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quinta-feira, maio 14, 2026
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O super Lula.3 está mais robusto, ousado e eficiente

Por Roberto Kuppê (*)

Totalmente flex e híbrido, o novo Lula.3 está mais robusto, ousado e eficiente. Quem achou que o Lula reciclado não ia dar certo, errou feio, porque já está dando certo. Com 77 anos e tesão político de quem tem 30 anos, o Lula.3 Plus Premium, está deixando seus principais adversários de queixo caído e loucos para chegar logo 2026.

E não é para menos. Começou deixando até os lulistas atônitos quando chamou o ex-governador Geraldo Alckmin, então no PSDB, para ser seu vice. Depois juntou dezenas de partidos, além da esquerda, fechando o maior arco de alianças que se tem notícia na política brasileira.

Com isso, Lula se elegeu no segundo turno de 2022, enfrentando não só a máquina governamental, mas um poderio político e econômico unido para derrotar Lula, além dos fanáticos bolsonaristas dispostos a tudo para reeleger Bolsonaro.

Já em dezembro, portanto antes da posse e ainda no governo Bolsonaro, Lula.3 teve que mostrar a que veio, fazendo a aprovar a PEC da Transição que permitiria administrar com certa tranquilidade  financeira o primeiro ano de governo.

No primeiro dia de governo já botou para lascar, revogando diversos decretos. Assim que assumiu, no dia 1º, Lula derrubou os decretos de Bolsonaro que facilitavam acesso a armas de fogo. A medida restringiu a compra de armas e de munição para CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) e suspendeu a criação de novos registros de novas clubes de tiros até que o Estatuto do Desarmamento seja revisado.

O presidente também assinou um decreto em que manda a CGU (Controladoria-Geral da União) reavaliar os sigilos de Bolsonaro em até 30 dias — entre eles estão as restrições de acesso à carteira de vacinação de Bolsonaro, ao processo da Receita referente a Flávio Bolsonaro e ao processo disciplinar contra o ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde). Lula.3 suspendeu todas as privatizações que estavam em andamento e pensa agora em retirar a autonomia do Banco Central.

Lula.3 está impactando positivamente em todos os segmentos. Na Economia, valorizou o real, colocando o dólar abaixo de 5 reais.

No Meio Ambiente, Lula está atraindo os olhares do mundo. No primeiro momento já revogou atos que autorizavam o garimpo ilegal em terras indígenas. De pronto, esteve em Roraima e constatou um verdadeiro holocausto contra os povos Ianomami. Determinou a retirada dos garimpeiros ilegais e praticamente salvou os indígenas Ianomamis da extinção.

Mas, claro, não estamos nos esquecendo do que aconteceu dia 8 de janeiro em Brasília. Foi um dia para nunca esquecermos. Foi a materialização do dia 7 de setembro de 2021 quando o então presidente da República prometeu realizar um golpe de estado, derrubar Alexandre de Moraes e dar início à uma ditadura militar.

O dia 8 de janeiro de 2023 ficará para a história, assim como o 31 de março de 1964, data em que os militares tomaram o poder no Brasil. Mas, o 8 de janeiro foi um fracasso, apesar da violência com que terroristas atacaram os três poderes da República, pilares de nossa democracia. Fracassou porque o principal líder fugiu antes, deixando seu rebanho para realizar o trabalho sujo.

Lula.3 enfrentou com sabedoria os terroristas, decretando intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. Por seu turno, o ministro do STF, Alexandre de Moraes decretou a prisão do ex-secretário da Segurança do DF e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, que estava também na Flórida (EUA).

Com a prisão de Torres revelou-se um plano diabólico que se desenhou para impedir a posse de Lula e facilitar a permanência de Bolsonaro no poder. Não, aqueles tontos que estavam adiante dos quartéis em todo o Brasil, sobretudo no QG EX em Brasília, não estavam sós, patetando, cantando hino nacional para pneus. Eles estavam sendo orientados por Bolsonaro e filhos. E, com certeza, um dos filhos, Carlos Bolsonaro, era o mentor intelectual.

Agora, agorinha, por ocasião das reeleições dos presidentes da Câmara e do Senado Federal, descobriu-se que um plano apelidado pelo ministro Alexandre de Moraes de “Operação Tabajara”, estava em curso, tendo o senador Marcos Do Val (Podemos-ES) como um dos executores. “Tabajara” porque era, ou é, uma operação esdrúxula, que dificilmente daria certo. Algo maluco mesmo. Mas, embora tenha sido uma péssima ideia, está sendo caracterizado como grave crime contra as instituições.

Na semana que vem tem encontro histórico com o todo poderoso presidente dos Estados Unido, Joe Biden. Vai tratar sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia e, sobretudo, sobre os embargos dos EUA contra Cuba e Venezuela.

Um dos assuntos na reunião bilateral da próxima sexta-feira (10) entre os presidentes Lula e Biden será a proposta de criação de um organismo multilateral para negociar o fim da Guerra na Ucrânia.

A proposta já foi apresentada por Lula no encontro com o chanceler alemão Olaf Scholz, na semana passada. O grupo foi batizado por Lula de “Clube da Paz” e prevê a participação não só das potências globais, mas também de países de diversos continentes para tratar do conflito ucraniano.

Outro tema prioritário do encontro será a defesa da democracia frente a movimentos de extrema-direita. A pauta inclui ainda a discussão sobre as mudanças climáticas e investimentos americanos no Brasil.

A comitiva presidencial terá os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além do assessor especial da Presidência, Celso Amorim. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também participa, mas vai embarcar antes. As informações são do G1.

Na semana passada, a nova embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, comentou sobre a visão que Washington tem de Lula: “Eu falei para o presidente Lula que o presidente Biden o enxerga não apenas como líder nacional ou da região, mas como líder global. Falamos sobre comércio e investimentos, e da necessidade de unirmos nossas nações para melhorar a qualidade de vida econômica dos nossos povos”, disse Bagley.

Bom, resumindo é isso. Entre mortos e feridos, a democracia saiu ilesa destes episódios tragicômicos. Lula.3 está firme e mais forte do que nunca. Um super Lula.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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