Por Roberto Kuppê (*)
Ele foi enterrado vivo politicamente em 2018. Ressuscitou quatro anos depois, se elegendo presidente da República pela terceira vez. Aliás, nem deveria ter sobrevivido à infância pobre, nascido no árido sertão pernambucano, filho de dona Lidu, que criou os dez filhos só com as graças de Deus. Lula é a exemplificação do sofrimento que se moldou, se adaptou e conseguiu vencer obstáculos que a maioria dos brasileiros não sobreviveria. Tanto que ele é único nordestino torneiro mecânico a alcançar o posto mais alto do poder, pela terceira vez.
Lula tem que ser respeitado. Não por ser o presidente eleito. Mas, por ser um político reconhecido mundialmente que, há apenas uma semana eleito, já mudou o humor da economia, fez líderes mundiais se manifestarem com alegria.
“Ah, mas ele roubou”. Roubou o que, sacripanta? Esse farsante Sérgio Moro revirou Lula e a família do avesso e nada encontrou. Nenhuma relação com os desvios na Petrobras. Nada. Esse tal triplex nunca foi de Lula. O sítio, idem. Esses dois itens já foram até vendidos pelos seus verdadeiros donos. Foi construída uma narrativa, com a cumplicidade de várias instâncias da justiça, levado às ruas pelo MBL, divulgado pela mídia como verdadeiro. Lula teve mais de 100 capas de revistas negativas e trezentas horas de Jornal Nacional. Fizeram a cabeça do povo que não teve dúvidas: “Lula é ladrão”. Elegeram um farsante para a presidência, que prometia uma nova política sem toma lá dá, sem Centrão e sem corrupção. Não entregou o que prometeu. Fez tudo ao contrário. E, na campanha pela reeleição, reeditou todas as fake news que o elegeram em 2018, requentando matérias mentirosas.
Mesmo sendo desmascarado, conseguiu ainda enganar 58 milhões de brasileiros nas eleições de 2022. Quase foi reeleito. Gastou 1 trilhão de reais para se reeleger. Realmente foi um milagre Lula vencer. E foi por pouco, 2 milhões de votos de diferença.
E agora, Bolsonaro que vinha afirmando que não queria mais ser presidente porque não podia comer mais nenhum pastel com caldo de cana sossegado, que não aguentava mais ser presidente, está lutando para continuar, tentando um terceiro turno, desta vez no tapetão da justiça. Claro. Fez tanta merda durante o mandato que o futuro dele é a prisão. Bolsonaro está com medo de ser preso e fará de tudo para implantar o caos no País. Mesmo afrontando a Constituição Federal, infringindo a lei e impedindo ao povo de decidir com liberdade o seu destino.
Graças a Deus, Lula está sendo bem recebido, tanto pelo Congresso Nacional, quanto pela mídia e pelo setor produtivo, o chamado PIB. Muito habilidoso e inteligente, Lula está costurando apoios ao seu governo, principalmente nesta fase de transição, pois precisa iniciar a sua administração no dia 1 de janeiro de 2023, tomando todas as providências necessárias para o cumprimento fiel de suas promessas de campanha. Preliminarmente já se vislumbra o apoio dos deputados federais para a aprovação até o dia 15 de dezembro da PEC da Transição, que seria corrigir o orçamento de 2023, inserindo recursos para as áreas sociais que foram cortados por Bolsonaro.
Nosso herói está em Trancoso, na Bahia. Trancoso fica na Costa do Descobrimento, Porto Seguro, onde foi celebrada a primeira missa por desbravadores portugueses liderados por Pedro Álvares Cabral.
Lula é o verdadeiro mito, que vai encerrar sua carreira política em 2026, reescrevendo sua biografia que entrará para a história dos heróis nacionais. E Bolsonaro? Entrará na lata do lixo da história como o pior presidente que este país já teve.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político



