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segunda-feira, novembro 2, 2026
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“Evitar colapso”: Marcos Rogério inicia transição e mira problemas urgentes de Rondônia

O governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério, realizou nesta segunda-feira (19/10), em Porto Velho, a primeira reunião com sua equipe de transição. Na abertura, apresentou o corpo técnico, composto por 22 integrantes, e destacou que o trabalho terá como prioridade conhecer a situação do Estado, identificar demandas urgentes e garantir a continuidade dos serviços públicos na mudança de governo.

A coordenação dos trabalhos está a cargo do deputado federal Lúcio Mosquini, indicado por Marcos Rogério pela experiência em gestão pública, formação técnica e capacidade de articulação.

Marcos Rogério afirmou que a transição deve fornecer um diagnóstico que permita tomar decisões com base em fatos e evidências. Entre os pontos de atenção, destacou saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e assistência social.

“Transição é você garantir que medidas sejam adotadas para evitar colapso, evitar descontinuidade, evitar situações que podem ocorrer em razão da inação”, afirmou o governador eleito.

Na saúde, a orientação é identificar as condições necessárias para manter o atendimento à população. Na educação, o trabalho deverá observar a preparação do calendário escolar, a merenda e a estrutura das escolas. Também receberão atenção o funcionamento das forças de segurança, a continuidade dos programas sociais e as condições de acesso às comunidades durante o período de chuvas.

À frente da coordenação, Lúcio Mosquini orientou os integrantes a produzir relatórios objetivos, com informações que ajudem a identificar problemas e apontar providências. O levantamento deverá contemplar a situação financeira e orçamentária, os contratos, o patrimônio público e as necessidades de cada área.

“Nosso trabalho é levantar as informações de cada área, identificar o que exige providências imediatas e consolidar um relatório que dê ao governador segurança para tomar decisões. A transição precisa preparar o início da gestão e garantir a continuidade dos serviços públicos”, destacou Lúcio Mosquini.

Marcos Rogério também agradeceu ao Tribunal de Contas do Estado pela disponibilização de oferecer apoio técnico à equipe, bem como ao governador Marcos Rocha pela disposição de colaborar com os trabalhos.

Assessoria

Eleitores terão locais de votação alterados em Porto Velho e mais duas cidades no domingo

Atenção, eleitor: quem vai votar no segundo turno neste domingo (25) precisa conferir se o local de votação continua o mesmo. O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) confirmou a transferência de 12 seções eleitorais em Guajará-Mirim, Porto Velho e Presidente Médici.

As mudanças foram motivadas por obras, problemas com o mobiliário e condições dos imóveis usados no primeiro turno. Quem vota nas seções afetadas deverá comparecer aos novos endereços para registrar o voto.

Confira onde votar em cada município

Guajará-Mirim

A seção 191, da 1ª Zona Eleitoral, saiu da Escola Indígena 5 de Julho e foi transferida para o Posto de Saúde da CASAI. Os dois locais ficam na Comunidade Indígena Ricardo Franco.

A mudança ocorreu porque a escola está passando por obras de reforma.

Porto Velho

Na capital, 10 seções eleitorais deixarão de funcionar na Creche Santa Marcelina e passarão para a Escola Santa Marcelina.

A transferência envolve as seções 381, 382, 383, 384, 385, 386, 387, 388, 389 e 542, da 2ª Zona Eleitoral. Segundo o TRE-RO, a mudança foi necessária por questões relacionadas ao mobiliário da creche.

Presidente Médici

A seção 323, da 3ª Zona Eleitoral, também terá novo endereço. Antes instalada na Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Linha 128 Sul (Amarjumac), na Vila Camargo, comunidade Segunda Linha, ela funcionará na Unidade Básica de Saúde Dayse Fernandes Felício.

A alteração foi motivada pelas condições do imóvel utilizado anteriormente.

Como consultar o local de votação

Para evitar imprevistos no domingo, os eleitores podem consultar o endereço atualizado por três canais:

  • Aplicativo e-Título;
  • Portal oficial do TRE-RO;
  • Central de Atendimento ao Eleitor: 0800 148 0148.

A Justiça Eleitoral também informou que colocará avisos nos locais que tiveram mudanças na véspera da votação, indicando os novos endereços.

As transferências foram definidas após avaliações dos juízes eleitorais responsáveis, considerando as condições de segurança e acessibilidade.

A recomendação é conferir o local antes de sair de casa para evitar deslocamentos desnecessários e garantir que o voto seja registrado no endereço correto.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

O debate na Globo

Faltando cinco dias para as eleições de 2026 e três para o debate da Rede Globo, ainda repercute o realizado pela Band TV no último domingo. É fato que Lula venceu o debate e que Flávio Bolsonaro não respondeu à nenhuma pergunta. Muito pelo contrário, Flávio proferiu fake news à torto e à direita, agiu como moleque, totalmente despreparado. No entanto, na avaliação da mídia corporativa ligada ao mercado (Faria Lima), Flávio foi melhor no debate minimizando o fato de que ele não respondeu a nenhuma pergunta e não aceitou o desafio de abrir os sigilos bancários e telefônicos propostos por Lula.

O debate na Globo 2

Ontem, após Lula autorizar oficialmente a abertura dos seus sigilos bancários e telefônicos, a bancada do Globo News deu de ombros. Merval Pereira disse que foi golpe do Lula e que a quebra dos sigilos não é significante. Além do mais, a bancada da Globo News chamou o debate da Band como o pior desde a redemocratização. Que foi baixo nível. Ué. Se foi baixo nível por que Flávio foi o melhor no debate? Ele foi o próprio baixo nível, ora bolas. Pelo andar da carruagem, que Lula se prepare para as pegadinhas no debate da Globo na próxima sexta-feira. Lula é de longe o mais preparado, mas a idade dele pesa contra a juventude de Flávio Bolsonaro. Os reflexos e a capacidade de respostas precisas não são mais os mesmos.

O debate na Globo 3

Lula vem enfrentando debates desde 1982 quando debateu com Jânio Quadros pela prefeitura de São Paulo. Já Flávio Bolsonaro desmaiou no primeiro debate que enfrentou. Olha a diferença. Debater com Jânio Quadros e hoje debater com um encosto por trás! Mas, como nos dias de hoje o que vale é lacrar, Lula precisa se preparar para ironizar o candidato das milícias e do crime organizado. O que está em jogo não é a virilidade do candidato. É o futuro de uma nação. São os futuros da educação, saúde, segurança, da ciência e da democracia que estarão ameaçados sob um (im) possível governo Flávio Bolsonaro. É disso que se trata. Já vimos um Bolsonaro na presidência. Uma tragédia! O fruto nunca cai longe do pé. Seria um governo desastroso e fatal para o Brasil.

O debate na Globo 4

A reação negativa do público à pancadaria verbal no debate da Band está fazendo as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro reverem as estratégias para o confronto de sexta-feira, na TV Globo. Pesquisas qualitativas confirmaram a avaliação de que o presidente parecia cansado, enquanto o senador passou uma imagem de agressividade exagerada. (Globo)

Sigilo bancário

Lula anunciou que entregará ainda hoje à Justiça Eleitoral uma autorização para a quebra de seu sigilo bancário e o de seus cinco filhos. A iniciativa amplia o desafio feito ao senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial da Band. Durante uma agenda de campanha no Rio Grande do Sul, Lula afirmou que espera uma medida semelhante do adversário, incluindo a divulgação de informações financeiras de suas empresas e negócios. (g1)

Lulinha

O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou nesta segunda-feira (19) que entregou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil, ele disse que o empresário colocou voluntariamente suas informações à disposição das autoridades e poderá voltar ao Brasil para prestar depoimento caso seja convocado pela Polícia Federal. Segundo o advogado, ele também comunicou ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que Lulinha está disponível para prestar esclarecimentos. Atualmente, o filho do presidente mora na Espanha com a família.
Onde estavam no primeiro turno?
É impressionante a multidão de lulistas que está indo às ruas em todo o Brasil pela reeleição de Lula. A perda no primeiro turno para Flávio Bolsonaro foi um choque de realidade. Caída a ficha, de repente, milhões de lulistas acordaram e foram para as ruas. A iminência de um governo miliciano e retrógrado levou Lula a acreditar mais nas redes sociais e a reação deu resultado. Lula já está numericamente empatado com o adversário. A vitória em 25 de outubro é quase uma realidade.

Perigo ambiental

Meu Deus! O candidato Flávio Bolsonaro foi ao Pará dizer que caso seja eleito, irá acabar com “entraves ambientais” que, segundo ele, existem, “principalmente por razões ideológicas”, para que o proprietário rural possa fazer “o que quiser na sua terra”. “Eu vou fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu. Sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada, você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu! Esses entraves que existem, ambientais, principalmente por razões ideológicas, isso vai acabar”, prometeu Flávio durante seu rápido discurso em cima de um trio elétrico. Totalmente na contramão mundial, no momento em que se discute os eleitos das mudanças climáticas. Se o fizer vai colocar o Brasil contra as exigências do mercado importador mundial, prejudicando o agronegócio brasileiro. Irresponsável!

Perigo ambiental 2

Isso inclui mineração em terras indígenas e nos rios que utiliza mercúrio altamente nocivo à saúde humana e animal. Poluindo os rios com mercúrio envenena os peixes que são consumidos pela população. Além de contaminar a água que vai para os reservatórios para consumo.
Lula, Flávio e o Bolsa Família

O Bolsa Família voltou para o centro da campanha presidencial. Do lado do presidente Lula, o governo antecipou o pagamento do benefício de outubro em todo o país, garantindo que todos os beneficiários recebam os recursos até amanhã, quatro dias antes da votação. Os depósitos começaram nesta segunda-feira, já com o reajuste de 15,04% anunciado em 17 de setembro, antes do primeiro turno. Pelo calendário original, os pagamentos seriam escalonados e terminariam apenas no dia 30. O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que a medida tem caráter exclusivamente técnico e preventivo, sem relação com a disputa eleitoral. Segundo a pasta, a decisão busca proteger famílias vulneráveis diante dos riscos de secas e chuvas intensas associados ao fenômeno El Niño. (Folha)

Lula, Flávio e o Bolsa Família 2

Aliás, os três documentos que sustentam o decreto que elevou os benefícios em 15,04% — o parecer técnico do Ministério do Planejamento e Orçamento, o parecer da Consultoria Jurídica da pasta e a exposição de motivos enviada ao presidente — foram assinados na véspera da publicação do decreto e a proposta tramitou sob sigilo e em papel. O governo usou um procedimento excepcional, previsto em decreto de 2024, que dispensa o sistema eletrônico mediante autorização da Casa Civil. (Globo)

Lula, Flávio e o Bolsa Família 3

Já no lado de Flávio Bolsonaro, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do senador adotará uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio. Durante esse período, eles continuariam recebendo o auxílio, com possibilidade de retorno automático ao programa caso percam a fonte de renda. Daniella disse que a proposta busca estimular a independência financeira das famílias sem eliminar a proteção social. Atualmente, o Bolsa Família já tem uma regra que permite a permanência temporária de beneficiários cuja renda aumente, de acordo com critérios específicos. (g1)

Lula, Flávio e o Bolsa Família 4

As declarações de Daniella Marques sobre possíveis mudanças no Bolsa Família não caíram bem na campanha de Flávio Bolsonaro. Aliados do senador criticaram, nos bastidores, a decisão da coordenadora econômica de abordar o assunto a menos de uma semana do segundo turno. O PT, aliás, pretende usar as falas de Daniella para atacar Flávio Bolsonaro na reta final da eleição. Aliados de Lula pretendem explorar o assunto nas redes sociais e nos discursos do presidente. Influenciadores ligados ao petista já começaram a divulgar conteúdos sobre a declaração. (Metrópoles)

Lula, Flávio e o Bolsa Família 5

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro excluiu de sua conta no X publicações em que criticava o Bolsa Família e chamava o benefício social de “bolsa-farelo”. Ele também utilizou o termo para criticar o programa Renda Melhor, criado pelo governo do Rio em 2011. A iniciativa pagava um benefício adicional de até R$ 300 para as famílias que já recebiam Bolsa Família. (Estadão)

A pesquisa e a urna

Pedro Doria. “Há uma diferença entre a pesquisa e a urna. A pesquisa ouve quem diz que vai votar. O segundo turno é decidido por quem vai de fato às urnas. E, em 2022, a abstenção quase não mudou de um turno para o outro: 20,9 por cento no primeiro, 20,6 no segundo. Se repetir, a maior parte de quem ficou em casa no dia 4 ficará em casa no dia 25. Por isso, essa eleição ainda está pra Flávio”. (Meio)

Meta

A campanha do presidente Lula decidiu apresentar uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, acusando a empresa de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro por meio de seus algoritmos. A iniciativa pede a cassação da chapa presidencial do senador. Os advogados de Lula sustentam que os sistemas de recomendação de conteúdo, as ferramentas de inteligência artificial e os mecanismos de aprovação de anúncios do Instagram, Facebook e WhatsApp teriam beneficiado Flávio em detrimento do presidente. Em contrapartida, a campanha de Flávio já entrou com sete ações envolvendo pedidos de cassação da chapa de Lula e de inelegibilidade.(Folha)

Ofensiva contra o crime organizado

O senador Flávio Bolsonaro voltou a prometer uma ofensiva contra o crime organizado e defendeu medidas para estimular o desenvolvimento econômico da região Norte durante um ato de campanha em Marabá, no Pará. Flávio afirmou que, se eleito, declarará “guerra aos narcoterroristas” a partir de janeiro de 2027. Entre as medidas estão penas de oito anos de prisão para furtos de celulares e a castração química de condenados por estupro. (CNN Brasil)

André Mendonça

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de uma investigação criminal por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitada pelo também ministro Alexandre de Moraes. Em parecer sigiloso encaminhado no sábado ao presidente da Corte, Edson Fachin, o procurador-geral Paulo Gonet concluiu que não há indícios suficientes para justificar a apuração. (Globo)

PEC da Segurança Pública

A votação da PEC da Segurança Pública no Senado ficará para depois do segundo turno da eleição. O adiamento, confirmado pela líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), representa um revés para o Palácio do Planalto, que pretendia apresentar a aprovação da proposta como uma das principais realizações da gestão Lula na reta final da campanha. O principal obstáculo é a divergência sobre a redução da maioridade penal dentro do próprio governo. (CNN Brasil)

Brasil e Estados Unidos

Os desafios e as perspectivas das relações entre Brasil e Estados Unidos após as eleições presidenciais de 2026 foram tema de um webinar promovido pela Fundação FHC com o cientista político Guilherme Casarões, professor da Florida International University, e o consultor norte-americano Nick Zimmerman, ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante o governo Obama. Assista aqui na íntegra. (Meio)

50 anos ou mais

O número de brasileiros com 50 anos ou mais que ingressaram no ensino superior quase quadruplicou entre 2015 e 2024, passando de 58,4 mil para 211,2 mil novos estudantes. O crescimento de 262%, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi impulsionado principalmente pela expansão dos cursos de educação a distância (EaD). A educação a distância na rede privada foi a principal responsável pela expansão. Em dez anos, o número de ingressantes com mais de 50 anos nessa modalidade aumentou 509,5%, de 27,8 mil para 169,7 mil. A participação do EaD privado no total de novos alunos dessa faixa etária passou de 47,8% para 80,4%. No ensino presencial, o crescimento foi bem mais modesto: de 29,1 mil para 35,4 mil ingressantes no mesmo período. (Folha)

Restrições às redes sociais

Hotéis de luxo, restaurantes e atrações turísticas em diferentes países estão adotando restrições à produção de fotos e vídeos para redes sociais. Na Riviera Francesa, o Hotel du Cap-Eden-Roc, em Antibes, passou a exigir autorização prévia para sessões de fotos. No Reino Unido, a loja rural The Hollies, em Cheshire, proibiu fotografias e filmagens entre 10h e 16h depois de se tornar popular nas redes sociais. As restrições chegaram ainda aos Estados Unidos e ao Japão. (Guardian)

Espada de bronze

Uma espada de bronze produzida há cerca de 2.700 anos foi descoberta enterrada verticalmente em uma floresta próxima à cidade de Gdansk, no norte da Polônia. A posição incomum do objeto levou arqueólogos a considerar a hipótese de que a arma tenha sido utilizada em um ritual durante a Idade do Bronze. A escavação revelou uma espada de aproximadamente 60 centímetros, datada de um período entre 900 e 700 a.C., com elementos decorativos ainda preservados. (CNN Brasil)

Cultura

A escritora Lygia Bojunga, de 94 anos, foi escolhida a Personalidade Literária deste ano do Prêmio Jabuti. A homenagem da Câmara Brasileira do Livro veio no ano em que o livro A Bolsa Amarela faz 50 anos. Para o curador do prêmio, Hubert Alquéres, Lygia mudou a forma como a literatura brasileira olha para a infância, pois seus livros confiam que crianças e jovens são capazes de entender assuntos difíceis. A escritora, que nasceu em Pelotas e já ganhou três Jabutis, foi a primeira autora de fora da Europa e dos Estados Unidos a receber o Hans Christian Andersen, em 1982, o prêmio mais importante da literatura infantil. (Globo)

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Rio Madeira sobe 69 centímetros, mas segue abaixo da média e acende alerta em Porto Velho

O rio Madeira subiu 69 centímetros em poucos dias, mas continua abaixo da média histórica de outubro e exige atenção redobrada de pescadores, ribeirinhos e condutores de embarcações em Porto Velho. Na manhã desta segunda-feira (19), o nível chegou a 3,15 metros, contra 2,46 metros registrados na sexta-feira.

Apesar da elevação, a marca ainda está 78 centímetros abaixo da média de outubro, de 3,93 metros. A Defesa Civil Municipal alerta que o nível baixo pode esconder obstáculos perigosos para quem depende do rio no dia a dia.

Bancos de areia e pedras aumentam riscos na navegação

Com menos água no leito, bancos de areia, pedras e outros obstáculos podem dificultar a passagem de embarcações. Em alguns trechos, os canais de navegação ficam mais estreitos, aumentando o risco de encalhamentos, colisões e danos aos barcos.

A orientação é evitar áreas rasas e locais desconhecidos, além de redobrar a atenção em pontos onde a correnteza continua forte.

O alerta vale especialmente para famílias que utilizam o Madeira para pescar, trabalhar, transportar mercadorias e chegar às comunidades ribeirinhas.

Falsos barrancos podem desmoronar

Outro perigo está nas margens do rio. Durante a estiagem, podem surgir os chamados falsos barrancos, formados por sedimentos recentes e pouco firmes.

Apesar da aparência de estabilidade, essas estruturas podem desmoronar, principalmente com a chegada das chuvas.

Por isso, pescadores e moradores devem evitar permanecer sobre barrancos instáveis ou perto das bordas. Também não é recomendado apoiar equipamentos nesses locais ou utilizá-los para atividades de pesca.

Defesa Civil orienta quem depende do rio

O prefeito Léo Moraes destacou a importância da prevenção durante o período de águas baixas. Já o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, orientou os usuários a verificar as condições de cada trecho antes de iniciar deslocamentos pelo rio.

A Defesa Civil ressalta que a medição de 3,15 metros corresponde à régua de referência da área urbana de Porto Velho. Em outras regiões, a profundidade, a correnteza e as condições de navegação podem ser diferentes.

Em caso de risco relacionado à estiagem, a população pode acionar a Defesa Civil Municipal pelos telefones 199 ou (69) 98473-2112.

Mesmo com a elevação registrada nos últimos dias, a recomendação é manter os cuidados durante a navegação e evitar áreas que possam oferecer riscos a moradores e trabalhadores do rio Madeira.

Caso Dalto: Júri condena acusados de matar empresário e esconder corpo em rio de Rondônia

Dois homens foram condenados a 27 e 20 anos de prisão pelo assassinato de um empresário em uma propriedade rural de Rondônia. Uma terceira ré recebeu pena de um ano por ocultação de cadáver. O julgamento terminou na noite de sexta-feira (16), em Porto Velho, após dois dias de sessão.

O caso envolve a morte do empresário Dalton, ocorrida em maio de 2024. Os jurados reconheceram a responsabilidade dos dois homens pelo homicídio e condenaram a mulher por sua participação na ocultação do corpo.

A sessão do Tribunal do Júri começou na quinta-feira (15) e terminou por volta das 23h de sexta-feira. O Ministério Público de Rondônia (MPRO) atuou na acusação, representada pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre.

Discussão por causa do trabalho teria motivado o crime

De acordo com a acusação, o assassinato aconteceu depois de uma discussão entre o empresário e dois funcionários da propriedade rural. O desentendimento teria começado por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração do local.

Durante a briga, a vítima foi atingida por golpes na cabeça e em outras partes do corpo com uma colher grande de madeira.

Após o homicídio, os envolvidos teriam limpado o local e escondido o corpo em um rio. O cadáver foi encontrado três dias depois. Segundo a denúncia, o carro da vítima também foi afundado em uma lagoa próxima.

A acusação apontou três qualificadoras para o homicídio: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados acolheram essas circunstâncias.

Réus confessaram o assassinato, mas tese da defesa foi rejeitada

Durante o julgamento, os dois acusados pelo homicídio confessaram ter matado o empresário, mas alegaram que agiram após serem injustamente provocados.

A defesa apresentou a tese de homicídio privilegiado, mas os jurados não aceitaram o argumento.

A terceira ré admitiu ter limpado o local após o crime. Ela respondia apenas pela ocultação de cadáver e foi condenada a um ano de prisão.

Condenações somam 48 anos de prisão

As penas definidas pelo Tribunal do Júri foram de 27 anos de prisão para um dos condenados pelo homicídio, 20 anos para o segundo e um ano para a mulher condenada por ocultação de cadáver.

A decisão encerra o julgamento em primeira instância. As partes ainda podem recorrer, conforme previsto na legislação.

Criminosos atiram contra policiais, fogem e abandonam carro com 244 kg de drogas

Um tiroteio entre policiais civis e suspeitos de tráfico terminou com a apreensão de aproximadamente 244 quilos de drogas neste domingo (18), em Nova Mamoré, em Rondônia. Os criminosos conseguiram fugir após atirarem contra os agentes, mas abandonaram um veículo carregado com diferentes tipos de entorpecentes.

A ação foi realizada por equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Nova Mamoré e do Departamento de Narcóticos (Denarc), que faziam diligências na região quando os ocupantes do carro tentaram escapar e abriram fogo contra os policiais.

Os agentes reagiram para conter a ameaça. Apesar do intenso tiroteio, nenhum policial ficou ferido.

Carro abandonado escondia carga de drogas

Após a fuga dos suspeitos, os policiais realizaram buscas na região para tentar localizar os envolvidos. O veículo foi apreendido e levado para vistoria.

No interior do automóvel, as equipes encontraram cerca de 244 quilos de drogas, entre skunk, cocaína, crack e haxixe. Também foi apreendido um equipamento de comunicação via satélite.

Veículo pode ser usado em rota do tráfico internacional

A investigação trabalha com a suspeita de que o automóvel fosse utilizado para transportar drogas por rotas que atravessam a fronteira.

O veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia de Nova Mamoré.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pela carga e apurar se outras pessoas participaram do esquema de tráfico de drogas. Até o momento, os suspeitos não foram localizados.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Perdeu, mané

Flávio Bolsonaro chegou ao debate disposto a desestabilizar Lula, constrangê-lo, tirá-lo do sério. Ocorreu exatamente o contrário. Flávio deixou o debate desnorteado, nocauteado após alguns rounds. Flávio Bolsonaro tentou desestabilizar Lula ao longo do debate “ao caminhar de um lado para o outro atrás dele durante todo o debate, sob o olhar das câmeras, balançando a cabeça, exibindo um sorriso irônico e demonstrando escárnio enquanto o adversário falava. Tentou emparedar o petista com a história sem pé nem cabeça da Roberta Luchsinger, e Lula se saiu bem. Em contra-ataque, Lula colocou Flávio nas cordas ao perguntar sobre o destino final dos 134 milhões pedido à Vorcaro para supostamente financiar o filme Dark Horse (Jumento Negro). Flávio não respondeu às dezenas de vezes que Lula perguntou ao candidato. Foi daí em diante que Flávio viu suas estratégias naufragar. A pá de cal foi quando Lula desafiou Flávio para que ambos abrissem seus respectivos sigilos bancários e telefônicos. Foi quando Lula o desestabilizou completamente. Aturdido, Flávio viu seu mundo cair e a eleição à presidência da República escapando pelos dedos. Mesmo com o encosto por trás, Lula não perdeu o raciocínio. As repercussões gerais são de que Lula venceu o debate. Por óbvio. Flávio Bolsonaro não tem bagagem nenhuma. Só tem BO. É lógico que, Lula três vezes presidente, sete campanhas prá presidente e dezenas de debates, ia vencer este desqualificado. O “já ganhou” deu lugar ao corra que a polícia vem aí. Faltam seis dias para as eleições de 2026.

Aos Fatos

As entrevistas de Lula e Flávio Bolsonaro na TV Globo foram analisadas pelo Aos Fatos. A checagem identificou declarações falsas de Flávio sobre temas importantes, enquanto Lula também teve afirmações questionadas e informações imprecisas. A diferença precisa ser analisada com base nos fatos, não apenas em discursos políticos. Informação verificada é fundamental para a democracia!

Ministério da Prosperidade

Flávio Bolsonaro promete criar o Ministério da Prosperidade!
Será que vai ensinar o brasileiro a transformar uma lojinha de chocolates de 25 m² numa mansão de R$ 10 milhões? Se essa for a fórmula da prosperidade, o povo quer conhecer a receita. Principalmente a origem dos ingredientes! Lula deveria dizer à Flávio Vorcaro que ele já vem dando prosperidade à população desde 2003. Quem adquire um lar pelo programa Minha Casa Minha Vida está prosperando. Quem se forma pelos institutos federais e universidades estão prosperando. Muitos viram empreendedores. Conta outra, Flávio Rachadinha.

Sidônio Palmeira

Duelo
Spacca

O marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, abordou Flávio Bolsonaro durante um dos intervalos do debate presidencial da Band. Gesticulando e questionando o senador, Sidônio reclamou da estratégia do candidato de se posicionar atrás do presidente enquanto Lula respondia às perguntas. A movimentação de Flávio, no entanto, não contrariava as regras do debate, que permitiam aos candidatos circular pelo palco. (Globo)

Perigo: algo no ar

Há algo no ar que não é avião (nem drones). Após o debate na Band e os números das pesquisas apresentando crescimento assustador de Lula, atendeu a luz vermelha na campanha de Flávio Bolsonaro que já estava nomeando o ministério. Essa turma não está para brincadeira. Não querem perder as eleições para Lula. Flávio sabe que o futuro dele será prisão se não se eleger. Alguma coisa vão aprontar até sexta-feira, dia do debate na Rede Globo. Flávio não quer ir à esse debate porque sabe que vai perder de novo. Olho vivo, Lula.

O debate sob óticas

Cada grupo viu o debate sob sua ótica. Como conta Malu Gaspar, os eleitores acompanhados pelo comando da campanha petista consideram a postura de Flávio Bolsonaro “infantil” e “desrespeitosa” com o presidente “idoso”. Já o entorno do candidato do PL viu a performance de Lula como “raivosa” e “confusa”. (Globo)

O debate sob óticas 2

Os eleitores acompanhados pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, viram o debate como “decepcionante”, “triste”, “vergonhoso”, “infeliz”, “irresponsável”, “uma piada”. Para eles, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois candidatos. (Estadão)

O debate sob óticas 3

Josias de Souza: “Flávio Bolsonaro encenou Pablo Marçal. Estava ensaiado para lacrar, não para debater ideias. Produziu recortes em série. E estragou os vídeos alheios. Fez caras e bocas atrás de Lula enquanto ele falava. Desviou das perguntas com provocações. O adversário caiu na cilada. Pior: desestabilizou-se no primeiro round”. (UOL)

Aparelhos conectados

O debate alcançou 5,39 milhões de aparelhos conectados simultaneamente ao canal oficial da Band no YouTube.Os números se referem exclusivamente à transmissão da Band no YouTube e não incluem a audiência da televisão aberta ou de outras plataformas. (Poder360)

Enquanto isso…

Pesquisa BTG/Nexus  (íntegra) divulgada nesta manhã indica que a disputa ficou ainda mais acirrada. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3%, contra 49,7% de Lula. O levantamento mostra ainda que 50,5% dos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno migraram para senador do PL e 32,4% para o presidente. Entre quem não votou no primeiro turno, 49,3% preferem Lula e 44,1% vão com Flávio. (Meio)

Nova investigação

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz. O inquérito chegou à Corte em 8 de outubro e foi distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes. A investigação surgiu a partir de provas reunidas pela PF em um inquérito sobre plataformas de pagamento digital e o mercado de apostas esportivas. (Estadão)

Flávio o Bolsonaro mais corrupto

Mariliz Pereira Jorge: “Flávio Bolsonaro é, sem esforço, o Bolsonaro mais corrupto na linhagem inteira. Mas o verdadeiro terror que acompanha Flávio Bolsonaro de mãos dadas não é desvio de verba. É a ligação crônica, antiga, profunda com a milícia”. (Meio)

Protestos na França

Pelo menos 2.400 pessoas foram presas na França ao longo do fim de semana em meio a protestos violentos contra a alta do custo de vida e a má qualidade das escolas públicas de ensino médio. Além dos confrontos entre manifestantes e policiais, houve saques de lojas e depredação de patrimônio público. O presidente culpou ativistas de extrema esquerda pela violência, mas não comentou os motivos alegados para os protestos. (AP)

Flávio na Avenida Paulista

Flávio Bolsonaro reuniu cerca de 72 mil apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, a uma semana do segundo turno da eleição presidencial. A estimativa é do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common, que utilizaram imagens aéreas e inteligência artificial para calcular o público. A manifestação ocupou vários quarteirões da avenida e ruas adjacentes, provocando bloqueios no trânsito e o fechamento temporário de uma estação de metrô. Ao lado da mulher, Fernanda, o senador voltou a mencionar o pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio afirmou que, caso vença a eleição, receberá a faixa presidencial das mãos do ex-presidente. (Folha)

Bora Virar

Apoiadores do presidente Lula realizaram manifestações em diversas capitais brasileiras neste domingo. Os atos, organizados como parte da campanha “Bora Virar”, reuniram movimentos sociais, militantes e artistas em uma mobilização para ampliar o apoio à reeleição do petista. No Rio de Janeiro, manifestações ocorreram no Centro e na praia de Copacabana, onde artistas como Caetano Veloso,  Djavan, Marina Sena e Chico César, Ivan Lins, João Bosco, Simone, Frejat e Fernanda Abreu, Moreno Veloso, Jorge Vercillo, Francis Hime, Olívia Hime, Kleber Lucas, Jota.Pê, Duda Beat, Xamã, Edu Krieger, Rubel, Natália Voss e o grupo 3030 participaram do evento musical. Em Salvador, uma caminhada entre Ondina e o Farol da Barra reuniu nomes como Daniela Mercury, Gilberto Gil, entre outros artistas. Também houve atos em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Lula não participou das manifestações. (g1)

Oração do Angelus

O papa Leão XIV, de 71 anos, fez neste domingo sua primeira aparição pública desde que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no pulmão. Da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, o pontífice conduziu a tradicional oração do Angelus diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Leão XIV recebeu alta no sábado, após passar quatro dias internado no Hospital Gemelli, em Roma. Durante a cirurgia, os médicos retiraram o lobo inferior de seu pulmão direito. O papa apareceu sorridente, caminhou até a janela sem ajuda e discursou com voz firme. Agradeceu às orações recebidas durante a internação e à equipe médica responsável pelo tratamento. (g1)

Ebola

O surto de Ebola continua se expandindo na República Democrática do Congo e já atingiu oito províncias do país, além de ultrapassar suas fronteiras, com casos registrados em Uganda e no Quênia. A epidemia, considerada a pior da história congolesa, acumula 9.415 casos confirmados e 4.536 mortes. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo confirmou que o vírus chegou à província de Ubangi do Norte, na fronteira com a República Centro-Africana. Foram identificados dois casos, incluindo uma morte. A expansão da doença aumenta a pressão sobre as autoridades sanitárias, que tentam conter a disseminação do vírus. (UOL)

Medidas socioeducativas

O número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em unidades fechadas ou de semiliberdade caiu 54,5% no Brasil na última década, passando de 26,8 mil em 2015 para 12,2 mil em 2025. Os dados, reunidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram uma redução contínua desde 2016, seguida de relativa estabilidade nos últimos três anos. São Paulo concentra quase metade dos adolescentes submetidos a essas medidas, com 5.200 registros em, seguido pelo Rio, com 966. (Folha)

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Debate na Band: Lula deu o xeque-mate ao propor transparência

Por Edson Silveira

Assisti ao primeiro debate do segundo turno entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro, realizado pela Rede Bandeirantes neste domingo, 18 de outubro. Saí com duas impressões: a democracia ganhou com o encontro, mas o eleitor merecia uma discussão mais esclarecedora.

A Band merece reconhecimento por colocar os candidatos frente a frente. Quem pretende governar o Brasil precisa responder a perguntas, enfrentar cobranças e explicar suas escolhas publicamente. No entanto, o formato adotado permitiu que os participantes escapassem com frequência dos temas propostos. Muitas perguntas receberam respostas diferentes do que havia sido perguntado, sem uma mediação capaz de exigir esclarecimentos ou confrontar informações sem comprovação.

Os principais momentos do debate

A primeira parte foi marcada por provocações e troca de acusações. Na minha avaliação, Flávio apostou excessivamente nesse caminho, aparentemente tentando tirar Lula do sério, mas acabou abrindo espaço para questionamentos que não respondeu de forma convincente.

Um dos casos foi a menção aos R$ 134 milhões que teriam sido solicitados a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Lula insistiu no assunto, mas não ouvi uma explicação satisfatória sobre a solicitação e o eventual destino dos recursos. Responder com outra acusação pode render repercussão nas redes sociais, mas não elimina a dúvida do eleitor.

Também considerei relevantes os questionamentos sobre a atuação de Flávio como advogado de um policial acusado de matar uma criança e sobre seu apoio à retirada da exigência de marcação de munições. Como advogado, reconheço que defender alguém não significa concordar com o crime atribuído a essa pessoa. Ainda assim, é legítimo cobrar coerência de quem faz da segurança pública uma de suas principais bandeiras.

Em relação a Roberta Luchsinger, Lula afirmou que o caso deveria ser tratado pela Polícia Federal e que seu filho prestaria depoimento. Esse deve ser o princípio aplicado a qualquer família: investigação, direito de defesa e responsabilização quando houver provas. Ninguém deve ser protegido pelo sobrenome, mas também não pode ser condenado por insinuações eleitorais.

O momento mais importante, na minha leitura, ocorreu quando Lula desafiou Flávio a permitir que ambos tivessem seus sigilos bancários e telefônicos abertos à investigação. Ao se colocar à disposição do escrutínio, Lula transformou a troca de acusações em uma cobrança concreta por transparência.

Não ouvi de Flávio uma aceitação clara e direta do desafio. Para quem vinha utilizando a corrupção como arma contra o adversário, aquela era uma oportunidade de assumir publicamente o mesmo compromisso. A ausência de uma resposta objetiva deixou a questão em aberto.

Para mim, esse foi o xeque-mate político de Lula. Isso não significa que a falta de resposta prove qualquer crime, nem que a abertura de sigilos resolva todas as suspeitas. Significa que Lula apresentou uma condição objetiva e declarou estar disposto a se submeter a ela. Naquele momento, considerei que Flávio não ofereceu uma resposta à altura.

Lula também teve falhas. Em alguns momentos, entrou no bate-boca e contribuiu para prolongar discussões que pouco esclareciam. Sou favorável à sua candidatura, mas isso não me impede de reconhecer seus erros. Na primeira parte do debate, os dois falaram mais para suas próprias bases do que para os eleitores que buscavam conhecer melhor suas propostas.

Comparação das propostas

Quando o debate avançou para os temas de governo, as diferenças entre os candidatos ficaram mais claras, especialmente em segurança pública, saúde e no papel do Estado.

Na segurança, não me convence a ideia de que basta anunciar uma guerra contra o crime ou aumentar penas para resolver um problema tão complexo. É necessário fortalecer a investigação, a inteligência, a integração entre as forças policiais e a capacidade de atingir o dinheiro das organizações criminosas. O país precisa de firmeza no combate ao crime, mas também de planejamento e proteção para a população.

Na saúde, ouvi a promessa de um SUS com padrão de excelência, mas é preciso considerar a distância entre uma frase de campanha e a realidade de quem espera por consulta, exame ou cirurgia. Melhorar o atendimento exige recursos, profissionais, planejamento e compromisso permanente. A condução da pandemia pelo governo Bolsonaro torna essa cobrança ainda mais necessária.

A discussão sobre privatizações também pesou na minha avaliação. Ao trazer a Petrobras para o debate, Lula tocou em uma questão central: o destino do patrimônio público e a capacidade de o Brasil decidir seu próprio desenvolvimento.

Não considero a venda de uma empresa estratégica uma solução automática para melhorar a eficiência. Antes de qualquer decisão, é preciso saber quem será beneficiado, quais serão as consequências para os consumidores e como o interesse nacional será protegido. Quem defende uma privatização deve explicar claramente o que pretende vender, por quanto e sob quais condições.

Para nós, que vivemos em Rondônia, essa preocupação é concreta. É preciso pensar nas pessoas que moram longe dos grandes centros, nas comunidades dependentes de serviços e investimentos públicos e nas regiões em que o retorno financeiro pode ser pequeno, mas a necessidade social é grande. O interesse de uma comunidade não pode ser medido apenas pela margem de lucro que oferece.

Defender empresas públicas, porém, também significa exigir boa gestão, transparência e fiscalização. O patrimônio público deve estar a serviço da população, com capacidade de investir e contribuir para o desenvolvimento.

Foi ao tratar dessas escolhas de país que, na minha avaliação, Lula se mostrou mais preparado. Vi nele maior consistência na defesa do Estado como instrumento de proteção social e desenvolvimento. De Flávio, esperava mais explicações e menos provocações.

Terminei o debate convencido de que Lula teve o melhor desempenho. Não foi uma apresentação sem falhas, mas considero que saiu vitorioso. O desafio sobre a abertura dos sigilos deixou uma cobrança que merece resposta: quem exige transparência do adversário também precisa estar disposto a praticá-la.

Edson Silveira
Advogado, administrador, professor aposentado e analista politico.

Vigiai, orai e buscais votos dos adormecidos

Por Roberto Kuppê (*)

É tudo ou nada. É a história do bem contra o mal. Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O versículo “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” está registrado no Evangelho de Mateus 26:41. Jesus pronunciou essas palavras no Jardim do Getsêmani, pouco antes de ser preso, enquanto passava por profunda angústia e agonia. Jesus pediu que Pedro, Tiago e João vigiassem com Ele, mas os encontrou dormindo três vezes. O Significado: Vigiar, estar alerta, observar os próprios pensamentos, sentimentos e atitudes, reconhecendo os perigos espirituais antes de ceder.

Lula não precisa vencer estas eleições. Quem precisa desesperadamente é Flávio Bolsonaro. É o dele que está na reta. É a liberdade dele que está em jogo. Não tem nada a ver com a população, democracia, prosperidade, empreendedorismo. Nada disso. Flávio está buscado a blindagem dele por quatro ou mais anos. Assim que assumir, caso eleito (deuzulivi), ele vai imprimir a toda velocidade a um projeto de poder para durar 20 anos. É disso que se trata.

Na possibilidade de vencer as eleições ao ver os resultados do primeiro turno, inadvertidamente ele soltou o verdadeiro plano de governo: mudar a Constituição Federal. Ou seja, revogar, fazer outra, amparado pela maioria que o PL elegeu para o Congresso Nacional.

Ao revelar o projeto de poder que estava em segredo, ele fora advertido pelo grupo político que o sustenta. Neste sádico projeto, Flávio quer(ia) nomear, além dos quatros ministros do STF aos quais tem direito, pretende (ia) aumentar de 11 para 18, podendo nomear mais sete. Com a maioria no STF e no Congresso Nacional seria um abraço. “Ah, mas o Lula mudou a Constituição”. Não mudou. Acrescentou. Acabou com a escala 6×1 e fez o Congresso Nacional aprovar a escala 5×2. Flávio quer suprimir a democracia.

Uma publicação do Partido Liberal (PL) para promover a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro provocou controvérsia nas redes sociais após internautas identificarem semelhanças com uma das imagens mais conhecidas da propaganda do ditador fascista italiano Benito Mussolini. O material foi divulgado e retirado do ar depois da repercussão negativa.

Flávio não contava com a reação da esquerda e até da direita que não concorda com o bolsonarismo. As pesquisas indicam que Lula já empatou numericamente. Doravante, na reta final será um vale tudo para Flávio se eleger. Porque, caso contrário, vai fazer companhia ao pai e à Daniel Vorcaro na prisão, ou, se fugir, companhia ao irmão dele, Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Soberania? Essa vai de ralo se Flávio Bolsonaro vencer. Não terá força nenhuma para impedir que Donald Trump assalte as nossas riquezas minerais e petroliferas. O Brasil será quintal dos Estados Unidos como o é a Venezuela neste momento. Será assim o futuro do Brasil a menos que a direita responsável e os indecisos optem por reeleger Lula. Um estadista de verdade. Um patriota de verdade. Trocar o certo pelo duvidoso? Trocar quem já fez muito pela população por um golpista cheio de escândalos e explicações pra dar? É impossível que a direita honrada desse país não enxergue o óbvio. Este articulista acredita sim na consciência da direita não contaminada pelo bolsonarismo insano. Até a próxima.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Faltam oito dias

Faltando apenas oito dias para as eleições de 2026, segundo turno, os dois candidatos à presidência da República, Luis Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), estão rigorosamente empatados. Doravante, vencerá aquele que cometer menos erros. E ontem, na entrevista concedida à Renata Lo Prette, Rede Globo, Flávio fez o favor de cometer vários erros, além de proferir mentiras (fake news) à vontade. É verdade que Lo Prette foi dura e incisiva, mas deixou o pinóquio falar o que queria para lacrar nas redes sociais. A jornalista desmentiu o candidato em várias oportunidades. Flávio não respondeu a maioria das perguntas e falou o nome de Lula 28 vezes. Na entrevista de Lula um dia antes, o petista simplesmente ignorou o bolsonarista.

A entrevista foi um desastre

O sujeito é fraco, e a entrevista ao Jornal Nacional só não foi uma tragédia porque o que importava para a campanha do candidato da extrema direita era a produção de cortes, com frases prontas para as redes sociais. Flávio Bolsonaro gaguejou diante de Renata Lo Prete, desde o início da conversa no JN, e incluiu, por ser simplório, até a venda de imóveis do governo para conseguir cortar prometidos R$ 200 bilhões dos gastos do governo.

A entrevista foi um desastre 2

E também gaguejou muito, logo depois, ao tentar explicar por que mudou de ideia sobre o fim da escala 6X1. Não passou convicção sobre o que o levou a voltar atrás na votação da PEC, que teve o apoio de todo o bolsonarismo, com exceção do senador Hamilton Mourão. Segundo ele, um dia de folga a mais servirá apenas para que os trabalhadores andem de ônibus e sejam assaltados. E ainda levou pelo menos três puxões de orelha da entrevistadora para que não comentasse o que não é fato e não estava na pauta da conversa. Renata o expôs como disseminador de mentiras na entrevista.  As informações são do Diário do Centro do Mundo.

O que marcou

Flávio Bolsonaro repetiu várias fake news como a destinação de 30 milhões de Vorcaro para o filme de Lula. Embora fale que vai cortar 250 bilhões do orçamento, disse que vai manter todos os programas sociais de Lula. Vai cortar o que então? Se vai manter tudo do Lula, por que o eleitor deveria votar nele?

Botou pra lascar

Lula se precipitou ao condenar a Globo antecipadamente. Ou a direção da Globo não atualizou a Renata Lo Prette. Pois ela triturou o Flávio Rachadinha. Lula achou que ao almoçar com a alta cúpula da Globo, a entrevista seria mamão com açúcar. Não foi. Foi dureza. Lo Prette botou pra lascar.

Botou pra lascar 2

A jornalista Renata Lo Prete protagonizou um dos momentos de maior cobrança da sabatina com Flávio Bolsonaro. Ao perceber que sua pergunta não havia sido respondida, ela disparou: “Candidato, eu entendi que fiquei sem resposta!” O episódio aconteceu durante um questionamento sobre a proposta de retirar a identificação de munições adquiridas pelas forças de segurança.
Renata queria saber como a medida contribuiria para combater o crime organizado. Flávio passou a abordar outros temas, como fiscalização de fronteiras, endurecimento de penas e uso de tecnologia na segurança pública, sem esclarecer diretamente o ponto levantado pela jornalista. A cobrança evidenciou a dificuldade do candidato em justificar a proposta durante a entrevista.

Caro eleitor bolsonarista

Convença a este articulista a votar em Flávio Bolsonaro. Analise toda a carreira política de Flávio desde vereador a senador da República. O que ele fez para combater a criminalidade no Rio de Janeiro, posto que segurança é uma de suas principais preocupações? Se analisar friamente não vai encontrar absolutamente nada! Muito pelo contrário. Flávio faz parte da criminalidade fluminense. Como deputado homenageou e empregou familiares de chefes do tráfico (CV). É amigo de milicianos e apoia políticos ligados ao narcotráfico. Renata Lo Prette cobrou explicações sobre a prisão de Márcio Canellas (União Brasil-RJ), deputado estadual eleito, por fazer parte do crime organizado. Canellas é parceiro político de Flávio Bolsonaro. Portanto, caro eleitor bolsonarista, ainda vai votar num criminoso? Se sim, o problema não é com Flávio Bolsonaro. É com o seu caráter.

Debate na Band

Flávio Bolsonaro deve ir ao debate com Lula amanhã na Band todo confiante achando que se saiu bem na entrevista da Globo. A estratégia dele será impor-se à Lula e constrangê-lo já que não tem propostas a apresentar. Se souber fazer, Lula poderá encurralá-lo, confrontando com fatos reais, principalmente sobre o Caso Master. Lula não pode cristalizar, dar branco, como ocorreu com Biden num debate com Trump. Lula terá que imprimir força e enfatizar as denúncias greves que pesam sobre Flávio. Sobre empreendedorismo e prosperidade, Lula tem que dizer que a população brasileira já vem prosperando no governo dele desde 2003 quando implantou os programas sociais e a tirou do mapa da pobreza. A maioria dos milhares de formandos dos institutos federais e das universidades criadas por Lula, tornou-se empreendedores e empresários.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência

A Polícia Federal identificou uma divergência considerada “severa” entre os valores transferidos ao exterior e os recursos que ingressaram no Brasil para financiar o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões foram enviados a um fundo nos Estados Unidos, enquanto apenas US$ 2,8 milhões tiveram entrada registrada no país. A diferença, superior a US$ 9,2 milhões, levou a corporação a aprofundar as apurações sobre o destino do dinheiro e a possibilidade de utilização do projeto cinematográfico para encobrir movimentações financeiras irregulares.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência 2

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência 3

Em um dos documentos, a Polícia Federal sustenta que o projeto pode ter “servido como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos”. A corporação considera necessário aprofundar a análise dos registros financeiros para identificar a destinação dos valores e verificar a correspondência entre as transferências internacionais e as despesas efetivamente realizadas. “Torna-se, portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas”, afirma a Polícia Federal.

Produtora declarou custo de R$ 75,1 milhões

A investigação também examina os valores apresentados pela Go UP Entertainment, empresa responsável pela realização de “Dark Horse”. Em junho deste ano, a produtora informou que o longa-metragem teve um custo de pelo menos R$ 75,1 milhões. A declaração consta de um documento incorporado ao inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da companhia. Segundo os registros apresentados, aproximadamente R$ 54 milhões foram gastos no exterior, enquanto R$ 20,9 milhões corresponderam a despesas realizadas no Brasil.

PF apura financiamento de Eduardo Bolsonaro

As investigações abrangem outras movimentações financeiras relacionadas ao projeto cinematográfico e a integrantes da família Bolsonaro. Uma das linhas de apuração examina repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra procura esclarecer se parte dos recursos movimentados por meio do fundo Havengate pode ter sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos. As informações são do Brasil 247.

Queima de arquivo

A coluna considera reforçar a segurança e a vigilância em torno de Daniel Vorcaro na Papudinha. Ele é um arquivo vivo e a morte dele beneficiaria a muitas autoridades envolvidas, inclusive e principalmente, a Flávio Bolsonaro. A CIA e o Mossad (polícia federal israelense) não brincam em serviço.

 

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

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