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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Operação Marco 155 mira grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro em Rondônia

Uma apreensão de 155 quilos de cocaína e skunk abriu caminho para uma nova ofensiva da Polícia Civil de Rondônia contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A Operação Marco 155 foi deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), com apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decco).

Ao todo, estão sendo cumpridas 20 medidas cautelares, incluindo mandados de busca e apreensão e ordens judiciais para quebra de sigilo bancário.

Apreensão de 155 kg deu início à investigação

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que dois suspeitos foram presos em flagrante.

Na ocasião, equipes da 2ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (2ª DRN) apreenderam cerca de 155 kg de cocaína e skunk, além de armas de fogo, munições e celulares.

A partir desse flagrante, os investigadores passaram a identificar outras pessoas que teriam ligação com o grupo.

A apuração também avançou sobre a movimentação financeira dos suspeitos.

Dinheiro teria financiado estrutura criminosa

De acordo com a investigação, os envolvidos teriam utilizado operações financeiras para ocultar e dissimular dinheiro supostamente proveniente de atividades ilícitas.

Os recursos também teriam sido usados para financiar e manter a estrutura do grupo criminoso.

Por isso, além das buscas, a Justiça autorizou medidas relacionadas à movimentação bancária dos investigados.

Operação recebeu nome da apreensão

O nome Marco 155 faz referência justamente aos aproximadamente 155 quilos de drogas apreendidos no flagrante que deu origem à investigação.

Para a Polícia Civil, aquela apreensão foi o ponto de partida para aprofundar a apuração e chegar a outros possíveis integrantes e à estrutura financeira do grupo.

A operação desta quinta-feira representa mais uma etapa da investigação, que agora busca reunir provas sobre a atuação dos suspeitos e a origem e destino dos recursos movimentados.

Samuel Costa defende políticas de inclusão e justiça social em entrevista ao Em Foco Rondônia

O candidato ao governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, concedeu entrevista ao site Em Foco Rondônia, em conversa conduzida pela jornalista Ana Carolina, e apresentou propostas voltadas à inclusão social e à redução das desigualdades no estado.

Durante a entrevista, Samuel destacou a necessidade de ampliar as políticas públicas destinadas a pessoas autistas, neurodivergentes, pessoas com deficiência, mães solo e outros grupos que enfrentam dificuldades de acesso a direitos e serviços públicos.

Para o candidato, o poder público precisa ouvir diretamente as pessoas que vivenciam essas realidades e construir políticas capazes de garantir dignidade, proteção e oportunidades.

“É necessário que viabilizemos políticas públicas para combater as desigualdades. Temos, na maioria, intituladas maiorias minorizadas. É necessário que nós resgatemos o sentimento de pertencimento e ouçamos quem realmente precisa do poder público. Governar é estar a serviço das pessoas.”

Samuel Costa também defendeu a construção de uma ampla rede de apoio e proteção social, com ações integradas para atender famílias em situação de vulnerabilidade.

Entre as prioridades apresentadas estão a criação de um pacto em defesa da primeira infância, políticas de proteção às mulheres, o enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica, além de ações de combate ao abuso, à exploração e ao trabalho infantil.

O candidato também chamou atenção para a necessidade de combater de forma mais contundente a exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Proponho viabilizar justiça social, promovendo rede de apoio, rede de proteção, um pacto em defesa da primeira infância, enfrentamento ao feminicídio, à violência doméstica, ao abuso, à exploração, ao trabalho infantil e combater muito fortemente a exploração sexual.”

Samuel Costa afirmou ainda que o problema não pode ser tratado com naturalidade ou relativizado diante de sua dimensão social.

“Não podemos romantizar esse mal que assola milhares de rondonienses.”

Ao longo da entrevista, o candidato reforçou que sua proposta de governo pretende colocar as pessoas no centro das políticas públicas, com atenção especial às famílias que historicamente enfrentam barreiras de acesso à educação, saúde, assistência social, segurança e oportunidades.

Para Samuel Costa, governar significa compreender as diferentes realidades existentes em Rondônia e transformar essas demandas em políticas públicas permanentes, capazes de promover inclusão, proteção, pertencimento e justiça social.

Hospitais mantém piso salarial de farmacêuticos congelados por cinco anos e causam 30,95% de perdas salariais

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Nesta terça-feira (11/08) foi realizada uma Mediação de negociação, pela Superintendência Regional do Trabalho (SRTE-MTE), entre o Sindicato dos Farmacêuticos (SINFAR) e o Sindicato dos Hospitais (SINDESSERO), para tratar da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria farmacêutica dos Hospitais de Rondônia.

Atuou como mediador o servidor João Anselmo Cavalcante, com a participação do servidor Pedro Chaves. Pelo SINFAR o presidente Antonio de Paula e o advogado do Itamar Ferreira. Pelo sindicato patronal dos Hospitais o presidente Rafael Augusto e o advogado Dr. Cristiano.

A mediação foi solicitada pelo SINFAR, considerando que houve um impasse nas negociações com o sindicato patronal, que em de 2025 ofereceu apenas 8,5% de reposição e nesta mediação 10%, contra uma perda salarial de 30,95%, referente à inflação acumulada desde junho de 2021.

A categoria farmacêutica dos hospitais está sem Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) desde 2021. Tal situação causou uma drástica perda salarial. Em termos comparativo o piso da categoria farmacêutica dos hospitais e das farmácias tinham o mesmo valor em 2016, conforme CCTs registradas no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Atualmente o piso em hospitais está em R$ 3.000,00 e nas farmácias R$ 4.583,38.

O impasse se manteve nesta mediação, com os patrões apenas mudando a proposta de 8,5% de 2025 para 10% atualmente. O SINFAR propôs que os hospitais concedessem 10% de reajuste imediato e que a diferença para os 30,95%, perda real da categoria, fossem parcelados semestralmente até zerar o total das perdas, em número de parcelas a ser negociadas.

O sindicato patronal informou que precisaria consultar seus hospitais filiados. Os mediadores propuseram, e foi acatado pelas partes, a suspensão da Mediação e a continuidade dela na próxima terça-feira (18/07).

Da escuta à análise técnica: como Marcos Rogério construiu seu plano de governo

Documento nasceu das demandas da população, passou por especialistas e resultou em 228 projetos

O plano de governo de Marcos Rogério (PL) foi construído em etapas: primeiro, ouvindo a população; depois, confrontando as demandas com estudos e dados sobre Rondônia; e, por fim, submetendo as propostas à análise de especialistas. O processo resultou em 228 projetos, organizados em dez eixos, com definição de responsáveis e indicação das fontes de recursos.

A primeira etapa ocorreu por meio da Rota 22. As oficinas percorreram diferentes regiões do estado e chegaram também a distritos como União Bandeirantes, Nova Califórnia, São Carlos e comunidades do Baixo Madeira. A proposta era ouvir quem conhece de perto os problemas de cada lugar.

“Um plano de governo precisa partir da realidade de quem vive Rondônia. Fomos ouvir as pessoas onde elas estão, entender os problemas de cada região e transformar essas demandas em propostas que possam ser executadas”, afirma o senador e candidato ao Governo de Rondônia.

As oficinas tiveram microfone aberto e diferentes formas de participação. As contribuições foram registradas em totens, tablets e também em formulários impressos, utilizados para que moradores de localidades com dificuldade de acesso à internet não ficassem de fora.

Produtores rurais, comerciantes, professores, profissionais da saúde, policiais, bombeiros, servidores públicos, representantes da indústria, cooperativas, juventude, igrejas, cultura, esporte e pessoas com deficiência estiveram entre os segmentos ouvidos. A própria população votou nas prioridades e a saúde ficou em primeiro lugar.

O trabalho não terminou com a escuta. As demandas foram cruzadas com estudos como o Plano de Desenvolvimento Estadual Sustentável (PDES-RO), o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) e o Plano Mestre Portuário.

Depois vieram as rodadas técnicas, com médicos e gestores do SUS, profissionais da segurança, engenheiros, professores, pesquisadores, assistentes sociais, agrônomos, técnicos do agro, economistas e contadores públicos.

“Ouvir é o ponto de partida. Depois é preciso saber o que pode ser feito, como fazer e de onde virá o dinheiro. Nosso plano foi construído com esse cuidado: juntando o que a população disse com conhecimento técnico e planejamento”, destaca Marcos Rogério.

O resultado foi um documento com dez eixos e 228 projetos. Segundo a apresentação, nenhuma proposta foi incorporada sem passar por revisão técnica e ter responsável definido.

O plano foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) na última sexta-feira (7), mesma data em que Marcos Rogério formalizou sua candidatura ao Governo do Estado.

Assessoria

Convenção acabou, mas propaganda ficou: Justiça vê irregularidade e pune Fúria

O PSD e o candidato a governador Adailton Fúria foram condenados pela Justiça Eleitoral ao pagamento de R$ 5 mil cada por propaganda considerada irregular em Porto Velho.

A decisão é do juiz Audarzean Santana da Silva, que julgou parcialmente procedente uma ação apresentada pelo Partido Liberal (PL), por meio do advogado Nelson Canedo.

O caso envolve um banner de grandes dimensões com a imagem de Fúria, mantido exposto por mais de 48 horas após a convenção do PSD, realizada em 1º de agosto, na antiga Talismã 21.

Banner continuou visível na avenida

Segundo a ação, mesmo depois do encerramento da convenção, o material permaneceu instalado em um imóvel localizado na região da Avenida Mamoré, em Porto Velho.

O PL sustentou que a propaganda intrapartidária deveria ser retirada imediatamente após o fim da convenção e não poderia continuar sendo exibida aos eleitores.

A defesa alegou que a permanência do banner fazia parte do processo de desmontagem da estrutura utilizada no evento.

O argumento, porém, não foi aceito pelo juiz.

Justiça considerou exposição irregular

Na sentença, o magistrado entendeu que deixar o banner exposto por mais de 48 horas ultrapassou o que poderia ser considerado um período normal de desmontagem.

Para o juiz, a situação configurou “exposição eleitoral irregular prolongada”.

Outro ponto analisado foi o fato de o material estar dentro de uma propriedade privada.

A decisão considerou que isso não impedia a caracterização da irregularidade, já que o banner permanecia visível para quem passava pela via pública, alcançando potenciais eleitores.

Multa para partido e candidato

Com a decisão, tanto o PSD quanto Adailton Fúria foram condenados individualmente ao pagamento de R$ 5 mil.

A ação foi apresentada pelo PL a partir de uma tese jurídica elaborada pelo advogado Nelson Canedo, que defendeu que a propaganda intrapartidária tem prazo para terminar junto com a convenção.

Segundo Canedo, a decisão serve de alerta para partidos e candidatos.

“A propaganda intrapartidária tem hora para começar e também tem hora para terminar. Encerrada a convenção, ela não pode continuar alcançando o eleitor nas ruas como instrumento de promoção antecipada da candidatura”, afirmou.

A decisão passa a integrar a disputa eleitoral de 2026 e reforça a atenção que partidos e candidatos deverão ter com materiais de divulgação após a realização das convenções.

Porto Velho entra no período mais crítico da seca com 146 focos de incêndio registrados em julho e agosto

O calor aperta, a umidade despenca e as queimadas ganham força em Porto Velho. Entre julho e agosto, 146 ocorrências de focos de incêndio foram registradas no município, com a zona Leste concentrando o maior número de casos.

O cenário preocupa porque a combinação de altas temperaturas, baixa umidade e estiagem deixa a vegetação mais seca e facilita a propagação das chamas.

A situação também afeta diretamente a população. A fumaça piora a qualidade do ar e pode agravar problemas respiratórios, principalmente durante os períodos de maior concentração de poluentes.

Fauna também sofre com as queimadas

O fogo não destrói apenas a vegetação. Animais silvestres podem ser feridos, obrigados a abandonar seus habitats e, em casos mais graves, morrer durante os incêndios.

As áreas verdes de Porto Velho acabam diretamente ameaçadas pelos focos de calor, especialmente durante os meses mais secos.

A Prefeitura também chama atenção para os riscos das queimadas urbanas, que podem atingir terrenos, áreas de preservação e imóveis próximos.

Prefeitura reforça combate

Desde abril, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) vem realizando ações de educação ambiental e notificando proprietários para que façam a limpeza adequada dos terrenos.

No combate direto às chamas, a secretaria conta com Brigadistas Municipais, que atuam na prevenção e no controle dos incêndios.

As equipes também reforçam a fiscalização e o trabalho de conscientização para tentar reduzir novos focos.

O prefeito Léo Moraes destacou que o combate às queimadas depende também da participação da população.

“Estamos reforçando as ações de prevenção e combate às queimadas. Mas esse é um trabalho que precisa da participação de todos”, afirmou.

El Niño aumenta preocupação

O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, afirmou que o município atravessa uma das fases mais críticas do ano para a ocorrência de queimadas.

Segundo ele, o El Niño contribui para intensificar a seca e as altas temperaturas.

“Nossas equipes estão em campo, atuando na prevenção, fiscalização e combate direto. Mas denunciar queimadas e evitar o uso do fogo para limpeza de terrenos são atitudes que salvam vidas”, destacou.

Onde denunciar

Quem encontrar uma queimada ou foco de incêndio deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Também é possível denunciar à Sema pelo aplicativo PVH+ e pelo WhatsApp (69) 98423-4092.

Fotos, vídeos e a localização exata do foco podem ser enviados pelos canais de denúncia.

A Prefeitura reforça que queimadas irregulares são crime e afirma que a fiscalização será intensificada para tentar impedir novos incêndios durante o período de seca.

Seca preocupa: Porto Velho corre contra o tempo para garantir água potável durante a estiagem

A Prefeitura de Porto Velho iniciou uma força-tarefa para identificar os riscos no abastecimento de água das comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e da zona rural do distrito-sede antes que o período de seca fique mais severo.

A primeira etapa da missão de campo foi concluída no domingo (8). As equipes estão levantando as condições de abastecimento, a qualidade da água e possíveis pontos de vulnerabilidade.

O objetivo é antecipar problemas que podem comprometer o acesso à água potável durante a estiagem.

“Estamos antecipando os desafios”, afirmou o prefeito Léo Moraes. Segundo ele, conhecer de perto a realidade das comunidades permite planejar ações preventivas e garantir mais segurança para os moradores.

Água sob vigilância

O trabalho é coordenado tecnicamente pela Divisão de Vigilância, Licenciamento e Risco Sanitário (Dvisa/Semusa), por meio do Vigiágua, programa do Ministério da Saúde voltado ao monitoramento da qualidade da água consumida pela população.

As equipes verificam os padrões de potabilidade, possíveis fontes de contaminação e as condições dos sistemas e soluções alternativas utilizados para abastecimento.

A preocupação aumenta durante a estiagem, quando a redução da disponibilidade de água pode elevar os riscos para comunidades que dependem de sistemas locais de abastecimento.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que o levantamento permitirá identificar as necessidades antes do agravamento do período seco.

“Trabalhar com prevenção é fundamental. O diagnóstico mostra onde estão os principais problemas para que o município consiga planejar respostas rápidas e eficientes”, afirmou.

Trabalho terá mais duas etapas

A missão de campo não termina com o primeiro levantamento.

A segunda etapa está programada para ocorrer entre 16 e 22 de agosto. Já a terceira fase será realizada de 31 de agosto a 4 de setembro.

Durante as visitas, as equipes vão continuar avaliando as condições de abastecimento e os riscos relacionados à qualidade da água.

Para a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil Ribeiro, o objetivo é identificar as vulnerabilidades antes que elas se transformem em problemas maiores.

Segundo ela, os dados também poderão orientar os moradores sobre cuidados necessários e ajudar a prevenir doenças relacionadas à contaminação ou à escassez de água.

Dados vão orientar ações da Prefeitura

Com a conclusão do primeiro ciclo, as informações levantadas pelas equipes técnicas serão consolidadas e utilizadas no planejamento das próximas fases.

A expectativa é que o diagnóstico ajude o município a direcionar ações preventivas e preparar respostas para os possíveis impactos da estiagem.

A iniciativa ocorre justamente no período em que comunidades rurais e ribeirinhas ficam mais expostas aos efeitos da redução da disponibilidade de água.

O trabalho seguirá nas próximas semanas, com novas visitas e levantamentos para definir onde estão os principais riscos e quais medidas poderão ser adotadas.

MPRO propõe reestruturação do serviço que acompanha 250 adolescentes em Porto Velho

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Um serviço que acompanha cerca de 250 adolescentes em Porto Velho poderá passar por uma grande reformulação. O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apresentou nesta terça-feira (11) à Prefeitura uma proposta para reorganizar o Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (MSEMA).

A ideia é mudar a estrutura atual e dividir as funções para reduzir a sobrecarga e melhorar o acompanhamento dos adolescentes que cumprem medidas determinadas pela Justiça.

Atualmente, o serviço funciona dentro do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ligado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias).

Segundo o MPRO, uma única coordenação concentra hoje demandas técnicas, administrativas, logísticas e documentais. A proposta é separar essas atividades em dois setores.

Dois núcleos

Pelo novo modelo, o MSEMA teria um Núcleo Técnico e um Núcleo Administrativo.

O Núcleo Técnico ficaria responsável diretamente pelo acompanhamento dos adolescentes, elaboração do Plano Individualizado de Atendimento (PIA) e articulação com outros serviços públicos.

A equipe teria profissionais das áreas de Psicologia, Orientação Social, Serviço Social, Pedagogia e Jurídico.

Já o Núcleo Administrativo cuidaria da parte burocrática e operacional, incluindo secretaria, transporte e logística.

A proposta foi apresentada pelo promotor de Justiça Éverson Antonio Pini, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Direitos Humanos (GAEDH).

Segundo ele, a mudança busca organizar funções, padronizar procedimentos e melhorar o atendimento.

“Nosso objetivo é contribuir para que o serviço seja estruturado de forma mais eficiente, interdisciplinar e humanizada”, afirmou Pini.

Serviço atende adolescentes por determinação da Justiça

O MSEMA acompanha adolescentes aos quais foi atribuída a prática de ato infracional e que receberam da Justiça medidas como prestação de serviços à comunidade ou liberdade assistida.

A proposta apresentada pelo MPRO segue normas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

A intenção é garantir que os adolescentes e suas famílias tenham acompanhamento mais organizado durante o cumprimento das medidas.

Prefeitura sinaliza parceria

A apresentação contou com o procurador-geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, o prefeito Léo Moraes, o secretário da Semias, Paulo Afonso, e o secretário-geral de Governo, Sérgio Paraguassu.

Após conhecer a proposta, Léo Moraes afirmou que a Prefeitura pretende trabalhar em parceria com o Ministério Público para reorganizar a estrutura do serviço.

“É importante que os Poderes e os órgãos possam ser dialógicos para encontrar resultados satisfatórios para a comunidade”, afirmou o prefeito.

Para o MPRO, a mudança pode ajudar a enfrentar dificuldades históricas no atendimento socioeducativo em meio aberto.

Agora, a proposta deverá avançar na discussão entre o Município e o Ministério Público para definir os próximos passos da reestruturação.

Hildon afirma que gestão caótica da saúde fez mortalidade materno-infantil disparar

SAÚDE

Relatório do TCE denuncia falhas graves na gestão da política materno-infantil do Governo de Rondônia; aumento preocupante da mortalidade materna e neonatal poderia ter sido evitado, destaca Hildon Chaves

 O Tribunal de Contas do Estado, ao analisar a prestação de contas do exercício de 2025, detectou uma série de irregularidades na gestão da saúde do Governo do Estado. O relatório observou graves falhas na coordenação da política materno-infantil, que resultaram num aumento preocupante dos casos de mortalidade materna e neonatal em Rondônia. Cobertura insuficiente de exames essenciais, concentração excessiva de serviços especializados e dificuldades de acesso em várias regiões do Estado foram alguns dos motivos apontados na análise do tribunal.

Para o ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, é “inaceitável que a incompetência administrativa dos gestores seja a causa da perda de vidas de mães e recém-nascidos rondonienses. Na vida pública não há espaço para achismos”, disparou. “Faremos um diagnóstico da saúde com o compromisso de investir na construção de novos hospitais e centros de atendimento nos locais certos, provendo um atendimento digno para a nossa população”.

O relatório do TCE apontou que Rondônia possui a segunda pior taxa de mortalidade infantil do Brasil, atrás apenas do Amapá. Foram 17 óbitos de crianças com até um ano de idade em Rondônia, enquanto a média brasileira é de 10 óbitos a cada mil nascimentos. A mortalidade de mães e bebês também é o dobro da meta nacional. Mais de um terço das mortes de recém-nascidos foram causados por cuidados inadequados. Cerca de 74% dos óbitos de bebês poderiam ter sido evitados, assim como mais de um terço dos óbitos maternos foram por causas evitáveis, como infecção urinária, diabetes e hipertensão.

LONGE DO IDEAL

O padrão ideal é de sete consultas durante a gestação, iniciando antes da 12ª semana, mas 2.880 gestantes rondonienses tiveram o início tardio e 1.250 grávidas não fizeram nenhuma consulta pré-natal. Tudo isso resultou em mais de 30% das mortes de recém-nascidos em Rondônia. A mortalidade de gestantes é a pior desde 2006. São 62 casos por 100 mil, enquanto a meta no país não passa de 30. Em relação aos bebês, são nove óbitos por mil, enquanto a meta nacional é de cinco.

 

A falta de uma UTI neonatal no Estado é outra grave deficiência. A concentração de UTIs na capital leva mães e bebês a longas viagens, que chegam a mais de 800 quilômetros. Além disso, menos de 10% das grávidas têm acesso a uma ultrassonografia. Quase 60% tiveram que recorrer a atendimentos particulares.

Além de resolver a grave questão relacionada às gestantes e bebês, Hildon também assumiu o compromisso de retirar as ambulâncias e ônibus com pacientes das estradas. “Houve um crescimento recorde no número de veículos que transportam médicos, enfermeiros e pacientes do interior para atendimento hospitalar nos maiores centros do Estado. É uma política fadada ao fracasso, que representa basicamente duas coisas: um enorme desperdício de dinheiro público e a perda de vidas e o sofrimento de muitas famílias rondonienses”, denunciou. “Fico imaginando que alguém pode estar lucrando com esse caos”, provocou.

ASSESSORIA

 

Cerca de 400 kg de maconha são encontrados escondidos em área rural de Rondônia

Uma carga de aproximadamente 400 quilos de maconha foi descoberta escondida em meio à vegetação de uma área rural de Rondônia. A apreensão aconteceu nesta terça-feira (11), na região da linha C-100, às margens da BR-364.

Um homem e uma mulher foram presos durante a operação, que contou com informações dos núcleos de inteligência da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal.

Segundo as informações levantadas pelos policiais, um caminhão teria descarregado uma grande quantidade de drogas em uma área de mata próxima a uma plantação de milho.

As equipes seguiram até o ponto indicado e encontraram dois veículos nas proximidades. O casal também foi localizado e abordado.

Durante a primeira etapa da ação, os policiais apreenderam dinheiro, celulares e pequenas porções de uma substância com características de maconha.

Mas a operação não terminou ali.

As equipes avançaram pela vegetação e encontraram uma quantidade muito maior de material escondida no local.

A droga estava distribuída em vários volumes, além de materiais que, segundo os policiais, seriam utilizados para acondicionar os entorpecentes.

Ao todo, a apreensão chegou a aproximadamente 400 kg de maconha.

O homem e a mulher foram presos e encaminhados, juntamente com os veículos e todo o material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes.

O caso agora será investigado pela Polícia Civil.