Por Roberto Kuppê (*)
Essa história das joias presenteadas pelo príncipe Árabe à Michele Bolsonaro, precisa ser bem explicada pelos envolvidos, porque até agora, estão dando mais versão para o crime do que o lateral Daniel Alves. As joias foram presenteadas e logo após a refinaria da Petrobrás foi vendida a um fundo árabe, bem abaixo do valor de mercado. Isso é fato. Calcinha no chão, dinheiro na mão.
Bolsonaro, claro, nega, mas ele não apenas recebeu a propina, por meio do então ministro Bento Albuquerque, como fez de tudo para ficar com as joias e os diamantes, mesmo depois que a mercadoria foi retida pela Receita Federal. Fato documentado através das investidas para reaver o “presentinho” do príncipe para a princesa da Ceilândia.
Saudades dos tempos quando presentes eram caixinhas de bombons de chocolate. Joias no valor de R$ 17 milhões, é propina.
Em outubro de 2021, um assessor do ex-ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia, tentou trazer ilegalmente para o Brasil joias avaliadas em 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 milhões. O colar, anel, relógio e um par de brincos foram um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama.
Em 30 de novembro de 2021, um mês após a comitiva do então presidente Jair Bolsonaro viajar para o Oriente Médio, o governo brasileiro efetivou a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, na Bahia e seus ativos logísticos associados. A venda foi realizada para o Mubadala Capital, um fundo árabe dos Emirados Árabes Unidos, pelo valor de US$ 1,8 bilhão.
No entanto, cálculos estimados pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) indicam que a refinaria valia entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, ou seja, o dobro pelo que foi vendida aos príncipes árabes.
O caso das joias levou o Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino, determinar na segunda-feira a abertura de inquérito para investigar Jair e Michelle Bolsonaro pelos crimes de corrupção
Esse era o governo passado. Por defender essa gente, quase duas mil pessoas foram presas em Brasília, um governador foi afastado e um ex-ministro da Justiça, preso. E quando não é cocaína à borda da FAB é contrabando de joias. Enquanto isso, o botinho está nos Estados Unidos fingindo ser uma celebridade ou um político importante, quando, na verdade, é um ex-presidente foragido porque teme ser preso.
É sempre bom lembrar da célebre frase “quem não deve, não teme”. Atualizando a frase, “quem não teme, não foge para Orlando”.
Bom dia, presidente Lula. Tudo joia, Bolsonaro?
Com informações do Brasil 247
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