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terça-feira, novembro 3, 2026
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CRISTOVAM BUARQUE, DO PDT, PODERÁ VICE DE EDUARDO CAMPOS (PSB) (ATUALIZADA)

 

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Marina Silva, da Rede, pode ser rifada. Correndo por fora, o PDT deverá emplacar Cristovam Buarque (foto) para vice. Decisão está sendo tomada hoje durante convenção do PSB em Brasilia. Na semana passada o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, considerou “muito difícil” a sigla deixar de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff neste ano, apesar de alguns candidatos aos governos estaduais admitirem a hipótese. “O partido decide em escala nacional e todas as seccionais regionais, após a aprovação da maioria, têm de seguir a decisão”, afirmou, ao final da cerimônia de inauguração de uma estátua de Leonel Brizola, nesta quarta-feira, 22, em Porto Alegre. Também previu que as definições vão ficar para o final dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral em um ano em que o carnaval será em março e o País sediará a Copa do Mundo em junho e julho.

Acompanhe aqui ao vivo:

http://www.psb40.org.br/psbrede.asp

UMA VERGONHA NACIONAL: HOSPITAIS SEM VAGAS E INEFICAZ NO COMBATE À CORRUPÇÃO! MAS…

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Capa do Jornal de Notícias de hoje
Capa do Jornal de Notícias de hoje

Mas…

Não é no Brasil. É no primeiro mundo. É em Portugal. Os apressadinhos já iam culpar a Dilma.

LOCALIZADOS CORPOS DOS TRÊS DESAPARECIDOS EM HUMAITÁ

Força tarefa investiga há um mês desaparecimento de homens na rodovia Transamazônica (Clovis Miranda)
Força tarefa investiga há um mês desaparecimento de homens na rodovia Transamazônica (Clovis Miranda)

A Polícia Federal encontrou nessa segunda-feira (3) os corpos que podem ser de Stef Pinheiro, Aldeney Ribeiro e Luciano Freire, desaparecidos desde o dia 16 de dezembro de 2013, quando viajavam de carro pela rodovia Transamazônica, no trecho que corta a aldeia indígena dos Tenharim. Desde a manhã, os policiais estavam na rodovia em busca do local onde os corpos estavam enterrados, segundo os depoimentos tomados durante a investigação que apura os crimes de sequestro, assassinato e ocultação dos corpos das três vítimas.

Os corpos serão encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho (RO) para a realização de exames específicos para o reconhecimento dos corpos. Somente após o laudo do IML será possível afirma se os corpos encontrados são realmente das vítimas desaparecidas desde o dia 16 de dezembro do ano passado.

Os cinco índios presos suspeitos de terem seqüestrado e executado três homens na BR-230, rodovia Transamazônica, município de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), podem ser transferidos para alguma unidade prisional de Manaus, segundo informou Arcelino Damasceno, delegado regional de crime organizado da Polícia Federal de Rondônia. Sob o regime de prisão temporária desde o dia 30 de janeiro, os indígenas estão detidos em um presídio estadual de Porto Velho separados de outros detentos.

De acordo com o delegado, a possibilidade de transferência dos suspeitos é real tendo em vista regras estabelecidas em Constituição. “A lei permite que possam ser transferidos para um presídio dentro do distrito da culpa, ou seja, no Amazonas, ou no local onde a família esteja mais próxima, no caso em Rondônia”, explicou.

Segundo Damasceno, a decisão sobre uma possível realocação dos índios deve acontecer após o período de prisão temporária. “Somente depois de 30 dias e uma completa análise das oitivas e acareações poderemos definir se serão transferidos ou não”, completou.

Prisão

A Polícia Federal prendeu, no início da noite do último dia 30 (quinta-feira), cinco índios suspeitos de sequestrar e matar três homens na Transamazônica, na reserva indígena Tenharim-Marmelos. A equipe se deslocou do município de Humaitá (590 quilômetros de Manaus) para a Superintendência da Polícia Federal em Rondônia, local onde os indígenas foram levados para a realização de procedimentos.

As prisões ocorreram durante a grande operação força-tarefa, que contou com apoio de helicópteros e a presença do superintendente da PF de Rondônia, na região da aldeia Tracuá, na reserva indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré, no Amazonas.

  Fonte: A Crítica de Manaus

EDITORIAL: O MUNDO NÃO É MATERNAL

Martha Medeiros
Martha Medeiros
Por Martha Medeiros
É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.
  Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo.  Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se viramos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos.
O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por 20 anos.
O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência, e estoure o cartão de crédito.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência mas está mais preocupada com o nosso banho, com o nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna.
Não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba. O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso batimento.
O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta.
O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.
O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui.
O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir.
O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.
Para o mundo, quem menos corre, voa.
“Quem não se comunica se trumbica.
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”
O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas…
Mãe é de outro mundo.
É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção.
Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto o mundo propriamente dito, exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo.

MPF recomenda que Unir receba alunos indígenas de Humaitá

Para continuar seus cursos de graduação, universitários indígenas de Humaitá (AM) solicitaram à Universidade Federal de Rondônia (Unir) para que possam frequentar as aulas na instituição. O pedido é em razão dos conflitos na região de Humaitá que começaram no final do ano passado. Por conta disto, as unidades do Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia e no Amazonas expediram recomendação para a Unir elaborar um plano de assistência estudantil e, se necessário, receber os alunos. A Universidade tem dez dias para informar se acatará ou não as medidas recomendadas.

No dia dez de janeiro de 2014, universitários indígenas enviaram requerimento à reitoria da Unir e aos coordenadores de curso solicitando vagas. No documento constam as dificuldades vividas pelos alunos por causa dos conflitos regionais. Eles informaram também que não possuem condições de viver em casa alugada na região de Humaitá, o que dificulta a continuidade do curso.

Na recomendação, o MPF orienta que a Unir, em colaboração com as instituições de origem dos estudantes, elabore plano para recebê-los, ainda que de forma temporária, garantindo plano específico emergencial de assistência estudantil.

A Universidade deverá oferecer também suporte técnico logístico que tiver disponível para ajudar em questões de saúde, alimentação, locomoção, entre outras, em articulação com os órgãos competentes como Funai, Distrito Sanitário Especial Indígena, Universidades de Humaitá etc. A recomendação foi assinada pelos procuradores da República Raphael Bevilaqua e Julio José Araújo.

“O MPF em Rondônia está acompanhando e dando suporte logístico à atuação do MPF no Amazonas na defesa dos povos indígenas da região de Humaitá, cobrando das autoridades baseadas em Porto Velho agilidade na solução do conflito etno-social. Há relatos de que há forte cunho hostil e etnofóbico em algumas manifestações no sentido de não aceitarem indígenas estudando em “suas escolas”. A recomendação do MPF é para garantir o acesso dos indígenas à Universidade”, disse o procurador Raphael Bevilaqua.

Fonte: MPF

ENTREVISTA: DAYAN CAVALCANTE SALDANHA

Hoteleiro Dayan Saldanha, administrador do Pakaas Palafitas Lodge
Hoteleiro Dayan Saldanha, administrador do Pakaas Palafitas Lodge

O entrevistado de hoje é o jovem empresário Dayan Cavalcante Saldanha, 40 anos, guajaramirense de coração, mas, nascido ocasionalmente em Guiratinga-MT. O pai dele, o bancário Paulo Saldanha, havia sido transferido para lá, quando atuava pelo BASA. Dayan trabalha de frente para dois rios, Mamoré e Pacaás Novos, em Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, onde administra o hotel de selva Pakaas Palafitas Lodge. É casado com a publicitária Janaína Ferri há 15 anos, pai de João Paulo, oito anos e Raphaela, de quatro anos. O hoteleiro é presidente do Diretório Municipal do PSDB de Guajará-Mirim. É católico e acompanha de perto a doutrina espírita, e bastante eclético com relação a musica. Torcedor do Atlético Mineiro, feliz pelo time ter sido campeão da Libertadores no ano passado. Formado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFMT, a família de Dayan é radicada em Rondônia desde os primeiros anos da década de 1910, através do tio tataravô, o Coronel da Guarda Nacional Paulo Cordeiro da Cruz Saldanha, grande empreendedor amazônico que gerenciou a Guaporé Rubber, Do lendário Percival Farqhuar, fundando após comprar a empresa dele, o Serviço de Navegação do Guaporé – SNG.

Coronel Paulo Saldanha
Coronel Paulo Saldanha

O pai dele, Paulo Saldanha, fundou o Banco do Estado de Rondônia (BERON), sendo seu primeiro presidente. Dayan estreou na vida pública como Secretário de Cultura e Turismo de Guajará-Mirim, na gestão do prefeito Atalíbio Pegorini por três anos. Desde o ano 2000 a família Saldanha promove o destino turístico Rondônia com o Pakaas Palafitas Lodge, um empreendimento 100% rondoniense (e guajaramirense). O empreendimento já foi notícia nos melhores meios de comunicação do Brasil e do mundo (deu até no New York Times). Entre os destaques estão o livro Exotic Retreats (de Julia Faires, Editora Rotovison) em que a autora reúne os meios de hospedagem mais destacados em sua localização, arquitetura/decoração e, principalmente, que utilizam práticas sustentáveis. O Pakaas é o único representante brasileiro na seleta lista. Outro fato foi a revista oficial do Ministério do Turismo, produzida para o Salão do Turismo 2010 em que uma imagem aérea do Pakaas representa toda a região Norte na capa da publicação (ao lado do Cristo Redentor/Sudeste, Catedral de Brasília/Centro-Oeste, Fernando de Noronha/Nordeste e Cânions do RS/Sul).

Local de trabalha Dayan Saldanha: o paraíso na selva
Local de trabalho Dayan Saldanha:  paraíso na selva

+RO:- Como você vê Guajará-Mirim, após o ciclo da borracha e o fim da EFMM que ligava a cidade a Porto Velho?
Dayan Saldanha:- De alguma maneira, ficamos “mal acostumados” a receber tudo do Governo Federal, pois éramos Território Federal. A população acabou entrando em um nível de acomodação, agravados com o completo abandono por parte dos Poderes Públicos (Federal e Estadual). Com o advento das cidades da BR 364 “aceitamos” simbolicamente que a Pérola do Mamoré era Fim de Linha. De uns anos para cá, noto que, mesmo timidamente, começam a surgir atitudes mais significativas. Por exemplo, a comunidade se reuniu e abraçou o Museu Histórico Municipal quando percebeu que a reforma daquele importante patrimônio histórico estava demorando demais; fizemos manifestações para cobrar as compensações culturais para revitalização da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré na cidade e por uma maior atenção com os Bois Bumbas (que movimentam a economia local geram oportunidades e podem ocupar a juventude em risco social). Merecemos mais atenção pois em outros tempos, garantimos a soberania Nacional na Fronteira (imaginem os seringueiros que ocupavam longínquas ‘colocações’) e hoje contribuímos com a sustentabilidade ao preservar nossa floresta (93% da área do município é preservada em Unidades de Conservação e Terras Indígenas). Há um movimento na cidade para que os leitores elejam representantes da cidade para ALE e para a Câmara, pois é recorrente a reclamação de políticos que ganham votos significativos e acabam virando as costas para a cidade.

+RO:- A Área de Livre Comércio de GM mudou alguma coisa no tocante ao desenvolvimento?


Dayan Saldanha:- Houve uma grande expectativa, assim como houve em outros ciclos (EFFMM, Borracha, Ouro). Infelizmente ela durou pouco. Fico imaginando se faltou apoio político (nossa bancada “brigar” mais). Hoje, a cidade de Guayaramerin está se desenvolvendo a olhos vistos. Basta um passeio pela rua principal de “La Banda”, percebe-se a quantidade prédios novos, a circulação de pessoas e a criação de mais serviços. Tivemos acesso a um dado oficial que, em média, mil pessoas cruzam a fronteira em direção aos produtos importados da Bolívia. Imaginem 360 mil pessoas por ano visitando a cidade e ficando, pelo menos um ou duas noites? Seria muito auspicioso. Vamos rejeitar com toda a força o “título” de fim de linha ou cidade de passagem. Precisamos de um Desenvolvimento Sustentável.

Time do coração de Dayan ganhou a Libertadores: Atlético Mineiro
Time do coração de Dayan ganhou a Libertadores: Atlético Mineiro

+RO:- O que falta para GM se desenvolver?


Dayan Saldanha:- Além de representantes que tenham real compromisso com a terra e que tenham coragem para quebrar esse círculo vicioso que vive a cidade há, pelo menos, 20 anos, acredito que a cidade tem que ter um foco. Deve escolher qual seu modelo de desenvolvimento econômico e social. Vai ser indústria? Comércio? Turismo? Bem, devido aos nossos atrativos culturais, naturais e posição geográfica, nos indicando que estamos um grande passo à frente, eu voto pelo Turismo. Mas eu acho que sou suspeito, não?

+RO:- Como você vê o governo Dilma e o que achou do governo Lula no ponto de vista político e social?
Dayan Saldanha:- Acredito em erros e acertos. Houve muitos avanços, especialmente na questão social, muito em função das bases que foram criadas a partir do controle da inflação, com a chegada do Real. Politicamente, creio que a ampla aliança criada trouxe prós e contras para Lula e Dilma, mas, foram muitas notícias de corrupção. Noto uma insatisfação generalizada. Além disso, acho saudável a alternância de Poder e que as Políticas Públicas de interesse social devem ser tratadas como políticas de Estado e não política de Governo.
+RO:- Como você vê o governo Confúcio Moura?
Dayan Saldanha:- Sob a ótica da Gestão da Cultura (que é a que vivi mais de perto quando estava na Secretaria de Cultura e Turismo de Guajará), acredito que houve um total esquecimento nestes três últimos anos de administração. Investir em Cultura também é trabalhar preventivamente em saúde, em desenvolvimento econômico social. A Economia da Cultura movimenta financeiramente e inclui, pois, dá oportunidade a crianças, jovens artistas. Uma pena.

+RO:- Como você a atuação da Assembleia Legislativa?
Dayan Saldanha:- Acredito que os parlamentares estaduais poderiam ser mais atuantes e apresentem matérias mais relevantes, pois, em Guajará-Mirim, por exemplo, tivemos uma pomposa sessão itinerante e pouco ou quase nada do que foi prometido foi cumprido. Existe muito conflito e parlamentares dispostos a acirrar esse conflito entre poderes. Quem perde é Rondônia.
+RO:- Copa do Mundo! O Brasil deve ser campeão? Por quê?
Dayan Saldanha:- Não concordo que os maiores eventos esportivos do mundo sejam os culpados pela falta de estradas, hospitais, aeroportos, escolas. São eventos que gerarão milhões de dólares e milhares de empregos, ainda que temporários. Não dá pra voltar no tempo e desistir da Copa (o povo deveria ter ido à rua lá atrás, quando o Brasil foi escolhido, já que realmente, temos prioridades mais urgentes). Se o Brasil, hipoteticamente não realizasse a Copa e as Olimpíadas, teríamos as escolas que gostaríamos hoje? Os hospitais “padrão FIFA” estariam construídos hoje? A coisa é mais complexa. Claro, o que não se pode tolerar são os gastos excessivos nos estádios (são os terríveis e famigerados “aditivos”), desvios de recursos em obras, atrasos injustificáveis e o que vêm ocorrendo sistematicamente.
+RO:- Futebol regional. Por que o nosso futebol não vai para frente? Falta o quê?
Dayan Saldanha:- Faltam equipamentos esportivos de qualidade. Os municípios deveriam ser apoiados para criação de escolinhas de futebol. Além disso, os estádios estão quase todos interditados, o que dificulta a criação de um campeonato. Leis de Incentivo que oportunizem os empresários investir em equipes também estão em falta. Não existe um só culpado.

+RO:- Em sua opinião, quais deputados federais mais se destacaram?

Dayan Saldanha:- Acompanho sempre a TV Câmara e a TV Senado e quase nunca consigo ver um deputado de Rondônia se manifestando nas Tribunas. Parece-me que quase todos fazem parte do chamado baixo clero. Há os que se destacam e por isso são reconduzidos aos cargos. Evidentemente, que existem as emendas que são destinadas às bases eleitorais dos parlamentares e eles lançam mão desse expediente e assim vão mantendo suas reeleições.
+RO:- – Diga o nome de um candidato ao governo de sua preferência. Por quê?
Dayan Saldanha:- Precisamos de um nome que conheça profundamente o Estado de Rondônia, que conheça de perto as necessidades de cada particularidade de nosso Estado. Alguém que consiga mobilizar lideranças e que tenha prestígio em nível nacional. Talvez alguém que tenha espírito conciliador, mas que tenha firmeza nas decisões. No meu entendimento, hoje, quem melhor reúne tais qualidades é o pré-candidato do PSDB, que já foi vereador, ex-deputado federal, já foi secretário de estado e ex-senador Expedito Junior.

+RO:- – Em sua opinião, Rondônia tem liderança política nata ou ainda vai se consolidar politicamente como Amazonas, Acre, Pará, etc?
Dayan Saldanha:- Nós somos resultados de um caldeirão cultural. Temos aqui nordestinos, sulistas, nativos, além de descendentes de 52 nacionalidades que construíram a Madeira-Mamoré. Estamos ainda formando nossas lideranças políticas. Poucos prefeitos se reelegem ou fazem seus sucessores, por exemplo.

+RO:- O que você acha da criminalidade que assola o País, em especial Rondônia?
Dayan Saldanha:- Infelizmente é uma triste realidade. Todos ou já fomos vítimas ou conhecemos alguém que sofreu algum tipo de violência. Algo está errado. O sistema carcerário deve ser revisto, pois a pessoa não é ressocializada, ao contrário, acaba se aprimorando no mundo do crime. Tudo isso passa pela base de tudo: Educação.
+RO:- Como você vê o projeto de se aplicar 75% do royalty do petróleo em educação?
Dayan Saldanha:- Qualquer iniciativa que seja feita para melhorar a educação brasileira tem meu apoio. Grande parte dos problemas nacionais passa pela deficiência na educação. Somos um país que lê pouco. Os professores, que tem a importante missão de passar quase o mesmo tempo que os pais dos jovens, deveriam ser muito melhor remunerados. As universidades oferecem ensino, pesquisa e extensão, mas só entregam a primeira, via de regra. Espero que os recursos sejam BEM aplicados para reverter o quadro.
+RO:- Bolsa Família. É um bom programa social? Por quê?
Dayan Saldanha:- Importante programa social que deve ser mantido, mas que se deve estar atentos a distorções. Deve ser um meio e não um fim. Imagino que o programa poderia ser melhorado se incluíssem algum tipo de aperfeiçoamento técnico como requisito para o cadastro, para que a pessoa fique apta para o mercado de trabalho ou coisa do tipo.

+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem cultura? Os eventos culturais estão a contento?

Dayan Saldanha:- Há algum tempo participei de uma discussão sobre quais seriam os ícones de nossa cultura. Por exemplo, o Pará tem o Carimbó, a maniçoba, Mato Grosso tem a Maria Izabel, o rasqueado… Nós, somos produto de uma mistura fantástica e nossas manifestações culturais espelham isso, pois temos o Boi Bumbá em Guajará, que veio com o Soldados da Borracha (muitos oriundos do Nordeste), A Festa do Divino Espírito Santo, das comunidades Quilombolas do Guaporé, a arte indígena, isso sem falar no Carnaval, teatro, a turma do audiovisual e até mesmo as festas de exposição agropecuária. Um verdadeiro mix cultural. Agora, nosso maior patrimônio histórico cultural é algo que poucos lugares do mundo têm: uma tal ferrovia em plena selva amazônica, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A Madeira Mamoré está para o Turismo em Rondônia como o Cristo Redentor está para o Turismo no Rio de Janeiro. É o nosso ícone maior. Praticamente existimos em função dela e é uma pena que não saibamos ter isso a nosso favor.

+RO:- O Programa Mais Médico, do governo federal, foi uma boa iniciativa do Governo Federal?
Dayan Saldanha:- Para quem vive em cidades do interior, médico nunca é demais. Ocorre que não podemos cair na cilada de trazer profissionais e não ter um mínimo de infraestrutura. No interior, geralmente, o tratamento é o encaminhamento para a capital, sobrecarregando as unidades de saúde das grandes cidades. Às vezes faltam desde aparelhos de Raios-X até reagentes para exames laboratoriais. O que um médico fará diante desse cenário? Queremos sim mais médicos, mas também mais remédios, mais material penso, mais equipamentos, mais leitos, mais UTIs…

+RO:- Como você vê atuação liberal do Papa Francisco? É uma nova era da religião católica?
Dayan Saldanha:- Um resgate. Impressionante como o Papa Francisco vem se destacando ao abordar temos considerados tabus pela Igreja Católica. Claro, é uma estratégia, pois seguramente os altos cardeais vêm percebendo a queda de fiéis. Espero que, cada vez mais, tais assuntos sejam abordados e desmistificados e esclarecidos. Transparência nunca é demais. Em todos os casos.

GANÂNCIA OU MESQUINHEZ FAMILIAR: FILHO FORJA SEQUESTRO PARA TOMAR DINHEIRO DA MÃE MILIONÁRIA DA MEGA-SENA

Cristiano queria arrancar R$ 300 mil da mãe com falso sequestro
Cristiano queria arrancar R$ 300 mil da mãe com falso sequestro

A Polícia Civil prendeu em Várzea Paulista (SP) um rapaz suspeito de forjar o próprio sequestro para extorquir a mãe, uma das ganhadoras do prêmio da Mega-Sena da Virada, sorteado em 31 de dezembro de 2013. Ela participou de um bolão com outros 21 funcionários do Hospital Municipal Waldemar Ferreira, em Teofilândia (BA).

Cristiano Araújo dos Santos, de 22 anos, e Wellington Santos Oliveira, de 20 anos, apontado como comparsa, foram presos em Várzea Paulista após forjarem o sequestro e pedirem o resgate no valor de R$ 100 mil. Os mandados de prisão foram cumpridos na sexta-feira (31), mas eles só foram apresentados nesta segunda-feira (3).
Segundo a polícia, Wellington era quem ligava para a mãe de Cristiano dizendo que o filho estava sequestrado e que ela precisava fazer um depósito para o resgate. Durante a negociação, a faxineira do hospital deTeofilândia – que ficou com cerca de R$ 2 milhões do prêmio da Mega-Sena – avisou a polícia, que passou a acompanhar as ligações da mãe do rapaz com Wellington.
A polícia de Teofilândia desconfiou do sequestro e, durante as investigações, descobriu que o próprio filho estava forjando o crime. Orientada pela polícia de Teofilândia, a mãe fez depósitos na conta do filho com valores abaixo do pedido. Por meio das imagens do circuito de segurança do banco de Várzea Paulista, a polícia conseguiu ver quem quem estava fazendo os saques.
Ao ver as imagens, a própria mãe reconheceu o filho e, com isso, os mandados de prisão foram expedidos. Os dois jovens foram presos e encaminhados ao Centro de Triagem de Jundiaí (SP), onde aguardam a decisão da Justiça.

Fonte: G1

Oito bandas serão as atrações deste fim de semana no Grego Original Pub

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Foto e texto Marcelo Gladson (assessor de imprensa do Grego)

 

Agora, de quinta a sábado, o Grego Original é sua casa do Rock em Porto Velho. E neste fim de semana oito bandas de rock, sendo seis de Porto Velho, uma de Ariquemes e uma de Cuiabá, vão passar pelo palco do Grego.

 

O espetáculo musical começa na quinta-feira (06) com a banda Mãpets  dos músicos Daniel Duarte (voz/guitarra), Santiago Roa Junior (baixo) e Erick Bennesby na bateria.  Durante a noite de quinta, mulheres pagam R$ 15 e ganham R$ 10 em consumação. Já os homens pagam R$ 25 e ganham R$ 15. Aniversariantes (ganham prêmio surpresa da casa) com a lista acima de vinte convidados têm descontos na entrada.

 

 

 

“Toca Raull”

 

Nesta sexta-feira (07), a partir das 23 h, a Rock in City apresenta o tributo ao Raul Seixas com a banda “Rauzitos” de Porto Velho. Pós-show com a banda Kenga Cheff também de Porto Velho. Os convites já estão no segundo lote.

 

Feijoada com Rock

 

Já no sábado (08), a partir das 12 h, tem a tradicional Feijoada com Rock do Grego Original ao som da banda Rock City Band dos músicos Normando Cordeiro (voz/guitarra/violão) Flavio Rubens “Papa” (baixo) e Mike na bateria.

Lançamento do álbum “50 Segundos”

No sábado (08) à noite, a partir das 22 h, a equipe do Acústico Lo-Fi faz show de lançamento em Porto Velho, do álbum “50 Segundo” da banda cuiabana Branco ou Tinto. Participações das bandas “Os Últimos”,  de Ariquemes/RO, Krápulla e Par de Sais de Porto Velho.

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 Branco ou Tinto (MT)

 

A Branco ou Tinto, banda vencedora do prêmio Hell City, melhor videoclipe no Festival de Cinema de MT, melhor banda local pelo Factóide e indicada como banda revelação ao prêmio Dynamite! Teve seu clipe lançado pelas MTV Brasil, Ásia e Reino Unido e lançou o álbum “50 segundos” com críticas super positivas pela imprensa especializada!

 Sobre as bandas

www.facebook.com/bandabrancooutinto

http://brancooutintomt.blogspot.com.br/2013/09/branco-ou-tinto-pela-primeira-vez-em.html

http://brancooutinto.com/

Video: ww.youtube.com/watch?v=nupN73rT6jc

 

 

Meia entrada

Na placa de informações localizada na entrada da casa constam  informações sobre os números disponíveis para os estudantes com a carteirinha. Atendendo a Notificação Recomendatória Nº 108/2013/8ª PJ-3ª T I T, do Ministério Publico do Estado de Rondônia, na entrada do pub tem as informações da casa ao consumidor.

 

Informações: (69) 3223-0688/9957-7738/8152-1657/9902-1259(TIM) ou 9294-8895 (Claro).

Caso Siemens-Alstom: Aurélio Mello diz que vai revelar os nomes dos envolvidos em suspeita de cartel

Marco Aurélio Mello também pretende desmembrar o processo
Marco Aurélio Mello também pretende desmembrar o processo

Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello disse nesta segunda-feira (3) que vai abrir o sigilo do inquérito que apura o suposto esquema de cartel entre as empresas Siemens e Alstom no fornecimento de trens para a CPTM (Companhia de Trens Metropolitano) de São Paulo durante governos tucanos.

Segundo o ministro, que é o relator do caso, o processo será desmembrado e permanecerá no Supremo apenas o que disser respeito aos envolvidos que têm foro privilegiado.

— O sigilo vou preservar, no que a lei impõe. No mais, vamos abrir, inclusive com os nomes dos envolvidos. E o desmembramento, para mim, é algo claro: devemos evitar o que houve na AP 470 [processo do mensalão.

No processo do mensalão, foram julgados pelo STF mesmo réus que não tinham foro privilegiado, o que o julgamento do caso muito longa. O inquérito sobre os trens foi enviado ao Supremo porque o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e dos outros três deputados licenciados têm foro privilegiado.

São investigados Jardim e os secretários estaduais de São Paulo José Aníbal, Edson Aparecido e Rodrigo Garcia, que são deputados federais licenciados.

Também são alvo do processo três ex-dirigentes da CPTM, duas parentes de um ex-diretor da companhia e o lobista Arthur Gomes Teixeira.

Marco Aurélio Mello disse que avalia compartilhar as informações sobre o inquérito com comissão de sindicância aberta em São Paulo para apurar possível desvio de conduta do procurador Rodrigo de Grandis.

Fonte: R7

João Paulo Cunha: Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa

João Paulo Cunha, deputado federal do PT
João Paulo Cunha, deputado federal do PT

Caro ministro Joaquim Barbosa, há poucos dias, em entrevista, o senhor ficou irritado porque a imprensa publicou a minha opinião sobre o julgamento da ação penal 470 e afirmou que não conversa com réu, pois a este só caberia o ostracismo.

Gostaria de iniciar este diálogo lembrando-lhe de recente afirmação do ex-ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal: “O Judiciário tende a converter-se em um produtor de insegurança” e que “o que hoje se passa nos tribunais superiores é de arrepiar”. Ele tem razão. E o julgamento da ação penal 470, da qual V. Exa. é relator, evidencia as limitações da Justiça brasileira.

Nos minutos finais do expediente do último dia 6 de janeiro, o senhor decretou a minha prisão e o cumprimento parcial da sentença, fatiando o transitado e julgado de meu caso. Imediatamente convocou a imprensa e anunciou o feito. Desconsiderando normas processuais, não oficializou a Câmara dos Deputados, não providenciou a carta de sentença para a Vara de Execuções Penais, não assinou o mandato de prisão e saiu de férias. Naquele dia e nos subsequentes, a imprensa repercutiu o caso, expondo-me a execração.

Como formalmente vivemos em um Estado democrático de Direito, que garante o diálogo entre o juiz e o réu, posso questionar-lhe. O meu caso era urgente? Por que então não providenciou os trâmites jurídicos exigidos e não assinou o mandato de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão de afogadilho e anunciou para a imprensa?

Caro ministro, o senhor pode muito, mas não tudo. Pode cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar, pois nem a ditadura militar me calou. O senhor me condenou sem me dirigir uma pergunta. Desconsiderou meu passado honrado, sem nenhum processo em mais de 30 anos como parlamentar.

Moro na periferia de Osasco há 50 anos. Trabalho desde a infância e tenho minhas mãos limpas. Assumi meu compromisso com os pobres a partir da dura realidade da vida. Não fiz da fortuna minha razão de existir, e as humilhações não me abatem, pois tatuei na alma o lema de dom Pedro Casaldáliga: “Minhas causas valem mais do que minha vida”.

O senhor me condenou por peculato e não definiu onde, como e quanto desviei. Anexei ao processo a execução total do contrato de publicidade da Câmara, provando a lisura dos gastos. O senhor deve essa explicação e não conseguirá provar nada, porque jamais pratiquei desvios de recursos públicos. Condenou-me por lavagem de dinheiro sem fundamentação fática e jurídica. Condenou-me por corrupção passiva com base em um ato administrativo que assinei (como meu antecessor) por dever de ofício.

Por que me condenou contra as provas documentais e testemunhais que atestam a minha inocência? Esclareça por que não aceitou os relatórios oficiais do Tribunal de Contas da União, da auditoria interna da Câmara dos Deputados e da perícia da Polícia Federal. Todos confirmaram que a licitação e a execução do contrato ocorreram em consonância com a legislação.

Desafio-lhe a provar que alguma votação tenha ocorrido na base da compra de votos. As reformas tributária e previdenciária foram aprovadas após amplo debate e acordo, envolvendo a oposição, que por isso em boa parte votou a favor.

Um Judiciário autoritário e prepotente afronta o regime democrático. Um ministro do STF deve guardar recato, não disputar a opinião pública e fazer política. Deve ter postura isenta.

Despeço-me, senhor ministro, deixando um abraço de paz, pois não nutro rancor, apesar de estar convicto –e a história haverá de provar– que o julgamento da ação penal 470 desprezou leis, fatos e provas. Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja injustamente preso.

JOÃO PAULO CUNHA, 55, é deputado federal (PT-SP). Foi presidente da Câmara dos Deputados (2003-04)