Meio Ambiente visando investigar as denúncias de violações de direitos humanos relacionadas
às obras das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, situadas
em Porto Velho-RO, a partir da revolta ocorrida na obra da hidrelétrica de Jirau nos dias 15 e 17 de março de 2011, que resultou na queima de 54 ônibus e 70% do acampamento de trabalhadores na obra de Jirau.
Essa missão faz também o monitoramento de violações de direitos humanos no complexo hidrelétrico do Rio Madeira denunciadas por esta relatoria em abril de 2008, em relatório que concluiu pela ocorrência das seguintes violações:
-Exclusão da bacia do Madeira do âmbito dos estudos sobre impactos ambientais e violação do principio da autodeterminação dos povos e soberania dos países;
-Caracterização insatisfatória sobre necessidade do empreendimento e ausência de análise sobre alternativas de menor impacto;
-Ofensa aos princípios democráticos e ao direito humano à informação e
participação;
-Violação dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais; Ofensa ao direito humano ao meio ambiente equilibrado e à proteção à biodiversidade;
-Ofensa ao Direito Humano à Saúde: risco de contaminação por mercúrio;
proliferação da malária; ausência de estudos sobre qualidade da água;
-Ofensa ao direito à alimentação segura, trabalho, acesso à terra e moradia
adequada.
-Agressão ao Patrimônio histórico arquitetônico
VEJA AQUI O RELATÓRIO COMPLETO:

Estudante de medicina rondoniense desaparece na Bolívia

Cristhielen Kruger Pomin deixou de postar mensagens há 15 dias
Cristhielen Kruger Pomin deixou de postar mensagens há 15 dias

A estudante de medicina Cristhielen Kruger Pomin, 25, é dada como desaparecida por familiares que moram em Cerejeiras, desde o dia 30, quando manteve um último contato com sua mãe Elisabeth Kruger.
A universitária foi passar as férias de finais de ano com a mãe em Cerejeiras e quando retornou para Bolívia no dia 24 de janeiro, manteve contato por apenas seis dias.
“Ela é uma  menina que sempre mantinha contato. Depois que retornou para Bolívia consegui manter contato com ela só até o dia 30, depois disso ela só manteve contato por mensagens nas redes sociais no dia 01 e 02″, explicou a mãe que em desespero já avisou a embaixada boliviana. Antes de sumir, a mãe relembra que a jovem sacou uma boa quantia que ela havia depositado.

Sem dar notícias e sem atualizar as páginas sociais há mais de 15 dias, a universitária está deixando toda a família preocupada. A tia dela procurou a delegacia de Cerejeiras para comunicar o desaparecimento.

Fonte: Extra de Rondônia

CONFIRMADA POSSIBILIDADE DE DESASTRE EM PORTO VELHO: BARRAGENS DAS HIDRELÉTRICAS PODEM ROMPER A QUALQUER MOMENTO

A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. A barragem de Jirau poderá se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica de Santo Antônio.

UHE Santo Antônio (ainda em construção) e ao fundo a cidade de Porto Velho O "X" vermelho é para encobrir a propaganda mentirosa do consórcio que diz "Desenvolvimento sustentável para Rondônia e para o Brasil"
UHE Santo Antônio (ainda em construção) e ao fundo a cidade de Porto Velho
O “X” vermelho é para encobrir a propaganda mentirosa do consórcio que diz “Desenvolvimento sustentável
para Rondônia e para o Brasil”

Telma Monteiro

Resgatando um pouco da história das usinas do Madeira

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar contra a mudança de localização da usina de Jirau, no rio Madeira. Isso aconteceu em 25 de agosto de 2008.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), hoje ESBR, são os réus da ação.

Os autores da petição inicial, o Procurador MPF de Rondônia, Heitor Alves Soares e a Promotora de Justiça do Estado de Rondônia, Aidée Maria Moser Torquato Luiz,
pediram a anulação do Leilão n° 005/2008 e do respectivo contrato de concessão firmado entre a União e o consórcio ESBR. Para o MP o IBAMA não deveria ter concedido a Licença de Instalação que autorizou a construção do empreendimento na nova localização, 9,2 quilômetros rio abaixo, proposta pelos empreendedores.

Essa alteração em Jirau que aconteceu depois da emissão da licença ambiental de localização e depois do leilão, se tornou um precedente em processos de licenciamento de outras hidrelétricas, como no caso perigoso de Belo Monte. O MPF do Pará ajuizou uma ACP questionando as alterações no projeto de Belo Monte realizadas pós-leilão.

Os empreendedores de Jirau, na época, justificaram que as mudanças na localização da usina levariam a uma economia de R$ 1 bilhão, quase 12% do investimento total. Anunciaram a entrega da energia se daria antes da data prevista em contrato. Jirau já está no sexto ano de construção e o consórcio fez funcionar as primeiras turbinas em 2012.

Entre os benefícios prometidos com a alteração do projeto estavam a redução dos impactos ambientais, a redução do volume de escavações, redução dos custos e antecipação da geração. Mas parece que alguma coisa deu muito errado.

A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. A barragem de Jirau poderá se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica de Santo Antônio.

Já no acórdão do TCU, sobre as contas de Jirau, para acompanhar o leilão e outorga de concessão, ficaram patentes algumas inconsistências nos números apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As mais gritantes se referiam à necessidade de adequação dos custos indiretos, dos preços dos equipamentos eletromecânicos, seria preciso considerar a questão da linha de transmissão não prevista no orçamento, que terá que levar a energia por 130 quilômetros até a subestação nas proximidades de Porto Velho, falhas de projeto, revisão da vazão no vertedouro e falta do detalhamento do custo global da obra.

Apesar de tudo, independente das recomendações do TCU, Jirau foi licitada. Uma briga entre os desenvolvedores do projeto, Furnas e Odebrecht (que já haviam arrematado o leilão da usina de Santo Antônio) e os vencedores do leilão de Jirau, GDF Suez e Camargo Corrêa, chegou à justiça. Os primeiros com o gosto amargo da derrota pela perda de Jirau, uma surpresa para o setor. Isso inviabilizou os ganhos de escala, planejados por Furnas e Odebrecht, com a construção das duas usinas – Santo Antônio e Jirau.

O investimento total previsto para Jirau permaneceu próximo aos R$ 9 bilhões, mesmo depois que a ESBR anunciou, em 2008, as alterações no projeto. Não só não houve a tal redução de R$ 1 bilhão como foi necessário fazer um aditivo de R$ 900 milhões ao contrato, para complementar os custos com as obras civis.  Atualmente o custo de Jirau ultrapassou em muito os R$ 13 bilhões e o consórcio ESBR se queixou, na época, do aumento no volume das escavações.

Erro de cálculo ou estratégia para obter mais dinheiro do BNDES, nunca se saberá, já que não dá para aferir quanto foi escavado ou qual teria sido a previsão original.

Hoje o desastre não está apenas anunciado, já está confirmado.

Fonte: +RO  www.maisro.com

Autor: Telma Monteiro

Nota da Redação: As informações foram obtidas neste

BLOG DE TELMA MONTEIRO

CINEGRAFISTA É ASSASSINADO EM MOSSORÓ

José Lacerda da Silva, cinegrafista do programa “TCM” do canal regional TV Cabo Mossoró (Rio Grande do Norte), foi executado na noite de ontem, 16 de fevereiro, quando se deslocava a um supermercado.

Atingido por dois indivíduos a bordo de um automóvel, o jornalista ainda foi conduzido a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Até ao momento, a investigação policial ainda não encontrou nenhum pista sobre possíveis motivações ou suspeitos.

EXÉRCITO REALIZA RESGATE EM GUAJARÁ-MIRIM E NOVA MAMORÉ

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O Comando de Fronteira Rondônia / 6º Batalhão de Infantaria de Selva – Guajará-Mirim – RO – realizou resgate e atendimento pré-hospitalar às famílias vítimas de enchente que se encontravam ilhadas na região de Nova Mamoré/RO.
Fotos: Cabo Edinaldo – 6º BIS

Mutirão de atendimentos do TRT14 Comunidade acontece neste sábado

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O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região com apoio de doze parceiros vai realizar no próximo sábado, dia 22 de fevereiro, das 8 às 14h, na Escola Joaquim Vicente Rondon, Zona Sul de Porto Velho, mais uma edição do projeto TRT14 COMUNIDADE, um mutirão de serviços gratuitos de cidadania à comunidade.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio Joaquim Vicente Rondon, que está localizada na rua Garopaba, 2615 esquina com a Avenida Jatuarana, no bairro Cohab, serão oferecidos os seguintes serviços: informações sobre direitos do trabalhador, previdenciários e alistamento militar; recebimento de reclamações trabalhistas; cadastro de estagiários e esclarecimentos sobre a nova lei de estágio; emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social; aferição de pressão arterial e orientação de saúde preventiva; educação em saúde bucal e profilaxia; atendimento médico: clínica, pediatria, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e enfermagem – glicemia; habitação e palestra sobre violência contra idosos; assistência e orientação jurídica.

Parceiros

Para realizar a terceira edição do TRT Comunidade, o Regional conta com a parceria de órgãos e entidades, tais como a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTe), Faculdades Integradas Aparício Carvalho (Fimca), 17ª Brigada de Infantaria de Selva, Secretaria de Estado de Ação Social de Rondônia (Seas), Defensoria Pública , além da Associação dos Magistrados do Trabalho da 14ª Região (Amatra14) e o Sindicato dos Servidores da JT de Rondônia e Acre (Sinsjustra). Nesta edição, excepcionalmente, não participarão a Justiça Eleitoral e a Receita Federal por motivos justificados.

Posto de Arrecadação S.O.S. ENCHENTE – JT Solidária

A Secretaria Judiciária do TRT, através do programa Justiça do Trabalho Solidária, informa que durante a manhã do sábado (22) no evento TRT14 Comunidade, a Escola Joaquim Vicente Rondon funcionará como Ponto de Arrecadação de donativos para as famílias atingidas pelas cheias do Rio Madeira em Porto Velho. Os donativos como roupas, colchões, material de higiene pessoal, alimentos não perecíveis, etc. Mais informações pelos telefones (69) 3211-6403/ 6402.

Ascom/TRT14 (Celso Gomes)