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Porto Velho
terça-feira, novembro 3, 2026
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Estiagem coloca Porto Velho em situação de emergência e atinge 7,4 mil famílias no Madeira

A estiagem que castiga comunidades do Rio Madeira levou Porto Velho a decretar Situação de Emergência Nível II. A medida foi assinada pelo prefeito Léo Moraes (PODE) na última quinta-feira (1º) e atinge regiões do Alto, Médio e Baixo Madeira.

O levantamento da Prefeitura aponta 7.442 famílias afetadas em 85 localidades rurais, ribeirinhas e indígenas. Entre os atingidos estão 517 indígenas de cinco aldeias.

A situação está relacionada ao período de seca provocado pelos efeitos do Super El Niño, fenômeno que altera os padrões climáticos e pode provocar períodos de estiagem e chuvas intensas em diferentes regiões.

Água e ajuda emergencial

Com o decreto, Porto Velho poderá buscar apoio dos governos estadual e federal para enfrentar os impactos da estiagem.

Entre as medidas previstas estão o fornecimento de água potável por caminhões-pipa e embarcações, entrega de reservatórios e outras ações emergenciais.

O decreto também permite a dispensa de licitação para compras e contratações relacionadas à situação de emergência, dentro das regras legais.

“É o momento de mitigar impactos e mostrar que a união entre os poderes é capaz de fazer com que o nosso povo consiga passar por essa estiagem sem precisar sofrer com falta de água”, afirmou Léo Moraes.

O prefeito destacou ainda que a prioridade é atender as comunidades mais vulneráveis.

“É questão de humanidade proteger quem mais precisa”, disse.

Prefeitura já atua nas comunidades

Uma equipe multissetorial da Prefeitura já está percorrendo as áreas afetadas.

Além da distribuição de água e alimentos, as ações incluem cadastros sociais e outras medidas de apoio às famílias que enfrentam os efeitos da seca.

O decreto tem validade de 180 dias.

Áreas atingidas

No Baixo Madeira, estão incluídos os distritos de Calama, Demarcação, Nazaré e São Carlos, além de suas respectivas comunidades e ilhas.

No Médio Madeira, a emergência alcança áreas rurais do Distrito-Sede, especialmente nas margens do Rio Madeira, ramais e assentamentos, além de Abunã, Nova Mutum-Paraná, Jaci-Paraná, União Bandeirantes e Rio Pardo.

Já no Alto Madeira, estão incluídos Extrema, Fortaleza do Abunã e Nova Califórnia, além das aldeias indígenas Marmelinho, Nova Esperança, Paxiuba, Pedreira e Txakuby.

A declaração de emergência abre caminho para ampliar o atendimento e garantir o abastecimento das comunidades enquanto a estiagem continuar.

PF apreende 1.000 litros de combustível em porto clandestino na fronteira de Rondônia

Cerca de 1.000 litros de combustível foram apreendidos pela Polícia Federal nesta segunda-feira (5), em um porto clandestino de Guajará-Mirim, na região de fronteira com a Bolívia. Uma pessoa foi presa em flagrante durante a ação.

A abordagem aconteceu quando a carga era transportada pelo rio para o outro lado da fronteira.

Além do combustível, os policiais apreenderam dois motores e um veículo utilizado na operação.

O suspeito foi preso e levado para a Delegacia da Polícia Federal em Guajará-Mirim, onde o caso foi registrado.

O combustível, os motores e o veículo serão encaminhados para a Receita Federal, responsável pelos procedimentos relacionados aos materiais apreendidos.

Hospital Municipal amplia oferta de atendimentos especializados

Anos de espera começam a chegar ao fim para pacientes que aguardavam por atendimento especializado na rede pública de Porto Velho. O novo Hospital Municipal Universitário iniciou os atendimentos e, desde o primeiro dia de funcionamento, realizou centenas de consultas, ampliando a oferta de serviços e criando novas possibilidades de acesso à saúde para a população.

Roseni Ferreira aguardava há quatro anos por uma cirurgia e conseguiu consulta com o ortopedista em menos de dois meses

 

Entre os pacientes atendidos está a moradora do bairro Caladinho, Roseni Ferreira, que aguardava há quatro anos pela realização de uma cirurgia. Em agosto deste ano, ela entrou com a solicitação de encaminhamento e, em menos de dois meses, foi chamada para a consulta com o ortopedista.

“Preciso realizar uma cirurgia há alguns anos. Em agosto, entrei com uma solicitação de encaminhamento e já fui chamada para realizar minha consulta com o ortopedista. Eu estava precisando muito e esse atendimento vai facilitar para que eu consiga, finalmente, realizar minha cirurgia”, contou, animada.

Morador do bairro Orgulho do Madeira, Antônio dos Santos também procurou a nova unidade em busca de um atendimento que vinha sendo adiado. Há quatro anos, ele passou por uma cirurgia nos olhos e precisava realizar procedimentos de acompanhamento, mas encontrou dificuldades para conseguir o atendimento.

“Eu fiz uma cirurgia nos olhos há quatro anos, mas preciso fazer limpeza e manutenção. Eu não estava conseguindo esse atendimento, principalmente pelo custo das consultas e dos procedimentos. Ser atendido aqui vai ajudar muito. Agora vou conseguir fazer aquilo que estava sendo adiado há tanto tempo”.

Atendimento integrado

Antônio conseguiu retomar o acompanhamento oftalmológico que aguardava há quatro anos

 

A nova estrutura conta com o apoio da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), aproximando a formação acadêmica da realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e criando novas oportunidades de aprendizado e experiência prática para os estudantes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), atualmente mais de 12 mil pacientes aguardam atendimento em ortopedia, cerca de 3,5 mil em oftalmologia e aproximadamente 3,2 mil em cardiologia.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, os atendimentos serão organizados por meio do modelo de Oferta de Cuidados Integrados (OCI), reunindo diferentes serviços necessários para o acompanhamento do paciente em um mesmo espaço.

“Aqui vamos reunir a consulta especializada e os exames necessários para o acompanhamento do paciente. Temos uma estrutura que conta com raio-X, eletrocardiograma, exames laboratoriais, tomografia e ultrassom. Ao todo, serão 200 pacientes atendidos diariamente na unidade”.

Sandra Cardoso explicou que a unidade reunirá consultas e exames especializados em um só espaço, com capacidade para atender 200 pacientes por dia

 

Os pacientes serão chamados conforme a regulação municipal, com data e horário previamente estabelecidos. A orientação da Semusa é que ninguém se desloque até o hospital sem o devido chamamento.

“Pedimos que os pacientes não venham sem o chamamento. Os atendimentos serão destinados aos pacientes que já constam na regulação. Para informações, temos dois telefones disponíveis: (69) 98473-6092 e (69) 98473-8282”, orientou a secretária.

Para o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, a abertura do Hospital Municipal representa um avanço na ampliação dos serviços de saúde e, principalmente, uma resposta para quem espera há anos por um atendimento especializado.

“A saúde precisa estar perto das pessoas e é isso que estamos buscando com o Hospital Municipal. São pacientes que esperam há muito tempo por uma consulta, um exame ou um procedimento e que agora passam a ter uma nova porta de acesso. Estamos ampliando o atendimento e trabalhando para que mais pessoas possam ser cuidadas com dignidade, respeito e qualidade.”

O início das atividades do Hospital Municipal marca uma nova etapa para a saúde pública de Porto Velho. Com atendimento especializado, exames e uma estrutura voltada ao cuidado integrado, a unidade chega para aproximar o serviço de quem precisa e transformar tempo de espera em oportunidade de cuidado.

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Orgulho do Madeira está perto de ganhar nova unidade de saúde

A comunidade do Orgulho do Madeira, na zona Leste de Porto Velho, está perto de ganhar uma nova Unidade de Básica de Saúde (UBS). A obra entrou na reta final e a expectativa é de que a estrutura amplie o acesso à saúde e leve atendimento médico para mais perto de casa.

A unidade deverá beneficiar mais de 16 mil pessoas e contribuir diretamente para a redução da demanda nas UPAs e policlínicas da região.

Quando estiver em funcionamento, a USF Orgulho do Madeira oferecerá consultas, visitas domiciliares, atendimento integral, serviços de enfermagem, coleta de preventivo, curativos, vacinação, acompanhamento de pacientes com hipertensão e diabetes, atendimento infantil, pré-natal e tratamento odontológico.

De acordo com o prefeito Léo Moraes, a unidade contará com quatro equipes de Saúde da Família e quatro equipes de Saúde Bucal, com atendimento das 7h às 19h.

“Após anos de espera, o Orgulho do Madeira está recebendo uma unidade de saúde próxima da comunidade. Isso representa saúde perto de casa e acesso a tratamentos médicos para quem precisa. Assim, a nossa cidade avança para garantir uma saúde de qualidade à população”.

A obra segue em ritmo acelerado para que a estrutura seja entregue à população o quanto antes. A ampliação da rede também será fortalecida pelo concurso público da Saúde em andamento em Porto Velho, que prevê novos profissionais para reforçar o atendimento nas unidades do município.

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) 

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

É impressionante

56 milhões de formigas votaram no tamanduá ou a barata no inseticida. 56 milhões de eleitores, a maioria pobre, votou contra o Minha Casa Minha Vida, Pé de Meia, Mais Médicos, Bolsa Família, dentre outros programas sociais. 56 milhões de eleitores votaram a favor de quem está envolvido com o roubo dos aposentados do INSS, que tem ligações íntimas com Vorcaro. 56 milhões de eleitores votaram em quem já disse que vai cortar 300 bilhões que com certeza vão atingir a saúde, educação e habitação. E o pior, elegeram deputados e senadores negacionistas climáticos, a maioria contrário aos direitos constitucionais. O que vai significar pelo menos quatro anos de obscurantismo.

Nada pega em Flávio

Flávio Bolsonaro passou para o segundo turno praticamente jogando parado. Não fez grandes comícios. Não foi a nenhum debate (fugiu do da Globo). Não apresentou propostas. Se esquivou do Caso Master, não explicou o Dark Horse. Nada pega nele. Vorcaro, suruba, cocaina. Nada. Pro eleitor dele tudo é IA. Enfim, Flávio Bolsonaro deverá repetir a estratégia nesse segundo turno. Não deve ir ao debate da Globo, mas Lula já confirmou. Aliás, Lula deverá ir a qualquer entrevista se convidado. Afinal, Lula ficou em segundo lugar e precisa virar o jogo. No futebol, seria estar no segundo tempo levando de 7×0 da Alemanha.

Nada pega em Flávio 2

Quem vai sair perdendo com a provável e quase inevitável vitória de Flávio Bolsonaro será a população pobre. Vamos presenciar a volta da fila do osso. Desemprego, criminalidade e inflação voltando. E a corrupção correndo solta. E Vorcaro em liberdade.

Congresso hostil

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência do Brasil.“O Brasil vai arcar com as consequências e não espere da gente oposição aguerrida ao Flávio. […] Eles fizeram o Senado inteiro, muito possivelmente terão a presidência da Câmara, eles vão ter o STF todo. É uma galera autoritária, vingativa e picareta. Se você for muito duro na oposição, se você apontar para eles pelos escândalos de corrupção, se você apontar o dedo, vai ser atacado como se não houvesse amanhã”, diz Renan Santos.

Congresso hostil

Ontem este articulista disse que seria melhor Lula perder estas eleições. Sendo reeleito, não conseguiria governar com um congresso hostil, maciçamente de oposição. Para aprovar projetos de interesse do governo teria que negociar com parlamentares extremistas. Esse congresso que foi eleito só funcionaria com Flávio Bolsonaro presidente. Deixa o Flávio arrombar com o governo, destruir os programas sociais e desmontar a economia, gerando desemprego e voltando com a fila do osso. Porque esse será o futuro do Brasil sob Flávio Bolsonaro.

Pesquisas

E vem aí mais uma série de pesquisas do segundo turno. Quaest e Data Folha devem trazer números como 47% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula. Por enquanto é isso que está desenhado após 4 de outubro.

Votações estranhas

Cinco deputados federais de Rondônia foram reeleitos, todos com votação superior a 30 mil votos. O campeão de votos foi Lúcio Mosquini que deixou o MDB e se filiou ao PL. 155 mil votos! De onde saíram tantos votos se esse parlamentar teve uma atuação medíocre na Câmara Federal? E o que dizer da votação do Sargento Pincel? 55 mil votos! A este articulista só resta uma explicação: compra de votos! Um mês antes das eleições foram apreendidos 2 milhões de reais que estavam sob posse de um funcionário ligado à um dos parlamentares que foi reeleito.

Luciana Oliveira

Com quase 100 mil votos, a ex-candidata ao Senado Federal, Luciana Oliveira (PT), agradeceu os votos recebidos. “Gratidão minha gente! Foi difícil? Foi! Valeu a pena? Sim, porque minha alma que já não era pequena, está grandona. Gratidão meu povo!”, disse Luciana. A jornalista ficou em quinto lugar na disputa pelo Senado, superou Acir Gurgacz e obteve mais votos que Expedito Netto. Luciana teve 96.391 votos para o Senado. Expedito Netto terminou a disputa pelo Governo de Rondônia com 72.851. Campanha curta, sem pré-campanha tradicional e com estrutura inferior à de adversários recolocou o PT no debate majoritário estadual. Com informações do Informa Rondônia.

Restos a pagar

As redes sociais estão inundadas por cobranças de formiguinhas de candidatos que não pagaram seus colaboradores. Este articulista recebeu uma lista de inadimplentes. Impressionante.

KN quer soltar Bolsonaro

Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, pode deixar a prisão mais cedo do que se imagina. O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, o “KN” do Vorcaro, quer pautar para logo depois do segundo turno um pedido de revisão da condenação apresentado pela defesa do ex-presidente e não descarta libertá-lo por liminar. A assessores Nunes Marques tem apontado “exageros” no processo da trama golpista, relatado por Alexandre de Moraes, mas, como atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só não antecipa o julgamento para não ser acusado de interferir na eleição. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra a revisão, afirmando que ela só é cabível em caso de novas provas da inocência do réu. Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, caso seja eleito presidente, que o pai subirá a rampa do Palácio do Planalto com ele na posse, mas, como só poderá conceder um perdão presidencial após empossado, seria necessário um movimento como o de Nunes Marques para soltar o ex-presidente ainda este ano. (Folha)

Enquanto isso…

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro libertará o pai caso seja eleito presidente e projetou uma possível candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto em 2030. “O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou Valdemar. (CNN Brasil)

Bolsonaro pediu visita de Flávio

E Bolsonaro pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorize a visita de Flávio Bolsonaro, que foi proibido de ver o pai por 90 dias, depois que divulgou uma carta do ex-presidente nas redes sociais. Na solicitação, a defesa alega ao ministro que a visita de Flávio teria caráter apenas familiar. (UOL)

Edson Fachin

No dia seguinte às eleições, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que “nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular e a democracia”. A declaração foi feita durante a cerimônia pelos 38 anos da Constituição de 1988 e pelos 40 anos do processo constituinte. Fachin destacou o papel do Supremo na preservação do Estado Democrático de Direito diante dos atos de 8 de janeiro. “Nenhuma democracia nasce pronta, e nenhuma se conserva por inércia”, afirmou. (Globo)

STF e o Senado

O STF chegará à nova legislatura diante de um cenário mais adverso no Senado justamente quando enfrenta uma crise interna provocada pelo caso Banco Master. A eleição ampliou a bancada de parlamentares críticos à Corte e favoráveis a medidas contra seus integrantes. A mudança ocorre em um momento de perda de coesão no Supremo. (piauí)

 Reorganização das campanhas

Nem bem terminou o primeiro turno e já teve início a reorganização das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o presidente discutiu mudanças na comunicação e na estratégia para tentar avançar sobre o eleitorado de centro, Flávio decidiu preservar a linha que o levou à liderança e iniciou uma ofensiva para incorporar novos aliados. Lula passou a segunda-feira em reuniões em Brasília. A ordem à equipe foi promover mudanças para aproximar a campanha de jovens, mulheres e eleitores de centro. Flávio, por sua vez, passou o dia reunido com a cúpula do PL para definir a estratégia para os próximos 19 dias de campanha. (Globo)

Resultado provocou euforia

Nos mercados, o resultado do primeiro turno provocou euforia. O Ibovespa subiu 7,70% e alcançou os 206 mil pontos, maior nível de sua história. Até esta segunda-feira, a Bolsa de São Paulo jamais havia superado a marca dos 200 mil pontos. O dólar seguiu na direção oposta e fechou cotado a R$ 5, com queda de 4,12%. No exterior, o presidente americano Donald Trump afirmou que a vitória parcial de Flávio Bolsonaro foi “impressionante, apesar de apertada”. (Globo)

Reformulação na estratégia

Na tensa reunião com a cúpula de sua campanha, Lula determinou uma reformulação na estratégia para o segundo turno. A ordem é “mudar tudo” na comunicação para tentar se aproximar principalmente de jovens, mulheres e eleitores de centro. A coordenação da campanha também será ampliada, com maior participação de partidos aliados, entre eles o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de lideranças do Nordeste, como Camilo Santana. Internamente, dirigentes do PT atribuem parte dos problemas ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Uma das principais críticas envolve a decisão de proibir todas as apostas online às vésperas da eleição. Segundo relatos, Sidônio defendeu a medida apesar das resistências do presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, e do Ministério da Fazenda. (Estadão)

João Santana

Lula avalia chamar o publicitário João Santana para integrar a equipe de marketing, enviando emissários para sondar o marqueteiro. Atualmente, o marketing de Lula é comandado por Raul Rabelo, sócio de Sidônio Palmeira. A troca de comando é defendida por uma ala do PT e por integrantes do governo. (Metrópoles)

Geraldo Alckmin

Em outra frente, Lula avalia anunciar Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda de um eventual novo mandato. A medida é defendida por aliados como forma de sinalizar compromisso fiscal ao mercado e ampliar a aproximação com eleitores de centro. A proposta conta com apoio de integrantes do governo e da campanha, mas Lula ainda não teria sido convencido a adotá-la. (Globo)

Antissistema

Na reunião com aliados, Lula afirmou que sua candidatura é a única “antissistema” na disputa presidencial e criticou o que chamou de “promiscuidade” no STF após as recentes denúncias envolvendo a Corte. Lula também defendeu uma reforma no Judiciário e uma mudança no modelo de escolha dos ministros do Supremo. (g1)

Apoio de peso

Já a campanha de Flávio Bolsonaro vai receber um apoio de peso no segundo turno. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que vai se dedicar à campanha de Flávio e ajudar a definir a estratégia para ampliar a votação do candidato no estado. Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado na história do país, afirmou que também pretende participar da organização da campanha nacional. (g1)

Apoio de peso 2

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, vai declarar apoio a Flávio Bolsonaro hoje em Goiânia. O governador eleito Daniel Vilela (MDB) também participará do ato e formalizará apoio ao candidato do PL. (UOL)

Apoio de peso 3

E o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em publicação nas redes sociais, Temer associou seu apoio a uma demanda por mudança na política brasileira e afirmou que Flávio representa uma “reconexão”. (CNN Brasil)

Davi Alcolumbre e a escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve o calendário de discussão da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, uma das bandeiras de campanha do presidente Lula. Estão marcadas três sessões presenciais ainda esta semana para aprovar um calendário acelerado de tramitação da medida, já aprovada na Câmara. Contrária à redução, a oposição articula não comparecer às sessões nem dar quórum para votações. (g1)

Douglas Ruas

No Rio, a eleição será definida pela Justiça. Nesta segunda, Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Seus advogados afirmam que a decisão foi tomada de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. A decisão abre caminho para que seus votos sejam retirados do cálculo dos votos válidos, o que pode levar à vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. A decisão final cabe ao TSE. (UOL)

Hell de Janeiro

E o Rio de Janeiro vai voltar à normalidade ano que vem. Após idas e vindas com um desembargador no governo, os milicianos voltam ao poder com Douglas Ruas. Deuzulivi.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

 

Flávio Bolsonaro venceu em 14 estados e no DF; Lula foi o líder em 12 estados

 O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, terminou à frente do presidente Lula (PT) em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O petista, por sua vez, foi o primeiro colocado em 12 estados.

Na comparação com as eleições de 2022, Flávio “virou o jogo” em dois estados: em Minas Gerais e no Tocantins, onde o pai, Jair Bolsonaro (PL), tinha ficado atrás de Lula no primeiro turno naquela ocasião, agora foi ele o candidato mais votado.

Flávio foi o mais votado, também, nos três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul); nos três estados do Centro Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás – além do Distrito Federal); nos demais estados do Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo); e no Acre, em Rondônia e Roraima, no Norte.

Foi em Roraima que Flávio Bolsonaro teve o maior percentual de votos: 71,06%, contra 22,86% de Lula. Em outros quatro estados ele passou dos 60 pontos percentuais: Acre, Mato Grosso, Rondônia e Santa Catarina.

Lula venceu nos nove estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e em três da região Norte (Amapá, Amazonas e Pará).

O petista teve 70,99% dos votos válidos no Piauí, estado onde teve o maior percentual (Flávio Bolsonaro somou 24,09%). O petista também superou os 60 pontos na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco e em Sergipe.

Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno das eleições presidenciais em 25 de outubro. O filho de Jair Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista somou 45,16%.

Fonte: Carta Capital

Veja os 20 estados onde o governador foi eleito no 1º turno

A eleição para governador foi encerrada no primeiro turno, neste domingo, em 20 estados. Os vencedores conseguiram alcançar mais da metade (50% mais um) dos votos válidos, sem considerar os brancos e nulos, e foram eleitos.Do total de governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro do Norte, três no Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

Veja os estados e candidatos eleitos no 1º turno:

Alagoas

JHC (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. JHC ficou à frente de Renan Filho (MDB). João Henrique Caldas, o JHC, foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de AlagoaS.

Amapá

O candidato Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá. Ele tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. É médico cirurgião cardiovascular, foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao mandato.
Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia. Atual governador, Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor universitário. Foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação e secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.
Ceará

Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará. Atual governador, Elmano de Freitas é formado em Direito. Foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense. Foi eleito governador em 2022.
Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás. Atual governador de Goiás, Daniel Vilela assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Maranhão

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão. Eduardo Braide foi prefeito de São Luís por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo do Maranhão.

Mato Grosso

Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso. Atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois mandatos.

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. Atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel iniciou sua vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no governo de Mato Grosso do Sul. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura.

Minas Gerais

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. Cleitinho ficou à frente de Patrus Ananias (PT). Senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo é empresário e músico. Foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado, em 2023. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo de Minas.

Pará

Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará. Daniel Barbosa Santos é médico e nasceu em Açailândia (MA). Foi prefeito de Ananindeua (PA) por dois mandatos. Antes, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

Paraíba

Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba. Atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo. Antes, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado.

Paraná

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Ele ficou à frente de Sandro Alex. Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado.

Pernambuco

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco. Atual governadora, Raquel Lyra foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado.

Piauí

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí. Eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022, Rafael Fonteles é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente com 41 anos, é natural de Teresina e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Fonteles é professor e ocupou o cargo de secretário estadual da Fazenda do Piauí, presidindo o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) de 2019 a 2021.

Rio Grande do Sul

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco é militar reformado. Foi deputado estadual e, em 2022, elegeu-se deputado federal. É natural de Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

Rondônia

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia. Marcos Rogério foi vereador de Ji-Paraná e deputado federal por dois mandatos. É senador por Rondônia desde 2019 e já disputou o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno. Em 2026, volta a concorrer ao cargo.

Roraima

Arthur Henrique (PL) foi eleito governador de Roraima. Arthur Henrique (PL) tem 45 anos e é natural de Boa Vista (RR). Ele foi vice-prefeito e secretário municipal da capital antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de Roraima.

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) foi reeleito. Natural de Ibicaré (SC), Jorginho tem 70 anos. Ele foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC).

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. Tarcísio é servidor público de carreira, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e graduado em engenharia no Instituto Militar de Engenharia. Fez parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Trabalhou nas áreas de infraestrutura e investimento, foi presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro.

Sergipe

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito para o cargo em primeiro turno. Iniciou na política em 2008, quando foi vereador de Aracaju pelo PDT. Também foi secretário municipal de Aracaju na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, e secretário estadual no governo de Jackson Barreto. Além disso, foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Fonte: AG/BR

Rondônia reelege cinco deputados federais e não elege nenhum de esquerda de novo

A configuração da bancada federal de Rondônia será totalmente de direita a partir de 2027. Todos os eleitos e reeleitos são alinhados ao bolsonarismo.  A esquerda chegou a bater na trave com Anselmo de Jesus e Jabá Moreira do PT, mas faltou fôlego.

O PL elegeu maioria da bancada federal (dois senadores e três federais) um governador e sete deputados estaduais. Bom para o governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL). Com o fim do mandato do senador Confúcio Moura (MDB), que não disputou a reeleição, as pautas ambientais e as mudanças climáticas estarão em segundo plano.

Foram reeleitos para a Câmara Federal Mauricio Carvalho (UPr), Coronel Chrisostomo (PL), Cristiane Lopes (Podemos), Thiago Flores (PL) e Lúcio Mosquini (PL). Foram eleitos Joliane Fúria (PSD), Sofia Andrade (PL) e Dr. Jaime Gazola (Podemos). Para o Senado Federal, Fernando Máximo e Bruno Scheid, do PL.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

O grande vencedor

Apurada as urnas, quem foram os vencedores em Rondônia? Marcos Rogério (PL), claro, eleito governador de Rondônia. Mas, na opinião deste articulista o grande vencedor foi o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), que, além de ajudar a eleger o governador, elegeu a mãe Sandra Moraes primeira suplente de senador, o irmão Paulo Moraes Jr deputado estadual e Jaime Gazola, deputado federal.

PL fortalecido

O PL saiu fortalecido em todo o Brasil. Em Rondônia, em especial. Elegeu o governador do estado, dois senadores, três deputados federais e sete estaduais. Foi o partido que mais recebeu dinheiro do fundo eleitoral, cerca de 800 milhões de reais. E soube usar cada centavo, tanto que elegeu 19 senadores e a maioria dos deputados federais e governadores.

Fátima Cleide

Este articulista está deveras feliz com a eleição de Fátima Cleide (PT) à deputada estadual. Sempre torceu por ela. Foi eleita com mais de 13 mil votos, quantia pequena pelo tamanho de sua folha de serviços prestados ao povo rondoniense, em especial aos servidores públicos.

Fátima e Cláudia de Jesus

A eleição de Fátima Cleide e a reeleição de Cláudia de Jesus fortalecem o Partido dos Trabalhadores em Rondônia. Com 13.868 e 24.383 votos, respectivamente, as duas chegam à próxima legislatura com respaldo popular e o desafio de transformar essa confiança em atuação efetiva na Assembleia Legislativa. O resultado oferece ao PT a oportunidade de reorganizar sua presença institucional após um período de menor influência no Legislativo estadual. Essa retomada, porém, não será automática. Minoritária, a bancada terá de disputar espaço em uma Casa marcada por alianças pragmáticas, forte influência do governo e predominância de pautas ligadas ao agronegócio, à infraestrutura, à segurança pública e à expansão econômica.

Fátima e Cláudia de Jesus 2

Fátima Cleide retorna ao Legislativo com a experiência de quem representou Rondônia no Senado e construiu uma trajetória ligada à educação e à defesa dos trabalhadores. Cláudia de Jesus, reeleita com votação superior, traz uma base própria e a possibilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido no primeiro mandato. A coordenação entre as duas será decisiva para que essa força eleitoral se converta em influência política.

Grande perda

A coluna sente muito pela não reeleição de Ieda Chaves (UPr). Era a melhor deputada estadual na Assembleia Legislativa de Rondônia.

Caráter e derrota

Um ex-candidato derrotado nas eleições de ontem disse que saiu do pleito de cabeça erguida e com o caráter inabalado. “Por onde eu passava as pessoas pediam dinheiro prá fazer campanha, balançar bandeiras”, reclamou nas redes sociais. Perdeu as eleições. Venceu quem gastou milhões. Venceu quem pagou impulsionamento na Internet. Venceu quem contratou formiguinhas prá balançar bandeiras. E olha que até quem pagou, não foi eleito. Imagina quem manteve posição avarenta e mesquinha.

Samuel Costa

O ex-candidato ao governo de Rondônia Samuel Costa vai deixar o PSB. Deve procurar um partido de centro e disputar uma vaga de vereador em 2028, cujos mandatos serão excepcionalmente de seis anos também para prefeitos. Costa saiu fortalecido destas eleições.

É o fim da era Lula?

A preço de hoje, sim. Tudo indica que Lula perderá as eleições no segundo turno. É sintomático. Tem sido a tendência. Quem vence no primeiro turno, vence no segundo. Este articulista falou isso na coluna passada, considerando que Lula sairia em primeiro na disputa. Não saiu! Lula perdeu para o pior candidato desse pleito. Pior para o petismo, não para 57 milhões de eleitores. Lula obteve 53 milhões de votos, quatro milhões a menos do que no primeiro turno de 2022 contra Jair Bolsonaro quando obteve 57 milhões. No segundo venceu com mais de 60 milhões de voto. 2026 é uma realidade totalmente diferente. Lula saiu atrás de Flávio Bolsonaro que obteve 57 milhões de votos, o mesmo valor que Lula obteve em 2022. Portanto, se as eleições fossem hoje, Lula perderia as eleições.

A coluna previu esse resultado

Por diversas vezes esta coluna disse que Lula poderia perder as eleições para o filhote do capiroto. Este articulista foi criticado pelos petistas por esta previsão. Mas era a realidade do momento, que se concretizou ontem. Não foi exercício de adivinhação. Foi análise de conjuntura. A mesma análise que afirmou que o senador Marcos Rogério (PL) seria o próximo governador de Rondônia. E foi eleito! Os erros que este articulista apontou na campanha do ex-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD) o levaram a derrota.

O “toque” e o fim das bets

E quais foram os erros de Lula, além dos escorregões nas palavras como o último sobre o “toque”? O anúncio do fim das bets! Sim, foi um erro. O brasileiro gosta de apostar, mesmo perdendo. A Mega Sena é um exemplo. Milhões jogam e perdem, mas mesmo assim jogam de novo! Infelizmente as bets vieram pra ficar. Lula tem que rever sua posição imediatamente. Faz como disse o Paulo Guedes, ex-ministro da Fazenda de Bolsonaro: “deixa o povo se f…”.

Não estão nem aí com caráter

Lula fez tudo certinho no terceiro mandato. Perdeu no primeiro turno. Flávio fez tudo errado como senador, foi vencedor do primeiro turno. Lula tem apenas um imóvel. Flávio tem dezenas de mansões. Quem é o ladrão? Lula, segundo bolsonaristas. E não adianta esfregar isso na cara dos eleitores bolsonaristas. Eles não estão nem aí com ética, caráter ou honestidade. Eles sabem (pelo menos a maioria) que Flávio é bandido, mas votam assim mesmo.

O que Lula fazer para vencer ?

O que Lula precisa fazer para vencer no segundo turno? Primeiro, falar menos para não falar besteira. Segundo, abandonar a ideia de por fim às bets. O povo gosta de jogatina. Danem-se. Depois, se aproximar da juventude, dos jovens que nunca passaram o que os jovens antes da era Lula passaram. Os jovens de hoje não têm ideia do que passaram os jovens até 2002. Totalmente sem futuro. Hoje a realidade é outra graças aos governos Lula e Dilma. É fato. Mas os jovens de hoje desconhecem o passado, levando-os ao erro de eleger Flávio Bolsonaro. Será o fim de muitos programas sociais e benefícios como o Pé de Meia. Flávio já anunciou que vai começar o governo dele cortando 300 bilhões. Onde serão os cortes? Nos salários dos deputados e senadores? Do fundo eleitoral? Não!!! Vai cortar benefícios sociais e paralisar obras importantes como a construção habitacional destinada ao Minha Casa Minha Vida.

O que Lula fazer para vencer ? 2

Magno Karl: “O jovem hoje vê Lula como establishment. Ele não conseguiu atrair esse voto mais jovem, que estava em disputa e que ele atraiu em 2022.” (Meio)

Congresso hostil

Se Lula for reeleito (possibilidade remota), não vai governar em paz. Terá um Congresso Nacional mais hostil do que o atual. Pensa numa turma que vem por aí. Só curva de rio. Deuzulivi. Melhor dos mundos para Lula seria perder as eleições. Deixa o povo se lascar com Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro.

Lula presunçoso demais

Lula tem que parar de ser presunçoso e passar a ouvir mais as pessoas. Ele não é mais aquele jovem idealista que ousou enfrentar o sistema. Agora a realidade é outra. A política de hoje é diferente da política de três décadas atrás. A palavra proibir deve ser proibida. Nada de proibir bets. Regular, sim. Proibir, não. Quem não imaginou que os times de futebol não iam chiar e insuflar as torcidas contra Lula? Pois fizeram isso e está aí o resultado.

O que aguarda Lula

O fim está próximo
Spacca

Tempestade, tormenta, tsunami, tornado e furacão, tudo junto. É o que espera Lula neste segundo turno. Não será fácil vencer Flávio Bolsonaro. O PL elegeu um batalhão que vai estar à disposição dele no segundo turno. Além disso, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que deseja ser reconduzido à presidência do Senado, não deverá pautar o fim da escala 6×1 para ajudar Lula. Pois sabe que a nova configuração do Senado será maioritariamente composta pelo PL. Para Alcolumbre, se afastar de Lula neste momento será benéfico para sua reeleição.

As urnas prestam

É impressionante. A direita bolsonarista não reclamou desta vez das urnas. Agora as urnas são confiáveis. Até o presidente Trump, dos Estados, elogiou o sistema eleitoral brasileiro. “Muito rápido”. Çei.

Onda de direita

O voto útil, o chamado “antipetismo de chegada” e uma onda à direita falaram alto no primeiro turno das eleições gerais, realizado neste domingo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou a primeira rodada de votação quase dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem vai disputar o segundo turno no próximo dia 25. Segundo números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio obteve 56.104.503 votos (47,03%), contra 53.879.538 (45,16%) de Lula. O bom desempenho do filho mais velho de Jair Bolsonaro se refletiu na desidratação dos demais candidatos de direita, que tiveram desempenho abaixo das projeções. Augusto Cury (Avante) chegou em terceiro, com 2,89%, seguido de Renan Santos (Missão), com 2,24%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%; e Romeu Zema (Novo), com 0,27%. Os demais postulantes não passaram de 0,1%. (UOL)

Lula em nove estados do Nordeste

Por região, Lula manteve sua predominância e ganhou nos nove estados do Nordeste. Flávio virou Minas Gerais, que o presidente havia levado em 2022. Nos três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas e Rio), Flávio liderou em 1.089 cidade, incluindo Belo Horizonte e Rio. Lula ficou na frente em 500, sendo a capital paulista uma delas. (g1)

Lula em nove estados do Nordeste 2

Durante a apuração, Flávio Bolsonaro chegou a ter dobro da vantagem aberta pelo pai contra Lula em 2022. Lula permaneceu, ao longo da maior parte da apuração, cerca de seis pontos percentuais aquém do próprio desempenho no primeiro turno de quatro anos atrás. Contra Jair Bolsonaro, o presidente virou a apuração quando havia cerca de 70% das urnas contabilizadas. (Globo)

Lula perdeu 3,4 milhões de votos

Com o resultado, Lula perdeu 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e teve pior votação, em porcentagem de votos válidos, desde 1998, quando perdeu já no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso. (CNN Brasil)

Flávio confiante

Flávio Bolsonaro não escondia a alegria com o resultado, mesmo ainda tendo um segundo turno pela frente. O senador disse estar confiante de que será eleito presidente, o que, segundo ele, marcará “o fim da era do PT”. “Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para mudança. A palavra é mudança”, declarou. (CNN Brasil)

Segundo lugar “inesperado”

Já o presidente Lula admitiu que o segundo lugar foi “inesperado”, já que imaginava vencer ainda no primeiro turno — o que não aconteceu em qualquer uma das eleições que venceu. Ao discursar para correligionários em São Paulo, porém, Lula se disse confiante na vitória sobre Flávio Bolsonaro, classificando o segundo turno como a “prova dos nove”. “Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse o presidente. (g1)

Abstenção acima de 21%

Uma das frentes do segundo turno será levar para as urnas quem preferiu não participar. Pela primeira vez desde 1998, a abstenção em uma eleição presidencial ficou acima de 21%. De acordo com o TSE, 21,09% dos eleitores não apareceram para votar. (Globo)

Lula venceu em 52 países

A diáspora brasileira foi na contramão do voto doméstico. Lula venceu em 52 países, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em 33, incluindo os Estados Unidos, onde está o maior número de eleitores brasileiros no exterior. (Poder360)

Segundo turno

Computados os votos, começa a disputa pelos eleitores dos candidatos que ficaram de fora do segundo turno. Reconhecendo que o quarto lugar ficou distante de suas expectativas, Renan Santos disse que não vai apoiar ninguém e liberou os militantes do MBL e do Missão. A postura é a mesma de Augusto Cury, o terceiro colocado. O escritor voltou a pregar o “fim da polarização” e parabenizou Lula e Flávio Bolsonaro, mas disse que não vai apoiar qualquer um dos dois na nova rodada. Após dizer que “caiu de pé”, Ronaldo Caiado informou que discutiria o segundo turno com a cúpula do PSD, mas, pouco depois, o presidente do partido, Gilberto Kassab, anunciou que a legenda ficará neutra, liberando os diretórios regionais para acordos locais. (Globo)

Nikolas mais votado do Brasil

O PL não tem do que reclamar no primeiro turno das eleições. Além da liderança de Flávio Bolsonaro, o partido viu Nikolas Ferreira (MG) se tornar o deputado federal mais votado na história do Brasil, com mais de 3 milhões de votos. A conquista mais emblemática, porém, foi no Senado. O partido elegeu 19 senadores e, com os nove que estão em meio de mandato, terá 28 parlamentares na casa, a segunda maior bancada desde a redemocratização. Como explica Malu Gaspar, esse resultado pode elevar a tensão com o STF, já que, incluindo senadores de outros partidos, o grupo que defende o impeachment de ministros do Supremo deve chegar a 51 nomes, apenas três a menos que o mínimo exigido pela mudança que Gilmar Mendes determinou na lei do impeachment. (Globo)

 Maior bancada

Além de obter a maior bancada, o PL fez a dobradinha para o Senado em cinco unidades da Federação: DF (Michele Bolsonaro e Bia Kicis), MS (Reinaldo Azambuja e Capitão Contar), RJ (Carlos Portinho e Carlos Jordy), RD (Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid) e SC (Carol de Toni e Carlos Bolsonaro). O PT, que elegeu seis senadores, só ficou com as duas vagas na Bahia, com Rui Costa e Jaques Wagner. (Valor)

Clã Bolsonaro

O clã Bolsonaro se elegeu em peso. Além de Michelle e Carlos, Jair Renan (filho caçula, deputado federal por SC) e Renato Bolsonaro (irmão, deputado federal por SP) conseguiram uma vaga no Congresso. Do outro lado, nomes históricos e ex-ministros do PT não conseguiram se eleger. José Dirceu, Rui Falcão, Paulo Teixeira e Gleisi Hoffmann foram alguns dos que ficaram de fora. (UOL)

Eleitos no primeiro turno

As eleições deste domingo registraram o maior número de governadores eleitos no primeiro turno neste século. Ao menos 20 estados definiram a disputa já na primeira etapa, enquanto cinco estados e o Distrito Federal terão segundo turno. O recorde anterior havia sido registrado em 2010, quando 18 governadores foram eleitos no primeiro turno. A eleição também foi marcada pelo elevado número de governadores reconduzidos ao cargo. (Folha)

Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi reeleito neste domingo e garantiu um novo mandato já no primeiro turno. A vitória amplia o peso político de Tarcísio e o coloca entre os nomes com potencial para disputar a Presidência em 2030. (Estadão)

Sub judice

No Rio, a eleição está indefinida por conta de uma questão judicial. Com os votos de Anthony Garotinho sub judice, não é possível saber se a eleição no Estado irá para o segundo turno ou não. Se a Justiça decidir que os votos de Garotinho não têm validade, Douglas Ruas (PL) estará eleito no 1º turno. Porém, se o TSE entender que eles são válidos, Ruas vai disputar o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD). (Globo)

Cleitinho Azevedo

Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais com vitória já no primeiro turno. Cleitinho, de 44 anos, chegará ao governo de Minas depois de uma trajetória política iniciada há apenas dez anos e sem ter ocupado anteriormente um cargo no Executivo. (Estado de Minas)

Raquel Lyra reeleita

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco e garantiu mais quatro anos no comando do estado. Com 96,25% das seções apuradas, ela tinha 53,21% dos votos válidos, segundo o TSE. João Campos (PSB) terminou em segundo lugar, com 44,84%.

Jerônimo Rodrigues reeleito

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também foi reeleito no primeiro turno. Com 95,02% das urnas apuradas, o petista tinha 55,26% dos votos válidos, contra 44,25% do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). (Jota)

JHC eleito governador

No restante da Região Nordeste, em apenas um estado a eleição para governador não terminou no 1º turno. Nos demais, tudo foi definido neste domingo. Em Alagoas, JHC, do PSDB, foi eleito governador com 52,15% dos votos válidos. No Ceará a vitória foi de Elmano de Freitas (PT), reeleito governador do estado. Ele venceu Ciro Gomes com 53,07% dos votos válidos. Na Paraíba, Lucas Ribeiro, do Progressistas, foi eleito com 64,30% dos votos. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador no 1º turno, enquanto no Sergipe a vitória ficou com Fábio (PSD), também reeleito. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador no 1º turno com mais de 54% dos votos válidos.

Luciano Zucco

A região Sul do país não terá segundo turno. No Rio Grande do Sul, o deputado federal Luciano Zucco (PL) foi eleito com folga sobre sua principal adversária, Juliana Brizola (PDT). O ex-juiz Sérgio Moro (PL) teve mais dificuldades que seu colega gaúcho, mas assegurou a vitória no 1º turno com pouco mais de 50% dos votos válidos. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Melo (PL) foi reeleito com quase 69% dos votos válidos. (UOL)

Dr. Daniel

Na Região Norte, em quatro estados as eleições para governador também terminaram no 1º turno. No Pará, Dr. Daniel (Podemos) surpreendeu a governadora Hana Ghassan (MDB) e se elegeu no primeiro turno com mais de 51% dos votos válidos. Em Rondônia, o candidato do PL, Marcos Rogério, foi eleito com mais de 55% dos votos válidos. No Amapá o resultado foi inverso. Dr. Furlan, do PSD venceu as eleições no 1º turno com mais de 60% dos votos válidos. Em Roraima a vitória também foi do PL. Arthur Henrique foi eleito governador com quase 70% dos votos válidos. (g1)

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, apenas no Distrito Federal a eleição não foi resolvida no 1º turno. Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) superou Wilder Morais e foi eleito neste domingo com 59% dos votos válidos. Já em Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) foi eleito com mais de 60% dos votos válidos, enquanto no Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel (PP) venceu a disputa com 67% dos votos válidos. (CNN Brasil)

Segundo turno

As eleições para governador foram para o segundo turno em apenas cinco estados – incluindo aí o Rio de Janeiro – e o Distrito Federal. Ainda vão para as urnas o Acre, o Amazonas, o Tocantins e o Rio Grande do Norte, além do DF. (TSE)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

 

Fátima Cleide e Cláudia de Jesus: um novo ciclo para o PT em Rondônia

Por Édson Silveira

A eleição de Fátima Cleide e a reeleição de Cláudia de Jesus fortalecem o Partido dos Trabalhadores em Rondônia. Com 13.868 e 24.383 votos, respectivamente, as duas chegam à próxima legislatura com respaldo popular e o desafio de transformar essa confiança em atuação efetiva na Assembleia Legislativa.

O resultado oferece ao PT a oportunidade de reorganizar sua presença institucional após um período de menor influência no Legislativo estadual. Essa retomada, porém, não será automática. Minoritária, a bancada terá de disputar espaço em uma Casa marcada por alianças pragmáticas, forte influência do governo e predominância de pautas ligadas ao agronegócio, à infraestrutura, à segurança pública e à expansão econômica.

Fátima Cleide retorna ao Legislativo com a experiência de quem representou Rondônia no Senado e construiu uma trajetória ligada à educação e à defesa dos trabalhadores. Cláudia de Jesus, reeleita com votação superior, traz uma base própria e a possibilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido no primeiro mandato. A coordenação entre as duas será decisiva para que essa força eleitoral se converta em influência política.

O PT não aprovará sozinho sua agenda. Precisará construir pontes para atuar sobre orçamento, investimentos, servidores, políticas sociais e proteção ambiental, negociando sem aderir automaticamente ao governo e mantendo transparência nos acordos. A divisão de responsabilidades, a atuação conjunta nas comissões e o acompanhamento das políticas públicas poderão ampliar a influência da bancada para além de seu tamanho numérico.

O primeiro desafio será fiscalizar a execução do orçamento estadual, acompanhando recursos destinados à saúde, à educação, ao transporte, ao saneamento e à segurança. Também será necessário examinar contratos, renúncias fiscais, endividamento público e a distribuição dos investimentos entre Porto Velho e os municípios do interior.

A bancada deverá ainda disputar o modelo de desenvolvimento de Rondônia. O PT não deve limitar-se à oposição genérica ao agronegócio ou às grandes obras, sob pena de se afastar de setores relevantes da economia e do eleitorado. Ao mesmo tempo, não pode aceitar que o crescimento justifique precarização do trabalho, desmatamento, conflitos fundiários ou ausência de serviços públicos. A alternativa deve combinar produção, regularização fundiária, proteção ambiental, agregação de valor, apoio à agricultura familiar e melhoria da infraestrutura.

Na área social, será preciso defender, na educação, valorização profissional, infraestrutura, transporte, conectividade e permanência dos estudantes. Na saúde, a fiscalização deve alcançar filas, regulação, atendimento regionalizado, hospitais e aplicação dos recursos. Na defesa das mulheres, os mandatos deverão cobrar a expansão da rede de proteção, o atendimento às vítimas de violência e políticas de autonomia econômica, sobretudo nos municípios com serviços insuficientes.

Outro desafio será ampliar a presença do PT fora de Porto Velho. A votação das deputadas precisa ser transformada em organização permanente, com canais de atendimento, audiências no interior, acompanhamento das demandas municipais e formação de novas lideranças. Sem essa capilaridade, o partido continuará dependente de candidaturas individuais e terá dificuldade para renovar seus quadros.

As urnas mostram que existe espaço para uma esquerda competitiva em Rondônia, mas não autorizam triunfalismo. O eleitor pode apoiar candidaturas petistas sem aderir ao partido como organização. A manutenção desse apoio dependerá da capacidade de entregar resultados, comunicar o trabalho realizado e dialogar com problemas cotidianos, como emprego, custo de vida, transporte, saúde e segurança.

O resultado abre espaço para o PT recuperar protagonismo na Assembleia, mas em condições adversas. A bancada terá de combinar oposição responsável, negociação transparente e fiscalização rigorosa, evitando tanto o isolamento quanto a perda de identidade.

Fátima Cleide e Cláudia de Jesus têm a responsabilidade de transformar dois mandatos em uma estratégia política, atuando no plenário, nas comissões e nos municípios; formulando propostas viáveis; acompanhando políticas públicas; e prestando contas à população.

A nova etapa do PT em Rondônia dependerá menos de discursos sobre renovação e mais da capacidade de enfrentar, com resultados verificáveis, os problemas que definem a vida dos rondonienses.

Édson Silveira
Advogado, administrador, professor e membro da Executiva Estadual do PT/RO.