Parece estranho, mas a estratégia é justamente usar o mosquito contra o próprio mosquito. Porto Velho começou a receber uma tecnologia que libera Aedes aegypti com uma bactéria capaz de impedir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
A novidade é o Método Wolbachia, estratégia do Ministério da Saúde desenvolvida em parceria com a Fiocruz.
A técnica utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. Ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do inseto.
Com isso, o mosquito passa a ter uma capacidade muito menor de transmitir essas doenças.
Mosquitos serão liberados nos bairros
Porto Velho já conta com um novo insetário para a produção dos mosquitos.
Os ovos são enviados de Curitiba e passam por todas as etapas de desenvolvimento até chegar à fase adulta.
Depois, os mosquitos são levados pelas equipes da Prefeitura para os bairros contemplados pelo programa.
A expectativa é beneficiar mais de 276 mil moradores em 27 bairros da capital.
“Mosquito aliado”
Depois de liberados, os Aedes com Wolbachia cruzam com os mosquitos que já circulam pela cidade.
A bactéria passa para as próximas gerações. Aos poucos, aumenta a população de mosquitos que não consegue transmitir os vírus.
Segundo o biólogo e pesquisador da Fiocruz Diogo Challegre, a proposta não elimina a necessidade de combater criadouros.
“Durante muito tempo aprendemos que era preciso eliminar o mosquito e isso continua sendo importante. A diferença é que agora existe um mosquito aliado.”
Segundo Challegre, o método já está presente em 15 países e apresentou resultados expressivos.
Em Niterói (RJ), por exemplo, houve redução de 89% nos casos de dengue. Em Campo Grande (MS), a redução chegou a aproximadamente 64%.
A expectativa, segundo o pesquisador, é alcançar resultados semelhantes em Porto Velho ao longo dos próximos anos.
Tecnologia não substitui cuidados
A secretária municipal de Saúde, Sandra Maria, destacou que a nova estratégia chega para reforçar as ações que já são realizadas contra as arboviroses.
Ela reforçou que a participação dos moradores continua sendo indispensável.
Mesmo com o Método Wolbachia, a população deve eliminar qualquer possível criadouro do Aedes aegypti.
Entre os principais cuidados estão:
Eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e baldes;
Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios bem tampados;
Limpar calhas e ralos;
Colocar areia nos pratos das plantas;
Descartar corretamente recipientes que possam acumular água;
Manter piscinas tratadas ou cobertas.
Porto Velho aposta na ciência
A implantação do método deve alcançar 27 bairros e mais de 276 mil pessoas.
Para o prefeito Léo Moraes, a nova tecnologia representa mais uma ferramenta no combate à dengue.
“O combate à dengue exige inovação e responsabilidade. É mais uma ferramenta para proteger a nossa população, sem substituir a participação da comunidade.”
O Método Wolbachia já é utilizado no Brasil há mais de dez anos.
Agora, a expectativa é que a estratégia ajude Porto Velho a reduzir a transmissão da dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nos próximos anos.
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O candidato do PSB ao Governo de Rondônia, Samuel Costa, concedeu entrevista à Rádio SGC Rondônia aos jornalistas e radialistas Alisangela Lima, Paulinho PVH e Lilian Leite. Durante a conversa, afirmou que o Estado precisa deixar de lado a “intoxicação ideológica” e concentrar esforços na solução dos problemas que afetam diretamente a população.
Segundo Samuel Costa, o debate político deve priorizar temas essenciais para o desenvolvimento de Rondônia, como o fortalecimento da segurança pública, a ampliação do acesso à saúde, a melhoria da educação, os investimentos em infraestrutura, a geração de emprego e renda e a preservação do meio ambiente.
“O que vai transformar Rondônia é um governo que enfrente os problemas reais da população, com planejamento, diálogo e responsabilidade. Precisamos priorizar os rondonienses e construir um Estado mais justo, desenvolvido e sustentável”, afirmou.
Ao longo da entrevista, o candidato também destacou que o desenvolvimento econômico deve caminhar ao lado da sustentabilidade, defendendo políticas públicas capazes de gerar oportunidades, atrair investimentos e promover qualidade de vida para a população, sem abrir mão da proteção dos recursos naturais.
Samuel Costa concluiu ressaltando que Rondônia tem potencial para crescer de forma equilibrada, desde que as decisões do governo estejam voltadas para os interesses da população e para o futuro do Estado.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.040 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (4). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 150 milhões para o próximo sorteio, que será realizado na quinta-feira (6).As dezenas sorteadas foram: 03 – 16 – 24 – 30 – 49 – 54
– 89 apostas acertaram a quina e irão receber R$ 47.258,21 cada;
– 6.555 apostas acertaram a quadra e irão receber R$ 1.057,65 cada.
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (6), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa ou pela internet, no site ou aplicativo do banco.
O humorista e digital influencer Rato Andrade, ironizou a apreensão de 2 milhões de reais, supostamente pertencentes ao deputado federal Mauricio Carvalho (UPr). Já o petista Edson Silveira disse que “a apreensão de aproximadamente R$ 2 milhões em dinheiro vivo pela Polícia Federal, em Porto Velho, não é um fato comum. Muito menos em período eleitoral. Trata-se de uma ocorrência que desperta interesse público e exige investigação rigorosa, transparência absoluta e respostas convincentes. As informações divulgadas publicamente indicam que o veículo utilizado na ocorrência teria sido vinculado ao deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil) e presidente da federação União Progressista, que, por sua vez, negou qualquer envolvimento com os valores apreendidos pela Polícia Federal”. O assunto está dominando os debates nos bastidores das eleições.
O eunuco do deputado
O ex-deputado estadual Jair Montes (Avante), afirmou que “não é para mexer com o filho dele” e declarou que, “com ele, o buraco é mais embaixo”. Durante o pronunciamento, o parlamentar também disse que poderá expor supostos casos envolvendo candidatos a deputado, mencionando alegações de infidelidade conjugal e corrupção. Ele chegou citar um que deputado estadual manteria no gabinete um eunuco ( boyzinho de faraó). Quem será o eunuco do deputado? Aliás, quem é o deputado que gosta de eunuco?
Mistério na rua Elias Gorayeb, 3298
Muito movimentado o endereço da sede estadual do MDB de Rondônia, desde ontem. Até à meia noite de hoje, último dia para realização de convenções, poderá haver mudanças nas candidaturas do MDB, PDT e PSB.
Mistério na rua Elias Gorayeb, 3298-2
Informações de bastidores aventam que os três partidos poderão marchar juntos. Que candidaturas ao governo poderiam ser trocadas por apenas um nome. Que até o senador Confúcio Moura cogitaria desdesistir da reeleição. O suspense promete tensão até à meia noite de hoje.
Nota de repúdio
O advogado Jakson Chediack, filiado ao MDB, divulgou na terça-feira uma manifestação em defesa do senador Confúcio Moura e criticou as declarações do candidato ao Governo de Rondônia, sobre a decisão do senador de não disputar a reeleição. Na mensagem, Chediack afirma que considera desrespeitosa a forma como Confúcio Moura foi citado e defende que a trajetória de um dos principais líderes do MDB em Rondônia deve ser preservada. Segundo ele, divergências políticas fazem parte da democracia interna dos partidos, mas não justificam declarações que, em sua avaliação, desconsiderem a história e a contribuição de quem ajudou a construir a legenda. O advogado também informou que pretende representar formalmente a questão no âmbito partidário, sustentando que os dirigentes do MDB devem se posicionar em defesa de seus líderes históricos e do respeito às instâncias e aos princípios do partido.
Esquerda sem comunicação
Deve ter ocorrido ontem a convenção estadual da Rede-PSOL de Rondônia. “Deve” porque esta coluna não achou em lugar nenhum notícias sobre a realização do evento. A convenção seria para homologar Dr Luis Teodoro (PSOL) como vice de Expedito Netto. Até o fechamento desta coluna não obtivemos informações sobre o assunto. Definitivamente comunicação não é o forte da esquerda rondoniense.
Meio/Ideia: Aprovação de Lula cresce
A oitava edição da pesquisa Meio/Ideia mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu seu melhor desempenho desde o início da série histórica do levantamento. A aprovação do presidente subiu para 48,5%, enquanto a desaprovação recuou para 49%, a menor da série. A rejeição segue em alta, mas ficou menor que a de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pela primeira vez. O levantamento também aponta melhora na avaliação do governo e aumento da parcela dos entrevistados que considera que Lula merece um novo mandato. A pesquisa aponta ainda que o presidente mantém melhor desempenho entre mulheres, católicos e eleitores do Nordeste, enquanto enfrenta maior resistência entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul e Sudeste. Os dados foram coletados entre 31 de julho e 3 de agosto, antes da abertura das investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. (Meio)
Meio/Ideia: Aprovação de Lula cresce 2
Debates-Orlando Pedroso
Lula também segue com vantagem na disputa presidencial, segundo a pesquisa. No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 43% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%, Renan Santos (Missão), com 4,7%, e Romeu Zema (Novo), com 2,6%. No segundo turno, após um empate técnico em abril e uma vantagem numérica de Flávio em maio, o presidente passou à frente e agora registra 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador. Lula lidera com folga entre as mulheres, com 55% das intenções de voto, ante 34,5% de Flávio. Entre os homens, o cenário se inverte: o senador aparece com 52,2%, enquanto o presidente registra 41,5%. Veja a íntegra da pesquisa. (Meio)
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O levantamento ainda avaliou a percepção dos eleitores sobre a influência dos Estados Unidos na política brasileira. Segundo a pesquisa, 31,5% consideram que uma eventual contestação americana ao sistema eleitoral brasileiro seria prejudicial ao país, enquanto 29,8% discordam dessa avaliação. Outros 24,2% adotaram posição neutra. O estudo mostra ainda que um eventual apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro teria impacto limitado: 44,9% dos entrevistados afirmam que isso não aumentaria sua disposição de votar nesse candidato, ante 20% que dizem o contrário. (Meio)
Pesquisa Quaest
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta manhã (íntegra) também aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º turno: o presidente tem 39% das intenções de voto (eram 40% em julho) e Flávio sobe para 30% (28% em julho). Entre os demais nomes testados no mesmo cenário, Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem empatados com 4% cada, e Romeu Zema tem 2%. Indecisos caem de 11% para 10%; brancos, nulos e abstenção seguem em 8%. No confronto direto com Flávio no cenário de 2º turno, Lula tem 44% contra 39% do adversário — em julho a distância chegou a 8 pontos, 45% a 37%. Nos demais cenários de segundo turno, todos com Lula à frente: contra Ronaldo Caiado, o presidente tem 45% a 37%; contra Romeu Zema, 46% a 34%; contra Renan Santos, 45% a 35%. A aprovação do governo Lula apresentou estabilidade: 48% aprovam e 47% desaprovam o governo, terceiro mês seguido nesse patamar. Lula tem 52% de rejeição e Flávio segue mais rejeitado que o presidente: 54% não votariam nele, ante 57% em julho. (Meio)
Trump x Brasil
O governo do presidente americano Donald Trump decidiu escalar as tensões que vêm marcando a relação entre Brasil e Estados Unidos e, em um ato sem precedentes, revogou o visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Viotti. A medida é uma retaliação direta à decisão brasileira de negar vistos a dois diplomatas americanos que pretendiam visitar o país antes das eleições e à demora na aprovação do indicado pelo presidente Donald Trump para a embaixada dos EUA em Brasília. Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a medida segue o princípio da reciprocidade e informou que a embaixadora não foi declarada “persona non grata”. Segundo o governo americano, Maria Luiza Viotti pode continuar exercendo o cargo de embaixadora em Washington, mas, caso deixe o território dos EUA, ela precisará solicitar um novo visto para retornar aos Estados Unidos. (Estadão)
Trump x Brasil 2
Já o governo brasileiro classificou como “falsas” as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e acusou o governo americano de tentar interferir nas eleições presidenciais deste ano. Em nota, o Palácio do Planalto classificou a medida como parte de uma “escalada deliberada de ações hostis” contra o Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com a relação bilateral entre os dois países. (g1)
Trump x Brasil 3
Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram como “chantagem” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora. A medida foi anunciada oficialmente como resposta à demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” para que o ex-deputado estadual pela Flórida, Daniel Perez, assuma a embaixada dos EUA em Brasília. O nome de Perez já foi aprovado por uma comissão do Senado dos Estados Unidos, mas ainda aguarda votação no plenário da Câmara Alta americana. (g1)
Trump x Brasil 4
Maria Luiza Viotti permanecerá nos Estados Unidos até nova orientação do Itamaraty. Na avaliação do governo brasileiro, a medida não configura expulsão do país, já que Viotti não foi declarada “persona non grata”. O entendimento é que ela continua amparada pelas garantias e imunidades diplomáticas. (Globo)
Trump x Brasil 5
Eduardo Bolsonaro (PL) se reuniu com autoridades do governo Donald Trump dias antes de os EUA revogarem o visto de Viotti, conta Bela Megale. O blogueiro Paulo Figueiredo não estava presente, mas já havia sido comunicado sobre o cancelamento do visto da embaixadora. (Globo)
Brasil x Argentina
E o Brasil decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina e manter em Brasília o embaixador do Brasil em Buenos Aires enquanto o presidente Javier Milei prosseguir com ataques ao presidente Lula. A decisão foi comunicada oficialmente pelo Itamaraty ao embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi. A medida não equivale a uma expulsão formal, mas indica que a permanência de Raimondi no país deixa de ser considerada adequada. (g1)
Marcola
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, esclareça o empréstimo que recebeu da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e investigada pela Polícia Federal. Marcola, que deixou o Palácio do Planalto há duas semanas para integrar a equipe de campanha de Lula à reeleição, afirmou em nota que o valor foi um empréstimo pessoal, já quitado, e nega qualquer irregularidade. No Planalto, a avaliação predominante é que Marcola cometeu um erro, mas não um crime. (Folha)
Marcola 2
O empréstimo foi utilizado para pagar contas pessoais de Marcola e chegou próximo dos R$ 250 mil. De acordo com investigações da Polícia Federal, Marcola encaminhava códigos de barras a Roberta Luchsinger para que os boletos fossem pagos. A PF também investiga a hipótese de repasses em dinheiro vivo. Os pagamentos foram identificados a partir de mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger. (Metrópoles)
Terceiro inquérito contra Lulinha
E o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito para investigar Lulinha, a pedido da Polícia Federal. A apuração envolve suspeitas sobre a atuação de um grupo em supostos negócios ilícitos relacionados a órgãos do governo federal. (g1)
Terceiro inquérito contra Lulinha 2
Flávia Tavares. “Em poucos dias, a Polícia Federal pediu a abertura de três inquéritos contra Lulinha,— e o Supremo autorizou todos. Mas o que essa investigação revelou foi uma queda de braço institucional entre o ministro André Mendonça e a cúpula da PF. Esses são escândalos reais por trás do fetiche do antilulismo”.. (Meio)
Romeu Zema
A campanha de Romeu Zema (Novo) confirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente na chapa do partido para a eleição presidencial. Com a definição, Girão deve retirar sua candidatura ao governo do Ceará. (g1)
Fundação FHC
A Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC) lança hoje um estudo com propostas para aprimorar os processos internos do Congresso Nacional. Intitulado “O Fortalecimento do Legislativo no Brasil: Contribuição para o aperfeiçoamento institucional do Congresso”, o documento é o segundo de uma série de policy papers voltados ao fortalecimento das instituições democráticas. (Meio)
Teleatendimentos
Após perceber aumento da procura, o Ministério da Saúde amplia a oferta de teleatendimentos para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, passando de 600 para até 100 mil por mês. O serviço conta com atendimento remoto e sigiloso por meio do aplicativo Meu SUS Digital, com orientação e acompanhamento profissional, além de suporte a familiares e pessoas próximas afetadas pelo problema das bets. (g1)
Julho mais quente
O último mês de julho foi o mais quente e um dos mais secos já registrados na França desde o início das medições em 1900. De acordo com o serviço meteorológico nacional francês, a temperatura média de 24,9°C superou os recordes anteriores das ondas de calor de agosto de 2003 (24,8°C) e de julho de 2006 (24,4°C). Desde o fim de maio, a França vem enfrentando seu quarto episódio de calor intenso, sendo duas ondas de calor apenas em julho e uma delas ainda continua. O país também passa por um déficit de chuva de quase 70%, agravando ainda mais a aridez dos solos. (Folha)
Grande Otelo
Maior prêmio do cinema brasileiro, o Grande Otelo dividiu pela primeira vez a mais importante categoria, de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Com o maior número de indicações (18), O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Manas, de Marianna Brennand, foram os vencedores. Homem Com H, de Esmir Filho, levou a estatueta de Melhor Filme pelo Voto Popular e mais cinco outros prêmios, incluindo Melhor Ator para Jesuíta Barbosa. (CNN Brasil)
Bienal do Livro
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo deve ser a maior de todos os tempos. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a RX Brasil esperam receber até 700 mil pessoas no Distrito Anhembi entre os dias 4 e 13 de setembro. Com 269 expositores, a feira literária vai ocupar 86 mil metros quadrados, uma expansão de 28% em relação à edição anterior. Entre os 350 autores confirmados, estão a inglesa Alice Oseman, a canadense Bal Khabra e a espanhola Elena Armas. Os brasileiros estão bem representados, com Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior e Socorro Acioli. (Globo)
Cotidiano Digital
A OpenAI iniciou um projeto piloto no Brasil, um dos três maiores mercados do ChatGPT em usuários ativos semanais, para exibir anúncios no serviço, direcionados a usuários maiores de 18 anos dos planos Free e Go, enquanto o Plus, Pro, Business, Enterprise e Education permanecem sem publicidade. Segundo a empresa, os anúncios serão veiculados em sistemas separados do modelo de linguagem e não influenciam as respostas da inteligência artificial. (Globo)
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*)Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor
A apreensão de aproximadamente R$ 2 milhões em dinheiro vivo pela Polícia Federal, em Porto Velho, não é um fato comum. Muito menos em período eleitoral. Trata-se de uma ocorrência que desperta interesse público e exige investigação rigorosa, transparência absoluta e respostas convincentes.
Não cabe à sociedade condenar previamente ninguém. Essa é atribuição da Justiça. Mas também não cabe aceitar que um episódio dessa magnitude seja tratado como se fosse apenas mais uma notícia policial.
Quando milhões de reais são sacados em espécie e transportados para o interior do Estado, a população tem o direito de perguntar:
De onde veio esse dinheiro?
Qual era seu destino?
Quem eram os verdadeiros beneficiários da operação?
Quem autorizou essa movimentação?
Essas perguntas não representam perseguição política. Representam o exercício legítimo da cidadania.
As informações divulgadas publicamente indicam que o veículo utilizado na ocorrência teria sido vinculado ao deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil) e presidente da federação União Progressista, que, por sua vez, negou qualquer envolvimento com os valores apreendidos pela Polícia Federal. Diante da enorme repercussão do caso, cabe às autoridades esclarecer integralmente os fatos, inclusive quanto à propriedade do veículo, ao eventual vínculo do motorista e à origem e ao destino dos recursos, para que não permaneçam dúvidas perante a sociedade.
Se as investigações concluírem que o parlamentar não possui qualquer responsabilidade sobre os fatos, isso deve ser dito de forma clara e definitiva. Mas, se houver qualquer elemento que indique responsabilidades de qualquer pessoa, a apuração deve avançar até suas últimas consequências, sem privilégios, distinções políticas ou tratamentos seletivos.
Quem exerce mandato popular ou pretende continuar exercendo funções públicas deve compreender que transparência não é um favor concedido à opinião pública. É uma obrigação inerente ao cargo.
Negar envolvimento é um direito.
Esclarecer os fatos é um dever político e moral.
Em uma democracia, perguntas não podem ser tratadas como ataques. Questionar não significa condenar; significa exigir que as instituições cumpram seu papel.
A Polícia Federal iniciou seu trabalho.
Agora a sociedade espera que ele seja concluído com independência, profundidade e total transparência.
Porque, ao final, o que realmente importa não é proteger narrativas, sobrenomes ou partidos.
O que importa é proteger a confiança da população nas instituições.
A verdade não pode ficar escondida.
A sociedade rondoniense quer respostas.
R$ 2 milhões em espécie: a sociedade exige respostas, não versões
Por Edson Silveira
Advogado, administrador, professor e militante do PT/RO
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Moradores do Loteamento Greenville, em Porto Velho, enfrentam falta de água nesta terça-feira (4) após oscilações na rede elétrica afetarem a bomba principal do sistema de abastecimento.
A suspensão é temporária, segundo a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).
A empresa informou que trabalha para restabelecer o sistema. Depois que o serviço voltar, o abastecimento será normalizado gradativamente.
Problema atingiu bomba principal
Segundo a Caerd, as oscilações no fornecimento de energia elétrica afetaram o funcionamento da bomba principal responsável pelo abastecimento da região.
Enquanto o serviço não é normalizado, a orientação é para que os moradores façam uso consciente da água.
A companhia não informou um horário específico para a retomada do abastecimento.
Caerd reforça importância de reservatório
A empresa também voltou a recomendar que cada imóvel tenha um reservatório com capacidade mínima de 500 litros.
A medida é prevista na Lei Federal nº 11.445/2007, conhecida como Lei do Saneamento Básico, e na norma ABNT NBR 5626.
Segundo a companhia, a reserva ajuda a garantir maior segurança hídrica durante interrupções no fornecimento.
Os moradores do Greenville devem economizar água até que o abastecimento seja completamente restabelecido.
O presidente estadual do MDB, senador Confúcio Moura, realizou nesta terça-feira (4) uma reunião de trabalho com os candidatos a deputado federal do partido para alinhar as diretrizes da campanha eleitoral de 2026. No período da tarde, dará continuidade à agenda em uma videoconferência com os candidatos a deputado estadual.
As reuniões marcam o início de uma agenda de organização, integração e fortalecimento da chapa proporcional do MDB em Rondônia.
Ao longo do encontro, Confúcio ouviu cada candidato, abriu espaço para sugestões e reforçou que o fortalecimento do partido depende da união, da fidelidade partidária, do diálogo permanente e do compromisso coletivo com o MDB e com a população de Rondônia.
O senador destacou que a renovação faz parte da democracia e fortalece a política, mas ressaltou que ela deve caminhar ao lado do respeito à história do MDB e à trajetória das lideranças que contribuíram para consolidar o partido ao longo das últimas décadas.
Outro ponto enfatizado foi a importância de uma campanha propositiva. Confúcio orientou os candidatos a priorizarem o diálogo com a população, apresentando ideias, projetos e soluções para os desafios de Rondônia, sempre com respeito aos eleitores, aos companheiros de partido e aos adversários.
“A política se fortalece quando há respeito. Respeito à história, às pessoas e, principalmente, ao eleitor. Cada candidato terá a oportunidade de construir sua própria trajetória, mas ninguém precisa diminuir o trabalho de quem veio antes para crescer. Quero uma campanha baseada em propostas, compromisso e resultados. É assim que fortalecemos o MDB e honramos a confiança da população de Rondônia”, afirmou o senador.
Ao encerrar a reunião, Confúcio reafirmou que o MDB seguirá unido, valorizando sua história e preparando uma campanha marcada pela responsabilidade, pela lealdade partidária e pela apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento de Rondônia.
As reuniões integram o processo de organização do MDB para as eleições de 2026 e reafirmam o compromisso da legenda com uma atuação coletiva, ética, respeitosa e voltada aos interesses da população rondoniense.
O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça contra o Banco do Brasil após identificar um financiamento de mais de R$ 320 mil para atividade pecuária dentro da Terra Indígena Rio Omerê, em Rondônia. O órgão afirma que o crédito foi concedido mesmo com a área protegida e pede que o banco pague R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
A Terra Indígena Rio Omerê fica na divisa dos municípios de Chupinguaia e Corumbiara.
Na ação civil pública, o MPF também quer que o Banco do Brasil seja obrigado a contratar uma auditoria externa para revisar os sistemas de controle socioambiental usados na concessão de crédito.
A intenção é impedir que novas falhas permitam financiamentos para atividades econômicas dentro de áreas protegidas.
Financiamento passou de R$ 320 mil
Segundo a ação, o caso começou após uma denúncia técnica apresentada pelo Greenpeace Brasil.
A organização utilizou georreferenciamento para identificar que 58,3% do imóvel rural estava sobreposto à Terra Indígena Rio Omerê.
As informações foram cruzadas com dados obtidos junto ao Banco Central. O levantamento apontou que o Banco do Brasil havia concedido mais de R$ 320 mil para custeio pecuário no imóvel, em dezembro de 2020.
Banco admitiu falha no sistema
Questionado pelo MPF, o Banco do Brasil reconheceu que seu sistema de verificação geoespacial falhou e não identificou a área como terra indígena no momento da contratação.
Para o Ministério Público, porém, o problema vai além de uma simples falha tecnológica.
O órgão afirma que houve “cegueira deliberada”, argumentando que o banco já possuía ferramentas tecnológicas de controle desde 2019 e, ainda assim, permitiu que o financiamento permanecesse ativo.
O MPF também aponta que normas do Banco Central já proibiam expressamente a concessão de crédito para exploração econômica em áreas indígenas.
Povos Akuntsu e Kanoê estão no centro da preocupação
Na ação, o MPF destaca a situação de vulnerabilidade dos povos Akuntsu e Kanoê, que vivem na Terra Indígena Rio Omerê.
Segundo o órgão, são povos de recente contato com não indígenas e sobreviventes de massacres ocorridos nas décadas de 1970 e 1980, durante a expansão da fronteira agrícola em Rondônia.
O contato oficial com esses indígenas ocorreu somente em 1995, por meio da então Fundação Nacional do Índio, atual Funai.
O MPF afirma que a sobrevivência dessas comunidades depende da caça, pesca e coleta, atividades que já estariam prejudicadas pela degradação do entorno.
Pressão sobre a terra indígena
A ação também cita outros episódios envolvendo a área.
Segundo o MPF, a Funai precisou recorrer à Justiça para suspender uma licença ambiental considerada irregular, que autorizava a exploração de mais de 17 mil m³ de madeira nativa dentro da terra indígena.
A situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) também foi questionada.
De acordo com informações repassadas ao MPF, o cadastro foi cancelado em 1º de junho de 2022 justamente por causa da sobreposição com a Terra Indígena Rio Omerê, território tradicional homologado desde 2006.
MPF pede R$ 1 milhão e auditoria
Além da indenização de R$ 1 milhão, o Ministério Público Federal quer que o Banco do Brasil faça uma auditoria independente em seus sistemas de controle e monitoramento geoespacial.
O valor da indenização, caso seja determinado pela Justiça, deverá ser destinado a projetos de proteção e fiscalização da terra indígena.
O MPF também pediu que a Funai e a comunidade indígena sejam intimadas para, se desejarem, participar do processo na defesa de seus interesses.
A ação tramita na Justiça Federal sob o número 1002796-78.2026.4.01.4103.
O caso ainda será analisado pela Justiça, e os pedidos apresentados pelo MPF dependem de decisão judicial.
Uma operação da Polícia Federal voltou a apertar o cerco contra um grupo suspeito de movimentar milhões de reais com crimes ambientais e tentar esconder o dinheiro obtido com as atividades ilegais. A segunda fase da Operação Olhos Fechados foi deflagrada nesta terça-feira (4).
Ao todo, 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Rondônia, Mato Grosso e São Paulo.
A operação investiga suspeitos de envolvimento com desmatamento, garimpo ilegal, usurpação de bens da União, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Investigação chega a novo núcleo
Nesta segunda fase, a PF mudou o foco para os suspeitos apontados como responsáveis por comandar os núcleos de exploração ilegal.
Os investigadores também buscam identificar como os recursos obtidos com as atividades criminosas eram ocultados ou dissimulados.
A intenção é chegar à estrutura financeira por trás do esquema e ampliar o rastreamento do dinheiro.
17 investigados usarão tornozeleira
Além das buscas, a Justiça Federal determinou que 17 investigados sejam monitorados por tornozeleira eletrônica.
Também foi autorizado o sequestro de bens dos envolvidos.
A medida poderá alcançar valores até o limite do prejuízo ambiental apontado em laudo pericial produzido durante a primeira fase da investigação.
O valor estimado é superior a R$ 11,3 milhões.
Operação avança sobre patrimônio
Com o sequestro de bens, a investigação tenta atingir também o patrimônio relacionado aos crimes apurados.
A medida busca garantir recursos para fazer frente ao prejuízo ambiental identificado pelos peritos.
As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Mato Grosso.
A nova etapa da Operação Olhos Fechados amplia o cerco contra os suspeitos apontados como integrantes da estrutura de exploração ilegal e lavagem dos recursos obtidos com as atividades investigadas.
Uma mala suspeita acabou revelando quase 9 quilos de skunk durante uma fiscalização de rotina no Aeroporto Internacional de Porto Velho. O passageiro foi preso em flagrante pela Polícia Federal.
A droga foi descoberta durante a inspeção das bagagens despachadas.
Os policiais identificaram uma mala que chamou atenção e verificaram que ela pertencia a um passageiro que havia embarcado em Manaus (AM).
O destino final da viagem era Guarulhos, em São Paulo.
Droga estava escondida na bagagem
Durante a vistoria, os policiais encontraram aproximadamente 9 kg de skunk escondidos dentro da mala.
A droga estava ocultada no interior da bagagem e foi apreendida antes que o passageiro pudesse seguir viagem.
O homem recebeu voz de prisão em flagrante.
Levado para a Polícia Federal
Após a apreensão, o passageiro foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Rondônia.
No local, foram adotadas as medidas previstas para o caso de tráfico de drogas.
A apreensão ocorreu durante uma fiscalização considerada de rotina no aeroporto da capital.