A cidade de Porto Velho passa a ter, a partir desta semana, mais duas opções para transpor a BR-364. As duas passagens inferiores, localizadas entre o Trevo do Roque e a passarela no bairro Tucumanzal, foram desobstruídas pelo governo estadual, com maquinário e servidores do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER).
As máquinas do DER ainda trabalham nos locais, mas o trânsito já está liberado. A principal observação quanto à liberação do tráfego de veículos nas passagens inferiores na BR-364 refere-se à altura máxima de 3,80m (três metros e 80 centímetros).
De acordo com o diretor-geral do DER, engenheiro Lucio Mosquini, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) solicitou o serviço ao governador Confúcio Moura, que prontamente atendeu mais esta demanda do município de Porto Velho.
O diretor explica que as passagens sob a BR-364 devem desafogar o trânsito nas regiões dos bairros Roque, Tucumanzal e Floresta. Com exemplo, Mosquini cita que os motorista que transitarem pela avenida Jorge Teixeira para acesso à zona Sul da cidade, poderão trafegar pela marginal da BR-364 para transpor a rodovia pelo acesso liberado pelo DER.
Desta forma, detalha o engenheiro, os motoristas terão acesso com maior facilidade aos bairros Floresta e Tucumanzal, e caso desejem, a outras localidades da zona Sul.
Natanael, o minimizador de desastres. Foto: Facebook.
É para rir se o assunto não fosse sério. O Chefe da Divisão de Minimização de Desastres Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, Natanael Castro Moura, emitiu uma Nota de Repúdio catastrófica. Ao repudiar “aos que estão espalhando boato do rompimento da barragem nas usinas”, Natanael demonstra que nada sabe sobre o assunto. Chamou de “doente, no mínimo inconsequente” quem anda publicando que poderá ocorrer uma tragédia to tamanho de um tsunami. Ocorre que, na “Nota de repúdio”, Natanael, o próprio, confirma que há possibilidade sim, de haver rompimento da barragem devido às fortes chuvas que caem na região. E, ao afirmar que as chances disso acontecer são ‘mínimas”, ele diz que “muitos cálculos e previsões feitas pelos engenheiros de Santo Antonio foram erradas, mas não se pode errar tudo certo?”. Pior, ele publicou a tal nota de repúdio na página dele, no Facebook tendo como ilustração uma fotomontagem do centro da cidade envolvida pelo “tsunami”. Leia com atenção a aberração assinada por quem deveria minimizar desastres.
NOTA DE REPÚDIO
Aos que estão espalhando o Boato do rompimento da “barragem” nas usinas hidrelétricas, segue a minha nota de repúdio:
A Defesa Civil tem trabalhado muito para atender as famílias desabrigadas e desalojadas na maior enchente do Rio Madeira registrada nos últimos 50 anos. Para um rio que é considerado o segundo do mundo em termos de velocidade da água (isso porque ainda não conseguiram aferir com precisão), chegar a 17,85 metros é realmente um sinal que tem chovido muito acima do esperado na Bolívia. É evidente os inúmeros erros ocasionados nas instalações das usinas de Jirau e Santo Antônio (essa principalmente). Agora, quem inventou o assunto “iminente rompimento da barragem de Santo Antônio” é doente, no mínimo inconsequente. Causar pânico desnecessário e prejudicar o serviço prestado, é desprestigiar todos os envolvidos na causa, que não são poucos (mais de 150 voluntários, entre as forças armadas, órgãos governamentais e civis).
Existe o risco do rompimento? Sim. Tanto que as Defesas Civis (Nacional, Estadual e Municipal) fez uma “prévia” de um simulado para o acontecimento deste evento em Jirau, uma vez que o rompimento da barragem em Santo Antonio não nos daria tempo de resposta.
Quais as chances de ocorrer o rompimento? Mínimas. Claro que muitos cálculos e previsões feitas pelos engenheiros de Santo Antonio foram erradas, mas não se pode errar tudo certo? Não se esqueçam que as águas do Rio Beni chegam antes em Jirau.
Qual a culpa das usinas neste fato? Não sei. Ninguém sabe. É fato que os lagos formados pelas usinas hidrelétricas tem o poder de alterar o clima local, mudando a duração das estações e a forma como acontecem as coisas, mas daí dizer que as usinas provocaram o derretimento do gelo dos Andes Boliviano e provocaram o excesso de chuva na cabeceira do Rio Beni é uma responsabilidade muito grande para uma pessoa que nem se quer pesquisou sobre o fato e não tem como comprovar essa teoria. Os leigos podem afirmar e negar qualquer coisa, mas devemos pensar antes de levar uma coisa inventada como certeza.
Querem participar do evento? Se prontifique como voluntário ou doe alimentos, roupas e etc… Se não tem disposição para isso, por favor, não invente histórias! Pessoas ligam e ocupam o telefone perguntando se irão morrer e se Porto Velho vai acabar.
Grato!
NATANAEL CASTRO MOURA Chefe da Divisão de Minimização de Desastres Coordenadoria Municipal de Defesa Civil
Cenário de tragédia é projetado por internautas nas redes sociais
Está descartado, por hora, acontecer um “tsunami” em Porto Velho. Em reunião realizada na manhã de ontem, na sede do Ministério Público do Estado de Rondônia, os representantes da Energia Sustentável do Brasil (ESBR) garantiram que a situação está sob controle e que não há risco de rompimento das barragens, pois o empreendimento suporta quase o dobro da vazão atual do rio Madeira, que em 2014 é de 51.170 metros cúbicos, superando todos os registros históricos.
A reunião foi coordenada pelo Promotor de Justiça do Urbanismo, Átilla Augusto da Silva Sales, e pelos Procuradores da República Raphael Luiz Pereira Bevilaqua e Gisele Dias de Oliveira Bleggi Cunha, com a participação do prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, secretários municipais e estaduais e representantes dos empreendimentos hidrelétricos.
Os representantes dos empreendimentos hidrelétricos foram convidados também a participar nesta quinta-feira, dia 20 de fevereiro, às 14 horas, na sede da Secretaria Municipal de Planejamento, de uma reunião para discutir especificamente os impactos das enchentes no distrito de Jaci Paraná.
O nível do Rio Madeira deve permanecer estável nos próximos dias de fevereiro.As chuvas que ocorrem no inverno amazônico de Rondônia devem reduzir, contribuindo para diminuir o nível do Rio. Os efeitos da redução de água devem ser sentidos em cerca de cinco dias, devido ao tempo necessário para escoamento pelos canais naturais ou rios da bacia.
A previsão, elaborado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), é baseada nos dados meteorológicos e hidrológicos produzidos pela instituição. As informações são aplicadas no modelo climatológico do Sipam, o Brams, que gera dados numéricos relacionados ao comportamento das chuvas nos próximos três dias. Os dados gerados são processados no modelo hidrológico de chuva e vazão possibilitando estimar a cota futura de inundação para um, cinco e dez dias.
Além das informações repassadas diariamente, o Sipam oferece apoio de infraestrutura física e tecnológica para montagem de sala de situação para gerenciamento da crise pela Defesa Civil. “Trabalhamos de forma conjunta para repassar com celeridade os dados à Defesa Civil, responsável por comunicar e alertar a sociedade sobre os fatos relacionados à inundação” disse o gerente do Centro Regional de Porto Velho (CR/PV)/Sipam, José Neumar.
O trabalho colaborativo reflete em ações benéficas para a sociedade. “A precisão e alto nível de qualidade dos dados do Sipam são fundamentais para o desenvolvimento de atividades e para definir a linha de atuação da Defesa Civil e órgãos parceiros”, afirma o coordenador estadual de Defesa Civil e comandante geral de Corpo de Bombeiro de Rondônia, Coronel Caetano.
Os municípios de Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Porto Velho e Rolim de Moura foram atingidos por inundações do Rio Madeira e o governo decretou situação de emergência nos quatro. Ações como a retirada rápida de famílias de locais de risco, abrigo em alojamento, distribuição de alimentos, água potável e medicamentos, e corte emergencial de energia elétrica foram medidas necessárias para contornar a crise gerada. “Atuar de forma preventiva e estabelecer as estratégias de atuação foram possíveis por que obtivemos informações com antecedência”, complementa o coronel Caetano.
O cenário da região deve permanecer estável no mês de fevereiro. Para o mês de março ainda é cedo para fazer afirmações. Apesar das reduções de chuvas e do nível do rio Madeira nos próximos dias, março é um mês tradicionalmente de chuvas na Bacia do rio Madeira, esclareceu a coordenadora de Operações do CR/PV, Ana Cristina Strava. “Mas todas a informações serão repassadas com a maior brevidade para a Defesa Civil”, complementa Strava.
Governador anuncia que recebeu um lote de (15 toneladas) de medicamentos e matérias perecíveis que serão entregues neste momento aos desabrigados
O governador de Rondônia, Confúcio Moura(PMDB) , acompanhado dos secretários Lúcio Mosquini, do Departamento de Estradas de Rodagens e Transporte, e Nanci Silva, do Desenvolvimento Ambiental, vistoriou os distritos de Nova Dimensão e Araras, no município de Nova Mamoré. Como ajuda aos desabrigados o governo do Estado com o apoio do governo federal recebeu um lote de (15 toneladas) de medicamentos e matérias perecíveis que serão entregues neste momento aos desabrigados, já precavendo doenças que poderão surgir no pôs cheia. O aporte é um foi um pedido do governador Confúcio Moura ao ministro da Integração Nacional Francisco Teixeira durante visita realizada ao Estado para avaliar a situação das enchentes, no ultimo sábado (15).
Em ambas as regiões, o governador conversou com as populações afetadas, assegurando que a Comissão de Defesa Civil tem feito o possível para prestar socorro às famílias que foram prejudicadas pelas enchentes dos rios Mamoré e Madeira.
Com o diretor do DER, Lúcio Mosquini, o governador pontuou sobre os principais trechos que necessitam de acesso. Ele também tratou com os moradores de Nova Dimensão sobre a necessidade de uma licença ambiental nacional para abertura de um trecho da estrada que vai ligar a 425 à 364, via região de Ariquemes e que se encontra em uma reserva federal. Sinalizou que, possivelmente, até o mês de junho a licença esteja liberada.
O sobrevôo começou por volta das 8h da manhã na estrada do Belmont, em Porto Velho, no bairro, Nacional, zona Norte. O local concentra as principais empresas petrolíferas, porém com a alagação a rua foi bloqueada, causando uma fila de caminhões e carretas à espera para descarregar. “Motoristas nos cobram uma solução para o acesso, mas o máximo que o governo pode fazer neste momento são medidas paliativas. Isso não depende de nos neste momento e sim da natureza”, informa, o diretor do DER Mosquini.
No município de Nova Mamoré, no Oeste do Estado, a situação também é crítica. Parte da rodovia BR-425, nas proximidades da Ponte do Araras está submersa, como também o próprio distrito. As famílias atingidas foram socorridas e levadas pela defesa civil para abrigos na cidade onde recebem o apoio do governo e do município.
Após o sobrevôo nas regiões atingidas, Confúcio Moura destacou a situação como critica e lamentável, mas de acordo com ele o Estado por meio da Defesa Civil Estadual e municipal vem tomando todas as medidas possíveis, evitando assim qualquer prejuízo de vidas.
Caso o Estado do Acre venha sofrer conseqüências da cheia do Rio Madeira o governador Confúcio Moura não descartou a possibilidade de um contato imediato com o governador Tião Viana, “oferecendo apoio para que as duas federações possam trabalhar conjuntamente e, desta forma, amenizar implicações futuras”, declara.
A preocupação do Estado vizinho é quanto ao abastecimento de combustíveis e alimentação que para chegar ao Estado acreano necessita passar pelo território rondoniense com acesso pela BR-364. Caso o rio continue a subir não descartaremos acionar o Exército para que seja feito um aterro com pedras até a entrada da Balsa entre o Rio Madeira e Abunã,reforçando o acesso ao Acre. “É uma ação nacional, não podemos isolar um Estado federativo por falta de iniciativa dos Estados irmãos e instituições federais”, declara.
Durante o sobrevôo em Nova Mamoré, moradores do distrito de Nova Dimensão, nas proximidades da linha 28 manifestavam interditando a via pedindo a regulamentação do trajeto que é de responsabilidade do governo federal. Moura conversou com moradores e esclareceu à comunidade quanto ao processo, que depende para trafegabilidade neste local que está dentro de uma área de reserva. “Por se tratar de uma área de reserva da União, é preciso um documento elaborado por Brasília, o que já foi feito pela Sedam e que deverá ter uma resposta concreta em junho”, disse.
O governo estuda com o Sindicato dos Atacadistas de Rondônia as alternativas de transporte para baldear as mercadorias que seguem para os municípios de Guajará-Mirim, usando para isso a linha 28 em Nova Dimensão. Porém segundo o DER atualmente deverá passar somente os veículo de médio e pequeno porte. O governo vem contando com a parceria das Forças Armadas, Policia Rodoviária Federal, e toda a cúpula da segurança do Estado.
Outro acesso que vem sendo usado é a Estrada de União Bandeirante aberta recentemente e mantida pelo DER, por este local estão passando caminhões com combustível e alimentos aos municípios da região Oeste. Outra possível alternativa é o acesso pela estrada Parque de Guajará-Mirim que de acordo com o governador poderá ser usada após conversação pela justiça por está dentro de um parque nacional.
BR-425: Sem acesso
Em relação à rodovia BR-425 que liga a Br-364 não existe a possibilidade neste instante, pois no sobrevôo o governador constatou muitos pontos alagadiços, “ meio que será impossível de ser usado tão cedo”, lamenta.
No trecho da Balsa que liga Rondônia ao Acre as chuvas já inundam determinados pontos da rodovia com alagamento de grande extensão do asfalto e matas com formação de florestas de igapós. “Estamos fazendo um trabalho de forma estratégica, ações de governo em parceria com órgãos e entidades federais para que possamos resolver os impasses graves que estão vivendo muitas populações ribeirinhas no Estado”, finalizou Moura.
Como diz o adágio popular, “só Jesus na causa”. E não é que ele está em carne e osso ajudando a minimizar a dor dos desabrigados? Jesus Cristo, ou melhor, Omedino Pantoja que encarna o Filho de Deus todos os anos por ocasião da Semana Santa, arregaçou as mangas e as calças e adentrou alagação adentro, levando roupas, mantimentos e mensagem de força e fé para moradores da zona ribeirinha de Porto Velho. Hoje ele esteve na comunidade do Belmonte, igualmente atingida pelas fortes correntezas que alagaram casas e deixaram os moradores sem nada para comer e vestir.
Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 12 votos a 1, a proposta que muda a Constituição para determinar a perda automática de mandato de deputados e senadores condenados na Justiça por crime de improbidade administrativa ou contra a administração pública (PEC 313/13, do Senado).
A proposta segue agora para o Plenário da Câmara, onde terá de ser votada em dois turnos.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou que vai apresentar a PEC na próxima reunião de líderes, na terça-feira (25), e que provavelmente a matéria será votada em Plenário em março. “Espero que a matéria tenha consenso, pois já foi aprovada pela comissão especial, e que esse consenso seja refletido na votação em Plenário”, ressaltou Alves.
Improbidade administrativa
A improbidade administrativa é a conduta inadequada de um agente público que enriquece ou obtém alguma vantagem econômica de forma indevida por causa do exercício de cargo, mandato, emprego ou atividade em órgão do serviço público.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Raul Henry: medida é muito salutar e vai ao encontro do que a sociedade espera de nós.
Também pode ser condenado por improbidade administrativa quem causar dano ao patrimônio público, com o uso de bens públicos para fins particulares; quem aplicar de forma irregular a verba pública; e quem facilitar o enriquecimento de outras pessoas à custa do dinheiro público.
Mesa declara perda de mandato
O relator na comissão especial, deputado Raul Henry (PMDB-PE), explica o que a PEC vai alterar: “O que muda agora é que, quando um deputado ou um senador for condenado com processo transitado em julgado por crime de improbidade administrativa ou contra a administração pública, ele perde o mandato automaticamente. A Mesa Diretora da Câmara ou do Senado apenas declara a perda do mandato”.
Na avaliação do parlamentar, “essa é uma medida muito salutar, que vai ao encontro do que a sociedade espera de nós. Nós vivemos uma noite aqui de muito constrangimento quando o Plenário, no voto secreto, absolveu o deputado Donadon.”
O caso Donadon
Raul Henry refere-se ao ex-deputado Natan Donadon condenado por desvio de verba pública pelo Supremo Tribunal Federal e, logo em seguida, inocentado pelo Plenário da Câmara em agosto do ano passado.
Um novo processo foi aberto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar com o argumento de que ele não poderia ter participado da votação de sua cassação. Nova votação, dessa vez aberta, ocorreu no plenário no dia 12 de fevereiro, e o mandato de Donadon foi definitivamente cassado.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Sibá Machado: PEC ofende o princípio constitucional da separação dos poderes.
Separação dos poderes
O único a votar contra a PEC na comissão especial foi o deputado Sibá Machado (PT-AC). Na opinião de Sibá, a proposta ofende o princípio constitucional da separação dos poderes, usurpando do Poder Legislativo o direito de decidir sobre a perda do mandato de um parlamentar por determinação do Poder Judiciário.
“Isso, no meu entendimento, é errado, dado que o assunto que leva a esta decisão é um assunto conjuntural, e este assunto conjuntural não pode afetar um direito constitucional desta Casa”, entende Sibá Machado.
“Portanto, eu votei contrário e espero, em Plenário, convencer os pares de que nós não necessitamos mexer na Constituição para julgar mandatos já transitados em julgado pela Corte maior do País”, acrescentou o parlamentar.
Decisões diferentes no STF
A PEC da perda automática de mandato foi apresentada depois que o Supremo Tribunal Federal teve decisões diferentes sobre o assunto. Em 2012, durante o julgamento do processo do mensalão, o STF decidiu que a perda do mandato deveria ser automática. Já em 2013, na ação penal contra o senador Ivo Cassol (PP-RO), definiu que a decisão final deveria ser do Senado.
Parte da BR-364, único acesso terrestre para o estado do Acre, já está alagado (Foto: Defesa Civil/Divulgação)
A BR- 364 sentido Porto Velho/Rio Branco tem dois pontos críticos de alagamentos. O primeiro no km 158, com 600 metros de extensão. O segundo fica a 160 km de Porto Velho e atinge 200 metros da BR. De acordo com o inspetor João Bosco Ribeiro, da Polícia Polícia Rodoviária Federal de Rondônia (PRF-RO), a lâmina d’água é de 50 centímetros e, apesar da dificuldade de passagem de veículos, ainda têm condições de trafegabilidade. No entanto, ele alerta que se o Rio Madeira subir mais 5 cm, carros de passeio ficarão impossibilitados de passar. A BR-364 é o único acesso terrestre entre o Acre e Rondônia.
Nesta segunda-feira (19), o nível do Rio Madeira atingiu pela manhã 17,81 metros, um aumento de 4 centímetros em 24h. A marca é considerada histórica já que ultrapassa a maior já registrada em 1997 de 17,52 metros.
O inpetor da Polícia Rodoviária Federal no Acre (PRF-AC), Nelis Newton, disse ao G1 que ainda não há motivos para pânico. “Não há motivos, por enquanto, para gerar pânico na população do Acre. Nós estamos fazendo o acompanhamento, a balsa está passando e os carros de passeio também. Ainda não tivemos nenhuma informação de fechamento da BR-364. Nós estamos em contato direto com a Polícia Rodoviária Federal de Rondônia que passa todas as informações para a gente”, informa.
A Polícia Rodoviária Federal de Rondônia confirma a intenção de uma empresa, sediada em Jacy-Paraná (RO), de prestar auxílio remunerado na passagem, por meio de pranchas. Dessa forma, os carros poderiam transpor essas áreas alagadas. “Trata-se de uma empresa credenciada para o transporte de veículos acidentados. Portanto, não podemos intervir”, diz.
Ele não soube informar a respeito dos valores que poderiam ser cobrados no pedágio. As informações foram colhidas por agentes da PRF, às 9h30 desta quarta-feira (19). A balsa sobre o Rio Abunã continua dando condições de travessia.
Cenas que só vemos em filmes podem se tornar reais
Se já não bastassem as obras para a Copa do Mundo estarem atrasadas, agora informações dão conta de que vão cancelar o Tsunami em Rondônia. Uma irresponsabilidade sem tamanho. A CNN está a caminho para cobrir o evento. Os hotéis receberam milhares de reservas. Agora lemos no Blog do Cha que o evento não vai ocorrer mais. Quem vai pagar o prejuízo? O Consórcio? A Superintendência de Turismo? O governador? Dilma?
Segundo Carlos Henrique Ângelo foi um blefe da ESBR: “a possibilidade de instabilidade na barragem foi levantada por diversas vezes nos últimos dois anos pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil. Isso foi deixado claro em documento protocolado junto à Aneel”. “Embora as usinas afirmem agora que não há risco (do Tsunami), a possibilidade de instabilidade na barragem foi levantada por diversas vezes nos últimos dois anos pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil. Isso foi deixado claro em documento protocolado junto à Aneel, à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Ibama, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmando que a hidrelétrica de Santo Antônio estaria desrespeitando o limite permitido pelo projeto e que esse acúmulo de água no reservatório estaria comprometendo as estruturas de Jirau”.
Então, não haverá Tsunami: “Sobre a informação divulgada pelo blogueiro Carlos Henrique Ângelo, de que existe a possibilidade do rompimento das barragens que contêm as águas do Rio Madeira, o que provocaria um verdadeiro tsunami, arrastando a Usina de Santo Antônio e tudo o que tivesse na frente, chegando à Capital e arrasando 30% da cidade, ocasionando a morte de pelo menos 50 mil pessoas, a equipe técnica nos garantiu que a possibilidade do rompimento de uma dessas barragens é quase zero”. Tem que combinar com São Pedro e com os Andes, porque as chuvas não pararam na Bolívia e região.
O deputado federal e militar da reserva Jair Bolsonaro (PP) concede uma entrevista atrás da outra. Desde que se autoproclamou candidato à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ele entrou no olho do furacão. Os partidos de esquerda veem com receio a possibilidade de repetir um mandato ainda mais polêmico que o do pastor evangélico Marco Feliciano (PSC), mas Bolsonaro cresce diante da adversidade. A cada entrevista, eleva o tom das suas afirmações homofóbicas, elitistas, racistas e incitadoras da violência. Nesta entrevista ao EL PAÍS, ele conta que pretende ser o representante dos direitos humanos no Brasil. Chama a presidenta Dilma Rousseff de terrorista, considera os gays produto do consumo de drogas e defende a cadeira elétrica para os criminosos. As únicas minorias que ele pretende defender são as que ele considera “decentes”: os cadeirantes, autistas e deficientes.
Pergunta: A sua candidatura é só uma medida de pressão para conseguir a Comissão de Minas e Energia?
Resposta: Sim, eu não faço parte desse jogo, mas eu agora estou no jogo. Quando me lancei candidato foi porque havia possibilidade dessa comissão ir para o nosso partido. Eu conversei com vários parlamentares do meu partido e todos concordaram, ninguém quer ir para lá. No meio do caminho, quando a imprensa divulgou que eu seria candidato, o PT resolveu entrar no jogo. Aí meu partido propôs a troca. Mas o PT não quer abrir mão de Minas e Energia e tampouco que eu seja presidente.
P. Para o seu partido a Comissão não importa nada, é só um jogo político?
R. Não é para o meu partido. A Comissão de Direitos Humanos sempre foi uma das últimas a serem escolhidas.
P. E por que foi sempre assim?
R. Porque os parlamentares preferem comissões que são mais importantes para eles como transporte, agricultura, minas e energia, justiça, tributação e finanças… São comissões que dão visibilidade.
P. Bom, nos últimos tempos, a Comissão de Direitos Humanos foi alvo de manchetes diárias…
R. Esteve nas manchetes pela maneira como o presidente [Marco] Feliciano a conduziu. Eu agora quero, caso consiga a comissão, dar uma nova dinâmica para ela.
P. Por que o PT não quer você como presidente?
R. Eles não querem porque, segundo eles, eu não represento os direitos humanos no Brasil.
P. E você concorda?
R. Concordo. A maneira como eles induzem a política de direitos humanos, eu sou completamente contra.
P. O que está errado na maneira de o Governo orientar a política de direitos humanos?
R. Qual é a idade penal na Espanha? Não sei como é a violência por aí por parte de moleques de menos de 18 anos, mas aqui no Brasil praticamente não existe pena. Há uma molecada de 17 anos que são criminosos por esporte. Então se reduzir a idade penal vai sobrar cadeia para eles.
P. Mas os dados da Fundação Casa de São Paulo, por exemplo, certificam que apenas 1,5% dos internos são realmente responsáveis de algum crime maior, como o homicídio. Não é um percentual pequeno?
R. Não concordo contigo. Porque o roubo é uma violência, o estupro é uma violência que eu equiparo quase com o homicídio. Não existe isso de reduzir a idade penal apenas para o homicídio. Eu prefiro a cadeia cheia de vagabundo ao cemitério cheio de inocentes.
P. Mas nas cadeias do Brasil, em Pedrinhas por exemplo, há muitos internos que ainda não foram julgados…
R. Pedrinhas é o melhor presídio do Brasil. Se quiser desligar o telefone, pode desligar. Você quando comete um crime tem que pagar por ele. Não é para ir a um spa, para ter um retiro com cinco refeições por dia, médico, dentista, com biblioteca… Não. Ele tem que ir para o presídio para pagar pelo seu crime.
P. Se o senhor presidir a Comissão quais seriam suas prioridades?
R. Eu pretendo ecoar, falar para o povo brasileiro do mais importante: a redução da idade penal e de uma política de planejamento familiar, de reduzir o número de filhos dos mais pobres. Porque os mais pobres têm bolsas [benefícios] que os estimulam a terem mais filhos. Então, gente sem cultura acaba tendo mais filhos para ganhar 70 reais por mês. Todos esses aí vão ser eleitores do futuro para o PT. Uma terceira proposta seria uma luta para revogarmos o estatuto do desarmamento. Porque o governo desarmou as pessoas de bem, mas a bandidagem está cada vez mais armada. E o cidadão não tem como se defender.
P. Você vê realmente uma ligação das suas propostas com questões de direitos humanos?
R. As três têm a ver. Quando você bota um menor na cadeia, você consegue que as pessoas de bem não sofram violência. Quando você fala de planejamento familiar, vai ter muita criança que deixará de nascer que não teria a mínima dignidade nem condições no caso de nascer. Com o rearmamento, muita gente vai dormir tranquila em casa porque vai ter uma arma para se defender.
E eu também defendo a pena de morte. Se levar o cara para a cadeira elétrica ele nunca mais vai matar, nem vai assaltar.
P. Mas você também sabe que a pena de morte não é garantia de uma diminuição do índice de criminalidade.
R. Nunca vi um morto voltar a cometer um crime. Se com pena de morte a criminalidade aumenta 10%, sem pena de morte aumenta para 50%.
P. Seu partido tem as siglas de Partido Progressista, mas a sociedades em geral estão evoluindo para o lado oposto aos valores que você defende.
R. Eu não vou mudar minha opinião para ganhar simpatias. A sigla é para chamar a atenção. O nome não tem nada ver… Meu partido e só um nome.
P. O senhor não concorda que o homossexual tenha mais direitos que o heterossexual. Mas concorda que os homossexuais sofrem, além da violência endêmica do país, preconceitos e agressões pela sua condição?
R. Os homossexuais querem se passar por vítimas, querem superpoderes. Qualquer homossexual que morre no Brasil, logo a mídia está dizendo que é homofobia. Há muitos que são mortos pelos próprios colegas ou em locais de prostituição, ou por overdose. Ao morrer, os ativistas dizem que é homofobia. No Brasil dez mulheres por dia são assassinadas por seus parceiros, isso é muito mais grave.
Os crimes de homofobia tem que ser tratados da mesma forma que qualquer outra morte. Quantos heterossexuais morrem por dia? Morrem muitos mais que homossexuais.
P. Mas se o povo fosse educado para respeitar a diversidade não teríamos menos mortes?
R. Não concordo. Quem pensa dessa maneira de respeitar é quem quer levar essa matéria para as escolas para transformar crianças de seis anos em homossexuais. Ao ponto que daí facilita a pedofilia no Brasil.
P. Mas você acha que uma pessoa se transforma em homossexual?
R. A imensa maioria vem por comportamento. É amizade, é consumo de drogas. Apenas uma minoria nasce com defeito de fábrica. Aqui no Brasil se tem a ideia de que quem for homossexual vai ter sucesso na vida. As novelas sempre mostram os gays bem sucedidos, que trabalham pouco e ganham muito, têm carrões…
P. Em troca, o noticiário mostra como os gays podem ser vítimas da sua condição…
R. Mas você… Você é gay por acaso?
– Não.
Ah, tudo bem. Já tem pena para isso. Se houver motivo fútil a pena é elevada, tem agravante. Mas vocês querem o quê? Levar a PLC122 (projeto que criminaliza a homofobia) ao Código Penal? Só porque alguém gosta de dar o rabo dele passa a ser um semideus e não pode levar porrada…?
PS. Graças a Deus ele não foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos. O cara é louco! O pensamento dele é totalmente contrário ao que prega os Direitos Humanos!
CARACAS – Uma miss venezuelana de 22 anos morreu nesta quarta-feira, 19, por conta de um ferimento à bala na cabeça. Génesis Carmona, estudante de turismo e miss Turismo do Estado Carabobo, levou o tiro na terça-feira 19, durante um protesto contra o presidente Nicolás Maduro na cidade de Valencia.
Com a morte da miss, sobe para cinco o número de vítimas das manifestações no país.
Carmona foi ferida quando homens desconhecidos em motocicletas passaram atirando contra a marcha. Após ser ferida, ela foi internada na clínica Méndez Guerra e passou por uma cirurgia de urgência.
Segundo o médico Carlos Rosales, chefe da UTI do hospital, a miss “passou pela cirurgia, mas não respondeu satisfatoriamente e morreu às 12h15 (13h15 no horário de Brasília)”.
Na terça-feira, a marcha de estudantes opositores em Valencia terminou em confrontos, que deixaram oito feridos por tiros, entre eles Carmona, segundo a imprensa local.
Novos protestos ocorrem nesta quarta-feira na Venezuela, convocados pela oposição para protestar contr a prisão do líder opositor Leopoldo López. Centenas de pessoas se concentraram no centro de Caracas para a manifestação.
A sede judicial da capital venezuelana está cercada pelas forças de segurança, que fecharam a passagem de veículos, enquanto os manifestantes gritam frases de apoio a López. / REUTERS e EFE