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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Com 22% de indecisos, horário eleitoral começa e pode mexer na disputa pelo Governo de Rondônia

A corrida pelo Governo de Rondônia entra nesta sexta-feira (28) em uma nova fase. Começa o Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na televisão, e os candidatos terão agora mais uma oportunidade para tentar conquistar os eleitores que ainda não decidiram o voto.

A propaganda será exibida por 35 dias, até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições gerais de 2026.

Em uma disputa apertada como a de Rondônia, o tempo de exposição pode fazer diferença, principalmente na tentativa de alcançar os 22% de eleitores indecisos apontados pela pesquisa Quaest/Rede Amazônica para o primeiro turno.

No cenário de segundo turno, 15% ainda aparecem como indecisos.

Hildon terá maior tempo

Entre os seis candidatos ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves terá o maior espaço no horário eleitoral.

O ex-prefeito de Porto Velho terá mais de dois minutos e meio em cada bloco destinado à propaganda.

Na sequência aparece Marcos Rogério, com pouco mais de dois minutos.

Expedito Netto terá 1 minuto e 43 segundos, enquanto Adailton Fúria contará com 1 minuto e 9 segundos.

Pedro Abib terá 1 minuto e 5 segundos. Já Samuel Costa ficará com o menor tempo: apenas 24 segundos.

Tempo de Expedito pode aumentar

A divisão ainda pode sofrer alteração.

O tempo de Expedito Netto poderá aumentar caso a Justiça Eleitoral decida contra a participação de Samuel Costa na disputa.

A decisão estava prevista para esta terça-feira à tarde, mas acabou sendo adiada.

Propaganda começa nesta sexta

Com o início do horário eleitoral, os candidatos passam a apresentar suas propostas diretamente ao eleitor por meio do rádio e da televisão.

Em Rondônia, que segue uma hora atrás do horário de Brasília, a propaganda em rede será exibida nos seguintes horários:

Rádio: das 6h às 6h25 e das 11h às 11h25.

TV: das 12h às 12h25 e das 19h30 às 19h55.

Nesta sexta, serão exibidas as propagandas dos candidatos ao Senado, a deputado estadual e a governador. No sábado (29), começam as campanhas dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal.

Com uma parcela expressiva do eleitorado ainda indecisa, os próximos programas podem ser decisivos para mudar posições e mexer no cenário da eleição.

Operação Linha do Mato mira exploração ilegal de madeira em terra indígena e prende duas pessoas em Rondônia

Uma investigação sobre retirada ilegal de madeira e exploração clandestina de recursos florestais dentro de uma terra indígena levou a Polícia Federal a cumprir três mandados de busca em Rondônia nesta quinta-feira (27). Duas pessoas foram presas em flagrante durante a operação.

A Operação Linha do Mato ocorreu nos municípios de Cujubim e Espigão do Oeste. Uma das buscas foi realizada em Cujubim e outras duas em Espigão do Oeste.

A investigação apura possíveis crimes ambientais relacionados à exploração ilegal de madeira e outros recursos florestais dentro de território indígena.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram armas de fogo e munições. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições.

A ação faz parte da apuração sobre a exploração clandestina de recursos naturais na área protegida.

A Polícia Federal deve seguir investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão das atividades ilegais.

Grave acidente na BR-364 deixa cinco mortos; veja quem são as cinco vítimas identificadas

Uma colisão frontal entre uma caminhonete da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Jorge Teixeira e uma carreta deixou cinco mortos na manhã de quinta-feira (27), na BR-364, em Ouro Preto do Oeste.

O acidente aconteceu por volta das 6h50, no km 382 da rodovia. A Fiat Toro seguia para Ji-Paraná quando bateu de frente com a carreta, que vinha no sentido contrário.

As cinco vítimas estavam no veículo da Prefeitura. Entre elas estavam o motorista, uma servidora municipal, a irmã dela, um paciente e uma acompanhante.

Vítimas foram identificadas

Morreram no acidente:

  • Aparecido Tristão da Silva, 63 anos, motorista da Prefeitura;
  • Sidineia Cardoso de Souza, 47 anos, servidora municipal;
  • Valdete Tomaz de Souza Rocha, 49 anos, irmã de Sidineia;
  • Luciene da Silva Schiorlim, 32 anos, acompanhante;
  • Admir Cevada Schiorlim, 58 anos, paciente.

Segundo a Prefeitura de Governador Jorge Teixeira, Sidineia estava acompanhando a irmã Valdete, que fazia tratamento contra o câncer em Cacoal.

Admir seguia viagem para realizar uma cirurgia nos olhos. Ele estava acompanhado por Luciene.

Quatro morreram no local

A violência da batida foi tamanha que quatro pessoas morreram ainda no local.

A quinta vítima chegou a ser socorrida e levada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

Com o impacto, a Fiat Toro e a carreta saíram da pista.

O motorista da carreta não ficou ferido.

Apesar da gravidade do acidente, a BR-364 não precisou ser interditada.

Equipes foram mobilizadas

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, Perícia, Instituto Médico Legal (IML) e CCO 364 atuaram na ocorrência.

As circunstâncias que provocaram a colisão serão apuradas.

A tragédia deixa cinco famílias enlutadas e chama atenção novamente para os riscos do tráfego na BR-364, uma das principais rodovias de Rondônia.

Hildon assume compromisso de entregar novo João Paulo II em dois anos e meio

Proposta estabelece prazo para uma solução definitiva, após anos de mudanças no projeto do HEURO

O candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves (União Brasil Progressista), assumiu o compromisso de construir um novo Hospital João Paulo II e entregar a unidade em dois anos e meio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que a saúde precisa de planejamento, capacidade de execução e responsabilidade com os prazos anunciados. “O que Rondônia precisa são de atitudes que transformem os sonhos em realidade”, declarou.

A proposta surge diante de uma espera que já se estende por anos. Apresentado como substituto do atual João Paulo II, o HEURO foi anunciado como prioridade pelo Governo do Estado e, em 2020, a previsão divulgada era de que o hospital poderia ficar pronto em até dois anos. Desde então, o projeto passou por diferentes modelos, teve a pedra fundamental lançada e chegou a incluir a discussão sobre a compra de uma unidade particular pronta, mas a solução definitiva não foi entregue.

O impasse ganhou um novo capítulo em 2026, quando R$ 231,5 milhões previstos para o HEURO e para a parceria público-privada relacionada ao projeto foram remanejados para outras despesas da Saúde. Enquanto o empreendimento depende de uma nova fonte de financiamento, o João Paulo II continua sendo a principal unidade de urgência, emergência e trauma, atendendo uma demanda superior à sua capacidade e recebendo pacientes de todo o estado. As reformas realizadas na unidade, como a da Sala Vermelha, são necessárias para manter o atendimento, mas não substituem a construção de um novo hospital.

Hildon sustenta o compromisso com base na experiência administrativa demonstrada em Porto Velho. Durante sua gestão, mais de R$ 60 milhões foram aplicados na infraestrutura da saúde municipal, com mais de 40 unidades reformadas, cinco ampliadas ou reconstruídas e seis novas unidades entregues. O resultado, segundo ele, demonstra que planejamento, articulação de recursos e acompanhamento das obras podem transformar projetos em serviços efetivamente disponíveis para a população.

ARTICULAÇÃO

Um dos exemplos dessa capacidade foi a construção do Terminal Rodoviário Destemidos Pioneiros, entregue em dezembro de 2024. A nova rodoviária recebeu investimento de aproximadamente R$ 44 milhões, sendo R$ 22 milhões de recursos municipais e R$ 22 milhões provenientes de emenda parlamentar da então deputada federal Mariana Carvalho. A composição dos recursos demonstra a capacidade de Hildon de articular parcerias e reunir diferentes fontes de financiamento para viabilizar uma obra aguardada durante anos pela população.

Com 8,4 mil metros quadrados de área construída, 13 plataformas, 26 espaços destinados às agências de viagem, 11 lojas e estrutura moderna para receber passageiros, o terminal tornou-se uma das principais entregas de sua gestão. Para Hildon, a experiência mostra que obras de grande porte exigem mais do que anúncios: precisam de articulação política, recursos assegurados, planejamento, acompanhamento e decisão administrativa para que sejam concluídas e colocadas à disposição da população.

“Já demonstramos capacidade operacional e, por isso, podemos assumir este compromisso”, afirmou Hildon. A proposta é iniciar o novo João Paulo II do zero, com projeto definido, cronograma público e prazo de entrega de dois anos e meio. Depois de anos de mudanças em torno do HEURO, o compromisso apresentado é direto: construir, concluir e entregar.

TRE-RO autoriza Bruno Scheid a disputar eleição como “Bruno Bolsonaro”

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) autorizou o candidato ao Senado Bruno Scheid a usar o nome “Bruno Bolsonaro Scheid” na urna e também em sua divulgação eleitoral.

A decisão foi tomada após uma representação do Ministério Público Eleitoral questionar a mudança no nome. A alegação era de que o uso de “Bolsonaro” poderia levar eleitores a acreditar que o candidato teria algum parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Corte, porém, rejeitou o pedido do Ministério Público.

Decisão foi unânime

A relatora do caso, desembargadora Letícia Botelho, considerou que o uso de sobrenome, apelido, cognome ou referência a uma liderança política não caracteriza, por si só, uma irregularidade eleitoral.

Os demais desembargadores acompanharam o voto da relatora.

Segundo o entendimento apresentado no julgamento, o fato de o candidato não ter parentesco com uma liderança política também não torna automaticamente irregular o nome utilizado na campanha, desde que sua identidade civil seja preservada.

Para que houvesse fraude, seria necessário comprovar situações como falsa filiação, tentativa de se passar por outra pessoa ou sucessão familiar inexistente.

Nome foi autorizado por Jair Bolsonaro

Com a decisão, Bruno Scheid poderá manter o nome Bruno Bolsonaro Scheid na disputa pelo Senado.

Segundo as informações apresentadas no caso, o uso do sobrenome teria sido autorizado pelo próprio Jair Bolsonaro e sua família.

Bruno Scheid é empresário do agronegócio e atua em Ji-Paraná, em Rondônia.

Samuel Costa defende descentralização da saúde pública e ampliação de leitos em Rondônia

O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa, concedeu entrevista à Rádio Alvorada 90.7 FM, em Ji-Paraná, aos jornalistas Euclides Maciel e Juninho. Durante a conversa, Costa abordou a situação da saúde pública no estado e apresentou propostas para descentralizar o atendimento, ampliar a oferta de leitos e fortalecer a assistência à saúde mental.

Samuel Costa defendeu o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todos os municípios de Rondônia. Para ele, a política de saúde precisa ir além da construção e manutenção de prédios públicos e colocar as pessoas, especialmente as populações mais vulnerabilizadas, no centro das ações do Estado.

O candidato também defendeu a realização de concursos públicos de provas e títulos para ampliar e qualificar o quadro permanente de profissionais da saúde. Na avaliação de Costa, é necessário aproveitar as estruturas já existentes nas regionais do Governo do Estado e nas prefeituras para fortalecer o atendimento de média e baixa complexidade, evitando a concentração excessiva dos serviços na capital.

Entre as propostas apresentadas está a descentralização do atendimento atualmente concentrado no Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Costa também propôs a utilização de uma estrutura da Polícia Rodoviária Federal na capital, mediante adaptações realizadas por engenheiros e arquitetos do quadro permanente, para viabilizar um convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A proposta, segundo Samuel Costa, seria executada ao longo de quatro anos, com o objetivo de ampliar significativamente a capacidade hospitalar de Rondônia, incluindo a oferta de leitos de UTI, leitos clínicos e enfermagem.

“Não basta cuidar da infraestrutura dos prédios. O Estado precisa cuidar das pessoas, principalmente daqueles que historicamente são mais vulnerabilizados. Saúde pública se faz com estrutura, profissionais valorizados, atendimento humanizado e descentralização”, defendeu Samuel Costa durante a entrevista.

Para o candidato, a mudança no modelo de atendimento é necessária para aproximar os serviços de saúde da população dos municípios e reduzir a sobrecarga enfrentada pelas unidades de referência em Porto Velho.

Costa afirmou ainda que pretende transformar a saúde pública em uma das prioridades de sua gestão, com investimentos na estrutura física, contratação de profissionais, fortalecimento da atenção básica e expansão dos serviços especializados e de saúde mental em todas as regiões do estado.

Hildon vai mudar leis que punem produtores de leite em Rondônia

Decreto do Governo do Estado, instituído no ano passado, promove a renúncia fiscal de R$ 1,2 bilhão por ano do setor lácteo de Rondônia, prejudicando dezenas de indústrias e milhares de pequenos produtores rondonienses

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, e a candidata ao Senado, Mariana Carvalho, participaram de um encontro na Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), com o objetivo de debater os desafios e apresentar propostas para a cadeia produtiva do leite e derivados. O candidato a vice-governador, Cirone Deiró, participou da reunião por videoconferência.

Realizado nesta quarta-feira (26), o diálogo setorial com os candidatos ao Governo do Estado teve as presenças de diretores da FIERO, Sindicato das Indústrias de Laticínios (SINDILEITE), Associação dos Criadores de Girolando (ACGR) e Federação dos Trabalhadores da Agricultura (FETAGRO). Os representantes da indústria leiteira, dos criadores de gado e dos produtores rurais apresentaram as principais reivindicações do setor para os candidatos.

Uma das principais questões envolvem os efeitos da lei estadual 1473/05, que altera a cobrança do ICMS e estimula a importação dos mais diversos produtos, incluindo leite e derivados. No papel, Rondônia se transformou no maior importador de produtos lácteos do país, mas a realidade na prática é outra, uma vez que muitas empresas redirecionam a importação para os maiores centros consumidores do país.

“Isso é ilegal? Não, não é ilegal, mas tem coisas que são imorais. E uma dessas coisas são as infames importações que nós fazemos do leite da Argentina, onde inclusive já foi comprovado a prática de dumping, não levando em consideração as nossas leis, mas mesmo assim o Governo do Estado continua irredutível”, cobrou Hildon. “Vamos modificar a legislação atual, de modo a fazer justiça aos nossos produtores”.

Dados oficiais do governo apontam que a arrecadação de ICMS pelo setor leiteiro está na casa dos R$ 180 milhões por ano. Mas um estudo da FIERO mostra que, se o Estado voltasse a produzir nos moldes de quinze anos atrás, a arrecadação do setor com ICMS chegaria a R$ 1,2 bilhão por ano. “Significa que Rondônia está jogando fora, por ano, um bilhão de reais de arrecadação do ICMS, dinheiro que poderia gerar milhares de empregos e movimentar a economia dos municípios, por culpa da má gestão do Governo”, reclamou Hildon.

O setor produtivo também questiona as mudanças na gestão do Fundo Pró-Leite, determinadas no ano passado a partir de um decreto do Governo do Estado, que retirou os mais de R$ 45 milhões do fundo para cobrir o pagamento da folha salarial da Emater. “A questão é que a Emater cuida de tudo, do café, do cacau, do peixe, da carne bovina e dos demais produtos. O dinheiro do Pró-Leite, pago com a arrecadação da cadeia produtiva do setor, deixou de beneficiar os produtores, que já enfrentam uma crise sem precedentes”, lembrou a candidata ao Senado, Mariana Carvalho.

CEM MIL PESSOAS

Rondônia reúne 23 mil famílias de produtores de leite, o equivalente a cem mil pessoas que dependem diretamente da atividade e são responsáveis pela produção de 1,5 milhão de litros por dia, segundo dados oficiais da agência IDARON. Em 2012, Rondônia produzia 4 milhões de litros por dia. “Existe um déficit de produção absurdo no Estado. Nós tínhamos, em 2019, um rebanho declarado de 3,34 milhões de vacas de leite. Hoje, nosso rebanho é de 2,47 milhões”, declarou o candidato a vice-governador, Cirone Deiró.

“A produção de leite em Rondônia caiu assustadoramente. Nossa proposta é que seja revertido o ICMS arrecadado nessas importações para o setor leiteiro. Hoje, essa questão se tornou moeda de troca pra qualquer outra coisa. Na verdade está prejudicando o setor, então vamos destinar essa arrecadação de ICMS para o setor produtivo leiteiro”, afirmou o empresário Rogério Bertelli, diretor do SINDILEITE.

Milhões de litros de leite que fariam circular a economia de Rondônia deixaram de ser produzidos nos últimos anos. Por dia, são 2,3 milhões de litros de leite a menos. “Nós estamos jogando fora R$ 5,14 milhões da economia de Rondônia. O leite tem capacidade de colocar esse dinheiro dentro do município. É o movimento da farmácia, da loja, é dinheiro na conta do povo, no comércio local. São R$ 144 milhões por mês, equivalente a R$ 1,2 bilhão por ano que deixaram de circular na economia do estado”, reafirmou Bertelli.

ASSESSORIA

Quaest: peso da “máquina” falha e sucessores e apadrinhados de governadores patinam em nove estados

Nomes escolhidos por governadores em fim de mandato para a sucessão aparecem atrás nas pesquisas divulgadas na rodada desta semana

A nova rodada de pesquisas Quaest que mapeou intenções de voto para governador em estados brasileiros nesta semana apontou dificuldade de sucessores e candidatos apadrinhados por governadores ou ex-governadores. O cenário se repete em pelo menos nove estados pesquisados.

Os dois estados do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, são os exemplos mais próximos. No Paraná, o ex-juiz federal e ex-ministro Sergio Moro (PL) ocupa a liderança da pesquisa, com 37% das intenções de voto, seguido por Requião Filho (PDT), com 21%. O candidato Sandro Alex (PSD), apoiado pelo atual governador Ratinho Júnior (PSD), que está em fim de mandato e deixa o cargo em janeiro, aparece apenas em terceiro lugar, com 15%.

Nas simulações de segundo turno, o nome apoiado por Ratinho Júnior também perde segundo o levantamento (48% a 19% para Sérgio Moro e 37% a 24% contra Requião Filho).No Rio Grande do Sul, o candidato bolsonarista Luciano Zucco (PL) aparece numericamente à frente, com 26%, contra 23% da adversária Juliana Brizola (PDT). Pela margem de erro de três pontos percentuais, ambos estão tecnicamente empatados. O atual vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato apoiado pelo atual governador Eduardo Leite (PSD), figura apenas na terceira colocação, com 9% das intenções de voto.Dificuldade de sucessores também em outros estados
Mas não é somente nestes dois estados do Sul que o nome escolhido para a sucessão enfrenta dificuldade para decolar nas pesquisas. Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais é governada desde março por Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a renúncia do ex-governador Romeu Zema para concorrer à Presidência. Na mais recente pesquisa Quaest, no entanto, o atual governador a candidato apoiado por Zema, Mateus Simões, aparece apenas em quarto lugar, com 7% das intenções de voto. Cleitinho (Republicanos) lidera, com 29% das intenções de voto, à frente ainda de Patrus Ananias, do PT (11%) e Alexandre Kalil, do PDT (10%).

Outro estado em que o escolhido para a sucessão do atual governador patina nas pesquisas é o Rio de Janeiro. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), nome escolhido para a sucessão do governador Cláudio Castro (PL), está em segundo lugar da pesquisa Quaest desta semana para o RJ, com 14% das intenções de voto. O atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), lidera, com 37%.

Confira abaixo os estados em que os sucessores ou apadrinhados enfrentam dificuldades:

Sucessores em dificuldade nas pesquisas Quaest

  • Paraná: Sandro Alex (PSD), nome escolhido pelo governador Ratinho Júnior (PSD), aparece em terceiro, com 15% — Sergio Moro (PL) lidera, com 37%.
  • Rio Grande do Sul: Gabriel Souza (MDB), vice do governador Eduardo Leite (PSD), aparece em terceiro, com 9% — Zucco (PL) lidera, com 26%
  • Minas: Mateus Simões (PSD), governador que assumiu em abril e tem apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo), está em quarto lugar, com 7% — Cleitinho (Republicanos) lidera, com 29%
  • Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL), nome para sucessão de Claudio Castro (PL), está em segundo, com 14% — Eduardo Leite (PSD) lidera, com 37%.
  • Rio Grande Norte: Cadu de Lula (PT), apoiado pela governadora Fátima Bezerra (PT), aparece em segundo, com 21 — Allyson (União) lidera, com 25%
  • Maranhão: Felipe Camarão (PT), atual vice-governador e candidato à sucesão de Carlos Brandão (MDB), está em terceiro, com 6% — Eduardo Braide (PSD) lidera, com 44%
  • Rondônia: Adailton Fúria (PSD), apoiado pelo governador Marcos Rocha (PSD), figura em segundo lugar, com 21% — Marcos Rogério (PL) lidera, com 24%
  • Mato Grosso: O atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o cargo em abril após renúncia de Mauro Mendes (União) para concorrer a uma vaga no Senado, aparece em segundo lugar, com 23% — Wellington Fagundes (PL) lidera, com 23%.
  • Amazonas: Roberto Cidade (União), que assumiu o cargo após eleição indireta em maio, está em segundo lugar, com 18% — Omar Aziz (PSD) lidera, com 26%
  • Amapá: o atual governador que busca a reeleição, Clécio (União) está em segundo, com 35% — Dr. Furlan (PSD) lidera, com 55%.
  • Fonte: nsctotal

SEM POPULISMO: Hildon Chaves detalha plano para pavimentar a Rodovia do Boi

Candidato defende a RO-370 como rota alternativa aos pedágios federais

O candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (União Progressista Republicana), reforçou que o modelo de gestão que transformou a infraestrutura da capital será a base para sua administração estadual. O candidato traçou um paralelo direto entre o seu legado de pavimentação urbana e as metas de seu plano de governo para as rodovias estaduais, com destaque para a RO-370 (Rodovia do Boi).

Hildon destacou a sua visão de que o asfalto é o ponto de partida para a dignidade social e o crescimento econômico do estado.“Estrada boa é renda, escola, saúde e segurança. Por isso estrada tem que ser prioridade”. A estratégia de focar em grandes eixos de infraestrutura rodoviária baseia-se em sua experiência na Prefeitura de Porto Velho, onde sua gestão entregou mais de 800 quilômetros de vias públicas pavimentadas. Segundo o candidato, a expertise adquirida na capital confere a segurança necessária para assumir o compromisso de concluir grandes obras logísticas no interior de Rondônia.

No plano de governo protocolado por Hildon Chaves, a conclusão da RO-370 desponta como uma das prioridades absolutas para o setor produtivo. O projeto prevê a finalização total do trecho restante entre o Trevo da Pedra e o município de Parecis, consolidando um importante corredor logístico para a região.

Essa consolidação asfáltica beneficiará diretamente sete importantes municípios rondonienses que sustentam o agronegócio e a pecuária no Cone Sul: Corumbiara, Colorado do Oeste, Chupinguaia, Cerejeiras, Cabixi, Pimenteiras do Oeste e Vilhena. O impacto econômico promete otimizar o escoamento de grãos e carnes produzidos na região.

Adotando uma postura juridicamente segura, Hildon trata com cautela o debate sobre as concessões na BR-364, evitando promessas populistas de cancelamento de tarifas, já que o Estado não tem competência sobre rodovias federais. Em vez disso, o plano de governo foca na solução prática: a pavimentação da Rodovia do Boi servirá expressamente como uma rota estadual alternativa às praças de pedágio.

Assessoria

Samuel Costa propõe parceria para concluir novo João Paulo II e ampliar atendimento em saúde em Rondônia

Durante entrevista ao programa Papo de Redação, da Rádio Parecis 98.1 FM, em rede estadual, o candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), apresentou propostas para enfrentar os principais desafios da saúde pública no estado e defendeu a conclusão do novo Hospital João Paulo II como uma das prioridades de sua eventual gestão.

Costa propôs a formalização de um convênio com o Ministério da Saúde para viabilizar a entrega da nova unidade hospitalar, aproveitando a estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) localizada às margens da BR-364, a cerca de 500 metros do atual João Paulo II. Segundo ele, engenheiros e arquitetos dos quadros públicos poderiam elaborar o projeto e o termo de referência necessários para dar andamento à obra.

O político lembrou que mais de R$ 35 milhões já teriam sido investidos na construção, que conta com a fundação executada, mas que o espaço foi recentemente cedido à Prefeitura de Porto Velho para a implantação do Centro Político-Administrativo da capital.

Para viabilizar a conclusão do hospital, Costa afirmou que pretende mobilizar diferentes fontes de recursos. Entre elas, citou mais de R$ 70 milhões disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, o remanejamento de aproximadamente R$ 50 milhões da fonte 500 e a destinação de cerca de 10% das emendas parlamentares dos deputados estaduais para a área.

“Dobrar a oferta de leitos clínicos de enfermagem, centros cirúrgicos e UTI vai ser a nossa palavra de ordem: efetividade, sem revanchismo político e priorizando o interesse dos rondonienses”, afirmou.

Descentralização e fortalecimento da rede

Samuel Costa também defendeu a descentralização dos serviços de saúde. Para ele, é necessário fortalecer as unidades regionais e deixar a média e a baixa complexidade mais próximas dos municípios, evitando a concentração de pacientes em Porto Velho.

A proposta, segundo Costa, é reorganizar a rede estadual para garantir atendimento mais rápido e humanizado, reduzindo a sobrecarga dos hospitais da capital e oferecendo mais dignidade aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Saúde mental como prioridade

Outro eixo destacado durante a entrevista foi a saúde mental. Costa afirmou que, além da construção e ampliação de unidades hospitalares, o Estado precisa investir diretamente no cuidado psicológico e psiquiátrico da população.

Ele defendeu a implantação e o fortalecimento de CAPS com atendimento 24 horas, sete dias por semana, especialmente diante do crescimento dos problemas relacionados à dependência em jogos de azar e à ludopatia.

Costa também destacou a necessidade de políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes. Segundo ele, aproximadamente 350 mil rondonienses estariam nessa condição e precisam ser contemplados pelas políticas permanentes do Estado.

“Mais importante do que construir obras é cuidar das pessoas. Precisamos diminuir a dor e o sofrimento de quem precisa do Estado e também de suas famílias”, afirmou.

Para Samuel Costa, a saúde pública deve ser tratada como política de Estado, com planejamento, descentralização, ampliação da capacidade hospitalar e atenção especial à saúde mental e à inclusão.

“A prioridade é entregar resultados. Não importa quem começou uma obra ou quem assinou um projeto. O que importa é entregar saúde e dignidade para o povo de Rondônia”, concluiu.