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terça-feira, novembro 3, 2026
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MP REAFIRMA QUE DANOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELAS USINAS FORAM PREVISTOS

Porto Velho está enfrentando a maior enchente de sua história em razão do elevado índice pluviométrico, aliado à abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Os impactos ambientais que poderiam ser provocados pelo Complexo do Madeira – Usinas de Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau já eram alertados pelo Ministério Público do Estado de Rondônia mesmo antes do início da construção dos empreendimentos, em 2007.

Em que pese os esforços dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, por meio de ajuizamento de ACPs, para evitar que as Licenças fossem expedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 2012, a preocupação com os possíveis danos ambientais começaram a se materializar com os chamados “banzeiros” provocados pelo início da operação da Usina de Santo Antônio, o que levou o Ministério Público do Estado, em parceria com o Ministério Público Federal, a ingressar, em julho de 2012, com ação civil pública na Justiça Federal para impedir o Ibama de conceder Licença de Operação para que a Santo Antônio Energia procedesse à elevação da cota do reservatório de 70,5 m para 71,3 m, até que fossem cumpridas todas a condicionantes apontadas na Nota Técnica 5493/2013.

Inicialmente, os Ministérios Públicos tiveram negada a liminar. Porém, neste mês de fevereiro de 2014, obtiveram na 5ª Vara Federal em Rondônia, por meio de pedido de reconsideração, liminar para impedir que a Santo Antônio Energia proceda ao aumento da cota do seu reservatório (de 70,5 m para 71,3 m). Essa elevação, se ocorresse, poderia causar danos ainda mais desastrosos do que os já presenciados atualmente: inundações em vários bairros e distritos de Porto Velho e, que, nos próximos dias, podem afetar prédios públicos como o Tribunal Regional Eleitoral e a Justiça Federal, os quais certamente deverão ser desocupados por causa da chegada das águas do rio Madeira.

Desbarrancamentos afetam moradores O enchimento do reservatório de Santo Antônio teve início em 2011. Em janeiro de 2012, moradores da jusante da UHE Santo Antônio na margem direita do Rio Madeira, informaram ao Ministério Público do Estado de Rondônia o agravamento do assoreamento do rio Madeira e o perigo do desbarrancamento das margens do rio. Em reunião no MP de Rondônia, representantes do empreendimento e do Ibama chegaram a Termo de Ajustamento de Conduta no dia 3 de fevereiro de 2012, estabelecendo uma série de obrigações gerais, sociais e ambientais a Santo Antônio Energia e Ibama para conter os problemas provocados pelo barramento do empreendimento, inclusive as erosões na margem direita do rio madeira, à jusante do empreendimento de Santo Antonio.

Em maio de 2012 foram registrados fortes “banzeiros” no rio, provocando graves problemas de embarque e desembarque de balsas no porto de Porto Velho. Os moradores das margens também foram afetados, com muitas casas sendo arrancadas pela força das águas do rio, colocando em risco marcos históricos como a Estrada de Ferro Madeira Mamoré e o distrito de Jaci- Paraná.

Por fim, o Ministério Público Estadual esclarece que vários pedidos liminares em ações civis públicas e medidas cautelares estão em trâmite perante a 5ª Vara da Justiça Federal. Em outros casos, recursos aguardam julgamento de mérito, tanto na Justiça Federal local, quanto no TRF 1ª Região. Mesmo assim, o Ministério Público Estadual reitera que continuará a agir cumprindo suas funções constitucionais, previstas no artigo 129, da Constituição Federal, promovendo as medidas necessárias, por meio de inquérito civil e ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

JORNALISTA PREVÊ TSUNAMI COM PELO MENOS 50 MIL MORTES EM PORTO VELHO

A força das águas pode romper a barragem e causar um tsunami
A força das águas pode romper a barragem e causar um tsunami
O blogueiro Carlos Henrique Ângelo, titular do Blog do Cha (www.blogdocha.com.br) publicou hoje um alerta que ninguém gostaria que seja verdade. A possibilidade do rompimento das barragens que contêm as águas do Madeira provocando um verdadeiro tsunami que arrastaria a Usina de Santo Antônio e tudo o que tivesse na frente, chegando em Porto Velho e arrasando 30% da cidade, ocasionando a morte de pelo menos 50 mil pessoas. Veja o relato. É de se preocupar.
A população de Porto Velho imagina que a elevação do nível das águas do Madeira para mais de 18 metros, já tendo ultrapassado o histórico nível registrado há um século, e com perspectiva de subir ainda mais em março, é o pior dos problemas. Faltou contudo maior atenção à notificação encaminhada pelo consórcio controlador de Jirau à Agência Nacional de Águas, Ibama e Aneel. No documento, publicado por Valor Econômico, o consórcio Energia Sustentável do Brasil – ESBR adverte que a elevação do nível da lâmina d’água de Santo Antônio para além da cota de 75 metros. Isso estaria comprometendo as estruturas da barragem de Jirau.
A gravidade da situação não parece ter sido levada ainda em consideração no estado, até porque as duas usinas vivem em permanente conflito, especialmente por questões de ordem financeira. Problemas ambientais nunca passaram da condição de secundários nas preocupações de ambos os empreendimentos. Pode ser que também agora a carta distribuída pelo consórcio seja apenas mais uma jogada daquelas que antecedem a mais um avanço nos cofres do BNDES. Mas pode ser que, agora, a situação seja realmente grave e a estabilidade da barragem esteja realmente em situação de risco.
O rompimento da barragem causaria o tsunami
O rompimento da barragem causaria o tsunami
Pode-se imaginar o que aconteceria em Porto Velho na eventualidade do rompimento da barragem. Técnicos do Indam, que advertiram para a necessidade de consideração dessa possibilidade, afirmam que caso isso aconteça, em exatamente sete horas a barragem de Santo Antônio seria atingida por um verdadeiro tsunami ao qual não conseguiria resistir. O resultado iria atingir pelo menos 30% de Porto Velho, com algo em torno de 50 mil mortes. A hidrelétrica de Jirau passaria a ser conhecida internacionalmente pelo seu verdadeiro nome: “Caldeirão do diabo” – a localidade de Jirau está situada a três quilômetros da barragem.
O documento do ESBR foi minimizado pelos dirigentes de Santo Antônio, para quem a mesma água que entra é a que sai da barragem. Mas o Consórcio afirma que a autorização concedida pelo Ibama, dá conta de que a altura máxima suportada por Jirau é de 74,8 metros em relação ao reservatório da usina de Santo Antônio. Esta, no entanto, estaria operando com um reservatório que já teria ultrapassado a cota de 75 metros. “Tal fato, além de não respeitar o limite estabelecido por imposição do projeto estrutural da usina de Jirau, está ocasionando diversos impactos na estrutura do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras”, alega o ESBR no documento.
Cenas que só vemos em filmes podem se tornar reais
Cenas que só vemos em filmes podem se tornar reais

Segundo o consórcio, o reservatório de Santo Antônio já chega a comprometer, inclusive, o sistema de transposição dos peixes, um tipo de escada de concreto por onde os peixes sobem a corredeira do rio. A situação estaria comprometendo até a instalação de novas turbinas de Jirau, por conta de “consequente inundação de toda casa de força, devido à pressão sobre a mesma, para a qual não está dimensionada”. O consórcio ESBR pede, no documento, o imediato esvaziamento do reservatório, para que a situação volte ao normal, pelo menos dentro do que é possível dizer, considerada a anormalidade da elevação das águas do Madeira.

Fonte: +RO- www.maisro.com  com Blog do Cha

Aproximação de Cassol com o PT: só o partido da Dilma pode barrar a PEC da perda automática de mandatos

Ivo Cassol se aproxima do PT por motivos óbvios
Ivo Cassol se aproxima do PT por motivos óbvios

A repentina aproximação do senador Ivo Cassol (PP-RO) com o PT de Rondônia só tem uma explicação. Na quarta-feira, 19, será votada a PEC da perda do mandato automático em caso de político condenação pelo STF. Na semana passada, os deputados Sibá Machado (PT-AC) e Leonardo Picciani (PMDB-RJ) atrasaram a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que automatiza a perda de mandato de deputados e senadores condenados, em sentença transitada em julgado, por crimes contra a administração e improbidade administrativa.

Segundo o entendimento do petista, o texto da PEC tira a prerrogativa do Legislativo de decidir sobre mandato de parlamentares. Machado diz ainda que , como a votação agora é com voto aberto, não há motivos para tirar dos parlamentares o julgamento dos mandatos dos colegas. “Mostra a cara e julga seus próprios problemas e deixa o Supremo Tribunal Federal julgar os seus”, afirma.

O relator da proposta na Câmara, Raul Henry (PMDB-PE), defende a PEC, “um deputado que tem um processo transitado em julgado não tem condições de ocupar uma cadeira nesta Casa. Já passamos pelo constrangimento de manter o mandato do deputado Natan Donadon”, explica.

Portanto, somente a bancada governista tem o poder de atrasar, postergar e até não aprovar a PEC. O deputado Padre Ton (PT-RO), assim com os demais petistas, não tem interesse na aprovação da PEC, o que levou o senador Ivo Cassol a paparicar o petista. Mesmo que, a não cassação do senador dificultaria a volta de Fátima Cleide ao Senado, já que ela seria a beneficiada direta.

Titulação de terras em Rondônia é a maior do país em 2013

O ano de 2013 trouxe avanços na política de reforma agrária em Rondônia. Uma das áreas com muita demanda na instituição é a regularização fundiária, e no ano que passou a superintendência regional emitiu a maior quantidade de títulos definitivos de terra em assentamentos em relação aos outros estados. Foram 1.267 títulos definitivos, 47% do total do país. Em segundo lugar ficou o Acre, com 398, e em terceiro o Amapá, com 319. Além desses, a superintendência de Rondônia emitiu ainda 1.100 Contratos de Concessão de Uso, títulos com caráter provisório. Seu desempenho foi superior em 196% em relação ao ano anterior.
O título de domínio é o instrumento que transfere o imóvel rural ao beneficiário da reforma agrária em caráter definitivo. É garantido pela Lei 8.629/93, quando verificado que foram cumpridas as cláusulas do contrato de concessão de uso, condições ambientais,  cultivo da terra e seu pagamento.

“Esse resultado reflete uma demanda histórica em Rondônia e uma dedicação da instituição para a solução do problema. Servidores se empenharam em mutirões para a solução das pendências de cada processo e demais dificuldades operacionais. Firmamos parcerias com o governo do estado, prefeituras e diversas instituições e assim vamos ampliando nossa atuação”, afirmou o superintendente Luis Flavio Carvalho Ribeiro.

Conjunto de programas 

Além da titulação, o conjunto de programas que estão sob a gestão do Incra apresentou melhorias nos resultados em 2013. O total de famílias que recebeu lotes de terras nos projetos de assentamento da reforma agrária (PA) foi de 1.193 em sete PA’s criados no ano e nos existentes, um crescimento aproximado de 19% em relação ao ano anterior.
Melhorar o acesso aos assentamentos com a construção, recuperação ou complementação das estradas está no rol de ações do Incra para dar qualidade de vida no campo e fortalecer a produção agrícola familiar. Com esse objetivo foram firmados convênios com 15 municípios e com o governo do estado, totalizando um investimento de R$ 18,8 milhões que atenderão a 3.804 famílias com 783 km de obras.

A assistência técnica recebeu um investimento de R$ 10,3 milhões no ano anterior. 15.606 famílias estão recebendo o serviço nos assentamentos, o equivalente a 90% dos assentamentos em fase de consolidação. As atividades envolvem elaboração de projetos para acesso a créditos e demais políticas públicas para a agricultura familiar, planos de desenvolvimento, melhoria da produção, ações ambientais, de saúde e educação.

A qualificação do campo também passa pela formação dos filhos dos assentados, com investimentos na educação formal através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O Incra firmou convênio com a Associação Escola Família Agrícola de Rondônia (Aefaro) para a formação de 150 jovens no curso de nível médio “Técnico Agrícola”.
Desde o ano passado, as moradias nos assentamentos estão aptas a receber recursos do programa Minha Casa Minha Vida Rural, financiados pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em Rondônia já foram destinados R$ 20,9 milhões para a construção de 685 casas. O programa contempla construção e reforma das casas, no valor por família de até R$ 28,5 mil e R$ 17,2 mil, respectivamente. As famílias beneficiadas pagarão 4% do valor financiado, em quatro parcelas anuais de R$ 285.
Com o programa Assentamentos Verdes o Incra atua através de ações de regularização fundiária, ambiental e atividades produtivas em 182 projetos de assentamento. Foi firmada uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental do Estado (Sedam) para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento ambiental de assentamentos, fiscalização e ações de prevenção aos danos ambientais em áreas de reforma agrária. Com o Centro de Estudos RioTerra também serão desenvolvidas ações conjuntas na área.

O Incra e órgãos parceiros realizam mutirões de emissão de documentos civis e trabalhistas na zona rural, especialmente para facilitar o acesso às políticas públicas. Desde a implantação do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural, em 2004, foram realizados cerca de cem mil atendimentos em Rondônia.

Através do programa Paz no Campo, 24 imóveis rurais estão com ações judiciais de retomada, processos de desapropriação ou aquisição para destiná-los às famílias que estão em acampamentos. A mediação dos conflitos de terra é uma ação permanente na instituição, desenvolvida em conjunto com a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.

Para o superintendente, “esse conjunto dos programas e ações tem contribuído com a superação da pobreza rural, através de parcerias com o governo, prefeituras e comunidade em geral, que já refletem na melhoria da produção, qualidade de vida e paz no campo”. A instituição está em fase de elaboração de sua programação operacional para 2014, segundo ele, na expectativa de ampliação dessa atuação.

Famosa Feijoada do consagrado Zuza é atração dia 22 de fevereiro em PVH

Zuza ladeado pela fina flor da sociedade
Zuza ladeado pela fina flor da sociedade

Um dos colunistas sociais mais festejados do Estado de Rondônia, Zuza Carneiro realizada a sua famosa Feijoada do Zuza. O evento que é tradicional às vésperas do carnaval, acontece dia 22 no Braz Buffet. Colunista de O Estadão do Norte há mais de 20 anos, Zuza coleciona a realização de grandes eventos de sucesso como o Prêmio Boto de Ouro e Excellence. Gozando de grande credibilidade na sociedade rondoniense, ele atrai da secretária ao governador do Estado.

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Informações no banner
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Estrada Alternativa: Governo tira do isolamento as cidades de Guajará-Mirim e Nova Mamoré

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O governo estadual iniciou neste sábado (15-02) a abertura de uma estrada para tirar do isolamento das cidades de Nova Mamoré e Guajará-Mirim. A rota alternativa que está sendo construída pelo Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER) liga o distrito de Nova Dimensão, em Nova Mamoré, até o distrito de União Bandeirantes, pertencente a Porto Velho e localizado a 160 km da Capital, na região de Jacy-Paraná.

O diretor-geral do DER, engenheiro Lucio Mosquini, explica que o trajeto existente entre os distritos de Nova Dimensão e União Bandeirantes tem cerca de 90 km de extensão, sendo que a maioria do trecho é semelhante a um carreador construído por fazendeiros para o deslocamento de bois. A estrada está sendo construída porque a BR-425, única via de acesso da BR-364 até Guajará e Mamoré, está alagada por causa da enchente do rio Madeira. A BR-425 foi interditada na última quarta-feira (12-02).

Mosquini explica que o prefeito de Nova Mamoré, Laerte Queiroz, pediu ajuda ao governador Confúcio Moura, indicando a possiblidade da abertura de uma estrada alternativa. De imediato o governador Confúcio autorizou o DER a iniciar os trabalhos. Mosquini garantiu que serão encaminhadas quantas máquinas forem necessárias para a abertura da estrada. Disse também que as máquinas vão trabalhar inicialmente nos pontos de alagamento, para dar trafegabilidade com urgência.

O serviço é executado pela Residência Regional do DER em Porto Velho. O chefe da Regional, José Soares, o Zezinho, disse que o DER trabalha no local com duas motonivleadoras (patrol), três caçambas, duas retroescavadeiras, uma pá-carregadeira, um trator de esteira, um caminhão de abastecimento, além de veículos de apoio. “Os veículos já podem fazer essa rota porque terão o apoio das máquinas do governo que estarão trabalhando ao longo da estrada”, destaca Zezinho.

Prefeito agradece

O prefeito Laerte Queiroz relata que o município passa por muitas dificuldades, mas que o maior desejo da comunidade, hoje, é sair do isolamento. “Estamos sem gás, sem combustível e pessoas doentes precisam fazer tratamento em Porto Velho. O governador Confúcio está sensibilizado com nossa situação e estamos recebendo apoio do governo do estado. Só tenho agradecer ao governador Confúcio e ao diretor do DER, Lucio Mosquini”, frisa o prefeito.

Laerte Queiroz disse que cerca de 300 famílias já foram desalojadas e estão abrigadas numa escola. Para o prefeito, a estrada que está sendo aberta pelo DER vai amenizar o sofrimento dos moradores de Guajará-Mirim e Nova Mamoré. “Precisamos de alimentos, com urgência”, afirmou Queiroz, destacando que Guajará-Mirim vive a mesma situação.

Ainda de acordo com o prefeito, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) informou que previsão é de bastante chuva para os próximos cinco dias na região.

Fonte: Nilson Nascimento da Silva

JAQUES TESTONI SE DESPEDE DA POLÍTICA ELOGIANDO O GOVERNADOR CONFÚCIO MOURA

Jaques Testoni: "Confúcio Moura é um estadista"
Jaques Testoni (sentado): “Confúcio Moura é um estadista”

O deputado estadual Jaques Testoni (PSD) não vai se candidatar à reeleição no próximo pleito eleitoral. Alegando que vai se dedicar aos negócios, Testoni disse que a decisão foi consenso familiar. O parlamentar é irmão do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (PSD). Ambos pertencentes ao partido do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Jaques e Alex parecem não comungar com as atitudes tresloucadas de Hermínio Coelho. Ao jornal eletrônico Rondoniagora, Jaques Testoni alfineta Hermínio ao elogiar a administração peemedebista: “Confúcio Moura é um estadista e será lembrado por ter feito um governo municipalista sem ranço partidário. Nenhum governante vai agradar a todos, mas seguramente o governador Confúcio é um homem de dialogo que mesmo diante dos percalços, vem governando Rondônia com transparência nas ações”, sentenciou.

Fonte: Maisro.com com informações do Rondoniagora

Portugal registra crescimento negativo da população

Enquanto no Brasil o descontrole da natalidade é evidente, em Portugal, monitoramento indica que nasceram em 2013 apenas 82.538 crianças, 7303 a menos que no ano anterior. Confira matéria do portal P1, publicada hoje, 17.

filhos2Portugal bateu um novo recorde negativo em termos de natalidade. Em 2013 nasceram 82.538 crianças, menos 7303 do que no ano anterior, segundo os números do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge. Em 2012 o país já tinha registado um saldo natural negativo sem precedentes, com menos 17.757 nascimentos do que mortes. Quanto aos óbitos de 2013, o Instituto Nacional de Estatística (INE) ainda não disponibilizou números totais, mas, entre Janeiro e Outubro do ano passado, os números evidenciavam já um saldo natural negativo de 18.232 pessoas. São dados que traduzem uma realidade que já não faz manchetes: os portugueses têm menos filhos, o país deixou de garantir a substituição das gerações, a população envelhece a olhos vistos. Por detrás deles, emerge, porém, uma outra realidade que começa a preocupar pediatras e psicólogos: a superprotecção das crianças, sobretudo dos filhos únicos, e a sua consequente impreparação para o mundo real quando chegam a adultos.

“Quando estes miúdos chegam ao mercado de trabalho (…) exigem tarefas bem definidas e um constante feedback (…). E é muito difícil dar-lhes um feedback negativo sem esmagar os seus egos”, lamenta-se o empresário e escritor norte-americano Bruce Tulgan, autor do livro Not Everyone Gets a Trophy, citado num artigo da revista norte-americana The Atlantic.

filhosNa publicação, não faltam patrões a denunciar as dificuldades em empregar jovens com pouco mais de 20 anos de idade: “Eles precisam que tudo seja soletrado e exigem ser carregados ao colo”, aponta um. Será, conclui-se no artigo, o resultado de terem crescido sempre com alguém — os pais, mas também professores — a monitorizar todos os aspectos da sua vida e de terem crescido como pequenos príncipes.

Se em Portugal o fenómeno ainda não é tão visível é porque o país chegou mais tarde ao problema demográfico. Afinal, como recorda o historiador Manuel Loff, “os anos de 1975 a 1976 foram os de maior nupcialidade, se não de toda a história do século XX pelo menos desde o final da II Guerra Mundial, e essa nupcialidade gerou a mais alta natalidade também”.

Em 1976, por exemplo, nasceram 186.712 crianças. Aqui, “além do impulso optimista típico dos períodos de libertação”, concorreram factores como o regresso dos 250 mil soldados que estavam nas trincheiras africanas e dos cerca de 200 mil emigrantes que tinham partido para a Europa, além dos quase meio milhão de retornados.

Mas os efeitos da quebra de natalidade que se seguiu (“não só por causa da crise económica, que tem no segundo resgate do FMI os piores anos, mas também porque as mulheres começaram entretanto a aceder a meios de contracepção e a poder programar autonomamente a sua vida”, como recorda ainda Loff) começam já a ecoar nos consultórios portugueses.

“Posso, quero e mando”
“Nas famílias, o facto de se ter só um filho pode levar a uma concentração das expectativas nessa criança, passando a ser, não apenas o alvo de todas as atenções, como aquela que terá de ser tudo aquilo que os pais foram, desejavam ser ou querem que ela seja. Por outro lado, também há uma concentração dos bens materiais, o que pode levar a estimular, na criança, a parte narcísica e omnipotente do ‘posso, quero e mando’ ou do ‘quero tudo, já, porque eu sou eu e tenho direito a tudo’, que mais tarde causará graves problemas, não só à pessoa em causa mas aos que a rodearem”, alerta o pediatra Mário Cordeiro.

O especialista ressalva, porém, que “é possível ser-se filho único e não se ser ‘estragado’, pretensioso, arrogante, narcísico e omnipotente”. Tudo depende “do modelo educativo e dos exemplos parentais e das figuras de referência”.

O problema incide assim na pressão que se criou em torno da parentalidade e do lugar da criança na família. “Assistimos a uma idealização da criança que não existia no passado, em que os filhos vinham como vinham e eram quem eram. Hoje, estamos muito menos expostos à infância, ou seja, vive-se com muito menos crianças à volta. E as que existem vivem em quotidianos de quase Big Brother, sempre debaixo do olhar de adultos quase escolhidos a dedo e quase sem espaço para uma brincadeira que não seja formatada pelos adultos e controlada pelos adultos”, observa Vanessa Cunha, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Ora, se se recusa às crianças a possibilidade de “aprender caindo, é natural que se caminhe para uma geração de adultos com dificuldade em gerir adversidades”.

Pressão sobre os pais
Nada que surpreenda numa sociedade em que as famílias são cada vez mais verticais. “Há muitos adultos, pais, tios e avós, para poucas crianças”, descreve Vanessa Cunha. Dos 89.841 bebés nascidos em 2012, 48.766 eram primeiros filhos. E se, de entre os bebés nascidos nesse mesmo ano, os segundos filhos ainda eram significativos (30.499), os terceiros filhos caíam drasticamente para os 7730.

Pior: “Não apenas ao nível das famílias há poucas crianças, como estas têm poucos primos – os pais também já pertencem a uma geração de poucos irmãos —, há poucas crianças nos prédios e a vida faz-se menos em ‘espírito de aldeia’, comunitário, mas muito fechado entre quatro paredes, seja de casa, do automóvel ou dos próprios infantários e escolas”, acrescenta Mário Cordeiro.

Quanto às razões para os casais recearem o salto para o segundo filho, todos de acordo. “Questões financeiras e de conciliação do trabalho com a vida familiar adiam ou levam mesmo à recusa da transição para o segundo filho”, aponta Vanessa Cunha. Àquelas somam-se motivos latentes. “A parentalidade de per si passou a ser um problema e a estar debaixo de uma forte normatividade. Antigamente, ser pai ou ser mãe era algo que se aprendia com a geração anterior e as pessoas não viviam angustiadas porque tinham dado uma palmada ao filho. Hoje, há informação, pediatras, revistas da especialidade, psicólogos e toda uma camada de profissionais ligados à infância que estão sempre a colocar condições e exigências que levam as pessoas a sentirem que ser bom pai ou boa mãe é uma missão quase impossível”, defende a socióloga. E se ao segundo filho “as pessoas começam a relativizar tudo isso, porque percebem que face aos mesmos inputs saem filhos diferentes, quando não se passa do primeiro estas coisas continuam muito empoladas”.

Tome-se como exemplo o crónico problema da falta de tempo dos pais. “É algo que na verdade sempre existiu. Dantes, as mães não se sentavam a fazer desenhos ou pinturas com os filhos e hoje fazem-no. A diferença é que agora nas entrevistas surgem pessoas que não querem ser pais, ou não querem partir para o segundo filho, porque não se sentem capazes de o fazer nem se sentem preparadas para a grande dose de sacrifício pessoal que sentem que têm que fazer em prol da criança.”

Superprotecção
Raciocínios deste tipo seriam impensáveis sem as transformações ocorridas na sociedade portuguesa nas últimas décadas. Manuel Loff recua até aos seus tempos de estudante: “Acabei a 4.ª classe em 1974, numa escola masculina de bairro camarário, onde era normal, quando vinha a Primavera, um terço dos meus colegas faltarem porque iam trabalhar para as obras.”

E mesmo nos anos 80 a concepção da identidade das crianças e do seu papel social ainda incluía o seu dever de contribuir para o orçamento familiar — por exemplo, em regiões como o Minho, onde o trabalho infantil era proporcionalmente inverso à taxa de escolarização. “O aumento global da escolaridade, a melhoria das condições de planeamento familiar e uma perspectiva muito diferente do papel da mulher só depois se conjugaram para permitir que triunfasse o conceito romântico de família, típico do século XIX, e que implica um grande investimento na educação dos filhos como representação dos sonhos e aspirações dos pais, com estes a serem capazes de proteger o bem-estar dos filhos mesmo que isso implique sacrificarem o seu próprio bem-estar, até chegarmos a este extremo de superprotecção das crianças e dos adolescentes, num mundo em que a competição é cada vez mais dura.”

Sem querer assumir-se como “profeta da desgraça”, Mário Cordeiro lembra que o preço a pagar pode ser mais elevado do que se pensa. “Temos a obrigação de exigir políticas concertadas, maior atenção à infância e uma perspectiva desta, não apenas na actualidade e no presente, mas projectando-a no futuro. Foi o que fizeram os países mais evoluídos, como os nórdicos, na sequência da II Grande Guerra e da fragmentação do tecido social que esta causou.”

Adaptação: população troca carro e moto por barco e a vida continua

Taxi-barco agora é comum
Taxi-barco agora é comum

E a população de Porto Velho já se acostumou com o cenário veneziano. Trocou o carro e a moto por barcos e jet sky. O rio Madeira já está quase atingindo a marca histórica de 18 metros acima do nível. Falta muito pouco para o caos total. Esta sequência de fotos do internauta Silvio Carvajal Feitosa mostra a avenida Rogério Weber totalmente submersa. O acesso ao Posto do Paulinho agora só de barco. Barcos-taxi  surgem aos montes.

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Vício de tirar ‘selfies’ pode provocar problemas mentais, alerta médica

 

Mania de tirar a própria foto e publicar pode gerar distúrbios mentais
Mania de tirar a própria foto e publicar pode gerar distúrbios mentais

A moda de tirar autorretratos com celulares,  mais conhecido como ‘selfie’, e divulgar na Internet pode levar a problemas  mentais, como depressões ou paranoia, se não se obtiver reconhecimento público,  advertiu uma médica tailandesa.

“Prestar demasiada atenção às fotografias publicadas, controlando quem
as vê ou a quem agrada ou comenta, com a esperança de atingir o maior número  de ‘likes’ [gostos] é um sintoma de que as ‘selfie’ estão a provocar um  problema”, disse a especialista Panpimol Wipulakorn, do departamento de  saúde mental tailandês, citada pela Efe.

A médica assinalou que tais comportamentos poderão derivar em problemas  cerebrais no futuro, especialmente naqueles que estão relacionados com falta de confiança própria.

“As ‘selfies’ causam um impacto na vida de cada indivíduo. Publicar
fotos para encontrar a aprovação dos colegas está na natureza do homem.
Se fazemos algo e encontramos uma pequena recompensa, voltaremos a repetir  o ato”, explicou.

No entanto, esta recompensa, que é alcançar a aceitação social tem diferentes  efeitos, dependendo da pessoa: alguns contentam-se obtendo poucos ‘likes’,  outros “necessitam” de atingir o máximo que puderem e ficam “viciados” neste  reconhecimento social, adianta Panpimol.

As pessoas que não atingem a quantidade de apoios esperados optam por
publicar uma nova ‘selfie’, mas se a resposta continuar a ser negativa isso
poderá afetar a confiança ou criar pensamentos negativos sobre si mesmo.

A segurança e a autoestima são cruciais para o desenvolvimento do indivíduo  para alcançar a felicidade e a satisfação pessoal, aponta a médica tailandesa.

A carência causa ansiedade, dúvidas e a infelicidade do individuo, os
quais podem derivar em problemas maiores como a paranoia, depressão, comportamentos  ciumentos e personalidade suscetível, acrescenta.

A palavra ‘selfie”, que designa uma foto que tiramos a nós próprios
e que habitualmente colocamos nas redes sociais, foi eleita como a “palavra  do ano 2013” pelos dicionários de Oxford de língua inglesa.

Uma das ‘selfies’ mais célebres do momento foi tirada pelo Presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, junto aos seus homólogos do Reino Unido,  David Cameron, e Dinamarca, Hell Thorning, durante o funeral do antigo chefe  de Estado sul-africano e prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela.

A médica tailandesa sublinha que, além dos danos pessoais, as ‘selfies’
também podem ter impacto no crescimento de países em desenvolvimento. Isto  porque a falta de confiança dos jovens pode criar uma nova geração “sem  liderança”, de pessoas “sem capacidade criativa e inovadora”.

Por isso, hábitos como ser observador, praticar esportes e ter atividades
com familiares e amigos, ir ao cinema ou viajar, são algumas das ideias
defendidas pela médica para combater o vício das ‘selfies’.