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segunda-feira, novembro 2, 2026
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Confusão no ‘Tenharins e Uru-Eu-Wau-Waus’

Osmar Silva

No último artigo, “Os Tenharins e os Uru-Eu-Wau-Waus” cometi um erro terrível. Uma confusão da minha memória de sete décadas trocou Chico Prestes por João Teles. Embora esse último também seja um personagem histórico de outras escaramuças pela posse das terras de Rondônia nos anos setenta, não tem nada a ver com a vingança perpetrada contra os Uru-Eu-Wau-Waus desde o sumiço do menino Fábio, raptado contam, das margens do Rio Jamari.

Francisco Prestes, ou simplesmente o seringueiro Chico Prestes, pai de Fábio, é o verdadeiro nome do personagem que protagonizou esse triste epsódio que culminou na morte de muitos índios e ‘brancos’ durante a conquista das terras que hoje abrigam Cacaulândia e Colina Verde. Chico mudou-se de Ariquemes não sei pra onde. Guarda consigo os detalhes desse embate que não lhe devolveu o filho. E nem a certeza de que vive.

Quem me corrigiu foi o leitor Confúcio Moura, médico atuante nos tempos desses fatos, e que certamente atendeu e cuidou de algumas vítimas desse histórico  episódio. Fez a correção com uma frase curta, de observador perspicaz, bem ao seu estilo: foi o Chico Prestes e não o João Teles, Osmar.

Feito o reparo histórico, lhes conto que João Teles junto com Zé Preto, Parafuso, Joaquim Davi e o Pamonha, foi destemido pioneiro que se assentou nas terras da Cunha do Marechal, um pedaço belicoso da geografia de Rondônia encravada entre a fronteira dos projetos de colonização Burareiro e Marechal Dutra e a atual linha divisória entre Ariquemes e Jaru.

A aquela época, Jaru era distrito de Ariquemes e o que existia era um pedaço de terra fora dos projetos de assentamento do Incra. Ali já estava encravada a Fazenda Nova Vida com a sua ambiciosa expansão levada a curso a ferro e a fogo por seus proprietários. E os personagens, acima citados, eram pequenos colonos que haviam comprado suas terras de uma certa Colonizadora Calama cuja legitimidade a Nova Vida não reconhecia e, por conta disso, tomava dos colonos o que reclamava como seu.

Mas encontrou resistência. E muito sangue correu. Uns foram embora somente com as traias do corpo. Outros morreram tendo o Igarapé Valha-me Deus como testemunha. E alguns resistiram aos assaltos armados dos jagunços, derrubaram muitos deles e permaneceram até à chegada do Incra, pelas mãos de Reynaldo Galvão Modesto, que pacificou o ambiente reconhecendo o direito dos pequenos. João Teles é um desses sobreviventes.

Numa curva da BR-364 o João Teles se estabeleceu com o seu famoso restaurante Paca Assada. Fica entre as sombras de mangueiras por ele plantadas, cujo nome registra os tempos em que a carne bovina era rara e a caça era farta. E ainda não gerava a prisão sem fiança de hoje em dia. Muitos viajantes mataram a fome ali. João mudou de endereço, não sei por onde anda. Mas está entre nós. O restaurante também, servindo a boa comida da roça.

 

OsmarSilva – é jornalistas – [email protected]

 

Empresa de Minas melhora rebanho com alimentação especial

marcioPara que o produtor rural tenha sucesso no seu negócio é necessário que o seu rebanho esteja sempre em condições ótimas de saúde. É preciso garantir condições boas nos aspectos de: nutrição, manejo dos animais e do ambiente, medidas preventivas e treinamento de mão-de-obra. Para isso os animais precisam ter à sua disposição, durante todo o ano, água e comida de boa qualidade e em quantidade, suplemento mineral e vitamínico de boa qualidade e administrados corretamente. Fundada em 2006, a empresa Bio Lago possui sua sede em Lagoa Formosa (MG), região do Triângulo Mineiro. A Bio Lago destaca-se pela qualidade de seus produtos e preocupa-se em atender as necessidades do homem do campo distribuindo o que à de melhor em suplementação, para o rebanho nacional.

Portanto, os clientes da Bio Lago têm sempre a sua disposição produtos de qualidade. É uma empresa que tem como foco a distribuição de produtos destinados à alimentação animal aditivados com PROBIÓTICOS e PREBIÓTICOS. A dedicação a excelência é tanta que a Bio Lago está no Grupo 1 das empresas desse segmento. Através da Biotecnologia, os produtos potencializam todos os setores relacionados aos animais de produção, equídeos e animais de estimação. Por enquanto a empresa atende diretamente a apenas produtores de Minas Gerais, Goiás e Paraná, mas, há disposição para vendas para o Estado de Rondônia através do representante Daniel Maia (034) 9637-0218 e (034) 9186-6522. O site da empresa é www.biolagospa.com.

EDITORIAL: ROLEZINHOS, UMA BOA OPORTUNIDADE PARA EDUCAR

Tenho defendido os rolezinhos nas redes sociais e, por isso, sendo criticado por alguns amigos e simpatizantes. Aqueles meninos, jovens contestadores, são, na verdade, frutos da sociedade consumista. Muitos deles consomem, outros querem consumir e não podem. Mas, o mais interessante desta nova moda, o rolezinho, é que a sociedade e nem o governo federal ‘sacaram’ qual é a deles. Eu identifico como uma grande oportunidade para o governo federal ou às instituições ligadas à educação e formação de jovens, no sentido de cadastrar estes ‘manifestantes’ e por em práticas muitos projetos sociais já existentes ou criar uns específicos. Eles andam em ‘bando’ de cem, duzentos, mil, dois mil, dez mil! Maior oportunidade do que esta para distribuir panfletos convidando-os a conquistar profissões e assim poderem consumir o que querem? O governo federal tem o Pronatec que capacita jovens para o mercado de trabalho. Que tal estender os cursos para estes jovens que estão nas ruas gritando: “Ei, eu estou aqui”?

Roberto Kuppê

ENTREVISTA COM O PROFESSOR FRANCIMAR

Continuando com nossas entrevistas, hoje trazemos o guajaramirense Francimar Chaves Levino, professor da rede pública estadual, lotado no Colégio Tiradentes e na escola municipal de Porto Velho “João Afro-Vila Princesa”. Ele é católico e filiado ao Partido dos Trabalhadores. E tem bom gosto: torce pelo Corinthians! Também tem bom gosto musical. Seu cantor preferido é Renato Russo e a música “Andrea Doria”.  Francimar, como todo bom professor, é sonhador. Ele sonha que um dia a educação vai abrir as portas para todos, para que todos possam crescer como verdadeiros cidadãos. Professor sonhador, que acredita que a educação é a porta que deve se abrir a porta para todos, para que todos possam crescer como cidadãos conscientes, críticos, humanos e responsáveis. É dele esta frase: “Um passo gigantesco damos quando reconhecemos, nas pequenas coisas, os mais sublimes encantos que suas magnitudes existenciais podem nos oferecer”.Francimar Chaves Levino2222

 

+RO:-Como você vê o governo Dilma e o que achou do governo Lula no ponto de vista político e social?

 

Francimar: – O governo Dilma é inequivocamente não intransigente às questões-chaves:

sociedade emergente; educação; segurança; transporte e infraestrutura e se

posiciona mais aberto que muitos outros governos atuais. Já o governo do

presidente lula foi mais contundente, porque forçou uma elite corruptora a

estipular critérios de maneira franca, aberta para licitações e formações

de lobbies e apoio maciço e irrestrito à educação científica, quando abre

novas universidades e fomenta o crescimento humano-científico. São essas

linhas de governo que puderam trazer o plano social acima da falida

orgânica neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, ou seja, começou a acabar

de vez a presença de fatores de pobreza e, ao mesmo tempo, pode apontar o

ganho social e intelectual daquele que era considerado pobre.

 

+RO:- Como você vê o governo Confúcio Moura? Nota de zero a 10.

 

Francimar:- Nota 6,5 (seis e meio).

 

+RO:- Como você vê a administração Mauro Nazif? Nota de zero a 10.

 

Francimar:- Nota 5 (cinco).

 

+RO:- Como Você a atuação da Assembleia Legislativa? Nota de zero a 10.

 

Francimar:- Nota 6 (seis).

 

+RO:- Como você vê a atuação da Câmara dos Vereadores? Nota de zero a 10.

 

Francimar: – Nota 5 (cinco).

 

+RO:- Copa do Mundo! O Brasil deve ser campeão? Por quê?

 

Francimar:- Sim. Porque tem a torcida a seu favor e é um momento histórico afinado com

o que o povo – o bom brasileiro quer – ser um herói-campeão!

 

+RO:- Futebol regional. Por que o nosso futebol não vai para frente? Falta o quê?

 

Francimar: – Falta diretrizes (falta de visão) e de simples gerência. Já temos duas

usinas e um parque industrial. Temos jogadores bons. Falta um pouco de

vergonha na cara, também.

 

+RO:- Em sua opinião, quais deputados federais mais se destacaram? Por quê?

 

Francimar: – Anselmo de Jesus e Padre Ton (os dois trabalham com os pés no chão) e com

políticas que se aproximam com as necessidades do povo mais carente.

 

+RO:- Em sua opinião, qual dos senadores mais se destacou? Por quê?

 

Francimar: – Valdir Raupp; pelo empenho positivo em querer o melhor para o estado.

 

+RO:- Diga o nome de um candidato ao governo de sua preferência. Por quê?

 

Francimar: – Padre Ton. Porque parece ser um nome que traz a possibilidade de melhorias

nas questões sociais.

 

+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem liderança política nata ou ainda vai se

consolidar politicamente como Amazonas, Acre, Pará, etc?

 

Francimar: – Rondônia parece um samba de crioulo doido. Não creio que teremos um futuro

seguro em nossas ‘vielas’ políticas. É uma eterna briga entre cutubas e

pele-curtas. Arrisco dizer que os cutubas estão concentrados de Vilhena

até Ariquemes; e os peles curtas no restante do estado.

 

+RO:- O que você acha da criminalidade que assola o País, em especial Rondônia?

 

Francimar: – Falta identidade social desde o nascimento. O sujeito tem em seu

registro de nascimento pai desconhecido; a presença de falsos juízos de

valores na música, nas mídias televisivas, em pessoas de espírito

negativo.  Atrelado a tudo isso, uma economia desigual, de valores

econômicos desiguais e a uma via de manipulação da saúde, educação e

segurança por parte de políticos corruptos.

 

+RO:- Como você vê o projeto de se aplicar 75% do royalty do petróleo em educação?

 

Francimar: – Necessário. O salário de todo professor brasileiro deveria ser a soma das

rendas municipais (%), estaduais (%) e federais (%), na totalidade da Nação

(em igual sintonia ao policial rodoviário federal), quando, pelas

‘realidades’ econômicas de cada estado, o teto seria de R$ 7.500,00, e, a

partir daí, um exame a cada dois anos acompanharia o ‘enquadramento’ deste

servidor da educação. Em concomitância a isso, todos os servidores da

educação seriam também ‘enquadrados’ nesta situação.

 

+RO:- Lei das cotas raciais para ingresso em concurso público e universidades.

É contra ou a favor?

 

Francimar: – A favor.

 

+RO:- Bolsa Família. É um bom programa social? Por quê?

 

Francimar: – Sim porque o pobre tem possibilidade de sair desse quadro de insegurança social.

 

+RO:- Em sua opinião, Rondônia tem cultura? Os eventos culturais estão a

contento?

 

Francimar: – O povo que forma Rondônia é um povo peculiar. Ainda não tem uma ‘identidade

cultural pronta’, mas está em formação. Um dos caminhos é o teatro e as

festas de bois-bumbás.

 

+RO:- Como você vê a chegada (finalmente) do Teatro Estadual que inaugura em

abril?

 

Francimar: – Uma oportunidade de o povo se encontrar em sua nova fronteira cultural.

 

+RO:- Que personalidade de mundo cultural (já falecido) deveria dar nome ao

teatro estadual?

 

Francimar: – Teatro Manelão. (Manelão, carnavalesco, fundador da Banda do Vai Quem Quer).

 

+RO: – Como você vê nome de escolas públicas homenageando familiares de

políticos corruptos?

 

Francimar: – Deveriam ser sumariamente retiradas. Corrupto é bandido.

 

+RO:- O Programa Mais Médico, do governo federal, foi uma boa iniciativa do

Governo Federal?

 

Francimar: – Acredito que foi a única forma mais acertada de os pacientes

geograficamente desamparados de assistência médica terem a oportunidade

real de ter acesso à saúde (no modo mais amplo).

 

+RO:- Como você vê atuação liberal do Papa Francisco? É uma nova era da

religião católica?

 

Francimar: – Acredito que seja uma responsabilidade: o Papa nos traz ao chão os temas

mais emergentes e retira a dúvida de seu posicionamento como pastor, ou seja,  falar

o necessário e mais fiel aos ensinamentos de Deus.

 

+RO:- Você é contra ou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por

quê?

 

Francimar: – Considero importante o termo ajustar. A sociedade moderna precisa de

‘ajustes’ constantes. Se as relações héteras precisam de ajustes, por que

não as não-héteras?

Brasileiro Moniz Bandeira indicado ao Prêmio Nobel de Literatura

A indicação atendeu a um convite direto do Comitê do Prêmio Nobel à entidade sediada em São Paulo e que congrega 1.500 escritores de todo o país (em sua história, desde a fundação, em 1958, por figuras como Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Marcos Rey e Lygia Fagundes Telles, entre outros, a UBE já contou com mais de 4.300 associados). Segundo o regulamento do Prêmio Nobel, podem fazer indicações “presidentes de sociedades de autores que sejam representativas da produção literária em seus respectivos países”.

Outra entidade brasileira, a Academia de Letras de Minas Gerais, também apoiou a indicação do nome de Moniz Bandeira e oficializou indicação.

Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é cônsul honorário do Brasil na cidade alemã de Heidelberg. Autor de mais de 20 obras, notadamente ensaios políticos, também é poeta consagrado, com três livros saudados pela crítica: Verticais, de 1956, Retrato e Tempo, de 1960, e Poética (2009).

Vários de seus livros são adotados pelo Itamaraty, no curso de formação de diplomatas. Entre eles Formação do Império Americano – da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque, livro com o qual foi reconhecido, em 2005, como Intelectual do Ano, merecendo o troféu Juca Pato, da mesma UBE. Mais de oito anos atrás, Moniz Bandeira já denunciava nesse trabalho a espionagem praticada pelas agências de segurança norte-americanas em diversos países. Este livro foi traduzido para o mandarim e publicado na China, e também traduzido para o espanhol e publicado na Argentina e em Cuba.

Seu livro mais recente, publicado em 2013, é A Segunda Guerra Fria que trata da geopolítica e da dimensão estratégica dos Estados Unidos nas rebeliões da Eurásia e nos movimentos da África do Norte e Oriente Médio.

Escreve Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-executivo do Ministério das Relações Exteriores e ex-Alto Comissário do Mercosul, no prefácio dessa obra: “Importante contribuição da obra de Moniz Bandeira é a revelação documentada de que as revoltas da Primavera Árabe não foram nem espontâneas e ainda menos democráticas, mas que nelas tiveram papel fundamental os Estados Unidos, nas promoção da agitação e da subversão, por meio de envio de armas e de pessoal, direta ou indiretamente, através do Qatar e da Arábia Saudita.”

O livro A Segunda Guerra Fria foi escrito entre março e novembro de 2012, praticamente acompanhando no tempo os acontecimentos recentes mais significativos. Outros ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura foram escolhidos por obras que versavam sobre a história de seu tempo, entre eles Theodor Mommsen, Sigrid Undset, Pearl S. Buck e Winston Churchill.

Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, caso seja selecionado pelo Comitê do Prêmio Nobel, em outubro de 2014, será o primeiro brasileiro laureado com o mais importante prêmio mundial da Literatura.

 

 

Serviço:

Brasileiro indicado para o Prêmio Nobel de Literatura

Email para entrevistas: [email protected]

Telefone para entrevistas:  00xx49 6227-880533

Especialistas defendem desenvolvimento de universidades de classe mundial

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Ao mesmo tempo em que a excelência de ensino deve ser a meta de todas as universidades brasileiras, algumas poucas instituições do país teriam hoje condições de dar um salto de qualidade e tornarem-se de classe mundial em pesquisa científica. Para que isso ocorra, as universidades vocacionadas precisam receber investimentos diferenciados para desenvolver planos institucionais ousados, afirmaram especialistas durante a abertura do simpósio Excellence in Higher Education.

O eventofoto_dentro18521_1 é uma iniciativa da FAPESP em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e tem como objetivo debater os determinantes da excelência no ensino superior no Brasil e formular recomendações que poderão embasar políticas públicas.

A diferenciação no sistema de ensino, reconhecendo as instituições com vocação para desenvolver pesquisa de nível internacional, tem sido apontada pela ABC há pelo menos uma década, quando foi publicado o documento “Subsídios para a Reforma do Ensino Superior”, lembrou Hernan Chaimovich, vice-presidente da ABC e assessor especial da Diretoria Científica da FAPESP.

“Diferenciar não quer dizer que uma parte do sistema é melhor ou pior que outra. Mas um sistema em que todas as partes são iguais em geral não funciona. Um sistema se caracteriza pela excelência de todas as suas partes, embora cada uma tenha função distinta da outra”, avaliou Chaimovich.

Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o peso da ciência que cada universidade produz é um fator relevante e, portanto, o investimento não pode ser o mesmo para todas as instituições.

“A ciência, para ser de ponta, precisa de um investimento superior ao que está sendo feito no país. A sociedade precisa decidir em quais áreas devem ser feitos investimentos pesados e quais instituições têm perfil para trilhar esse caminho da internacionalização. Cada uma deve ter um perfil e uma área de excelência. Somente assim o Brasil vai se tornar capaz de pautar a ciência internacional e não apenas ser pautado”, opinou.

Cursos de nível internacional

Na avaliação do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, um dos possíveis critérios de seleção das instituições vocacionadas a atingir o status de classe mundial é o percentual de cursos de pós-graduação com conceitos 6 ou 7 – considerados de excelência em nível internacional – na Avaliação Trienal dos Programas de Pós-Graduação.

“Temos a USP [Universidade de São Paulo] na frente, com 89 cursos [com conceitos 6 e 7], seguida pelo grupo formado pela UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais], Unicamp [Universidade Estadual de Campinas] e UFRGS [Universidade Federal do Rio Grande do Sul], que tem em torno de 30. Todas essas têm uma proporção de 40% dos cursos com conceito 6 e 7. Depois despenca. Se considerarmos apenas o conceito 7, a situação é ainda mais dramática”, afirmou.

Ao comentar os desafios que terão de ser enfrentados pelas instituições no caminho para desenvolver pesquisa de classe mundial, Guimarães destacou a necessidade de maior autonomia e sistemas eficientes de governança, internacionalização das operações de ensino e pesquisa (o que inclui aumentar o número de colaborações internacionais efetivas, maior mobilidade de alunos e pesquisadores, aumentar o número de cursos regulares oferecidos em outras línguas, atrair estudantes e pesquisadores estrangeiros e aumentar o número de publicações com parceiros internacionais), redução no número de horas que o estudante passa em sala de aula, investimentos em residências estudantis dentro do campus.

“Os alunos do Ciência Sem Fronteiras estão nos mostrando a necessidade de não passar mais do que 14 horas em sala de aula por semana, desenvolver muitos trabalhos experimentais, ter tempo para estudar sozinho e convivência com colegas do mundo inteiro nas moradias do campus”, afirmou o presidente da Capes.

Ao falar sobre os desafios para alcançar a excelência em pesquisa, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, comentou que, embora a produção científica brasileira tenha crescido significativamente nos últimos anos, o impacto dos artigos publicados continua abaixo da média mundial – atrás de países como Argentina, Espanha, China e Coreia do Sul.

“O que estamos fazendo de errado? Em algum momento o sistema parece ter entrado em um desvio buscando multiplicar a quantidade e não a qualidade”, avaliou Brito Cruz.

Segundo Brito Cruz, a exceção é a área de Física, na qual os artigos com participação de autores brasileiros apresentam impacto cerca de 60% maior que a média mundial. “A área de Física se beneficiou de colaborações internacionais em tópicos de interesse mundial, como o projeto do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), o Projeto Pierre Auger e outros da área de partículas elementares”, avaliou.

Para mudar a tendência de queda observada nas curvas de impacto da ciência brasileira, Brito Cruz aponta quatro estratégias. A primeira é proteger o tempo do pesquisador contra atividades burocráticas, como gerência dos projetos de pesquisa, o que as universidades deveriam garantir oferecendo escritórios de apoio análogos aos Grants Management Offices de universidades estrangeiras.

Brito Cruz também ressalta a necessidade de desenvolver mais cooperações internacionais, aumentar a visibilidade e o impacto das revistas científicas brasileiras e estimular a qualidade e o mérito nos processos de seleção de financiamentos e de promoção de professores. “Isso significa, por exemplo, valorizar mais as citações que o artigo recebeu do que o fator de impacto da revista em que ele foi publicado na hora de analisar a produção científica de um pesquisador”, afirmou.

Renato Pedrosa, do Centro de Estudos Avançados (CEAv) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defendeu a necessidade de autonomia para que as instituições definam internamente a forma de contratação e promoção de docentes, bem como a estruturação da carreira acadêmica.

Para Pedrosa, as instituições não devem ficar presas ao modelo de estatuto do funcionalismo público e deveriam poder desvencilhar, quando necessário, as atividades de ensino e de pesquisa, criando diferentes modelos de carreira acadêmica de acordo com a vocação de cada instituição.

“É possível ter um sistema grande no qual as universidades tenham missões diferentes e ainda continuem a ser universidades. Nós temos um modelo único e a avaliação do MEC [Ministério da Educação] é que todo mundo tem de virar algum dia a USP ou a UFMG ou a UFRJ. Mas não é possível fazer isso com todas as universidades brasileiras. Em nenhum lugar do mundo isso acontece”, afirmou Pedrosa.

Convênio entre FAPESP e Capes

Durante a cerimônia de abertura do simpósio, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, anunciou a assinatura do convênio firmado entre a fundação paulista e a Capes visando à execução de um programa de concessão de bolsas de mestrado e doutorado em programas de pós-graduação stricto sensu e bolsas de pós-doutorado em instituições públicas e privadas sem fins lucrativos de ensino superior do Estado de São Paulo.

“O convênio representa uma convergência de recursos e de visão sobre a formação de pessoas altamente qualificadas para gerar conhecimento, sem o qual não há excelência no ensino superior. Estou convencido de que o conhecimento é uma variável crítica para a sociedade brasileira enfrentar seus desafios e de que a excelência em matéria de ensino superior é um componente essencial nesse processo”, disse Lafer.

Ainda durante a abertura, o vice-presidente da FAPESP, Eduardo Moacyr Krieger, destacou a preocupação da instituição com a excelência das universidades brasileiras. “Cerca de 80% da pesquisa feita no Estado de São Paulo e no Brasil ocorre no setor universitário. Portanto, temos a preocupação de que haja ambiente para isso. Espero que o resultado deste simpósio se some a outras vozes que clamam por mudança na estrutura das universidades brasileiras”, disse.

TRT RO/AC divulga cronograma de implantação e treinamentos do PJe-JT nas últimas 10 Varas do Trabalho

O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região divulgou nesta segunda-feira (27) o cronograma de implantação e treinamentos do Processo Judicial Eletrônico (PJe-JT) nas últimas 10 Varas do Trabalho de Rondônia e Acre.

Conforme anunciado pelo presidente do TRT14, desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, durante a Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário Trabalhista 2014, no último dia 21, o PJe-JT estará funcionando 100% da jurisdição até a primeira semana do mês de abril deste ano.

As datas de implantação serão retomadas em março e contemplam primeiro as unidades remanescentes do Acre, sendo: Cruzeiro do Sul (17/03); Feijó (18/03); Sena Madureira (19/03); Plácido de Castro (20/03); e Epitaciolândia (21/03).

Em seguida, o PJe-JT chegará nas Varas do Trabalho de Colorado do Oeste (31/03), Pimenta Bueno (01/04), Machadinho d’Oeste (02/04), Buritis (03/04) e encerrando em Guajará-Mirim (07/04) com 100% de implantação em Rondônia e Acre.

A instalação do Processo Judicial Eletrônico na 14ª Região teve início na Vara do Trabalho de Ouro Preto do Oeste (RO), em 4 de dezembro de 2012. O sistema foi criado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) em substituição ao processo de papel, onde além de gerar benefícios ao meio ambiente, garante maior economia financeira e celeridade processual.

Segundo o CSJT, a redução do tempo de tramitação de cada processo é de cerca de 60%, especialmente com a eliminação de atividades cartorárias ou administrativas, como distribuição, autuação, protocolos e juntadas, numeração de folhas, certificação, expedição de intimações, controles de prazos, dentre outras.

Cronograma de Treinamentos

Os treinamentos para uso do Processo Eletrônico por magistrados, servidores e advogados precederão a cada fase de implantação. Além disso, o cronograma prevê os períodos que contemplam a infraestrutura, operação assistida e Varas de suporte.

ACRE:

Cruzeiro do Sul

Infraestrutura – 6 a 10/02

Treinamentos:

Servidores – 24 a 28/02

Juízes – não necessário

Advogados – 24/02

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 2ª VT de Rio Branco

Feijó

Infraestrutura – 11 a 15/02

Treinamentos:

Servidores – 24 a 28/02

Juízes – não necessário

Advogados – 25/02

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 1ª VT de Rio Branco

Sena Madureira

Infraestrutura – 16 a 19/02

Treinamentos:

Servidores – 24 a 28/02

Juízes – 27 e 28/02 em Rio Branco

Advogados – 26/02

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 4ª VT de Rio Branco

Plácido de Castro

Infraestrutura – 20 a 24/02

Treinamentos:

Servidores – 24 a 28/02

Juízes – 27 a 28/02 em Rio Branco

Advogados – não necessário

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 1ª e 2ª VT’s de Rio Branco

Epitaciolância

Infraestrutura – 25 a 28/02

Treinamentos:

Servidores – 10 a 14/03

Juízes – 27 e 28/02 em Rio Branco

Advogados – 10/03, às 16h

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – VT de Jaru e 3ª VT de Porto Velho

RONDÔNIA:

Colorado do Oeste

Infraestrutura – 3 a 7/02

Treinamentos:

Servidores – 10 a 14/03

Juízes – 12 e 13/03 em Pimenta Bueno

Advogados – 14/03

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – VT de Vilhena

Pimenta Bueno

Infraestrutura – 8 a 12/02

Treinamentos:

Servidores – 10 a 14/03

Juízes – 12 e 13/03

Advogados – 12/03

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – VT’s de Ouro Preto do Oeste e São Miguel do Guaporé

Machadinho d’Oeste

Infraestrutura – 17 a 21/02

Treinamentos:

Servidores – 10 a 14/03

Juízes – 12 e 13/03 em Pimenta Bueno

Advogados – 10/03

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 1ª VT de Ariquemes e 7ª VT de Porto Velho

Buritis

Infraestrutura – 22 a 26/02

Treinamentos:

Servidores – 10 a 14/03

Juízes – 12 e 13/03 em Pimenta Bueno

Advogados – 11/03

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – 2ª VT de Ariquemes e 8ª VT de Porto Velho

Guajará-Mirim

Infraestrutura – 10 a 14/03

Treinamentos:

Servidores – 17 a 21/03

Juízes – 18 e 19/03 em Pimenta Bueno

Advogados – 18/03

Operação assistida – 22 a 25/04

Varas de suporte – Ariquemes e 1ª VT de Porto Velho

Ascom/TRT14 (Luiz Alexandre) com informações da STIC.ttrt

Setor imobiliário não corre risco de aumento de inadimplência

O Secovi – Sindicato da Habitação – não acredita no aumento da inadimplência no setor imobiliário, depois que o governo elevou o valor máximo de compra de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

“Não há temor quanto ao risco de inadimplência, porque este índice está muito baixo, de acordo com dados do Banco Central. Outro aspecto que deve ser destacado é que 42% das vendas de imóveis novos na Capital têm sido de unidade acima de R$ 500 mil. Logo, o aumento do limite vai beneficiar as famílias que estavam deixando de financiar o imóvel com taxas de juros melhores em razão do desenquadramento do valor de mercado do imóvel com o teto anterior do SFH de R$ 500 mil”, analisa o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes.

No primeiro semestre, a inadimplência no setor imobiliário foi de 1,9%, alcançando patamar ainda menor (1,3%) nos contratos com cláusula de alienação fiduciária. “A prevalência dos financiamentos imobiliários é de unidades para primeira moradia e o LTV (percentual do valor do imóvel que é financiado) é de 65%, sendo que o máximo é de 80%. Além disso, os bancos são conservadores na concessão do crédito para manter a saúde de todo o sistema”, finalizou.

Segundo dados do Banco Central, em agosto, o saldo do crédito para a compra da casa própria ultrapassou, pela primeira vez, o crédito pessoal. Foram R$ 314,896 bilhões em financiamentos imobiliários contra R$ 311,515 bilhões em crédito pessoal, incluindo operações consignadas em folha de pagamento.

Setor Imobiliário Brasileiro esta se equiparando a mercado mais maduros

Especialista acredita que o Brasil recuperou a defasagem e há oportunidades atrativas para profissionais qualificados no mercado. O mercado imobiliário brasileiro após anos de estagnação passou por uma curta fase de ajustes e euforia para então chegar ao momento atual, caracterizado por compradores, crédito disponível e imóveis à venda. Mas sair correndo para comprar imóveis porque os preços irão subir ou as unidades se esgotarem já não é mais uma realidade.

“Não acredito em baixa de preços, mas já recuperamos a defasagem e já estamos equiparados a outros mercados mais maduros”, afirma Daniel Rosenthal, CEO da Taurus Marketing- empresa especializada em marketing imobiliário. Os profissionais que “são” e não apenas “estão” corretores de imóveis podem se tranquilizar, diz o especialista, em seu blog. “O Programa Minha Casa Minha Vida que atua na base da pirâmide socioeconômica, impulsiona as demais camadas e faz com que o mercado se movimente como um todo. Costumo dizer também que todo mundo está sempre pensando em comprar um imóvel, seja a primeira moradia, outra maior, uma segunda residência, um ponto comercial ou simplesmente para fazer um investimento”. Sociedade ainda precisa de conscientização Porém, nem tudo são flores no setor imobiliário. Pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores, afirma uma pessoa que decide fazer a transação sozinha demorou oito meses e 10 dias, em média, enquanto que aquele que opta por uma imobiliária demora oito meses e 24 dias, em média, ou seja, a diferença de tempo foi de 14 dias. Apesar de ainda haver pessoas que preferem negociar e comprar por conta própria, Rosenthal se diz otimista com o mercado. “Fico satisfeito ao saber quantas oportunidades existem para os bons profissionais e empresas alinhadas com a permanente qualificação e preocupação em atender bem seus clientes”, afirma.   Fonte: REDIMOB

EDITORIAL: ENTREVISTAS SERÃO DIÁRIAS

rkitaAinda em fase de reestruturação, o portal +RO aumentou o número de categorias de notícias e está mais abrangente como deve ser um veículo de comunicação. Estamos cadastrando emails de empresas públicas e privadas, autarquias, faculdades, bares, restaurantes, shoppings, pet shops, sindicatos, associações, ongs, oscips, promotores de eventos, produtoras, políticos e empresários para mantermos parceria na divulgações de informações de interesse da população. As entrevistas com personalidades de diversos segmentos da sociedade serão diárias. Como informamos no Editorial anterior, não vamos publicar notícias policiais, com raríssimas exceções. Estamos em conversação para a realização de uma entrevista exclusiva e bombástica com o empresário Mário Calixto Filho, que se encontra refugiado na Bolívia. Ele está disposto a contar tudo que sabe sobre a política rondoniense, bem como as relações promíscuas de setores do Judiciário. Estamos  aguardando apenas o sinal verde.