Está tudo informatizando. Aos poucos, os computadores de casa, os notebooks, os smartphones e os tablets estão fazendo o que, antes, só poderia ser feito in loco. Os bancos deram um passo importante ao instituir os caixas eletrônicos que reduzem as filas e permitem operações nos finais de semana a qualquer hora. Pela internet se paga contas. Compra-se de agulha a avião. Comprar passagens aéreas, antigamente, envolvia muito papel. Hoje, nenhum! Tudo pela internet.
Para muitas coisas, nem precisa sair de casa. Mas, as pessoas continuam saindo de casa para trabalhar nas repartições públicas, comércio, indústria. Os engarrafamentos nas grandes cidades pedem uma mudança no comportamento da população. O que fazer com tantos carros nas ruas? A solução está diante dos nossos olhos. É é preciso informatizar os serviços públicos, de modo que não se precise receber em casa o rapaz que vai medir o consumo de energia e deixar a conta. Tudo poderia ser interligado via internet, como são os telefones. Certas atribuições no serviço público poderiam ser feitas em casa. Metade dos servidores públicos poderia trabalhar em casa, desonerando o Estado. Já pensou na economia só com cafezinho?
Que se decrete o fim do papel. As redações de jornais não precisariam ser grandes, como muitos funcionários gastando energia, água, cafezinho, almoço e transporte. de casa mesmo, repórteres escreveriam suas reportagens e enviariam via e-mail para as enxutas redações, com no máximo o editor e um diagramador, dependendo do tamanho do jornal.
Os sites de notícias já são assim. A redação de um site pode ser na própria casa do editor. Os repórteres são contratados através das redes sociais. Tudo prático e rápido. Já pensaram no tanto de carros que deixariam de circular pela cidade? Economia de gasolina, redução da poluição. Ao contrário do que muita gente pode imaginar, não haveria desemprego em massa. Com o mundo globalizado, até criança de sete anos já sabe mexer num tablet. Teremos mais profissionais no mercado de trabalho e maior demanda por pessoas com conhecimento de internet. Trabalhar em casa, com uma estação de internet já é uma realidade em alguns países desenvolvidos. Cada vez mais a população caminha para trabalhar em casa, no Home Office, no conforto do lar, ao lado da esposa e filhos. Este é o futuro, bem mais próximo do que se imagina.
“Seu Baltazar da Rocha! O que é transposição?”, pergunta professor Raimundo. “Que que há-lho, sábo-lho. Transposição é o seguinte. Antigamente não tinha desodorante e a gente transpirava muito. Aí foram passando os tempos e quem tinha posição na sociedade, comprava desodorante. Daí a palavra transposição”, respondeu. “Nota zero” sentenciou o professor Raimundo. “Sandoval Quaresma, o que é transposição?”. “Ôpa, tá na ponta da língua. Transposição é quando a gente pega um ônibus, um transporte, num sabe, e o motorista pergunta em que posição eu vou ficar. Trans-posição”. “Nota zero”. “Samuel Blaunstei, o que é transposição?”. “Fazemos qualquer negócio. Transposição é conversa pra boi dormir”. “Nota 10!”. “Rolando Lero, o que é transposição?”. “Amado mestre, captei a vossa mensagem. Transposição é aquilo que a gente promete durante quatro anos e não entrega”. “Muito bem, nota 10”.
Pois é. A transposição dos servidores estaduais de Rondônia para os quadros da União virou piada nos corredores do Congresso Nacional. Há décadas que políticos enchem de esperança o coração dos servidores que esperam ansiosos um dia serem respeitados como tais. O que vem ocorrendo há mais de dez anos é que nenhum deputado federal teve a coragem de dizer na lata para os servidores que a transposição não deve sair tão cedo porque não interessa à União. Tanto é verdade que só tem um deputado federal mexendo com a coisa, mas, é só para atrair os holofotes com fins eleitoreiros no finzinho do mandato de um ano, já que ele sucedeu a um presidiário. “Rolando Lero” está, literalmente, enrolando os servidores com sua conversinha de cerca Lourenço. Ele é craque nisso. Tudo papo furado. Não caiam nesta ladainha. Se a deputada federal Marinha Raupp (PMDB), nos altos dos seus cinco mandatos já jogou a toalha da transposição, o que faria um boquirroto? Se os deputados do PT, Anselmo e Padre Ton nem tocam mais no assunto, o que faria então o Rolando Lero? Nilton Capixaba só quer saber de suas emendinhas e olhe lá. Moreira Mendes quer distância. Carlos Magno? Nem se ouve falar do parlamentar. O senador Ivo Cassol (PP) usou a transposição para ganhar votos. Em 2009 organizou com o Expedito Júnior (já sem mandato) uma caravana para Brasília. Tudo jogo de cena. Um teatro federal. Coitados dos servidores que viajaram seis dias para nada. E assim, mais uma eleição que chega e mais engodos, mais enrolação. Em 2014, ano eleitoral, nada será feito pela transposição. Só a partir de 2015 e olhe lá.
Era de noite. Foi no Flamengo. Trinta marmanjos chegaram em 15 motos. Os quatro adolescentes caminhavam para Copacabana, “para tomar um banho de mar”. “Era (um) fortão e tinha um magrinho. O magrinho já chegou jogando a moto em cima. Vou matar! Vou matar os quatro!” A moto e a enturmação fizeram o magrinho ficar fortão e valente. O magrinho foi acusando: “Bando de ladrão, fica roubando bicicleta dos outros”. Três dos garotos conseguiram fugir. O menino de 15 anos, não. Nenhum deles estava de bicicleta.
Yvonne Bezerra de Mello/Divulgação Adolescente de 15 anos foi agredido e preso a poste.
Desde quando seus antepassados foram trazidos da África, empilhados em navios negreiros, para serem vendidos no Valongo depois de estirados na praia para destravar o corpo, o menino negro sabe quem manda e quem obedece. O tronco e a chibata no lombo de seus antepassados surraram também sua memória e lhe ensinaram as lições que sobrevivem 125 anos depois da liberdade sem conteúdo da Lei Áurea. A lei que libertou os brancos do fardo da escravidão antieconômica. Mais de um século depois, o menino ainda sabe como é que se fala até mesmo com moleque que herdou os mimos da casa-grande: “Eu não, meu senhor, todo mundo aqui é trabalhador”, defendeu-se.
Esse menino descende de homens livres há mais de um século. Mas a chibata ficou lá dentro da alma, ferindo, dobrando, humilhando, criando desconfiança, ensinando artimanhas de quilombo para sobreviver. Esse “meu senhor” diz tudo, fala alto, grita na consciência dos que a tem. Esse “meu senhor” desdiz a liberdade, desmente a Lei Áurea, nos leva de volta aos tempos da senzala, do tronco e do pelourinho. Esse “meu senhor” expressa uma liberdade não emancipadora, que não integrou o negro senão nas funções subalternas de uma escravidão dissimulada, mas não na ressocialização para a liberdade e para a cidadania. Quem acusa o menino não sabe que a sociedade não pode colher o fruto que não semeou.
No dia 13 de maio de 1888 não libertamos ninguém. Continuamos todos escravos da escravidão que não acaba, da moral retorcida que nos legou, da consciência cindida que nos faz crer que somos uma coisa sendo outra. No mundo novo da liberdade abstrata de um contrato fictício não podemos nos encontrar porque não encontramos o outro, não podemos ser livres porque não nos libertamos no outro, não podemos ter direitos de que os outros carecem.
O menino levou uma surra de capacetes. “Bateu, bateu”, disse ele a uma repórter. Desmaiou. Foi ferido a faca na orelha. Com uma trava de bicicleta, foi amarrado pelo pescoço num poste. Coisa de gente muito valente, coisa de macho: 30 homens contra um menino franzino. E na Câmara dos Deputados houve quem se orgulhasse disso. Confessou um deputado mais inclinado ao justiçamento do que à Justiça: “Praticou um ato corajoso quem deu uma surra nesse vagabundo, porque os moradores estão cansados de serem roubados e assaltados por essa gentalha”. Isto é, gentinha, populacho, ralé. O mesmo tratamento que tinha vigência antes da lei do 13 de Maio, quando o escravo era considerado coisa, semovente, mercadoria, um ser abaixo da condição humana. Mero animal de trabalho, com a diferença de que das azêmolas diferia porque falava, gemia, chorava, sabia.
A Lei Áurea trouxe implícita a igualdade jurídica do negro liberto, coisa que não ficou muito clara na Constituição de 1891, que condicionou a cidadania ao ter propriedade e ao ser alfabetizado, não ser mendigo, não ser mulher, não ser praça de pré. A igualdade do 13 de Maio era, portanto, uma igualdade relativa. Porém, quem não é igual não pode ser livre. O deputado que agora, no próprio Parlamento, se congratula com os agressores do menino negro, revoga a Lei Áurea, restaura a inferioridade social do cativo e dos filhos e herdeiros do cativeiro. Traz de volta o feitor.
O Estado brasileiro, de que o deputado é membro e privilegiado beneficiário, é um Estado omisso, descumpridor das próprias leis que inventa e promulga. A delinquência juvenil é fruto dessa omissão e do desamparo que engendra e alimenta. Mas fruto, também, da pseudocidadania dos atiradores de pedra e dos linchadores, dos que reclamam direitos, omitindo-se quanto aos deveres correspondentes. No próprio caso ocorrido no Flamengo, alguns boyzinhos de 14 que foram presos e já estão soltos declararam que patrulham “o Aterro em busca de potenciais autores de delitos”. O caso do menino deixa claro que os “potenciais autores de delitos” têm cor e raça. O vigilantismo reacionário ergue uma muralha de terror para criar um território fechado e excludente, só deles. Uma pátria particular, impatriótica.
O menino foi libertado pelos bombeiros que o socorreram. Tiveram que usar maçarico para cortar o cabo de aço que lhe atava o pescoço ao poste. Foi levado para o hospital. De lá fugiu e foi espontaneamente se apresentar na casa abrigo da prefeitura do Rio. Os agressores louvados pelo deputado não se apresentaram em lugar nenhum. Fugiram. Por aí se vê que ao menos o menino tem recuperação.
JOSÉ DE SOUZA MARTINS É SOCIÓLOGO, PROFESSOR EMÉRITO DA FACULDADE DE FILOSOFIA DA USP, ORGANIZADOR E COAUTOR DE O MASSACRE DOS INOCENTES (HUCITEC, 1993)
Nossos cães não sabem falar, mas dá para saber certinho o que eles estão sentindo só pelo movimento das orelhas! Entenda mais esse jeito do seu cachorro se comunicar:
Prosseguindo com a série de entrevistas ao site +RO, trazemos as impressões do técnico em prótese dentária e em farmácia, Wanir Cavalheiro, 61 anos, nascido em Goiás Velho (GO). Estado de Goiás. Separado, pai de seis filhos (todos maiores), trabalha como Assessor Especial no gabinete do Governador do Estado de Rondônia. Filiado ao PMDB desde 1981, diz que “com muito orgulho”. É católico, torce pelo Santos e tem a Paula Fernandes como melhor cantora da atualidade. Bem, Wanir Cavalheiro, como disse, é peemedebista histórico. Participa da vida política como um vício. Está sempre por perto das grandes decisões que envolvem a agremiação. Na entrevista ele reafirma que o governador Confúcio Moura é candidatíssimo à reeleição com apoio total do partido. Cavalheiro foi presidente do Comitê da Cidadania em Rondônia, responsável por várias campanhas humanitárias, dentre elas a “Campanha do Natal Sem Fome”, na cidade de Ji-Paraná, que distribuiu quarenta toneladas de alimentos para famílias carentes do município, totalizando 1.200 um mil cestas básicas. Foi um dos fundadores da “Federação de Associações de Bairros” e atuou como vice-presidente durante nove anos.
+RO:- Como você vê o governo Dilma e o que achou do governo Lula no ponto de vista político e social?
Vejo o Governo Dilma com bons olhos, principalmente no combate à pobreza e há também, muitos investimentos nos setores de moradias e saúde! Que são os maiores destaque! O Governo Lula, teve altos e baixos, foi muito infeliz nas escolhas de muitos ministros e teve o seu mandato em cheque! Mesmo assim o Brasil avançou bastante, mas poderia ser melhor! Porque o mesmo pegou um País administrativamente enxuto!…Se não fosse o mensalão, eu diria que foi bom!
Wanir com o governador Confúcio Moura
+RO:- Como você vê o governo Confúcio Moura? Nota de zero a 10.
Eu sou suspeito a falar, mas falarei sem nenhuma paixão! O governador Confúcio Moura, recebeu o Estado de Rondônia sucateado em todos os setores. Exemplo: o desgoverno anterior desmontou todas as secretárias de estados e esparramou-as, como “merda de vaca” por toda a cidade, mesmo sem condições de trabalho para os nossos guerreiros funcionários públicos! Desculpa a expressão, mas, foi isso mesmo que ocorreu. Aí vieram as greves dos sindicatos, pedindo aumentos e melhores condições de trabalho. E os mesmos estavam certos, pois o desgoverno anterior foi um grande irresponsável e não pensou no bem estar dos servidores e nem dos usuários e contribuintes. O governador Confúcio Moura administrou 17 greves e ouviu todos os segmentos, sem nenhuma truculência do lado do governador e nem uma baderna do lado grevista. A Saúde do Estado estava um caos. O Hospital Osvaldo Cruz foi uma dos piores desrespeitos com todos nós. Mas eu acho que está no fim o sofrimento do nosso povo! Está prestes a inaugurar o novo Hospital Osvaldo Cruz. Graças a Deus e a vontade política do governador Confúcio Moura de querer resolver as demandas da saúde do povo do Estado de Rondônia. Inaugurou também o novo Hospital da Criança Cosme e Damião com o triplo de atendimento, equipou o Hospital João Paulo II, fez a rede de tratamento do esgoto do hospital JP II. Construiu mais 25 UTIs, para atender melhor os nossos pacientes. Construiu 120 leitos no Hospital de Base, inaugurou com todos os equipamentos o Hospital Regional de Cacoal, inaugurou e equipou o hospital Regional de São Francisco, atendeu todos os municípios sem questionar cores partidárias, na área de saúde, infraestrutura, casas populares, limpezas de ruas, asfaltos, etc. E agora o novo projeto: construção do novo Hospital João Paulo II, que com certeza vai atender a nossa demanda pelos próximos 20 anos. O Projeto Estradão é um destaque ímpar, pois já foi feito o dobro de estradas que o desgoverno de oito anos. Em Porto Velho, já foram construídas quase cinco mil casas populares para famílias de baixa renda e serão construídas mais sete mil até o final do governo de Confúcio Moura. Estão sendo asfaltados 150 quilômetros de ruas em Porto Velho, coisa que governo de oito anos não asfaltou nem um palmo. Minha nota é 9.
Wanir, de frente para a prefeitura de Porto Velho
+RO:- Como você vê a administração Mauro Nazif? Nota de zero a 10.
O Caos se instalou em Porto Velho, pois o prefeito está sem rumo para com os munícipes. Não fez nada até agora não tem projetos ainda para este ano. Onde foram gastos um bilhão de reais que foi o orçamento do ano passado? O povo precisa saber disso! O que eu vejo na administração Nazif? Na verdade, não vejo nada, pois, até agora não fez nada que possa avaliar ou achar! Infelizmente para nós que gostamos de nossa Cidade! A minha nota é 2!
+RO:- Como você a atuação da Assembléia Legislativa? Nota de zero a 10.
No administrativo é uma negação. Veja bem! Os corruptos na Assembléia foram julgados de mentirinha e sorriram de todo o povo. Esperamos que agora que é ano de eleição o eleitor possa dar a sua legitima opinião sobre tudo isso. É preciso renovar 80%. Minha nota é 4!
+RO:- Como você vê a atuação da Câmara dos Vereadores? Nota de zero a 10.
PÉSSIMO!… Pois aconteceram as irregularidades, os corruptos foram presos e veio o julgamento e todos foram absolvidos. Passaram as mãos nas cabeças dos colegas e sorriram das autoridades e do povo. Minha nota é 2.
Wanir discursando em evento político
+RO:- Vai sair candidato nestas eleições? Se sim, a que?
Tenho vontade sim, de ter um mandato. Para mostrar aos maus políticos que é possível sim. Administrar um mandato e cumpri-los sem levar o nome de ladrão. Pois eu entendo que, a política é a arte de servir. Não se pode de maneira nenhuma enganar a boa fé dos que lhe deram um mandato. Estou postulando junto ao meu partido a candidatura a deputado federal. Mas, está nas mãos de Deus. Porque tudo que faço na vida, Deus vem em primeiro lugar.
+RO:- Em sua opinião, o que faltou na Operação Apocalipse? Faltaram mais prisões, punições, cassações de mandatos?
Eu acho que faltou foi o respeito à lei e o cumprimento da mesma, como por exemplo, cassar quem realmente faltou com o decora parlamentar. Quanto à operação Apocalipse, parabenizo ao Secretário de Segurança, e digo mais: deveria haver operação desta para melhorar a confiança do povo nos agentes da lei. Lógico tudo dentro do respeito ao cidadão de bem e com verdadeiras provas. Que não haja dúvidas da Justiça de condenar os maus elementos.
+RO:- Em sua opinião, quais deputados federais mais se destacaram? Por quê?
Na verdade este ano foi um ano atípico em que nenhum deputado teve uma ação que merecessem destaque. Exemplo: Na transposição poderiam ter entrado de cabeça e terem resolvidos as injustiças que fizeram com Rondônia e com os nossos servidores, desde a época do governador Jerônimo Santana. E a nossa bancada foi omissa e ficaram mudos e surdos! Ficaram calados e mocos! O governador Confúcio Moura está trabalhando muito para que saia a transposição o mais rápido possível. Eu não vi nenhuma emenda da bancada federal, que fizessem à diferença para merecer destaque. Portanto, eu acho que haverá uma grande renovação também no Congresso Nacional. Haverá uma renovação de 70%!
+RO:- Em sua opinião, qual dos senadores mais se destacou? Por quê?
O senador que mais se destacou em primeiro lugar foi Valdir Raupp e em segundo lugar foi Acir Gurgacz.
+RO:- Você que é da casa, Confúcio Moura sai ou não à reeleição?
É o candidato único do PMDB. A não ser que o mesmo não queira! Mas, ele quer e tem uma grande chance de ganhar no primeiro turno!
+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem liderança política nata ou ainda vai se consolidar politicamente, como Amazonas, Acre, Pará, etc?
Rondônia já tem algumas lideranças sim, mas não estão consolidadas, pois estão ganhando eleições com abusos financeiros, com barganhas de favores de grupos de interesses escusos, como vimos na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa. Com esta nova etapa da lei ficha limpa, eu acho que vai melhorar a qualidade dos nossos políticos do Brasil inteiro.
+RO:- Em sua opinião, o que faltou no governo Confúcio, para dar nota 10?
Faltaram mais empenho e rapidez de alguns secretários nos encaminhamentos dos projetos prioritários de Governo. Tanto que foram substituídos para que a carruagem seguisse em sintonia! E os projetos saíssem do papel. O que mais prejudicou o andar da carruagem foi ter recebido um Estado desarrumado, sucateado e sem nenhum projeto de grande importância. Ao exemplo da CAERD. Houve tantos erros nos projetos que o governador teve que mandar fazer tudo outra vez. Mas, falta ainda um ano de Governo. O governador ainda terá muito tempo e vai alcançar a nota 10. Com toda certeza!
+RO:- Porto Velho tem como melhorar? Em sua opinião, o que falta em Porto Velho?
Falta um choque de gestão, falta uma administração séria e sem roubalheira. Falta o povo ser mais participativos das ações do gestor, quanto ao gasto do dinheiro público. Falta prefeito municipal ter senso de patriotismo e administrar os recursos municipais com seriedade. Falta a vontade política de resolver as grandes demandas do município! Exemplo: os alagamentos e o terror no trânsito que mata mais gente aqui nas ruas de Porto Velho, do na guerra do Afeganistão.
+RO:- Wanir, você sempre foi um PMDB fiel. Como você vê a fidelidade e a solidariedade petista, quando vemos uns ajudando os outros? Por exemplo, petistas doando dinheiro para pagar multas de condenados pelo STF…
Eu não vi o critério de como foram feitas as doações. Não sei quem doou e se quem doou tem como doar. Ou seja, será que não merece melhor explicações, da onde que vieram estas doações? E porque o fazem? É uma pergunta que todo o povo faz e seria importante serem respondidas.
+RO:- O PMDB de Rondônia está unido?
Na reeleição do governador Confúcio Moura sim! Seremos todos como um só corpo, para que Rondônia tenha mais quatro anos de governo de Confúcio Moura e de governo do PMDB.
+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem cultura? Os eventos culturais estão a contento?
Claro que Rondônia tem cultura, mas os eventos culturais deixam a desejar, porque os empresários ainda não acordam que os eventos regionais sãos benéficos as suas empresas. Eles ainda não perceberam que podem lucrar com isso fazendo patrocínio dos mesmos e recebendo dividendo e lucros com o investimento. Tomara que os nossos empresários entendam o quanto é importante suas participações e patrocínios, para que o Estado não precise colocar recursos públicos em eventos populares. Eu acho que os empresários locais tem como bancar todos os eventos de grande porte em nosso Estado.
+RO:- Como você vê a chegada (finalmente) do Teatro Estadual que inaugura em abril?
Vejo com bons olhos, porque o teatro era os sonhos de todos os nossos artistas regionais e do nosso povo. Espero que agora os nossos artistas estejam realmente preparados para fazerem bonito como é bela a nossa cultura e a nossa arte regional. Rondônia estava à espera deste empreendimento há muito tempo. Parabéns Porto Velho, parabéns a todos os nossos artistas regionais e parabéns ao nosso povo que merece o que está preste a ser inaugurado.
+RO:- Que personalidade do mundo cultural (já falecido) deveria dar nome ao teatro estadual?
Não sei más tem tantos grandes artistas, que ora me falta nomes. Talvez, Chico Anísio.
+RO:- Como você vê nome de escolas públicas homenagearem familiares de políticos corruptos?
Com mau gosto, com muita repudia e como mau exemplo aos estudantes. Maus políticos não deveriam fazer parte da história.
+RO:- O Programa Mais Médico, do governo federal, foi uma boa iniciativa do Governo Federal?
Com certeza, pois estavam faltando profissionais de saúde em todo o Brasil. Foi uma boa iniciativa sim, porque é muito bom termos um pouco de concorrentes e quem ganha com isso é o cidadão que mais precisa.
+RO:- Como você vê atuação liberal do Papa Francisco, é uma nova era da religião católica?
Os tempos estão mudando, e a Igreja Católica tem de se adequar para que possa sobreviver neste mundo moderno, se não vai perder muitos irmãos de fé. Mas não deve cair no ridículo da banalidade.
+RO:- Você é contra ou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?
Não sou contra e nem a favor. Porque cada um viva, como achar que deve.
+RO:- Como você vê o fenômeno das redes sociais? Veio para ficar?
Eu vejo as redes sociais como fenômeno realmente, e veio pra ficar sim! Está preenchendo os espaços e diminuindo as distancias do nosso universo. As relações estão cada vez mais globalizadas.
+RO:- As redes sociais podem ser prejudiciais?
Eu acho que não desde que sejam usadas com responsabilidades e respeito aos outros, mesmo que distantes.
+RO:- Com o advento da internet, como fica a relação eleitor/político?
Eu acho que ficaram ótimas, para aqueles que estão com fichas limpas, pois não tem nada a temer. De agora em diante poderemos ter em tempo real, todas as informações necessárias para poder aproveitar o nosso voto em candidatos do bem.
+RO:- A internet torna tudo mais transparente?
Com certeza que sim, ficou mais fácil saber em quem estamos apostando as nossas fichas.
+RO:- O que você mais aproveita das redes sociais?
Um pouco de tudo: aprendizado no relacionar com outras pessoas, mesmo estando longe, informações de outras culturas e trocas de experiências no sentido de conhecimentos gerais. E
Há pelo menos uma década, ouvi do então deputado federal Eduardo Valverde (PT) que à União (Governo Federal) não interessa a transposição de servidores do Estado de Rondônia, pelo simples motivo do projeto onerar os cofres públicos. O que o deputado federal Amir Lando (PMDB), mais conhecido como Amir Lento (ou Rolando o Lero), está descobrindo agora, todos já sabemos há anos. Trata-se de mais um discursozinho eleitoreiro, com vistas as eleições de 2014. Ele quer se “reeleger” deputado federal. E, para isso, usa os mesmos argumentos usados por outros parlamentares para se eleger. É lamentável que nossa bancada federal é fraca, fraquíssima. Repito: fraca, fraquíssima. E se você não entendeu ainda, vou desenhar: fra-ca…fra-quís-si-ma!!!!! Com raras exceções, como o senador Acir Gurgacz (PDT) que tem se empenhado muito.
De nada adiantou o senador Acir protestar contra a enrolação
Note-se que apenas o Lento ainda está falando sobre a transposição. Todos os outros parlamentares já se calaram temendo receber uma vaia nas campanhas eleitorais de servidores que acreditaram neles. Portanto, não se enganem com os discursos do Amir Lento. É que ele chegou agora.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, disse, em reunião no Ministério do Planejamento, no ano passado, “que os trabalhadores em educação não aceitam mais qualquer tipo de enrolação em relação à transposição”.
A insatisfação da categoria foi relatada por Manoel no encontro do qual participaram representantes da bancada federal, os presidente do Sinsepol, Jales Moreira, do Sindsaúde, Caio Marin, e do Sindsef, Daniel Pereira, o Secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e o presidente da Comissão Interministerial da Transposição, Geraldo Nicole.
Segundo os representantes do governo federal, dos mais de 19 mil processos relatados em Rondônia e encaminhados a Brasília, somente 33 foram analisados e tiveram o parecer favorável para inclusão na folha de pagamento do governo federal.
O presidente do Sintero lembrou que a lei de enquadramento dos servidores prevê que em janeiro de 2014 os servidores administrativos contratados pelo Estado até 15 de março de 1987 devem ser enquadrados como servidores federais do ex-território, e que em março de 2014 devem ser enquadrados os professores contratados na mesma época.
Para Manoel Rodrigues, se até agora o governo federal só analisou 33 processos, não há sinais de que até janeiro todos os processos sejam analisados. “Não vamos aceitar enrolação. O povo de Rondônia não suporta mais tanto desrespeito. Vamos exigir que essa análise dos processos seja agilizada”, disse Manoel durante a reunião.
Ele cobrou dos representantes do Ministério do Planejamento um relatório com as atividades referentes à transposição, e um cronograma de trabalho a ser cumprido, de forma que os prazos da lei sejam respeitados.
Pela primeira vez, deputados federais vão dizer abertamente, em uma sessão da Câmara, se são favoráveis ou contrários à cassação do mandato de um parlamentar condenado pela Justiça. Na próxima quarta-feira (12), eles decidem, sem o escudo do voto secreto, o destino do deputado afastado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado pelo desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia, que já teve o parecer pela cassação aprovado em novembro pelo Conselho de Ética.
Será a segunda vez que o mandato de Donadon, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde junho de 2013, fica em jogo. Em agosto do ano passado, em uma votação secreta, ficou decidido que Donadon manteria o status parlamentar. O resultado ocorreu por falta de votos suficientes para a cassação (233 a favor e 131 contra). Para que o mandato seja cassado, é necessário maioria absoluta da Câmara, o que significa um mínimo de 257 votos.
Com a apuração dos votos, um mal-estar tomou conta do plenário, gerando uma reação favorável ao voto aberto, e, na mesma sessão, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, anunciou que não haveria mais votação secreta para decidir sobre o mandato de parlamentares condenados.
Na época, o Congresso ainda não havia aprovado a proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC do Voto Aberto, que alterou a regra definitivamente desde o final do ano passado.
Alves também extinguiu os benefícios de Donadon, suspendendo o pagamento de salário e o direito ao uso do gabinete e do apartamento funcional, e convocou o suplente, Amir Lando (PMDB-RO), para assumir o mandato. Natan Donadon foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e pelo desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia.
Tudo azul em Ji-Paraná. Desde ontem o aeroporto José Coleto embarca e desembarca passageiros da Azul Linhas Aéreas com destino a Cuiabá/MT e conexões. A retomada das atividades só foi possível porque a pista de pouso e decolagens foi totalmente reconstruída pelo governo do estado por meio Departamento de Estradas e Rodagens [DER]. “Estamos reconquistando nossos voos”, destacou o prefeito Jesualdo Pires [PSB], agradecendo ao governador Confúcio Moura [PMDB] pela restauração da pista do aeródromo.
Em documento oficial encaminhado recentemente ao chefe da Casa Civil, Marco Antônio de Faria, o prefeito Jesualdo Pires anuncia a retomada dos voos e agradece ao governo estadual. “A Azul confirmou a volta de dois voos diários para Ji-Paraná a partir do dia 8 de fevereiro. Graças ao apoio do Governo Confúcio estamos reconquistando nossos voos. Em nome do povo da Região Central, nossos agradecimentos”, diz trecho da correspondência eletrônica.
“A partir de agora os cerca de 500 mil habitantes da região central de Rondônia tem garantido o direito de ir e vir. Devemos isso ao compromisso do governador Confúcio Moura com o estado de Rondônia”, frisou o secretário regional de Governo Romildo Pereira, lembrando outras obras de infraestrutura que o governo também vem executando em Ji-Paraná e região, como o asfaltamento urbano de 50 KM, canalização do igarapé Pintado, asfaltamento do anel viário, construções de habitações populares e escolas, dentre outras.
A PISTA
O diretor do DER, engenheiro Lúcio Mosquini explicou que a pista do aeroporto de Ji-Paraná estava em condições precárias e que o aeródromo seria fechado. “Licitação é um processo demorado e prejudicaria toda a região central de Rondônia. O DER está estruturado, então o governador Confúcio optou pela execução por administração direta resultando na rapidez e economia superior a 50% no custo da obra, se comparado ao preço praticado pelas empreiteiras”, frisou Mosquini. O DER gastou R$ 3 milhões na reconstrução da pista, segundo informações.
Depois de pronta, a pista recebeu o aval do Grupo de Transporte Especial da Presidência da República. “O tenente-coronel Márcio, piloto da Presidência, percorreu os 1800 metros do aeródromo do José Coleto e atestou que a pista tem condições adequadas para receber voo presidencial”, disse o diretor do DER, acrescentando que a própria companhia Azul averiguou as condições do aeródromo antes determinar o restabelecimento dos voos.
Engenheiro responsável pela obra, Humberto Fayal disse que o DER seguiu os padrões exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil [Anac]. “Hoje, a pista tem condições plenas de receber aviões a jato de qualquer porte operado no País, a exemplo das aeronaves que já fazem uso continuado nos maiores aeroportos do Brasil e do mundo a exemplo de Guarulhos e Congonhas em São Paulo e Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio de Janeiro.
O promotor de Justiça, Franco Assunção, da Defesa da Probidade, encaminhou nesta semana recomendação a todos os vereadores de Vilhena para que se abstenham de apresentar, votar e aprovar projeto de lei que mantenha o nome das Escolas Municipais Marcos Donadon, Ângelo Mariano Donadon, Dalila Donadon e Antônio Donadon. A medida foi tomada após as declarações do vereador Júnior Donadon(PMDB), na sessão da Câmara Municipal de terça-feira, criticando a decisão de retirar os nomes das escolas.
Os motivos elencados pelo promotor de Justiça, quando entrou com ação para que os nomes fossem retirados das quatro escolas, eram de ordem técnica e política, já que os nomes teriam sido definidos por decreto e não por lei municipal, como determina a Lei Orgânica do Município. O segundo motivo, devido à grande quantidade de familiares com o mesmo sobrenome, o promotor entendeu tratar-se de promoção pessoal.
Alguém consegue imaginar, nos dias de hoje, uma redação de jornal impresso funcionando assim:
– Sem computadores
– Sem ar condicionado
– Com laboratório de revelação de filmes
– Com grandes mesas onde o jornal era traçado à mão
– Com cinzeiros e sem avisos de que “É proibido fumar”
Pode parecer estranho, mas era assim que funcionavam as redações dos maiores jornais impressos do Brasil. A revolução digital trouxe para o jornalismo, assim como para a maior parte dos segmentos, uma agilidade que jamais tinha sido pensada. A velocidade com que a informação se propaga através dos novos meios de comunicação e a mudança na mecânica de fabricação de um jornal impresso diário pôde ser notada a partir dos anos 90. Nesse período, tecnologia era um artigo muito caro, e as redações começaram a ser informatizadas aos poucos. Hoje, até a temperatura do ar condicionado é monitorada para que as máquinas tenham maior vida útil dentro das redações.
O jornalista Jefferson Coutinho é cronista do jornal Aqui e colaborador de Artes Cênicas do jornal Estado de Minas. Formado em 1995 pela Fafi, atual UNI BH, Jefferson começou a trabalhar em redação ainda garoto, aos 14 anos, como boy do Diário do Comércio. Em 1988, era diagramador do Diário de Minas e todo o trabalho era feito à mão. “O trabalho envolvia muita matemática. O texto era medido na régua, as fotos eram reveladas de acordo com o espaço disponível e o processo era muito lento e o dead line era estreito”, conta o jornalista. De acordo com Jefferson, o texto era datilografado na lauda, depois seguia para pré impressão, era acrescido de fotos, quando necessário, e só então era impresso.
Nas escolas de jornalismo, o perfil das aulas de redação também era outro. Na PUC Minas, no lugar dos modernos laboratórios, existia o barracão de redação. A professora Alessandra Girard se formou em jornalismo pela PUC Minas em 1997 e se lembra de como eram redigidas as matérias. “No barracão, só havia máquinas de escrever. E não eram elétricas, tínhamos que fazer força ao bater nas teclas. Os professores recolhiam as laudas datilografadas e devolviam corrigidas. Tudo muito diferente de hoje, quando os alunos salvam os textos num diretório e o professor corrige e devolve às vezes por e-mail”, recorda Alessandra. Toda essa diferença em um espaço relativamente curto, cerca de 15 anos, diz a jornalista.