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terça-feira, novembro 3, 2026
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Concurso seleciona bolsistas brasileiros para curso no Instituto Weizmann, em Israel

Estudantes brasileiros do curso de verão de 2013 no Instituto Weizmann de Ciências (divulgação)
Estudantes brasileiros do curso de verão de 2013 no Instituto Weizmann de Ciências (divulgação)

Agência FAPESP – Cinco estudantes brasileiros do primeiro ano do ensino superior serão selecionados para participar do International Summer Science Institute, curso de verão do Instituto Weizmann de Ciências, em Rehovot, Israel, que ocorrerá entre 1º e 30 de julho.

O concurso de bolsas é organizado pelo grupo Amigos do Instituto Weizmann do Brasil – associação brasileira sem fins lucrativos que apoia o Instituto Weizmann de Ciências. As inscrições vão até 28 de fevereiro.

O candidato deve enviar uma redação em inglês com o tema “My interest in the Institute Weizmann Summer School – Scientific Research and my Future Life” para o e-mail [email protected]. Os autores dos melhores trabalhos serão escolhidos para uma entrevista em São Paulo e, desta seleção, sairão os participantes do programa.

Os selecionados do Brasil vão se unir a outros 70 estudantes de diversas partes do mundo e terão à disposição modernos laboratórios nas áreas de bioquímica, biologia, química, matemática, ciência da computação e física.

Além de participar de seminários e apresentações de assuntos de seu interesse, os alunos farão um trabalho de campo no deserto, próximo ao Mar Morto, no qual poderão estudar biologia, geografia, história e arqueologia.

Mais informações: www.amigosdoweizmann.org.br/issi.asp

Agropecuária brasileira torna-se mais produtiva, porém mais excludente

 

Artigo publicado na revista Nature Climate Change analisa mudanças no padrão brasileiro de uso do solo nos últimos 20 anos e ressalta "comoditização" da agricultura (foto:Margi Moss/Projeto Brasil das Águas)
Artigo publicado na revista Nature Climate Change analisa mudanças no padrão brasileiro de uso do solo nos últimos 20 anos e ressalta “comoditização” da agricultura (foto:Margi Moss/Projeto Brasil das Águas)

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – As mudanças no padrão brasileiro de uso do solo nas duas últimas décadas são destaque da capa da edição de janeiro da revista Nature Climate Change.

A boa notícia apontada pelo artigo é que, nos últimos dez anos, ocorreu no país uma dissociação entre expansão agrícola e desmatamento – o que resultou em queda nas emissões totais de gases de efeito estufa. O fenômeno, segundo os autores, pode ser atribuído tanto a políticas públicas dedicadas à conservação da mata como à “profissionalização” do setor agropecuário, cada vez mais voltado ao mercado externo.

Mas essa “comoditização” da produção rural brasileira trouxe também impactos negativos, entre os quais se destacam o aumento da concentração de terras e o consequente êxodo rural.

“As grandes propriedades – maiores que 1 mil hectares – representam hoje apenas 1% das fazendas do país. No entanto, ocupam praticamente 50% das terras agrícolas”, ressaltou David Montenegro Lapola, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro e autor principal do artigo.

As conclusões são baseadas na análise de mais de cem estudos publicados nos últimos 20 anos. Entre os 16 autores – todos brasileiros – estão Jean Pierre Henry Balbaud Ometto e Carlos Afonso Nobre, ambos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e integrantes do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Também participaram Carlos Alfredo Joly (Universidade Estadual de Campinas) e Luiz Antonio Martinelli (Universidade de São Paulo), do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA), da FAPESP.

“Os dados mostram, em 1995, um pico de expansão na agricultura coincidindo com um pico de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Isso volta a ocorrer entre os anos de 2004 e 2005, quando também houve pico de crescimento do rebanho bovino do Brasil. Após esse período, porém, a expansão agropecuária se desacoplou do desmatamento, que vem caindo em todos os biomas brasileiros”, disse Lapola à Agência FAPESP.

Se na Amazônia é claro o impacto de políticas públicas voltadas à preservação da floresta – como criação de áreas protegidas, intensificação da fiscalização feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pela Polícia Federal e corte de crédito para municípios campeões do desmate –, nos demais biomas brasileiros a queda parece ser resultante de iniciativas do próprio setor produtivo.

“As culturas que mais cresceram são as voltadas ao mercado externo, como soja, milho, cana-de-açúcar e carne. É o que chamamos no artigo de ‘comoditização’ da agropecuária brasileira. De olho no mercado estrangeiro, o setor passou a se preocupar mais com os passivos ambientais incorporados em seus produtos. O mercado europeu, principalmente, é muito exigente em relação a essas questões”, avaliou Lapola.

Também na Amazônia há exemplos de ações de conservação capitaneadas pelo setor produtivo, como é o caso da Moratória da Soja – acordo firmado em 2006, por iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (Anec), para impedir a comercialização e o financiamento de grãos produzidos em áreas desmatadas.

“Na Amazônia, a soja tem avançado sobre áreas antes usadas como pastagem. O mesmo pode ser observado no Estado de São Paulo, no caso das plantações de cana. A maior parte da expansão canavieira dos últimos anos ocorreu sobre áreas de pastagem”, afirmou Lapola.

Tal mudança no padrão de uso do solo teve um efeito positivo no clima local, apontou o estudo. Em regiões de Cerrado no norte de São Paulo, por exemplo, foi registrada uma redução na temperatura de 0,9° C.

“A maior cobertura vegetal aumenta a evapotranspiração, libera mais água para a atmosfera e acaba resfriando o clima localmente. Mas a temperatura ainda não voltou ao que era antes de ocorrer o desmatamento para dar lugar ao pasto. Nessa época, o aquecimento local foi de 1,6° C”, disse Lapola.

Êxodo rural

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que as áreas dedicadas à pecuária no Brasil estão diminuindo. No entanto, o número de cabeças de gado continua crescendo no país, o que significa um maior número de animais por hectare e maior eficiência na pecuária (o uso do solo predominante no país).

De acordo com Lapola, o mesmo pode ser observado no caso de outras culturas voltadas à alimentação, como arroz e feijão, que tiveram suas áreas de plantio reduzidas embora a produção total tenha aumentado. Graças a esse incremento na produtividade, a segurança alimentar brasileira – por enquanto – parece não ter sido afetada pela “comoditização” da agricultura.

O artigo revela, no entanto, que a concentração de terras em grandes propriedades voltadas ao cultivo de commodities intensificou a migração para as áreas urbanas. Atualmente, apenas 15% da população brasileira vive na zona rural.

Em locais onde a produção de commodities predomina, como é o caso do cinturão da cana no interior paulista, cerca de 98% da população vive em áreas urbanas. “Essa migração causou mudança desordenada de uso do solo nas cidades. O resultado foi o aumento no número de favelas e outros tipos de moradias precárias”, afirmou Lapola.

As mudanças no uso do solo afetaram também o padrão brasileiro de emissão de gases do efeito estufa. Em 2005, o desmatamento representava cerca de 57% das emissões totais do país e, em 2010, esse número já havia caído para 22%. Hoje, o setor agropecuário assumiu a liderança, contabilizando 37% das emissões nacionais em 2010, advindas principalmente da digestão de ruminantes, da decomposição de dejetos animais e da aplicação de fertilizantes.

Novo paradigma

No artigo, os autores defendem o estabelecimento no Brasil de um sistema inovador de uso do solo apropriado para regiões tropicais. “O país pode se tornar a maior extensão de florestas protegidas e, ao mesmo tempo, ser uma peça-chave na produção agrícola mundial”, defendeu Lapola.

Entre as recomendações para que esse ideal seja alcançado os pesquisadores destacam a adoção de práticas de manejo já há muito tempo recomendadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), como o plantio na palha, além do fortalecimento do Código Florestal (que estabelece limites de uso da propriedade) e a adoção de medidas complementares para assegurar que a legislação ambiental seja cumprida.

“Defendemos mecanismos de pagamento por serviços ambientais, nos moldes do programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), por meio do qual proprietários rurais recebem incentivos financeiros pela conservação da biodiversidade e outros recursos naturais”, explicou Lapola.

Os autores também apontam a necessidade de políticas públicas – entre elas a reforma agrária – que favoreçam um modelo de agricultura mais eficiente e sustentável. “Até mesmo alguns grandes proprietários não têm, atualmente, segurança sobre a posse da terra. Por esse motivo, muitas vezes, colocam meia dúzia de cabeças de gado no terreno apenas para mostrar que está ocupado. Mas, se pretendemos de fato fechar as fronteiras do desmatamento, precisamos aumentar a produtividade nas áreas já disponíveis para a agropecuária”, concluiu Lapola.

PT COM CARTA BRANCA PARA FECHAR COM PARTIDOS ALIADOS DA DILMA

Rui Falcão, entre Padre Ton e Anselmo: só com aliados de Dilma
Rui Falcão, entre Padre Ton e Anselmo: só com aliados de Dilma

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, se reuniu ontem (12) à tarde nas dependências da Liderança do partido na Câmara dos Deputados com o presidente estadual em Rondônia, deputado federal Padre Ton, e o deputado Anselmo de Jesus, oportunidade em que reafirmou a orientação de se manter diálogo nos estados para eventuais alianças com todos os partidos da base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff.

No encontro, a pedido dos parlamentares e conforme havia sido definido em planejamento aprovado pela Executiva, Falcão demonstrou satisfação pelo fato da Comissão Eleitoral instituída pela Executiva ter iniciado as atividades do processo eleitoral com a realização de plenária regional em Rolim de Moura, com o próximo evento agendado para o dia 22 em São Miguel do Guaporé.

O calendário de plenárias está definido. Nos encontros, com lideranças locais e militância, são discutidas prováveis alianças, plano de governo e nominata aos cargos de deputados federais e estaduais.

Padre Ton explicou que ele e o deputado Anselmo compõem a comissão, constituída ainda pelo deputado estadual Cláudio Carvalho; prefeita Sônia Cordeiro, de Jaru;  secretário de Organização Diego Gimenez e secretária de Assuntos Institucionais Andréa Mendes.

 

“Rui Falcão reiterou orientação anteriormente dada e que foi deliberada pelo diretório estadual de mantermos diálogo com os partidos da base aliada, e disse que logo após o Carnaval irá definir uma agenda em Rondônia para acompanhar o andamento dos procedimentos visando participação do partido nas eleições de 2014. É uma atividade que ele irá fazer em todos os estados”, disse Padre Ton após o encontro.

Pré-candidato ao governo, Padre Ton fez uma exposição sobre a conjuntura política de Rondônia, com relato das possibilidades de candidaturas à sucessão do atual governador, Confúcio Moura, e apresentou o resultado de duas pesquisas feitas recentemente em que seu nome tem grande viabilidade eleitoral.

O deputado também relatou sobre providências em relação às estruturas do partido em Rondônia, informando que em dois meses serão empossadas as comissões provisórias.

 

O TRIÂNGULO AINDA NÃO MORREU, MAS, ESTÁ QUASE…

O Triângulo não morreu
O Triângulo não morreu

O bairro do Triângulo, um dos mais antigos e importantes de Porto Velho, está prestes a ser sucumbido pelas águas barrentas do Madeira e tornar-se uma Atlântida, a cidade submersa. Faltam apenas 20 centímetros de água para deixar tudo submerso. As águas já atingiram metade das residências. Embora o governo e a prefeitura de Porto Velho tenham acenado com ajuda humanitária, moradores saíram hoje às ruas para protestar em busca de solução para os problemas que estão enfrentando.

Fonte: +RO

Foto: William, o Homem do Tempo

Governo vai decretar estado de calamidade pública

Chefe da Casa Civil, Marco Antônio Faria
Chefe da Casa Civil, Marco Antônio Faria

São seis municípios atingidos pelas águas do Rio Madeira e que precisam do trabalho do estado, dos municípios e da União. A situação está mais grave em Porto Velho, que já contava, no momento da reunião,  com mais de 70 famílias entre desalojados e desabrigados  e em Guajará Mirim, com o acesso interditado na BR 425,  rodovia estadual com status de federalizada devido a área fronteiriça, com  possibilidade de desabastecimento da cidade e região.

Estiveram na reunião representantes de diversos órgãos do Estado, incluindo Polícia e Bombeiro Militar,  Prefeitura, Exército, Marinha e Aeronáutica, representantes das empresas Santo Antonio Energia, Energia Sustentável do Brasil – Jirau e Polícia Rodoviária Federal.  O secretário chefe da Casa Civil, Marco Antonio de Faria, encarregado de conduzir o encontro, defendeu a necessidade de união entre todos os participantes para o enfrentamento de uma das maiores cheias no Estado, afirmando que tudo será feito para que não se perca nenhuma vida. Após a reunião, Marco Antonio convidou alguns participantes para contribuírem na elaboração do documento decretando o estado de calamidade no Estado.

De acordo com o comandante geral do Corpo de Bombeiros, toda ajuda por terra, água e ar será necessária e bem-vinda. O Coronel Ubirajara Caetano declarou que seis municípios  foram atingidos pelas cheias, como  Rolim de Moura e Santa Luzia do Oeste, que já obtiveram  ajuda federal. Além de Rio Crespo, Nova Mamoré, Guajará Mirim e Porto Velho, nos dois últimos a situação tende a se agravar mais, especialmente com a previsão meteorológica, que prevê uma elevação no volume de águas do Madeira que chegará a mais de 18 metros, até o dia 20 de fevereiro, colocando todas as autoridades em grande tensão   até lá. Segundo ele, diariamente serão divulgados boletins para dar conhecimento à população de tudo que está acontecendo e das soluções  postas em prática. “Nossa preocupação maior é com a vida das pessoas”, destacou, acrescentando que são mais de 200 profissionais envolvidos em todo o processo. Ainda nesta semana a Superintendência de Gestão e Gastos poderá dispor de um telefone de utilidade pública, 0800 para receber chamadas relacionadas aos danos causados e às vítimas da enchente.

Texto: Alice Leyla
Fotos: Marcos Freire
Fonte: Decom

PORTUGUESA ELOGIA JEITINHO BRASILEIRO

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O jeitinho brasileiro

Alexandra Prado Coelho (texto) e Vera Moutinho (foto)

Tinham-me falado do entusiasmo com que os brasileiros recebem quem vem de fora – um entusiasmo e uma simpatia que nos fazem acreditar que tudo é possível, tudo é fácil, tudo vai acontecer. Dizem “claro que sim”, aparecem, dão-nos abraços fortes, fazem planos connosco.

Mas aconselharam-me a dar algum desconto. Sim, o entusiasmo é sempre muito maior do que o que sentimos em Portugal, mas às vezes as coisas não acontecem – as combinações falham, os planos desfazem-se, nem tudo é tão fácil nem tão consequente como parecia. É o célebre “você tem que aparecer lá em casa!” dito com toda a convicção mas sem qualquer intenção de nos darem a morada (uma característica atribuída sobretudo aos cariocas).

Será talvez uma questão de linguagem. Em Portugal, pomos a cabeça de lado, mantemos alguns segundos de suspense, e dizemos “vai ser difícil” ou “acho que não vai ser possível”. No Brasil dizem-nos “sim, acho que vai dar”. E nós surpreendemo-nos. “Vai mesmo?”.

O facto é que em 18 dias que passei no Brasil, tudo o que me disseram que seria possível aconteceu. Nenhum encontro falhou, muitas das pessoas que encontrámos abriram-nos outras portas, puseram-nos em contacto com outros, todos os emails tiveram uma resposta, e todas as respostas foram positivas. Sorte? Talvez. Mas é justo que partilhe aqui esta experiência.

 

Há coisas que nos exasperam (o funcionamento dos telemóveis, com os diferentes códigos que ninguém sabe exactamente quais são e a dificuldade em conseguir um cartão quando não se tem o CPF, o número fiscal brasileiro, são uma delas), mas a famosa simpatia foi, nestes 18 dias, mais do que um cartão turístico. Foi real e foi consequente.

Um exemplo: no Mato Grosso conhecemos Tobias Ferraz, repórter do canal Terra Viva da Rede Bandeirantes. Em conversa dissemos que queríamos fazer uma reportagem sobre o trânsito em São Paulo. Ele imediatamente sugeriu que visitássemos a Rádio SulAmérica Trânsito, também da Rede Bandeirantes. Disse que enviaria um email com os contactos. O email chegou no dia seguinte. A pessoa a quem ele pediu ajuda logo nos pôs em contacto com alguém da rádio que se disponibilizou para estar connosco às 7h da manhã para acompanharmos um repórter no trânsito (o simpático Stephan que hão-de conhecer numa das nossas reportagens).

Fizemos a história, e no fim a Vera Moutinho perguntou se seria possível ir no helicóptero para filmar São Paulo do ar (um projecto que tinha há semanas mas do qual já quase tinha desistido). “Sim, vamos falar com o piloto”, disse-nos Felipe Bueno, director da rádio. Daí a pouco a Vera estava ao telefone a combinar com o piloto o local de encontro e dois dias depois estava a sobrevoar São Paulo.

Pode parecer uma história banal. E é. Mas quem chega de Portugal habituado a tantas vezes ouvir logo à partida “não sei se vai ser possível”, “tem que enviar um email”, “o assunto tem que ser discutido na reunião do conselho de administração”, ou qualquer outro entrave burocrático do género, há uma alegria que se instala quando durante 18 dias se ouve “sim, vai ser possível” (o que, sejamos justos, incluiu também os portugueses que encontrámos no Brasil).

Comentava isto com uma repórter da rádio e ela dizia, sorrindo: “Damos um jeitinho”. Talvez seja o espírito do Novo Mundo. Ou talvez tenha sido apenas sorte e uma série de coincidências. Mas foi bom acreditar que as coisas podiam acontecer – e podiam ser, afinal, muito mais fáceis do que nos habituámos a imaginar. Valeu!

ATENÇÃO DOENTES: NA FALTA DE MÉDICOS FAVOR SE DIRIGIR AO GABINETE DO DEPUTADO FEDERAL RONALDO CAIADO

Ronaldo Caiado e a dissidente cubana
Ronaldo Caiado e a dissidente cubana

O gabinete do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), está recebendo todos os cubanos cadastrados no programa Mais Médico, do governo federal. Ele ele está liderando uma debandada de médicos cubanos. Neste sentido, esteve em Miami conversando com vários cubanos dissidentes e prometeu ser a ponte entre médicos que desejam fugir para os Estados Unidos. “É como se fosse uma embaixada da liberdade”, disse Caiado ao jornal Zero Hora, sobre o gabinete receber médicos insatisfeitos.

Os doentes prejudicados pela ação do deputado ruralista goiano deveriam também se dirigir ao gabinete dele (277, Anexo IV), para procurar tratamento.

A SOLIDÃO APARENTE DE CHICO XAVIER

por Ramiro Gama
“(…) Em meados de 1932, o Centro Espírita Luiz Gonzaga estava reduzido a um quadro de cinco pessoas – José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico.
Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros.
D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequência ao grupo, pelo menos, por alguns meses. Vendo-se sozinho, o médium também quis ausentar-se.
Mas, na primeira noite em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse: “Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço”. “Continuar como? Não temos frequentadores…” “E nós?” – disse o espírito amigo. – “Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo.
Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho”. Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o O Evangelho Segundo o Espiritismo ao acaso e lia esta ou aquela instrução, comentando-a em voz alta.
Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho… E essas reuniões de um médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas. (…)”
Ramiro Gama – Lindos casos de Chico Xavier
O jovem Chico Xavier
Agora passo a complementar o caso escrito por Ramiro Gama com a conclusão que o Chico me contou :
Segundo ele, a vizinha ficava incomodada de vê-lo falando sozinho, gesticulando e dando interpretações do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita a esmo, sem que ela visse qualquer frequentador ou qualquer pessoa que tivesse entrado no Centro Espírita Luiz Gonzaga, que era ao mesmo tempo também a residência da família Xavier.
Então a vizinha começou a espalhar para toda Pedro Leopoldo que o Chico estava era doido e que precisaria ser internado num sanatório em Uberaba, à semelhança de Dona Geni Xavier, sua cunhada. Começou a dizer para todo mundo que o Espiritismo era fábrica de loucos, obra do demônio, e que já tinha levado uma para o hospício e estava levando o outro pelo mesmo caminho e esse outro era o Chico.
O Chico ficou muito chateado com aquilo tudo, vendo o povo comentar que ele estava doido e apontá-lo na rua como se fosse um desequilibrado qualquer, mas Emmanuel lhe recomendava paciência e coragem para prosseguir trabalhando porque os frequentadores apareceriam em pouco tempo.
Um belo dia, Chico cansado das ironias da vizinha, resolveu colocar um basta no assunto. A casa dela tinha uma grande janela que era quase contígua à casa do Chico. Ele bateu palmas até que ela aparecesse na janela e quando ele surgiu ele lhe disse: “Dona Fulana (vamos naturalmente omitir o seu nome) eu lhe chamei aqui para lhe autorizar a me internar em um sanatório de Belo Horizonte!” A mulher teve um grande susto, ficou pálida e desconcertada, e o Chico completou a ordem: “A senhora, a partir de hoje, vai ter uma autorização minha, e se quiser eu a assino em papel com firma reconhecida e tudo, no sentido de me internar num hospício de sua escolha, no dia em que eu deixar de cumprir os meus compromissos com o serviço, no dia em que eu deixar de cumprir as minhas obrigações de arrimo de família, no dia em que eu deixar de cuidar de meus familiares incapazes, doentes, menores ou desempregados que aqui em casa se abrigam!”
E perguntou-lhe à queima-roupa: “Estamos combinados?”
Não preciso completar que Chico, rindo-se do ocorrido, disse-nos que a vizinha nunca mais falou coisa alguma!
Geraldo Lemos Neto

AS CRIANÇAS AO DESABRIGO

Irmã Scheila
Irmã Scheila
Pela marcha do tempo, o progresso pode levar a criança à sublimação das ideias que orientam uma nação, e, por vezes, o mundo. Pode ter ela nascido em qualquer cidade ou país; O lugar não importa. Deus sabe onde deve situá-la, para o desempenho de uma grande missão.
O direcionamento de uma alma em formação física, na Terra, deve iniciar-se na escola do lar. E os princípios de maior influência, no seu preparo, encontram-se no Evangelho. É por isso que estimulamos o Culto do Evangelho no lar. Mesmo que as crianças, ali presentes, aparentemente não estejam entendendo, a realidade é outra: em qualquer idade, observemos a palavra do Cristo como sorvemos água e saciamos a fome, pelos processos da alimentação. E respiramos o ar, que nos ajuda a viver, no plano físico. O Evangelho se encontra em todas essas possibilidades de vida, vivificando-nos e fazendo Deus presente, em nossas lembranças.
Ajuda a criança a sofrer menos. Ampara-a, com tuas possibilidades. Se a encontrares ao desabrigo, movimenta-te para conduzi-la aos lugares em que ela puder se instruir e se educar..
Se nunca defrontaste com a oportunidade de acolher crianças, procura as casas que o fazem, e coopera com elas, com donativos, estimulando os trabalhadores dessa área de servir com Jesus. Quando não puderes dar outra coisa, não te esqueças das palavras de ânimo, de fé, de esperança e de persistência no que se encontram fazendo.
Nem todos vieram ao mundo para amparar a criança, é certo. No entanto, todos vieram a ele para se educarem, e ninguém aprende sem ajudar, em todas as dimensões das suas possibilidades. Converte-te ao Amor, que o Amor se converterá em tua paz…
Se existem muitas crianças sofrendo, é o passado gritando, em forma de dívidas. Entretanto, Deus aciona milhares de mãos amigas, para aliviar os fardos, e amenizar os jugos. Todos somos, também, devedores, uns dos outros, e a tarefa de fraternidade, sem exigências, dar-nos-á forças para caminhar, e esperança para continuar rumo à felicidade.
Arregimenta teu carinho, em torno das crianças, amando-as, em quaisquer circunstâncias. Elas são tuas irmãs em Cristo e filhas do mesmo Pai. Acolher uma criança é o mínimo que podes fazer; pelo menos em teu coração, para que ele se torne um Chão de Rosas, a perfumar teus sentimentos, fazendo-os subir até a Luz, e colher, dela, a paz de consciência.
Deves lembrar-te que existem crianças mesmo animando corpos idosos. Ajuda no seu esclarecimento, porque os teus esforços são sementes, que, no amanhã, deverão nascer, como glória para a vida.
Se assim podemos dizer, todos somos crianças, ante o Cristo que nos conduz e espera o nosso crescimento.
Sheilla
“Chão de Rosas”
Psicografia de João Nunes Maia

Coordenador do COLEPRECOR divulga pauta da 1ª Reunião Ordinária de 2014

 

Desembargador Ilson Alves Pequeno Junior

Desembargador Ilson Alves Pequeno Junior

O coordenador do Colégio de Presidentes e Corregedores de TRT’s (COLEPRECOR), divulgou a pauta da 1ª Reunião Ordinária que acontece nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2014, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

A ocasião contará com os pronunciamentos do presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Ives Gandra Martins Filho, e da ministra do Tribunal Superior do Trabalho e Conselheira do CNJ Maria Cristina Peduzzi.

Na 1ª reunião de 2014, os membros do Colégio de Presidentes e Corregedores da Justiça do Trabalho elegerão os representantes das regiões sul e nordeste do país para o Conselho Superior da Justiça do Trabalho em cumprimento ao art 2º, § 6º, do Regimento Interno do CSJT.

Entre outros temas, haverá a apresentação do Projeto Sistema Integrado de Gestão Administrativa (SIGA) e da nova versão do Processo Judicial Eletrônico (PJe-JT) pelo juiz Auxiliar da Presidência do TST, José Hortêncio Ribeiro Junior, além dos assuntos administrativos de interesse do Colégio, que serão apresentados para aprovação dos membros.

Autor: Luiz Alexandre (TRT RO/AC)