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terça-feira, novembro 3, 2026
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PREFEITO DE GUAJARÁ DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA; GASOLINA ACABA HOJE

Combustível só dá para hoje, quinta-feira
Combustível só dá para hoje, quinta-feira

Várias autoridades dos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim se reuniram na tarde de ontem, 12, e foi decretado Situação de Emergência nos dois municípios.

A equipe do Corpo de Bombeiros informou que várias famílias desalojadas foram retiradas da localidade de Vila Murtinho, e ribeirinhos às margens do rio também já solicitaram ajuda da prefeitura e do Governo do Estado.

Alguns proprietários de postos de combustíveis de Guajará-Mirim informaram que todo o combustível disponível nas bombas terá acabado até no máximo na tarde desta quinta-feira.O prefeito de Nova Mamoré, Laerte Queiroz disse que no distrito de Nova Dimensão, não há mais combustível. “A carreta carregada com combustível está estacionada nas proximidades do Araras. Se as águas não baixarem, não temos como manter o abastecimento de nossos postos”, disse um proprietário de auto posto.

Vários motoristas, além de abastecerem o veículo, também chegavam aos postos com vasilhames para estocagem de combustível, outra preocupação é a falta de gás e a provável falta de alimentos.

O início do ano letivo previsto para o próximo dia 17, foi cancelado devido ao estado emergencial do município.

Uma Comissão foi formada com servidores que fazem parte da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil para conhecer as condições da Linha D que dá acesso a Jaci-Paraná. Esta Comissão conta com servidores de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

A Secretária de Saúde, Alesxandra Tanaka, informou que o grande problema é a questão de atendimento de urgência, tendo em vista que algumas pessoas precisam ser encaminhadas para Porto Velho. Mencionando ainda os pacientes que fazem hemodiálise na capital, onde a viagem não pode ser adiada. Alexsandra ainda destacou sua preocupação com a mão-de-obra no atendimento médico, pois grande parte dos profissionais que atuam no município residem em Porto Velho.

O prefeito de Guajará-Mirim,  Dúlcio Mendes (PT) que decretou estado de emergência, está em Brasília em busca de recursos com a bancada federal.

Confira o Decreto de Situação de Emergência:

DECRETO N.º 8.201.GAB.PREF/14      Guajará-Mirim, (RO), 12  de fevereiro  de 2014

“DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGENCIA NO MUNICIPIO DE GUAJARÁ-MIRIM , ESTADO DE RONDONIA”

 

DÚLCIO DA SILVA MENDES PREFEITO MUNICIPAL DE GUAJARÁ-MIRIM, Estado de Rondônia no uso de suas atribuições e prerrogativas conferidas pelo artigo 62 da Lei Orgânica do Município, e

Considerando que a BR 425 é a única via terrestre de comunicação do Município de Guajará-Mirim (RO) com o restante do Brasil, nesta data  encontra-se  com pontos onde as aguas cobriram   o leito de rolamento, inclusive a Ponte sobre o Rio Araras foi parcialmente destruída ficando intransitável.

Considerando  que a situação causa desabastecimento do Município, em gás de cozinha, combustível, medicamentos e  mantimentos.

Considerando que a Secretaria de Saúde diariamente transita pela BR 425 transportando em ambulâncias pacientes para tratamento em Porto Velho, também o transporte  três vezes por semana dos pacientes  que necessitam da Hemodiálise.

Considerando que a situação poderá agravar com a possibilidade do aumento do nível do Rio  Mamoré,  e ocorrer inundação dos bairros ribeirinhos,  desabrigando uma parte considerável de nossa população.

Considerando a resolução nº 001/COMDEC/14 de 12 de fevereiro de 2014, que dispõe sobre Situação de Emergência do Município de Guajará-mirim:

Considerando a deliberação do Conselho Municipal de Defesa Civil de Guajará-Mirim, que aprovou a situação de Emergência do Município, assim, baixa o seguinte.

                                                           D E C R E T O

 

                        Art. 1 –  Fica decretado SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA no Município de Guajará-Mirim, Estado de Rondônia.

            Art. 2º – Este Decreto entra em vigor na data de sua assinatura, revogadas as disposições contrárias – Publique-se.

Palácio Pérola do Mamoré, 12 de fevereiro de 2014.

 

DÚLCIO DA SILVA MENDES

Prefeito Municipal

Com informações de O Mamoré

EM “SOLIDARIEDADE” AO AMIGO NATAN DONADON, AMIR LANDO SE AUSENTA E NÃO VOTA A FAVOR DA CASSAÇÃO

Amir deu uma mãozinha pro Natan
Amir deu uma mãozinha pro Natan

Quarenta e dois deputados (8% do total de 513) não estiveram presentes à sessão desta quarta-feira (12) da Câmara dos Deputados que, em votação aberta, decidiu pela cassação do mandato do deputado Natan Donadon, preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. O deputado federal Amir Lando (PMDB-RO) foi um dos que se ausentou, em “solidariedade” ao presidiário Natan Donadon. Ele não estava impedido de votar, por ser suplente.

Dos 513 deputados, o painel eletrônico registrou as presenças de 469. Destes, 467 votaram pela cassação e um se absteve (Asdrubal Bentes, do PMDB-PA); o outro é o presidente Henrique Alves (PMDB-RN), que, de acordo com o regimento da Casa, não pode votar.

Outros dois deputados não puderam votar: Walter Feldmann (PSB-SP), que está em licença temporária, e Gustavo Petta (PC do B-SP), que ainda não foi empossado – ele assumirá uma vaga na Câmara devido à renúncia de João Paulo Cunha (PT-SP), preso em razão de condenação no processo do mensalão.

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SUSPEITOS JUSTICEIROS TEM MAIS PASSAGENS PELA POLÍCIA DO QUE O JOVEM QUE ESPANCARAM E O AMARRARAM EM POSTE

Rio – A Polícia Civil identificou ontem dois suspeitos de ter amarrado um adolescente de 15 anos a um poste da Avenida Oswaldo Cruz, no Flamengo, no dia 31 de janeiro. João Victor Andrade de Moraes e Raphael Silva dos Santos Fernandes foram reconhecidos como agressores por dois menores, que estavam com a vítima e fugiram em meio às agressões.

Segundo a delegada Monique Vidal, da 9ªDP (Catete), onde as vítimas prestaram depoimento, o reconhecimento é mais uma prova de que existe um grupo de “justiceiros” atuando na Zona Sul do Rio. “Isso é uma reviravolta no caso”, afirmou.

Jovem foi preso pelo pescoço por uma trava de bicicleta

Foto:  Reprodução Internet

A identificação dos suspeitos só foi possível após um caso semelhante quatro dias depois, também no Flamengo. Segundo a investigação, dois menores pediram socorro a uma dupla de PMs, dizendo que estavam sendo espancados por um grupo de 14 homens, todos identificados pela polícia.

Fotografias foram mostradas aos menores, que reconheceram os suspeitos. Segundo eles, João Victor usou um capacete para agredi-los. Apenas um conseguiu identificar Raphael, que teria aplicado golpes com uma corrente nas pernas dos adolescentes. Segundo eles, o espancamento foi feito por 30 pessoas.

Os dois suspeitos têm antecedentes criminais: João Victor é acusado de estupro, lesão corporal, furto em um condomínio e ameaça. Raphael responde por uso de drogas e por recusa ao serviço eleitoral. Um dos jovens contou também que teve sua roupa arrancada e correu nu até um bar na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, para fugir do grupo. Segundo policiais, o adolescente que ficou preso ao poste não identificara nenhum dos 14 suspeitos, em depoimento na semana passada.

Mais um caso

Quase 15 dias depois de um adolescente ser preso a um poste com uma trava de bicicleta no pescoço no Flamengo, houve outro episódio envolvendo homens que se identificam como “justiceiros”. Segundo testemunhas, um rapaz foi espancado e amarrado a um poste na Taquara, em Jacarepaguá, Zona Oeste, na tarde de ontem.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi agredido porque estava roubando pedestres na Estrada dos Bandeirantes, uma das vias mais movimentadas da região. Ele foi encaminhado para a UPA do bairro. E, em seguida, levado à 32ª DP (Taquara). A Polícia Civil não confirmou, no entanto, a informação da PM de que o acusado levado à delegacia estava amarrado a um poste.

Fonte: O Dia

ENTREVISTA COM O INDIANA JONES DE RONDÔNIA: ALEKS PALITOT

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O entrevistado de hoje é Aleksander Allen Nina Palitot, 35 anos, mais conhecido como Aleks Palitot, o Indiana Jones de Rondônia. Nascido em Porto Velho, nos limites do Areal e Baixa União. Trabalha no Grupo Pellucio de Educação e na TV RECORD. É católico, mas aprecia a música gospel evangélica. Gosta do equilíbrio e serenidade do Budismo, da perseverança do Espiritismo, da musicalidade da Uganda. “Tempo Perdido”,  do Legião Urbana, é sua música predileta. É flamenguista.

Aleksander Allen Nina Palitot nasceu em 27 de setembro de 1978 em Porto Velho capital do Estado de Rondônia. Mora há 32 anos no mesmo bairro o Areal, onde literalmente nasceu. Sua mãe Maria Helena Nina de Oliveira, o teve em parto normal em sua residência, com ajuda da parteira muito conhecida na cidade, Dona Filó, mãe do senhor Carol Van Demis,  ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
O professor Aleks Palitot estudou no ensino fundamental I, fundamental II e Médio no extinto colégio particular Centro Educacional Dr. Grangeiro.

Centro Educacional Dr. Grangeiro em 1988.

No mesmo colégio foi presidente do Grêmio Estudantil entre 1994-96. Foi também presidente dos Clubes Filatélicos Forte Príncipe e Marechal Rondon.

Prêmios das Exposições Filatélicas por Rondônia e outros Estados

Quando filatelista participou de várias exposições nacionais, sagrando-se vencedor na BRAPEX em Goiânia em 1997 (Exposição Brasileira de Filatelia) , sendo que em outras oportunidades havia sido campeão em Rondônia, medalha de bronze na NORDEX em João Pessoa e na Brapex em Recife. É formado pela Universidade Federal de Rondônia no curso de história (bacharel e licenciado). Na mesma Universidade foi vice-presidente do Centro Acadêmico de História entre 1998-2000.

Carlla Palitot(irmã), Aleks Palitot e Helena Nina Palitot (mãe)

Foi integrante atuante da Ordem Demolay para o Brasil, maior organização de jovens do mundo com cadeira cativa na ONU. Como Demolay foi presidente (Mestre-Conselheiro) em duas oportunidades(1997, 1998) do Capítulo Jorge Teixeira da Ordem Demolay em Porto Velho, posteriormente foi Secretário Estadual da Ordem Demolay para Rondônia, com uma boa atuação levando a ser eleito Presidente Estadual em 1999 (Mestre-Conselheiro Estadual-RO).

Medalhas e Honrarias recebidas pela Ordem demolay

Na sua gestão foi responsável pelo 1° Censo Demolay-RO, fundação de mais 4 Capítulos Demolays no Estado, fundou o Convento Cavaleiros do Real Forte Príncipe da Beira e trouxe o grau Ébano. Foi considerado na função o melhor do Brasil recebendo a comenda no Rio de Janeiro em 2000 das mãos do fundador da Ordem Demolay no Brasil Alberto Mansur.

Fez especializações em Metodologia do Ensino Superior pela FARO, em educação pela FGV e em História Contemporânea pela Universidade Complutense de Madrid, Espanha. Possui MBA em Gestão em Administração Pública na PORTO pela Fundação Getúlio Vargas.

Têm Mestrado em História Contemporânea Universidade Complutense de Madri e Mestrando em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela UNIR. Foi professor na Escola Municipal Padre Chiquinho, no Colégio Interação e Colégio Dom Bosco. Também trabalhou como professor de História de Rondônia e Brasil no GIGA cursos e vestibulares. Foi professor no curso de Pós-Graduação na Faculdade de Pimenta Bueno – FAP. Trabalha como professor desde 1998, atualmente é professor de história no Colégio Objetivo de Porto Velho, na Faculdade Porto Velho – FGV.
Apresenta um programa televisivo denominado “Trilhando a História” em rede estadual pela Rede Record e Record News na TV Candelária SIC. Também foi comentarista na Rádio CBN Rondônia com o quadro denominado História e Cultura de Rondônia, que nas tardes de terça-feira debatia em conjunto com a consagrada radialista Alizângela Lima, a falta de preservação do patrimônio histórico de Rondônia. Também discutiam sobre a história de Rondônia, além de resgatar a identidade do homem da floresta dando destaque aos valores da Amazônia.

Já foi também apresentador no SBT na TV Allamanda, na Rede TV Rondônia e na TV Esporte Interativo.
No Colégio Objetivo é coordenador da Expedições Pedagógicas Interdisciplinares (Biologia, geografia e História). Já foi responsável por 11 edições da Expedição Guaporé Objetivo para o município de Costa Marques onde existe um dos maiores Fortes Portugueses construídos no Brasil. Além das demais Expedições tais como:

11 edições da Expedição Madeira Mamoré Objetivo para Guajará-Mirim e Bolívia, 5 edições da Expedição Vila Bela Objetivo no Estado Mato Grosso, duas edições da Expedição Macchu Picchu Objetivo no país Peru, uma edição da Expedição Rondônia de percorreu de Vilhena até Guajará-Mirim, uma edição da Expedição 366 km de História seguindo todo o percurso da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um edição da Expedição Caminho das Águas de Porto Velho de barco até Manaus no Amazonas e Expedição Memória de Ferro da Faculdade FAP de Cacoal.

Em 13 de junho de 2013 Aleksander Palitot recebeu em sessão solene na Câmara de Vereadores de Porto Velho, pela Academia de Letras de Rondônia, a Medalha e certificado de Mérito Acadêmico pelos trabalhos realizados em prol da preservação da história e cultura de Rondônia.

+RO:- Por onde já andou?

Já visitei 30 municípios de Rondônia gravando o Trilhando a História. Viajei por todo o nordeste do Brasil. Gravei programas no Amazonas, Mato Grosso, Acre e São Paulo. Já fui a Bolívia, Equador e Peru. Percorri em nossas aventuras mais de 60 mil km.

+RO:-   Quem financia suas viagens? Tem patrocinador?

Colégio Objetivo, Rio Verde Pesca e Náutica, Ford Mega Veículos e Faculdade PORTO-FGV.

 

+RO:- Já correu perigo de vidas nestas aventuras?

 

Diário de uma louca aventura – Lima e La Paz

Reinaldo Caverna e Aleks Palitot no deserto de Salar Uyuni

 

Como todos sabem, o programa Trilhando a História se resume a contar os fatos, traços e valores históricos dos lugares que fazem parte da nossa identidade na América. Todo mundo sempre me fala: “ pô cara! Tu têm o melhor emprego do mundo, vive viajando”. Bom, não discordo, mas nem tudo, é felicidade e paraíso. A sempre algo de podre no Reino da Dinamarca, já diz a máxima. O podre em questão são os aborrecimentos, acontecimentos inusitados que só acontecem com o Trilhando a História. Na nossa última aventura na Expedição Lima – La Paz, aconteceu de tudo. Por isso, para revelar a todos o que se passa por trás das câmeras do Trilhando, vou levar a todos a conhecer o lado negro da força.

Dia 5 de janeiro partimos de Rio Branco às 6 horas da manhã em um ônibus pinga-pinga, a minha poltrona era a 1, e a do reporte cinematográfico Reinaldo Caverna número 2, o fedor do busão era desesperador, fora que na poltrona de trás tinha uma mãe com um bebê, que chorava o tempo todo. O nosso busão deveria ir até Assis Brasil na fronteira, mas na velocidade absurda que tava, seus 70 km por hora, resolveu quebrar na terra de Chico Mendes, cidade de Xapuri, pasmem, o ônibus entrou de ré na rodoviária, não entendí, mas…

ônibus quebrado

Em Xapuri então, naquela situação de alta emergência resolvi procurar um táxi na cidade, pra gente se mandar até a fronteira com o Peru. Conseguimos o táxi, nos levou até Brasileia, de lá fomos até uma churrascaria da cidade para nos despedirmos da nossa boa carne brasileira, já que em Cuzco, carne de boi, nem nos tempos dos Incas. O complicado que a churrascaria da cidade não tinha rodízio, era a la carte. Você tinha que pedir o prato, sem noção! Depois de matar a fome, continuamos de táxi até Assis Brasil onde chegamos por volta das 13 horas. Fomos até a Polícia Federal como de praxe, e de praxe são os esquecimentos do melhor câmera de Rondônia Reinaldo Caverna, que acreditava atravessar a fronteira sem passaporte e identidade. Isso mesmo, o Caverna havia esquecido sua identidade no carro em Porto Velho. Aí pensei, f…! Mesmo assim o Reinaldo desesperado tentava convencer o policial federal, autoridade máxima da fronteira do Brasil, que com a carteira nacional de jornalistas do Brasil, ele poderia atravessar. Eu não sabia se ria ou chorava na hora, confesso que pensei em matar o Caverna, mas conversei com o policial, ele permitiu a saída do Reinaldo para o Peru com a condição de que a Polícia peruana autorizasse a entrada dele no país. Lá vai nós, na difícil tarefa de convencer o policial peruano no ingresso do Reinaldo no país Peru. Fui lá, falei um monte de mentira, e ele graças a Deus permitiu que o Reinaldo Bin Laden entrasse no Peru.

Resolvido parte do problema fomos até Porto Maldonado, a uns 260 km de Assis Brasil, logo que chegamos fomos a Polícia Peruana pra inventar uma história de assalto, para justificar a ausência da identidade de Caverna. Nós tínhamos um problema sério, no Peru só  embarca no avião com a identidade ou passaporte. Inventamos que o Reinaldo tinha sido assaltado na fronteira no banheiro de um bar, mentira deslavada, mas os caras acreditaram e se sensibilizaram com a mentira, confesso que fiquei envergonhado com a presepada.
Conseguimos graças a Deus e a não sei quem mais, viajar de avião até Lima, chegando lá, tivemos a ideia de pedir para a esposa de Reinaldo pegar a identidade do mesmo, e mandar pelo correio para o Peru, mas , que antes ela digitalizasse a RG e mandasse por e-mail, ainda bem, por que a identidade do Reinaldo chegou ontem em Cuzco. Ela fez o que pedimos em tempo recorde, e logo tivemos a ideia de imprimir e plastificar a RG, como se fosse à original. Isso só deu certo por que o Caverna, têm ainda a sua identidade quando ele tinha 18 anos, putz! Por isso o nome do cara é Caverna, pô, a meleca da RG é muito antiga. Todo mundo reclamava nos balcões do aeroporto, na imigração, nos ônibus e em tudo, Caverna meu irmão, muda logo essa RG.
Em Lima, tudo perfeito, parecia que o nosso inferno astral da viagem havia cessado. Gravamos nos lugares que havíamos combinado, nada deu errado.
Dia 10 de janeiro fomos para Cuzco, chegamos e logo fomos ao trabalho, gravamos na praça das armas e depois fizemos uma matéria com um prato tradicional do Peru, o tal do Cebiche, foi complicado, tenho gastrite e o prato é só pimenta, aquela de deixar Hiroshima no chinelo, gravei a cena numa dificuldade só. No outro dia partirmos para La Paz, o voo atrasou 5 horas. Chegamos no aeroporto que fica a 4 mil metros de altitude na cidade, claro, logo parei no pronto socorro para um balão de oxigênio, gente é complicado, o negócio pega mesmo. Recuperado, fomos ao Hotel, aliás excepcional por sinal. Mas, excepcionalmente também foi a tal da infecção intestinal que adquirir durante o café da manhã no Hostal maravilhoso por conta de um ovo maldito. Tive febre a noite toda!, vomitei até a minha alma, só não a vendi pro diabo, paguei por todos os meus pecados naquela noite, sem noção. O difícil mesmo foi no dia seguinte, que tinha que dividir o tempo entre cada vômito e passagens da gravação do Trilhando a História. Era sempre assim: “3,2,1 e gravando”. Depois: “1,2,3 e vomitando”. A febre tava pegando, os lábios ressecando e eu já achava que tudo tava muito ruim, não conseguia comer nada, até que a noite seguinte me reservava em La Paz um noite sem Paz nenhuma, eis que veio a tal da diarreia. Cara o que, que foi aquilo. Perdi 5 quilos e meio, ou seja, sumi! Valeu apenas pela perca da barriguinha maldita, mas o resto, meu amigo, foi demais. Acho que pedi papel higiênico da recepção umas 10 vezes durante a madrugada, cheguei a colocar o travesseiro e o coberto no banheiro por conta daquele frio de 5 graus em La Paz, e eu ironicamente numa febre de 38.
Dia 12 de janeiro, destino Salar de Uyuni, o ônibus quebrou 10 vezes, não tinha banheiro, o fedor era absurdo, do nosso lado tinha um casal de francês, aí já viu. Vomitei a noite toda, os 5 dramins que tomei de nada adiantaram. Chegando em Uyuni fui direto para o Hospital San Pablo na Bolívia. Sinceramente, depois de tudo que havia passado, já esperava o pior, e eis que o Hospital era bom, o médico formado em Santa Cruz , espetacular, muito bom o cara, apesar de ser jovem (25 anos), mostrou muita competência. Ele me internou, fez os exames e foi comprovado a infecção, tomei 3 litros de soro, e a enfermeira apanhou para conseguir achar a minha veia de tão magro e desidratado que eu estava, ela perdeu 10 agulhas, e eu quase perco o meu braço, foram trinta minutos de muita tensão e dor, até a enfermeira conseguir colocar, a droga foi, que além da dor, foi virar atração da enfermaria, o povo tava fazendo aposta já, quanto tempo a enfermeira levava para achar a veia e enfiar a agulha. Enfim, ela conseguiu, e depois de umas 4 horas no hospital, acordei meio grogue na enfermaria com um pano enorme de uma ponta a outra do lugar, estendido, como se o que eu tinha fosse contagioso ou sei lá, queriam me isolar achei. O complicado foi que, meio grogue ouvir a conversa do outro lado do pano de dois médicos e uma enfermeira, falando em espanhol:
“ alguém precisa avisar os familiares, a infecção tomou conta do corpo, daqui a pouco ele morre, os órgão vitais foram afetados, olha só e exame, ele já era”. Desesperado me levantei da cama com aquela mortalha que me colocaram por conta da diarreia, carregando o soro na mão, com meia bunda a mostra, gritando que não ia morrer naquela merda. Saí correndo pelo corredor do hospital, assustei todo mundo, não sei se pela meia bunda, ou pela gritaria e xingamentos.
Depois da loucura que fiz, me acalmaram e vi que falavam de um outro cara que estava do outro lado do pano isolado da enfermaria. Que vergonha a minha. Pedi mil desculpas pelo acontecido, todos levaram numa boa, mas mesmo assim fiquei muito sem graça.
No outro dia fomos para o tão desejado Deserto de Salar, antes tomei 5 emosecs para segurar a parada dura, aliás, nada dura. Não estava afim de ficar passando fax no caminho, mesmo por que lá não tem banheiro e tudo é branco, sem mato. O passeio foi maravilhoso, a febre ainda um pouco intensa, mas as dores estomacais passavam enfim, aproveitei bastante o lugar para gravar. Depois de tanta urucubaca, era uma boa estar em meio a tanto sal, na verdade mais de 100 km quadrados de sal. Só me dei mal por conta de uma cena que gravei de bermuda durante 20 minutos, a intensidade do sol lá é bem maior mesmo com o frio, você quase não sente, quase, estou até agora com as pernas vermelhas e queimando, parece que estou de meião de futebol, arde muito! Mas valeu.
Saindo de lá com destino a Copacabana pela noite, o pior viria, o pior dos piores, a diarreia voltou sem pedir licença! O busão não tinha banheiro, a cada curva, a cada subida e descida das cordilheiras, era uma tensão, um aperto sem fim. Fora o fedor desgraçado da galera no ônibus, isso era até de certa maneira confortante, por que não precisava fazer cerimônia para soltar os gases que eram no meu caso, constantes. Eu aguentava uns 40 minutos a tal da diarreia, quando não, corria desesperadamente até o motora e pedia para ele parar. Imaginem, sexta-feira do dia 13 de janeiro, noite de Lua Cheia, no meio de uma estrada nas montanhas, frio de 2 graus, sem mato! Tava perfeito cara! Tava nada! Apareceu uma senhora boliviana que, com todo respeito, tava meio fedida. Sem cerimônia, ergueu aquela sua saia tradicional e se posicionou a 2 metros de mim, e fez o mesmo! Evacuou também e ainda riu da minha cara.
Pessoal a sensação é horrível, você evacuar em meio a um frio desgraçado, sendo que você esta com diarreia sabe? Frio naquele lugar, não é legal. Foi complicado. Isso aconteceu por 5 vezes na noite, graças a Deus a boliviana não desceu nas outras vezes.
Lá pelo dia 15, depois de trocar de bus, chegamos em Copacabana, o busão era o melhor que havíamos pego até então. Tudo melhor em relação ao ônibus, mas quando chegamos ao Hotel em Copacabana, putz! O que era aquilo! O cheiro de cigarro tava impregnado no quarto! O banheiro parecia o próprio Lago Titicaca de tanto alagado que tava. A TV pegava um canal apenas e ainda em preto e branco! A cama tava quebrada, não tinha janela no quarto, a lâmpada era de 40 volts e o carpete do lugar estava imundo. Era uma solitária pensei!
Pela manhã do dia seguinte, fomos a Ilha do Sol, lugar espetacular! Mas até chegar lá demorou além da conta, por que com a gente do Trilhando a História, acontece de tudo. O motor do barco que nos levava, quebrou no meio do passeio. Fora que saímos com 40 minutos de atraso, por que o capitão do barco ainda estava bêbado! Por conta disso, nosso retorno se protelou, resultando na perca do nosso ônibus de ida para Cuzco.
Pela noite conseguimos uma van, e fomos até Puno com ela, aperto total! De lá seguimos para Cuzco, chegamos as 9 horas da manhã do dia 16, cumprindo aos trancos e barrancos as gravações de oito programas que jamais vão revelar tudo o que passamos para levar a todos vocês a história, a cultura e a identidade. Mas saibam, pelo Trilhando a História faria tudo de novo, sem a velhinha boliviana claro!
+RO:-  Quais  lugares que não foi ainda, mas que pretende ir no futuro?

Monte Roraima, Venezuela, Argentina, Galápagos do Equador, Chile.  Rolim de Moura e Presidente Médici.

+RO:- Como você taxa a violência hoje no País?

O passado reflete no presente. Acho horrível os índices de violência no Brasil. Resultado de políticas publicas falhas.

+RO:-  Você apoia ação de justiceiros? Bandido bom é bandido morto ou bandido bom é bandido ressocializado?

Depende, mas é evidente que existem crimes e CRIMES. O melhor a fazer é investir no social, educação e saúde. Buscar alternativas através de políticas públicas, e não deixar para resolver as disparidades quando o leite transborda.

+RO:- Como você viu as declarações da jornalista Raquel Sheherazade na questão do menor de 15 anos que foi amarrado a um poste no Rio de Janeiro?

Sim. Achei um exagero o que alguns jornalistas tentaram fazer com ela, tentando anular a sua liberdade de expressão. Ali eu vi e ouvi uma cidadã brasileira que como nós, não aguenta a violência, as injustiças e a proteção exagerada das leis, que não contribuem para diminuir a participação dos menores na vida do crime.

+RO:-    Quais os lugares que frequenta em Porto Velho?

Mercado Central, Livraria Central, Estrada de Ferro, Espaço Alternativo, Rio Madeira, Rio Candeias e Informal PUB

+RO:-    Você vai receber uma homenagem. Conte-nos sobre isso.

Sim. Fiquei surpreso e agradecido pela lembrança. Acredito em alternativas paralelas para o desenvolvimento em Rondônia. Um deles, é o turismo histórico e ambiental. Por evidenciar muito essa filosofia na TV através do programa Trilhando a História. Acredito eu, serei agraciado com tal homenagem. Amo meu estado, tendo fazer o melhor para que o programa desperte o mesmo amor que sinto por Rondônia, nas pessoas que vivem aqui.

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+RO:-   Como você classifica as redes sociais como o Facebook?

Positiva em alguns aspectos. No meu caso em específico procuro evidenciar meu trabalho, dar publicidade e visibilidade.

+RO:- O que poderá acontecer no futuro aos ribeirinhos próximos à usina de Santo Antônio?

Com certeza não será algo bom. Talvez já não seja bom.

+RO:-  Como você está vendo a enchente que está invadindo a Capital e Guajará-Mirim? 
Já vi grandes enchentes em Porto Velho, lembro-me de 1984, 87, 97, 2007 e agora em 2014. É a força da natureza. Agora não sei ao certo se essa enchente é resultado apenas da intervenção humana no rio.

PORTOVELHENSES FAZEM TURISMO NA PRAÇA DA EFMM ENQUANTO AFETADOS PELA CHEIA SÃO TRANSPORTADOS PARA LUGAR NENHUM

Turistas invadiram a praça para assistir a cheia do Madeirão
Turistas invadiram a praça para assistir a cheia do Madeirão

Muitos turistas foram ver hoje a tarde as águas do rio Madeira subindo na Praça da EFMM, em Porto Velho (RO). Alheios aos problemas enfrentados pelos ribeirinhos e moradores do Triângulo e Cai N’água, moradores e turistas foram verificar in loco o tamanho da enchente. Alguns saíram frustrados, pois achavam que as águas já tinham tomado toda a praça histórica. Nas redes sociais, uma internauta deixou clara a frustração: “Tá  todo mundo falando dessa cheia, mas já vi o nível da água mais alto que isso aí onde as pessoas estão andando (foto acima). Mas, em todo caso espero não suba muito!”, disse.

Desabrigados pela cheia não tem para onde fir
Desabrigados pela cheia não tem para onde fir

Por outro lado, moradores afetados pela cheia tiveram por parte da prefeitura disponibilizado um caminhão para o transporte da mudança. Porém, reclamaram, não foram disponibilizados abrigos e muitos não tiveram para onde ir. Não existe um plano de emergência para abrigar desabrigados, caso a enchente atinja níveis de tragédia. Esta deverá ser a maior cheia dos últimos 20 anos. Até agora o prefeito de Porto Velho sequer foi ver de perto o problema.

Vereador Leo Moraes: "as pessoas não sabem a quem recorrer"
Vereador Leo Moraes: “as pessoas não sabem a quem recorrer”

O único vereador a verificar a cheia foi Leo Moraes, ontem. “Pessoal, vim no Cai N’água constatar a cheia do Madeira! As famílias estão preocupadas e não sabem a quem recorrer”, disse preocupado o parlamentar nas redes sociais. “Se faz necessário evacuar com urgência e suprir as necessidades básicas dos moradores dos bairros de risco”, disse.

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Fonte: +RO- www.maisro.com.br

Fotos: Marcelo Gladson

Valdir Raupp faz apelo por vítimas de enchente em Porto Velho

Senador Valdir Raupp cobra providências
Senador Valdir Raupp cobra providências

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) manifestou solidariedade às famílias atingidas, em Porto Velho, pela enchente do Rio Madeira, cujas águas subiram 17,10 metros além do normal nos últimos dias. De acordo com ele, já são 72 famílias desabrigadas na região, mas caso o índice histórico de 17,57 metros, de 1977, seja ultrapassado e se atinja a marca de 18 metros, o número de famílias desabrigadas pode chegar a 500.

Diante da possibilidade de a enchente no Rio Madeira piorar nos próximos dias, Valdir Raupp fez um apelo à Defesa Civil nacional para que desloque técnicos para auxiliar a Defesa Civil local e a prefeitura de Porto Velho, a fim de formular um plano de ação específico para atender os desabrigados.

– O nível do Rio Madeira subiu 17,10 metros nas áreas próximas à Rondônia. Nas últimas 24 horas, até as 10h30 da manhã de hoje, baixou apenas 2 centímetros. Mas voltou a subir após as 10h30, o que causa apreensão às famílias.

 

Agência Senado

ENCHENTE NO MADEIRA: BALSA DERRUBA GUARITA NO ABUNÃ

A balsa que faz a travessia em Abunã, distrito de Porto Velho, acaba de derrubar a instalação que serve como posto de venda de bilhetes. A violência do choque destruiu completamente a guarita. As fortes chuvas alagaram parte da cidade de Abunã. O acidente prejudica a travessia de carros rumo a Rio Branco, Acre.

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Fotos: Glenda Bezerra

DESABASTECIMENTO: GASOLINA ESTÁ ACABANDO EM GUAJARÁ-MIRIM

Foto tirada agora há pouco pelo internauta Bruno Oliveira
Foto do Posto Nogueira, tirada agora há pouco pelo internauta Bruno Oliveira

Filas nos supermercados. Fila nos postos de gasolina. Guajará-Mirim se prepara para um período de desabastecimento devido ao isolamento interposto pela interdição da BR 425, que está em sua parte tomada pelas águas. Esta enchente já está sendo considerada a pior dos últimos 50 anos. A tensão é grande entre os moradores. A vizinha cidade boliviana, Guayaramerin, que depende de produtos produzidos no Brasil, também está alagada. Os postos de gasolina da cidade boliviana estão quase submersos.

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ALUÍZIO VIDAL, DO PSOL: “FIQUEI COM A SENSAÇÃO DE QUE A CIDADE NÃO TEM PREFEITO”

Ex-candidato a prefeito de Porto Velho, Aluízio Vidal, do PSOL
Ex-candidato a prefeito de Porto Velho, Aluízio Vidal, do PSOL

Porto Velho – Rondônia – O ex-candidato a prefeito de Porto Velho pelo Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), Aluízio Vidal, foi o entrevistado desta quarta-feira (12) do programa A Voz do Povo, da rádio Cultura FM 107,9, apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá.
Ele abriu a entrevista avaliando as expectativas para 2014. “Enquanto religioso, tenho sempre fé e esperança de renovação. Como cidadão, estou decepcionado e sem muitas perspectivas”, disse.

Em relação ao momento que Porto Velho atravessa, com a gestão empacada de Mauro Nazif (PSB), Vidal declarou que respeita a pessoa do prefeito, mas a cidade está mal. “Quando saímos da cidade e vamos para outras regiões e voltamos, chega dá uma tristeza, infelizmente. Ao retornar de férias, fiquei com a sensação de que a cidade parece não ter prefeito”, afirmou.

Segundo Vidal, “assisti outro dia ao governador Confúcio Moura (PMDB) dizer que Rondônia é show. Eu fiquei imaginando a que Rondônia ele se referia e se isso tem alguma coisa com a realidade da população”.
Sobre a decisão da prefeitura de mudar o sentido da avenida Sete de Setembro, Vidal afirmou que “quero louvar a atitude da Câmara Municipal em promover uma audiência pública e os vereadores se posicionaram de forma contrária. E a prefeitura não mandou um slide para mostrar a necessidade. Ninguém é a favor dessa mudança e o prefeito não consegue mostrar essa necessidade, de forma convincente”.

Para Vidal, “os gestores precisam ganhar a confiança e a simpatia das pessoas. Eu quero crer que o prefeito está cuidando das questões estruturais. Mas, eu já acreditei que a cidade estaria iluminada até o final do ano, já acredite que a coleta de lixo iria melhorar, que o transporte público teria uma terceira empresa e isso não ocorreu”.

Aluízio Vidal comentou sobre a carência de lideranças. “Há uma depressão, uma falta de lideranças. O governador Confúcio Moura (PMDB) não sabe se vai à reeleição, o ex-senador cassado, Expedito Junior (PSDB) tem a situação indefinida e o senador Ivo Cassol (PP) está inelegível. Estamos num momento complicado”, afirmou.

Aluízio Vidal alertou que “é preciso mudar o sistema eleitoral brasileiro. Onde se tem mais dinheiro e estrutura, é quase sempre onde estão os grandes desmandos. Pessoas descomprometidas com a sociedade, distribuem mimos e conquistam o eleitorado, mas nenhuma ligação com a realidade do cidadão”.

O político observou ainda que as promessas de campanha deveriam ser cumpridas, por força de lei. “Para vencer a eleição, muitos políticos prometem o que não pode cumprir. O prefeito Mauro prometeu acabar com a alagação e não o fez, pois não é uma coisa que se faça num estalar de dedos”.

Autor: Rondonoticias

MINIREFORMA ELEITORAL ACABA COM PUNIÇÃO À DUPLA FILIAÇÃO

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia finalizou ontem, 11 de fevereiro de 2014, a análise de três recursos eleitorais que questionavam anulações de filiações partidárias em razão de duplicidade.
Na última sessão de julgamentos do TRE-RO, realizada em 6 de fevereiro de 2014, após o empate, com dois votos favoráveis à aplicação e dois votos contrários à aplicação da inovação trazida pela Mini Reforma, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do desembargador Roosevelt Queiroz Costa.
Durante a sessão de ontem, Roosevelt Queiroz trouxe novo processo, tratando do mesmo objeto, este de sua relatoria. Em seu voto, cujo entendimento foi idêntico para os três casos, o desembargador iniciou sua fundamentação informando que a regra da dupla comunicação, ou seja, a necessária ciência a ser dada pelo filiado ao grêmio partidário e ao Juiz Eleitoral de sua circunscrição não foi alterada. Porém, a modificação substancial da novel legislação foi que, agora, a Justiça Eleitoral deverá manter a filiação mais recente, e determinar o cancelamento das demais.
“Com efeito, qualquer lei que exclua ou restrinja a possibilidade de participação política, muda o processo eleitoral e se amolda à previsão constitucional devendo, portanto obedecer ao princípio da anterioridade. Porém, o caso sob análise é diametralmente oposto. Aqui, o que se busca aferir é se a nova regra, que possibilita maior participação política, uma vez que permite a sobrevivência da última filiação partidária, tem aplicação imediata ou se está sujeita ao princípio da anterioridade eleitoral” ponderou o desembargador Roosevelt.
O desembargador concluiu que não houve alteração do processo eleitoral uma vez que a norma somente promove modificação nas regras da dupla filiação; não trouxe nenhuma repercussão direta no pleito eleitoral, não institui nova causa de inelegibilidade para fins de registro de candidatura, enfim, não interferiu na igualdade entre os candidatos na disputa. Vale dizer, não trouxe obstáculo ao direito de se candidatar.
Roosevelt Queiroz ressaltou que “as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata” (Art. 5º, § 1º, da CF), conforme bem lembrou o Relator Juacy dos Santos Loura Júnior.
Ao final, o desembargador desempatou o julgamento ao acompanhar o entendimento dos juízes juiz Juacy dos Santos Loura Júnior (relator) e José Jorge Ribeiro da Luz, votando pelo provimento dos recursos, e pela conseqüente aplicação da alteração trazida pela Minirreforma Eleitoral, mantendo assim as filiações partidárias mais recentes.

Entendendo o caso
A antiga redação do Artigo 22, da Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), determinava que, em caso de nova filiação, o interessado deveria fazer a comunicação ao juiz eleitoral no dia imediato ao da nova filiação, sob pena de configurar-se dupla filiação, sendo ambas consideradas nulas.
Já a nova redação, dada pela Lei n.12.891/2013 (Minirreforma Eleitoral), alterou o artigo 22 parágrafo único, estabelecendo que havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais.
Como a Lei 12.891/2013 foi publicada somente no dia 11 de dezembro de 2013, ou seja, faltando menos de um ano para a realização das eleições, a aplicação ou não da Minirreforma Eleitoral em 2014, depende da interpretação dos juízes do TRE-RO acerca do artigo 16 da Constituição Federal.
A Carta da República estabelece que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, porém não se aplica à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Explicação
O presidente do TRE-RO, desembargador Péricles Moreira Chagas, alertou que com a presente decisão o Tribunal não chancela a aplicação integral da Mini Reforma Eleitoral nas eleições 2014, mas tão somente os dispositivos que alteraram a regulamentação dos procedimentos afetos à filiação partidária.