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terça-feira, novembro 3, 2026
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Labirinto de Bronze: MP denuncia quatro por milícia e lavagem de R$ 31,3 milhões em RO

Uma investigação do Ministério Público de Rondônia (MPRO) chegou a uma nova etapa com a denúncia de quatro pessoas acusadas de integrar uma suposta estrutura de milícia privada e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi apresentada pelo Gaeco, no âmbito da operação “Labirinto de Bronze”, que investiga uma estrutura armada com atuação em conflitos agrários no estado.

Segundo o MPRO, o grupo teria atuado entre janeiro de 2019 e maio de 2026 em áreas de Buritis, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Cujubim.

Grupo teria atuado em conflitos agrários

De acordo com a denúncia, parte dos investigados teria integrado uma estrutura armada, estável e permanente.

O grupo seria utilizado, segundo a investigação, para vigiar propriedades rurais, intimidar e retirar ocupantes, enfrentar grupos rivais e participar de outras ações violentas relacionadas a disputas por terras.

A apuração também aponta para a prestação remunerada de segurança armada.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e os denunciados terão direito à defesa.

R$ 31,3 milhões em patrimônio

Além da suposta atuação da milícia, o MPRO identificou mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar ou dissimular patrimônio.

A investigação cita imóveis rurais e urbanos, gado, veículos, movimentações bancárias e uma empresa, além de bens registrados em nome de terceiros.

Ao todo, a denúncia descreve sete fatos relacionados à lavagem de dinheiro, praticados por meio de operações distintas.

Entre os bens alcançados pela investigação estão 1.611 cabeças de gado e sete veículos.

O MPRO também pediu à Justiça a perda dos bens, direitos e valores relacionados aos crimes. O patrimônio atingido pelas medidas é estimado, até o momento, em R$ 31.370.845,49.

Operação teve duas fases

A primeira fase da Labirinto de Bronze foi deflagrada em 26 de maio de 2026.

Na ocasião, o Gaeco cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.

Também foram determinadas medidas patrimoniais, incluindo bloqueios financeiros, restrições sobre imóveis e veículos e a constrição de 1.611 cabeças de gado.

Em setembro, uma segunda fase avançou sobre o material apreendido, principalmente aparelhos eletrônicos e documentos.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão em Ariquemes e outras medidas cautelares.

A Justiça também determinou o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e direitos econômicos ligados a uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia (GO).

Acusações

Conforme a denúncia, os investigados poderão responder, de acordo com a participação atribuída individualmente a cada um, pelos crimes de constituição, organização, integração e manutenção de milícia privada e lavagem de dinheiro.

O MPRO pediu o recebimento da denúncia, a citação e o processamento dos acusados e, ao final, a condenação pelos crimes imputados.

A denúncia agora será analisada pela Justiça.

O caso segue sob investigação, com foco na estrutura financeira e na possível utilização de patrimônio para ocultar recursos relacionados às atividades criminosas apontadas pelo Ministério Público.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Há males que vêm para o bem

Pensando bem, foi bom Lula ter saído em segundo lugar no primeiro turno. A iminência de uma derrota no segundo turno despertou um tsunami de sentimento verdadeiramente patriótico, levando milhares de eleitores lulistas a se mexer. Se Lula tivesse terminado o primeiro turno à frente de Flávio, com certeza estaria acomodado contando com a vitória em 25 de outubro. E iria sofrer uma derrota na certa. Agora, com a realidade batendo à porta, está todo mundo se mexendo, correndo contra o tempo. Ufa! Antes tarde do que nunca.

Mudança do vento

Ontem este articulista estava deveras pessimista com a reeleição de Lula. Mas os ventos estão mudando de direção. O que parecia improvável passou à possibilidade.

Renan Santos e Augusto Cury

O perigo da ascensão do fascismo é tão grande que até o ex-candidato à presidência Renan Santos do Missão cogita apoiar Lula. Augusto Cury, também. Eles sabem o que significa ter Flávio Bolsonaro na presidência da República, que não governará para a população. Governará visando exclusivamente vingança contra Alexandre de Moraes e pela soltura de Jair Bolsonaro. Esse é o plano de governo de Flávio Bolsonaro que não apresentou até agora o que fará pela população brasileira. Disse que vai manter os programas sociais do governo Lula. Ah, tá. Na verdade vai transformar o Brasil numa Argentina onde a população está comendo carne de burro. Também vai transformar o Brasil numa Venezuela que hoje é quintal dos Estados Unidos. Tragédia anunciada.

Renan Santos e Augusto Cury 2

Eleitores de Cury e Renan Santos tem demonstrando esse senso de responsabilidade com o Brasil. Eles sabem que uma eleição de Flávio Bolsonaro pode significar no mínimo 20 anos de família Bolsonaro no poder, sem chance de alternância e com poucas possibilidades de exercer uma oposição. Já Lula disputa sua última eleição, e fazer oposição a ele no Congresso seria uma tarefa bem mais simples, dada a atual conjuntura do parlamento.

O que pode acontecer sob Flávio

Não é nada alentador. Essa tranquilidade que o brasileiro tem vivenciado sob o governo Lula está prestes a se transformar em uma convulsão social se Flávio Bolsonaro se eleger presidente da República. É ao que está se encaminhando segundo os últimos movimentos após Flávio sair na frente no primeiro turno. O sentimento do “já ganhou” é nítido no semblante dos bolsonaristas. Tanto que já estão falando em composição do futuro ministério sem mesmo o eleitor saber o plano de governo de Flávio Bolsonaro. O eleitor está votando às cegas sem saber o que lhes reserva se Flávio virar presidente. Não será por falta de aviso. Ele mesmo está falando, inclusive até mexer na Constituição. Boa coisa não é. Com certeza vai alterar o número de ministros do STF para mais, além de outras medidas antidemocráticas que vão interferir na política e na justiça brasileira. O Brasil não será mais o mesmo. Convulsões sociais, greves, manifestações, crise na Educação, nos direitos humanos e o fim de alguns benefícios essenciais para a sobrevivência humana é o que vem por aí sob um governo fascista.

O que pode acontecer sob Flávio 2

O governo Flávio Bolsonaro (em caso de vitória, claro), passará os dois primeiros anos perseguindo o STF. Nos dois últimos tentarão fazer alguma coisa pelo povo. Só atrasará a revolução tecnológica que o governo Lula prometia. Só tirará direitos e acabará com benefícios sociais. Fim de governo.

Eleitor anestesiado

O eleitor de Flávio Bolsonaro está indo votar como o gado vai para o abate. Mal sabe o que o espera. Nós sabemos. Serão vítimas do próprio voto. Da própria burrice. É burrice mesmo. O próprio ex-presidente Bolsonaro disse isso com todas as letras: “Os idiotas dá pra trazer pro nosso lado”. Nikolas Ferreira também disse: “A burrice ajudou o brasileiro a não ser de esquerda”. Eles estão rindo dos próprios eleitores que os elegem. Mas, esses eleitores não têm capacidade cognitiva para entender. Nem desenhando. Talvez sofrendo na própria pele sob um governo desumano que vislumbra vir por aí se se concretizar a tendência eleitoral.

Não é mais ladrão

Depois de chamar Flávio Bolsonaro de ladrão, Ronaldo Caiado (PSD) aderiu à campanha. Flávio Bolsonaro recebeu também o apoio de Romeu Zema (Novo), além do ex-presidente Michel Temer (MDB). Caiado exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, de quem foi colega de Congresso por 20 anos, dizendo que sempre foram autênticos e tiveram muita coragem ao longo da trajetória. O ex-governador de Goiás prometeu uma mobilização integral dos goianos em prol da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente do Brasil.

Compra de votos

A compra de votos comeu solta em todo o país no primeiro turno. No segundo também haverá. Como? Direta e indiretamente. Mais de três mil prefeituras administradas por bolsonaristas Brasil afora, irrigadas por emendas parlamentares não fiscalizadas, “estimulam” os munícipes a votarem em Flávio Bolsonaro. Alguns, ameaçados de perder o Bolsa Família e até o Pé de Meia! Cestas básicas distribuídas sem limites. Funcionou. Flávio Bolsonaro no segundo turno. Para o segundo turno com certeza a campanha será irrigada por milhões de dólares dos Estados Unidos e, pasmem senhores, de Daniel Vorcaro. Isso mesmo. Vorcaro já está na campanha do irmãozão Flávio Bolsonaro. A eleição dele significará a liberdade de Vorcaro. E o fim do Caso Master.

Redes sociais e influencers

Este articulista há anos vem alertando os lulistas sobre a importância das redes sociais (Facebook, Instagram, X, etc), além de influencers. Sequer a esquerda curte as postagens pro-Lula. Comentar e compartilhar, nem pensar. Não leem matérias de interesse da esquerda. Leem só o título da matéria. Agora, na iminência de perder as eleições, a campanha de Lula acordou. Tardiamente? Talvez. Mas, nunca é tarde para corrigir os erros. Estão neste momento convocando influencers de esquerda para um verdadeiro combate aos bolsonaristas nas redes sociais. O clima é de guerra.

Ana Elisa e Pedro Rousseff

Deputados federais eleitos pelo PT de Minas Gerais, Ana Elisa e Pedro Rousseff têm, nesta quarta-feira (7), uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília (DF), para discutir a atuação nas redes sociais durante o 2° turno. A conversa reservada deve acontecer logo depois de uma agenda de Lula com os deputados federais eleitos que integram a bancada ligada ao governo. Segundo apurou O Fator com fontes ligadas ao governo federal, a intenção é aproximar os dois mineiros da campanha presidencial e aproveitar a atuação que eles já desenvolvem nas plataformas digitais, sobretudo na comunicação com o público mais jovem.

Ana Elisa e Pedro Rousseff 2

Aos 21 anos, Ana Elisa foi a deputada federal mais jovem eleita no país, enquanto Pedro Rousseff, de 26 anos, também chega à Câmara com trajetória marcada pela atuação nas redes. No caso de Ana, o convite ocorre depois de uma cobrança pública à estratégia digital do presidente. Ainda no domingo (4), ela afirmou que a esquerda precisa rever a forma como utiliza as redes sociais e criticou a presença digital da campanha de Lula.

Três vozes negras no Congresso Nacional

Vai ter negro no Congresso Nacional, sim. As eleições dos petistas  Renato Freitas (PR), Ana Elisa (MG) e Jones Manoel (PE), vão dar mais do que um colorido especial na Câmara Federal. Vão ser três vozes para combater parlamentares brancos e fascistas. “Não é apenas representatividade. É o povo negro ocupando espaços de poder, fazendo sua voz ecoar onde as grandes decisões do país são tomadas. Da resistência à conquista. Da periferia ao Congresso. Nossa voz, nossa história e nossos direitos precisam estar presentes!”.

Davi Alcolumbre não é confiável

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-Ap), não é confiável. Não vai aprovar o fim da escala 6×1. Vai negociar com Flávio Bolsonaro. Querem apostar?

Neutro é sabão

Este articulista tem o dever cívico de se manifestar politicamente. Principalmente quando a democracia está em perigo. Não é arroubo de um jornalista esquerdista. É a visão de que a ascensão de Flávio Bolsonaro à presidência será o fim da democracia conquistada à custa de muito sangue e vidas. Jovens eleitores que estão do lado de Flávio Bolsonaro desconhecem a história política do Brasil. Desconhecem os horrores que foi a Ditadura Militar. Desconhecem a fome que assolou o país até 2002 e só acabou graças às políticas sociais implementadas pelo governo petista. É contra a volta da fila do osso que este articulista se expõe dessa maneira, sem medo de ser feliz.

Victória Bacon

É com pesar que a coluna registra a morte da jornalista Victória Bacon, amiga deste articulista. Era a única bolsonarista que tinha livre trânsito nos grupos administrados por nós. Victória Ângelo Bacon tinha 45 anos. Morreu na manhã de terça-feira (6), em Porto Velho. Ela estava internada no Hospital da Unimed desde o dia 24 de setembro, após passar mal. Victória teve uma trajetória marcada pela atuação no jornalismo rondoniense e na educação. Além de jornalista e professora, também trabalhou como secretária executiva e tradutora. Ao longo dos anos, participou de diferentes momentos da imprensa de Rondônia e ficou conhecida pelo conhecimento, inteligência e firmeza na defesa de suas posições. Sua personalidade marcante também era uma característica lembrada por colegas e pessoas que acompanharam sua carreira. Descanse em paz! RIP.

Restos a pagar

As redes sociais estão inundadas por cobranças de formiguinhas de candidatos que não pagaram seus colaboradores. Amanhã a coluna vai publicar, a pedido, a lista de ex-candidatos que deixaram de honrar seus compromissos.

Nelson Canedo coleciona vitórias

Com histórico de viradas, disputas apertadas e resultados inéditos, o advogado rondoniense  Nelson Canedo comandou jurídicos de Marcos Rogério e Fernando Máximo em 2026 e campanhas vitoriosas de Marcos Rocha, Léo Moraes, Hildon Chaves e Mauro Nazif. Nestas eleiçõesNelson Canedo coordenou juridicamente, ao mesmo tempo, as campanhas de Marcos Rogério ao Governo de Rondônia e de Fernando Máximo ao Senado Federal. As duas terminaram com resultados históricos. Marcos Rogério foi eleito governador ainda no primeiro turno, com 56,86% dos votos válidos. Segundo Canedo, o resultado teve dimensão especial porque, em 36 anos de eleições diretas no estado, Rondônia havia decidido uma disputa pelo Governo no primeiro turno apenas uma vez, em uma eleição de reeleição. Fernando Máximo, por sua vez, foi eleito senador com 570.799 votos, tornando-se, conforme relata o advogado, o candidato ao Senado mais votado da história de Rondônia.

Flávio Bolsonaro fala em mudar a Constituição

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende usar o avanço da direita no Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”. “Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, declarou Flávio durante evento em Goiânia que oficializou o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) à sua candidatura no segundo turno. “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara”, afirmou. Na Câmara, o partido passou de 98 deputados eleitos em 2022 para 121 neste ano. No Senado, a bancada aumentou de 15 para 28 integrantes. Apesar do avanço, o PL sozinho não dispõe dos votos necessários para alterar a Constituição. A aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exige o apoio de três quintos dos parlamentares em cada Casa: pelo menos 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. (Metrópoles)

PP e União Brasil

Mudanças
Orlando Pedroso

Mas PP e União Brasil decidiram apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi tomada por unanimidade pelas Executivas Nacionais dos dois partidos, que formam uma federação, após reunião com dirigentes estaduais, deputados e senadores. Além disso, o endosso de Republicanos e Podemos também deve vir ainda hoje, ampliando a coalizão que possibilita mudar a Constituição. (Globo)

6×1 “oportunista” 

Flávio Bolsonaro também classificou como “oportunista” a proposta de acabar com a escala 6×1 defendida pelo governo Lula e afirmou que seu projeto para flexibilizar a jornada de trabalho é “infinitamente melhor”. A declaração foi feita enquanto o Senado começa a discutir a PEC. Pelo projeto apoiado por Flávio, a remuneração seria proporcional ao número de horas trabalhadas. (Folha)

Redução da maioridade penal

O candidato do PL ainda usou o dia para defender a redução da maioridade penal para 16 anos e instituir a castração química de pedófilos e estupradores caso seja eleito presidente. “Vamos arregaçar com vagabundo”, afirmou Flávio durante evento em Goiânia. O candidato disse que o resultado das eleições para a Câmara e o Senado dará condições para avançar com propostas de endurecimento da legislação penal. (Estadão)

Voltou a receber visitas

E a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de que Jair Bolsonaro volte a receber visitas do filho Flávio antes do fim da restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). (g1)

Espírito de vingança

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que não haverá “espírito de vingança” contra o Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima composição do Senado, mas disse que a Casa não será omissa diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros da Corte. “Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, afirmou Marinho após se reunir com o presidente do Supremo, Edson Fachin, em Brasília. (CNN Brasil)

Abertura automática de impeachment

Marinho ainda voltou a defender uma mudança no regimento do Senado para permitir a abertura automática de processos de impeachment quando o pedido tiver o apoio de pelo menos 49 senadores. Pela proposta, o presidente da Casa perderia a prerrogativa de impedir o andamento de um pedido que alcançasse esse número de assinaturas. (Folha)

Abertura automática de impeachment 2

Há cerca de um mês o ministro Gilmar Mendes se reuniu com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho e ouviu que dificilmente Alexandre de Moraes evitará uma investigação sobre sua conduta. (Globo)

Gilmar arquivou investigação por estupro

E o ministro Gilmar determinou o arquivamento da investigação por estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. (Metrópoles)

Débora do Batom

Já o ministro Alexandre de Moraes autorizou a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. (Estadão)

Gilmar e Moraes

Em 48h, Gilmar e Moraes deram quatro sinalizações favoráveis ao bolsonarismo. Além dessas decisões, Moraes ainda determinou à PGR que se manifeste sobre um pedido de visita de Flávio a Jair Bolsonaro e arquivou uma investigação contra o senador Marcos do Val e os blogueiros bolsonaristas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos. (CNN Brasil)

Enquanto isso…

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente Lula estuda retirar do presidente da República a atribuição exclusiva de indicar ministros do STF e criar alguma forma de participação da sociedade civil no processo. (CNN Brasil)

Salve-se quem puder

Roseann Kennedy: “A estratégia de recuo dos ministros do STF também aponta para o início da dinâmica do ‘salve-se quem puder’. A Corte já vislumbra um eventual governo de Flávio Bolsonaro e sabe que será muito mais difícil evitar o avanço dos pedidos de impeachment no Senado. Além disso, o novo presidente da República vai indicar pelo menos mais três ministros para o STF. E se for Flávio, a turma de Moraes terá seu poder ameaçado”. (Estadão)

Força-tarefa digital

A campanha petista prepara uma força-tarefa digital para ampliar a presença do presidente Lula nas redes sociais no segundo turno e pretende incorporar à estratégia parlamentares eleitos e influenciadores de esquerda com forte alcance nas plataformas. Lula deve se reunir ainda hoje com nomes como Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP). A intenção é discutir formas de melhorar o desempenho digital da campanha. A campanha também avalia incorporar influenciadores de esquerda à mobilização. Entre os nomes está Jones Manoel (PSOL-PE), eleito deputado federal com a segunda maior votação de Pernambuco. (g1)

O legado de Lula

Flávia Tavares. “O legado de Lula vai ser digno de ser enaltecido quando ele sair da disputa eleitoral. Enquanto nela estiver, precisa convencer e entregar. Falar de futuro, não do que já fez no passado. A campanha de Lula foi pouco profissional, feita por quem vê Lula com olhos de militante, com olhos apaixonados, não por quem compreende que num país ainda dividido ao meio é importante convencer, conquistar, batalhar, ouvir” . (Meio)

Interferência nas eleições brasileiras

A missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que a interferência de atores políticos estrangeiros nas eleições brasileiras chegou ao “extremo” de incluir insultos contra uma das candidaturas. A avaliação consta do relatório da missão que acompanhou o processo eleitoral no Brasil. O documento não informa quem fez as declarações nem identifica o candidato que teria sido alvo dos ataques. (CNN Brasil)

Lobby de Eduardo Bolsonaro

Documentos da Casa Branca e do Congresso dos EUA citam o lobby do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e detalham um fundo do governo americano que, cinco dias antes do primeiro turno, liberou em sigilo US$ 1 milhão para ações contra o Supremo. (UOL)

João de Deus

A Justiça de Goiás condenou João Teixeira de Faria, o João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola a pagar R$ 20 milhões por danos morais coletivos pelos abusos sexuais cometidos em Abadiânia (GO) entre a década de 1980 e 2018. A decisão, do juiz André Luiz Figueiredo Ligório, determina que o valor seja destinado, após o trânsito em julgado, a fundos públicos voltados à proteção e ao atendimento de mulheres vítimas de violência sexual, com preferência para iniciativas no município de Abadiânia. Para garantir o pagamento da indenização, a Justiça manteve o bloqueio da Fazenda Agropastoril Dom Inácio, avaliada em R$ 41 milhões. (Metrópoles)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Morre aos 45 anos em Porto Velho a jornalista Victoria Bacon

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A jornalista e professora Victória Ângelo Bacon, de 45 anos, morreu na manhã desta terça-feira (6), em Porto Velho. Ela estava internada no Hospital da Unimed desde o dia 24 de setembro, após passar mal.

A morte foi confirmada por um sobrinho. Victória morreu às 9h41.

A família ainda aguarda o laudo médico para esclarecer a causa da morte. Em setembro, ela havia passado por uma cirurgia para retirada da vesícula.

Trajetória no jornalismo

Victória teve uma trajetória marcada pela atuação no jornalismo rondoniense e na educação.

Além de jornalista e professora, também trabalhou como secretária executiva e tradutora.

Ao longo dos anos, participou de diferentes momentos da imprensa de Rondônia e ficou conhecida pelo conhecimento, inteligência e firmeza na defesa de suas posições.

Sua personalidade marcante também era uma característica lembrada por colegas e pessoas que acompanharam sua carreira.

Comoção

A notícia da morte provocou comoção entre jornalistas, professores, alunos, amigos e ex-colegas.

Nas redes sociais, manifestações de pesar começaram a surgir após a confirmação da morte.

Victória deixa uma trajetória profissional construída com dedicação ao jornalismo e à educação em Rondônia.

 

Após ser eleito, Marcos Rogério busca orientação do TCE-RO para transição

Poucos dias após vencer a eleição para o Governo de Rondônia, Marcos Rogério escolheu o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) para sua primeira visita institucional. O encontro ocorreu na tarde desta terça-feira (6/10), em Porto Velho.

A reunião sinaliza o início das articulações para a transição de governo, que deve ser marcada por diálogo com órgãos de controle e atenção às contas públicas.

Recebido pelo presidente do TCE-RO, conselheiro Wilber Coimbra, Marcos Rogério destacou o respeito à instituição e a importância do Tribunal para a condução da administração pública.

Contas públicas no centro da conversa

Durante a reunião, foram discutidos assuntos que terão impacto direto na futura gestão.

Entre eles estão orçamento, equilíbrio fiscal, previdência, arrecadação, investimentos e despesas com pessoal.

Também entraram na pauta temas ligados à governança e áreas consideradas essenciais para a população, como saúde, educação e segurança pública.

A preocupação central é preparar o Estado para o novo ciclo administrativo sem comprometer a capacidade de investimento e a prestação dos serviços públicos.

Transição começa a ganhar forma

Marcos Rogério destacou a importância da orientação técnica do Tribunal durante o período de transição e também ao longo de sua futura administração.

O novo governo começa oficialmente em janeiro de 2027.

A aproximação com o TCE-RO ocorre justamente em um momento em que a nova gestão terá de organizar prioridades, avaliar receitas e despesas e definir os primeiros passos do governo.

Para Wilber Coimbra, a visita demonstra disposição para construir uma transição baseada em planejamento e cooperação institucional.

O presidente do Tribunal afirmou que o TCE-RO está à disposição para orientar, dentro dos limites legais, as ações necessárias para uma transição equilibrada e uma gestão pública voltada ao desenvolvimento de Rondônia.

Confúcio Moura defende equilíbrio político e prioridade para educação, ciência e tecnologia

Senador cumprimenta eleitos, faz análise do novo cenário político e afirma que o Brasil precisa evitar radicalismos e priorizar o básico bem-feito

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) usou o Plenário nesta terça-feira (6) para cumprimentar os candidatos eleitos e desejar sucesso aos novos representantes de Rondônia. Entre eles, destacou o governador eleito Marcos Rogério, os senadores Bruno Scheid e Fernando Máximo e o deputado federal Lúcio Mosquini, terceiro deputado mais votado do país proporcionalmente. Confúcio também saudou Pedro Abib, candidato do MDB ao governo de Rondônia, e lamentou as derrotas de nomes que, segundo ele, são importantes defensores da educação.

Ao analisar o crescimento do Partido Liberal no Congresso Nacional, Confúcio fez um resgate histórico da legenda e defendeu que sua atuação não seja concentrada em uma única pauta. Para o senador, o novo cenário político exige liberdade, modernização institucional, valorização do mérito e ampliação de oportunidades.

“Essa questão de guerrear, essa questão do conflito, da provocação, da luta de boxe, do golpe baixo, aí não. Isso não cabe à nova política brasileira”, disse.

Confúcio também alertou para os desafios do país e defendeu uma política baseada em resultados concretos, sem radicalização ou conflitos permanentes. “O Brasil é tão complexo, tão difícil para governar”, afirmou. Para ele, a prioridade dos governos deve ser resolver os problemas de forma gradual e consistente.

Na avaliação do senador, educação, pesquisa científica e tecnologia precisam estar no centro das prioridades nacionais, independentemente da orientação ideológica dos governos. Ele criticou qualquer postura contrária aos pesquisadores e professores brasileiros e destacou a necessidade de enfrentar os problemas da educação, principalmente no ensino fundamental.

“Não pode nenhum governo de direita, conservador ou esquerda, no mundo da tecnologia, do avanço, da inteligência artificial, de tudo isso, ser contra a pesquisa científica, contra o pesquisador brasileiro, contra o professor”, afirmou.

Ao concluir, Confúcio reforçou a defesa de uma política baseada no equilíbrio, no planejamento e na solução gradual dos problemas nacionais. “O certo, o básico, bem-feito, uma coisa de cada vez”, resumiu o senador, ao defender que o futuro Congresso Nacional concentre esforços em medidas capazes de produzir resultados duradouros para o Brasil.

Máquinas de reciclagem que pagam via Pix chegam a Porto Velho

Ao longo dos últimos dois anos, ideias inovadoras e iniciativas bem-sucedidas em outras regiões do mundo vêm ganhando espaço nas ações desenvolvidas pela Prefeitura de Porto Velho.

Um exemplo é a Recicla Play, máquina digital que oferece ao cidadão a oportunidade de dar a destinação correta aos materiais recicláveis e ainda receber dinheiro via Pix.

Além de estimular a consciência ambiental, os equipamentos ajudam a evitar que garrafas PET, latinhas de alumínio, aço, embalagens longa vida, vidro e plásticos PP/PE sejam descartados nas ruas, poluindo a cidade e contribuindo para problemas como os alagamentos urbanos.

“É uma ação que traz uma alternativa lucrativa e divertida para conscientizar a sociedade sobre o descarte de lixo. Com isso, Porto Velho vai ganhando um novo rosto e finalmente mostra que está desenvolvendo sua vocação natural, que é ser uma cidade onde todos tenham orgulho de viver”, disse Léo Moraes.

Como usar

Léo Moraes destacou que a iniciativa une conscientização ambiental, incentivo à reciclagem e valorização de Porto Velho

 

Para utilizar a Recicla Play, o cidadão deve baixar o aplicativo Ambipar Triciclo, realizar o cadastro e começar a reciclar. Pela plataforma, é possível acompanhar os pontos acumulados e consultar os benefícios disponíveis.

O próximo passo é procurar um dos locais onde as máquinas estão instaladas e levar garrafas, latinhas, embalagens e outros materiais aceitos para receber créditos chamados Tricoins.

A cada 150 Tricoins acumulados, o usuário recebe R$ 1 via Pix. A pontuação varia conforme o material depositado: garrafas plásticas valem 10 Tricoins; latas de alumínio, 15; aço, 10; embalagens longa vida, 5; vidro, 5; e plásticos PP/PE, 10 Tricoins.

Inicialmente, as máquinas estão instaladas no Mercado Central, na Rodoviária Municipal, na Praça CEU e na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) 

PF investiga esquema de tráfico e lavagem de dinheiro com ramificações em Rondônia

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6) a Operação Iscariotes, contra um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A operação cumpre sete mandados de busca e apreensão em cinco cidades: Aracaju e Itaporanga d’Ajuda, em Sergipe; São Paulo, em São Paulo; Porto Velho e Guajará-Mirim, em Rondônia.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.

Prisão em São Paulo

Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas em São Paulo.

Segundo a investigação, o grupo teria uma estrutura dividida entre integrantes responsáveis pela logística, distribuição dos entorpecentes e movimentação do dinheiro obtido com a atividade criminosa.

A ação busca reunir novas provas sobre o funcionamento da organização e a possível participação dos investigados no esquema.

Investigação mira dinheiro do tráfico

Além do tráfico interestadual e da associação para o tráfico, a PF também investiga a lavagem dos recursos obtidos com a venda das drogas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A operação desta terça-feira ocorre em diferentes pontos do país, com ações simultâneas em Rondônia, Sergipe e São Paulo.

Deputado Alex Redano agradece reeleição e reforça compromisso com Rondônia

Após 45 dias percorrendo o estado, deputado destaca carinho recebido da população e afirma que cada voto representa uma nova responsabilidade de trabalhar por Rondônia

A vitória nas urnas veio acompanhada de um sentimento de gratidão e, sobretudo, de responsabilidade para o deputado estadual Alex Redano (Republicanos), reeleito neste domingo (4) para mais um mandato. Presidente do Parlamento Estadual, o parlamentar agradeceu aos eleitores e afirmou que a confiança renovada pela população fortalece ainda mais o compromisso de trabalhar por Rondônia.

Em uma mensagem publicada nas redes sociais, Redano fez questão de agradecer a Deus e a cada cidadão que depositou novamente sua confiança em seu trabalho.

“Minha gratidão a toda a população de Rondônia que confiou mais um mandato para trabalharmos. Agradeço a Deus e a cada eleitor que colocou o 10.100 nas urnas neste domingo”, declarou.

A campanha foi marcada por 45 dias de viagens pelas diferentes regiões do estado. Foram quilômetros percorridos, encontros, reuniões e, principalmente, momentos de proximidade com os rondonienses. Para Redano, mais do que apresentar propostas, a caminhada eleitoral foi uma oportunidade de ouvir a população e reencontrar pessoas que fazem parte da trajetória construída ao longo do mandato.

“Foram 45 dias de muito trabalho e de visitas por toda Rondônia. Levamos nossa mensagem e recebemos, em cada lugar, o carinho e a confiança da nossa população”, afirmou.

O resultado das urnas, segundo o deputado, representa muito mais do que a continuidade de um mandato. É uma demonstração de confiança que, para ele, aumenta a responsabilidade de transformar o apoio recebido em trabalho, ações e resultados concretos para a população.

“Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Temos muito trabalho pela frente, muitas ações, recursos e emendas para entregar nos próximos 12 meses”, ressaltou.

Ao agradecer pela reeleição, Alex Redano também reforçou que pretende transformar cada voto recebido em compromisso renovado com as famílias rondonienses. A mensagem do parlamentar foi encerrada com uma declaração de gratidão e fé no futuro do estado.

“Obrigado, Rondônia! Vou honrar cada voto com muito trabalho e dedicação. Deus abençoe cada família do nosso estado”, concluiu.

Com Marcos Rogério eleito no primeiro turno, eleitoralista Nelson Canedo coleciona vitórias em campanhas de Rondônia

Com histórico de viradas, disputas apertadas e resultados inéditos, advogado comandou jurídicos de Marcos Rogério e Fernando Máximo em 2026 e relembra atuações nas campanhas vitoriosas de Marcos Rocha, Léo Moraes, Hildon Chaves e Mauro Nazif

Porto Velho, RO – “Não foi sorte. Nunca foi.” É assim que o advogado eleitoralista Nelson Canedo resume uma trajetória construída no centro de algumas das campanhas mais disputadas, improváveis e emblemáticas da política de Rondônia.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Yan Simon, do Informa Rondônia, Canedo revisitou eleições que atravessaram mais de uma década e que, em comum, colocaram o jurídico sob pressão máxima. Foram disputas decididas no primeiro turno, viradas expressivas no segundo, confrontos separados por poucos pontos percentuais e campanhas que exigiram atuação simultânea em diferentes frentes.

O capítulo mais recente veio em 2026.

Nelson Canedo coordenou juridicamente, ao mesmo tempo, as campanhas de Marcos Rogério ao Governo de Rondônia e de Fernando Máximo ao Senado Federal. As duas terminaram com resultados históricos.

Marcos Rogério foi eleito governador ainda no primeiro turno, com 56,86% dos votos válidos. Segundo Canedo, o resultado teve dimensão especial porque, em 36 anos de eleições diretas no estado, Rondônia havia decidido uma disputa pelo Governo no primeiro turno apenas uma vez, em uma eleição de reeleição. Fernando Máximo, por sua vez, foi eleito senador com 570.799 votos, tornando-se, conforme relata o advogado, o candidato ao Senado mais votado da história de Rondônia.

“Duas campanhas simultâneas. Duas estruturas. Duas disputas com desafios completamente diferentes. E a responsabilidade de comandar juridicamente ambas até uma vitória histórica”, afirmou.

Para Canedo, no entanto, o peso de uma coordenação jurídica não pode ser medido apenas pelo resultado final. A experiência de 2022, segundo ele, talvez seja uma das que melhor sintetizam o trabalho desenvolvido longe do palanque. Naquele ano, o advogado coordenou o jurídico da campanha de reeleição do então governador Marcos Rocha.

O primeiro turno terminou apertado: Rocha alcançou 38,96% dos votos, contra 36,89% de Marcos Rogério. No segundo turno, a diferença permaneceu estreita. Marcos Rocha venceu com 52,47%, diante de 47,53% de Rogério. Foram 458.370 votos contra 415.278.

“Foi uma das eleições mais difíceis que já acompanhei”, recordou Canedo. Segundo o advogado, a disputa foi acompanhada “voto a voto, município a município, detalhe por detalhe”, inclusive depois das urnas, diante das batalhas jurídicas para preservar os mandatos conquistados.

“Sem esquecer da batalha jurídica para manter os eleitos no mandato. E deu certo”, afirmou.

A relação profissional permaneceu após a eleição. Desde então, Canedo passou a atuar como advogado pessoal de Marcos Rocha.

A política ainda reservaria uma reviravolta particular ao eleitoralista. O adversário enfrentado em 2022, Marcos Rogério, tornou-se quatro anos depois o candidato cuja campanha ao Governo ele próprio coordenaria juridicamente.

“Há uma ironia que só a política proporciona”, resumiu.

Entre uma eleição e outra, veio 2024.

Na disputa pela Prefeitura de Porto Velho, Nelson Canedo assumiu a coordenação jurídica da campanha de Léo Moraes e participou de uma das maiores viradas eleitorais daquele pleito.

Léo terminou o primeiro turno com 25,65% dos votos, quase 19 pontos percentuais atrás da primeira colocada. No segundo turno, virou a disputa e venceu com 56,18%.

De acordo com Canedo, foi a maior virada entre todas as capitais brasileiras que tiveram segundo turno nas eleições municipais de 2024.

Após a vitória, o advogado integrou a equipe de transição do prefeito eleito e permaneceu como advogado pessoal de Léo Moraes.

“Coordenar juridicamente uma campanha nunca foi, para mim, apenas fazer petição”, disse.

A frase ajuda a explicar como Canedo enxerga o papel do advogado eleitoralista. Para ele, o jurídico precisa caminhar ao lado da estratégia política, antecipando crises e agindo antes que um problema cresça.

“É antecipar problema. É entender a estratégia. É proteger a campanha. É decidir rápido quando um detalhe pode mudar o rumo de uma eleição.”

Essa lógica já aparecia em sua trajetória em 2016.

Naquele ano, Canedo reforçou a coordenação jurídica da campanha de Hildon Chaves no segundo turno da eleição para prefeito de Porto Velho.

Hildon havia terminado o primeiro turno com 27,20% dos votos. Na etapa seguinte, alcançou 65,15% e venceu a disputa.

A relação profissional também prosseguiu após as urnas. Nos anos seguintes, Canedo atuou como advogado de Hildon Chaves em questões relevantes da administração municipal.

Quatro anos antes, em 2012, outro cenário aparentemente desfavorável havia colocado o advogado novamente diante de uma candidatura desafiadora. Mauro Nazif chegou à eleição para prefeito de Porto Velho depois de sucessivas derrotas eleitorais. Havia disputado anteriormente duas eleições para a Prefeitura e uma para o Governo de Rondônia.

“Muita gente já não acreditava”, lembrou Canedo.

Nazif, porém, chegou ao segundo turno e venceu com mais de 63% dos votos válidos.

“Foi uma daquelas campanhas que ensinam que, na política, muitas vezes a vitória começa justamente quando quase ninguém mais acredita nela.”

A participação de Canedo continuou depois da eleição. Ele foi nomeado coordenador da equipe de transição de Mauro Nazif, ao lado de Mário Medeiros e de uma equipe técnica responsável pela passagem para a nova administração. Nos quatro anos seguintes, permaneceu como advogado pessoal do prefeito.

Ao olhar para 2012, 2016, 2022, 2024 e 2026, Canedo identifica um padrão: campanhas em que a advocacia eleitoral deixou de ser uma atividade acessória e passou a ocupar posição estratégica dentro da disputa.

“Foram muitas eleições, madrugadas, liminares, recursos, crises, reuniões e decisões tomadas sob pressão”, afirmou.

O advogado diz que os casos lembrados representam apenas parte de sua trajetória. Outras campanhas, vitórias e episódios ficaram fora desse recorte, embora também tenham ajudado a construir sua experiência no Direito Eleitoral. “Quando olho para trás, percebo que minha trajetória no Direito Eleitoral foi construída ao longo dos anos justamente nas campanhas em que o resultado parecia mais difícil, mais improvável ou dependia de detalhes que poucos enxergavam.”

Depois de mais uma eleição encerrada com duas vitórias de grande repercussão em 2026, Canedo prefere relacionar os resultados a uma construção acumulada ao longo dos anos.

“2012. 2016. 2022. 2024. 2026. E essas são apenas algumas das campanhas que marcaram minha trajetória.”

E volta à frase com que resume o caminho percorrido até aqui:

“Nunca foi sorte. Foi uma história construída eleição após eleição, sempre na linha de frente.”

Informa Rondônia

Nada pega em Flávio. Mas a conta pega no povo

Por Édson Silveira

O Brasil parece ter inventado uma modalidade eleitoral extraordinária: a indignação seletiva. O eleitor exige transparência, desde que ela não ilumine seu candidato. Cobra explicações, desde que as perguntas sejam dirigidas ao adversário. Defende o combate à corrupção, mas, quando o desconforto chega perto da própria preferência política, descobre subitamente as virtudes do silêncio.

Flávio Bolsonaro recebeu aproximadamente 56,1 milhões de votos no primeiro turno. Lula, 53,8 milhões. É uma vantagem eleitoral, não uma coroação. A eleição continua aberta, por mais que alguns já estejam escolhendo a moldura do retrato presidencial.

É como ver o passageiro de um barco furar o próprio casco para protestar contra o capitão — e comemorar porque a água entrou. A provocação traduz uma contradição: depender de políticas que ajudam a pôr comida na mesa, manter o filho estudando e conquistar uma casa, enquanto se entrega um cheque em branco a projetos cujo impacto sobre esses direitos precisa ser examinado.

Há quem celebre o “Estado mínimo” com entusiasmo de acionista, embora dependa do posto de saúde, da escola pública e da proteção social. É uma espécie de milionário por procuração: assume o discurso dos muito ricos e continua pagando as contas com salário apertado.

O problema não é o pobre discordar de Lula. Ninguém deve obediência eleitoral a governante algum. O problema é substituir a análise das consequências pelo prazer de derrotar um inimigo imaginário. O antipetismo não paga aluguel. A provocação no grupo de WhatsApp não compra remédio. E a satisfação de “acabar com a esquerda” não serve de almoço.

Também merece atenção a curiosa elasticidade da cobrança moral. Relatórios da Polícia Federal detalharam mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio e Eduardo negam irregularidades. Isso exige apuração e respostas públicas, não absolvição automática pela torcida.

Mas, para o fã incondicional, a fiscalização termina exatamente onde começa o sobrenome do candidato. Antes dessa fronteira, tudo é escândalo. Depois dela, tudo é perseguição. Que confortável: o eleitor vira advogado de defesa sem sequer exigir que seu cliente explique o processo.

O mesmo rigor deve valer para a economia. Quem promete reduzir despesas precisa dizer quais despesas, quem perderá recursos e quais serviços serão protegidos. “Eficiência” é uma palavra bonita. Na propaganda, cabe num sorriso; na vida real, precisa caber no orçamento sem expulsar o cidadão do atendimento.

Lula também precisa ouvir as urnas. Deve explicar melhor suas escolhas, reconhecer problemas e apresentar respostas concretas. Uma campanha que pretende virar o resultado precisa conversar com quem se afastou, inclusive com quem votou no adversário.

Defender Lula, neste segundo turno, é defender uma orientação política em que alimentação, moradia, educação e saúde sejam compromissos públicos. Os mais humildes precisam de proteção concreta, oportunidades e um governo que os enxergue além das estatísticas.

O Brasil ainda pode trocar a torcida pela reflexão. Pode perguntar antes de aplaudir. Pode exigir explicações antes de conceder confiança.

Porque, quando a água invade o barco, o entusiasmo contra o capitão não mantém ninguém à tona. E quem não tem bote, reserva financeira ou porto seguro costuma enfrentar primeiro as consequências.

Nada pegar em um candidato não significa que nada acontecerá ao país.

A conta chega. E quem tem menos costuma ter muito mais dificuldade para pagá-la.

Édson Silveira
Advogado, administrador, professor e militante do PT/RO.