Por Roberto Kuppê (*)
Mal estamos em fevereiro de 2023 e já se fala no quadrilátero que compreende o Centro Político Administrativo (CPA)/Assembleia Legislativa do Estado e nas cercanias da Praça da EFMM em sucessão estadual em Rondônia. No meio, a sucessão municipal da capital do estado, Porto Velho.
Sim, a sucessão estadual em Rondônia já está na ordem do dia, bem como as discussões sobre quem sucederá Hildon Chaves (União Brasil) na prefeitura de Porto Velho. Mas, antes de falar em sucessão municipal, vamos falar de sucessão do governador Marcos Rocha (União Brasil). Na verdade, estão bem entrelaçadas.
Não há dúvidas de que um dos nomes mais fortes para suceder Marcos Rocha é Hildon Chaves. Até porque, a priori, ele seria o candidato do governador, visto que ambos teriam um acordo neste sentido. Chaves apoiou sem titubear a reeleição de Rocha. Mudou até de partido. Ele era tucano, lembram? Pois é.
Mas, no entanto, todavia, Hildon Chaves não é consenso no Palácio Rio Madeira. Lá existe um porém muito forte e atende pelo nome de Júnior Gonçalves, Chefe da Casa Civil e irmão do vice governador, Sérgio Gonçalves. Mataram a charada? Pois é. Segundo fontes, Júnior estaria mexendo os pauzinhos para lançar Marcos Rocha ao Senado em 2026 (serão duas vagas) e o irmão dele, que certamente assumiria o governo, sairia à reeleição.
Segundo as más línguas, quem manda mesmo no governo é o todo poderoso Júnior Gonçalves. Tanto é verdade que emplacou irmão como vice de Marcos Rocha, contra tudo e contra todos.
E a disputa pelo governo de Rondônia em 2026 passou pela eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado. Existiria um acordo de que a deputada estadual, a segunda mais votada, Ieda Chaves (União Brasil) seria eleita presidente da ALE-RO. Não foi, como sabemos. Foi eleito para o biênio 2023-2025 o deputado Marcelo Cruz (Patriotas), apoiado por Júnior Gonçalves, deixando esposa de Hildon Chaves a ver navios.
E, de cara, elegeram logo o presidente para o biênio 2025-2027, Alex Redano (Republicanos), não dando qualquer chance para Ieda Chaves. O que enfraquece sobremaneira a postulação de Hildon Chaves ao governo de Rondônia.

Hildon Chaves ficou uma arara, mas ele poderá dar o troco em 2024, catapultando a deputada estadual Ieda Chaves à prefeitura de Porto Velho. Elegendo a esposa prefeita, Hildon manteria a força política e poderá disputar o governo com a capital sob seu comando.
Agora entenderam o jogo, né? Pois é. Política em Rondônia não é para amadores.
Paralelamente à esse jogo político, existe mais um nome forte ao governo de Rondônia. É do interior e bom de voto, o senador Jaime Bagattoli (PL). Com oito anos de mandato, em 2026 ele não tem nada a perder, só a ganhar.
E, aproveitando a ocasião, o que seria do senador Marcos Rogério (PL), cujo mandato termina em 2026? Restará a ele disputar a reeleição. Vai que cola. Ao governo ele já queimou as possibilidades em 2022. Ah, e não vai rolar mais usar o nome de Jair Bolsonaro nas próximas eleições. A esta altura ele deverá estar condenado e preso.
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