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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Pena de morte e diminuição da idade penal para PMs?

A população percebeu que sua principal arma na luta contra a violência policial é a comunicação. E como web atores tem a utilizado para escancarar o que vivem há muito tempo. Só por isso, como no caso da Favela Naval, cujos rambos de lá já estão soltos por aí falando que foram injustiçados, o caso de Cláudia Silva Ferreira é conhecido. Quantas cláudias já não foram massacradas de forma absolutamente desumana por policiais militares de todo o Brasil?

E quantas vezes o amigo viu governadores e o Congresso se mobilizando para discutir formas de punir a corporação que em nome da guerra contra as drogas fez com que o Brasil tivesse muitas cidades entre as mais perigosas do mundo para se viver? Quantos homens públicos vieram a público depois das cenas chocantes de Cláudia Silva Ferreira sendo arrastada por um camburão dizer que o país precisa de leis mais duras para punir seus PMs?

É evidente que o título acima é uma provocação. Não sou a favor de pena de morte para quem quer que seja. E não há PMs menores de idade, o que torna a provocação ainda menos real. Mas a morte de uma mãe de quatro filhos parece ser algo menor no imaginário das elites brasileiras. Ela não era branca, não era classe média e se estava num lugar onde houve troca de tiros entre traficantes e policiais coisa boa é que não deveria ser. Por isso, sua morte, mesmo similar, choca muito menos do que a do garoto João Hélio, assassinado em fevereiro de 2007.

Naquela ocasião o país parou para debater tanto a pena de morte para crimes hediondos, como a diminuição da maioridade penal. E não foram só brucutus como Bolsonaro que defenderam a pena capital. Naqueles dias, por exemplo, um importante e progressista filósofo da USP publicou um artigo na Folha de S. Paulo, considerando a questão com argumentos do tipo: “não paro de pensar que deveriam ter uma morte hedionda, como a que infligiram ao pobre menino. Imagino suplícios medievais, aqueles cuja arte consistia em prolongar ao máximo o sofrimento, em retardar a morte”. Em relação ao caso Cláudia, nenhuma palavra.

Vale menos a vida de uma faxineira pobre? A Polícia Militar brasileira não se pode comparar à Gestapo? É menos trágico ver o corpo de uma mulher sendo arrastado por 250 metros de ruas do Morro da Congonha depois de ter sido baleado? Quais são os critérios que nos levam a pensar em leis mais duras ou punições mais severas? Qual é o critério que nos faz definir civilização e barbárie?

Esta cena bárbara é igual a esta....
Esta cena bárbara é igual a esta….

O Brasil não pode mais ser pensado pelo viés da violência. Chegamos ao fundo do poço de uma banalização completa da vida. Por isso está mais do que na hora de mudar a chave. Começar a discutir como diminuir o aparato de repressão, tornar as penas mais educativas, diminuir o número de prisões e presidiários, acabar com a guerra das drogas, descriminalizando algumas e controlando o uso de outras. Ou seja, fazer a opção pelo que é civilizado. E ampliando imensamente o investimento em cultura e educação.

...do menino amarrado ao poste: justiça com as próprias mãos
…do menino amarrado ao poste: justiça com as próprias mãos

Enquanto nossa indignação tiver produzindo apenas mais violência o destino será ir encontrando-a cada vez mais a cada esquina. E neste sentido, a Polícia Militar no Brasil precisa ser eliminada. Ela é hoje a expressão do luto na vida de milhares de brasileiros que vivem na periferia. Mas o fim da PM não pode acontecer com base num sentimento de vingança. Tem que ser um caminho de libertação coletiva, incluído a de muitos daqueles que estão na corporação e que tem atuação séria. É preciso incorporar essas pessoas numa outra demanda do Estado. Numa demanda da construção de um novo país. Onde não se faça a pacificação arrastando um corpo pelas ruas de uma bairro pobre como se fosse um traste qualquer. Onde a vida tenha valor. E onde nomes como o de Cláudia e de João Hélio se tornem símbolos de um país que ficou para trás. E do qual os envergonhamos muito. É uma pena que ainda pareçamos tão distantes deste momento.

Fonte: Blog do Rovai/Revista Forum

EMOCIONANTE: VIDEO DO GREEN PEACE CONTA HISTÓRIAS DE DESABRIGADOS DAS ENCHENTES DO MADEIRA

Criança moradora de São Carlos
Criança moradora de São Carlos

O Greenpeace esteve em Porto Velho, Rondônia, para documentar a cheia do rio Madeira, que já afetou mais de duas mil famílias na região. O nível do rio continua subindo – nesta terça, 18 de março,  atingiu a marca histórica de 19,20 metros por volta das 9h30 da manhã.

A equipe esteve nos bairros mais prejudicados, onde encontrou casas submersas e conversou com famílias que tentavam salvar seus pertences. Na comunidade de São Carlos, a cerca de 100 quilômetros de Porto Velho, os moradores acompanhavam com aflição o avanço da água, que subia dia após dia. Pouco depois da visita do Greenpeace, todas as 500 famílias da comunidade tiveram que deixar suas casas.

Os moradores atingidos afirmam que as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau têm contribuído para o agravamento da cheia, causada pelas fortes chuvas nas cabeceiras dos afluentes do rio Madeira na Bolívia – onde 60 pessoas já morreram – e no Peru.

Assista ao vídeo para conhecer a história das pessoas que estão tendo suas vidas mudadas pela cheia (assista antes um video de alerta do Green Peace):

10 razões para fechar a conta do Facebook

FACEO Facebook invadiu a vida das pessoas a ponto de lhes tomar o tempo, a atenção e a sanidade mental e física, se não houver uma tomada de consciência. Neste sentido, vários são os especialistas que defendem o encerramento da conta de Facebook, numa espécie de jejum, até que o utilizador recupere a sua vida.

 

1. Adição inconsciente. A conta nesta rede social deve ser encerrada assim que surjam as primeiras suspeitas de adição. Mesmo que não queira assumi-la, pergunte a um amigo em quem confie se ele o vê como um “viciado”. Estudos dizem que as mulheres passam cerca de 80 minutos por dia, em média, no Facebook, e os homens 64 minutos/dia.

2. Baixa auto-estima. Este efeito está identificado por vários estudos. Provem, na maior parte das vezes, da observação de fotos de amigos/as com corpos que, para quem observa, são sempre mais bonitos. Estudos provam que cerca de metade dos utilizadores gostavam de ter corpos iguais aos dos amigos. Levada ao extremo esta obsessão pode causar distúrbios alimentares.

3. Procura de emprego. Este é um argumento crítico, uma vez que 90% dos empregadores olham para o perfil do candidato no Facebook, onde este se expõe, muitas vezes, sem grande cuidado. Resultado: Cerca de 70% dos recrutadores chega mesmo a rejeitar os candidatos com base nesse elemento.

4. Necessidade de concentração. É-lhe atribuída uma tarefa de extrema responsabilidade como, por exemplo, encontro de contas ou relatórios estratégicos. Para não ser distraído pelos “amigos” com posts sobre os filhos, o último jantar, ou a última bebida à beira mar… desligue-se. Mesmo.

5. Fim de uma relação amorosa. Se, de facto, o/a quer esquecer encerre a sua conta. Só assim evita que venham lamentar-se na sua página ou até mesmo dar-lhe, inadvertidamente,  informações sobre o seu ex. Além de que é uma forma de você não ceder à vontade de o/a expiar para ver se já tem outro/a.

6. Inveja. Saiba que tudo o que escreve, coloca ou partilha no Facebook tem um efeito. Vários estudos indicam que, se o que partilha revela felicidade, beleza ou alegria, a inveja pode surgir entre os seus “amigos”. Começam por surgir os mexericos, podendo evoluir para o bullying.

7. Tempo para estudar. É um dos principais responsáveis para os jovens adiarem os estudos. Para obter concentração – e é preciso querer muito passar no exame – é obrigatório encerrar a conta de Facebook. Para quem tiver dificuldades, aconselha-se que seja um amigo a mudar a palavra-passe.

8. Recuperar verdadeiros amigos. É frequente ouvir “tenho mil amigos no Facebook”. A sério? Com quantos vais tomar café? Com quantos te preocupas se está bem de saúde? Com quantos vais jogar futebol?… “Uns cinco”, mas até com esses passou a falar no Facebook. Encerre a sua conta e vá apanhar sol com eles.

9. Sair da zona de conforto. Em vez de ficar em casa ou até mesmo num café com um familiar ou amigo, por exemplo, agarrado ao Facebook a postar tudo o que mexe, tente ter uma conversa como se dizia antigamente cara a cara. Vá ver montras, escaparates de livros, museus, feiras de antiguidades… e converse, ria, gesticule, sem estar sempre a postar.

10. Privacidade. Saiba que tudo o que escreve, coloca, partilha, gosta ou desgosta no Facebook está acessível a muita gente. Os marketers são dos sabem mais sobre si e mesmo que  apague tudo, esta informação perdura na Internet durante muito tempo.

COLUNA DO CHA: JUSTIÇA LIBERA ESTRADA EM PARQUE ESTADUAL DE GUAJARÁ

cha1Pode ser que Dona Dilma e seu governo tenham realmente pesado favoravelmente na liberação das obras da BR-421 – Ariquemes-Nova Mamoré – pelo TRF-1. Mas não se pode desconhecer que a argumentação do Ministério Público Federal não se sustentava face ao isolamento de milhares de famílias em Guajará-Mirim, Nova Mamoré e outras localidades da região atingida pelas enchentes. Ainda mais porque a estrada passa pelo entorno da reserva e atravessa apenas a chamada “zona tampão”, que foi acrescentada à área de preservação sem que com ela tivesse qualquer relação. Foi uma decisão política forçada pelo Forum das ONGs, acatada pelo MMA e empurrada goela abaixo do governo do Estado, sob pena de inviabilizar o Planafloro. O geógrafo e ambientalista Emanuel Fulton Madeira (Lito) Casara distribuiu ontem o mapa original da reserva e esclareceu tecnicamente a demarcação do parque florestal de Guajará-Mirim. Ele produziu um artigo mais elaborado sobre a questão, uma leitura recomendada para quem se interessa em conhecer tecnicamente a situação que resultou no isolamento de toda uma região rondoniense.

Eis o artigo:

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UMA ESTRADA PARQUE E O DIREITO DE IR E VIR

O Parque Estadual de Guajará-Mirim foi idealizado e criado para conservar paisagem relictus de clima semiárido (existente no passado geológico recente) que modelou, pela desagregação mecânica das rochas sedimentares (arenitos), formas tabulares de relevo, dissecados por vales profundos em forma de canyons e flancos escarpados, na Serra dos Pacaás Novos. Cenário de rara beleza, clima diferenciado e ameno, com altitude variando entre 300 e 500 metros, precipitação anual de 2.500 mm, temperatura média inferior a 240C e cobertura vegetal de cerrados, savana e mata ciliar, onde se encontram nascentes de rios importantes a serem preservados. O Parque foi uma proposta de projeto do Programa POLONOROESTE, encaminhada em 1988 à Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste – SUDECO, contemplada, com modificações, na Segunda Aproximação do Zoneamento Econômico Ecológico de Rondônia. Com os mesmos princípios e objetivos do contíguo Parque Nacional dos Pacaás Novos – encravado no Território Indígena Uru Eu Wau Wau, a proposta original de criação do parque estadual limitava-se aos contrafortes de dois blocos estruturais escarpados da Serra e da Cordilheira dos Pacaás Novos, como se observa no mapa, abaixo.

Área proposta para criação do Parque Estadual de Guajará-Mirim - janeiro de 1988. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.
Área proposta para criação do Parque Estadual de Guajará-Mirim – janeiro de 1988. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Ficou, assim, delimitado por sua configuração geomorfológica, geológica e de vegetação relicturs, respeitando o traçado planejado, e parcialmente aberto, de uma rodovia federal (BR 421) ligando Ariquemes a Guajará-Mirim e, sobretudo, assegurando o direito de ir e vir das populações assentadas em Campo Novo e no Projeto Sidnei Girão na Linha D do INCRA, hoje município de Nova Mamoré. Ocorre que em 1991/92, quando das audiências públicas do PLANAFLORO – plano de governo que sucedeu o POLONOROESTE, O Forum das ONG’s, representando as populações tradicionais, negociou o prolongamento norte dos limites do Parque Estadual de Guajará-Mirm, para criar uma área tampão de proteção aos territórios indígenas Karipuna e Lage e à Reserva Extrativista do Rio Jaciparana. Tinha o propósito de impedir a expansão da Linha D em direção a Campo Novo, vista como vetor de incremento do desmatamento e invasão de terras públicas e institucionais. Uma estratégia legítima de indígenas e extrativistas, diante do quadro caótico e incontrolável do desmatamento como benfeitoria para justificar a posse terra. A área tampão anexada ao Parque Estadual de Guajará-Mirim, impedia, assim, a construção de uma rodovia federal, planejada ainda nos governos do Território de Rondônia, caracterizada por relevo de superfícies suave a forte onduladas – variando em torno de 200 metros de altitude, sob cobertura vegetal de Floresta Tropical Aberta, indicada, segundo estudos de aptidão do INCRA, para o manejo agrícola e florestal e assentamento humano em bases sustentáveis, respeitada suas limitações ambientais e antropológicas. Contudo, não contemplada por um projeto fundiário, com essas características, foi disponibilizada para compor a área territorial do parque. Seus indicadores de manejo se justificavam, muito mais, pela criação de uma Floresta de Rendimento Sustentável, com grande oportunidade econômica para indígenas, extrativistas e pequenos agricultores, organizados em cooperativas de manejo agro florestal. No contexto dessa categoria a BR 421 seria bem aceita, por todos, como importante via de acesso e escoamento da produção. Oportunidade perdida, lição aprendida e rota a ser seguida.

As características ambientais não justificavam a indicação dessa área tampão como unidade de conservação sob a categoria de parque estadual. Não justificavam porque essa área constitui bioma diferenciado dos relevos tabulares de altitude da Serra dos Pacaás Novos que, per si, indicam a necessidade de preservar cenário único, recursos hídricos e biodiversidade, com oportunidades para o turismo, a educação ambiental e o desenvolvimento do conhecimento científico, sem impedir os acessos terrestres planejados para a cidade de Guajará-Mirim. A área tampão juntada ao Parque Estadual de Guajará-Mirim foi aceita por dificultar à invasão territorial e não por características ambientais demandadas pela categoria de parque estadual. Sua anexação foi uma decisão política, sobretudo, porque o Estado e a União, em face de sua inoperância em coibir o desmatamento e impedir a invasão dos territórios indígenas e das reservas extrativistas, entendiam como ação oportuna para aprovação de milhares de dólares americanos do Banco Mundial para o PLANAFLORO.

TRANSPOSIÇÃO: AMIR LANDO SÓ “COMEMORA” LUTA DE OUTROS PARLAMENTARES

AMIRCOMEMORAO ex-senador , ex-ministro e agora deputado federal, Amir Lando (PMDB),  com apenas oito mil votos,  é o rei da comemoração. Não faz nada pelos rondonienses e está sendo chamado de “o pegador de carona”. Pegou carona na Transposição e depois sumiu, parou de falar nisso. Depois mergulhou nas enchentes do Madeira e parece que se afogou. Na vinda da presidente Dilma a Rondônia, ele simplesmente não deu as caras. E ontem, na discussão sobre a Transposição em Porto Velho ele sequer apareceu para colocar a cara a tapa, como se diz. Ontem, milhares de servidores atenderam à convocação dos sindicatos e comparecera ao ato público em defesa da transposição, realizado na Praça das Três Caixas D’Água, em Porto Velho. Todos os deputados federais e senadores de Rondônia foram convidados para o ato, mas compareceram apenas os senadores Valdir Raupp e Acir Gurgcaz, além dos deputados federais Padre Ton, Marcos Rogério, Nilton Capixaba e Carlos Magno.

O ato público foi realizado por uma iniciativa do Sintero, Sindsaúde, Sindsef, Sinsepol, Sinjur, Singeperon e Sindler, para cobrar das autoridades mais empenho na concretização da transposição.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, abriu o ato com severas críticas ao governo federal pela demora em analisar os processos e em transferir os servidores para a folha da União. Ele citou a frustração dos sindicalistas durante a visita da Presidente Dilma Roussef a Porto Velho, no fim de semana, quando os representantes dos servidores foram ignorados pela comitiva.

“O descaso é tão grande que as viaturas que levavam o governador Confúcio Moura quase passaram por cima do grupo de sindicalistas”, disse Manoel.

Na oportunidade o presidente do Sintero cobrou dos senadores e dos deputados federais mais empenho no sentido de pressionar o Palácio do Planalto e o Ministério do Planejamento para que agilizem a transposição.
Caio Marin (Sindsaúde), Jales Moreira (Sinsepol), Daniel Pereira (Sindsef), Francisco Roque (Sinjur) e Anderson Pereira (Singeperon) foram unânimes em afirmar que falta uma atuação mais enérgica da bancada federal nas cobranças ao Executivo. Para eles, a Câmara dos Deputados e o Senado têm poderes para fazer o Executivo cumprir as leis aprovadas no Congresso nacional, que garantem aos servidores o direito à transposição.
Os sindicalistas consideram que a transposição agora é um caso estritamente político, já que todos os atos jurídicos já foram realizados. Eles citaram as várias reuniões com a AGU e com a Procuradoria Geral do Estado para sanar as pendências jurídicas, restando, agora, unicamente a vontade política para concluir a transposição.
Os parlamentares também fizeram discursos. Em alguns momentos a classe política foi vaiada pelos servidores. O deputado federal Marcos Rogério (PDT) classificou a visita da Presidente Dilma a Rondônia como uma farsa, e disse que a viagem apenas teve a finalidade de defender as usinas. O deputado federal Carlos Magno reafirmou o seu posicionamento de que não adianta se reunir com técnicos de terceiro escalão, e que o problema só vai ser resolvido se os contatos forem com a ministra do Planejamento.

itamartransO presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Itamar Ferreira, manifestou apoio à mobilização e propôs que se até o final de março não for implementada a transposição, que os onze parlamentares de Rondônia passe a não votar mais a favor de projetos do governo; sendo que o parlamentar que não acatar esta deliberação seja denunciado para a população, através de Outdoor e outros materiais. O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, fez severas críticas ao governo federal pela demora em efetivar a transposição. Ele citou a frustração dos sindicalistas durante a visita da Presidente Dilma Roussef a Porto Velho, no fim de semana, quando os representantes dos servidores foram ignorados pela comitiva. “O descaso é tão grande que as viaturas que levavam o governador Confúcio Moura quase passaram por cima do grupo de sindicalistas”, disse indignado o sindicalista.

Caio Marin (Sindsaúde), Jales Moreira (Sinsepol), Daniel Pereira (Sindsef), Francisco Roque (Sinjur) e Anderson Pereira (Singeperon) foram unânimes em afirmar que falta uma atuação mais enérgica da bancada federal nas cobranças ao Executivo. Em sua fala o presidente da CUT destacou, também, sua frustração com o fato de não ter sido possível tratar da transposição durante a visita da presidenta Dilma, mas ressaltou que a visita foi importante para os milhares de atingidos pela a cheia do Rio Madeira, pois a presidenta reconheceu o estado de calamidade pública, o que facilitará a ação das autoridades locais no atendimento as vítimas; bem como, a inclusão prioritária dessas famílias no programa Minha Casa Minha Vida, liberação de FGTS, perdão de dívidas de financiamento; além de transformar em prioridade a construção da ponte sobre o Rio Madeira, interligando ao Acre.
Os demais parlamentares reconheceram como justas as cobranças dos servidores, e prometeram mais empenho em defesa da transposição.

rauptransO senador Valdir Raupp disse que cobrou a transposição durante a viagem com a Presidente Dilma. Segundo ele, a Presidente chamou o ministro chefe da AGU e pediu para que o processo fosse agilizado. O senador também disse que a deputada federal Marinha Raupp está tentando agendar uma audiência dos sindicalistas com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar do assunto.
O ato público foi encerrado por volta de 12 horas com a afirmação dos sindicalistas de que este é apenas o primeiro ato público. Se o resultado for insatisfatório, os sindicatos vão organizar grandes manifestações, como o fechamento da BR 364 e caravanas a Brasília.

Fonte: Maisro.com com Ascom/CUT

APÓS HORAS DE NEGOCIAÇÕES, MANIFESTANTES DESBLOQUEIAM BR-364 EM CANDEIAS DO JAMARI

 

Waldemar Alburquerque (E) intermediou o conflito
Waldemar Alburquerque (E) intermediou o conflito

Durou horas a negociação entre os representantes do governo de Rondônia e os líderes da manifestação que  bloqueou na manhã desta segunda feira, 17,  a BR-364, em Candeias do Jamari. O chefe executivo do gabinete civil do governo, Waldemar Albuquerque, intermediou as negociações e o trecho foi liberado depois que os manifestantes receberam a garantia de seriam atendidos em uma audiência.  Também foi garantido ao grupo, a expansão do programa mais médicos até a região da usina de Samuel, onde residem cerca de duas mil famílias.

Cerca de 300 atingidos pela Usina Hidrelétrica de Samuel, organizados no MAB, bloquearam ontem a BR 364 desde as 6 horas a fim de encaminhar uma negociação  com o governador do Estado de Rondônia, Confúcio Moura,INCRA, Eletronorte e governo Federal.

foto 1 eeditOs atingidos da Usina Hidrelétrica de Samuel foram expulsos da beira do Rio Jamari há 30 anos. As famílias foram para áreas que hoje formam dois municípios e um distrito, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste e Triunfo, respectivamente. Há uma enorme dívida social com os atingidos: mais de mil famílias ainda permanecem sem terra; há falta ou baixa qualidade de energia elétrica; problemas de saneamento com a elevação do lençol freático; falta de infra-estrutura para a produção camponesa, além da falta de acesso a direitos básicos como saúde e educação.
A Usina de Samuel foi construída em período de ditadura militar, onde a população atingida foi expulsa sem receber seus direitos. Desde então as famílias seguem a luta para recuperar os direitos negados. A população denuncia ainda que a ditadura nas barragens segue.

A luta dos atingidos pela barragem de Samuel faz parte da Jornada Nacional de Lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens e é solidária aos atingidos pelas Usinas de Santo Antônio e Jirau no rio Madeira, onde só em Porto Velho há mais de 12.000 pessoas desabrigadas e mais de 100.000 sem acesso à água potável.

Em Março de 2011, após uma manifestação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Itapuã do Oeste, o Governo do Estado se comprometeu em criar uma mesa de diálogo com o movimento. Afirmou ainda que esta seria um canal aberto de contato com o movimento, assegurando que resolveriam as pendências do Estado  articulando  o que fosse necessário para ser tratado com o Governo Federal. Passaram-se 3 anos e não existiu avanços na pauta dos atingidos. O secretário chefe de gabinete do Governo do Estado de Rondônia, Waldemar Albuquerque comprometeu-se em agendar uma reunião nos próximos dias.

Os governos estadual e federal ao insistirem em negar a responsabilidade nas usinas de Samuel e Rio Madeira,  mais uma vez violam os direitos das populações atingidas pelas barragens. Enquanto as empresas de energia possuem lucros extraordinários com a venda da energia elétrica, a população esta pagando a conta injustamente.

Fonte: maisro.com/MAB/AC24horas

GOVERNO PREPARADO PARA ENFRENTAR EPIDEMIAS PÓS-ENCHENTES

 

pima1O governo de Rondônia criou o Comitê interinstitucional de saúde para enfrentar as consequências do pós-enchentes. Um encontro entre os principais coordenadores de várias áreas de saúde foi realizado na manhã de ontem,  segunda-feira (17) no gabinete da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), quando se definiu metas para controle dos riscos que potencializam a ocorrência de doenças infecciosas transmitidas pela água contaminada, alimentos, vetores e animais peçonhentos.

Uma das preocupações levantadas é a possibilidade de surtos de doenças endêmicas como leptospirose, cólera, hepatite A, febre tifoide, diarreia aguda, malária, dengue, entre outros. “Iremos trabalhar na educação e preparação para quando essa população afetada iniciar o retorno para suas casas”, afirmou o secretário estadual de saúde, Williames Pimentel.

Várias frentes de trabalho foram definidas com o intuito de fortalecer as medidas de prevenção, controle de doenças e agravos. Foram firmadas ainda parcerias entre instituições para potencializar e otimizar as ações planejadas para o trabalho da vigilância, controle e execução de medidas de saúde pública.

Com viagem marcada para Brasília, Pimentel se reunirá com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, onde apresentará o levantamento das necessidades de medicamentos de alta e média complexidades, insumos referentes ao monitoramento da qualidade da água e diagnósticos dos agravos.

 

pima2Para a enfermeira Givanilde Alves Nogueira, coordenadora do Comitê Interinstitucional de Saúde para Enfrentamento das Enchentes, a maior gravidade é o estado de isolamento das localidades que dificulta o envio de recursos, principalmente em Porto Velho que é onde se concentram os desabrigados e onde será realizado o trabalho de educação.

“A população deve ficar alerta para evitar o contato com água contaminada das enchentes e, ao aparecimento de qualquer sintoma deve procurar uma unidade de saúde para atendimento”, ressalta a enfermeira.

 

O Comitê é constituído de profissionais representantes de várias áreas da Sesau, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI Porto Velho), Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa), entidades que trabalham principalmente a prevenção.

Texto: Romeu Noé

Foto: Italo Ricardo

NOVA POLICLÍNICA OSVALDO CRUZ DISPONIBILIZA 40 ESPECIALIDADES

 

Uma das maiores e mais importantes obras do governo Confúcio Moura
Uma das maiores e mais importantes obras do governo Confúcio Moura

O governador Confúcio Moura classificou como o início de um novo e moderno ciclo para a Saúde de Rondônia, a inauguração da Policlínica Oswaldo Cruz (POC), nesta segunda-feira, 17, em Porto Velho.

Entregue nesta segunda-feira à população, unidade de saúde vai atender mil pacientes por dia
Entregue nesta segunda-feira à população, unidade de saúde vai atender mil pacientes por dia

Com quase 40 especialidades e uma estrutura moderna, a POC deve atender pelo menos mil consultas por dia, um marco na medicina do Estado. Confúcio falou sobre o empenho de todos os servidores que se dedicaram para que a obra fosse entregue à população.

De acordo com o governador, serão necessários pelo menos 60 dias para que pacientes e servidores se familiarizem com o moderno sistema de tecnologia de informação utilizado para gerenciar toda a policlínica. A partir de agora, a população não precisará mais dormir na POC, enfrentar filas e disputar com pessoas alheias, o direito à consulta, explica Confúcio.

especial1Tudo será feito em parceria com as unidades básicas de saúde e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em todos os municípios de Rondônia. De acordo com Confúcio, o paciente só virá para POC no dia e hora agendados pelo sistema. Será chamado pelo nome e encaminhado ao médico responsável pelo atendimento.

Texto: Zacarias Pena Verde
Assessoria Sesau

RIO MADEIRA AMANHECE MAIS CHEIO: NÍVEL SOBE PARA 19,16 M

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O rio Madeira passou a madrugada enchendo cada vez mais. Ontem, segunda, havia ‘estabilizado’, ainda que sob uma marca preocupante de 19,13 metros. Mas, conforme prevê a Defesa Civil, não existe possibilidade alguma do nível do rio baixar nos próximos 30 dias. O que se confirma são as previsões catastróficas. O rio  Madeira caminha para bater seu todos os recordes, o que ele vem fazendo todos os dias. Hoje, terça, o gráfico da Agência Nacional de Águas que mede a toda hora o nível do rio, registrou 19,16 acima do nível normal. Segundo a Defesa Civil, a marca atingirá 19,40 até o final do mês. Hoje, são 3.500 famílias atingidas devido as cheias, mas, este número poderá dobrar.

Fonte: Maisro.com

Marcelo Gladson

GOVERNADOR CONFÚCIO ENTREGA POLICLÍNICA OSVALDO CRUZ

oc1O governador Confúcio Moura acaba de inaugurar a Policlínica Oswaldo Cruz. A unidade de saúde, construída em uma área de 2.000 m², dentro de moderna concepção de assistência à saúde, é totalmente climatizada e conta com 52 consultórios e modernos equipamentos. A Policlínica é referência Estadual para o atendimento especializado em média e alta complexidades. Para o atendimento à população, a policlínica conta com equipe multidisciplinar, constituída por 340 profissionais. Serão 160 médicos prestando serviços em 36 especialidades. Oferecerá serviços de apoio diagnóstico, farmácia, serviço social, atendendo também aos programas de hanseníase, obesidade, assistência ao idoso e ostomizado . Mais detalhes ainda hoje.