Por Roberto Kuppê (*)
É impressionante o nível de alguns bolsonaristas, senão, da maioria. Após quatro anos de absoluto isolamento do Brasil das grandes nações, inclusive na América Latina, finalmente Lula realinha o País perante o Mundo. Estávamos de costas para o resto do mundo, inclusive de costas para os nossos próprios povos.
O presidente Lula está na Argentina fazendo o que mais sabe, dialogar. Dialogar com presidentes de outros países da América Latina, sem preconceitos com aqueles defenestrados pelos Estados Unidos, Cuba e Venezuela. Lula chegou na Argentina com brilho nos olhos. E os olhos dos presidentes latinos igualmente brilharam quando Lula falou em união, em cooperação, em ajuda, em parcerias.
O Brasil chegou gigante na Argentina. É nítido que os países latino americanos estão esperando muito do Brasil e nós muito deles também, nas questões comerciais. Lula discursou como líder da América Latina e o é, de fato. Ficou claro isso já na recepção do presidente brasileiro em terras portenhas, com direito a tapete vermelho.
“Era evidente a carga emocional presente nesta segunda-feira à entrada de Lula no Salão Branco da Casa Rosada em Buenos Aires. Acompanhado de Alberto Fernández, Lula reingressa como presidente no palco internacional. A incredulidade consegue unir adeptos e inimigos. Por mais que todos acreditem saber, nenhuma explicação dá conta”, apontou o jornalista Mario Vitor Santos no Brasil 247.
Que conjuração histórica fez que uma figura como essa fosse reentronizada? A emoção esteve presente no agradecimento de Lula a Fernández, que o visitou na prisão em Curitiba. Alberto veio às lágrimas. Esteve presente na promessa de amizade eterna a ponto das desculpas pelas ofensas de Bolsonaro aos argentinos.
Lula não está nem aí com os adversários políticos no Brasil. “Um Lula que não se rende à vigilância da mídia adversária e, ao contrário, em dobra a aposta pelo controle da agenda. Essa é a marca do Lula aos 22 dias: dobrar a aposta em todas as disputas, mesmo quando lhe aconselham o contrário. Dobrou contra os vândalos dos Três Poderes, dobrou contra os militares, dobrou agora no anúncio do que seria um “mecanismo” de troca comercial do Mercosul, que virou proposta de união monetária. E, para completar, dobrou no caso da Venezuela e de Cuba. Sobrou até mesmo para Juan Guaidó, o queridinho da midia latino-americana submissa ao Departamento de Estado, que se apropriou de fundos sequestrados do Estado venezuelado pelo imperialismo. São sinais do Lula que vem por aí”, disse Mario Vitor Santos.
E o que fazem os bolsonaristas? Protestam, criticam, refutam e rechaçam a aproximação do Brasil aos países sul americanos. Como se fosse benéfico ao País ficar ilhado, sem contatos com o exterior. Como se a Argentina, por exemplo, não fosse uma nação importante para o Brasil e para o Mundo. Só para lembrar, a Argentina é berço natal do Papa Francisco e do tri-campeão mundial de futebol, Lionel Messi.
O novo posicionamento do Brasil perante o Mundo, em especial à América Latina, será de extrema importância para o desenvolvimento de nosso País. Preconceito e mesquinhez não são ingredientes para o sucesso de uma economia, muito pelo contrário. O Brasil vai lucrar muito com o protagonismo de Lula.
O resto é ciúmes, despeito, inveja e complexo de vira latas. E, aviso aos pessimistas de plantão. Lula está só começando. Lula 3 vem com sede e propósito de deixar a presidência em 2026 com reconhecimento internacional e quem sabe, ser reconhecido pela totalidade dos brasileiros.
Qual é o problema do Brasil voltar a ser uma potência econômica mundial?
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político



