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LEI QUE PUNE EMPRESAS CORRUPTAS ENTRA EM VIGOR HOJE

empresaslei-28-01-2014BRASÍLIA — Após uma década de debates e tramitação no Congresso, entra em vigor hoje, quarta-feira,  a chamada Lei Anticorrupção (12.846/2013). Com o objetivo de tentar coibir os infindáveis casos de corrupção, a nova lei mira nas empresas corruptoras. A partir de agora, uma companhia poderá ser punida independentemente de se conseguir responsabilizar diretamente um de seus dirigentes ou um agente público. Ou seja, além da punição à pessoa física, a lei permite a punição da pessoa jurídica. E, para atingir esse objetivo, o alvo é o bolso — ou melhor, o faturamento — das empresas.

Além de serem obrigadas a ressarcir o poder público do valor obtido com a infração, as empresas condenadas pela nova lei serão punidas com uma multa que vai variar de 0,1% a 20% do faturamento bruto do ano anterior — ou de R$ 6 mil a R$ 60 milhões, caso não seja possível utilizar o faturamento como referência. E ainda poderão perder bens obtidos com a infração, ter suas atividades suspensas e até, em último caso, ser compulsoriamente dissolvida.

O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, acredita que a lei veio para ficar. Na opinião dele, ela terá um caráter dissuasório no ambiente de negócios entre os setores público e privado. Para justificar seu otimismo, ele alude à Lei de Acesso à Informação (LAI) que no início, diz, era vista com restrição e como de difícil execução. E hoje, segundo Hage, funciona plenamente.

Tentativa de corrupção também será punida

A nova lei foca não apenas os casos de corrupção efetivamente consumados, mas também as tentativas. Textualmente, os primeiros alvos de punição são os atos de “prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público, ou a terceira pessoa a ele relacionada”. As empresas que financiarem a corrupção, ainda que não façam a oferta, também serão atingidas. No caso das licitações e contratos, serão punidas também as companhias que formarem cartéis ou que tentarem afastar de forma fraudulenta empresas concorrentes.

Luiz Navarro, ex-secretário-executivo da CGU que participou da elaboração da lei e atualmente é consultor de um escritório de advocacia, afirma que muitas companhias o têm procurado e demonstram interesse em adotar mecanismos de prevenção e regras de procedimentos para seus funcionários.

— Acho que a lei pega porque é um fenômeno global. A pressão da sociedade cresceu muito. Tenho esperança de que a lei funcione assim como foi com a lei do consumidor. As empresas estão cientes de que os riscos aumentaram muito. Fazer esse tipo de coisa pode resultar num grande problema — disse Navarro.

Cláudio Abramo aponta perigo nos municípios

A Lei Anticorrupção ainda traz a possibilidade de os órgãos públicos celebrarem acordos de leniência com as empresas investigadas. Isso significa que, se elas ajudarem na identificação dos demais envolvidos na infração, e cederem informações e documentos que comprovem o ilícito, poderão ficar isentas de penas mais graves.

O diretor da Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, que também atuou na elaboração das regras, considera a lei um poderoso instrumento:

— Antes, se o diretor de uma empresa pagasse para um agente público direcionar uma licitação, o processado era o indivíduo. Agora, há a possibilidade de se multar em 20% do faturamento bruto, fora o ressarcimento do dano. Em alguns casos, uma punição dessa ordem praticamente fecha a empresa — avalia Abramo.

Ele lembra, no entanto, que estados e municípios ainda devem demorar a se adequar à nova legislação e teme que a “excessiva” autonomia garantida aos municípios pela Constituição abra caminho para uma nova modalidade de corrupção:

— Os estados vão demorar, e os municípios também vão ter que regulamentar. Particularmente no caso dos municípios, existe uma vulnerabilidade muito grande que esse tipo de legislação abre. Pode esperar que vai começar a aparecer casos por aí de prefeitos achacando empresas. Isso não é culpa da lei, porque a autonomia é uma previsão constitucional, mas vai acontecer.

Fonte: O Globo

MATAR PODE, BEIJAR NA BOCA NÃO PODE

amor-a-vida-1-felix-e-niko-juntosEstava eu ontem em casa vendo algum canal de TV, quando chega um amigo, para me ajudar a sorver uma vodca. Eram por volta das 21 horas. A primeira exigência dele foi para que colocasse na Globo para ver a novela. Mudei de canal mesmo a contragosto. Sou bom anfitrião. No segundo seguinte toca o telefone dele. Era o pai dele avisando que a novela tinha começado. E ele respondeu que já estava assistindo. Esta novela realmente faz um sucesso, mas, como diz a música do Zeca Pagodinho, Caviar, “nunca vi, nem comi, só ouço falar”.  E a novela começou. Em dado momento, dois personagens gays travam um diálogo. E saiu da boca do rapaz o seguinte comentário: “Eita. Vai pintar um beijo gay”. Olhei para ele meio que estupefato e comentei: “Ué! Você quer ver um beijo gay na TV?”. Ele respondeu: “Nada contra”. Bom, desnecessário falar que o rapaz é casado e tem um filho. No momento seguinte eu comecei a falar: “Matar na novela, pode. Sequestrar pode. Matar a tia e enterrar pode. Trair pode. Envenenar pode. Amarrar uma pessoa e desferir facadas pode. Só beijar homem com homem que não pode”. Claro que sou contra demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, como beijo, em horário que a criançada está na sala de TV junto com os pais assistindo a novela. Acho que, para tudo tem horário.  Mas, o mais impressionante é que a sociedade acha normais cenas de violência extrema na TV, mas, quando depara com uma cena homossexual se enche de pudor. Quando digo “sociedade”, refiro-me a segmentos religiosos que ficam monitorando as tevês e as únicas coisas que observam e criticam são cenas gays.

 

Corinthians relaciona 19 jogadores para o clássico contra o Santos

O técnico Mano Menezes fez mistério sobre a escalação que começa o jogo contra o Santos mas uma coisa é certa: Fagner estará de fora da partida. Mesmo com o lateral já tendo a situação regularizada na CBF, Fagner não irá estrear contra o time da Vila.

A partida, válida pela quarta rodada do campeonato paulista, será realizada nesta quarta-feira, às 22h, na Vila Belmiro. Para o confronto, Mano relacionou 19 jogadores que viajarão com o clube:

Goleiros: Walter e Júlio César
Laterais: Diego Macedo e Uendel
Zagueiros: Gil, Paulo André, Cléber e Felipe
Volantes: Ralf, Guilherme, Ibson e Jocinei
Meio-campistas : Rodriguinho, Danilo e Douglas
Atacantes: Romarinho, Paolo Guerrero, Emerson Sheik e Alexandre Pato

A provável escalaçao do Corinthians no clássico desta quarta é o seguinte: Walter; Diego Macedo, Gil, Paulo André e Uendel; Ralf, Guilherme, Danilo e Rodriguinho; Romarinho e Paolo Guerrero.

Mano Menezes, técnico do Cortinthians
Mano Menezes, técnico do Corinthians

QUAIS AS RAZÕES DA VALORIZAÇÃO DESPROPORCIONAL DO MERCADO IMOBILIÁRIO?

1. Sempre se pode explicar as razões de que o preço de um produto cresça –num período- muito mais que o crescimento da inflação e da renda dos diversos segmentos da população. Pode ser escassez, pode ser inovação, pode ser diferenciação, etc. Mas no caso do mercado imobiliário em que esses fatores não se aplicam da mesma forma, há que se mergulhar nas razões de um ciclo de valorização extravagante.

2. Na crise do petróleo dos anos 70, a demanda de imóveis nos EUA, pelos petrodólares, explicou aquele boom. Até o Rockfeller Center foi vendido.  Da mesma forma quando a mobilidade do capital asiático buscou segurança no mercado imobiliário. E outros casos de boom circunstancial.

3. Pode-se pensar em um crescimento e valorização acima da tendência de crescimento da renda real quando ocorre uma mudança no sistema de crédito, alargando prazos e reduzindo juros. Isso tem ocorrido por um período em vários países até que o poder de endividamento chegue a seu limite. Tem prazo!

4. Mas há casos onde o crescimento e valorização têm explicações exógenas e –digamos- “artificiais”. Por exemplo, o rumoroso caso dos aplicativos nos EUA que elevou o mercado em espiral, até sua explosão e a crise derivada, no mercado financeiro e na inadimplência.

5. O mercado imobiliário cria caminhos para a lavagem de dinheiro. O caminho da cocaína da América do Sul, passando pela Guatemala, Honduras, Caribe, México…, quase sempre vem acompanhado da exponenciação do mercado imobiliário. Isso é facilmente identificado pela quantidade de gruas nos bairros mais atrativos desses países, quase que como um campo de grandes antenas de TV.

6. No Brasil, esse fenômeno está para ser explicado. O crescimento da inflação e da renda –nos diversos segmentos- certamente não explica. Uma dispersão de 3 ou 4 vezes ou mais entre a valorização imobiliária e a renda por mais de 5 anos é algo estranho. A curva de expansão do crédito, já se encontra quase horizontal. Pode ser que ocorra, na margem, lavagem de dinheiro.

7. É um desafio aos economistas, aos centros de pesquisa…, explicar tal fato. Importante buscar razões, pois se no Brasil essas forem, digamos, “artificiais”, num determinado momento o castelo de cartas pode vir abaixo, atingindo a economia e, especialmente, as famílias inadimplentes. Entender será prevenir.

Fonte: Ex-Blog de César Maia

ENTREVISTADO: JORNALISTA MONTEZUMA CRUZ

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O entrevistado desta quarta-feira é o jornalista Célio Montezuma Caldieri Munhoz (Montezuma Cruz nas lides jornalísticas, desde 1972). Montezuma Cruz, 60 anos, nasceu em Presidente Prudente (SP). Durante dois anos e meio foi repórter especial e depois editor de opinião no “Correio do Estado”, em Campo Grande (MS). Retornou a Brasília, atualmente trabalha no site Gente de Opinião e colaboro com outras publicações. Montezuma não é filiado a nenhum partido. É cristão espírita, botafoguense roxo e aprecia centenas de cantores, grupos musicais, orquestras e gêneros musicais. “Sou um repórter à moda antiga, editor adaptado à modernidade, e cada vez mais irrequieto e intolerante com a desenfreada limitação de verbos, adjetivos transformados em verbos, ondas medíocres de repetecos”, diz.  “Em jornais, rádios, sites e TVs nada mais se faz, acontece, nem ocorre. A reportagem ‘registra’ temporais, deslizamentos de morros, filas em hospitais, diminuição de fiéis em igrejas, ampliação na área plantada com soja, erupção de vulcões”, critica.  “Ninguém mais chuta, nem faz gols. Daqui a pouco estamos sujeitos a ouvir que ‘foram registrados dois gols no clássico do Maracanã’. Há tempos, outras pragas me atormentam: ‘agendar’ e ‘priorizar’ por (mau) exemplo. O governo não libera nem oferece créditos, mas ‘disponibiliza’. Ministros se transformam em semáforos: deixam de autorizar verbas, investimentos, para darem sinais verde ou vermelho a isso ou aquilo. Ninguém mais lhe envia a mercadoria ao cliente: ‘vai estar enviando’. Ou seja, Kuppê, sou um chato sem galochas para o dito avanço tecnológico machucado por lamentável recuo editorial nas Redações”. Este é o grande Montezuma Cruz, que nos concedeu esta entrevista com profundo conhecimento da política rondoniense, nacional e um grande crítico.

+RO: Como você vê o governo Dilma e o que achou do governo Lula no ponto de vista político e social?

Montezuma:- Desde Lula, desencanto-me com acordos deploráveis feitos com a pior essência do coronelismo político brasileiro. Poupo-me de soletrar nomes. Lula não mudou o modus operandi antigo e nefasto de arrebatar votos. Aliás, o voto não deveria ser obrigatório.  Se com FHC vivíamos o drama dos acordos com ‘raposas’ da política nacional, piorou muito com os mandatos do PT, porque a farinha do mesmo saco nunca foi esteve tão explícita. Pibinhos não chateiam tanto, mas a brincadeira infanto-juvenil de esculhambar a gestão tucana, mesmo mantendo o Banco Central no governo Lula nas mãos de quem? …de um tucano – isso sim é conto de fadas.  Acredito que a coisa mude se funcionar aqui um banco semelhante ao Grameen Bank da Índia, facilitando o microcrédito à maioria. Chateio-me com o BNDES oferecendo dinheiro a frigoríficos falidos, com obras federais abandonadas. O incompetente ex-prefeito petista em Porto Velho não foi capaz de construir um viaduto. O ministro da Fazenda é constantemente desmoralizado pelos feiticeiros exploradores das taxas e dos impostos. Vivemos no País que mais cobra impostos no mundo e dele não escapa nem a cesta básica. A reforma agrária com os devidos componentes não existe, é pura falácia, e o preconceito com os povos indígenas massacra nossos semelhantes.  A dilapidação da Amazônia é lamentável. O que o Pará ganha com a exploração de Carajás? O que dizer das privatizações ‘rebatizadas’ de concessões? Apenas isso: calam a boca dos críticos de outrora. PT faz igualzinho ao PSDB. É cínico e sórdido empurrar sujeiras para baixo do tapete, apesar de ações eficazes de tribunais de justiça e de contas públicas federais. Mantém o mesmo sistema financeiro, apoiando bancos e seus lucros estratosféricos. Desde a Esplanada às repartições federais nos estados, o empreguismo em órgãos públicos só piorou. Contrata-se pelo compadrio político, não pela competência. A máquina ‘come’ o dinheiro que faria crescer a pesquisa agropecuária e a ciência. Faça um teste com os serviços telefônicos da Previdência Social e da Receita Federal ao cidadão: deixam a desejar. Foi medonha a maquiagem no balanço da Caixa Econômica Federal, depois do confisco dos restos de contas de poupança. Por melhores e justos que sejam, acordos internacionais, a exemplo do perdão aos países africanos, da aceitação dos flagelados haitianos, deixam a escanteio uma série de outros igualmente importantes.

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+RO: Como você vê o governo Confúcio Moura?

Montezuma:- O médico e administrador não provou ainda ser melhor que o médico e parlamentar. O governador Confúcio pôs os dedos nas feridas, escancarando a realidade rondoniense pós-investimentos hidrelétricos. No entanto, está devendo muito à saúde, à educação, à reforma agrária, à segurança pública e ao funcionalismo. Não deu conta de ações anticorrupção contra intocáveis. O secretariado deixou a desejar. Ao mesmo tempo em que mostrou fotos de desmatamentos em áreas de proteção ambiental, esquivou-se de combater madeireiros ilegais em terras comuns ou indígenas. E descumpriu um termo de ajustamento de conduto, pelo qual reassentaria famílias do Rio Pardo, que é atualmente uma das iminentes tragédias amazônicas.  Confúcio denunciou o óbvio ao governo federal, afirmando que a maioria dos crimes contra o patrimônio e homicídios concentra-se na fronteira Brasil-Bolívia. Nesse caso, sozinho não enfrenta um décimo do que faz o narcotráfico internacional. Nem ele, nem o Exército Nacional, cujo orçamento e planos para as fronteiras demandam investimentos até os próximos cinco anos. Nesse aspecto, descontemos, então, a culpabilidade do governador. Instalar-se no imponente palácio construído por Cassol significou a contramão do que fez Jerônimo Santana, que abominou “o Palácio da ditadura”, ao referir-se ao Palácio Presidente Vargas. O governo estadual descambou e corre o risco de ficar à mercê de acordões que poderiam fazer corar frade pedra. Dois cidadãos comandarão a ferro e a fogo a sucessão estadual. Querem segurar bem o osso: eles, os inimigos de ontem, senadores Valdir Raupp e Ivo Cassol. Isso nocauteia definitivamente o PMDB autêntico, se é que dele ainda restam algumas vestes. E apaga a última chama do PT, que ensaia a candidatura do padre Ton. Governar amarrado a parlamentares notadamente corruptos é tão condenável quanto administrar Rondônia com serviçais e permitir a secretários trabalhar fora de um padrão previamente estabelecido. Com pulso e garra, deveria ter se ombreado mais ao lado dos necessitados, do que admitir estapafúrdios favorecimentos a quem já deteve o mando no estado. Nota sete.

+RO:- Como você vê a administração Mauro Nazif?

Montezuma: – O prefeito de Porto Velho tem prazo quase esgotado para retomar dar rumo à retomada moral e orçamentária do município. Porto Velho tem um território enorme, no qual caberiam pelo menos dois países europeus. A herança deixada pelo antecessor não deve ser obstáculo para ousar, criar e fazer. Compromete-se agora adquirir com recursos próprios 110 máquinas para “combater alagações”. É preciso pressa e não mais se admite errar, porque a cidade acumula malfeitos por todo lado. Inaceitável Porto Velho seguir integrando a estatística negativa do saneamento básico nacional. Nota sete para o prefeito também. Assembleia Legislativa? Nota cinco, sem exagero ou apelação.

+RO:- Como vê a atuação da Câmara dos Vereadores?

Montezuma: – Também deixa a desejar, e não apenas na atual legislatura. Seu papel não vem correspondendo há tempos, com raríssimas exceções e, mesmo assim, impontuais. Nota seis.

+RO:- Copa do Mundo! O Brasil deve ser campeão? Por quê?

Montezuma: – Sim. É a nossa melhor alegria. A Copa nos permite abraços, mãos dadas e até nos beijamos uns aos outros. Nela conseguimos nos enxergar. O torneio nos traz alegrias, apesar de as vozes das ruas apontarem rigorosamente a diferença oceânica entre bilhões de reais investidos em estádios e apenas milhões em combalidos hospitais regionais. Que ela não nos anestesie na hora do voto, o qual, reafirmo, deveria por direito e decência, ser facultativo, no entanto, a maioria do Congresso é pusilânime e se imagina democrática. Então, prestemos bem atenção à lista dos fichas-sujas. Ela existe legalmente! E nossa imagem lá fora é tão embaçada quanto à dos demais países campeões de corrupção.

+RO:- Futebol regional. Por que o nosso futebol não vai para frente? Falta o quê?

Montezuma:- Outras categorias também padecem por falta de apoio – maratonistas por exemplo. Esse apoio não implica diretamente dinheiro público; é uma causa, digamos, empresarial. Faltam dirigentes de pulso, corretos, que fujam da política de “Maria vai com as outras” dominante na CBF e nas federações desde o regime militar. Quem se atreve?

+RO:- Quais deputados federais mais se destacam? Por quê?

Montezuma:- Analiso com a ótica do que ocorreu em 2013: cada qual no seu quadrado, mesmo a gente podendo divergir deles em determinados aspectos: Padre Ton, Marinha Raupp e Moreira Mendes. Porque compareceram assiduamente a reuniões de comissões permanentes, visitaram ministérios, obtiveram recursos para Rondônia e dialogaram. Ser deputado federal, no meio de cinco centenas exige algo: levantar cedo, informar-se, desviar-se de mediocridades e aleivosias palacianas ou de corredores, receber correligionários e também os adversários, se for o caso.

+RO:- Qual dos senadores mais se destacou? Por quê?

Montezuma:- Cassol retomou o discurso do ex-senador Ernandes Amorim, lamentando que Rondônia continue pagando a dívida do extinto Beron. Garganteou contra a administração do Banco Central, em regime especial temporário, considerando-a “desastrosa”. Não disse uma só palavra a respeito do uso de bancos estaduais em campanhas políticas. A dívida acumulada soma entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões descontados todo mês. Cassol tem conseguido recursos para rodovias no interior do estado, mas está carimbado: é o primeiro senador e o 11ª parlamentar condenado por fraude em licitações (quatro anos e oito meses) pelo Supremo Tribunal Federal desde a vigência da Constituição de 1988, recolhe apenas a multa de R$ 201,8 mil, com atualizações. Agora, une-se ao ex-inimigo Raupp para continuar mandando em Rondônia. Na média, cada um dos senadores rondonienses têm seus valores, embora eles ainda não superem suas falhas gritantes. Raupp teve que demitir um lobista envolvido com o setor elétrico. Se quisesse, repararia seu erro quando governador, cometido na Chacina de Corumbiara (1995). Exigiria do governo federal urgência no apoio às famílias das vítimas, inclusive aos militares que morreram no massacre. De outro lado, Raupp surpreende, mesmo reeditando um discurso clássico do período ditatorial: exige da Superintendência da Zona Franca de Manaus apoiar Guajará-Mirim, desconcentrando-se dos seus investimentos maciços na capital amazonense. Acir Gurgacz debitou à tesouraria dessa Casa gastos feitos para abastecer o seu próprio avião. Contrariou o Ato nº 10, voando para outros estados com o dinheiro de sua cota. Na verdade, o Senado-mãe, Casa do Perdão, Céu – seus mais conhecidos apelidos –, onde quase tudo se admite, restituiu-lhe despesas de querosene feitas no interior dos estados do Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Roraima e São Paulo. Quero crer que o seu louvável apoio ao Povo Indígena Cinta-larga se dissocie dos lobbies do setor mineral, pois esses elegem parlamentares do Caburaí ao Chuí, tal qual as maiores empreiteiras do País.
+RO:- Diga o nome de um candidato ao governo de sua preferência. Por quê?
Montezuma:_ No momento não me convenço em soletrar o nome de alguém. Muito menos, sigla partidária. Partidos jogaram fora seus programas e as ruas devem decretar mudanças no modo de escolha e temos aí milhares de jovens eleitores em Rondônia.

+RO:- Rondônia tem liderança política nata ou ainda vai se consolidar politicamente como Amazonas, Acre, Pará, etc?

Montezuma:- A bancada só se fortalece quando se une às demais. Um dia indaguei ao deputado Nilson Pinto (PSDB-PA) se a região mereceria ações mais articuladas. Ele explicou que desdobramentos históricos motivaram a diferenciação política e, por isso, nem todos defendem as mesmas propostas. Justificou-me, por exemplo, as atividades econômicas, dizendo que o Amazonas tem um modelo estabelecido a partir da Zona Franca e baseado na subvenção estatal, na isenção fiscal que criou um polo industrial importante, mas que beneficia basicamente o vizinho estado. Lembrou-me que o polo causou um vazio demográfico, pois a população foi morar na capital. E mencionou outro modelo, o extrativista, desenvolvido pelo Acre para contemplar pequenas propriedades. Não creio na qualificação de “líderes políticos natos”. Mesmo assim, eles não agem sozinhos. Vê-se que existem Amazônias e não apenas Amazônia.

 

+RO:- O que você acha da criminalidade que assola o País, em especial Rondônia?

Montezuma:- Mesmo sendo um problema de competência dos governantes, não me detenho à aprovação de leis mais rígidas, tampouco concordo com a surrada tese da redução da imputabilidade penal, que duplicaria de 15 a 16 para 30 a lotação de uma cela, a exemplo do que já ocorre nos principais presídios de Brasília. Algo totalmente inviável, repugnante. Dadas as pirâmides e diferenças sociais, Moisés está cada vez mais distante da gente: o mandamento “Amai-vos uns aos outros” perde o sentido espiritual para se transformar em música e poesia. Não entro no mérito do debate a respeito de taxas de homicídio a menos ou a mais. Sintetizo o meu pensamento, vontade e sonho em ver a redução da desigualdade, e o País pode fazer isso, não apenas com a distribuição de cestas básicas e dinheiro mensal, muito menos com uma ou outra redução na taxa de juros. Ao mesmo tempo, investir plenamente no declínio das taxas de evasão escolar, sem ter que chamar o Pelé para dizer que “lugar de criança é na escola. E oferecer condições de trabalho às pessoas. Aprendi desde menino que o trabalho vence o crime. Isso faz parte da inversão das prioridades: não basta exportarmos mais, precisamos nos valorizar mais.

 

+RO:- Como você vê o projeto de se aplicar 75% do royalty do petróleo em educação?

Montezuma:- Números quase sempre convencem editores de jornais e políticos que creem em Papai Noel e virgindade em bordel.  E não são poucos. Por isso, esse percentual só me convencerá quando a Petrobras provar que é honesta, 60 anos depois de criada. E, igualmente importante: depois que esse petróleo deixar o fundo do mar. Que não se ofendam os engenheiros da Petrobras…

+RO:- Lei das cotas raciais para ingresso em concurso público e universidades. É contra ou a favor?

Montezuma: – Não vejo alternativa mais enérgica e de resultados, embora defenda o máximo empenho em garantir vagas no Ensino Público para quem faz jus a elas, seja qual forma cor da pele do indivíduo. O presidente do STF chegou aonde chegou sem se valer de cota alguma. Diante da realidade nacional, da exploração, do preconceito, do massacre racial, da falência da Universidade Pública e da corrupção em suas entranhas, as cotas constituem ponto de equilíbrio.

 

+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem cultura? Os eventos culturais estão a contento?

Montezuma:- Melhoraram muito. A essa altura, o estado segue no rumo do vento e mais não faz porque outros setores estão destrambelhados. Em Rondônia, para se aceitar investimentos no setor cultural, os demais devem estar “uma joia”. Quando isso acontecerá, só Deus sabe.

+RO:- Como você vê a chegada (finalmente) do Teatro Estadual que inaugura em abril?

Montezuma:- Rondônia merece.

Que personalidade de mundo cultural (já falecido) deveria dar nome ao teatro estadual?

Montezuma:- Menciono alguns nomes: o advogado, magistrado e poeta Fouad Darwich Zacharias, primeiro presidente do Tribunal de Justiça do Estado; Vitor Hugo, autor do livro “Os Desbravadores”, religioso dedicado ao rádio e à educação salesiana; Kleon Maryan (Cleonice Queiroz), sem dúvida, a maior mobilizadora dos escritores e poetas em atividade, numa época em que ainda não havia Academia de Letras. Jornalistas Sérgio Valente, Vinícius Danin, Roberto Vieira, Paulo Caldas, todos eles notáveis apoiadores das artes e da cultura rondoniense. Há outros, e bastaria a seleção de nomes ser submetida à escolha popular, notadamente em ambientes escolares, acadêmicos, nos plenários legislativos e entre antigos que por ventura tenham conhecido o trabalho dessas pessoas.

+RO:- Como você vê nome de escolas públicas homenagearem familiares de políticos corruptos?

Montezuma:- Talvez, desvio de ética e de conduta de quem votou favoravelmente à escolha. É lamentável que políticos que deveriam se dedicar melhor ao desempenho de seus mandatos, optem pela pior forma de atuação.

 

+RO:- O Programa Mais Médico foi uma boa iniciativa do Governo Federal?

Montezuma:- Gosto do programa. Ele me parece um pedaço da tábua da salvação. Quem conhece a realidade brasileira de perto sabe da importância de um médico ouvindo a pessoa, olho no olho, acompanhando a sua dor ou inquietude. Faltam médicos no SUS na periferia das grandes cidades. No entanto, frustro-me com os congressistas e com o próprio governo quando não permitem que o médico brasileiro tenha salário justo e condições de trabalho nos cantões que mais necessitam deles. Veja a situação dos hospitais universitários sucateados, alguns dos quais, vítimas da malversação do dinheiro federal, exigindo total revolução de valores. O governo e o Conselho Federal de Medicina deveriam não obrigar, mas propor bons incentivos àqueles decididos a não fazer parte da grave concentração de médicos em grandes cidades e nas capitais.

+RO:- Como você vê atuação liberal do Papa Francisco? É uma nova era da religião católica?

Montezuma:- Com Francisco, a Igreja Católica paga seus pecados, se recompõe, organiza métodos administrativos modernos e convincentes. E conclui: primeiro é preciso arrumar a casa, o que pressupõe irmanar-se também a outros seguidores de Jesus. Veio a hecatombe do Banco do Vaticano, os processos por pedofilia, e muitas colunas ruíram, porém, a essência da fé permaneceu. O Papa Francisco tem jeito de revolucionário de costumes. Acredito que ele mostrará aos cardeais dirigentes, sobretudo aos padres, as reais diferenças entre mitos, dogmas, e o verdadeiro sentido do amor ao próximo.

+RO:- Você é contra ou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?

Contra ou a favor me parece um tanto simplista. Em pouco mais de quatro décadas de profissão tive amigas e amigos homossexuais, e os respeitei. Vi amor entre pais com filhos homossexuais, porém, vi também incompreensões e desprezo. Soube de homossexuais que adotaram legalmente crianças, dando-lhes muito mais amor do que elas teriam de pais atormentados por drogas. A adoção é importantíssima para o Brasil atual. Infelizmente, também soube de desavenças causadas por interferências de terceiros, já que casais em sociedade não conseguem isolar-se por toda a vida.

 

Examino e não me sinto capaz de avaliar tudo “no atacado”. Há muitas situações totalmente diferentes. Conhecendo pessoas e alguma literatura de diferentes autores espíritas cristãos, percebo que a construção do conhecimento se dá na valorização do outro e da vida, dentro de um equilíbrio harmônico. Ensinam que o amor tem caráter transdisciplinar, uma vez que é uma essência manifesta em diferentes existências. Hoje me preocupam as consequências dolorosas da utilização do amor com devassidão e libertinagem, visando tão somente prazer, vingança ou desespero, em prejuízo do crescimento evolutivo. Outro dia vi um padre na TV alertando para a divisão em relação à união gay. Ele lembrou que as religiões têm direito a não aceitá-la, no entanto, devem respeitar o aspecto cível, no qual não devemos interferir. Trata-se do direito de duas pessoas reconhecerem uma sociedade existente entre elas, ele advertiu. Defendeu como atitude correta avaliar os valores que sustentam uma relação. “Se eles dignificarem a vida são positivos, independente da forma em que se manifestem”. Dignidade é tudo.

 

San Gennaro

Com a ampliação das instalações o restaurante ficou muito agradável em seus diversos ambientes bem decorados e iluminação adequada e romântica. Além das tradicionais pizzas oferece uma variedade de massas e carnes. Boa carta de vinho com adega própria climatizada.
Local adequado para um jantar a dois, principalmente se conseguir um lugar na “cave” no subsolo.Em face a grande procura nos finais de semana no jantar enfrentamos uma demora no serviço que foi compensada com a excelência da cozinha.

Rua Duque de Caxias, 568 | Caiari, Porto Velho, Rondônia, Brasil
(69) 3223-2000genaro2

Restaurante Celeiro

Restaurante Celeiro

É uma ótima opção para quem quer comer bem e diversificar pois o buffet é bem variado e a comida bem feita, contando com a atenção constante de quem a prepara, pessoa atenciosa e sempre disposta a atender bem. Restaurante super gracioso, a boa decoração foi feita até os detalhes. A comida é uma delícia e super variada. Vale a pena.Especialidade: comida mineira e regional. O preço é compatível com o serviço e a qualidade.

Rua Marcos Aurelio Gusman, 236
Porto Velho, Rondôniaceleiro

Pescando no Rio Roosevelt , no Amazonas

A Pousada Rio Roosevelt é uma excelente opção para quem deseja pescar no Amazonas. Situada próximo ao encontro dos rios Roosevelt e Madeirinha, ao pé da cachoeira Santa Rita, no sul do Estado do Amazonas e bem próximo das divisas com Rondônia e Mato Grosso, essa pousada convive em harmonia com uma região totalmente inexplorada pelo homem e cercada de floresta virgem. Imagine uma região preservada, dentro de uma reserva de 3.600.000 ha totalmente desabitada (sem fazendas, estradas, desmatamentos), e que oferece ao pescador esportivo grande abundância e diversidade de peixes.

Com capacidade máxima de 18 pescadores, ela hospeda seus clientes em seis chalés de madeira com ar condicionado, frigobar e banho completo. Em frente à pousada, há uma praia natural com iluminação, além de um mirante para observação de pássaros. Existe a oportunidade de caminhadas pela mata, em trilhas ecológicas, e a observação de pássaros e animais. Devido a sua remota localização, a pousada somente é acessível por avião. Tem pista de pouso compactada em cascalho, com 1.000 metros. O traslado aéreo para a pousada, partindo de Porto Velho, dura 1 hora e 15 minutos.

A pescaria é feita em barcos de seis metros, para dois pescadores, com motores de 25 HP e com o serviço de guias nativos e especializados na região. O que também faz da região uma atração especial para os pescadores esportivos é a variedade de espécies de peixes que encontrarão, em brigas que serão sempre lembradas.

Lá, se pesca os peixes de couro na forma tradicional, com isca de peixes ou de pedaços de peixes, ou com o minhocuçu, que deve ser levado. O detalhe é que lá se encontram com facilidade espécies como o caparari (até l,30 m e 35 kg), o mais valente da família dos surubins e exclusivo da bacia amazônica; a piraíba (até 2 m / 250 kg), o rei dos peixes do Brasil, com sua força incomum; jaús (1,50 m / 90 kg) e pirararas (1,40 m / 50 kg) realmente “criados”, além de outros membros da família, como o cachara, e o jundiá, menor porém famoso por sua força e briga. Embora se pegue peixes o ano inteiro, os peixes de couro são pescados principalmente na época da cheia, com as águas altas. Período melhor para piraíba, caparari e pirarara: Janeiro até Abril – Melhor para Jaú: de Janeiro até Julho.

 

Quanto aos peixes de escamas, temos também espécies exclusivas da região, como a jatuarana (até 90 cm / 8 kg), que é o maior membro da família das matrinxãs, famosa pela força e valentia com que enfrenta o pescador; a pirapitinga (caranha) (1 m / 20 kg), a maior da família dos pacus, e reconhecida por seu tamanho e sua força; os tucunarés (até 1,00 m / 12 kg), cachorras (até 1,20 m / 14 kg) e bicudas (até 1 m / 6 kg), oferecendo inúmeras oportunidades para a pesca com iscas artificiais e muitas emoções, além de várias outras espécies.  Dependendo da época do ano, poderemos ter pescarias típicas, como a pesca dos pacus na rodada (pega-se também pirapitingas e jatuaranas dessa forma), usando frutas da região, como o araçá, e varejões de bambu com linha 0,60 fornecidos pela pousada. A época melhor para se pescar os peixes de escama vai de Junho até Setembro/Outubro, quando se consegue pegar jatuaranas, tucunarés, bicudas, e pirapetingas, entre outros.

O equipamento a ser usado deve incluir conjuntos de porte médio-pesado e pesado, pois o tamanho e a força de alguns peixes exige equipamento reforçado. Sugiro levar duas varas e respectivas carretilhas ou molinetes de cada categoria, para o caso de defeitos ou quebra no equipamento. A pousada tem à venda chumbadas em diversos tamanhos.
Na minha opinião, a Pousada Rio Roosevelt está situada na região de selva brasileira mais bonita que já vi. A beleza dos rios e dos peixes, a floresta compacta fazendo uma parede junto aos barrancos, a oportunidade de se ver animais e aves que pouco se assustam com a nossa presença, tudo isso é sem igual. Peguei lá uma boa variedade de peixes, incluindo o caparari, da família do pintado, mas o peixe que representou meu maior desafio e se mostrou um grande adversário foi a jatuarana,  pela sua agilidade, velocidade e valentia. Sua captura foi um marco na minha vida de pescador.

A região é boa de pesca o ano inteiro, ou seja, os peixes mencionados são pescados em qualquer mês do ano, com exceção do Tucunaré, cuja ocorrência vai de Junho até Dezembro, tornando esse período a temporada de todas as espécies. Lembramos que a Pousada opera no sistema de pesque-e-solte, e todos os peixes deverão ser devolvidos vivos ao rio.roos1

Comida japonesa em Ouro Preto do Oeste

KANPAI RESTAURANTEkanpai
A comida japonesa é considerada leve, nutritiva e de fácil digestão. Dizem que é preciso um certo ritual para apreciá-la. Colocar no shoyu o wassabi e o gengibre, ambos antibacterianos, e depois molhar o sashimi nessa mistura já representa um ritual.
Comer devagar seria uma das principais sugestões de especialistas no assunto. Além de agradar o paladar, as refeições japonesas tradicionais são servidas para agradar também os olhos. Daí vem o esmero na escolha dos utensílios e a harmonia dos arranjos dos pratos.
Um dos possíveis motivos relacionados à longevidade do povo japonês é a alimentação, constituída por arroz, algas, legumes, verduras, frutos do mar e muito peixe.
Endereço : AV DANIEL COMBONI, 1213 – Ouro Preto do Oeste – RO, 78950-000
Hora : Horário de Funcionamento: 18h00 – 23h30
Fone : (69) 3461-1199   (69) 9271-1631